Rafinha Bastos e o estupro

Por Stanley Burburinho

A revista Rolling Stone publicou matéria sobre o "humorista" Rafinha Bastos no palco de seu clube de comédia, na região central de São Paulo:

"Toda mulher que eu vejo na rua reclamando que foi estuprada é feia pra caralho." 

"Tá reclamando do quê? Deveria dar graças a Deus. Isso pra você não foi um crime, e sim uma oportunidade."

"Homem que fez isso [estupro] não merece cadeia, merece um abraço."

"Você viu como a plateia retraiu quando eu comecei a falar de estupro? Mas não é bom? A piada não é boa? É boa! Eu gosto da piada!"

"Eu nunca tinha visto o texto do estupro funcionar tão pouco. As pessoas realmente se assustaram pra caralho!"

"E, diante daquele momento de fragilidade, Rafinha perde alguns centímetros, encolhe e recua no tempo. "Eu senti um puta clima! Mas isso hoje não me incomoda mais. Antigamente, rolava esse clima e eu ia falar: 'Eu sou gaúcho...' Eu iria para um texto que sei que funciona. Isso anos atrás. Agora, eu falo: 'Não, eu vou fazer o texto do estupro até o final!"

"Preciso reavaliar a piada. Poderia ser mais engraçada ainda. Mas eu acho engraçada... Você já viu uma mulher gostosa na TV reclamando que foi estuprada?", ele dispara perguntas, assombrado pela piada maldita. Inconformado com a reação do público de horas antes, ele busca formas de fazer a piada funcionar, mas prefere se reconfortar no caráter misterioso da plateia."

"Porque a minha prepotência, a minha arrogância... que eu ainda carrego hoje, eu não perdi isso. Mas, naquela época, eu não respeitava quem estava ao meu redor."

"Até ali, o público já tinha gargalhado e aplaudido trechos que falavam sobre como cumprimentar gente que não tem os braços, o que dizer para uma mulher virgem com câncer"

"Eu sou foda. Eu sou muito foda. Não precisa o Twitter me dizer, não precisa o fã me dizer... Minha mulher, talvez, eu até goste. Meu pai. E acaba aí", ele arremata, me encarando."

Da Rolling Stone

06 de maio de 2011, 13h26

A Graça de um Herege

Por André Rodrigues

Rafinha Bastos, o “homem mais influente do Twitter”, vive sua melhor fase sendo agressivo, odioso e politicamente incorreto – e garante que esse é o verdadeiro caminho da salvação

Confira abaixo, na íntegra, o perfil de Rafinha Bastos, publicado na edição 56 da Rolling Stone Brasil (maio de 2011).

"Toda mulher que eu vejo na rua reclamando que foi estuprada é feia pra caralho." O humorista Rafinha Bastos está no palco de seu clube de comédia, na região central de São Paulo. É sábado e passa um pouco das 20h. Os 300 lugares não estão todos ocupados, mas a casa parece cheia. Ele continua o discurso, finalizando uma apresentação de 15 minutos. "Tá reclamando do quê? Deveria dar graças a Deus. Isso pra você não foi um crime, e sim uma oportunidade." Até ali, o público já tinha gargalhado e aplaudido trechos que falavam sobre como cumprimentar gente que não tem os braços, o que dizer para uma mulher virgem com câncer, e por que, depois que teve um filho, Rafinha passou a defender o aborto. Mas parece que agora a mágica se desfez. O gaúcho de 34 anos, 2 metros de altura, astro da TV, não está emplacando sua anedota sobre estupro. Os risos começam a sair tímidos e os garçons passam a ser chamados para servir mais bebida. Rafinha aparenta não se dar conta de que algo ruim está acontecendo. Em vez de aliviar, ele continua no tema. "Homem que fez isso [estupro] não merece cadeia, merece um abraço." Em vez de rir, uma mulher cochicha para alguém ao lado: "Que horror".

Horas antes, Rafael Bastos Hocsman conversava comigo em outro de seus empreendimentos, um café frequentado principalmente pelo público gay. Desde que passou a apresentar o programa CQC (Custe o Que Custar) , na Rede Bandeirantes, em 2008, seu nome não para de ganhar popularidade. Hoje ele vai ao ar em rede nacional duas noites por semana. Às segundas-feiras, aparece comentando o noticiário de forma irônica no CQC. Às terças, é um dos repórteres de A Liga, baseado em jornalismo investigativo e de grandes temas (obesidade, condições das cadeias, drogas, entre outros). Nestes três anos, comprou um apartamento, teve um filho (Tom, hoje com 6 meses), ficou sócio de um bar, abriu um clube de comédia com o também humorista e colega de TV Danilo Gentili e acaba de lançar o DVD A Arte do Insulto, com o show de stand-up que o deixou famoso no circuito teatral paulistano - em 20 dias, a vendagem ultrapassou 15 mil cópias. A cereja do bolo veio com o carimbo do jornal norte-americano The New York Times, que o cravou como o homem mais influente do mundo no Twitter.

