Piza x Sabino, o culto da inveja intelectual

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Tinha começado a escrever este texto semanas atrás mas deixei de lado. A notícia da morte de Daniel Piza me fez retomá-lo. É sobre o invejoso intelectual, quando confrontado com o talento. Piza foi uma das vítimas desse tipo bizarro.

A inveja e a mediocridade, nas artes, é tema que já mereceu trabalhos clássicos. De Antônio Cândido, ensaios sobre Silvio Romero, o grande escritor sergipano, mas que padecia do mal da inveja. De Eça de Queiroz um livro publicado postumamente, "As Cidades", onde o personagem principal é um jovem provinciano que imagina-se autor de grandes feitos, mas que não consegue escapar do destino frio da mediocridade.

Não existe inveja maior e mais destrutiva do que a inveja intelectual, comentava comigo minha ex-mulher Renata, no auge da guerra da Veja, observando os escritos de Mário Sabino. É massacrante porque independe de hierarquias, de sucesso profissional do invejoso.

O invejoso intelectual pode ocupar provisoriamente um alto cargo. De lá, olhará para o intelectual anônimo, e, dispondo da capacidade exacerbada de reconhecer o gênio, mesmo ocasionalmente poderoso invejará com todas suas forças o talento que não lhe foi concedido. E amaldiçoará Deus ou a natureza.

No jornalismo, nenhum personagem contemporâneo exprimiu de forma tão explícita esse binômio mediocridade-inveja quanto o ex-diretor de Veja, Mário Sabino. Nos diversos órgãos de imprensa pelos quais passou, notabilizou-se pelo ódio intestino, malcheiroso, destrutivo, contra qualquer centelha de talento que passasse por seus olhos.

Na Veja, a falta de filtros e de discernimento dos proprietários - e o fato de ser homem de confiança de Serra na publicação - deixaram o terreno fértil para a mais degradante demonstração de inveja intelectual que a mídia já testemunhou. Atacou sem piedade José Miguel Wisnik, por não dispor de seu brilho intelectual, de seu talento de compositor. Adulterou a lista dos "Mais Vendidos" de Veja para poder incluir seu próprio livro. Colocou seu blogueiro de confiança para atacar o colunista da própria revista, que poderia ameaçar seu cargo. Publicou carta iracunda de uma leitora (jamais identificada, nem com a ajuda de São Google) contra Roberto Pompeu de Toledo, principal cronista da revista. E julgou ser possível destruir o inalcançável, a imagem e o talento de Chico Buarque.

Ao mesmo tempo, valeu-se do cargo para um exercício de autopromoção, um louve-me-que-te-louvo com outros jornalistas que ainda merecerá ser imortalizado pelo talento de um novo Eça de Queiroz.

Daniel Piza foi seu alvo predileto, porque jornalista, intelectual bem sucedido, melhor candidato que surgiu para atender à demanda da mídia por Paulos Francis - porque escrevendo bem, tendo um belo cabedal de cultura e sem a virulência que marcaria outros candidatos a Francis. Para ocupar o espaço, outros candidatos substituíram o talento inegável (Jabor) pela truculência ou disfarçaram a falta de talento com o exercício diuturno do esgoto jornalístico (Mainardi).

Piza, não. Foi um jornalista que se beneficiou da visibilidade natural, proporcionada por uma coluna em jornal de grande circulação, mas sempre se manteve digno, sem extrapolar do cargo para barganhas de elogios. E sem jamais deixar de ler, de estudar, de se aprimorar. Por isso, foi alvo de ataques impiedosos de Sabino quando lançou seu livro sobre Machado de Assis,

Criados nesses anos de exacerbado narcisismo, todos os genéricos de intelectuais já foram devidamente reavaliados e reconduzidos de volta aos bastidores - alguns mantendo o cargo interno, como Kamel, os demais nem isso. Hoje em dia é ridículo só de pensar que a revista Época elegeu um livro de Ali Kamel como um dos dez mais importantes da década. Ou que Diogo Mainardi foi saudado por Sabino como "o oráculo do Leblon". Ou que Sabino mereceu campanha de outdoors em ônibus, devido a uma barganha com a Editora Record, valendo-se do espaço proporcionado por Veja.

Com esse modelo torto de criar reputações culturais, conseguiram até inibir talentos genuínos - como o de Otávio Frias Filho, escritor - que tentaram cooptar para seu clube de auto-ajuda.

