Pink Floyd: A "Bad Trip" da Cultura Psicodélica

Comparando  os dois momentos da banda Pink Floyd representados pelo filme "Pink Floyd The Wall" de Alan Parker e o documentário “The Pink Floyd and Syd Barrett Story” é flagrante o contraste entre o imaginário pulsante, enérgico e desafiador das origens da banda na era psicodélica e a narrativa amarga e pessimista da trilogia final ("Animals", "The Wall" e "Final Cut"). A perda da dimensão épica do rock psicodélico, cujas armas eram o surrealismo e o “non sense”, derrotada pelo princípio de realidade: o indivíduo que, impotente, só lhe resta a vitimização, auto-indulgência e pena de si mesmo.

 

O filme “Pink Floyd The Wall” de Alan Parker está fazendo 30 anos. Embora o baixista e líder do Pink Floyd Roger Waters tenha ficado insatisfeito com essa adaptação cinematográfica do álbum duplo “The Wall” de 1979, o filme tornou-se um Cult, consenso de crítica entre os fãs da banda e críticos. A música “Another Brick in the Wall” virou um hino libertário e o solo de guitarra de Guilmour na lindamente triste “Confortably Numb” é até hoje arrepiante.

Mas depois de três décadas é necessário um olhar em perspectiva tanto para o filme como para o álbum. Principalmente depois de se assistir ao documentário inglês “The Pink Floyd and Syd Barrett Story” (2003), onde é contada a história de Syd Barrett, membro fundador da banda e protagonista indiscutível da cultura psicodélica. É interessante compreender as origens do Pink Floyd dentro do experimentalismo underground da cultura psicodélica na década de 1960 e como se tornou como banda de frente do rock progressivo e rotulado como “dinossauro” pela emergente cultura punk/new wave à época do lançamento tanto do álbum quanto do filme de Allan Parker.

"Pink Floyd The Wall" (1982)

Nessa revisão crítica vamos partir de três pressupostos que, veremos, estão interligados: primeiro, a crítica ao Estado Totalitário e às “instituições totais” como o Exército, a Educação e a Família presente no musical é ambígua sabendo-se que tanto o filme como o álbum tinham como pano de fundo a ascensão no Neoliberalismo no início da década de 1980: qualquer crítica ao Estado servia de munição ao projeto de “Estado Mínimo” das políticas privatistas.

Segundo, embora a ideia do álbum não seja essa, a narrativa do filme se baseia em um astro de rock chamado Floyd (Bob Geldof) que entra em colapso emocional em um quarto de hotel. Ele mergulha nas tristes memórias dos traumas da sua vida, com olhar fixo para a porta, convidando os espectadores a descobrir o que há por trás daquele olhar frio e do disfarce “nazista”. Cada lembrança será como um tijolo (a perda do pai na Segunda Guerra Mundial, a mãe superprotetora, a escola autoritária etc.) que formará no final o muro que o cerca, tornando-o frio e solitário.

Terceiro, é marcante como de uma cultura psicodélica marcada pelo tom épico, lúdico e de imaginação anárquica e libertária, após a saída de Syd Barrett da banda (teria entrado em um processo de deterioração mental agravado pelo uso de drogas) o Pink Floyd embarcou em uma viagem interior e autobiográfica (principalmente de Roger Waters) marcada por pesadelos, traumas e delírios. Da psicodélica utopia onde a fantasia e a imaginação teriam energia para se sobrepor ao princípio de realidade, à derrota do indivíduo diante do realismo das instituições totais, expressa por um discurso marcado pela vitimização e excesso de auto-indulgência.

A Cultura Psicodélica

Nos anos 60 a onda do estado alterado de consciência como forma de expansão mística, artística e intelectual da mente abalou toda a paisagem social. Milhões de estudantes, artistas e intelectuais, embasados na literatura beat de Kerouac e Ginsberg e no livro “As Portas de Percepção” (termo emprestado de William Blake) de Adous Huxley, foram levados pela esperança de que agentes químicos e drogas como o LSD poderiam abrir o cérebro mortal para um reino onde “tudo parece infinito”, nas palavras de Blake.