Parece que as coisas vão bem para Rafinha Bastos. Ainda mais se lembrarmos que o esporte preferido dele é incomodar. Seus textos versam geralmente sobre preconceitos e termos politicamente incorretos. Durante os poucos minutos de suas apresentações, é possível passear por um rosário de sacanagens em cima de gordos, carecas, deficientes, cidadãos de Rondônia, judeus, golfinhos e pagodeiros. "A minha comédia não é feita pra todo mundo, véio. E eu não quero que seja. Até agora eu cheguei assim. Eu não preciso popularizar a minha comédia", ele fala, após um gole de refrigerante. Rafinha não bebe álcool, não fuma, não usa drogas e jura ser fiel à mulher, Junia, com quem está há sete anos. Conhecendo esse seu lado "paz e amor", seu show fica ainda mais esquisito - ou interessante. O estilo agressivo (que ficou óbvio quando comandou um quadro do CQC, o Proteste Já, que promete lutar pelos direitos dos cidadãos), a altura intimidadora e os vitupérios que solta no palco não combinam com o cara que é gentil com estranhos, gosta de ficar em casa com a família e sempre termina as frases com "meu querido". De onde vem essa vontade de provocar? Seria uma vingança? Um roteiro ao estilo "garoto nerd sofre bullying na escola e quando faz sucesso passa a xingar o mundo"?

"Nunca fui o 'zoão', o piadista. Na aula, eu ficava no fundo. Eu era da turma dos 'filha da puta', mas eu não era filha da puta com todo mundo", ele lembra, sobre a fase escolar. "Eu me relacionava muito bem. Só que era aquele que, se alguém dava uma brecha, eu fazia um comentário absurdo, que não tinha nada a ver. Sempre fui muito observador para fazer graça." Mas uma infância feliz correndo na rua e jogando basquete em Porto Alegre, cidade onde nasceu, não diz muita coisa sobre o grandalhão que gosta de pisar nos calos da audiência. Passear pelos verdes anos do humorista se revela uma pista falsa. É preciso cavar um pouco mais.

"Eu sempre fui muito crítico com comédia. Demorei muito para entender que tem gente engraçada em quem eu não vejo a menor graça. Eu não achei a menor graça no Danilo [Gentili] a primeira vez em que eu o vi. Eu falei para o Oscar [Filho, humorista e repórter do CQC]: 'Você não tem a menor graça, você não tem texto, você não tem nada!' Foi uma briga de não se falar durante dois anos", conta, admitindo, em seguida, sua característica sobressalente. "Porque a minha prepotência, a minha arrogância... que eu ainda carrego hoje, eu não perdi isso. Mas, naquela época, eu não respeitava quem estava ao meu redor."

As coisas se complicam. Agora, além de tentar descobrir de onde vem o gosto pela polêmica, é preciso buscar os motivos da propalada arrogância de Rafinha. Desde criança, Rafinha Bastos tinha um sonho: trabalhar na TV. Fez a faculdade de jornalismo em sua cidade natal e logo passou a produzir e editar reportagens na extinta TV Manchete. Naquela época, já contrabandeava humor nas suas saídas com a câmera, quando cobria atrações culturais, vestibular e assuntos de temática jovem. Depois de alguma experiência no ar, foi para os Estados Unidos estudar e jogar basquete universitário. De volta ao Brasil, passou a trabalhar no portal de internet da RBS (afiliada da Rede Globo no Sul), que o motivou a se aprofundar nas ferramentas do universo virtual. Mas aquilo não era suficiente. Nunca foi.

"Eu queria muito fazer comédia no Rio Grande do Sul. Senti que tinha a manha. Mas teve gente na RBS que falou assim: 'Gaúcho não gosta de comédia. Gaúcho gosta de jornalismo e documentário'", diz. Desde 1998, ele tinha um endereço na internet, intitulado Página do Rafinha. Lá, colocava videoclipes toscos e sátiras que realizava com os amigos e a família. Eram brincadeiras ingênuas, típicas da idade, com garotos vestidos de mulher dublando sucessos da música brega, pop ou qualquer coisa que soasse engraçada. A criatividade do piá começou a se espalhar na rede. "Tinha uns 22 anos e pensei: 'Essa merda que tô fazendo aqui na RBS... Esses filhas da puta estão barrando as minhas ideias. Tudo o que to tentando emplacar nessa merda não tem graça, as pessoas não riem, mas meus amigos tão achando do caralho. Tô perdendo meu tempo com uns idiotas, cara'." Em 2002, Rafinha decidiu que tentaria São Paulo.

Enquanto relembra a história, um garoto todo vestido de preto tal qual um "mini-Johnny Cash" se aproxima de nossa mesa e interrompe a conversa, falando sobre o pai morto. É uma piada. Ele também quer saber o que Rafinha achou de um vídeo que ele mandou para um dos concursos que o humorista realiza na internet. Rafinha escuta as dúvidas do iniciante, dá dicas e arremata com "se o texto for bom, vão rir. Mesmo que você fale 'sua mãe foi estuprada', vão rir. Desenvolve e testa". O rapaz sai de cena radiante. Olho para minhas anotações e vejo duas palavras grifadas: provocação e arrogância. Continuo sem respostas. Mas antes de retomar o fio e explicar como desembarcou em São Paulo com R$ 8 mil - dinheiro ganho do seguro depois de dar perda total em um carro - para tentar transformar a Página do Rafinha em um programa de TV, meu entrevistado joga uma pista quente. "[Gravava os vídeos] com o apoio do meu pai e da minha mãe. Meu pai se acha artista. Ele é do caralho. É muito engraçado. Tem um sarcasmo, uma ironia muito louca."

