Pedágio derruba mais um jornalista da TV Cultura

Há uma semana, Gabriel Priolli foi indicado diretor de jornalismo da TV Cultura.

Ontem, planejou uma matéria sobre os pedágios paulistas. Foram ouvidos Geraldo Alckmin e Aloízio Mercadante, candidatos ao governo do estado. Tentou-se ouvir a Secretaria dos Transportes, que não quis dar entrevistas. O jornalismo pediu ao menos uma nota oficial. Acabaram não se pronunciando.

Sete horas da noite, o novo vice-presidente de conteúdo da TV Cultura, Fernando Vieira de Mello, chamou Priolli em sua sala. Na volta, Priolli informou que a matéria teria que ser derrubada. Tiveram que improvisar uma matéria anódina sobre as viagens dos candidatos.

Hoje, Priolli foi demitido do cargo. Não durou uma semana.

Semana passada foi Heródoto Barbeiro, demitido do cargo de apresentador do Roda Viva devido às perguntas sobre pedágio feitas ao candidato José Serra.

Para quem ainda têm dúvidas: a maior ameaça à liberdade de imprensa que esse país jamais enfrentou, nas últimas décadas, seria se, por desgraça, Serra juntasse ao poder de mídia, que já tem, o poder de Estado. 

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1-70 de 233 comentários
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soares

Nassi, isso por que vocë nunca tentou ser jornalista isento em Minas Gerais.

 
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aleXandre

 o lindenberg do Hoje em dia foi pro olho da rua . Não houve explicação. então até que alguém esclareça,o motivo foi jornalismo independente . De altíssimo nível,diga-se de passagem.

 
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Calvin

 

E também ser jornalista "isento" no governo Roriz (PMDB à época - que diga o Noblat, que caiu da redação do CB).... acho que ameaça à Democracia é programa escondido de partido político....

 
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Leal

 
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Adilson Santos

Tem certeza mesmo que ele vá para as Minas Gerais?

 

Assista este vídeo por favor, e depois me responda - Link: http://migre.me/W30N

 

Adilson Santos

 
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Geraldo

E se vc, leitor deste blog, criticar o seu chefe, o seu emprego vai estar seguro ?  O governo Lula contrata alguém que o critica ? E isso é ameaçar a liberdade de expressão ? Agora, considerar a TV Cultura, que tem praticamente traço de audiência, exemplo de ameaça de liberdade de imprensa, é um exagero !! 

Apenas corrigindo a sua ultima frase, "...a maior ameaça à liberdade de imprensa....se, por desgraça, Serra ou Dilma, juntasse ao poder de mídia, o poder de Estado "  Isto eu concordo inteiramente !!! Felizmente, nenhum dos dois tem o poder de mídia !!! Mas que os dois querem tê-lo, não tenho dúvida !!!

 
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Marco St.

Primeiro que o "chefe", em tese, deveria ser o contribuinte paulista. Não o governador, qualquer que seja ele.

Segundo que o Lula não precisa "contratar" quem o critique. Isso ele já tem de graça e em fartura na imprensa privada.

2 pesos e 2 medidas MUITO diferentes...

 
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Gersier

Essa foi uma direta no fígado.Certíssimo.

 
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Gilberto Marotta

Não me consta que os programas da TV Brasil sejam chapa-brancas e não façam qualquer crítica ao governo federal. Além disso, não conheço um caso de que o Lula tenha mandado demitir jornalista de lá porque falou mal dele. Nem Dilma. Serra tem um monte, Aécio outros tantos. A fama de pedir cabeça de jornalistas, censurar sites e blogs e manter controle da imprensa local com mãos de ferro pertencem a Serra e Aécio, Serra numa dimensão mais ampla (nacional). Isso são fatos. Essa fama circula no meio jornalístico, não é "trololó do PT", "PT press", como Serra gosta de camuflar a verdade...

 
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Moacir Schmidt

Caríssimo,

Cite um único caso de critica ao governo Lula veiculado na TV Brasil.

Por favor, respeite nossa inteligencia.

 
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luisnassif

Não assisto televisão em geral, por falta de tempo. De minhas participações no Repórter Brasil, critico continuamente o BC e nunca vieram me dar toque para parar. Os problemas do ENEM foram abordados criticamente. Há matérias sobre atrasos no PAC. Isso, do que me lembro na hora.

 
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Roberto1

Nassif, voce é experiente para evitar as cascas de banana. Digamos que é verdade que a TV Cultura seja subserviente ao Serra e esteja patrulhando seu quadro de funcionários. Proponho um exercício: inverter o sinal e tratar o chefe do governo federal da mesma forma que o ex-chefe do governo estadual é tratado, o que poucos neste espaço se lembram de fazer. Por exemplo, experimente criticar o chefe do Meireles pela política econômica do BC ou o chefe do ministro da educação pelas barbeiragens do ENEM ou apontar o dedo para o executivo pelos atrasos do PAC, só para ficar nos exemplos que voce mencionou. Quanto tempo voce acha que o eventual crítico duraria?

 
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luisnassif

Até agora tenho criticado o BC sem ser importunado.

No caso da Cultura, na semana em que meu contrato seria renovado o Priolli avisou que não seria mais. Isso logo depois de ter publicado análises criticando o balanço da Sabesp.

 
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Eduardo Veríssimo

Criticar o BC qualquer um faz. Quero ver você acertar o fígado do presidente. Qualquer coisa abaixo disso é desproporcional.

