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Políticos e ruralistas acusados de assassinar índios no MSEnviado por luisnassif, ter, 24/01/2012 - 08:44
Por Jair Fonseca
Deu na Folha de S. Paulo: vereador do PSDB e presidente do sindicato ruralista, mais outro político-empresário de Paranhos são acusados pelo assassinato de dois professores índígenas, num ataque de seus jagunços a uma comunidade guarani-caiuá, alvo de genocídio no Mato Grosso do Sul. Da Folha.com Justiça aceita denúncias por morte de índios no MS A Justiça Federal em Ponta Porã (MS) aceitou denúncia contra seis pessoas --entre elas dois políticos locais--- acusados de matar os professores indígenas Jenivaldo Vera e Rolindo Vera em outubro de 2009 no município de Paranhos (extremo sul do Estado). Segundo o Ministério Público Federal, os índios desapareceram durante a desocupação da fazenda São Luís. Eles estavam com um grupo de índios guarani-caiuá que reivindicava a área como de ocupação tradicional da comunidade Ypo'i. p>Vários homens armados chegaram em caminhões e caminhonetes para expulsá-los da propriedade na época.Testemunhas disseram que os dois professores foram mortos a tiros e levados do local. O corpo de Jenivaldo foi encontrado em novembro de 2009, no rio Ypo'i, próximo da área de conflito. De acordo com a Procuradoria, a perícia comprovou que a morte foi causada por um tiro nas costas. Rolindo Vera nunca foi encontrado. Entre os acusados estão o vereador e presidente do sindicato Rural de Paranhos, Moacir João Macedo (PSDB), e o empresário Joanelse Tavares Pinheiro, que foi candidato a prefeito da cidade em 2004. Os demais acusados são produtores rurais e comerciantes. Os seis réus irão responder por homicídio qualificado, ocultação de cadáveres, disparo de arma de fogo e lesão corporal contra o idoso. A Procuradoria protocolou a ação em dezembro de 2009 e a denúncia foi acatada no dia 9 de dezembro do ano passado, na 1ª Vara Criminal da Justiça Federal em Ponta Porã. OUTRO LADO O vereador Moacir João Macedo disse à Folha que não sabia que havia sido denunciado pela Procuradoria. Ele disse que foi chamado apenas uma vez para prestar depoimento sobre o caso, na Polícia Federal em Naviraí, e, na ocasião, negou qualquer envolvimento no desaparecimento dos professores. Joanelse Tavares Pinheiro também disse que não sabia da decisão da Justiça Federal. Pinheiro foi interrogado pela PF em 2009 e disse que participava de uma corrida de cavalos no dia do conflito. Os outros réus não foram localizados para comentar a denúncia.
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Comentários + votados
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Mario Blaya
24/01/2012 - 09:00
lugar de bandido e na cadeia, a demora em fazer justiça é uma vergonha para todas as pessoas!!
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maria rodrigues
24/01/2012 - 09:05
Penso que vi uma reportagem há poucos dias quando os índios dessa aldeia reclamavam o desaparecimento dos amigos, com muita tristeza.
Sinto muita dor em ver que os ditos civilizados não querem...
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Fuhgeddaboudit™
24/01/2012 - 09:50
E, onde há muita fumaça o ano inteiro, com certeza, houve e continua havendo FOGO, covarde e assassino.
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Bento de Abreu
24/01/2012 - 09:54
A Folha criou uma nova etnia indígena, guarani-caiuá, nunca tinha ouvido falar.
Em MS existem os guarani-caiowá, ou Kaiová, que são os índios mais violentados do brasil, vivem em área de fazendas...
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raquel_
24/01/2012 - 10:08
Os "da casa grande" sempre foram cruéis. O que acontece é que agora eles não tem mais pudor em fazer isso em plena luz do dia.
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M L
24/01/2012 - 10:42
Esse é outro povo expoliado, sofrido e marginalizado do Brasil. Para muitos, o melhor mesmo seria que fossem dizimados, as terras liberadas para a "produtividade" e que o cinema, de vez...
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Eduardo Ramos
24/01/2012 - 10:47
Entre outros fatores, o pouco receio de punição estimula toda a sorte de crimes. O Poder Judiciário esconde-se covardemente atrás de um fato que lhe serve de sombra para a própria omissão: "são as...
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Assis Ribeiro
24/01/2012 - 09:11
Quando, principalmente, os portugueses, espanhóis e ingleses invadiram as nossas terras nos "elogiados" e "comemorados" período chamado de "época das descobertas" ou as "grandes navegações"...
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Eduardo Petrucci Gigante
24/01/2012 - 09:15
Continuação da política John Wayne, instaurada pelos governos militares na década de 70. Por que mudariam agora?
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lugar de bandido e na cadeia, a demora em fazer justiça é uma vergonha para todas as pessoas!!
"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." Max Frich
Penso que vi uma reportagem há poucos dias quando os índios dessa aldeia reclamavam o desaparecimento dos amigos, com muita tristeza.
Sinto muita dor em ver que os ditos civilizados não querem entender a luta dos índios por reinivindicarem terras que são deles, que sempre foram deles. Toda pessoa de bom senso sabe que nessas localidades de tribos indígenas os ricaços adquiriram muitas terras por meio de grilagens. O que os índios querem é tão pouco e memo assim ainda estão sendo dizimados em pleno século XXI por gente gananciosa, e pelo fato dos governos brasileiros serem bastante lenientes ao tratarem das causa deles.
A Presidenta Dilma tem que agir contra essa desumanidade, fazendo valer a voz de quem jamais mereceu ser discriminado, maltratado e morto por algum pedacinho de terra, enquanto os ricos do MS, por exemplo, se aproriaram de vastidões de terras de formas, no mínimo, questionáveis.
