Raio X da migração: os holandeses

Em homenagem ao jogo de sexta.

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Andre Araujo

Uma formidabel imigração em duas grandes etapas historicas: os holandeses da invasão de Pernambuco durante o dominio da Coroa espanhola sobre Portugal (1580-1640), quando milhares de soldados da Companhia das Indias Ocidentais fugiram para o interior de Pernambuco e do Ceará após a Batalha de Guararapes, temendo ser executados pelos portugueses, lá ficaram,  se reproduziram e criaram um dos segmentos mais interessantes da população nordestina, dos quais descendentes são hoje puros brasileiros com rostos batavos, alguns inclusive nos mais altos cargos da Republica. Esses  holando-brasileiros diferem completamente do biotipo nordestino típico. Dai surgiram os Wanderleys, os Wilkers e tantos nordestinos de olhos azuis e tez clara do norte da Europa.

Uma segunda imigração veio logo após a Segunda Guerra e criaram a Holambra, perto de Campinas, uma comunidade agricola extraordinaria, hoje municipio e no Norte do Paraná, na região de Rolandia e Apucarana, com fazendas maiores, introdutores de excelente gado Holstein e de tecnicas agricolas avançadas.

Um pequeno (em quantidade)  e notavel povo que tem muito a ver com as raizes do Brasil.

 
 
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Fuhgeddaboudit™

 

 Andre Rieu - Edelweiss

Do inesquecível  filme,  “A Noviça Rebelde”, estrelando  Julie Andrews  e Christopher Plummer, o regente holandês, ANDRÉ RIEU e sua orquestra, apresentam,  em cenário, que sugere ser na Áustria, esta tradicional e belíssima música austríaca.

  

 

 

 

 

 

 

 

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

 
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Fuhgeddaboudit™

Andre Rieu & Carmen Monarcha - O Mio Babbino Caro (Telstra Dome in Melbourne)  Obs.: Carmen Monarcha é brasileira do Pará. Hoje, ainda aos 30 anos, faz grande sucesso na Europa.

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

 
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TICO TICO, Zequinha Abreu

 

Conductor/Dirigent: Jo Conjaerts (Holandês)

 

 

Banda da Armada Portuguesa
Vila Franca de Xira, Portugal, 2008-04-29

 

Jo Conjaerts ( Heerlen , 12 dez 1941 ) era um holandês maestro e professor de música .

 

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

 
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Drinds

Aqui em Santo André, no fim dos anos 50, vários holandeses foram trazidos pela Shell para trabalhar nas operações da refinaria de Capuava e na então Petroquímica União. Uma dessas famílias foi vizinha da minha avó materna e durante muito tempo mantiveram amizade, mesmo depois que eles haviam retornado para Europa. Minha avó sempre contava as histórias da "Dona Ans" e "suas maravilhas tecnológicas" que ela havia trazido da Holanda e das dificuldades que eles haviam passado na II Guerra e a situação nada fácil mesmo no pós guerra. A Da.Ans achava uma maravilha poder comprar ovos em dúzias e carne por kilo!

Quando eles voltaram para Holanda,  ela deixou de presente para minha avó uma máquina de lavar roupa, uma batedeira e um liquidificador (estes dois últimos eu conheci..). Na época, estes eram produtos super high-tec, fora do padrão de consumo da maioria da classe média, onde se incluía minha família...

Ah, outra coisa, minha mãe apredeu a falar palavrões em holandês com os meninos..acho que fdp é algo como "hot fedoma", ou algo do gênero (rsrsrsrsrrs)

Abs

 
 
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IV AVATAR

Eu estava com o texto na cabeça e me deu um branco, sumiu tudo, era uma escrita que, em pensamento, havia feito-me sorrir, e como só gosto de escrever depois que gargalh...

O que fazer se não há esta situação de espontaneidade ou riso senão dormir e sonhar com as coisas esquecidas

Ao chegar da balada de fim de tarde e rodar pela cidade para ver a festa da vitória sobre o Chile, vi que o raiox x de hoje era sobre a imigração holandesa no Brasil.

A princípio pensei, o que falar disso, não há colônias holandesas

Como não há?

Dormir e sonhei com um leão, aliás, ocorreu-me vários sonhos mas me lembro somente de 3, um filme real passando na minha frente, uma multidão de índios correndo atrás de um homem para devorá-lo

(    )antropofagia, indios correndo atrás da comida

Tem aquele história de um estrangeiro que foi comido aqui, mas não me lembro o nome, sonhei

Depois sonhei com uma raposa de lá, um cão no meio e eu de cá só filmando, achei estranho o cachorro não ter atacado a raposa,,...não entendi,,...

Ao final da noite sonhei com um grande leão descendo a escadaria, senti frio na barriga ao perceber que poderia ser devorado pelo bicho, nada disso ocorreu, o leão caiu nos braços de um homem

Ao acordar pensei, o que o leão tem a ver com a Holanda,,,e não é que tem a ver sim,,,a conferir nesta imagem, o mapa do império zeerlandês ou holandês que tinha, dentre as suas colônias, grande parte do Brasil, a Nova Holanda, que compreendia praticamente todo  o nordeste brasileiro, inclusive o Maranhão.

Como os sonhos dizem respeito principalmente a nós, tenho a ver sim, com o Leão Holandês, ainda não sei como, o  que verei através da manifestação deste momentos ou estados visionário, forma e conhecimento(vocação)

Isto não é uma aula de história, tudo será empírico, ao sabor do meu riso...eu quis dizer rio.,,,hoje o meu tempo está curtíssimo, vou sair daqui a pouco com meu pai, vou levá-lo ao hospital, o nrtbook ainda não consegui usar, o teclado é incômodo, não permite velocidade, talvez eu tenha que sair por aí com um grande teclado e mouse a tiracolo, mais um kit cd, pois netbook não tem unidade de cd, ainda não instalei, pois não tenho carteira de identidade, a Tim me pediu os documentos e não os tenhos, há séculos os perdi e nunca mais tirei outros

Vou enviar logo este texto antes que o pc desligue

Inté.

