Pinheirinho, o documentário

O episódio trágico de Pinheirinho não permitiu apenas trabalhos que entrarão para os clássicos da foto-reportagem, mas tem permitido a eclosão de documentários pela Internet que rompem definitivamente com o padrão televisivo. 

No território neutro da rede, não é mais prerrogativa das emissoras de televisão os documentários de qualidade. Lembra a melhor fase de Caco Barcellos e Mônica Teixeira na antiga TV Abril-Gazeta, dirigida pelo grande Narciso Kalili.

Aqui, um clássico do documentário pela Internet, mesmo descontados alguns excessos de discurso.

Do Blog Eu Passarim

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70 comentários
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Jair Fonseca

Pois é, isso não passa na Globo e nas outras do gênero. Depois, por temerem a concorrência das mídias livres vão querer controlar a internet, sendo que não admitem controle para a visão que criam para os fatos.

 
 
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Marco Antonio L.

24 de janeiro de 2012 às 13:41 - No VI O MUNDO
Marcio Sotelo: #pinheirinhonuncamais, denunciar à OEA

por Conceição Lemes


O professor Fabio Konder Comparato enviou a Paulo Henrique Amorim, do Conversa Afiada, o seguinte e-mail:


A expulsão violenta de 1.500 famílias da área rural que ocupavam há 8 anos em Pinheirinho (SP) deveria ser denunciada à Comissão Interamericana de Direitos Humanos. É vergonhoso, para dizer o mínimo, que os direitos fundamentais à moradia e ao trabalho de tantas pessoas, declarados expressamente na Constituição Federal, sejam preteridos, por aberrante decisão judicial, em prol da satisfação dos interesses pecuniários de credores de uma massa falida.


Marcio Sotelo Felippe, ex-procurador do Estado de São Paulo, além de postar no seu blog, está tuitando e “feicebukando” a sugestão do prof. Comparato de denunciar o governador Geraldo Alckmin à OEA.


“Todas as pessoas e entidades comprometidas com os direitos humanos têm agora o imperativo moral de agir para denunciar o Estado perante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos”, sugere Sotelo. “#pinheirinhonuncamais, denunciar à OEA.”


 


 

 
 
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raquel_

Ah, é? Reclamar com a OEA? É sério, PHA?

Qnd os mov sociais foram reclamar (merecidamente) sobre Belo Monte, ele teve o desplante de dizer que a organização tava dando pitaco e agora (porque é com o PSDB) ele vem com essa historinha de que a ação deveria ser denunciada. Agora, a instituição serve? Antes não servia pq a decisão ia contra o gov federal, né? Ele é um belo dum hipócrita.

 

"Para ser tolerante, é preciso fixar os limites do intolerável." (Umberto Eco)"

 
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Grauninha

Raquel, faço ecos às suas palavras: Agora pode-se reinvidicar os direitos sociais até as raias das instituições supranacionais? Faça-me o favor! Um pouco de reflexão, porque daqui a pouco estaremos todos as raias do ceticismo. Se já não estamos.

 

Região Serrana Fluminense:Vergonha!Vergonha!Vergonha!

 
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Sergio SS

Perá lá, Raquel, acho que os casos são bens diferentes. No Pinheirinho havia um amplo e razoável acordo em andamento entre todas as partes, até com a massa falida (mas menos com o PSDB) e a truculência foi gratuita, desproposital e desproporcional. E por outro lado, o PHA blogueiro tem lado e não esconde. Então ele pode usar as armas que lhe convém. Ele não se traveste de imparcial e independente, pelo menos no seu blog. Em todo o caso, especificamente os exemplos que vc cita não me parecem ser comparáveis em termos de violência física e moral contra cidadãos.

Se o problema é a legitimidade da OEA, então vamos à UNASUL, ONU, Human Rights, ou o Haia que o parta... :). Esta é a idéia. Levar este caso à OEA, e ser condenado por ela, é uma arma política interessante visto que este órgão é sobrevalorizado pela grande imprensa (e admirado pela direita reacionária em geral) e traria um efeito desmoralizante ao Governador e ao TJ.