 
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Nikolas Spagnol

Claro que se o Nassif ou qualquer jornalista, em uma entrevista, tentar desrespeitar ou humilhar uma autoridade (coisas que um jornalista não deve fazer, aliás, ninguém deve fazer) ele vai ter que prestar contas. Como (deveria) acontecer também na imprensa privada.

Seria um contra-senso o governo federal tentar censurar a TV Brasil, com 1 ou 2 pontos no IBOPE, enquanto os telejornais das grandes emissoras (Globo, Band) publicam críticas a todo tempo contra o seu governo. A TV Brasil é uma gota no Oceano.

O Lula outro dia deu uma entrevista à Bandeirantes e disse que nunca ligou pra uma redação de jornal para pedir cabeça de jornalista. Inclusive citou que mesmo sendo amigo de longa data de Luís Datena, por exemplo, nunca ligou pra ele para "pedir um favor". Os entrevistadores da Band só puderam concordar. Era uma alusão clara aos políticos do PSDB.

Serra, por outro lado, tem a grande imprensa nitidamente a seu favor, haja vista as pouquíssimas vezes que você vai ouvir falar de críticas aos pedágios do Estado de SP, ou uma comparação isenta entre os pedágios cobrados em SP dos cobrados em estradas federais no Paraná (que são muito menores).

 

 
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Marco Vitis

Moacir,

Por favor, respeite a nossa inteligência.

 
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Patricia Azevedo

Jamais foi visto nenhuma crítica ao Governo Lula e nem mesmo as CPIs pondo em dúvida a idoneidade deste governo foram em frente... nenhuma delas! 

Ditadura ...  Governo Ilusionista que diz ter acabado com a dívida externa ...  Prêmio no GuinessBook por mais viagens pelo mundo ...

Não sou nem contra nem a favor do PT mas, muito pelo contrário acho que já passa da hora de começar a dar cultura ao povão para que possam vêr que nem tudo é bolsa salário, vale gaz, leve leite ...

Um bom Paíz se faz com cultura e trabalho digno, não com "esmolas governamentais"

Pelo menos ... é oque penso!

 
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Nikolas Spagnol

Este País precisa mesmo de cultura, para que as pessoas parem de escrever "paiz" e "gaz".

Até a Veja admite que o governo Lula zerou a dívida externa. Claro que, em termos brutos, ainda existe dívida externa, mas as reservas internacionais são maiores que a dívida, por tanto a dívida "líquida" é zero. 

É a mesma coisa de você ter 3 mil depositados no banco, mas está usando 2 mil no cheque especial. Você deve ao banco? Ou o banco deve a você?

Este país precisa mesmo de cultura, pois além de escreverem errado, muitos brasileiros não se entendem com os príncípios mais básicos da Matemática...

 
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Aprilo Asanuma

nosso presidente, queridissimo sr. Lula, criou essas "esmolas", acredito para agilizar auxílio para as famílias em extrema pobreza, cujos números tenho visto na internet e fiquei impressionadíssima, pois sequer os imaginava.

Bom iniciar redistribuição de renda dessa maneira - pelo menos é sim uma ínfima redistribuição,  sim, uma "esmola", que pode em cima disso elaborar  adequado planejamento -, porque até o governo do sr. Lula, e lá se vão quantos presidentes que governaram  este Brasil que estava até então perdido entre as potências hegemonicas, e nem essas "esmolas" se lembraram em oferecer aos cidadãos necessitados.

Este ano vamos ter eleições e não vamos nos esquecer dos governos anteriores que nos obrigavam a nos humilhar perante as potencias hegemonicas, nos fazendo lembrar a todo momento que nada tínhamos a lhes oferecer. No governo do sr. Lula, estamos vendendo serviços, e até tecnologia e é preciso continuidade e o candidato da oposição mostrou que nada pode nos oferecer de desenvolvimento, que é o que desejo sempre, e nesta data entrou com pedido: Democratas tentam impedir na Justiça funcionamento da Telebrás http://bit.ly/bSiAKf .

 
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Cleber Silva

Gilberto.

Esquece-se do caso Arnaldo Jabor??? Houve pressão forte do Lula (e PT) para tirá-lo da Rádio CBN (São Paulo) e do Jornal da Globo.

Os meios de comunicação da grande massa sempre foram, são e serão usados para manipulação. Cabe a cada um saber filtrar tudo o que é recebido como notícia e informação. Infelizmente, grande parte da população brasileira não tem capacidade desse discernimento.

Cleber Silva

 
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luisnassif

Não é verdade. Pelo contrário. Dois apresentadores importantes foram afastados da CBN por não entrarem no coro anti-Lula: Rosana Her e o Sidney.

 
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Carlos D.

E se o Pres. Lula tivesse que "contratar" alguém para criticá-lo, escolheria umas pessoas menos obtusas.

 
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jura

Terceiro que audiência da TV Cultura já foi bem melhor e, se está reduzida a traço, é sinal de má administração.

Quarto que a independência do jornalismo nada tem a ver com a audiência ser traço. Pelo contrário, quanto mais independente, mais tende a subir.

 
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Demian

Exatamente. O seu chefe é quem paga seu salário. Logo, o chefe é o eleitor. O Lula é nosso funcionário. O jornalismo seria como os nossos auditores ou mais simplesmente, como aquele seu colega de trabalho puxa-saco do chefe que dedura tudo que seus funcionários fazem.