P.s_ observe que o mapa zeerlandês ou holandês tem forma de leão, o que é repetido no mapa do Recife

 

leao
 
 
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IV AVATAR

Hoje é Holanda é um leão que não ruge, no entanto lá pelos idos de 1600;;;tenho que escrever meus textos sem ler qualquer coisa de outrem, isto é livre, mais poético do que epistemológico,...afinal de contas os sonhos são destituídos de lógica,,,o meu ponto será o sonho desta noite, o leão, o grande Leão do Norte, era assim que era chamado o príncipe holandês que veio da Holanda para tomar de conta da colônia brasileira que, como disse, englobava um vasto território, sendo que pelo menos em Pernambuco o império neerlandês dominou por 15 anos, um curto período mas de grande efervescência política, étnica, artística, religiosa, imigrantes de vários países europeus aportaram por aqui, judeus também, um período bem movimentado, a Santa Inquisição estava a todo vapor,

Mas o assunto aqui é imigração holandesa no Brasil, não posso fugir muito do assunto.

 P.S- 15 anos em Pernambuco,,,somando o tempo do início ao fim da presença holandesa do império holandês, se não me engano o total é de 34, ou seja, 1930 a 1954,,,tenho que verificar isso,,no momento estou sem tempo para conferir isso

 

P.S- Eu disse que hoje a Holanda é um leão que não ruge? Claro que isso não é verdade. Ruge sim, pois os holandeses continuam na vanguarda das liberdades civis, tendo aprovado coisas como casamento gay, eutanásia, etc. Portanto, claro que ruge. E viva  o povo holandês. 

leao
 
 
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IV AVATAR

O vídeo no rodapé desta postagem é obra do IV Avatar do Rio Meia Ponte.

Neste texto Grabriel Passeti procura desmistificar  a colonizção holandesa no Brasil.

Para não atrapalhar o trânsito, ao final o link para a leitura completa

A criação do mito do Brasil Holandês
Gabriel Passetti - Publicado em 13.04.2007

Considerações finais
A ocupação holandesa do Nordeste Brasileiro é vista como um passado que não deveria ter sido encerrado pela reconquista de 1645-1654, pois a política holandesa teria formado um Brasil mais forte economicamente e, desde o seu início, urbano. Esta visão é superficial: para negá-la, bastaria observar-se o desenvolvimento das colônias holandesas nas Antilhas, por exemplo.

A política holandesa restringia ainda mais as possibilidades econômicas do Nordeste do que a portuguesa, bem como limitava o plano social, com a crise entre brancos e judeus, negros e índios. Assim, durante os 24 anos de dominação foi criado uma grande segregação religiosa-racial.

No entanto, não devemos deixar de lado os pontos positivos da política holandesa, e principalmente do Conde Maurício de Nassau. Com sua base urbana, trabalhou para impedir o poder dos senhores de engenho e das oligarquias agrárias, incentivando assim a transformação da sociedade pernambucana de agrária para urbana. Além disso, foram muitos os esforços em melhorias para a população local, que viu em Nassau um governante que os ajudou com suas políticas de combate à fome e à monocultura.

A comunidade judaica na América até os nossos dias cita orgulhosa os tempos de colônia em Pernambuco, onde desfrutava de liberdade religiosa impensável na época para os padrões europeus e católicos.

Se podemos falar de algum erro do governo holandês, que acabou por gerar a revolta e perda de Pernambuco, foi de não ter incentivado mais os holandeses a acessar a terra. Deste modo, os portugueses, apesar de dominados, tinham a economia em suas mãos, autêntica base do projeto econômico da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais.

Criou-se um mito com relação ao governo de Nassau para a população do Recife e região, algo como um herói nacional. Ignora-se o fato de Nassau ser um governante a mandos da mercantilista, ou capitalista, Companhia das Índias Orientais. Suas políticas muitas vezes foram feitas para impedir uma guerra civil e a instabilidade social na colônia. O incentivo à colonização da Ilha de Antonio Vaz se deu principalmente após a superlotação da cidade do Recife, e Nassau, vivendo na colônia, podia muito melhor do que o Conselho dos XIX perceber que, se não fosse ampliada a área habitável da colônia, em breve uma insurreição nasceria.

 
 
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IV AVATAR

Um assunto interessante...segue abaixo trechos de alguns artigos seguidos de seus respectivos links para quem quiser continuar.,,,boa leitura...(1630 - 1654)
Este foi o período em que os holandeses dominaram parte do Brasil,,,a ascênção e declínio dos judeus que aportaram por aqui neste período...http://colecao.judaismo.tryte.com.br/livro10/l10cap7.htm

Nova Holanda (em neerlandês: Nieuw-Holland), conhecida como Brasil Holandês, foi uma colônia neerlandesa que ocupou grande parte da região Nordeste do Brasil, de 1630 a 1654. O território ocupado pela colônia foi conquistado aos portugueses e abrangeu sete das dezenove capitanias do Brasil à época.

A colônia alcançou o seu apogeu durante o Governo de Maurício de Nassau, um período de grande prosperidade cultural, econômica e de liberdade religiosa. A antiga colônia compreendia partes dos atuais estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas, sendo as principais cidades a Mauritsstad (Recife), Frederikstad (João Pessoa) e Nieuw-Amsterdam (Natal).