Então o segredo está no pai? Médico, Júlio Hocsman, pai de Rafinha Bastos, já foi secretário da Saúde do Rio Grande do Sul, por isso participava de diversos programas de TV. "As primeiras vezes em que eu estive na TV foi acompanhando meu pai. Ficava lá, olhando as câmeras." Piadas? "Eu era criança e meu pai já fazia piada. Eu perguntava: 'Pai, como se diz mesa, em inglês?' E ele: 'Cat [gato]'. Aí eu começava a usar cat. No zoológico, eu via um canguru parado. Meu pai dizia que ele estava quieto porque os cangurus só pulavam na Austrália. Eu tinha 6 anos e acreditei nisso até meus 20 e poucos." Arrogância? "Meu pai sempre me achou do caralho. Ele falava: 'Rafael, você é artista. Você é como eu'. Meu pai tem essa arrogância." Preconceito, humor politicamente incorreto? "De onde vem? Não sei, meu pai sempre foi um cara assim. Meu pai é um cara que carrega muitos preconceitos. Eu também sou um cara que carrega uma série de preconceitos e faço questão de admitir isso no palco. Eu não acho que obesidade é doença, é preguiça. Acho que gordo é preguiçoso." E então Rafinha olha as horas e diz que precisamos partir para o clube de comédia, onde ele irá mostrar trechos de seu novo solo e causar repulsa com aquela piada de estupro.

"Pedofilia... Muitas pessoas são contra a pedofilia, outras pessoas são padres..." Rafinha continua mexendo com temas polêmicos, mesmo após chocar parte da plateia com o papo sobre estupro. A espectadora que achou a piada anterior um horror agora gargalha, aliviada. Pedofilia agradou mais do que violência sexual contra mulher. A plateia se revela uma entidade ainda mais indecifrável do que os humoristas. O show acaba e tomamos o rumo da porta. "Eu não tenho mais a necessidade de ser o mais engraçado. Eu não tenho mais a competitividade que um dia eu tive. Agora eu subo no palco e penso: 'Pô, a galera riu muito mais do [outro] cara'. Ele não foi melhor que eu... Ele agradou mais, isso sim. Você tá entendendo? Eu abracei uma história de que eu sou do caralho. Não faço questão de ser melhor do que o outro. Mas ainda me acho muito do caralho."

A fila lá fora avança por uns 200 metros na rua Augusta. São várias sessões por noite, com um couvert artístico de R$ 30 por pessoa. Naquele sábado, para atender a multidão, havia um show extra às 2h da manhã. Rafinha se apresenta quando quer e pode. A programação é variada, alternando medalhões do stand-up com iniciantes. Na entrada, há uma parede toda recheada com produtos trazendo o logo da casa e as imagens de Rafinha Bastos e Danilo Gentili: são DVDs, chaveiros, camisetas, canetas, canecas. "Quando vi pela primeira vez, achei estranho. Isso parece um altar, um lugar de adoração. Mas agora me acostumei", ele comenta, olhando os produtos. Há até um boneco em miniatura de Danilo. Rafinha se vira para a hostess e pergunta o preço: R$ 300.

Andar pelas ruas com uma pessoa famosa é exercer a arte da paciência. Em cada esquina, Rafinha é abordado para tirar fotos, dar autógrafos ou apenas dizer um "tudo bem, meu querido?"

"Você viu como a plateia retraiu quando eu comecei a falar de estupro? Mas não é bom? A piada não é boa? É boa! Eu gosto da piada!", ele interrompe a caminhada e fala pela primeira vez sobre a apresentação que acabou de fazer. O gigante está ferido. "Eu nunca tinha visto o texto do estupro funcionar tão pouco. As pessoas realmente se assustaram pra caralho!" E, diante daquele momento de fragilidade, Rafinha perde alguns centímetros, encolhe e recua no tempo. "Eu senti um puta clima! Mas isso hoje não me incomoda mais. Antigamente, rolava esse clima e eu ia falar: 'Eu sou gaúcho...' Eu iria para um texto que sei que funciona. Isso anos atrás. Agora, eu falo: 'Não, eu vou fazer o texto do estupro até o final!'"

Anos atrás nem é tanto tempo assim. Rafinha chegou a São Paulo em fevereiro de 2003. Como a vaga ideia de colocar a Página do Rafinha na TV não vingou, passou a fazer alguns bicos para arranjar dinheiro. Trabalhou como locutor de telessexo, teve um programa na internet, produziu pegadinhas para o João Kléber e até pensou em incorporar o gaúcho folclórico e servir espetos numa churrascaria. "Também era uma experiência que eu queria viver. Eu queria me foder. Sabia que hoje eu ia valorizar ainda mais essas coisas. Eu já pensava nisso: 'Tudo isso que está me acontecendo agora vai ser do caralho quando eu for muito do caralho. E vai rolar'. Eu tinha noção."

As certezas de Rafinha começaram a tomar forma quando ele chegou à TV - vendendo produtos, é verdade. Fez comerciais e logo foi contratado pela festa Trash 80's, que resgatava hits dos anos 80 e virou febre entre os jovens da classe média paulistana. Rafinha cuidava do telão, produzia vídeos e era DJ. Com a grana fixa da Trash 80's e o salário da publicidade, as coisas passaram a ser promissoras. Ao assistir a uma apresentação da comediante Marcela Leal, em 2004, ele enxergou a possibilidade de também subir em um palco. Incentivado pela nova amiga, tentou ser engraçado assumindo alguns personagens. Ele então virou um palhaço maldoso, funcionário de uma famosa rede de lanchonetes, e um psicopata mascarado que atacava em Crystal Lake.