 
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Lucas Jerzy Portela

eu critico abertamente a Secretaria de Saude do Estado da Bahia e o Secretario Jorge Solla.

 

nada me acontece.

 

nem venha dizer que eh estabilidade do serviço público: eu poderia ser sacaneado e mandado clinicar nos cafundós. E continuo onde sempre estive...

 
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Luciana

Sorte sua! Mas acho que essa pressão varia muito também.

Já estagiei em uma instituição do estado (de São Paulo) e mesmo tendo passado por concurso fui chamada na salinha da gerente e ameaçada de demissão caso continuasse reclamando de irregularidades!

 
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José Ayres Lopes

Mas vc mesma esclareceu: uma "instituição de São Paulo."

 
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maria Lucia

Sorte sua Lucas. Já pensou se fosse no governo ACM?

 
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Savio

Como se dizia uma vez: "quem tem chefe é índio". Opps! deixa quieto.

 
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Lucas Jerzy Portela

mais: Serra pede cabeça de gente na Folha.

 

Ele é diretor da Folha?

a TV Cultura é uma TV Pública, e não estatal.

 

da TV Brasil se diz que é estatal e de governo. Mas nunca houve ingerência política nela, até agora.

 

Nem em outras TVs Públicas estaduais.

 

mas na de Sampa tem, e não é a primeira vez, e a qualidade vem despencando a anos...

 
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H. C. Paes

O pior nem é isso, Lucas. Serra não é mais governador. Ainda se fosse...

O Goldman é um títere, é? O Serra ainda tem linha direta com a administração do estado?

Afinal, o próprio Alckmin disse que iria rever os pedágios...

 
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Ivan Moraes
  • "O Serra ainda tem linha direta com a administração do estado?":

Nao, Serra tem linha direta ao dinheiro do pedagio.

 
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zanuja castelo branco

Boa. Muito boa. Na veia.

 
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josimar

Para mim o Ivan disse tudo. O Serra tem que proteger essa linha direta de vozes dissonantes e o faz isso com uma eficiencia tremenda! Não é só a questão de Serra estar no governo mas a estrutura que ele deixou lá.

 
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Fábio Lúcio

Bom esse questionamento que se faz na questão das demissões na Cultura. A questão seria uma pressão de Serra? Óbvio assim? Serra é mesmo o poderoso mandante da mídia? É prudente considerar os outros atores envolvidos. Quem ganha com os pedágios, além dos entusiastas do governo paulista? Olhem para os outros atores. Quem ganha são mesmo as empreiteiras, que são as donas da ViaOeste, da CCR e de outras concessionárias. As mesmas que fazem o metrô, o Rodoanel etc. Notem: as empreiteiras ganham muito, mas muito dinheiro mesmo em São Paulo. Em São Paulo há uma instituição que "presta um serviço" livre de licitação, garantido, que é a inspeção veicular. É a Controlar. Todos os carros precisam passar todo ano por uma inspeção que custa mais de R$ 50,00. Quem é o dono da Controlar? Novamente, os mesmos donos da CCR e da ViaOeste. Volto à pergunta: quem está ganhando com os pedágios?

Serra não tem interesse na divulgação da privatização das vias públicas que promoveu em São Paulo, mas é preciso considerar que seja apenas uma peça de um jogo bem maior. Assim como uma peça do jogo da mídia. Acho que a mídia a mídia não morre de amores por Serra, mas precisa de um anti-Lula. Se houvesse outro na parada como chance de ganhar do lulismo, o ex-governador já teria sumido do noticiário. Alckmin, por sua declaração sobre revisão do preço dos pedágios, creio que está sendo muito mais esperto e correndo muito mais riscos. Serra é só uma peça do jogo.

 
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Ines Ferreira

Acho engraçado este comentário de que o Serra é só uma peça do jogo, como se ele fosse inofensivo. o cara está se candidatando a Presidência da República. É só isto tudo! E o comentarista diz que ele é simplesmente uma peça do jogo. Mas um motivo para não se votar em ninguém que faz parte de jogo.

 
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Fábio Lúcio

Ser peça do jogo não significa que é um inocente útil.

 
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RABUGENTO

Parece-me que a família Covas tem grandes interesses na CCR.

Há também um deputado do Estado de São Paulo que tem uma empresa que faz as cancelas dos pedágios. Essa empresa está registrada em nome da mãe dele.

 
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H. C. Paes

Ué, o portal do planejamento foi tirado do ar para evitar politização pré-eleitoral, mas que eu saiba nenhum dos técnicos críticos do governo foi demitido.

E Serra, caso não tenham percebido, não é mais o governador.

E a BBC de Londres critica tanto o governo que parte da credibilidade dela junto ao povo britânico decorre disso.

Por outro lado, seria bom apurar uma coisa: a TV Brasil já transmitiu reportagens críticas - com fundamentos, claro - do governo federal?

 
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Nikolas Spagnol

Tenho a sensação que todo mundo fala mal da TV Brasil mas ninguém assiste. Sobre a Cultura, é fato que historicamente foi uma emissora livre de influências políticas e estatais, crítica de governos (estaduais e federais) e muito prestigiada pela qualidade da programação e do jornalismo, apesar de não ser campeã de audiência (mas também não dá "traço", como disseram).Mesmo no período militar, teve gente como Vladmir Herzog à frente, que era considerado "comunista" nos porões do regime, tanto é que foi assassinado. Serra não chega a tanto, mas claramente interfere nos bastidores da Fundação Padre Anchieta, assim como a irmã do Aécio, carrasca de jornalistas, fazia em Minas.Até o governo Mário Covas, era comum ver na Cultura críticas inclusive ao governo de SP. Aliás, a Cultura criticava mais o governo do que as emissoras privadas - que se dizem independentes. Mas Covas era um estadista, e infelizmente não deixou sucessores à altura...