 

Murício de Nassau

Comitiva

(..) Erudito e humanista, interessava-se pelas ciências e pelas artes. Tão logo foi nomeado, reuniu um grupo de cientistas, teólogos, arquitetos, médicos e pintores.

O cientista Willem Piso, que estudara em Leiden e em Caen e praticara Medicina em Amsterdã, veio à Nova Holanda para estudar as doenças tropicais. O paisagista Frans Post, de vinte e poucos anos, vinha recomendado por seu irmão Pieter Post e era tão desconhecido como o retratista Albert Eckhout. A Luís XIV, porém, Nassau diria mais tarde que contara no Brasil com seis pintores - talvez incluisse um pintor primitivo, Zacharias Wagener, seu despenseiro. Viriam ainda o cartógrafo Cornelis Golijath e o astrônomo saxão Georg Marggraf, que, com Piso, seria o autor da Historia Naturalis Brasiliae (Amsterdã, 1648), primeira obra de caráter científico sobre a natureza brasileira. O nome de Marggraf é sobretudo ligado a sua descrição do eclipse solar de 1640. Vieram ainda três vidraceiros e um entalhador. Ao humanista Caspar Barlaeus, Nassau encomendou a redação da história de seu governo no Brasil. (...)"

http://pt.wikipedia.org/wiki/Maur%C3%ADcio_de_Nassau

Link para a bandeira do Recife com referência ao Leão Zeerlandês

http://www.recife.pe.gov.br/noticias/imprimir.php?codigo=145066

Holanda
A Ousadia da Liberdade


 
 

A Holanda mais uma vez surpreende o mundo. Além de, há alguns anos, ter liberado comedidamente o consumo de drogas em certas cidades grandes, e legalizado o casamento homossexual, o parlamento em Haia aprovou a eutanásia, a morte consentida do paciente terminal. Se muitos sentem-se chocados pela liberalidade daquele país, é bom ressaltar que essas atitudes complacentes e tolerantes não vêm de agora, mas estão entrelaçadas com os últimos quatro séculos da história dos batavos.

 http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/holanda.htm


Na imagem, Maurício de Nassau, para os pernambucanos, o Leão do Norte

nassau
 
 
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Romeu

Sobre o termo Leão do Norte:

Esta expressão não esta associada ao Conde Maurício de Nassau. A representação iconográfica do Brasil Holandês e do Recife é uma Mulher que segura em uma mão um espelho e em outra uma cana de açúcar. O termo Leão do Norte se relaciona aos feitos bélicos e guerreiros do povo e da província e atual estado de Pernambuco. Este termo foi forjado a partir da restauração pernambucana, nas guerras e revoltas antilusitanas (mascates, praieira), nas revoltas liberais do século XVIII e outras. A origem da revolta liberal de 1817 foi a partir de uma insurgência do regimento de artilharia comandado por José de Barros Lima, que era conhecido a partir de então como: Leão do Norte.

 

 
 
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IV AVATAR

"(...) No Brasil há notícias de que a Inquisição atuou no século XVIII. No período entre 1721 e 1777, cento e trinta e nove pessoas foram queimadas vivas. (...)"

http://www.spectrumgothic.com.br/ocultismo/inquisicao.htm

Por conta do domínio holandês no Brasil, os judeus que aqui chegaram, ficaram livres dos processos da Santa Inquisição, pois Maurício de Nassau havia expulso os jesuítas.

"(...)

A conquista da Bahia pelos holandeses ocorreu no dia 8 de Maio de 1624. A expedição era composta de 26 navios armados de 450 canhões e tripulados for 3.300 homens sob o comando do Almirante Jacob Willekens e do vice Peter Heyn.

Os holandeses proclamaram imediatamente sua política de tolerância religiosa e ofereceram proteção aos residentes da cidade, ganhando assim, apoio da população local, em especial dos marranos, que detinham o poder econômico  pelo cultivo e dos engenhos de cana-de-açúcar.

Ao contrário dessa outorga de tolerância religiosa, os holandeses ordenam que os jesuítas fossem expulsos e seus conventos fechados. Ao mesmo tempo, declarava-se que a Igreja Cristã Reformada, de origem protestante, fosse representada como a religião do Estado. Assim, milhares de marranos, agora numa situação privilegiada uniram-se à Expedição Holandesa de 1629, que (como já frisei anteriormente) era composta por 56 navios com 1.170 canhões e marinheiros. Auxiliados por um judeu chamado Antônio Dias Paparobalos, que por muitos anos fora comerciante em Pernambuco antes de partir para a Holanda; serviu ao desembarque das forças expedicionárias holandesas como guia principal naquele território. No dia 14 de Fevereiro de 1630, Recife estava sob domínio dos holandeses.

Para os judeus marranos e cristãos novos parecia-lhes estar num paraíso, onde as regras da Inquisição não mais ali prevaleciam.

Fez-se destacar o Goverador-Geral do Brasil-Holandês, João Maurício de Nassau, que durante seu bem sucedido governo, motivou muitos judeus portugueses e holandeses a imigrarem para o Brasil. Como exemplo, em 1638 Manuel Mendes da Costa chefiava um grupo de duzentos jovens que vieram em dois navios da Holanda para o Brasil. No meio dele havia classe de elite, os letrados, doutores e líderes espirituais.

A trégua de Aliança defensiva entre Portugal e Holanda para lutarem contra a Espanha, beneficiou ainda mais a imigração de marranos, quer de Portugal, quer da Holanda.