"Já era pesado e agressivo. Era um palhaço filha da puta, que colocava minhoca nos lanches, um fracassado... E tinha o Jason. Eu colocava uma máscara e contava uma história. Era ridículo, ruim pra caralho. Um dia a Marcela [Leal] foi assistir e a plateia não riu nada. Ela falou: 'Rafinha, não vão gostar disso. O texto é muito você, sai do personagem'." Inspirado em stand-ups que tinha visto na TV norte-americana, ele percebeu que poderia contar seus causos e emitir suas opiniões sem precisar fingir que era um palhaço ou um assassino serial. Só a sua figura já incomodava o suficiente. Depois ele conheceria o comediante Marcelo Mansfield, uma espécie de segundo pai, que o incentivaria a tentar pela primeira vez um pequeno solo. "Fiquei emocionado. Os caras riram. E era eu ali!" Começou a desenvolver material próprio, criou o espetáculo A Arte do Insulto, produtores da Band o viram no teatro e ele recebeu o convite para integrar o elenco do CQC.

"Preciso reavaliar a piada. Poderia ser mais engraçada ainda. Mas eu acho engraçada... Você já viu uma mulher gostosa na TV reclamando que foi estuprada?", ele dispara perguntas, assombrado pela piada maldita. Inconformado com a reação do público de horas antes, ele busca formas de fazer a piada funcionar, mas prefere se reconfortar no caráter misterioso da plateia. "Às vezes faço uma piada de merda. Não é sempre que eu acerto", admite. "E tenho a tendência a agredir. Isso é uma coisa que às vezes até peco um pouco. Muitas vezes é um tiro no meu pé. Eu saio do palco e 'pedrada, pedrada, pedrada'. Aí entra um cara e diz: 'Meu pinto é pequeno'. E as pessoas riem!"

A audiência forma um corpo difícil de ser domado. Por isso Rafinha Bastos entra batendo, sem cerimônias. Ele acha que, no palco, nenhum assunto é sagrado. "Eu gosto de incomodar. Eu não gosto de achar que estou querendo educar ou passar uma lição. O barato é surpreender, fazer algo que faça eu me sentir livre. Eu não penso duas vezes na hora de falar no palco uma colocação que faço entre amigos, por mais absurda que seja. Tem muita merda que a gente pensa. E, se a piada for boa, tem que entrar." Mas quando ele abandonou as fantasias de palhaço ou a máscara do vilão de SextaFeira 13, quem ele encontrou? Qual é a desse personagem que Rafinha encarna no palco? No que se transformou o moleque dos clipes debochados, que colocava saia e fazia dublagens ingênuas?

"Cara, não é um personagem. Não sou só isso, mas com certeza sou aquilo. Eu penso aquilo. É uma faceta muito presente em minha vida. Se não fosse autêntico, se fosse um personagem, as coisas não teriam dado certo pra mim. É o que me diverte, é o que me faz rir, é o caminho que eu quis seguir." Então chegamos a alguma lição - pelo menos, a lição de Rafinha: faça o que tem vontade, teste, se dedique e as coisas vão acontecer.

"Mas eu não quero ser o braço direito do Marcelo Tas [figura central do CQC] o resto da minha vida. Por mais que eu goste do Tas e me dê bem com tudo aquilo, eu quero crescer, testar, eu quero me foder", diz. "Quero fazer muita coisa, mas stand-up eu quero continuar fazendo. Por mais banalizado que as pessoas achem. Nada me orgulha mais do que bolar três minutos de texto. É melhor do que qualquer programa da Liga, melhor que qualquer sucesso do CQC, do que qualquer coisa."

Isso não quer dizer que a TV esteja descartada: entre as vontades de Rafinha Bastos, está uma série em que interpreta a si mesmo. Ele cita como referências Curb Your Enthusiasm, de Larry David, e Louie, do comediante Louis C.K. Também quer ganhar o DVD de Diamante depois que vender pelo menos 50 mil cópias de A Arte do Insulto. E, por que não, começar tudo de novo? Rafinha acha que isso seria muito engraçado.

"Às vezes tenho vontade de falar: foda-se essa merda toda. Vamos começar do zero. Vamos para Nova York, viver a mesma coisa que vivi em São Paulo. Não é estresse nem nada. Ia ser um desafio. Não seria do caralho fazer isso? Eu penso em atingir a marca de dois milhões de seguidores no Twitter e zerar [ele ultrapassou esse número dias após a entrevista]. Apagar a conta e começar tudo de novo."

