Política monetária continua dissociada da economia real

Antecipo em pílulas elementos para a Coluna Econômica de amanhã.

O ponto central é analisar a política econômica do governo Dilma.

A primeira pílula é o jogo de interesses em torno da taxa Selic.

Grosso modo, há três setores diretamente afetados pela Selic:

  1. A confraria dos rentistas, o pessoal que vive de apostas em torno da Selic. Ganha quando a Selic sobe.
  2. Os fundos e bancos de investimentos especializados em IPOs (lançamentos primários de ações). Ganham quando a Selic cai e libera mais recursos para a renda variável. Aliás, há uma montanha de IPOs sendo planejada esperando o estouro das ações no próximo ano, quando a Selic estiver perto dos 6% ao ano.
  3. A carteira de empréstimo dos bancos comerciais, que ganha com Selic baixa, pois reduz os custos de captação.

O resto é o resto. Como o Banco Central e a Fazenda nada fazem para reduzir o spread dos bancos, o custo final do dinheiro para o tomador, pouco faz se a Selic é de dois ou de um dígito. O tamanho da Selic interfere apenas na rentabilidade da carteira de crédito (Selic menor = spread maior) e nos resultados de Tesouraria (Selic menor = ganhos menores).

Mas para a vida das empresas e pessoas físicas há pouquíssima mudança, devido à baixíssima influência da Selic sobre o custo final do crédito. Para as grandes empresas o impacto é apenas nos ganhos de tesouraria, não no resultado operacional. Ou seja, dois ou três pontos a mais ou a menos na Selic não irá produzir nenhum impacto no preço final dos produtos nem no ritmo de venda das empresas.

Tem-se, portanto, uma política monetária que funciona exclusivamente no campo monetário, totalmente dissociada da economia real.

O BC deu início a uma política corajosa de reduzir a Selic. Mas as discussões econômicas escondem apenas o leque de interesses do mercado.

Confira o post “O regime de metas de inflação na berlinda”.

Nosso irrefreável professor de Deus, Alexandre Schwarstman dá seu palpite sobre a “taxa de juros neutra” (não lhe peça para apresentar suas premissas que é capaz de você ser acusado de invasão de privacidade) e imagina a Selic como única arma contra a inflação. Toda essa parafernália de conclusões sem apresentação de premissas esconde um único objetivo: deblaterar contra a queda da Selic.

Já outro ex do Banco Central, Luiz Fernando Figueiredo, diz que a enorme liquidez mundial exige uma política monetária mais flexível – em outras palavras, uma Selic mais baixa.

Qual a diferença fundamental entre ambos? Schwartsman é um lídimo representante da confraria da Selic; Figueiredo – mais competente – é um gestor de recursos em renda variável. Apenas isso. Cada qual escolhe os argumentos que melhor se encaixam ao objetivo pré-definido de cada um.

A diferença fundamental entre os três grupos é que o primeiro – o dos rentistas – tornou-se parasitário na economia. Simboliza hoje em dia o lado mais atrasado do mercado. O segundo, mesmo com toda dose de esperteza que tem caracterizado muitos IPOs, ao menos agrega investimento no país. O terceiro – o canal de crédito – é fundamental, desde que as artérias do spread sejam desobstruídas.

Nenhum voto
13 comentários
imagem de Ana Cruzzeli
Ana Cruzzeli

 Agora sim Nassif,  eu gostei , botou os pingos nos is.

 E essa dos 6% para 2013 vai enterrar  a primeira categoria de parasitas de uma vez para sempre e a economia vai voltar  para dentro do que se espera dela, a desenvolvimentista 100%. 

 Nos livraremos substancialmente  das amarras do dólar podre daqui por diante. 

 
 
imagem de Vinicius Carioca
Vinicius Carioca

O terceiro – o canal de crédito – é fundamental, desde que as artérias do spread sejam desobstruídas.

Para isso eu acho que uma interferência direta na política de juros da Caixa e do Banco do Brasil são fundamentais. Com os abusivos juros cobrados hoje a taxa de devolução de cheques ficou ao redor de 6% em 2011, e a inadimplência dos consumidores na grande São Paulo não chega a 8%. Esses dados constam na planilha de indicadores de inadimplência do BC. (http://www.bcb.gov.br/pec/Indeco/Port/ie1-39.xls).