Se na Califórnia tínhamos uma cena hippie onde a cultura psicodélica e lisérgica estava fundamentada em velhas crenças comunais, esotéricas e religiosas (astrologia, tarô, magia, taoismo etc.) e o som baseado no blues amplificado, elétrico, gritante e sem polimento, na Londres onde o Pink Floyd dava os primeiros passos o psicodelismo tinha algumas características a mais: um mix de blues, com referências da “music hall”, guitarras overdrive e wah-wahs, feedbacks amplificados, experimentações dissonantes, e muitas referências literárias de Lewis Carroll. E o centro de tudo isso, a casa noturna UFO onde em 1966-67 a banda Pink Floyd realizou suas primeiras apresentações com Syd Barrett, compositor da maioria das músicas.

Experiências multi-sensoriais nos shows do
Pink Floyd no UFO Club em 1967

Na cena Londrina não existia “hippies”, mas “freaks” que se reuniam nas noites de sexta e sábado na UFO Club para as verdadeiras apresentações “multimídias”: performances do Pink Floyd combinadas com a projeção de filmes de vanguarda, show de luzes estroboscópicas, projeção de slides com imagens caleidoscópicas fractais, tudo projetado sobre as roupas de setim dos integrantes da banda para acentuar ainda mais o ofuscamento mesclado com o som de improviso e viajante.

Era como se a experiência multi-sensorial quisesse produzir estados alterados de consciência, como Alice caindo através do buraco do coelho. Não havia solos de guitarra, mas sons com ritmos hipnóticos produzidos por um isqueiro Zippo atritando o braço de uma guitarra Fender de Syd Barrett produzindo atmosferas acompanhadas por uma interminável linha de baixo. 

“Ligar-se, sintonizar-se, libertar-se”, era a palavra de ordem do papa do LSD, o psiquiatra norte-americano Thimothy Leary. Mas parece que toda uma geração não compreendeu a advertência feita por ele no livro “A Experiência Psicodélica - Um Manual Baseado no Livro Tibetano dos Mortos”: 

“a droga não produz a experiência transcedental. Ela apenas age como chave química – ela abre a mente, liberta o sistema nervoso de seus padrões e estruturas ordinários. A natureza da experiência depende quase inteiramente do arranjo e do cenário.” (LEARY, Thimothy. “The Psychedelic Experience: A Manual Based on the Tibetan Book of the Dead”. NY: Kensington Publishing Corp., 1995, p. 11).

Acreditando que nas drogas encontrariam o atalho para o Nirvana, a cultura psicodélica se esvaiu em overdoses, “bad trips” e pesadelos encontrados no mergulho no interior da própria inconsciência. No rescaldo dessa cultura, o psicodelismo dividiu-se em dois grupos bem definidos. Usando o jargão do pesquisador Umberto Eco, o primeiro grupo é o que poderíamos chamar de “integrados”: o “ligar-se e sintonizar-se” foi traduzido em termos de rede de computadores e cibernética. “O computador é o LSD do mundo dos negócios”, disse certa vez McLuhan. Os mais ilustres desenvolvedores de softwares do Vale do Silício foram hippies no estilo psicodélico e viram no ciberespaço a oportunidade da abertura espiritual da mente.

Do outro lado os “apocalípticos”: as drogas psicodélicas resultaram no mergulho solipsista para o interior da própria mente e o que encontraram não foi o “verdadeiro Eu”, mas pesadelos, esquizofrenia, alienação e paranoia. A tradução cultural foi a concepção da política como conspirações e os fatos como obscuros resultados de fabulações de sociedades secretas ou alienígenas “greys”. E a tradução estética pode ser encontrada, por exemplo, na banda Pink Floyd pós Syd Barrett: a recorrência dos temas da alienação e paranoia cujo ápice encontramos na trilogia dos álbuns “Animals”, “The Wall” e “Final Cut”.

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31 comentários
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jgomes

Tenho 47 anos e não vi nem ouvi algo igual ou parecido com o Pink Floyd. Eles foram os melhores!

 
 
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Digo Letras

Muito interessante a análise. Todavia, os três álbuns: Animals, The Wall e Final Cut são clássicos da história do Rock.