 
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H. C. Paes

Não falei mal, eu nunca assisti mesmo. Nem moro no Brasil. A pergunta foi sincera.

 
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Gunter Zibell

Se a TV Brasil já transmitiu críticas? Excelente pergunta. A Net ainda não arrumou a recepção da TV por aqui. Já pega como tv aberta (S.P. Capital)? Se seguir o espírito do Portal de Planejamento, teoricamente sim, deve haver críticas construtivas. Tudo tem uma aparência transparente hoje em dia, espero não estar equivocado.

Mas seria interessante uma pesquisa qualitativa/quantitativa de como foi a relação Estado/Imprensa de 1995 a 2002. Talvez em faculdades de comunicações ou ciências políticas haja dissertações a respeito.

Acho que havia críticas para "constar", mas não posso afirmar. Embora eu lesse muitos jornais na época não ficou gravado na minha memória nenhuma crítica contundente ao governo de então. Acho que se falava um pouco de Operação Uruguai.

Como eram, então, as análises e a criticidade da imprensa em relação a:

- Proer (isso eu lembro que foi um tanto criticado até pela Veja.)

- taxas de juros (não somente o patamar de 15% reais/ano, mas especialmente as manipulações em 1998 e 2002)

- câmbio (como a imprensa reagiu à cobertura dada pelo Bacen às posições vendidas dos bancos que quebraram em jan./1999?)

- reeleição (bom, lembro que no final de 1998 houve uma pesquisa perguntando se a população aceitaria 3º mandato. E nem havia começado o 2º!)

- privatizações (foram consideradas como feitas em bom valor e em época adequada? Questionou-se se o Estado não estaria apenas com inação de gestão [no caso, da Vale])

- congresso com 85% de apoio ao governo no Senado e 75% na Câmara (falava-se do risco de "virar PRI", de necessidade de alternância de poder, dos "perigos do PMDB"?)

- estagnação 1998-2003 (6 anos seguidos sem crescimento de renda per capita. Foram feitas comparações adequadas com economias parecidas? Ou foi tudo atribuído a "crises internacionais"?)

- Reforma da previdência (ainda que entendamos como necessária, os cálculos foram bem conduzidos? Não se exagerou?)

- Bolsa-escola, cartão-alimentação (foi considerado eleitoreiro no final de 2001, como já em 2004, em função das eleições municipais?)

- Avança Brasil (houve cobrança do andamento da evolução da infraestrutura?)

Pois então, isso de viver em "1984" talvez não seja privilégio do Estado de S.P. (e alguns dizem que MG e RS também) de hoje. Mas possivelmente não fosse tão exagerado no passado.

Dos tempos de Sarney e Collor lembramos de muitas críticas da imprensa. A população talvez tenha sido levada a ser crítica demais. Mas o que mesmo a grande mídia criticou fortemente ou com assiduidade no governo FHC? (Pode ser interessante confrontar edições da Carta Capital e Veja da mesma época.)

Ou éramos infelizes e não sabíamos?

De memória não dá mesmo para saber, teria que haver um levantamento organizado. Mas o partidarismo da mídia não é apenas anti-PT, pode ser pró-PSDB também.

 

 
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Gilberto Marotta

Gunter, acho que a maior diferença não está no conteúdo jornalístico, mas na apresentação e frequência das matérias. Não se pode dizer que a imprensa não criticasse FHC, mas muitas vezes a notícia ruim já era apresentada de cara com a justificativa, aliviando, quando com Lula e o PT acontece exatamente o contrário, o que poderia aliviar, as justificativas, vêm escondidinhas no final, quando vêm. Para FHC e PSDB comemora-se aniversário do Real, de LRF, quando nunca vi comemorarem nem a CLT. O que Lula e o PT fazem de bom, não só não se comemora ou elogia, mas vem sempre, invariavelmente, com uma adversativa enorme embutida, quase sempre já na manchete. Com FHC as fotos escolhidas, as legendas, as manchetes e as capas eram sempre mais camaradas, mesmo em seus piores momentos. Na pior das hipóteses, a imprensa era respeitosa e não dava destaque, escalada, suíte, para as coisas ruins. Em alguns casos, como o do filho de FHC, houve um inédito e inacreditável pacto de silêncio mesmo, entre TODOS os veículos da velha imprensa. Que alguém me desminta aqui, se tiver coragem.

oisas erradas do PT e de Lula, a maior delas o chamado "mensalão", por exemplo, tem suíte todo dia na imprensa. Personagens jamais condenados pela justiça são demonizados, quando são do PT (vide Dirceu). Alguns do PSDB, mais sujos que pau de galinheiro, como o Leonel Pavan, nem aparecem na mídia. E pra terminar, a velha mídia jamais faria, por exemplo, uma capa com FHC de costas, com um pé na bunda. Com Lula e o PT, bem, nem é preciso falar... Ah, vale lembrar que eu nem sou original quando digo que a mídia exagera protegendo FHC. Ele mesmo já reconheceu isso, quando não sabia que estava sendo gravado. E não acho que ela faz isso por causa do belo sorriso dele, ou do Serra, ou de quem quer que seja do PSDB. Simplesmente têm o mesmo projeto de poder. Um projeto só pra panelinha deles, definitivamente não democrático.