Se a Selic baixar e em conjunto houver uma redução do spread desses bancos públicos acarretaria em financiamento a menor custo para os consumidores, e eu duvido muito que os índices de inadimplência supracitados aumentariam além de uma margem de 2% (é puro palpite, não sou economista. Se o professor de Deus pode chutar, porque não eu). Assim, não haveria muitas desculpas para não se tomar tal atitude, a não ser a muleta da inflação.

Alguém, por favor, responda: a redução da Selic (independentemente do spread) não deveriam levar diretamente a uma diminuição dos juros cobrados no financiamento da casa própria? Porque estes permanecem na casa dos 11% ao ano. Alguém me explique, por favor.

 
 
imagem de Ricardo Santos
Ricardo Santos

Nassif foi direto ao ponto!


Temos que desmistificar o controle de inflação, esse negócio de lançarmos mãos apenas da SELIC já caiu por terra...


Os rentistas são os conservadores (vagabundos, não trabalham) eles têm o controle da Grande Mídia para fazer terrorismo com a taxa Selic... A URUBOLOGA mais parece uma maritaca (de antemão, peço desculpa a essa ave), isto é: só fala nos juros (não tem vergonha na cara)...


Precisamos baixar a Selic, já!


Os economistas sérios sabem disso...

 

O caminho do mistério aponta para dentro!

 
imagem de Cláudia Stefani
Cláudia Stefani

"Mas para a vida das empresas e pessoas físicas há pouquíssima mudança, devido à baixíssima influência da Selic sobre o custo final do crédito."


A questão não é custo do crédito, mas que haverá crédito. Pois entre os setores diretamente afetados pela SELIC está a "carteira de empréstimo dos bancos comerciais, que ganha com Selic baixa, pois reduz os custos de captação." Havendo crédito, há mudança. Quais mudanças?


 

 
 
imagem de Turco
Turco

Um ótimo retorno aos artigos de qualidade desse blog, depois daquela tentativa mal-explicada de queimar o Mantega dias atrás.

 
 
imagem de Alexandre Weber - Santos -SP
Alexandre Weber - Santos -SP

Nassif escreveu:

"Mas para a vida das empresas e pessoas físicas há pouquíssima mudança, devido à baixíssima influência da Selic sobre o custo final do crédito."

Burrice ao cubo!!!

 

Follow the money, follow the power.

 
imagem de Alexandre Weber - Santos -SP
Alexandre Weber - Santos -SP

Quem é o responsável pelas 3000 (três mil) fábricas de bicicletas elétricas que o Brasil não tem para competir com a China, tanto no mercado Chinês, como no internacional, onde as de lá dominam?

Isto é economia real, que deslancha pela China e está em processo de extinção no Brasil.

Capitalismo de estado avançado é isto e não o BNDES dando dinheiro para os que sugam a teta generosa do governo, é financiar o empreendedor que irá colocar o país vendendo produtos competitivos aqui e na China.

Dilma, acorda !!!!

 

Follow the money, follow the power.

 
imagem de Gilberto .
Gilberto .

Nassif,

Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - Selic: A Taxa Selic, portanto, deveria ter alguma correlação com estado das finanças públicas, ou não? Não devemos levar em consideração vários fatores, tais como a Dívida Pública, a relação Dívida Pública/Pib para a análise desta taxa? Como está esta relação hoje e qual a sua tendência? Os rentistas obtém a maior parcela dos seus lucros em aplicações que dependem da variação da Selic? Estas rendas provém dos fundos de participação administrados pelos bancos, não? Os bancos obtém maiores recursos das dívidas privadas do que das públicas, ou não? A alta da Selic contribue, também de maneira indireta, para a elevação dos juros das dívidas privadas? Se sim, numa proporção justificável, ou os bancos se aproveitam desta alta apenas para engordar os seus lucros? A Selic possui então, concretamente, um caráter meramente simbólico e uma frágil estrutura de cálculo?

O meu comentário não conseguiu sair das interrogações... As perguntas surgem e não encontramos respostas objetivas a elas. Inevitavelmente, surgem então novas perguntas. Nem mesmo sobre o percentual gasto do orçamento da união, com pagamento de juros da dívida, existe um consenso. Vamos sempre encontrar disparidades em relação a este dado (mesmo limitando a busca às instituições respeitáveis). Se não sabemos o quanto gastamos com o pagamento e a amortização da dívida, como fixamos a taxa Selic?    

Sinto falta de economistas que falem diretamente para as pessoas comuns. Nos rudimentos de economia, que tive no curso de engenharia,  aprendemos que ao recolhermos dados e tabularmos resultados, sempre é possível esconder os dados que não nos agradam. Em resumo, é possível ressaltar aquilo que vai bem e esconder tudo o que vai mal... O que vai bem e o que vai mal neste caso?