Várias fazendas de engenhos açucareiros pertenciam a judeus, onde instalavam suas sinagogas nas próprias fazendas, como destacamos do livro “Senhores de Engenho – Judeus em Pernambuco Colonial 1542-1654” – de José Alexandre Ribemboim:

-         Diogo Fernandes e Branca Dias. Engenho de Camaragibe-PE.

-         Ambrósio Fernandes Brandão. Engenho de Inobi.

-         David Senior Coronel  (Duarte Saraiva). Engenho Bom Jesus.

-         Moisés Navarro. Engenho de Juriçaca – Cabo.

-         Matheus da Costa. Engenho de João Tenório Medina – Ipojuca.

-         Abraham Izhach. Ferreiro-PE.

-         André Gomes Pina. Engenho de Muribara

-         Antônio Barbalho Pinto. Engenho de Tibirí .

-         Baltazar Rodrigues Mendes. Engenho de Embiapecu.

-         Duarte Nunes. Engenho de Cacáu.

-         Fernão do Vale. Engenho S. Bartolomeu.

-         James Lopes da Costa. Engenho na Várzea do Capiberibe.

-         Estevão Ribeiro, Fernão Soares, Filipe Diniz da Paz, Francisco Pardo e muitos outros.

Vários outros proprietários eram Jacob Valvende, Moses Neto, Jacob Zaculto, João Lafará, Gil Correia, Gabriel Castanha, Gaspar Francisco da Costa, Atias Avraham Açevedo, Fernão Martins, David Atias, Benjamim de Pina, etc.

Findando o domínio holandês em 1654, volta o domínio de Portugal e, conseqüentemente, os processos inquisitoriais.

A propósito, com o término do domínio holandês, os judeus marranos e cristãos novos tomaram diferentes rumos: (...)

Texto na íntegra

http://www.anussim.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=22&Itemid=27

leao2
 
 
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IV AVATAR

"(....)

Abaixo encontramos uma lista de judeus brasileiros que foram executados pela Inquisição em Lisboa – no período de 1644-1748.

 

Auto-de-fé                                      Nomes                                                 Dossiê

·        10 de julho, 1664                  Gaspar Gomes                                     5019

·        15 de dez., 1647                   José de Lins (Isaac de Castro)             11550

·        14 de julho, 1686                  Theotônio da Costa                             2816

·        30 de julho, 1709                  Rodrigo Alvares                                    999

·        14 de outubro, 1714              João Dique de Sousa                           10139

·        16 de nov., 1720                   Theresa Pais de Jesus                          2218

·        16 de out., 1729                   João Thomas de Castro                        9999

·        17 de junho, 1731                 Felix Nunes de Miranda                         2293

                                                   Miguel de Mendonça Valladolid              9973

                                                   Guiomar Nunes                                   11772

·        6 de julho, 1732                   Diogo Correia do Vale                           821

                                                   Domingo Nunes                                   1779

                                                   Luiz Miguel Correia                              9249

·        20 de set., 1733                  Fernando Henriques Alvares                  8172

·        1 de set., 1737                    Manoel da Costa Ribeiro                       1361

·        18 de out., 1739                  Luiz Mendes de Sá                               8015

                                                   Antônio José da Silva                           3464

·       20 de out., 1748                   João Henriques                                    8378

 

         (Todos esses dossiês se acham no Arquivo da Torre do Tombo em Lisboa).

Após o domínio holandês no Brasil, o autor A. Wiznitzer, ainda relata no livro citado o seguinte sobre os judeus que permaneceram no Brasil: “Todas as pessoas, tanto cristãos como judeus, as quais, devido ao atraso dos navios onde deviam embarcar, não tivessem partido dentro dos três meses de acordo, seriam tratados como até o presente o tinham sido, excetuando os judeus outrora cristãos, estando estes sujeitos, como estavam, à Santa Inquisição, na qual não posso interferir. Qualquer judeu que não tivesse sido batizado católico poderia permanecer no Brasil sem correr o risco de ser molestado ou perseguido. Antigos marranos de descendência espanhola e portuguesa, que abertamente tinham abraçado o judaísmo, formavam a grande maioria da população judaica do Brasil-Holandês; mas seus filhos, nascidos judeus, ou antes ou depois da emigração de seus pais para o Brasil, não podiam ser considerados heréticos pela Inquisição. Conseqüentemente, não seriam molestados, caso optassem pela permanência no Brasil”.

Outrossim, o referido autor ainda relata em seu livro que, “em 1964, descobriram-se no Brasil as minas de ouro de Itaberaba. Seguiu-se a descoberta de minas adicionais em Ouro Preto e muitos outros lugares. O resultado foi uma migração em massa para a região de Minas, parecida com a que se realizaria na Califórnia cento e cinqüenta anos mais tarde. Brancos, negros, mulatos, índios; homens e mulheres, jovens e velhos; os ricos, os pobres, os nobres e os plebeus, clérigos e leigos; estrangeiros com ou sem passaporte – todos se precipitaram para a região aurífera. A multidão abrangia, naturalmente, um grande número de cristão-novos, e entre esses havia judaizantes que, quando descobertos, eram denunciados, presos e entregues à Inquisição de Lisboa”.

(1) Arnoldo Wiznitzer – Os Judeus no Brasil Colonial  pág. 28.

_____________http://www.anussim.org.br/A imagem abaixo é de uma obra da artista plástica goiana Ana Maria Pacheco, radicada na Inglaterra

Re: Raio X da migração: os holandeses
 
 
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Turuna

 

Ao (judeu?) Meia Ponte.

 

 

Turuna

 
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Werner

Agora o que realmente me deixa curioso sobre a 'invasão' holandesa é entender como, ainda que sendo excelentes negociadores, eles conseguiram o pagamento, em 1661, a prestação, de Portugal de uma espécie de indenização em 63 toneladas de ouro (brasileiro claro) por terem 'perdido' a colônia.