Morto, Daniel Piza ficará; os genéricos já passaram. Ou melhor, ainda serão imortalizados, não como autores, mas como personagens da mais extravagante demonstração de narcisismo e mediocridade que assolou a cultura brasileira em muitas décadas.

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81 comentários
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Vânia
 

Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô / Mas que calor, ô ô ô ô ô ô ... As águas vão rolar / Garrafa cheia eu não quero ver sobrar

 
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Marco St.

Ok. Mas esse Sabino é o famoso quem?

 

"Se você não cuidar, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo." Malcolm X

 
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Vânia

Aqui, Marco. A vingança do Chico...rs

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Em julho passado, o compositor Chico Buarque lançou uma música inédita em seu site, intitulada “Querido Diário”. Há um verso na música considerado de muito mau gosto.

Nesse verso polêmico, a letra da música diz assim: ...”amar uma mulher sem orifício”. A revista Veja não deixou passar em branco e criticou Chico por ter rimado sacrifício com orifício. A revista considerou que o poeta estava ou está em decadência.

Agora, o compositor, depois de ter identificado o seu crítico, resolveu se vingar. Em entrevista à “Rolling Stone”, que está nas bancas, Chico ataca Mário Sabino de forma bem pessoal.

Diz ele:

Como no caso dessa história do verso que você está apontando. Sei exatamente como ela foi criada: num blog de um cara da revista Veja, que tem uma enorme estima pela minha pessoa e gosta de lançar esse tipo de futrica.

Ali vale tudo, já sugeriram até que se desapropriasse meu campo de futebol para a construção de casas populares.

É um problema que vem de muitos anos, uma questão doentia de uma revista contra um artista. Parece que o cara que manda nessa revista tem ambições literárias. Então ele não gostou de os meus livros ganharem prêmios, porque ele quer ser escritor.

Aí, decidi me vingar. Sabe o que eu fiz? Li o romance do cara, um tal de (Mario) Sabino. Não é parente do Fernando Sabino, acho. Fui até o fim, li tudo, tudo. E fiquei tranqüilo, passou a raiva (risos). Falei: “Bom, o melhor que esse cara tem a fazer é ser editor da revista Veja”.

 

Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô / Mas que calor, ô ô ô ô ô ô ... As águas vão rolar / Garrafa cheia eu não quero ver sobrar

 
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foo

"Aí, decidi me vingar. Sabe o que eu fiz? Li o romance do cara, um tal de (Mario) Sabino. Não é parente do Fernando Sabino, acho. Fui até o fim, li tudo, tudo. E fiquei tranqüilo, passou a raiva (risos). Falei: “Bom, o melhor que esse cara tem a fazer é ser editor da revista Veja”."

Ou nem isso! :D


 

 
 
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Eduardo Ramos

Caraca!!!! O Chico foi cáustico, não? - rsrsrsrsrs. - Isso vai gerar ódio no cara por dez mil vidas! - rs.

 
 
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Vânia

Eu achei ótimo! O Chico é muito bonzinho... de vez em quando tem que mandar às favas quem merece...kkkkk

 

Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô / Mas que calor, ô ô ô ô ô ô ... As águas vão rolar / Garrafa cheia eu não quero ver sobrar

 
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Eduardo Ramos

Vânia, nesse caso... 1 - às "favas" é pouco! - rs.     2 - O tal Sabino merecia exatamente essa resposta... Tem coisa pior para um medíocre do que você lembrá-lo de quem ele é...? - rs. Bj

 
 
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Vânia

Claro! Mas foi exatamente o que o Chico fez e o que eu quis dizer com mandar às favas. Isto é, mandar embora no sentido de colocar a pessoa no seu devido lugar.

 

Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô / Mas que calor, ô ô ô ô ô ô ... As águas vão rolar / Garrafa cheia eu não quero ver sobrar

 
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aleXandre

 O Botão Apagar e também o Editar somem e aparecem o tempo todo.

 Vou acrescentar, nessa justa e comvente homenagem ao Sabino, um testemunho não tão sofisticado quanto o do chico mas muito espontâneo e verdadeiro. O Do Lula:

 "A Veja vem assim há algum tempo, mas acho que chegou ao limite da podridão da imprensa, chegou ao limite. Não sei se um jornalista que escreve uma matéria daquela tem a dignidade de dizer que é jornalista. Ele podia dizer que é bandido, mau caráter, malfeitor, mentiroso".

 http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/um_medo_que_freud_explica

 Que bom que o Lula falou isso. nem sabia. não tinha computador na època. Só tinha o PIG.