Em termos musicais, Final Cut é um álbum melancólico, mas as letras são instigantes e a banda está no auge de seu virtuosismo.

Animals é mais visceral, e os violões são um dos pontos fortes do álbum.

The Wall nem precisa de dizer nada, né?! É inesquecível. Marca de um tempo em que, além de sonoramente rico e instigante, o Rock tinha o que dizer, e não se fazia apenas de comportamento (uma espécie de rebeldia gratuita, pra não dizer, sem causa).

Quanto ao rock moderno, o que dizer?... o Rock'errou...

Embora a análise seja bem bacana, os álbuns continuam 'da pesada', mano velho!!!

 
 
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Dendemo

Sua análise do periodo psicodelico do Pink Floyd é perfeita, mas associar a obra ao desabrochar do neoliberalismo (ou mesmo sugerir que ela tenha sido usada em prol dessa politica) é muito equivocada. Definitivamente essa não era a intenção dos albuns que você citou, muito pelo contrário me parece, tanto que Waters sempre citava de forma nada cordial Reagan e Tatcher nos albuns dos anos 80 (tanto solo quanto no Final Cut, seu ultimo album com Floyd). Para milhões de fãs os discos que você citou representam um grito de revolta contra a sociedade conservadora, a mesma que patrocinava (patrocina) essa politica aterrorizante e injusta de estado minimo.

 
 
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Luiz Gonzaga da Silva

No álbum 'Meddle' uma curiosidade. No começo e final  da música "Fearless"aparece uma gravação da torcida organizada do Liverpool cantando uma música de Richard Rogers & Oscar Hammerstein II, 'You'II Never Walk Alone'. Esta canção faz parte do musical 'Carousel' e virou hino do time da cidade natal dos Beatles.

http://www.youtube.com/watch?v=9M23zjNrG9M

 
 
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Sérgio D.

Pink Floyd foi uma banda com fases bastante distintas, mais ou menos marcadas por qual vocalista/líder estava à sua frente (Barret, Waters, Gilmour). Então, para quem não conhece, não convém avaliar a banda com base em algumas poucas músicas (as mais conhecidas), pois dependendo da "fase" as composições eram muito diferentes.

A minha "fase" preferida é a primeira, a do Syd Barret -- no Brasil, certamente a fase menos conhecida. Quem tiver curiosidade pode procurar ouvir o primeiro álbum da banda, "The Piper At The Gates of Dawn". Descobrirá uma nova banda -- completamente diferente --, e, se a pessoa tiver uma facilidade pra apreciar músicas diferentes e mais criativas, certamente irá gostar.

Eu li toda a análise do post daqui do blog (a continuação no link, apontando pra outro blog, e concordo integralmente.

 
 
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Sergio SS

Também gostei. O PF tem uma das histórias mais autênticas e doidas do rock. E ainda estão por aí, ou estavam até outro dia... :).

Bom, o negócio é "nós viemos aqui prá ouvi ou prá falá?". Como já passou das 22hs, vamos com um rock light. Os slides do vídeo mostram várias fotos legais da banda, suas variadas formações e várias capas dos LPs.

 

Viver é afinar um instrumento...

 
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nosde

Eu me sentia até um pouco estranho porque eu concordo com tudo que o texto traz, tudo mesmo, e mais, eu acho o tal do The wall, áh, vá lá, eu acho uma porcaria sob todos os angulos da estética . . .  Salve Sid . . . . .

 
 
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Dendemo

Gosto muito do "The Piper At The Gates of Dawn" e do "Sacerful of Secrets" também, embora minha fase preferida do Pink Floyd seja mesmo a formação classica dos anos 70, com Waters, Gilmour, Right e Mason   (Do Atom Heart Mother até o The Final Cut). Fica também a sugestão, para os que tiverem curiosidade, a obra solo do Syd Barret - "The Madcap Laughs" e "Barret".