 
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Rato

Algumas vezes, quando chego tarde em casa,  assisto o telejornal da TV Brasil. Assim posso dizer que, SIM, a TV Brasil faz críticas, algumas vezes até muito duras, ao governo federal, o que me fez ficar até surpreso pelo tom usado nas reportagens.

 
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ruyacquaviva

ridícula essa tentativa desesperada de justificar o aparelhamento da TV Cultura pelos tucanos, o autoritarismo descarado do Serra e a verdadeira ameaça a liberdade de expresão que esse tirano de aldeia representa.

Mais ridículo que isso apenas a tentiva de misturar atribuir a Dilma e ao Lula a característica autoritária do Serra, que eles simplesmente não tem.

Serra está descontrolado, crisou um mundo à parte, insuflado pela bajulação e a blindagem da grande imprensa. ELe está obcecado pelo poder e cego para toda a razão. E seus asseclas aceitam tudo calados, apavorados pela decadência que está corroendo rapidamente a confortável situação de representantes do pode econômico e porele privilegiados.

 
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Felis

E certamente, com Serra, tal como no governo FHC, e ao contrário do que acontece no governo Lula, teríamos um novo "engavetador geral da república" no MP.

 
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Carlos Goulart

Quanto ao Lula não sei, trata-se de um gênio político. Mas a Dilma é autoritaríssima, além de ser uma criminosa socioambiental. Prevejo grandes conflitos, num eventual governo dela, com os prejudicados e deslocados por "magníficas obras" como a transposição do São Francisco, Belo Monte, etc. Afinal, tudo isso destina-se mais mesmo é a dar uma ajudazinha aos financiadores de campanhas eleitorais. Já vivenciei o governo deste pessoal em Porto Alegre e sei do que estou falando.

 
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alcides

A TV cultura tem a função de informar, não a de defender, nem de se omitir ou de atacar. Não faz sentido vc achar natural a demissão por razão assim. Vi a entrevista que derrubou Heródoto e não houve qualquer excesso para justificar a demissão. Já se sabe de longa data a obsessão que tem o Serra pelo controle daquilo que se fala sobre ele. Nassif tem razão: uma vez no controle da nação, ele jogaria pesado para abafar qualquer crítica. Dinheiro para os amigos e processos para os adversários.

 
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alfredo machado

 

Caro Geraldo:

Não sei quanto a você, que pode não ter emprego convencional ou, quem sabe, ser um empresário com muitos funcionários, tanto faz, mas eu critico, sempre critiquei os meus “chefes”, pois quem tem chefe é índio.

A questão de JSerra, de quem você pode ser eleitor, é diferente e você deve saber disto- trata-se de um sujeito autoritário, que não admite críticas ao seus inúmeros desvarios, que sempre pediu pela cabeça de jornalistas que ousem publicar matérias citando as suas lambanças, em suma, um ditador pós- moderno, como o classificaria Arnaldo Jabor, não fosse este alinhado àquela lástima ambulante.

Quanto à comparação com DR, esta já afirmou que pretende, após eleita, aprofundar-se na questão da mídia, a exemplo do ocorrido recentemente na Argentina; logo, sua argumentação só terá alguma consistência caso venha acompanhada por exemplos de conduta da candidata semelhantes aos protagonizados pelo seu eventual candidato; sem isto, é traço.

Sobre o poder da grande mídia, isto é, da meia dúzia de barões cada vez mais truculentos, em minha opinião é outro assunto, com suas diversas nuances sendo exaustivamente comentadas aqui no blog.

Quanto ao fato de a audiência da TV Cultura ser baixa, e daí? Desde quando este fato legitima a perseguição a jornalistas por parte de quem quer que seja? Desde quando o tamanho da audiência se basta para qualificar um canal de informação? Se assim fosse, coitada da Carta Capital, né?

Daqui a pouco você, em raciocínio perfeitamente legítimo, vai acabar percebendo JSerra como um exemplo a ser seguido, uma vez que existe gosto prá tudo nesta vida.

Um abraço

 
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Luciana

O problema da comparação entre crítica jornalística e crítica ao chefe é o âmbito das consequências. No primeiro caso é publicidade, negativa ou positiva, com consequências para a campanha do candidato. No segundo é comportamento entre profissionais. Talvez pudéssemos fazer uma comparação perguntando: "você apontaria as fraquezas do seu chefe na frente do gerente de RH"?

Quanto ao perigo ser mais Serra ou mais Dilma, ainda acho que temos que fortalecer a estrutura democrática a partir da base, para não ficar na dependência do caráter (ou da manutenção de caráter) de quem subir ao poder. O próprio PNDH-3, que considero ser bom em muitos aspectos, abre brecha para o controle sobre a imprensa.  Precisamos interferir para uma redação mais clara, assim como para garantias mais sólidas!

 
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Janes Rodriguez

Primeiro que o "chefe", em tese, deveria ser o contribuinte paulista. Não o governador, qualquer que seja ele.

Segundo que o Lula não precisa "contratar" quem o critique. Isso ele já tem de graça e em fartura na imprensa privada.

