Queda da fecundidade brasileira não é solução: é problema

A preocupação de alguns setores com a possibilidade de aumento da taxa de fecundidade das famílias atendidas pela Bolsa Família demonstra duas ignorâncias básicas. A primeira, a suposição em si. A segunda, de tratar a questão como se fosse problema. Nas próximas décadas, o grande desafio brasileiro será a baixa fecundidade das nossas mulheres.

Essa visão da população pobre como um passivo nacional vigorou até o advento das novas políticas sociais e da criação desse novo mercado de consumo das classes C/D. De lá para cá, qualquer analista minimamente informado sabe que a população tornou-se o grande diferencial da economia brasileira em relação a outras economias globais. E que a maior ameaça futura não é o crescimento da população mas, pelo contrário, a redução da taxa de fecundidade.

Diz-se que o Brasil ganhou o bônus demográfico por algumas décadas (período em que a maior parte da população está na idade economicamente ativa). Passado esse período, se entrará em um período de envelhecimento, com a maior parte da população fora da economia.

Portanto, o que de melhor poderia acontecer para o país seria reduzir a queda da fecundidade, mas com as crianças bem amparadas por políticas sociais eficientes.

Em recente trabalho – “Transformação Demográfica e Competitividade Internacional da Economia Brasileira” – Jorge Arbache, da Universidade de Brasília, tratou da questão.

Em 1990 a taxa de fecundidade no Brasil era de 2,8 filhos por mulher. Em 2010 caiu para 1,9. A taxa de crescimento populacional passou de 1,8% em 1990 para 0,9% em 2010, baixa mesmo para padrões internacionais. Segundo ele, projeções indicam que até o final da década o Brasil terá uma das menores taxas de fecundidade do mundo.

Para o período 2015-2020, por exemplo, a Índia deverá ter uma taxa de fecundidade de 2,3; a Argentina, de 2,08; o Canadá, de 1,67; e o Brasil de 1,6.

Haverá impactos inicialmente sobre os setores produtores de bens comercializáveis (que competem no mercado internacional), depois nas indústrias intensivas em trabalho.

Essa mesma rapidez se verifica na estrutura etária da população brasileira

"Em 1990, 35% da população estava na faixa de 0 a 14 anos. Essa parcela caiu para 25%, em 2010, e deverá ser de apenas 17%, em 2025. Já a parcela da população na faixa de 60 anos ou mais era de 7%, em 1990, passou para 10%, em 2010, e deverá superar a parcela da população jovem ainda antes de 2025".

Com esses indicadores, o Brasil entra em um “incômodo grupo de países com taxa de fecundidade baixa e rápido envelhecimento populacional”, diz ele. Em geral, os países primeiros se tornam ricos, depois envelhece. O Brasil está se envelhecendo antes de se tornar próspero.

Terá os desafios simultâneos de alcançar a prosperidade econômica e o progresso social e encontrar meios de fazer a renda per capita crescer e, ao mesmo tempo, cuidar do peso maiores dos dependentes e dos custos previdenciários.

A PIA (População em Idade Ativa) cresce há décadas. Mas deverá atingir o pico em 2020. A partir de então, declinará. De um lado, explica o aumento do salário real nos anos 2000. Mas as projeções do IBGE indicam que em 2025 37% da PIA menos ao menos 45 anos de idade.

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39 comentários
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Ivan Moraes

A taxa de natalidade nao vai melhorar nem no Brasil nem no resto do mundo.  A extrema simplicidade da razao a faz quase invisivel:  familias estao sendo economicamente esmagadas no mundo inteiro.  Quem tem multiplos filhos nao tem garantia de nada a respeito da vida deles.  Ou tem muito dinheiro, claro.

Alem disso, o Brasil eh um dos campeoes mundiais de esterilizacao de mulheres, devido a politica governamental de saude de acordo com o que me disseram.  Deve haver um numero pifio de vasectomias no Brasil tambem, mas quase nao contaria nas estatisticas de esterilizacao.

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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BOBAGEM  ..o erro duma afirmação (o de que o BF incentivaria a fecundidade) não nos dá o direito de virmos com outras sandices do tipo, que nosso maior problema será mantermos a crescimento populacional aceso, ou ainda o de nos compararmos com Africa e/ou India..