Mas se assim foi porque então tão sangrenta luta? Após empenharem a Companhia das Índias nas aventuras pelo norte americano não tinham porque ameaçar guerra com Portugal. E esta ameaça perde a força se considerarmos que em 1663 assinaram um tratado de paz com os portugueses. Para mim, esta 'história' está mal contada.

@Drinds - Hehe, 'God Verdomme' quer dizer algo como 'Deus amaldiçoe'  ou 'maldição divina' e ainda é considerado um palavrão em holandês, visto ser esta uma nação de história calvinista.

 
 
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Hans Bintje

Werner disse: "Mas se assim foi porque então tão sangrenta luta?"

Eu completaria: tão sangrenta quanto desnecessária. Se alguém quiser saber como a gente pensa, um bom exemplo é a troca de mensagens que mantive no site do Azenha ( http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/a-guerra-desembestada.html ):

[Obs.: Nesse resumo para o site do Luis Nassif, tive que cortar as partes mais divertidas da conversa, vale a pena ler a página original!]

Hans Bintje disse:

Tirem o general Stanley McChrystal e mandem o Azenha para o Afeganistão!

Parece brincadeira, mas eu estou falando sério. A primeira atitude seria passar para os líderes tribais afegãos uma cópia do vídeo sobre Gana, que "é o centro de irradiação na África das tecnologias desenvolvidas no Brasil pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa. (...) Que traz vantagens para o Brasil e para os paises africanos."

O Luis Nassif já tratou desse assunto - a Embrapa no Afeganistão - de maneira brilhante e o Azenha mostrou como isso pode funcionar, na prática, exibindo a experiência bem sucedida na África.

Os líderes tribais vão estranhar o discurso:

- Isso quer dizer que, pela primeira vez em décadas, não vão voar bombas em cima da cabeça da gente? E ainda vamos ter comida?

É basicamente isso.

Num segundo momento, o discurso vai tratar de programas como "Bolsa Família", "Minha Cabana, Minha Vida" e outras iniciativas para melhorar a vida do povo afegão.

Aí o Azenha se torna o rei do país!

Nelson disse:

Será que o grande capital estadunidense está disposto a deixar que isso aconteça e se ver obrigado a abandonar tamanha riqueza?

Hans Bintje disse:

Vamos trabalhar com o número - US$ 900 bilhões - e a hipótese mais desfavorável para os EUA, que os afegãos criem uma empresa estatal para administrar a riqueza mineral do país.

Ainda assim eles ganham. Basta pensar em alguns poucos - a lista real é bem extensa - itens relevantes:

1) No fornecimento de equipamentos e tecnologia para extração e pré-processamento de minérios;

2) Nas operações financeiras ligadas à abertura e operação das minas e das fábricas, bem como nas atividades de exportação de minérios e importação de equipamentos de extração;

3) No giro comercial provocado pelo pagamento de salários aos trabalhadores, na compra de alimentos e outros bens, como materiais de construção e tudo o que for minimamente necessário para equipar as casas dos afegãos;

4) Na construção de infra-estrutura, estradas, rede elétrica, fornecimento de água para as cidades.

Isso sem falar nos gastos com educação, lazer e divertimento. Sim, a criançada afegã também vai querer ver o filme estadunidense "Toy Story 3", tanto quanto a brasileira, tailandesa ou espanhola!

 
 
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jura

Isso já foi combinado com o Talebã?

 
 
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Hans Bintje

Esse é mais um motivo pelo qual eu propus a troca de comando. Basta ver quem está mantendo o poder de fogo do Talebã.

Trecho do texto de Robert Fisk, "O filme norte-americano que fotografou a verdade no Afeganistão":

Por ironia da história, um dos últimos atos de McChrystal foi, precisamente, retirar seus homens do vale Korangal e desativar o Posto de Observação Restrepo. Mas o repórter da rede al-Jazeera conseguiu entrar no posto abandonado há poucos dias, com um grupo de suspeitíssimos Talibã – os quais, com grande júbilo, descobriram que os norte-americanos saíram tão depressa que deixaram para trás muita munição sobressalente. Para isso serviu o sacrifício do Segundo Batalhão e o ainda muito maior sacrifício dos aldeãos afegãs, que foram explodidos, na saída, em nome da 'guerra ao terror'.

Sim, Restrepo, o filme, é impressionante. Não só porque mostra o medo dos soldados – e espetaculares cenas reais de batalha – mas pelos momentos cênicos, terríveis, na vila bombardeada. Uma menina, contorcida de dor, olha com tão total incompreensão nos olhos de seus torturadores, que, quem veja aquele olhar, verá que perdemos a guerra no Afeganistão.

Fonte: http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/fisk-a-camera-flagrou.html

 
 
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Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

 
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Sem querer parecer mal humorado, Fuhgeddaboudit, Garrincha falou aquilo porque iria disputar apenas uma partida contra os russos.

Imagine a mesma partida, repetida toda hora, todos os dias, durante vários e vários anos. É bem provável que os jogadores russos aprendessem a falar português e vice-versa.

A combinação dos jogos seria inevitável, bem como o cansaço do público.

Acredito que um Garrincha do século XXI falaria:

- Chamem outros times, alterem esse roteiro pavoroso, ofereçam a possibilidade de uma conclusão feliz para a torcida.