A luta é brava, e as armas devem ser escolhidas de acordo com o inimigo... :)

 

Viver é afinar um instrumento...

 
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XAD

GENTE! O caso Pinheirinho está no Supremo e o presidente do STF, ministro Cézar Peluso, precisa decidir se julga  a liminar, que pediu a suspensão da operação de reintegração de posse iniciada no dia 22 ou se deixa para o Pleno do STF decidir; quer dizer, ele precisa resolver se vai decidir, agora, sozinho ou se vai esperar o término das férias forenses em 02 de fevereiro.  

Para dar uma forcinha, sugiro o envio de email para o ministro: cpeluso@stf.jus.br

A notícia está na página do STF:

http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=198129

E no meu blog:

http://www.scmcampinas.blogspot.com/2012/01/pinheirinho-recorre-ao-supremo.html

Segue o texto do email que mandei para o ministro:

Título do email: SOMOS TODOS PINHEIRINHO


Exmo. Ministro,


Tem o presente email a finalidade de solicitar a Vossa Excelência o julgamento da LIMINAR no Mandado de Segurança 31120 impetrado, ontem (23/01), pela Associação Democrática por Moradia e Direitos Sociais de São José dos Campos (SP), a fim de que seja determinado à Polícia Militar do Estado de São Paulo e à Guarda Municipal de São José que suspendam IMEDIATAMENTE a desocupação da área denominada “Pinheirinho”, cuja posse é reclamada pela massa falida da empresa Selecta, mas que vinha sendo ocupada, desde 2004, por cerca de 1.300 famílias sem teto.

A operação de reintegração de posse, iniciada no dia 22, de forma violenta, em meio a conflito de competência entre as Justiças Estadual e Federal, feriu direitos fundamentais dos moradores de “Pinheirinho”, colocando milhares de pessoas - entre elas, crianças, idosos e portadores de necessidades especias - em situação de risco social, moral, físico e psíquico.

A DECISÃO sobre a suspensão desses atos perpetrados pelo Poder Público, que atentam contra a dignidade da pessoa humana, não pode aguardar o término das férias forenses em 02 de fevereiro, já que patente o “periculum in mora”.

Contando com a compreensão de V. Exa.,

Atenciosamente,

Nome
Profissão
(RG. *** )

 

 
 
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Donizeti - SP

Declaração de uma mulher despejada no vídeo: 


 " Estão separando os filhos dos pais daqueles que querem entrar no abrigo (!) e depois estão encaminhando as crianças para o Conselho Tutelar, pois agora consideram que como não temos mais nossas casas(!), não podemos ficar com nossos filhos "


Ao ouvir a frase dessa mãe, imediatamente vieram-me a recordação cenas de documentários sobre o campo de concentração nazista de Auschwitz na Polônia ocupada durante a 2a. guerra mundial, onde foram exterminados milhões de seres humanos, e quem decidia quem ia viver ou morrer era o famigerado médico nazista Mengele, que separava os pais das crianças.


Os desalojados disseram também que os policiais deram um numero a cada pessoa, isso também lembra os números com que os nazistas marcavam os judeus nos campos de concentração.


O que falta para essa direita tucana  que governa o Estado de São Paulo ha 20 anos fazer contra os pobres, que tem o azar de morar neste Estado reacionário e conservador ?


Imagina esse Governador insensível socialmente e despreparado do Alckmin e a curriola que o acompanha governando o Brasil, seria o inferno ao vivo e à cores todo dia. Alckmin acredita no poder curador do cassetete(Cracolândia) e no poder de convencimento das balas de borracha, bombas de gás e truculência da polícia militar contra civis desarmados, sejam adultos, crianças, mulheres, idosos ou doentes, essa gente enlouqueceu no poder.


E o Governo Federal, vai continuar fazendo "cara de paisagem" e não enquadrar os  crimes cometidos pelo governo do PSDB  paulista contra o povo pobre de São Paulo ?