Horas, hoje já virou mania o PAI só entrar com o esperma (e quando entra e não apela pra fecundação)  ..pq de resto  ..de pré-natal a médico e medicamento, de berçário, passando por creche, pré e escola, chegando ao 10 e segundo grau completos, tudo com direito a material, transporte, refeição, e qdo não, até uniforme, este ele dá pro Estado (entenda, pro PAI dos outros) PAGAR  ..ou NÃO DÁ !!

O BF tem que migrar lentamente prum programa mínimo  de assistência e renda (e PONTO final)  ..tem sim que (depois de obtido sucesso em outras áreas que ainda engatinham) tem que pensar em se esvaziar  ..ou isso, ou continuaremos na prática a termos 40% duma sociedade que trabalha pra bancar os outros que ou são novos, ou idosos, ou imprestáveis, delinquentes, condenados e/ou presos mesmo

Pense  ..quanto da nossa economia já é robotizada e informatizada?  ..qual a EFETIVA necessidade de moradia de BOA qualidade (e aqui não falo de puzadinho nem de gambuiarra em comunidade dependurada)  ..quanto da nossa infra-estrutura esta em dia? ..os esgotos e a urbanidade já estão planejados e equacionados ? ..quanto ainda somos informais, ou em quanto do nosso agro-negócio é ambientalmente sustentável ..pior, reflita se já temos e/ou atuamos em todos os setores que DEVERÌAMOS (nem que internamente) dominar, como a industira automobilística local..

então?  ..então que por falta de mercado e do que fazer, TE GARANTO, estamos atolados até o pescoço pelos próximos 100 anos, e a solução COM CERTEZA não vem só pelo tal "crescimento" vegetativo, alías, a mim, longe disso

..fora ainda que a MIGRAÇÃO de outras nações (passivos) já já começará a nos afetar como já o fizeram estas que vem hoje da CHINA e Bolivia e que de 2 em 2 anos são brindados com anistia (das ultimas tanto  FHC qto  LULA permitram centenas de milhares delas)

..e MO pra isso tudo, ainda mais com a SOBRA que nós mesmo temos hoje aqui, ou com os avanços das "técnicas que dispensam os humanos nos processo"  ..francamente, afirmar que devemos temer o "decrescimento ou a moderação, pra mim, pra mim chega a ser um assombro  ..uma distorção da realidade no tempo

reitero  ..a economia precisa repensar seus DOGMAS e paradigmas ditos constantemente de forma automática e sem mais considerações ..como o de que temos que CRESCER sempre  ..crescer sim, mas a que preço,  que lucro e/ou prejuízio, usando quais ativos e gerando quais PASSIVOS são questões que devemos tb nos fazer..

verdade, verdade mesmo cumpadi, é que HOJE sobra neguinho e ninguém sabe o que fazer com eles  ..e o meio ambiente e a biodiversidade eu me pergunto?

 
 
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Josaphat

Não é só os pais. Outro dia, uma mãe chamada à escola por conta das indisciplinas do filho, soltou esta pérola: Se estão me chamando aqui por causa do meu filho, pode esquecer, que o governo paga é pra vocês tomar conta dele, não pra mim!

 
 
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Valdir DM

Concordo contigo, Romanelli.

O lado negativo do Bolsa Família é que incentiva meninas que querem "se emancipar" dos pais a arranjarem um filho, seja lá de quem for o esperma. Funciona como uma passagem para a Idade Adulta (isto, na visão-ilusão das referidas meninas). A taxa de fertilidade só não caiu mais por causa desse fator.

O lado negativo da Previdência-Para-os-que-Nunca-Contribuiram-com-a-Previdência (ou seja, o salário-mínimo pago a "aposentados" rurais e idosos) é o seguinte: há legiões de velhos mantidos vivos, no formol, só para propiciar vida fácil (sem trabalhar), embora precária, a filhos, netos e bisnetos. Muitos desses velhos (talvez a maioria) ainda são obrigados a arranjar bicos, não para comprar seus remédios, mas para manter o vício (maconha, crack) de seus malandros descendentes (e agregados-agregadas).

O lado negativo da Bolsa-Pai-Competente-Filho-Imprestável, mais conhecida por suas vertentes autônomas Taxa Selic, Negócios-com-os-Governos (principalmente estaduais e de capitais), Aportes para Ongs e Assistenciais, etc, é criar uma desmeritocracia, onde trabalhar de verdade e produzir vai se tornando desonroso.