Quando, principalmente, os portugueses, espanhóis e ingleses invadiram as nossas terras nos "elogiados" e "comemorados" período chamado de "época das descobertas" ou as "grandes navegações" milhões de índios foram dizimados e muitos, ainda hoje, justificam aquela matança com o lema de que eram incivilizados. Seriam bípedes desalmados, animais destinados a serem escravos, e que se não se submetessem à domesticação para os trabalhos escravos deveriam ser mortos?
Parece que continuamos com esta "inteligência", com o mesmo pensamento de que eles são preguiçosos e não tem direito às suas terras porque nelas não produzem nada e a solução, aliás bem próxima do que está ocorrendo na desocupação de Pinheirinhos, é a violência, o extermínio.
Os atores são sempre os mesmos de um lado os pobres e do outro lado os ruralistas, especuladores, e políticos e tudo com o amparo ou a omissão do poder judiciário.
As leis parecem não existirem quando se trata da resolução dos problemas existentes entre os da "casa grande e senzala".
Sem mobilização ampla movimentação social envolvendo os que têm interesse direto e os que por solidariedade e respeito aos direitos ameaçados dos seus semelhantes deveriam se movimentar.
Essa forma cruel praticada pelos da "casa grande" tem se alastrado na sociedade como bem disse o colega comentarista aqui do blog e que tomo a liberdade de reproduzir:
Comentário de Luiz Lima no Post
A documentação da tragédia
Luiz Lima
Amig@s,
Vou ser direto. Por favor, compreendam o seguinte: se ficar como está, não para por aí. A sociedade civil TEM de se mobilizar para defender a democracia. A direita brasileira já partiu para a ofensiva. Em três episódios sucessivos - USP, Cracolândia e agora o Pinheirinho - o governo do estado de São Paulo deixou claro que não cogita o uso de outro meio que não seja a força bruta para tratar da questão social. Isto é, sem tirar nem pôr, o modus operandi do fascismo. A timidez em reagir a isto, agora e já, será imperdoável.
A democracia não pode ser defendida só da boca pra fora, com discursos bonitos, bem-escritos... e estéreis. Não podemos nos limitar a lutar contra o fascismo de quatro em quatro anos, com hora marcada, ou manifestando nossa indignação - e impotência - vociferando contra essa gente nas redes sociais. Os fascistas só podem ser contidos, e só serão contidos, com o povo na rua.
Não podemos nos limitar a fazer manifestações-relâmpago ao sabor dos acontecimentos. Estas serão facilmente contidas e ignoradas pela "grande" imprensa. Somente atos públicos massivos e coordenados serão capazes de mostrar com clareza, aos facistas e criptofascistas, que nós - o povo - não os toleramos, não aceitaremos passivamente essa brutalidade e não permitiremos que, em nosso nome, reconduzam o Brasil à treva e à barbárie.
Camaradas, amigos: é necessário agir. Agora e já.
Assis Ribeiro
Os "da casa grande" sempre foram cruéis. O que acontece é que agora eles não tem mais pudor em fazer isso em plena luz do dia.
"Para ser tolerante, é preciso fixar os limites do intolerável." (Umberto Eco)"
Continuação da política John Wayne, instaurada pelos governos militares na década de 70. Por que mudariam agora?
E, onde há muita fumaça o ano inteiro, com certeza, houve e continua havendo FOGO, covarde e assassino.
Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.
A Folha criou uma nova etnia indígena, guarani-caiuá, nunca tinha ouvido falar.
Em MS existem os guarani-caiowá, ou Kaiová, que são os índios mais violentados do brasil, vivem em área de fazendas produtoras de gado para cort, não geram emprego, mas muito dinheiro.
Parece que "guarani-caiuá" é a pronúncia no português coloquial de "guarany-kaiowá". Pelo menos nos tempos em que morei naquele região a gente só falala "caiuá".
Esse é outro povo expoliado, sofrido e marginalizado do Brasil. Para muitos, o melhor mesmo seria que fossem dizimados, as terras liberadas para a "produtividade" e que o cinema, de vez em quando, faça auns filminhos mostrando que ha muito tempo existiam outras etnias no Brasil, além das que imigraram à partir de 1500.
Maria Luisa
Entre outros fatores, o pouco receio de punição estimula toda a sorte de crimes. O Poder Judiciário esconde-se covardemente atrás de um fato que lhe serve de sombra para a própria omissão: "são as leis!" - dizem, e com razão. Ninguém deveria agir contra as leis, mesmo as que servem para prolongar os processos até as penas caducarem. O que nenhum juiz deveria pensar, sentir, conformar-se, é justamente com isso. É espantoso como aceitam, de uma forma "cordeirística" essa realidade. É como se tivéssemos juízes, promotores, desembargadores, "com pouco sangue nas veias". Paralisassem tudo, fizessem uma greve nacional radical, abrissem "à força" um caminho de comunicação com o povo expondo todas as limitações de seu trabalho, e o congresso seria obrigado a mudar essa legislação vergonhosa, insana, imoral, que permite que réus cumpram um sexto da pena, réus fiquem soltos quinze, vinte anos após o crime, e se for corrupção, simplesmente não vá preso.
Vai ver que é agradável e saudável à mente e ao coração da juizada essa sombrinha acolhedora e covarde: "não posso fazer nada. Culpa das leis..."
Do "outro lado": "Pinheiro foi interrogado pela PF em 2009 e disse que participava de uma corrida de cavalos no dia do conflito."
Seria cômico se não muito trágico. Como se os jagunços não existissem justamente para que os assassinos mantenham suas mãos limpas de sangue dos inocentes e principalmente suas contas bancárias bem recheadas.
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