Se o Governo Federal quiser, pode resolver politicamente esse caso, resolve no ato esse problema, emite um decreto de desapropriação da área do Pinheirinho por necessidade social para implantação de programa social de habitação popular para essa população e deixa os reaças do governo de São Paulo falando sózinhos com sua mídia autista.


No caso da desapropriação, a União tem prioridade na matéria e pode desapropriar terrenos nos Estados e nos Municípios e até mesmo áreas que pertençam a essas entidades políticas, então  o que estão esperando, não magoar os tucanos insensíveis paulistas ?


O que não dá  é  ver o Governo Federal assistir a esse verdadeiro massacre dessa população pobre e indefesa, ver suas casas destruidas sem razão e não tomar nenhuma atitude, espero não ter perdido meu voto ao votar na Presidenta Dilma para governar nosso país e torná-lo mais justo para todos os brasileiros, de todas as classes sociais, afinal diz nossa Constituição: todos são iguais perante a lei, cumpra-se a lei, pois. 

 
 
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Fr@ncisco

Plano habitacional da presidente Dilma para o Brasil: "Minha casa, minha vida".


Plano habitacional do prefeito geraldinho para o Pinheirinhos: "Fora de casa, se vire na vida" 


 

 
 
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Aluísio

A Dilma pilantra promete o que não entrega. Se tivesse junto com o Lulla hipócrita cumprido o que prometeu, não teríamos mais visto isso. Corja de bandidos que mentem para o povo!

 
 
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josé justino de souza neto

Troll. E troll de baixíssimo nível.

 
 
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Luis Fraga

Troll?

É tb um f*p! Se aproveitar de uma tragédia destas para destilar seu ranço contra o governo federal. 

 

"Tudo que é demais, é muito meu filho" - Uma senhora muito velhinha do interior de Goias.

 
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marcos nunes

Embasbacante mesmo foi o Jornal Nacional de ontem, tentando se equilibrar entre os "vãndalos", a "Justiça", a "inevitabilidade da ação policial em virtude da sentença judicial", a distãncia crítica ao governo de SP e a velada, ma non troppo, crítica ao governo federal, tudo isso temperado com a completa ausência de imagens de violência mais severa, e alguns poucos depoimentos de vítimas mas, principalmente, agressores (a PM), com suas declarações de praxo no sentido de que "foi uma ação pacífica na medida do possível", isto é, na medida em que, havendo resistência, há porrada. O pior de tudo é que, como já escrevi anteriormente, todas essas imagens e mesmo os fatos serão devidamente sepultados no silêncio que merecem os filiados aos interesses de nossa velha "elite dominante", quanto aos seus atos de arbítrio, corrupção, violência e tudo o mais.

 

Perplexidade aflita diante da perspectiva caótica

 
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Ivan Moraes

"Embasbacante mesmo foi o Jornal Nacional de ontem, tentando se equilibrar entre os "vãndalos", a "Justiça", a "inevitabilidade da ação policial em virtude da sentença judicial", a distãncia crítica ao governo de SP e a velada, ma non troppo, crítica ao governo federal, tudo isso temperado com a completa ausência de imagens de violência mais severa, e alguns poucos depoimentos de vítimas":

Ou so eh exemplo dos "excessos do discurso" da rede golpe?  Exemplo eh o que nao falta.

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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Horridus Bendegó

Intervenção federal no Estado nazistóide.

Se brasileiros tivessem coragem nos ânimos....

 
 
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saulowan

Falta pouco pra SP se livrar dessa súcia de tucanos ensandecidos, que se flagelam com cilícios e flagelam o povo com suplícios...

 
 
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João Sabóia Jr.

Que os anjos digam amém!