Para ir secando aos poucos, pouquíssimos, todas essas Bolsas, nada melhor do que ir diminuindo os tributos, inclusive os disfarçados de pedágios, contribuições, programas especiais (como Luz no Campo, pago pelos contribuintes urbanos; como "gratuidade" no transporte urbano, pago - sem constar como tributo - pelos usuários "normais"), aumentos subreptícios de alíquotas, etc. Os Estados, cujos governadores são tão críticos em relação aos tributos federais, são especialistas nos tributos disfarçados.

 
 
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André LB

  Discordo plenamente, Valdir. Desde quando R$30,00 por mês emancipam alguém? Isso mal e mal permite que a pessoa não caia de fome. Além do mais, ver nisso um incentivo a anônimas meninas é puro achismo ou então casos raríssimos, a exemplo daqueles que "a vizinha da tia da minha esposa ouviu falar".

  Quanto aos tais "velhos mantidos em formol" você também só pode estar brincando. O que sugere, que se casse a aposentadoria de idosos que colaboram no orçamento familiar? Além disso imaginar que todo aposentado é automaticamente pai e/ou avô de viciados em crack é no mínimo um delírio. Imagine se nos propuséssemos a confiscar seu salário ou aposentadoria porque seu filho ou neto foi visto bebendo até cair. Puro nonsense. Quanto ao incentivo ao "filho imprestável" pare e pense no seguinte: mesmo os maiores benefícios FAMILIARES mal passam de R$200,00. Que tipo de emprego está sendo oferecido aos "imprestáveis" para que R$200,00 (no MÁXIMO) seja incentivo o suficiente para que não trabalhem? A incalculável fortuna que 1 salário mínimo representa já é suficiente para se esquecer do BF.

   Por fim, para diminuir impostos e NEM FAZER CAIR A ARRECADAÇÃO seria suficiente que ricos pagassem o mesmo percentual que os pobres ou mesmo que a classe média. Talvez você ñão saiba mas, no Brasil, quanto mais rico é o cidadão menos imposto ele paga. É no mínimo injusto mimar o milionário e olhar feio para a merreca do Bolsa Família, não concorda? 

 
 
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Valdir DM

André:

1. "Filho Imprestável": eu me refiro aos filhos imprestáveis dos ricos. Filhinho faz faculdade, obtém seu título de engenheiro, sai sem saber nada. Como vai concorrer com engenheiros de verdade? Simples: papai arranja emprego pro filhinho (pois os ricos são solidários entre si) numa empreiteira que trabalha para algum governo (de preferência estadual). Empreiteira que talvez seja "laranja" do referido pai. Nessas empreiteiras, sempre cabe mais um para "fiscalizar" mestres de obras e execuções diretamente da praia de Ipanema.

2. Bolsa Família, e corrigindo minha posição anterior: é pouco, mas ajuda a criar o clima de "emancipação".

3. É claro que seria justo acabar primeiro com as Bolsas para os ricos, e depois com a Bolsa para os pobres.

4. A referência a pessoas velhas que trabalham para sustentar vícios dos descendentes tiro de inúmeras observações pessoais. Constato isto aqui em Campo Grande - MS, onde moro, e nas cidades que visito como turista. Pior (ou talvez melhor) é quando o velho vai para um asilo que fica com a sua aposentaria e lhe devolve, em produtos e "serviços", ínfima parte dela. Mas um velho hoje em dia só vai para o asilo se não tiver parentes, ou se seus parentes estiverem "bem de vida".

5. No Brasil, e talvez no mundo, há muito mais parasitas do que gostaríamos de admitir. Conheço casos de parasitismo inacreditáveis. A ONU tem certa razão quando pensa dez vezes antes de mandar "ajuda humanitária" (em alimentos, não em bombas) para países da África. É que a ajuda nunca chega onde deveria chegar, sempre interceptada por espertos.

6. Por outro lado, talvez tudo deva ser assim mesmo. Talvez vivamos no melhor dos mundos que já vigiu no Planeta Terra, desde a ascenção do Homo Sapiens. Sou aposentado e feliz, mas continuo dando um duro danado... pelo simples prazer de fazer as coisas. Sem contar que é ótimo para a saúde. Como na canção do Roberto, "não sou escravo e nunca fui senhor"...

Um abraço.