 
 
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Otávio Pereira S. Neto

Seu artigo foi pautado por um ponto de vista bem pessoal. Digo isso ao perceber os termos e o encadeamento de suas palavras. Portanto sendo um ponto de vista simplesmente, e seus próprios pressupostos aparentemente lógicos, também restrítos. De pronto, o significado da obra, ao meu ver - deixo claro,  comporta infinitamente mais sentidos de liberdade e repúdio dogmático. Expresso meu respeito ao autor e nossa liberdade de expressão. Portanto, pelas mesmas prerrogativas, vos digo. Sob outro prisma, longe do psicodélico e das drogas, O álbum como um todo, propaga sentimentos reprimidos, traumatizados e mutilados do artista além de apontar seus possíveis carrascos. Sentimentos de perda, valores morais repressores e desnorteadores dos propósitos individuais, por imposição das instituições "Família, Escola, etc... e ditamos bélicos ativos e exercidos. As inquitações pessoais profundas e maltratadas pelas instituições sociais, o transtorno psíquico, a destruição e deturpação do desequilíbrio dos indivíduos em  constante desolação do seus sentimentos, desguarnecidos de auxilio, além disso as diversas formas equivocadas de viver através de "máscaras" "frias", "contaminadas" e "pesadas", impostas e exigidas e como resultado a anulação do ser, são as críticas poéticas harmônicas mais nítidas na obra mencionada. AS músicas expressam os possíveis enfrentamentos no combater desse distúrbio coletivo social capitalista, preconceituoso, bélico e desnorteado existente na sociedade ocidental. 

 
 
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Jair Fonseca

Syd Barrett era um gênio criiativo anárquico que criou e liderou o Pink Floyd, como compositor, letrista, cantor e guitarrista psicodélico, de estilo único. O primeiro disco do Pink Floyd é exemplo disso. Depois pirou, e foi excluído da banda porque atrapalhava os altos negócios de empresários e da gravadora: a mesma dos Beatles. Disse na época que sua música não estava à venda. Pagou preço alto por isso: o ostracismo de fato. Mas tornou-se figura legendária: a sombra que ironicamente acompanhou o Pink Floyd até seu fim: a própria lenda de Syd, criada por LPs de sucesso astronômico, como The Dark Side... Wish you..., The Wall, e músicas de outros álbuns.

 
 
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GustavoRabello

Me parece bem frágil a tese... só pra dizer duas coisas, sem tocar no The Wall, que é um disco fantástico (que parece ter muito de autobiográfico, mas qual é exatamente o problema?), nem no equívoco da lógica segundo a qual denunciar os dispositivos das "instituições totais" é reforçar o neoliberalismo (pérola do pensamento paranóico):

1) no The Final Cut, não me lembro agora o nome da música que vou citar (mas a lógica vale para todo o álbum), há um posicionamento bem claro com relação ao que o autor do texto chamou de ascenção do neoliberalismo: "Maggie [é uma referência a Margareth Tatcher], what have we done to England? Should we shout? Should we scream? What happened to the post war dream?" Isso sem contar todas as manifestações públicas do Roger Waters sobre esse tema.

2) o album Animals é uma referência à Revolução dos Bichos do George Orwell.

Enfim... sobre a herança do Syd Barret e a leitura da própria banda sobre ele, pouco antes do período "melancólico" citado, seria bom ouvir a disco Wish You Were Here...

Abraços

 
 
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Reginaldo Gomes
 

Gostaria de ser lembrado como um homem que foi amigo das crianças, dos pobres e excluídos. Amado e respeitado pelo povo, pelas massas exploradas e sofridas. Odiado e temido pelos capitalistas, sendo considerado o inimigo número um das ditaduras fascistas.

 
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Reginaldo Gomes
 

Gostaria de ser lembrado como um homem que foi amigo das crianças, dos pobres e excluídos. Amado e respeitado pelo povo, pelas massas exploradas e sofridas. Odiado e temido pelos capitalistas, sendo considerado o inimigo número um das ditaduras fascistas.

 
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Gostaria de ser lembrado como um homem que foi amigo das crianças, dos pobres e excluídos. Amado e respeitado pelo povo, pelas massas exploradas e sofridas. Odiado e temido pelos capitalistas, sendo considerado o inimigo número um das ditaduras fascistas.