 
 
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IV AVATAR

Aqui uma famosa imigrante holandesa, embora pessoa jurídica, a Philips, fabricante do rádio philips, eu possuia um,..,,

"(...) Com fábrica em Guarulhos - SP - à rua Anton Philips no 1, esta indústria fabricou uma série de afamados modelos de rádios entre as décadas de 50 e 60.
Conhecida pelos bons aparelhos que saem de suas linhas de produção, atua hoje em vários segmentos da eletroeletrônica no Brasil.

 

O modelo L3 X 78 T/01, idêntico a este mostrado na foto, foi o primeiro rádio transistorizado da Philips, lançado em 1957 na Holanda, posteriormente fabricado no Brasil por volta de 1960 como Mod. L3 R 78 T (...)"
http://www.bn.com.br/radios-antigos/philips.htm
Este assunto, por sinal abordado pelo LN na TV Brasil, não tem a ver diretamente com o assunto imigração holandesa no Brasil, mas já que entrei no assunto do rádio, vou engatar esta pergunta
"(...)
QUEM INVENTOU O RÁDIO?    Raimundo S. Rocha   Sex, 14 de Setembro de 2007 00:00

 Foi o brasileiro ou o italiano?
Não existe uma concordância mundial a respeito de quem inventou o rádio, da mesma forma que muitos países não aceitam Santos Dumont como o Pai da Aviação. Alguns, creditam o descobrimento das ondas de rádio ao cientista e inventor italiano Gugliemo Marconi. Muitos discordam, afirmam que o inventor do Rádio é o brasileiro Roberto Landell de Moura(Padre Landell), nascido no dia 21 de janeiro de 1861 na cidade de Porto Alegre-RS.

Aqui o texto na íntegra:
http://www.jornalorebate.com.br/site/index.php?option=com_content&task=view&id=1049&Itemid=154
No youtube:

OVENTORJ | 24 de junho de 2007 | 9:54

Vídeo produzido para o evento: "Desafios da Comunicação Pública" - Jun 2007 - Faculdade de Jornalismo Pinheiro Guimarães. O objetivo do vídeo é contar como nasceu a idéia de contar a História do Rádio, mostrando seu comportamento ao longo da própria História do Brasil. É um trabalho de pesquisa, que envolve muito trabalho e dedicação. Já nos primeiros programas contando a história do Padre Roberto Landell de Moura, destacamos o depoimento conseguido após muita persistência, da jornalista e escritora italiana, da Rádio Vaticano, Laura de Luca que certifica que o verdadeiro inventor do rádio, como nós conhecemos hoje, foi o Padre Landell e não Marconni como se é costume acreditar.

 
 
imagem de Hans Bintje
Hans Bintje

Sensação esquisita, Turco: estamos virando História?

"Sem querer, querendo", o Luis Nassif me reapresenta o alemão Arthur Schopenhauer. Para entender o que isso significa, transcrevo um trecho de uma entrevista em que Joseph Campell falou sobre ele:

Schopenhauer, em seu esplêndido ensaio intitulado 'Sobre a aparente intencionalidade no destino do indivíduo', assinala que, quando você alcança uma idade avançada e olha para o tempo de vida que ficou para trás, pode lhe parecer que este teve uma ordem e um plano consistentes, como se concebidos por algum romancista.

Acontecimentos que, quando ocorreram, pareciam acidentais e passageiros transformam se em fatores indispensáveis na composição do enredo. Então, quem compôs esse enredo?

Schopenhauer sugere que, assim como os seus sonhos se engendram a partir de um aspecto seu que é ignorado por sua consciência, toda a sua vida é engendrada pela vontade que há em você. E, assim como as pessoas que você teria conhecido por mero acaso transformam-se em agentes importantes na estruturação da sua vida, você também terá servido, sem o saber, como um agente atribuidor de significação às vidas de outras pessoas.

O sistema todo movimenta se e ajusta se como uma grande sinfonia, em que cada coisa inconscientemente estrutura as demais. E Schopenhauer conclui que é como se nossas vidas fossem as imagens do grande sonho de um único sonhador, em que todos os personagens do sonho sonhassem também; desse modo, tudo se liga a tudo, movido por uma vontade de vida que é a vontade universal da natureza.

É uma idéia magnífica. Ela aparece na índia, na imagem mítica da Rede de Indra, uma rede de pedras preciosas na qual, em cada cruzamento de um fio com outro, há uma pedra refletindo todas as demais. Cada coisa emerge em mútua relação com as outras, de modo que você não pode censurar ninguém por coisa alguma. É exatamente como se houvesse uma única intenção atrás de tudo, sempre com algum sentido, embora nenhum de nós saiba que sentido é, nem tenha vivido a vida que de fato tencionou viver.

Fonte: http://www.autoconhecimento.valzacchi.com.br/mp3/o%20poder%20do%20mito%2...

 
 
imagem de IV AVATAR
IV AVATAR

Parece que em algum lugar,confundi a bandeira do Recife com a de Pernambuco.

É a bandeira de Recife e não a de PE, que traz a figura do leão,  uma homenagem à presença holandesa em terra tupiniquim

Quanto àquele que afirmei ter sido comido pelos índios era um holandes, de nome Hans Staden.

Errei feio. O Hans não era holandês e sim alemão. E nem foi virou churrasco. A conferir:

"(...)