 
 
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Silvio B Campello

Este é um dos paradigmas mais insustentáveis do capitalismo. Somente haverá boas condições de crescimento econômico se a população tiver uma taxa de fecundidade alta. Implícito fica o fato de que iremos povoar a Terra até desaparecer o resto dos seres vivos, pois há de haver um equilíbrio entre a população de seres humanos e o resto da biosfera.

 
 
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leodf

É mais um problema que o capitalismo não resolve, mostrando o seu caráter destrutivo.

Mas deve-se levar em conta as migrações, que sempre fizeram parte da humanidade.

 
 
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cariry

"Somente haverá boas condições de crescimento econômico se a população tiver uma taxa de fecundidade alta"

Nunca vi nemhuma referência a tal proposição. Apenas não vi.

 

"Seja realista: exija o impossível"

 
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José Antônio Araújo

O post acima do Nassif, baseado nos dados do estudo feito pelo acadêmico Jorge Arbache da UNB, põe os pingos nos i's. O resto são achismos e estudos/comentários mal intencionados contra o Bolsa Família e outros programas sociais do governo Lula, seguidos pelo governo Dilma.

 

José Antônio

 
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Marcos W.

Que eu seja perdoado,é apenas um chiste,também já passei dos trinta,mas a matéria me fez pensar em abrir uma fábrica de bengalas!

 
 
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Sergio Saraiva

Eu tomo com muito cuidado esses estudos.

Qualquer um que seja aposentado ou esteja em véspera de aposentadoria sabe bem o que é o estelionato social chamado fator previdenciário ( eu o chamo de FHC - fator heterodoxo de contabilização) e que a tal expectativa de vida média é a sua gazua.

O que fornece material para sangrar os aposentados? Os tais estudos do IBGE.

Esse parace mais um daquele estudos bem mal intencionados, visando dar argumentos "científicos" para os que defendem que o trabalhador deva contribuir mas não se aposentar. Ou seja, transformar a contribuição ao INSS em um imposto por estar vivo. Quando morrer, para-se de pagar.

PS.: não estou bem informado, mas parece que a expectativa de vida média calculada pelo IBGE hoje esteja em 102 anos para os homens e 104 anos e seis meses para as mulheres.

 
 
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Saraiva

Convenhamos   ..prum país que paga o que pagamos de JUROS por ano?  ..prum que despediça o que desperdiçamos em improdutividade e corrupção por ex? ..um que remete e se permite importar besteiras como o fazemos? ..um que ainda mistura previdência com programas de assistência só pra não querer que vejamos o real retrato do modelo que nos criaram e impuseram (o do clientelismos e do modelo insustentável pelo mérito)  ..um páis que ainda mantém 40% dos seus cidadãoes em informalidade e/ou em petuição de miséria..

..admitir que só o tema previdência é o que esta por trás de tal "teoria"  ..a de que "ou crescemos sempre ou estaremos fudid?s, bem, aqui, devo confessar,  acho que vc subestimou a duvida e visão, a polêmica trazida por esta corrente..

..fora que de quebra vc colocou a artigo e a idoneidade do Nassif na rodinha, certo?

re re re

abrá

 
 
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DanielQuireza

102 e 104 ? Tirou isso da onde ? Nem no Japão.

Mas ainda chegaremos lá. Tomara que a minha geração.

 

@DanielQuireza

 
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cariry

Talvez pro seus netos. É uma esperança mais sólida então.

 

"Seja realista: exija o impossível"

 
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Anonimo

De fato, um grande patrimônio consumidor é pobre, posto que, rico não tende aumentar em nada o seu nível histórico de consumo.  Ou seja, pobre bastou começar coisa mais um pouco melhor, compra coisa como geladeira, som, etc, mas rico prefere continua com a velha de sempre.

 
 
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DanielQuireza

Exatamente o que falei aqui outro dia.

Mas tem muita gente que ainda está com a cabeça na década de 80 ainda não percebeu isso.

 

@DanielQuireza

 
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Mario Blaya

ué???  quando na decada de 70/80 a Igreja catolica era contra os programadas de redução da natalidade, todo mundo, inclusive a esquerda criticavam a Igreja, agora descobriram que essa estoria da reduzir a natalidade para acabar com a miseria era mais uma teoria furada de algum picareta bom de bico!

