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Peranzzetta e Da Rós -Misturinha boa de violão e pianoEnviado por luisnassif, seg, 30/01/2012 - 19:14
Autor:
Erly Ricci
Murillo Da Rós e Gilson Peranzzetta no Paço da Liberdade O título acima bem que poderia ser o tema de um chorinho. Mas da música que vou falar, de choro só tem o belo e espontâneo improviso de quando se misturam dois talentos, um virtuoso no violão e outro com dedos mágicos, libertinos descaradamente feliz em brincar com as teclas do piano, como deve ser toda a alegria de quem faz o que gosta. O resultado, para quem vê e ouve é indescritível. Falo do show de Murillo Da Rós (violão) e Gilson Peranzzetta, um mestre do piano, que aconteceu no Paço da Liberdade, em Curitiba, no dia 26 de janeiro. O show, um reencontro entre Murillo e Gilson (eles tocaram juntos em abril do ano passado no Teatro Paiol), fez parte da programação da 30ª Oficina de Música de Curitiba, um evento que reúne grandes mestres da música brasileira, do erudito ao popular, passando pelo folclore, numa maratona que durou 20 dias. Saí do Cristo Rei, distante uns 4 km do Paço da Liberdade, para uma caminhada até o local do show, com meia hora de antecedência. O frio e a garoa típica de Curitiba apressaram meus passos. Fui caminhando pela Pe. Germano Mayer até a XV, por onde desci até a praça Santos Andrade, seguindo para a Praça José Borges de Macedo, onde cheguei pontualmente seis horas da tarde, a tempo de entrar no belíssimo prédio da antiga prefeitura – que depois abrigou o Museu Paranaense – e ver o show. Cansado da caminhada, ainda tive o privilégio de entrar pelos fundos e fotografar as mitológicas mãos de Gilson Peranzzetta (explico porque mãos mitológicas em outro post e depois que conseguir autorização do músico, já que trata-se de uma história fantástica e quem me contou, sob olhares desconfiados de Peranzzetta, foi Murillo). O violonista Murillo Da Rós Nenhuma das músicas eram inéditas, já foram tocadas pelos dois e por Da Rós no lançamento do CD Fênix, mas a mistura da brasilidade e improvisos de Gilson e do vigoroso flamenco jazzístico de Murillo inovou as peças de forma transcendental. Para minha sorte – e a dos leitores deste blog,obviamente – é que o show foi inteiramente gravado em vídeo que devo postar em breve. Necessário será, inclusive, para que se tenha uma ideia do que foi o show sem os olhos empolgados do blogueiro. Alertado por Gilson, quando agradeceu sua presença no show, conheci pessoalmente José Luiz Mazziotti, dono de uma poderosa voz, mas de quem pouco se ouve em qualquer mídia, inclusive nestes tempos de internet. Depois do show, tive uma longa conversa com Murillo, Gilson e a produtora Renata Zarpellon, mas isso também será assunto para uma nova postagem. Não posso deixar de citar as excelentes performances do percussionista Luciano Madalozzo e do baixista Glauco Solter, que podem ser conferidas no vídeo abaixo. VÍDEO Murillo da Rós e Gilson Peranzzetta no Teatro Paiol, em abril de 2011
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Fora a excelência dos músicos e a perfeita sincronia, há de se destacar a perfeita qualidade do som, e sua divisão, onde um não se sobrepõe ao outro.
Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.
Perfeito
"pelos caminhos que ando um dia vai ser, só não sei quando" - Paulo Leminski
Você precisa ouvir as outras músicas. São todas do Murillo, com exceção de Rio Ancho, de Paco de Lucia, mas Gilson Peranzzetta improvisa muito, sem descaracterizar, vestindo a música de alegria e prazer, porque gosta muito disso. Vou postar o vídeo do show em breve.
"pelos caminhos que ando um dia vai ser, só não sei quando" - Paulo Leminski
Excelente post. Dois bambas em seus instrumentos. Ficamos na espera do vídeo. Abraços.
Foi um dos shows mais lindos que vi na Oficina...
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