Finalmente, ele resolve falar sobre o estudo que apontou Rafinha como a personalidade mais influente do Twitter, à frente de Barack Obama, Justin Bieber, Lady Gaga e Oprah Winfrey. "Pessoalmente isso não me tocou, não. Profissionalmente me tocou porque dei entrevistas. Grana, rolou pouca coisa." Rafinha ainda lembra que, depois da reportagem no New York Times, seu nome voltou a ser citado porque ele disse que cobrava para escrever certos tweets. "Todo mundo faz isso. Uma bobagem. Às vezes procuram e eu aceito. Mas tem coisa que não faço, não." Os tweets de graça, por sua vez, incluem de grandes dicas - "Olá, você tem avós? Gosta deles? Legal! Eles morrerão em breve. Durma bem" - a escatologias, como uma foto mostrando onde ele pretendia guardar um troféu que acabara de ganhar (é exatamente no lugar em que você está pensando). "Essa coisa de 'mais influente do mundo' acaba me dando poder. Mas é algo em que você não toca. Eu nem penso a respeito. Não acho que sou o mais influente do mundo", ele reflete. "Eu faço uma coisa que mais gente se identifica. Quando eu falo assim: 'Se vagina fosse em pedra, viciava mais que o crack', pode não ser a melhor piada do mundo, mas você entendeu."

Entendi, mas o homem que posa com uma coroa de espinhos na cabeça (Rafinha não tem religião, mas no stand-up ele se diz judeu) não consegue ficar apenas no falatório protocolar, nos agradecimentos de praxe. "Eu sou foda. Eu sou muito foda. Não precisa o Twitter me dizer, não precisa o fã me dizer... Minha mulher, talvez, eu até goste. Meu pai. E acaba aí", ele arremata, me encarando.

"Toda mulher que eu vejo na rua reclamando que foi estuprada é feia pra caralho." Rafinha Bastos está outra vez no palco de seu clube. Agora já passam das 22h daquele mesmo sábado e, desta vez, todos os lugares estão tomados. Minutos antes, na rua, ele me convidou para rever o show solo: está determinado a provar que a piada sobre estupro é mesmo boa.

A plateia está excitada, chicoteando as paredes do lugar com longas risadas. A luta está ganha para Rafinha. Nessa sessão, quando ele continua com o texto, anunciando o abraço no estuprador, há muitas gargalhadas e até mesmo aplausos. Do palco, ele bate ainda mais forte, ri, faz dancinhas e fala sobre a gravidez de sua esposa e o ultrassom do bebê, quando o pequeno Tom "parecia uma ameba". Ele finaliza a sequência, agradece e recebe um "ahhhhhh". As pessoas querem mais. Ele sai. Precisa ir pra casa ver a mulher e o filho. Ainda dá tempo de me levar até a porta, dar muitos autógrafos no caminho e dizer: "Viu como a piada do estupro funciona?"

Nenhum voto
173 comentários
imagem de raquel_
raquel_

"E, entre todas as formas de preconceito contra mulheres, as mais ofensivas são as que fazem piada com assunto sério.

Estupro é assunto sério.

Assassinato é assunto sério."

 


Isso não é um convite para me estuprar!By admin – 30 de abril de 2011

“O fato de eu ser mulher, de eu beber, de eu te beijar ou algo mais não é um convite ao estupro”. Por Renata Oliveira Lima, em Blogueiras Feministas

.

 

O título desse post é a tradução do site: “This is not na invitation to rape me“. Encontrei-o no começo do ano passado, quando fiz o atendimento de um caso de estupro. Foi uma peleja, foi atípico e foi o clássico “date rape” mas, não temos essa figura e o sujeito poderia ficar impune se não fosse o trabalho de interpretação e de hermenêutica que fizemos para demonstrar que a violência psicológica também é violência, conforme prevê a lei Maria da Penha.

Quase um ano depois do fato, consultei o site do Tribunal e vejo que o Ministério Público ofereceu denúncia e ela foi recebida.  A jovem vítima deste crápula, eu espero que fique bem, que a catarse de haver ido até o final a ajude a se recuperar. O mesmo não posso dizer de outra vítima, esta no começo deste ano. Registramos a ocorrência, mas depois a atendente me disse que o companheiro da vítima estava do lado e o tempo todo ficava culpando… (um doce para quem acertar)… isso mesmo: o “companheiro” culpava a vítima! Que saiu de casa após brigar com ele e havia bebido. Logo, à noite, se foi presa fácil de um predador, de quem é a culpa??? Lógico que não é do animal irracional que tenta estuprar uma mulher semi-desacordada, mas da própria mulher.

A gente lê sobre isso, escreve sobre isso, vive essas situações. Mas o mais triste é que enquanto por uma vítima eu consegui fazer alguma coisa, a parte que me cabia, pela outra não consegui sequer convencê-la de que não, ela não é “estuprável” por haver se excedido na bebida, brigado com o companheiro e saído para a rua, em um horário tardio, para tentar espairecer.

 

Vão me dizer que se fosse um homem aconteceria a mesma coisa. Sim, a mesma coisa. Antes de tentar estuprá-la, o agressor a derrubou e roubou o dinheiro que estava com a vítima. Em seguida, decidiu tirar as roupas da mulher, e, no meio da rua, descer as próprias calças, em busca de penetração e da satisfação de seu senso distorcido de prazer. Prazer que não é necessariamente sexual. É um prazer que em geral decorre da sensação de poder, de se impor sobre a vítima. Pouco provável que um assaltante fosse tentar estuprar um homem semiconsciente, da mesma forma que tentou estuprar uma mulher. (salvo se o homem semiconsciente for um homossexual ou uma travesti, e isso for de conhecimento do agressor, muito comum ocorrer!)

Agora, me pergunto: o que faz com que alguns homens, desde jovens, tenham a capacidade de considerar as mulheres como presas? Como objetos ao seu dispor, especialmente quando vulneráveis, fragilizadas? Vemos depoimentos de jovens e, mesmo os que buscam outras possibilidades de vivência, sem as limitações do machismo, confessam que muitas vezes reincidem em brincadeiras ou comentários que não escondem o conteúdo misógino, homofóbico e preconceituso.