2 pesos e 2 medidas MUITO diferentes... E além do mais: Lula tem engolido todo tipo de difamação, calúnia, comnetários preconceituosos de toda espécie. E nunca um jornalista perdeu o emprego por ter feito isso, nunca uma empresa dessas perdeu um contrato de publicidade oficial por isso. Por que Lula é um democrata de verdade. Dilma foi difamada na primeira página em manchete da Folha, também conhecida como "Força Serra Presidente", que publicou uma ficha falsa da Minstra. Recebida por e-mail, a Folha publicou um spam como notícia. Dilma provou que era falso. Até hoje a FSP não se desculpou. E vem dizer que Lula/Dilma são ameaças à democracia e à liberdade de expressão? Não, seu moço: o monopólio da mídia no Brasil de hoje é que é a maior ameaça à liberdade de expressão e de imprensa. Eles se consideram donos de todas as formas de expressão e de imprensa.

 
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Leider Lincoln

A sua visão de democracia é bem tosca, hein rapaz? A TV Cultura não é do Goldman, mas dos paulistas, consegue compreender isso? E outra, há uma diferença enorme entre uma TV pública, que deve satisfações ao público, e pertence ao público e uma TV partidária, que trabalha para um governador, e que somente é "aceitável" em um regime fascista ou ditatorial.

Pelo jeito alguns paulistas acham normal o patrimônio público ser tratado como propriedade privada dos ocupantes de cargos eletivos. Isso explica bem os fenômenos paulistas do Serra, FHC, Quércia, Jânio Quadros, Ademar de Barros, Maluf, Pitta e explica também por que há uma rua na capital que se chama Sérgio  Paranhos Fleury. Meus cumprimentos, cidadão. Você é parte importante da história de São Paulo!

 
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diogojfaraujo

Não acho que seja um exagero, mas concordo com praticamente tudo que vc escreveu...

 
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Luciana

É fundamental fortalecermos os movimentos civis de defesa das estruturas de liberdade, porque se depender do governo, sempre haverá o risco de abuso!

 
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Luis Fraga

Caro Geraldo,

 Que falta de discernimento! Então você está nos dizendo que prefere não ver, não ouvir nem falar nada contra a situação dos pedágios implantadas por seu "chefe". Ainda concorda que ele exerça censura às informações e ao debate. Isto é uma declaração a favor da ignorância.

"Mantenha-me desinformado, por favor, antes que eu descubra o quanto sou enganado!"

 
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bertoni

Exatamente, em uma TV pública o chefe é o povo brasileiro, o contribuinte e não o governante de plantão, seja ele de esquerda ou de direita.

essa coisa de um político se achar dono do patrimônio público porque ocupa um cargo no executivo, legislativo ou judiciário é o que se chama patrimonialismo brasileiro. também podemos chamar isso de privatização de fato do estado brasileiro.

Além de tudo isso, o governo Lula é que mais contrata gente para falar mal dele.

O governo Lula não deixou de veicular propagandas nos "jornalões", na TVs e rádio (ou seja, naquilo  que se convencionou chamar de PiG). Estes meios de comunicação, que recebem milhões do nosso dinheiro, vivem a detonar Lula, seu governo e principalmente o BRASIL.  O governo Lula paga para apanhar.  Nós, braslileiros,  pagamos para que eles  falem mal de nós e do país.

Já os demotucanos, se apanham, o que raramente acontece, vão lá e detonam com os jornalistas e com os meios que deixam esses caras falar mal dos ditadores de ontem, de hoje e de sempre.

chega de ditadura, de controle da informação de monopólio privado. Viva a LIBERDADE DE EXPRESSÃO.

 
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Laert

Pergunta ao Geraldo que comentou a matéria:

- Qual é o seu nome inteiro? Geraldo Alckmin?

 
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Cesat T

Essa foi mal Geraldo,  TV cultura é um orgão público, Serra tbem é empragado. Patrão é você.

 
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walter araujo

Azêmolas têm alma?

Fazem metempssicose?

Hã?

 
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Roberto DF

Se o candidato Serra ainda é chefe de estatal paulista, me parece estar incorrendo em crime eleitoral.

 
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Roberto Veiga

O governo Lula é aquele mesmo que, nos seus primordios, patrocinou junto com a FENAJ -- sindicato que é exemplo de isençao, como sua Carta de Manaus de 2002 deixa clara pra quem quiser ver -- a criaçao de um Conselho Federal de Jornalismo a ser implantado pela propria FENAJ. Reproduzo os artigos 16 e 17 do projeto de lei:

 

Art. 16. Até noventa dias após a posse da primeira composição do CFJ, a competência

para a emissão da carteira de identidade profissional, prevista na Lei no 7.084, de 21 de dezembro de

1982, permanecerá com a Federação Nacional dos Jornalistas Profissionais - FENAJ.

 

Art. 17. A primeira composição do CFJ será provisória, contando com dez jornalistas

profissionais efetivos e dez suplentes, indicados pelo Conselho de Representantes da FENAJ, e tomará

posse em até sessenta dias após a publicação desta Lei.

 

Nao boto a mao no fogo pelo Serra nem por nenhum politico no que tange à liberdade de expressao, mas achar que a liberdade de expressao esta mais segura com a continuadora de um governo que mal assumiu ja propôs entregar a fiscalizaçao do exercio profissional do jornalismo a um sindicato pra la de pelego é brincadeira...