 
 
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Ivan Moraes

("Botão Apagar e também o Editar somem e aparecem o tempo todo":

Faca logout e login de novo, AleXandre:  seus cookies estao velhos e coincidindo em partes com os de outras pessoas.)

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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Juliano Santos

Eu como não tenho a elegância do Chico, mandaria o Sabino tomar no orifício

 

Juliano Santos

 
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Eduardo Ramos

Você me fez soltar a gargalhada do dia... - rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs - Quanta elegância num xingamento, Juliano! - rs.

 
 
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Kid Prado

...ou enfiar lá, um dedão com panarício!

 

Kid Prado

 
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César Bento

Veja, Ao seu  modo, Chico mandou Sabino à m.... Considerando o tipo de publicação que é a Veja.


"O Chico é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo"

 
 
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Walter o primeiro


Valeu o texto da Nassif e a resposta do Chico,
mas não nos esqueçamos  que o principal cupado tem nome: CIVITA

 
 
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Vânia

E trem mais... Eu posso até perdor uma ofensa à minha pessoa. Agora, falou mal do Chico, virou meu inimigo mortal ! (rs)

 

Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô / Mas que calor, ô ô ô ô ô ô ... As águas vão rolar / Garrafa cheia eu não quero ver sobrar

 
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crom

 


Tenho certeza que essa doeu no fígado do Mário Sabido. Ele teve que apelar pro Lorax pra relaxar o orifício de tanta raiva que sentiu. E sentiu fundo, muito fundo mesmo. Como dizia o poetinha: "antigamente o buraco era mais embaixo".

 
 
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Quintela

Putz!!! Brilhante Chico! Brilhante.. clap! clap! clap! clap! clap! clap! clap! clap! clap! clap!... aplaudindo a resposta de pé!!! Gostei Vânia, vou comprar a Rolling Stones só pra guardar...

 
 
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Vânia

Mudando um pouquinho de assunto... Ainda dá tempo de fazer uma dieta neste fim de semana.

Eu já comecei ontem (na verdade no natal).

Segue a receita: 

DIETA DO CHÁ

Lasanha... chá comigo / Salada... chá pra lá

Picanha... chá comigo / Carne de soja... chá pra lá

Rabada... chá comigo / Peixe grelhado... chá pra lá

Feijoada... chá comigo / Sopinha... chá pra lá

Cerveja... chá comigo / Chazinho... chá pra lá

Açúcar... chá comigo / Adoçante... chá pra lá 

Buteco... chá comigo / Academia... chá pra lá

Rodízio... chá comigo / Spa... chá pra lá

 

Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô / Mas que calor, ô ô ô ô ô ô ... As águas vão rolar / Garrafa cheia eu não quero ver sobrar

 
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Eduardo Ramos

Parece ieu, moça! -rs.

 
 
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Manuel Marques

Vânia, minha amiga, você me proporcionou um ogasmo nessa tarde. E creia, não foi por contemplar sua beleza, muito ressaltada nessa foto. O orgasmo foi emocional ao ler a frase final do nosso amado Chico Buarque. Em outras palavras, Chico declarou de forma poética ( “Bom, o melhor que esse cara tem a fazer é ser editor da revista Veja”) o que o nosso talentoso Nassif disse em prosa nesse belo texto que acabei de ler.

Um forte abraço e bom ano novo a você e a todos

Manuel Marques

 
 
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Oswaldo

Essa resposta do Chico foi um brinde ao talento!

Adorei e ri muito!

 
 
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pedro cavalcante

Vânia

acho que sabino
não sabe do
rala-e-rola entre
Pigmalião e Galatéia

 
 
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marinildac

Justamente o que ia perguntar, Marco. Nunca ouvi falar desse sujeitinho.

 
 
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jo lima

Tinha colocado esse meu comentário no post sobre a morte de Piza. Mas, depois de ler o que escreveu o Nassif, creio que ele fica melhor aqui , neste post. 

 

Quando Paulo Francis morreu, houve aquela natural procura para um 'novo Paulo Francis'. E a atenção foi dirigida a duas pessoas próximas a ele = Daniel Piza [que tinha até organizado um livro, se não me enano em 96,  mostrando o que Francis tinha escrito sobre pessoas e fatos] e Diogo Mainardi. Porém, Piza, além de não aceitar esse papel, como um bom discípulo, sempre destacava os erros do mestre. E ele era o primeiro a saber que seu perfil não era o perfil para ser uma figura polêmica e muitas vezes virulenta que era a de Francis. Já Mainardi foi pelo caminho oposto. Coloca Francis como um santo, numa submissão canina que enojaria o próprio idolatrado. 