Quantos dos pedidos do Manifesto abaixo (de 2003, assinado por vários economistas que colaboraram com a campanha petista) continua sem resposta? Quem assinaria hoje este manifesto? Um parte da agenda até foi atendida. E o restante?

 A agenda interditada: Uma alternativa de prosperidade para o Brasil

 

 

Gilberto . @Gil17

 
imagem de Alexandre Weber - Santos -SP
Alexandre Weber - Santos -SP

Nassif, não pegando no seu pé, mas voce estava provavelmente preocupado com outro assunto quando escreveu:

"Tem-se, portanto, uma política monetária que funciona exclusivamente no campo monetário, totalmente dissociada da economia real."

Dá para explicar ?

 

Follow the money, follow the power.

 
imagem de Clever Mendes de Oliveira
Clever Mendes de Oliveira

 


Luis Nassif,


Ia iniciar meu comentário propondo que você se desse uma trégua para ver onde foi que você errou nesses quase dez anos de governo do PT. De 2003 a 2010 dos textos que eu consideraria relevantes para analisar sua mudança de espírito em relação a realidade da economia brasileira, eu não sei como os obter, pois os que eu acompanhei no ig e no projetobr não estão mais disponíveis na internet a não ser em casos isolados.


Um texto de 2009 e que eu acho fantástico para indicar a sua verve contra a política monetária do BC é “Serra e a crítica correta” de terça-feira, 12/05/2009 às 08:09. Tenho o link para lá que é:


http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/05/12/serra-e-a-critica-correta/


Só que este endereço não existe mais. De todo modo, serve o link a seguir com cópia do seu post “Serra e a crítica correta”, mas sem os comentários (Que não são tão importantes tendo em vista que o que se quer mostrar é você elogiando José Serra para criticar a política do Banco Central):


http://joaobosquo.blog.br/?p=5090


E há o post do ano passado que deveria servir de penitência sua republicando-o com o título “Onde foi que eu errei”, sem interrogação evidentemente e onde você esclareceria seu erro em relação ao post “Os erros no monitoramento da economia” de sexta-feira, 16/12/2011 às 07:00 e que consistiu na sua Coluna Econômica daquele dia, 16/11/2011 e que pode ser visto no seguinte endereço:


http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/os-erros-no-monitoramento-da-economia


Lá você acusa o Banco Central de não ter tido um monitoramento adequado da economia e com isso levar a economia para próximo da recessão. Nas suas palavras:


“Mas o BC não resistiu à pressão do mercado e, antes de avaliar os efeitos das medidas prudenciais, puxou a taxa de juros no primeiro semestre e foi eliminando, gradativamente, os estímulos ao consumo adotados ao longo da crise de 2009/2009.


. . . .


Agora, está claro que o desaquecimento da economia foi muito mais forte do que se supunha. E nada do que ocorreu pode ser atribuído à crise internacional.


Foi erro nosso mesmo, do BC”.


Bem coloquei em reticências a parte em que você até elogia o Banco Central, mas concluindo no final que “Mesmo assim, o banco continuou reduzindo timidamente a taxa Selic”. Coloquei em reticências porque se trata de um trecho longo e porque embora esteja com o foco no monitoramento da economia não apontava para “os erros” a que o título do post “Os erros no monitoramento da economia” se referia.


Então iria iniciar meu comentário lembrando o comentário que eu enviei domingo, 26/02/2012 às 13:06, para Assis Ribeiro junto ao comentário dele de sábado, 25/02/2012 às 15:21 no post “Mantega: a personalidade individual por trás da pública” de sábado, 25/02/2012 às 14:08 e que pode ser visto no seguinte endereço:


http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/mantega-a-personalidade-individual-por-tras-da-publica


Em meu comentário eu disse logo no início que você tem disso, uma hora é no cravo outra na ferradura. Ou talvez não tenha sido bem assim que eu disse e para não deixar dúvida transcrevo como eu disse lá:


“Luis Nassif tem disso. Em período de carnaval e com mudança de horário o que ele diz preenche bem o diagnóstico que o mineiro João Camilo Pena, ainda que não fosse médico, fez sobre a alma do brasileiro: "balança entre a terça-feira gorda e a quarta-feira de cinzas"".