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." Max Frich

 
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Ivan Moraes

Da pra ler o item antes de comentar?  Tem um anexo tambem que voce nao leu.

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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Alberto Porem Junior

Antes explica pra ele o que é anexo...

 
 
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Mario Blaya

ah essa eu vou adorar, por favor explique o que vc entendeu!!!!

 

pode pedir ajuda pro seu colega!!  

 

eu vou adorar!!!!

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." Max Frich

 
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Clovis Campos

Eufemisticamente direi: Blaya, voce falta com a verdade ou tem memória seletiva!

Rompendo minha decisão de ignorar os seus textos, vejo-me na obrigação de desmenti-lo.

Na década de 70 duas correntes se opunham: a direita com as teses de controle de natalidade e a esquerda decisivamente contra o mesmo. A Aliança para o Progresso, por exemplo, distribuia anticoncepcionais no Nordeste, bancava a esterilização de mulheres com apoio dos governos locais, todos de direita.

Não se esqueça das teses de Glycon de Paiva e Roberto Campos...

A esquerda e a igreja estavam juntas na luta contra a redução forçada da natalidade.

A bem da verdade, a ditadura militar também foi contra o controle.

 
 
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cariry

Benfam... e a crítica ferina de Henfil, principalmente com a personagem Graúna é um bom exemplo da crítica feita pela esquerda...

 

"Seja realista: exija o impossível"

 
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André LB

  Nassif, permita-me discordar. Nem me preocupo com a questao do BF, mas simplesmente da sustentabilidade de um modelo baseado no crescimento infinito, como bem resumiu o economista Max-Neef na entrevista postada ontem. Reproduzo e modifico onde foi o caso aqui trecho do que escrevi.

  Ninguém tem filho a mais por conta de uma merreca todo mês nem termos qualquer problema com déficit populacional em pelo menos 20 anos - e olha que se formos levar em conta as hipóteses, não podemos esquecer do recebimento de imigrantes latinoamericanos conforme a situação brasileira vá se consolidando. Querer "resolver" isso agora é na verdade criar outro problema, até porque a maior estabilização populacional e migracional também traz muitos benefícios - melhor planejamento urbano, por exemplo.

  Já ia esquecendo de mencionar outra abordagem para a mesma questão: até quando a Terra aguentará a lógica de mais produção, mais consumo, mais pessoas? O "problema" da Previdencia tambem deve ser visto dentro dessa otica, ou seja, a logica do atual sistema pede que a populacao aumente mais, depois mais e posteriormente mais ainda. Uma retração será necessária em algum momento, e talvez onde se vê um problema os eco-demógrafos de 2030 verão uma saudável tendência de recuo suave do contingente populacional.

 
 
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DanielQuireza

Mas não se trata de crescimento infinito. Aliás nem sabemos o que é algo infinito.

Crescer um pouco mais e crescer para sempre é bem diferente.

Se trata de continuar crescendo por mais tempo, ocupar mais espaços, que no Brasil e em vários outros lugares no mundo ainda são vastos.

 

@DanielQuireza

 
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André LB

  "Nem sabemos o que é infinito"... pelamordedeus, Quireza, corta essa comigo.

  O crescimento populacional não precisa ser infinito para destruir a Terra, mas se a lógica é a população crescer para sustentar a geração anterior então o modelo é baseado em crescimento infinito sim, o que equivale a dizer que a conta não fecha.

  De resto, até onde você quer ocupar espaços? Estivemos e estamos todos aqui discutindo o Código Florestal, o perigo da devastação ambiental e etc e tal mas você defende a continuidade do mesmo modelo que torna compensador, necessário até derrubar e destruir mais e mais para que tudo se torne plantações e pastagens? Na melhor das hipóteses você está desconsiderando a pegada ambiental ou julgando falsos os cálculos que dizem que JÁ HOJE consumimos muito mais do que o planeta pode suportar.

  Fosse o Brasil uma ilha isolada do resto do mundo eu poderia concordar com você, nossos recursos talvez sejam suficientes para 500 milhões de habitantes. Talvez mais. Porém não estamos isolados, e ainda desejamos exportar e exportar.

  Em tempo: obviamente o decréscimo populacional não é interessante e deverá ser enfrentado cedo ou tarde (melhor cedo) apenas no Brasil, MAS NO MUNDO TODO.  