Um dia, quando caminhava pela mata, o alemão caiu em uma emboscada e foi cercado por um grupo de tupinambás. Eles soltavam gritos de guerra enquanto lançavam flechas contra o inimigo. Após ser ferido na perna, Hans caiu no chão. Sua roupa foi rasgada e disputada entre os índios. O alemão foi levado para Ubatuba, aldeia dos nativos. Mal botou o pé lá, percebeu qual era a intenção dos tupinambás... “Você vai parar na panela!” Enquanto faziam isso, dançavam ao seu redor e puxavam a longa barba do prisioneiro. Os índios obrigavam Hans Staden a gritar: “Aju ne xe pee remiurana.” Traduzindo: “Eu, a sua comida, estou chegando.” Dentre o grupo que cercou Hans, os irmãos guerreiros Nhaepepo-oaçu e Alkindar-miri foram considerados seus captores “oficiais”. Era importante decidir isso, pois quem capturava um inimigo tinha o direito de escolher o dia e a hora em que iria matá-lo (com um porrete especial chamado ibira-pema) e oferecê-lo de comida aos companheiros da aldeia.
Entre os tupinambás, matar um inimigo era uma grande honra. Quando um membro da tribo realizava tal façanha, ganhava um nome a mais. Quanto mais nomes um índio tivesse, mais respeitado ele era. Logo nos primeiros dias na aldeia, Hans foi dado de presente ao tio dos dois irmãos, Ipiru-guaçu, que se tornou seu novo “dono”.

Comida de índio

Os preparativos do ritual em que o prisioneiro era comido levavam muitos dias. Era preciso preparar os adereços e as bebidas para a festa. Quando tudo estava pronto, os índios marcavam a data para o ritual. Eles utilizavam como forma de contagem do tempo o amadurecimento de certas frutas ou a desova de algumas espécies de peixes.
Um dia antes de matarem o prisioneiro, acontecia uma grande festa com muita bebida. Em sua última noite, o refém (e futuro prato de comida) dormia em uma pequena cabana construída especialmente para isso. No dia seguinte, todo mundo se enfeitava com tintas e penas de pássaros. Nem mesmo o prisioneiro e o porrete que seria usado para matá-lo escapavam da decoração. O inimigo era amarrado no meio da aldeia, em frente a uma fogueira, e as mulheres dançavam a sua volta. Depois de algumas palavras do chefe e de outros índios importantes, o “dono”, finalmente, executava o golpe mortal com o porrete. O corpo era levado ao fogo e todo mundo ganhava um pouco para comer, menos o “dono”, isso era parte da tradição. Até as crianças enchiam a pança. Para os tupinambás, esse ritual era como uma vingança pela morte de seus parentes e amigos.
Hans Staden teve sorte: os tupinambás não o comeram. Ele passou muitos meses em Ubatuba, com a barba e as sobrancelhas raspadas e andando quase nu, como os nativos. A maior parte do tempo, ficava dentro de uma cabana, vigiado por Ipiru-guaçu. No começo, os índios zombavam dele, até que, certa vez, Hans previu que a aldeia seria atacada pelos portugueses. Na verdade, antes de ser capturado, ele já sabia que o ataque estava sendo planejado... Os índios, no entanto, passaram a acreditar que ele tinha poderes mágicos! Talvez por isso ele não tenha sido comido...
Enquanto viveu na aldeia, Hans aprendeu a língua dos tupinambás, participou de festas indígenas, foi levado junto com os guerreiros a um ataque surpresa contra os portugueses, viu outros prisioneiros serem comidos e ainda serviu como presente a um chefe de outra tribo tupinambá. Acreditem ou não, em 1554, Abati-poçanga, seu novo “dono”, trocou-o por espelhos e outras bugigangas com marinheiros de um navio francês. Hans estava livre!
Em 1555, ele pisava novamente em sua terra natal, depois de seis anos de aventuras na América. Tratou imediatamente de escrever um livro, que fez muito sucesso. De tão bem escrito, serve, hoje, de apoio para quem quer pesquisar mais sobre os povos indígenas brasileiros daqueles tempos. (..)

http://www.edukbr.com.br/celeirodeprojetos/antenada_visualiza.asp?Id=53

Olha aqui um interessante material sobre comidas,,este trecho sobre a culinária indígena,,,imaginei índios preparando o Hans Staden para ser comido em forma de churrasco,,,segue ao final o link para outros pratos

"(...)

Todos os povos indígenas conheciam o fogo[6] e o utilizavam tanto para o aquecimento e a realização de rituais quanto para preparar os alimentos. As principais formas de preparo da carne eram assá-la em uma panela de barro sobre três pedras (trempe)[7], em um forno subterrâneo (biaribi), espetá-la em gravetos pontudos e colocá-la para assar ao fogo — de onde teria vindo o churrasco do Rio Grande do Sul[7][8] — colocá-la sobre uma armação de madeira até ficar seca para que assim pudesse ser conservada (moquém) ou algumas vezes cozê-la. No biaribiri colocavam uma camada de folhas grandes em um buraco e sobre elas a carne a ser assada e sobre essa carne ainda, uma camada de folhas e outra de terra, acendendo sobre tudo um fogueira[9] de onde teria surgido o modo de preparar o barreado do Paraná[9]. Por vezes a carne cozida servia para o preparo de pirões, mistura de farinha de mandioca, água e caldo de carnes. Havia duas formas de prepará-lo, cozido ou escaldado[10]. Na primeira, o caldo é misturado com a farinha aos poucos e mexido até ganhar consistência adequada, na segunda, simplesmente misturam-se os dois, resultando em um pirão mais mole. (...)

http://pt.wikipedia.org/wiki/Culin%C3%A1ria_do_Brasil

recife
recife1
 
 
imagem de IV AVATAR
IV AVATAR

Nada a ver este relato de sonho...apaga tudo,,está errado,,,a minha interpretação está equivocada...esqueça portanto...o Hans Staden levou uma flechada na perna durante uma emboscada,,,de forma que não diz respeito a este caso o sonho desta noite,,,agora sei....claro,,,depois que pesquisei vi que a interpretação do meu sonho estava totalmente errada.