Avalio agora, entretanto, que não devo iniciar o meu comentário recomendando-o que penitencie por escritos passados. Ao ler o post todo vejo que pelo menos no início não há razão para ser tão crítico de você neste post “Política monetária continua dissociada da economia real” de segunda-feira, 27/02/2012 às 11:27. O ano novo começou, já não há mais carnaval e parece que você pegou o prumo.


Talvez também eu não devesse dizer pegou o prumo, mas recordando suas referências ao matemático John Nash e ao matemático Alain Lewi junto ao post “Os cabeças de planilha terão que mostrar as cartas” de quarta-feira, 22/02/2012 às 10:39 dizer que você pegou o ponto de equilíbrio.


Eis que aqui neste post "Política monetária continua dissociada da economia real", você refere-se aos que ganham e aos que perdem com a taxa Selic. Agora parece que o a abordagem vai sair da tecla de que a Selic só é puxada para cima. Achei pouco detalhado a relação dos que ganham quando a Selic aumenta. Segundo você, um setor diretamente afetado pela Selic é:


“A confraria dos rentistas, o pessoal que vive de apostas em torno da Selic. Ganha quando a Selic sobe”.


Precisava dizer se é maioria nessa confraria os pensionistas e aposentados que complementam a pensão ou aposentadoria com o rendimento da poupança.


E também, ao dizer que fundos e bancos de investimentos ganham com a redução da Selic, ficou faltando referir-se às empresas que possuem um alto estoque não de ações para serem vendidas, mas de mercadorias. Que efeito tem para essas empresas um aumento na taxa Selic?


E em meu entendimento falta menção à questão da dívida pública, do percentual da dívida pública atrelada a Selic e da rolagem de curto prazo da dívida pública e seus possíveis efeitos de pressão inflacionária. O aumento da Selic aumenta a dívida pública atrelada a Selic. O aumento da dívida pública significa déficit público. Por outro lado, com a dívida pública vinculada à Selic e sendo este vínculo de curto prazo, o aumento da Selic diminui a pressão em tornar líquida a dívida de curto prazo. Enfim, trata-se de um trabalho hercúleo considerar todos que ganham e todos que perdem com a variação da taxa Selic.


Então penso que melhor do que enumerar os que ganham e os que perdem com a variação da taxa Selic seria estudar os efeitos da taxa Selic junto à economia real. Tem algum efeito? Não tem efeito algum? Aumentando a taxa Selic, aumenta a geração de emprego (Ou a taxa de crescimento do PIB, já que o ideal, aumentar a taxa de geração de emprego sem crescimento do PIB com os danos ambientais que o aumento do PIB provoca, ainda não é possível) ou é o contrário? E o câmbio? E as reservas?


Como você diz no final do seu comentário “as discussões econômicas escondem apenas o leque de interesses do mercado”. É o que se pode ver na discussão que o Valor Econômico trouxe na ótima reportagem de Sergio Lamuci intitulada “Futuro do regime de metas divide opinião de analistas” e que você trouxe para o post “O regime de metas de inflação na berlinda” segunda-feira, 27/02/2012 às 08:52 e que você indicou e deixou o link para consultar a opinião de Luiz Fernando Figueiredo.


Afinal, o que diz Luiz Fernando Figueiredo para finalmente você vê o que sempre há nas discussões econômicas: interesses? É melhor transcrever todo o texto do jornal Valor Econômico com declarações de Luiz Fernando Figueiredo. Transcrevendo o Valor Econômico tem-se:


“O ex-diretor do BC Luiz Fernando Figueiredo está na ponta contrária de Schwartsman. Para ele, o regime de metas continua vivo. "Na minha visão, o mundo mudou, e o cenário externo continua ainda muito distinto de um quadro de relativa normalidade." Os EUA crescem pouco, a Europa deve retração neste ano e há liquidez abundante no mercado internacional, o que implica em enxurrada de dinheiro para o Brasil. Nesse cenário, é preciso uma política monetária mais flexível, como têm feito Inglaterra e Israel, afirma ele.


Figueiredo também diz que houve uma forte redução do ritmo de crescimento no Brasil. No primeiro trimestre, a expansão anualizada em relação ao trimestre anterior foi de 4,5%, feito o ajuste sazonal, caindo para zero no terceiro. No quarto, a taxa anualizada deve ter ficado no máximo em 1%, estima ele, o que significa que a atividade também justifica uma política monetária mais relaxada.