 
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Roberto Veiga

O governo Lula é aquele mesmo que, nos seus primordios, patrocinou junto com a FENAJ -- sindicato que é exemplo de isençao, como sua Carta de Manaus de 2002 deixa clara pra quem quiser ver -- a criaçao de um Conselho Federal de Jornalismo a ser implantado pela propria FENAJ. Reproduzo os artigos 16 e 17 do projeto de lei:

 

Art. 16. Até noventa dias após a posse da primeira composição do CFJ, a competência

para a emissão da carteira de identidade profissional, prevista na Lei no 7.084, de 21 de dezembro de

1982, permanecerá com a Federação Nacional dos Jornalistas Profissionais - FENAJ.

 

Art. 17. A primeira composição do CFJ será provisória, contando com dez jornalistas

profissionais efetivos e dez suplentes, indicados pelo Conselho de Representantes da FENAJ, e tomará

posse em até sessenta dias após a publicação desta Lei.

 

Nao boto a mao no fogo pelo Serra nem por nenhum politico no que tange à liberdade de expressao, mas achar que a liberdade de expressao esta mais segura com a continuadora de um governo que mal assumiu ja propôs entregar a fiscalizaçao do exercio profissional do jornalismo a um sindicato pra la de pelego é brincadeira...

 
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IV Avatar do Rio Meia Pon...

Geraldo, há 3 tipos de tvs, a privada, a pública e a estatal. A TV Cultura é pública, não estatal, mesmo que fosse estatal, ou seja, do governo de SP, demitir um jornalista por estes motivos, indica que Serra não está preparado para ser presidente de um país que está destinado dentre em breve a ser a 5a. economia do planeta.

Vamos ensinar ao Zé Serra certos principios que devem reger as TVs públicas, estatais e privadas. Como se sabe, nem mesmo as TVs privadas tem poder de fazerem o que bem entendem pois, como concessionárias de serviço público tem que obedecer certas regras previstas em leis tais como, imparciaidade, não serem partidárias, etc.

Privada: Tv Globo

Estatal: NBR,..este de total controle do governo federal, a mesma serve exclusivamente para o noticiário estatal

Pública: TV Brasil,...tem controle da sociedade, sendo que a sociedade é representada através de um Conselho composto por entidades da sociedade organizada.

Este texto trata do assunto:

Debate evidencia diferença entre 'público' e 'estatal' PDF Imprimir E-mail Mariana Martins, para o Observatório do Direito à Comunicação - Fórum de TVs Públicas 10.05.2007

De onde vai sair o sistema público? Como será a nova rede de TVs Públicas do Brasil? Quais as suas peculiaridades e qual a sua diferença em relação aos sistemas privado e estatal que já existem no país? Estas são algumas das questões que permeiam quase todos os debates do I Fórum Nacional de TVs Públicas, que está em andamento em Brasília e que vai até o próximo dia 11. O Fórum reúne representantes de emissoras educativas, universitárias, comunitárias e estatais e também técnicos do Governo Federal e representantes da sociedade civil.

Para o professor da Universidade de São Paulo, Laurindo Lalo Leal Filho, que tem estudos sobre a TV Cultura de São Paulo e também sobre o modelo britânico de sistema público, o fórum representa um avanço na discussão da diferenciação dos sistemas previstos no Art. 223 da Constituição Federal, principalmente no que diz respeito às diferenças entre o público e o estatal. “Entre as emissoras comerciais - controladas pelo mercado – e as estatais, estão as emissoras públicas. Estas, por sua vez, devem ser controladas pela sociedade. Esta discussão está presente aqui e há uma certa clareza”, compreende Lalo.

Este entendimento também é tido pelo Diretor Presidente da Agência Nacional do Audiovisual (Ancine), Manoel Rangel, que relatou o grupo de trabalho sobre legislação e marcos regulatórios do fórum. Porém, Rangel não considera este um ponto crucial da discussão do fórum. “Em qualquer lugar do mundo que se fizer esta distinção de TV Estatal e TV Pública, ninguém vai entender. Esta é uma coisa inventada pelos brasileiros”, acredita Rangel. A preocupação do Presidente da Ancine é de que não se faça uma oposição entre sistemas público e estatal. “Num país como o nosso é importante que a gente busque clareza em torno daquilo que já funciona. A TV cultura é estatal, mas é pública, a TVE é uma TV estatal, mas é pública e a TV Naciona é estatal, mas é pública. Muitas delas são excessivamente controladas pelas gestões estatais porque não há um paradigma de TV pública. Por que eu vou forçar aqui uma definição de oposição, de exclusão, em vez que pegar estas emissoras e colocar princípios para elas obedecerem?”, questiona Rangel.           

Laurindo Leal também acredita que o sistema público deve partir de algo existente e que, a princípio, deve ser liderada pelo Governo Federal. Entretanto, não vê de forma tão simples a adesão de todas as emissoras do campo público a este sistema. “Estas televisões do chamado campo público aqui representadas têm as mais  diferentes origens do ponto de vista jurídico e têm controles também diferentes, que vão do privado ao estatal. Nenhuma tem controle público. Eu acho difícil através delas fazer uma rede pública de TV”, ressalta Lalo. O professor da USP diz ainda que o a televisão pública, que, segundo ele, terá o nome de TV Brasil, deverá ser formada inicialmente pela TVE do Rio de Janeiro e pela TV Nacional, esta última ligada à Radiobrás. “A idéia é que elas se juntem e que seja criada ainda uma TV em São Paulo. Este vai ser o embrião da TV Pública. O governo terá participação, mas não será majoritária e a relação entre estas redes a as emissoras educativas existentes será a programação. Elas podem compor a grade, mas não o sistema público”, diz Lalo.           