Alguém pode me perguntar se eu estava na fase REM ou NREM

Resposta: na NREM, no estágio 1.  Se bem que esta coisa de fase REM ou NREM não tem a menor importância para mim, pois oque me interessa são as imagens, o conteúdo e não se eu estava semi-acordado ou em sono profundo. De qualquer forma, segue abaixo as explicações científicas sobre o assunto o que, como disse, não me diz respeito.

No sonho o cenário era em preto e branco. Vi, num descampado,  pessoas correndo atraás de outro(s) em fuga, consegui perceber que alguns usavam calças brancas. Agora sei, eram soldados holandeses sendo derrotados no fronte de guerra.

Eles(soldados holandeses) deveria ser reabilitados.....incrível a lógica da guerra, cabeças cortadas, pessoas humilhadas...vi isto no sonho desta noite,,,

Para dar visualidade ao sonho desta noite, dois vídeos:

Vídeo 1: a Batalha de Tejucupapo (Rio Goiana), 

Vídeo 2: a Batalha no Monte das Tabocas,  Batalha dos Guararapes...,,,

Vídeo 3: colagem de imagens...as origens do nacionalismo brasileiro

"(...) Fases do Sono

O sono é dividido em duas categorias: sono REM ("Rapid Eye Movements") e sono não REM ("Non-Rapid Eye Movements") e este é classificado em 4 fases.
Durante o período de sono, normalmente ocorrem de 4 a 6 ciclos bifásicos com duração de 90 a 100 minutos cada, sendo cada um dos ciclos composto pelas fases de NREM, com duração de 45 a 85 minutos, e pela fase de sono REM, que dura de 5 a 45 minutos.
São três os parâmetros fisiológicos básicos utilizados para definir os estágios do sono: o eletrencefalograma (EEG), o eletroculograma (EOG) e o eletromiograma (EMG).

Vigília ou estágio 0

O registro eletrencefalográfico se caracteriza por ondas rápidas, de baixa amplitude que indicam alto grau de atividade dos neurônios corticais. Também fazem parte desse estágio, movimentos oculares aleatórios e um acentuado tônus muscular. Após 5 a 15 minutos no leito, o indivíduo alcança o primeiro estágio do sono. O período de tempo entre o ato de deitar-se e o de adormecer denomina-se latência de sono.

 

Estágio 1

É a transição entre o estado de vigília e o sono, quando a melatonina é liberada, induzindo-o. Corresponde a 2-5% do tempo total deste. O traçado do eletromiograma apresenta redução do tônus muscular.

 

Estágio 2

Corresponde a 45-55% do sono total de sono. Ocorre a sincronização da atividade elétrica cerebral, que refletre a redução do grau de atividade dos neurônios corticais. Com isto, diminuem os ritmos cardíaco e respiratório, (sono leve) relaxam-se os músculos e cai a temperatura corporal.

 

Estágio 3

Comumente observa-se combinado ao estágio 4. Os movimentos oculares são raros e o tônus muscular diminui progressivamente. Corresponde a 3-8% do sono total.

 

Estágio 4

Corresponde a 10-15% do sono total. As ondas delta correspondem a mais de 50% da época, podendo até domina-la completamente. Ocorre pico de liberação do GH (hormônio do crescimento) e da leptina; o cortisol começa (sono profundo) a ser liberado até atingir seu pico, no início da manhã.

 

Sono REM

O EEG apresenta ondas de baixa amplitude e freqüência mista que se assemelham às encontradas no estágio 1, além de ondas em dente de serra. O indivíduo apresenta máxima hipotonia da musculatura esquelética, exceto pelas oscilações da posição dos olhos, dos membros, dos lábios, da língua, da cabeça e dos músculos timpânicos. É neste período que ocorre a maioria dos sonhos e corresponde a 20-25% do sono total.(...)"

http://www.virtual.epm.br/material/tis/curr-bio/trab2003/g3/fisiologia.html

Segue link a wikipédia sobre o assunto

http://pt.wikipedia.org/wiki/Sono

 

sono
 
 
imagem de João Castanheira
João Castanheira

Quero lembrar do professor "João Luís" Van Tilburg,  do departamento de Comunicação Social da da PUC-Rio, estudioso das cartas que fãs enviam para os artistas globais. Tive o privilégio de ser seu aluno na primeira metade dos anos 90.

 
 
imagem de Anônimo

Aqui a cantora holandesa MARIANNE WEBER, com a canção De Leugenaar (O Mentiroso).

 
 
imagem de al-Chwarizmi
al-Chwarizmi

Do wikipedia. Os holandese podem ser considerados os fundadores da capital da Terra do Sol

O início da ocupação do território onde hoje se encontra Fortaleza data do ano de 1603, quando o português Pero Coelho de Sousa aportou na foz do Rio Ceará. Naquelas margens ergueu o Fortim de São Tiago e deu ao povoado o nome de Nova Lisboa. O português Martim Soares Moreno chegou em 1613, recuperando e ampliando o Fortim de São Tiago e rebatizando o novo forte de Fortim de São Sebastião. Em 1637 houve a tomada holandesa do forte de São Sebastião. Em 1649 uma nova expedição holandesa no Ceará construiu, às margens do Riacho Pajeú, o Forte Schoonenborch, começando, nesse momento, a história de Fortaleza, sendo responsável por seu início o comandante holandês Matias Beck. Em 1654, com a retirada dos holandeses, o forte foi rebatizado de Forte de Nossa Senhora de Assunção. Em 1726 o povoado do forte foi elevado à condição de vila. Em 1799 a Capitania do Ceará foi desmembrada da Capitania de Pernambuco e Fortaleza escolhida capital.

 
 

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