"Em agosto, o BC surpreendeu a todos ao reduzir a Selic, e ficou claro que eles estavam certíssimos", avalia Figueiredo, que acredita num IPCA de 5% em 2012 e numa Selic possivelmente abaixo de 9%. O erro da autoridade monetária, segundo ele, ocorreu no segundo semestre de 2010, quando a atividade econômica estava forte e um ciclo de alta da Selic foi interrompido. "Mas em 2011 o BC deu show." Figueiredo também não vê problemas no anúncio de que a Selic deve cair para a casa de um dígito. "Vão reclamar que o BC é muito transparente?", diz ele, sócio da Mauá Sekular Investimentos”.


Dou destaque a duas frases de Luis Fernando Figueiredo. A primeira não é frase dele, pois da frase  há somente o que o Valor Econômico entendeu do que ele disse. Diz então a reportagem:


“O erro da autoridade monetária, segundo ele, ocorreu no segundo semestre de 2010, quando a atividade econômica estava forte e um ciclo de alta da Selic foi interrompido”.


Não sei, talvez o Banco Central não tenha querido interferir mais do que já interferira na eleição e postergou para depois de 2010 o aumento do juro. Talvez tenha sido outras as variáveis que foram consideradas. No último relatório sobre o PIB, o IBGE alterou para mais a taxa de crescimento do terceiro trimestre de 2010, mas é de se ver que as taxas de crescimento desde o terceiro trimestre de 2010 tem sido inferiores a uma taxa de crescimento do PIB em torno de 3,5%.


E agora a segunda frase de Luiz Fernando Figueiredo que merece um destaque especial. Diz ele lá:


“em 2011 o BC deu show”.


É, eles no Banco Central foram muitos precisos em conseguir atingir o teto da meta. Deve ter tido ajuda do IBGE. Com ajuda ou não ainda assim mereceria que você reconsiderasse o que você diz lá no post “Os erros no monitoramento da economia”. Se bem que se fosse consertar todos os posts, o blog teria que fazer como a democracia nos países da periferia da Europa: dar uma suspensão.


Clever Mendes de Oliveira


BH, 27/02/2012

 
 
imagem de JB Costa
JB Costa

Os spreads, que é diferença entre a taxa de aplicação de aplicação dos recursos aplicados pelos bancos menos as taxas de captação praticadas, só serão afetados se as primeiras caírem em proporção maior que as segundas. 
S = A - C , então se C(que normalmente segue a SELIC) for reduzida em 1 pp. teremos:

S = (A-1) - (C -1) = A -1 -C + 1 = A - C ----------> S = A - C

Traduzindo: temos uma variável monetária(SELIC) cuja variação deveria variar a demanda pelo lado do consumo, mas acaba não variando nada dada a despropocionalidade da sua variação com a variação dos spreads bancários.(a cacofonia é intencional). 

 

 
 
imagem de Homero Pavan Filho
Homero Pavan Filho

"Grosso modo, há três setores diretamente afetados pela Selic:"

E o governo, não é afetado quando paga uma Selic maior? Esse dinheiro economizado não iria pra abatimento da dívida ou aumento de investimentos públicos? Neste caso, eu, povão, não seria beneficiado por uma Selic baixa, mesmo que indiretamente?

 
 
imagem de operador da bmf
operador da bmf

especialista em financas mudam conforme necessidade, diaria,,,,


ex: quandos taxa selic estava em 12,5% para uma inflacao de 6% com juros reais proximos a 6%, especialistas sem ter nocao dos fatores que determinam valor das moedas, afirmavam categoricamente ser os juros altos aqui responsalvel, mesmo guido afirmando que queda do dolar era guerra cambial e comercial dos eua, entao vejamos:


estava juros efetivos, mesmo nao considerando 20% do i.r. em 6% quando selic a 12,5, hoje selic em 10,5 para mesmo patamar de inflacao ou seja uma queda de 33% dos juros reais e caso fosse real a afirmacao do "especalistas diarios", dolar deveria ter subido, pelo contrario, continua a cair, aqui, na argentina, no chile, no japao, na europa, na autralia, etc,,,,


pior que pra justificar suas teses furadas, usam linguagem ou topicas poucos usuais aos leitores,,,,mas resumindo nao passa de "burracha"

 
 

Postar novo Comentário

O conteúdo deste campo é privado não será exibido ao público.
CAPTCHA
Esta questão é para testar se você é um visitante humano e impedir submissões automatizadas por spam.
CAPTCHA de imagem
Digite os caracteres exibidos na imagem acima.

Faça seu login e aproveite as funções multímidia!