 

Pessoal

 

Manifeste seu apoio aos lutadores e lutadoras que enfrentam o Massacre do Pinheirinho!janeiro 23rd, 2012Manifeste seu apoio aos lutadores e lutadoras que enfrentam o Massacre do Pinheirinho!

http://comunicadorespopulares.org/2012/01/manifeste-seu-apoio-aos-lutado...

assinem e divulguem por favor!

 

"Recria tua vida, sempre, sempre. Remove pedras e plantas roseiras e faz doces. Recomeça. Faz da tua vida mesquinha um poema e viverás no coração dos jovens e na memória das gerações que hão de vir". Cora Coralina

 
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Aluísio

Kkkkkkkkkkkk! Piadista vc hein?

 
 
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Sérgio Pereira

Caro Nassif,


Essa atitude do governo Alcmin me lembrou uma outra muito parecida. A de Carajas em 1996 em que 1500 sem terra ocupavam uma rodovia no Pará para protestar contra a demora do governo federal em assentar suas famílias. Na tarde daquele dia, o governador Almir Gabriel, tambem do PSDB, tomou uma decisão que mudou sua biografia e envergonhou o Brasil. Estamos vendo o mesmo filme?

 
 
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JB Costa

Muito bem lembrado, Sérgio.

 
 
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Emilio GF

Não sei se mataram.

Mas foram prá matar.

Policiais de luvas e sem identificação.

Prá matar.

 
 
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JB Costa

Não tem jeito, governador Geraldo Alckmin: a história é implacável. Seu nome já está marcado com tinta de sangue pelos episódios dos massacres que se seguiram aos atentatos terroristas do PCC, em maio/2007, e agora essa vergonha operação de desalojamentos de milhares de pessoas. Vai fazer companhia ao ex-governador Fleury(massacre do candiru), Almir Gabriel(massacre de Carajás) e de tantos outros da mesma estirpe.

Queria apenas saber,  considerando que o sr. é um homem religioso, qual a justificativa que você dará a Jesus Cristo já que esse com certeza reprovaria essa infâmia perpertrada contra humildes.

 
 
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Antonio Carlos Silva - RJ

 

Pra completar a hipocrisia canalha, é capaz dele convidar o papa Ratzinger para fazer uma missa neste local .

 
 
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Teófilo Alves Neto

Sabe Nassif,sou trabalhador,pobre mas honrado,cumpridos dos meus compromissos.

Ao ver essa matéria,vi mais na Record,concordo plenamente de que há um descaso muito grande por parte da mídia televisiva,pois dão mais ênfase às supostas grávidas e sua imensas barrigas,ou as Luizas da vida,ou ainda aos cães de rua ou mortos por seus donos,que às familias que são despejadas de suas casas como se fossem lixo jogadas fora.Que polícia é essa?Pensei que estivéssemos no antigo Morro do Alemão,na Rocinha, antes das UPP's.

Até agora o Governador se omitiu,o senhor Kassab, destruidor de sonhos nem se fala.

Olha Nassif,ainda bem que você não finge que tudo isso vai passar,precisamos de gente como você,que não vê classe social nem cor.Você vê gente,que precisa ser tratada como gente.

Zeroo para os deputados e vereadores de São Paulo.

 
 
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Mário Nobre

Se a Dilma não fizer alguma coisa eu vou desistir. Chega de ficar dando murro em ponta de faca a filmagem é de fazer qualquer um chorar, eu chorei prá c....., tá na hora de o governo agir com dureza com esses tucanos covardes. Juro pela minhas filhas se não acontecer nada passo a votar no PSOL e PSTU, só assim, radicalizando, o país muda.

 
 
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Paulo Kautscher

eh,eh

Já que é para institucionalizar. Por que não também o PCB?

Re: Pinheirinho, o documentário
 

“Instrui-vos, porque precisamos de vossa inteligência. Agitai-vos, porque precisamos de vosso entusiasmo. Organizai-vos, porque carecemos de toda vossa força.” Revista Lórdine Nuovo

 
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Marco Antonio L.