E, talvez motivado por isso, era interessante notar como qualquer livro que Piza lançava sempre tinha uma crítica pesada da Veja. E nesse post, fica claro que a razão era o Mario Sabino [aliás, sempre ele!!]  Me lembro de uma em que ela malhava o livro que ele escreveu sobre Machado de Assis. O título já dizia tudo = acho que era Piza na bola. Mas, ironia das ironias, foi esse livro que inspirou Roberto Pompeu de Toledo, da própria veja, a fazer um artigo interessantíssimo sobre Machado. Jornalista de nível conhece jornalista de nível. 

Mainardi hoje está entregue às baratas. Cumpriu uma previsão que eu tinha feito = que a pessoa que mais lamentaria a saída de Lula do poder seria ele, pois não teria mais assunto e não tem capacidade intelectual para criar um texto minimamente decente. 

Piza fará falta. Seu ecletismo - que ia do futebol [ se não  me engano, ele chegou a ser comentarista de futebol na rádio cbn por um ou dois anos ]  até música clássica - é algo cada vez mais raro de se encontrar nos jornalistas de hoje. 

Mas ele deixou livros e , principalmente, textos que fizeram muita gente refletir e descobrir coisas novas. "Quantos de nós poderemos dizer o mesmo?" [ entre aspas é um trecho que tirei de Francis no encerramento do seu comentário sobre a grandeza de Scott Fitzgerald, escritor que Francis adorava] 

 
 
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alexandre toledo

A previsão do mainard deve ter sido a unica que se realizou pois foi ele que disse que no dia seguinte a saida da presidencia o Lula seria preso...

 

alexandre toledo

 
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João Maria Fernandes de Sousa

Então caro Mouro, aquela historia do dioguinho, quando ele solenemente filosofou que nosso Julinho de Adeláide era uma fraude literária, era tudo parte de um plano mirabolante de Sabino para desconstruir a figura do autor de "Construção", "Hino de Duran", "Carolina", "Cálice", entre outras "fraudadas" obras suas?

Eu hein, nem pra isso o emérito morador de Venesa serviu.

Chico continua genial, atuante, atual e fagueiro.

 
 
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Gilberto .

Quando ouvi a notícia da morte de Piza me ocorreu pensamento parecido ao que o Nassif resumiu tão bem. É uma pena ficarmos na "pena" dos truculentos e invejosos.

Mesmo sem concordar com Piza, sempre era um prazer lê-lo. Ficamos agora só com a baixaria e o ressentimento na (pequena) grande mídia.

 

Gilberto . @Gil17

 
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Ricardo Santos

Quando não se tem talento! Sequestra-se o do outro!

Não me impressiona que esse “melequeiro” saiu do ninho nazista!

Boa reflexão Nassif!

 

Abraços

 
 
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Eduardo Ramos

Nassif, parabéns pelo belo texto, pelo reconhecimento ao talento de Daniel Piza e pelo libelo contra um dos sentimentos mais mesquinhos, a inveja. Aliás, você está correto em falar do binômio inveja+mediocridade, o invejoso, de fato, ao se comparar ao objeto invejado (talentoso) é obrigado a se contemplar no espelho (a mediocridade). O triste, é que seus próprios talentos - todos têm alguns... - não lhe bastam! Daí o ódio a quem tem o que ele nunca virá a ter.

O exemplo clássico, já debatido no blog, é o do filme extraordinário, "Mozarte Amadeus", a inveja de Sallieri contra o gênio imortal.

Essa mediocridade não pode se ocultar. Outro dia, assisti envergonhado um episódio triste dessa proteção que a grande mídia concede a essas pessoas. Digo Mainardi, querendo ostensivamente aparecer como "culto", fez uma brincadeira de mal gosto com um convidado no Manhatan Conection, a respeito da coleção de obras de arte que o mesmo possuía em seu sítio no interior do Brasil. Foi constrangedor! O convidado disfarçou seu mal estar e, creio, os outros jornalistas também (aquele sorriso "amarelo" que essas situações provocam...).

Dar poder, qualquer poder, a esse tipo de gente, é de uma irresponsabilidade inominável.

Abraço!

 
 

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