Na segunda-feira, assisti a reprise de um episódio da série Two and a half man. Jake, sobrinho do Charlie (personagem principal vivido pelo conturbado ator Charlie Sheen), estava tomando conta de uma mulher jovem que havia trepado com o Charlie, possivelmente bêbada, e desmaiou no quarto. Até aí nenhum problema diante do conteúdo da série, porém, a noiva do Charlie, Chelsea, estava chegando, e não podia descobrir a “traição”. Logo, Charlie pede para Alan, seu irmão, se livrar da moça e este pede ajuda ao filho, Jake. Jake já está com uns 15 ou 16 anos (sei que deixou de ser a criança fofinha do começo para se tornar um adolescente comum) e enquanto o mesquinho do Alan negocia com o Charlie a grana para levar a moça para um hotel, Jake está no quarto tentando tirar uma foto com a jovem desmaiada, para se exibir para os colegas. Legal, né?

E me lembrou de outra reprise, desta vez do filme “Gatinhas e Gatões” (Sixteen Candles no original), filminho da década de 80 com Molly Ringwald e AnthonyMichael Hall. Clássico do John Hughes. No geral um filme de sessão da tarde. Mas tem uma cena que sempre me causou um certo desconforto: a namorada do Jake (o quarterback, lógico…) é a líder de torcida cobiçada. Em uma festa, na casa do Jake, o nerd metido a galã entra de penetra e depois de quase ser trucidado e todos os clichês de romance colegial estadunidense, acaba sendo um dos últimos da festa, junto com o Jake, que ficou fascinado pela ingênua Samantha (a ruivinha Molly) e a líder de torcida bêbada e inconsciente.

Os dois, Jake e o nerd metido a galã (que não tem nome, não é a toa que não me lembrava, o nome do personagem dele é… “The Geek”), acabam conversando, sobre as mulheres e fazem uma troca. Na verdade, Jake, o bonitão, o bom  moço, o gente boa, entrega a namorada (a essa altura ex-namorada, claro, mas ela ainda não sabe disso) ao nerd-aspirante-a-galã. E o nerd a leva, desacordada, para onde? Para a casa dos outros nerds, onde tentam tirar fotos para provar que ele “pegou” a “gostosa”. A cena é supostamente cômica, uma vez que as fotos não saem enquadradas e não dá pra identificar quem seria “o pegador”.

Mas é isso. Da década de 80 até hoje, é considerado “normal” tirar vantagem de um mulher desacordada, embriagada, desmaiada. Até quando? Até quando o entretenimento vai estimular, incentivar, incitar a esse comportamento??

Enquanto escrevia, me lembrei de outra cena recente, de um comercial salvo engano alemão, no qual um “nerd” estilizado oferece carona a uma colega bonitona em seu carrão.  Após fazer uma curva bem acentuada para que a menina bata a cabeça e caia no seu colo, passa em frente a um bando de “atletas” (vamos usar nerds e atletas aqui somente para reproduzir o estereótipo de filme de Hollywood, ok?), com o intuito de simular  que a garota, semiconsciente, estava lhe fazendo um boquete. E inclusive o cara faz o gesto que simula um boquete, pressionando a língua contra a bochecha e fazendo gestos com a mão. Não sei se a publicidade foi retirada do ar, não vou lincar o vídeo do youtube que a mostra na íntegra, porque nem quero que ela seja divulgada.

Mas serve para lembrar que, se existem homens que respeitam e gostam das mulheres, existem outros que sob o discurso “mas eu não sou machista, tenho mãe, tenho irmãs, tenho filhas!” odeiam as mulheres, existem homens que maltratam as mulheres, existem homens que estupram e existem homens que matam.

E, entre todas as formas de preconceito contra mulheres, as mais ofensivas são as que fazem piada com assunto sério.

Estupro é assunto sério.

Assassinato é assunto sério.

A gente pode brincar com o sexo (deve! Sexo é lúdico, é prazer, é alegria, ou deve ser.)

A gente pode brincar com a morte? Sim, A morte faz parte da vida, fazer piadas com a morte é uma tentativa de negar sua existência? Pode ser.

Mas piadas e gags com assuntos como estupro, que tem uma das maiores taxas de subnotificação entre todos os crimes, a maior entre os crimes graves, é como negar a gravidade do fato, a gravidade do trauma, é legitimar a conduta do agressor, do predador, e objetificar, de novo, a vítima. Fazendo-a, de novo, vítima.

Não, o fato de eu ser mulher não é um convite ao estupro.

Não, o fato de eu te beijar ou algo mais, não é um convite ao estupro.

Não, o fato de eu beber não é um convite ao estupro.

Está na hora de parar, não está?

Renata Oliveira Lima

Mulher em um mundo masculino. Delegada de Polícia. Tuiteira, blogueira, leitora compulsiva. Feminista, libertária, de esquerda. Contradição? Não. Liberdade.

http://ponto.outraspalavras.net/2011/04/30/isso-nao-e-um-convite-para-es...