Alckmin e a mídia mentem sem parar sobre o Pinheirinho


 


É de revolver o estômago a torrente de mentiras e distorções com que o governador Geraldo Alckmin e a mídia que o protege esbofeteiam a sociedade. Mentem para o tucano se eximir de suas responsabilidades. Mentem descaradamente, compulsivamente.


Televisões, rádios, jornais e revistas tentam transformar em criminosos os trabalhadores do Pinheirinho e suas famílias noticiando atos de vandalismo que poderiam ocorrer em qualquer comunidade submetida ao choque que sofreram.


Experimentem desalojar moradores dos Jardins paulistanos e verão quantos saqueadores e ladrões aparecerão. Mas como a população do Pinheirinho é pobre e quase sempre negra, noticiam ações isoladas como se fossem coletivas.


E as notícias de apreensão de drogas que tentam transformar todos os moradores do Pinheirinho em traficantes? Mesmo que não tenham sido plantadas, se derem uma batida ainda nos Jardins paulistanos provavelmente encontrarão não só maior quantidade de droga, mas maior variedade.


Alckmin mente compulsivamente ao tentar se eximir da responsabilidade pela ação criminosa da polícia que comanda quando tenta empurrá-la para a Justiça estadual.


O comandante da Polícia Militar de qualquer Estado é o seu governador. Alckmin, se estivesse bem-intencionado, poderia ter usado o conflito de instâncias da Justiça como desculpa para postergar a operação de reintegração de posse. Míseras 24 horas teriam sido suficientes.


O governador paulista também mente quando diz que o governo federal nada fez para interromper a reintegração de posse do Pinheirinho. As liminares concedidas contra ela foram pedidas pela Advocacia Geral da União e representantes do governo federal há muito tentam negociar com a prefeitura tucana de São José dos Campos.


O prefeito de São José dos Campos é do mesmo partido do governador e vinha rechaçando tentativas de acordo. E agora Alckmin diz que o governo federal não enfrentou suficientemente o seu correligionário, que certamente seria sensível a um pedido seu para que negociasse.


O secretário nacional de Articulação Social da Secretaria-Geral da Presidência da República, Paulo Maldos, passou a semana passada inteira no Pinheirinho tentando intervir junto às autoridades municipal e estadual e chegou a ser ferido pela truculência da PM, no domingo.


Alckmin esbofeteou a sociedade brasileira com seus cachorros loucos armados até os dentes e agora a esbofeteia com suas mentiras e com sua covardia insuperáveis. Esse homem é indigno do mandato popular que recebeu.


 

 
 
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Marlene Cassel

Fiquei enojada ontem, com o comentário de José Neumanne Pinto, no Jornl do SBT, defendendo a truculência policial,  e a atitude facista do governador no caso Pinheirinho. Aliás não sei como uma emissora como o SBT, que costuma ser imparcial no seu jornalismo, tem nos seus quadros essa figura patética,  cujo lugar certamente seria na Globo, ou escrevendo artigos para a revista Veja. 

 
 
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Marco Antonio L.

Clara Roman - Na Carta Capital

Pinheirinho
24.01.2012 14:03
A omissão em 140 caracteres

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Demorou mais de 24 horas para que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) se manifestasse sobre o episódio no assentamento Pinheirinho. A reintegração de posse começou às 6h da manhã do domingo 22. Até o fim do dia, a maior parte dos oito mil moradores do terreno já havia sido despejada e perambulava pelo bairro, sem rumo e sem casa. Enquanto o clima esquentava na comunidade expulsa, o tucano usava sua conta no Twitter para desejar um feliz ano novo chinês. Apenas na tarde da segunda-feira 23 Alckmin falou sobre o caso. Mas para lavar as mãos.



Alckmin, que mostrou sua capacidade de concisão ao lavara as mãos do caso Pinheirinho. Foto: Bruno Poletti/Frame/Folhapress


 


Segundo ele, possíveis abusos da Polícia Militar na ação seriam investigados. Pelo Twitter, apenas frisou que a ordem de reintegração partia do Judiciário. E que o governo só cumpriu uma decisão. No pequeno espaço permitido pelo microblog, ele conseguiu resumir a postura do poder Executivo em todo o episódio. A Justiça é que se entenda, afinal. Da presidenta Dilma Rousseff, nenhuma palavra até agora.