 
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Gostaria de ser lembrado como um homem que foi amigo das crianças, dos pobres e excluídos. Amado e respeitado pelo povo, pelas massas exploradas e sofridas. Odiado e temido pelos capitalistas, sendo considerado o inimigo número um das ditaduras fascistas.

 
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Gostaria de ser lembrado como um homem que foi amigo das crianças, dos pobres e excluídos. Amado e respeitado pelo povo, pelas massas exploradas e sofridas. Odiado e temido pelos capitalistas, sendo considerado o inimigo número um das ditaduras fascistas.

 
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Gostaria de ser lembrado como um homem que foi amigo das crianças, dos pobres e excluídos. Amado e respeitado pelo povo, pelas massas exploradas e sofridas. Odiado e temido pelos capitalistas, sendo considerado o inimigo número um das ditaduras fascistas.

 
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Reginaldo Gomes

Wish You Were Here

 

So, so you think you

Can tell

Heaven from hell

Blue skies from pain

Can you tell

a green field

From a cold steel rail

a smile from a veil

Do you think you can tell?

And did they get you to trade

Your heroes for ghosts

hot ashes for trees

Hot air for a cool breeze

cold comfort for change

And did you exchange

A walk on part in the war

For a lead role in a cage?

 

How I wish

how I wish you were here

We're just two lost souls

swimming in a fish bowl

Year after year

Running over the same old ground

What have we found?

The same old fears

Wish you were here

 

Queria que Você Estivesse Aqui

 

Então, então você acha

que consegue distinguir

O céu do inferno

Céus azuis da dor

Você consegue distinguir

um campo verde

de um frio trilho de aço?

Um sorriso de um véu?

Você acha que consegue distinguir?

Fizeram você negociar

Seus heróis por fantasmas?

Cinzas quentes por árvores?

Ar quente por uma brisa fria?

Conforto frio por mudança?

Você trocou

Um passeio por um papel na guerra

Por um papel principal numa cela?

 

Como eu queria

Como eu queria que você estivesse aqui

Somos apenas duas almas perdidas

Nadando num aquário

Ano após ano

Correndo sobre este mesmo velho chão

O que encontramos?

Os mesmos velhos medos

Queria que você estivesse aqui

 

Gostaria de ser lembrado como um homem que foi amigo das crianças, dos pobres e excluídos. Amado e respeitado pelo povo, pelas massas exploradas e sofridas. Odiado e temido pelos capitalistas, sendo considerado o inimigo número um das ditaduras fascistas.

 
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Reginaldo Gomes

Minha namorada disse que o Pink Floyd era para música para velho, fiquei triste, hoje eu estou feliz e solteiro.

 

Gostaria de ser lembrado como um homem que foi amigo das crianças, dos pobres e excluídos. Amado e respeitado pelo povo, pelas massas exploradas e sofridas. Odiado e temido pelos capitalistas, sendo considerado o inimigo número um das ditaduras fascistas.

 
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Reginaldo Gomes
 

Gostaria de ser lembrado como um homem que foi amigo das crianças, dos pobres e excluídos. Amado e respeitado pelo povo, pelas massas exploradas e sofridas. Odiado e temido pelos capitalistas, sendo considerado o inimigo número um das ditaduras fascistas.

 
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Reginaldo Gomes
 

Gostaria de ser lembrado como um homem que foi amigo das crianças, dos pobres e excluídos. Amado e respeitado pelo povo, pelas massas exploradas e sofridas. Odiado e temido pelos capitalistas, sendo considerado o inimigo número um das ditaduras fascistas.

 
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Carlos Henrique Naldoni

Concordo inteiramente e por isso tenho minhas reservas quanto ao Waters, preferindo sobremaneira a musicalidade da dupla Gilmour/Wright em vez das lamentações dele.

 
 
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Reginaldo Gomes

Vovô? Quem???

 

Gostaria de ser lembrado como um homem que foi amigo das crianças, dos pobres e excluídos. Amado e respeitado pelo povo, pelas massas exploradas e sofridas. Odiado e temido pelos capitalistas, sendo considerado o inimigo número um das ditaduras fascistas.

 

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