 

"Para ser tolerante, é preciso fixar os limites do intolerável." (Umberto Eco)"

 
imagem de Anônimo

mas que gente CHATA essa turma do politicamente correto hein  ..pelamordedeus

parece que estão sempre em depressão

normalmente confundem a arte com a realidade, exageram em tudo, acham que tudo é pra ser levado a sério, motivo de discussão, ali no ferro e fogo

gente do céu, desde a antiga Grécia sabe-se da existência de humoristas profissionais

aqui cabe um gosto ou não gosto  ..e dependendo de quem e como é contado, verdade, até a morte trágica, tudo acaba sendo motivo de "diversão" 

..o humor é uma forma que os primatas encontram pra tornarem suas vidas mais leves (embora aqui acho que  a evolução tenham se esquecido de dar um jeito nos politicamente sempre certos, a turma do tim tim por tim tim)

Não acompanho o rapaz  ..mas sei que seus pensamentos NÂO irão educar ninguém  ..todos já sabem que ele é um palhaço, que não é pra ser levado a sério, que é pra divertir

já disse em outro blog e repito aqui, o que seria na opinião destes críticos, o que poderíamos fazer com pessoas que ridiculariam os cegos e os anões como estes dois aqui:

..pra mim, seria uma vida bem mais desinteressante, e pra vcs?

 
 
imagem de raquel_
raquel_

mas que gente chata essa que gosta de aparecer, né?

Quer uma melancia?

 

"Para ser tolerante, é preciso fixar os limites do intolerável." (Umberto Eco)"

 
imagem de Anônimo
 
 
imagem de Ayesha Luciano
Ayesha Luciano

 

Obviamente para um homem fica muito difícil entender por que estupro não é piada! É uma violência a que as mulheres estão sujeitas o tempo todo, inclusive em locais tidos como seguros, como no trabalho ou em casa. Esse horror a que as mulheres estão sujeitas, e que por mais horrível que pareça acontece com relativa frequência, não faz parte do cotidiano dos homens, portanto é muito fácil dizer que a indignação que os comentários do dito "humorista" causaram é "exagero"! Não é exagero, o que ele disse é uma atrocidade sem limites!  “Só vejo mulher feia reclamar de ser estuprada… Elas não têm do que reclamar, deveriam encarar isso como uma oportunidade… O cara que estupra não merece ser preso, merece um abraço”. Jura que isso é humor? Convenhamos, meu amigo, essa "piada" é machista e misógina, e certamente de um mau gosto de dar pena!

 

 
 
imagem de Mário Latino
Mário Latino

Não generalize, Ayesha, por favor. Para mim, estupro é crime, sim. E o que ese infeliz de Rafinha Bastos faz não é comédia nem aqui nem na China.

 
 
imagem de priscila maria presotto
priscila maria presotto

Romanelli ,sempre na contra mão ,né?Vc tem mulher ?Filhas?

Vc passa dos limites cara!!!!!!

 
 
imagem de Anônimo

pera pera pera

o que tem uma coisa com a outra  ..pirou?

Vc não acha que tá voando não..

é um humorista (fraquinho), não estava fazendo palestra sobre esturpo e ou dissertando sobre a violencia contra mulher  ..tentava fazer piada que não teve graça, só isso  ..tentou criar um tipo polêmico  pra faturar audiência

.

mas que coisa  ..via levar teu cachorro no pet shop pra esfriar a cuca vai  ..daqui ele tá me parecendo meio sujinho

 
 
imagem de priscila maria presotto
priscila maria presotto

Romanelli,vc é muito chique!

Pelas suas respostas ,louco é vc.

A sua argumentação é baixa e rasteira,vai tomar uma cerveja,vai ,aí que sabe quem se acalme é vc .

Vc é menosprezado em todos os blogs que faz comentários.Vc é o fim final ,cara.E sujo é voce .

 
 
imagem de Leandro Pereira
Leandro Pereira

Perdeu uma ótima oportunidade de ficar quieto, meu caro...

 
 
imagem de Mel
Mel

Esse Romanelli deve ser o Cerra. Quem acha graça em piada de estupro bom sujeito não é. Portanto, só pode ser o Cerra.

 
 
imagem de Aparecida P. Rezende
Aparecida P. Rezende

Gente, que isto?!

Rafinha e Romanlli = para cada merd... vale um vaso

 
 
imagem de Anarquista Lúcida
Anarquista Lúcida

Romanelli nao é para ser levado a sério, ele é patético. Nao é só uma questao de ser chato.

 
 
imagem de priscila maria presotto
priscila maria presotto

Verdade Anarquista ...Dá sono!

 
 
imagem de Marcia
Marcia

Sou solidária, Priscila, daquela  vez me omiti porque pegaram pesadíssimo contigo e com seu cunhado..., não esqueci,fiquei paralizada... e me arrependo.

 
 
imagem de priscila maria presotto
priscila maria presotto

Ô Marcia,minha amiga ,nada disso não....Vc foi muito solidária sim.Lembro perfeitamente.Vc se esqueceu ,mas eu não, e te agradeço .Beijão pra vc!

 
 
imagem de Marcia
Marcia

Mas eu deveria  ter sido  mais  enfática, afinal foi uma imensa grosseria, falta de educação, e ainda envolveram terceiros.

 

Mas estou atenta.

 

 

Bjus.

 
 
imagem de Leider Lincoln
Leider Lincoln

Raquel, não alimente os trols! Quando ele arrumar uma namorada e tiver uma vida ele perde essa necessidade patológica de aparecer...