Sobre o sistema estatal, Lalo acredita que ele continuará existindo, pela NBR, que é a TV do executivo, a Voz do Brasil, que tem seu espaço diário de informar a sociedade sobre os poderes executivo, legislativo e judiciário e a Agência Brasil, que funciona como uma agência de notícias da União, além das emissoras do legislativo e do judiciário.           

Apesar de ter igual compreensão quanto ao que caracteriza cada sistema de comunicação, o presidente da Associação Brasileira de Emissoras Públicas, Educativas e Culturais, Jorge da Cunha Lima, acredita que o sistema público vai se estruturar com a participação das emissoras educativas que hoje compõem a ABEPEC. Segundo Lima, “A TV pública deve se inserir neste contexto e não se sobrepor a ele. As TVs executivas e do legislativo continuarão estatais, mas TV Nacional e a TVE do Rio, que já são TVs públicas, que já pertencem aos quadros da ABEPEC, podem se tornar públicas”. Lima complementa ainda que “as educativas não são estatais e sim estaduais, muitas delas têm o controle do Estado, mas devem se tornar públicas”. Entretanto, o presidente da ABEPEC atenta para a necessidade de se rever as leis existentes para que isso de fato aconteça. “Isso poderia acontecer se tivéssemos uma lei que quando outorgasse a concessão pública estadual, previsse a obrigação de ser pública e com conselhos”, alerta Lima. 

http://www.direitoacomunicacao.org.br/content.php?option=com_content&task=view&id=492

O video abaixo trata do assunto...a série completa no YOutube...no total de 5 videos

 

Grato,
IV Avatar do Rio Meia Ponte

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Adilson Evangelista de Jesus

 

Não sei qual é pior, se esse que mata jornalistas ou a que Hidebrando Pascoal usava.

Mas qualquer serra é serra, o efeito devastador é o mesmo!!!

 

 
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Grilo D

Geraldo, a TV Cultura é pública, não estatal, então o "chefe" deve ser o povo paulista, e não o governador - muito menos o ex-governador.
E mesmo que fosse, o critério "Falou mal de mim, rua!" é baixíssimo e serviria para montar uma equipe de campanha ou uma assessoria de imprensa, NUNCA para uma TV educativa!
Também é notória sua influência em veículos particulares de imprensa. Como você vê isto quanto a ética, moral e legalidade?
Já Lula é avacalhado pela imprensa em todos os níveis o tempo todo. Boa parte das críticas são puramente ofensivas e/ou preconceituosas. As ofensas também chegam à Dilma (já vi até charge com uma Dilma prostituta). E qual foi a reação? Nenhum jornalista ou veículo sofreu qualquer tipo de ameaça, até onde me consta.

Então, sinceramente, onde está o perigo? No Lula que é taxado de ditador e deixa qualquer tipo de crítica correr livremente, ou no Serra que se diz "à esquerda de Lula" e vive cortando cabeça de jornalistas que não lhe fazem campanha?
Abraços,
Grilo D

 
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Francisco Abreu

A princípio não sou contra o sistema de pedágio das rodovias paulistas, mas a censura imposta pelo governo estadual e a manipulação da TV Cultura relatada neste artigo é abjeta e deve ser severamente criticada por todos.

 
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Savio

Cadê a ABI para se indignar contra o controle da mídia exercido a ferro e fogo pelo Serra?

O que os democráticos membros do tal Instituto Milleniun pensam sobre esses acontecimentos?

Qual a credibilidade dessa direita demo/tucana em criticar Chavez se o que o Serra faz é muito pior? 

E o Estadão, vai divulgar que a TV Cultura está sob censura?

 
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ruy alkmim rocha filho

Liberdade de imprensa e tv pública a moda tucana...

 
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H. C. Paes

E falando em poder da "mídia"...

Lembram-se dos dados fiscais de Eduardo Jorge, cuja divulgação a Folha quis taxar de vazamento pelo "grupo de espionagem" da campanha petista e, de quebra, misturar com o assunto desconexo do livro de Amaury Jr. sobre as privatizações da era FHC, encomendado pelo Aécio via Estado de Minas?

Pois é, a Receita Federal acaba de informar - vi no PHA - que identificou todos os acessos ao sistema que se referiram aos dados de EJ.

Não houve acessos externos e não-autorizados. Só pessoal identificado e autorizado. Por delicadeza em relação a EJ, imagino, a Receita disse que vai apurar as motivações dos acessos em processo disciplinar interno.

Ou seja, se algum funcionário da Receita é espião da Dilma e resolveu vazar dados comprometedores de EJ para a Folha, fez sabendo que seria descoberto e iria ver o sol nascer quadrado, além de ser demitido e perder o excelente salário da receita. Ah, e garantir o fim da candidatura que o contratou, numa só cajadada.

Isso é espionagem de fazer inveja à KGB pela qualidade, não acham? O maior de todos os espiões da história, Richard Sorge, deve estar se revirando no túmulo.

Alguém aqui (o Calvin não vale) ainda duvida que os dados tenham sido "vazados" para a Folha pelo próprio Eduardo Jorge?

E, parafraseando o PHA, alguém sabe onde está o áudio do grampo?

 
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Calvin

Tem razão. Não acredito nestes jornalistas "isentos" que vc lê.

 

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