 
 
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alfredo machado

Nassif:

Sobre este assunto, tenho dificuldade em aceitar dados estatísticos de estudos como este (que ainda não abri).

Já tive a oportunidade de ler outros do mesmo tipo, e quando comparava com aquilo que eu via, percebia existirem dois mundos inteiramente diferentes, o dos teóricos certamente bem intencionados e o mundo real.

Em relação à população jovem, estou convicto que as diretrizes do Bolsa Família contribuíram bastante para que o registro oficial, certidão de nascimento, esteja praticamente universalizado, o que já não acontece  em relação à população adulta, pois ainda existem muitos zumbis espalhados pelo país - constam do Censo,levantamento quantitativo que é, mas não têm documentos oficiais, a não ser o título de eleitor às vésperas de uma eleição. Aprendi sobre esta triste realidade há uns anos, ao vivo e a cores, e não é por acaso que, em grandes tragédias, muitos dos corpos não podem ser identificados.

Em minha opinião, a chave da questão está aqui: “Portanto, o que de melhor poderia acontecer para o país seria reduzir a queda da fecundidade, mas com as crianças bem amparadas por políticas sociais eficientes.”, e isto ainda está longe de ocorrer, haja vista os atuais resultados recém divulgados sobre a educação nos níveis fundamental e médio, realmente dramáticos para um país com tantas perspectivas positivas pela frente.

Enquanto esta situação não for alterada, e prá isto é intrinsecamente necessária uma conscientização das famílias sobre a importância da educação formal para o futuro de seus filhos, algo que ainda não ocorre neste momento, nada feito; esta é uma parte que entendo caber apenas às pessoas, às famílias, pois não existe governante capaz de alterar este quadro sem que as famílias participem da alteração em forma consciente. Cheguei a esta conclusão graças aos inúmeros debates em que participei aqui no blog, nos posts sobre educação.

Até lá, sou favorável ao impedimento do nascimento indiscriminado de crianças em famílias de baixíssima renda, as populações ribeirinhas, etc... Me incomoda ver tanta miséria desnecessária, tantas crianças que já nascem com o seu futuro determinado, nenhum futuro.    

Os governos municipais, desde que socialmente coerentes, podem ajudar bastante na tarefa principal, são “apenas” duas providências, aos jovens, bom ensino desde o início da vida escolar e, ao mesmo tempo, população bem mais esclarecida.    

 
 
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DanielQuireza

Então Alfredo, mas o problema é dosar isso dai.

Como que vai "impedir" o nascimento ? É complicado dosar esse tipo de política. É um tema muito delicado.

É uma política que depois de implemtada é muito difícil reverter. Os efeitos são muito mais sensíveis no sentido de diminuição da natalidade do que o inverso. É só vermos o que já esta ocorrendo com a China.

 

@DanielQuireza

 
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leodf

Não vejo qual o problema, só solução.

No mais, o Brasil sempre viveu de imigrações.

 
 
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Aldo Cardoso

A Quem ler

Tem sido feito alguma pesquisa para identificar as possíveis causas da tendência dessa redução no número de filhos das famílias?

Eu, por exemplo, por desinformação tive 6 (seis) filhos que criei dignamente, porem, se fosse hoje, desejaria no máximo 3 (três) mas não daria conta de criar 2.

Dos 6 filhos acima, 2 deles adquiriram 2 filhos cada um, os quais vêm criando a duras penas e já disseram que se casassem hoje não teriam mais do que 1 (umzinho!) e quanto aos outros 4 eles nem querem pensar em ter filhos.

As causas são, além do elevado custo financeiro sem retorno algum (na maioria das vezes), tem a debilitação física e as doenças decorrentes, forante o pior, o ambiente externo que, degradando os valores, os costumes e os padrões tradicionais da família, não lhe garante se o que vc está criando não virá a ser uma serpente venenosa para, no mínimo, lhe fazer da vida um inferno, que pode ser incrementado com o legado de suas cobrinhas ou, então, lhe causar um sofrimento atroz se, sendo o filho de seus sonhos, vir a ser vítima fatal das várias formas de violência impunes que campeia por aí.

Logo, não há nenhuma atividade de risco mais cruel hoje, infelizmente, do que a de ter filhos quando deveria ser o oposto, se não fosse a ação implacável desse sistema modernoso em que vivemos, na verdade um arsenal malígno contra o bem 

 
 

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