 

Leider Lincoln

 
imagem de Whatever
Whatever

Vc leu a matéria?

Não é apenas pela piada do estupro que ele é um idiota, é pelo "conjunto da obra".

E tb não é porque ele é humorista que vamos achar graça de qualquer coisa que ele fale, como parece ser a sua vontade...

 
 
imagem de Anônimo

li  ..li pulando sim  ..pq meu estomago tb não é de avestruz

e não estou muito longe de vc, perceba que eu disse que caberia aqui um GOSTO, ou não gosto

..eu não gosto e nem pedi pra ninguém gostar, de onde vc INVENTOU isso agora ?

no mais, eu adoro Jerry Seinfeild que pratica o humor sarcastico com muito mais presença e tino desde 1990  ..pra mim um gênio que a maioria hoje quer imitar  ..e nem por isso saio por aí, em ambiente apropriado, humilhando e destratando a todos

o que o cara tenta é fazer sucesso, tipo seu colega que já foi expulso do senado recentemente por provocar Renan e brigar com Requião

o que protesto é contra esta onda de prende e arrebenta que vira e mexe aparece, e geralmente em coisa que não é séria  ..reclamo do excesso do politicamente correto (um tédio)  ..justo de muitos que perdoam por ex o passaporte do filho, o apoio do bispo, o delubio, se esquecem das berenices e nem se lembram das rezas de Bene ou das promessas e ações da president?  ..isso sim é coisa séria

reclamo da onda de se levar tudo a sério desde que pros outros  ..até há pouco humorista sequer poderia falar ..um risco

sei não, mas meu dicionario começa com A, a de alegria, e não com D , d de depressão e distimia

ainda se o cara se apresentasse como intelectual, vá lá

.

..não da pra aguentar essa de proporem que ele seja censurado   ..de que sua emissora seja condenada como já li hoje  ..há muito exagero, coisa inventada e manipulada   politicamnte, isso sim

..tipo com os recentes vexames do Bolsonaro, aonde alguns "democratas" viram pêlo em ovo pra propor-lhe a caÇação  ..assim não

 
 
imagem de diogojfaraujo
diogojfaraujo

 Acho q a diferença do Rafinha pro Seinfeld é a elegância; no texto, esquetes, no nivel cultura dos atores e roteiristas... Esses aí são criadores de polêmicas, com assuntos controversos, e com algum cuidado e bom senso se transformam em texto razoáveis... Falta cultura, falta estudo...

 

ANTIFA!

 
imagem de joão sal
joão sal

Vivemos a era da mediocredade.

Quanto mais imbecil, mediocre e alienado.

Maior a possibilidade de sucesso.

Não é questão de mau humor

É questão de bom senso, respeito e civilidade.

 
 
imagem de Mae do Romanelli
Mae do Romanelli

Tu nao tem mae, nao? Acho que sim é necessário sublimar algumas piadas e levar na esportiva, mas será que alguma garota que passou por isso acha graça? Alguém da sua família?

 
 
imagem de heima
heima

eu passei por isso e não acho a menor graça.

 
 
imagem de Renato Lira
Renato Lira

É, malungo Roma.

Em seu comentário, encontro uma frase lapidar:

"O humor é uma forma que os primatas encontram pra tornarem suas vidas mais leves..."

É verdade.

E tem sujeito que se diz humorista, porém estacionou na escala evolutiva e continua fazendo "humor" de primata e para primatas.

Detesto, como você, essa onda do politicamente correto. Um saco mesmo.

Porém, como primata evoluído, como homo sapiens, não considero o que este indivíduo faz como humor.

O que este sujeito diz e faz como ofensa a seres inteligentes, que têm senso crítico.

É coisa de primata que não evoluiu, coisa de australopitecus, coisa de brucutu, coisa de indivíduo de cérebro atrofiado, feito para indivíduos com o mesmo nível intelectual dele.

 
 
imagem de Jair Fonseca
Jair Fonseca

Cômico é esse Garrafinha achar que faz comédia.

E trágico é quem ache isso engraçado ou então que é assim mesmo...

 
 
imagem de Julia
Julia

ESTUPRO NÃO TEM GRAÇA, e ponto.

 
 
imagem de Leider Lincoln
Leider Lincoln

Apoiada!

 

Leider Lincoln

 
imagem de aliancaliberal
aliancaliberal

Politicamente correto = policia do pensamento

 

"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.

 
imagem de joselitus_maximus
joselitus_maximus

Politicamente correto= clichê que perdeu o significado por excesso de uso

 

Tinha uma época que toda a discussão sobre política, esquerda e direita, etc. degringolava para acusações de quem parecia mais com Hitler e o Nazismo.

Felizmente um gringo experto criou a Lei de Godwin e isso diminuiu consideravelmente.

 

Toda discussão sobre raça, gênero, etc. degringola para acusações de "politicamente correto" isso, "politicamente correto" aquilo, como se isso encerrasse o assunto.

Está na hora de criar uma "Lei de Godwin" para isso também.

 

Direitista SEMPRE se entrega nos detalhes.

 

Postar novo Comentário

O conteúdo deste campo é privado não será exibido ao público.
CAPTCHA
Esta questão é para testar se você é um visitante humano e impedir submissões automatizadas por spam.
CAPTCHA de imagem
Digite os caracteres exibidos na imagem acima.

Faça seu login e aproveite as funções multímidia!