Leia mais:


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O prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury (PSDB), manifestou-se em entrevista coletiva na tarde da segunda-feira 23. Nela, segundo a rede local Vnews, justificou que a administração municipal não poderia ter impedido a reintegração. “Não podemos interferir, afinal é uma área particular”. Foi ele, no entanto, que recusou o acordo que resolveria a questão e atropelou a invasão policial, segundo o senador Eduardo Suplicy, que trabalhava na negociação do caso.


Na entrevista, o prefeito anunciou que outros esclarecimentos seriam feitos pela conta do Twitter da Prefeitura de São José dos Campos. Os posts parecem uma piada de mal gosto: “Diversas famílias estão saindo do Pinheirinho por conta própria e pedindo apoio para retornarem às cidades de origem”. Isso depois de 1.800 policiais expulsarem os moradores de suas casas, onde viviam há anos.



Policiais atiram contra assentamento Pinheirinho, Foto: Felipe Milanez


Em Brasília, coube ao ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) afirmar que o governo federal não sabia da ação de reintegração e que foi surpreendido pela operação.


Não detalhou de que maneira os moradores poderiam contar com sua ajuda, ele que já foi deputado federal eleito por São Paulo.


Maria do Rosário, ministra dos Direitos Humanos, também não anunciou medidas. Usou sua conta no Twitter para condenar, apenas verbalmente, a operação: “Há relatos sobre violações de #DireitosHumanos tanto na remoção como na abrigagem das pessoas. Nossa Ouvidoria está desde domingo no local”, escreveu.


Enquanto isso, os moradores expulsos de suas casas seguiam ao relento.


Quem também reforçou a artilharia verbal foi o secretário Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. Um pouco mais enfático que os colegas, ele disse que a operação transformou o assentamento “praça de guerra”. E acusou o governo paulista de atropelar as negociações para uma desocupação pacífica, da qual o governo federal participava.


Coube a ao secretário nacional de Articulação Social da Secretaria-Geral da Presidência da República, Paulo Maldos, a melhor definição sobre o episódio, da qual ele mesmo foi uma vítima.


Atingido por uma bala de borracha durante a desocupação, Maldos classificou a ação como algo “brutal”. “Foi totalmente surpreendente. A gente estava conversando e, de repente, bomba. Não houve aviso prévio”, lembra ele.


E contou que, mesmo nos tempos mais difíceis da ditadura militar, como no enterro de Alexandre Vannucchi, de Vladimir Herzog e do operário Santo Dias da Silva, nunca havia lhe acontecido nada.


Por enquanto, o único ato do poder público em favor dos moradores é uma ação civil pública empreendida pelo Ministério Público Federal e que tenta garantir condições mínimas de moradia a essas famílias desabrigadas. Dos governos eleitos – municipal, estadual e federal – apenas algumas dezenas de caracteres.


 

 
 
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David Campbell

As conexões estão emergindo!

 

O Estado de São Paulo declarou guerra à República! Não estou ficando maluco não!

 

Governo, Alto Comando da Polícia, Empresário, Entidade Civil e Mídia!

 

Não são todos empresários! Não são todas Entidades Civis!

 

Mas uma parcela considerável!

 

A trincheira já foi cavada, as agressões não cessaram!

 

O Estado Democrático foi usurpado!

 

Os Cidadãos de São Paulo não vive mais num Estado de Direito!

 

A Direita Raivosa se levanta rumo à conquista...

 

A corda República!

 
 
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KURK

 


 


 


Kim Phuc, na época com 9 anos, foge após ataque com bomba de napalm. A imagem correu o mundo e foi uma das fotos que marcou a guerra. Trang Bang, Vietnan, 08/06/1972. Foto: Nick Ut/AP


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