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Paulo Coelho ataca a SOPAEnviado por luisnassif, seg, 23/01/2012 - 14:00Do Link / Estadão Paulo Coelho defende pirataria e ataca SopaPor Camilo Rocha Para escritor, piratear ajuda na divulgação do trabalho de um artista
SÃO PAULO – O escritor Paulo Coelho atacou o projeto de lei antipirataria Sopa em seu blog. Escrevendo em inglês, o autor argumenta que a pirataria serve como divulgação do trabalho de um artista. Coelho chamou a Sopa de “PERIGO REAL” que pode “quebrar a internet”. Leia a tradução do texto abaixo: Na antiga União Soviética, no fim dos anos 50 e 60, muitos livros que questionavam o sistema político começaram a circular privadamente em versão mimeografada. Os autores nunca ganharam um centavo em direitos autorais. Pelo contrário, eles foram perseguidos, denunciados na imprensa oficial e mandados para o exílio nos famosos gulags siberianos. Ainda assim, eles continuaram a escrever. p>Por quê? Porque eles precisvam compartilhar o que estavam sentindo. Do evangelho aos manifestos políticos, a literatura tem permitido que ideias viajem e até mudem o mundo.Não tenho nada contra quem ganha dinheiro com seus livros; é assim que eu me sustento. Mas olhe para o que está acontecendo agora. O projeto de lei antipirataria Sopa pode quebrar a internet. Isto é um PERIGO REAL, não apenas para os americanos, mas para todos nós, uma vez que a lei – se aprovada – vai afetar todo o planeta. E o que eu penso sobre isso? Como autor, eu deveria estar defendendo “propriedade intelectual”, mas não estou. Piratas do mundo, uni-vos e pirateai tudo que já escrevi! Os bons tempos, quando cada ideia tinha um dono, se foram para sempre. Primeiro, porque tudo que todo mundo faz é nada mais que reciclar os mesmos quatro temas: uma história de amor entre duaas pessoas, um triângulo amoroso, a luta pelo poder e a história de uma jornada. Segundo, porque todos os autores querem que se leia o que eles escrevem, seja num jornal, blog, panfleto ou muro. Quanto mais ouvimos uma música na rádio, mais queremos comprar o CD. É a mesma coisa com a literatura. Quanto mais as pessoas “pirateiam” um livro, melhor. Se eles gostam do começo, eles comprarão o livro inteiro no dia seguinte, porque não existe nada mais cansativo do que ler longos trechos de texto na tela do computador. 1. Algumas pessoas dirão: você é rico o bastante para permitir que seus livros sejam distribuídos de graça. Isso é verdade. Eu sou rico. Mas foi o desejo de ganhar dinheiro que me estimulou a escrever? Não. Minha família e professores sempre disseram que não havia futuro em ser escritor. Comecei a escrever e continuei a escrever porque me dá prazer e sentido à minha existência. Se dinheiro fosse o motivo, eu poderia ter parado de escrever há muito tempo atrás e me poupado de ter que lidar com resenhas invariavelmente negativas. 2. A indústria editorial vai dizer: artistas não podem sobreviver se eles não são pagos. Em 1999, quando primeiro fui publicado na Rússia (com uma tiragem de três mil), o país sofria com uma severa falta de papel. Por sorte, eu descobri uma edição “pirata” d’O Alquimista e a publiquei na minha página na internet. Um ano depois, quando a crise tinha passado, vendi 10 mil cópias da edição impressa. Em 2002, eu já tinha vendido um milhão de cópias na Rússia. Hoje, já passei dos 12 milhões. Quando viajei pela Rússia de trem, encontrei várias pessoas que me disseram que haviam descoberto meu trabalho através da edição “pirata” que postei no meu site. Hoje em dia, mantenho o site “Pirate Coelho”, fornecendo links para quaisquer livros meus que estejam disponíveis nos sites de P2P (compartilhamento). E minhas vendas continuam a crescer – são quase 140 milhões de cópias no mundo inteiro. Quando você comeu uma laranja, você tem que voltar para a loja para comprar outra. Nesse caso, faz sentido pagar no ato. Com um objeto de arte, você não está comprando papel, tinta, pincel, tela ou notas musicais, mas a ideia que nasceu da combinação desses produtos. “Piratear” pode servir como introdução ao trabalho de um artista. Se você gosta da sua ideia, então você vai querer tê-lo em casa; uma boa ideia não precisa de proteção. O resto é ganância ou ignorância.
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Comentários + votados
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Alex Barroso
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Alexandre medeiros
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Jota Ricardo
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maria utt
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José Robson
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Wandihkleysson Piragibe
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Na briga do Mário Sabino com o Paulo Coelho, utilizar o jornalismo de notinhas do Lauro Jardim - do Lauro Jardim!!! - como argumento só pode ser sinal de muita inocência ou malícia.
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Irala
23/01/2012 - 17:18
Ô, José Robson, e você acredita no radar da revista de fofocas Veja???
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Ih, o cabra me ganhou. E olha que nunca li um livro dele...
Da Folha - 23/01/2012
Da Folha - 23/01/2012
Sopa é arma protecionista dos EUA
A semana passada foi agitada por protestos contra o Sopa (Stop Online Piracy Act; em português, algo como "parem a pirataria on-line"). É a lei antipirataria em debate no Congresso dos EUA.
A maioria deles, no entanto, deixou escapar o elemento mais importante: o Sopa é uma ferramenta para reforçar a hegemonia comercial do país na internet.
Disfarçado de medida antipirataria, o Sopa dá aos EUA o poder de bloquear qualquer site do mundo -e, assim, impedir seu acesso ao mercado americano.
Ele cria uma barreira comercial (como as que afetam produtos agrícolas), só que pior. O alvo são empreendedores globais que criam serviços de conteúdo como YouTube, Facebook ou Twitter.
O Sopa permite que governo e empresas tirem do ar, na hora, qualquer site estrangeiro que leve à violação da "propriedade intelectual", segundo seus próprios critérios.
br />Mais do que isso, a lei cria mecanismos para sufocar financeiramente o concorrente. Com uma mera notificação, instituições financeiras (como empresas de cartão de crédito) ficam proibidas de repassar dinheiro ao site banido.
A medida se aplica automaticamente. Quem discordar tem de brigar no Judiciário norte-americano. Se o site é americano, está isento do Sopa. O estrangeiro é alvo da indústria e da lei. Esse tipo de barreira comercial é inédita.
É como se a doutrina Monroe, que pregava "a América para os americanos", tivesse se reerguido da tumba. Só que formulada como "a internet para os americanos".
Nunca li um livro de Paulo Coelho, pois o achava chato, pedante e o confundia com os adeptos do PIG, mas parece que me enganei pela aparência. Ele é uma pessoa sensata. Ganhou minha admiração.
Nassif, dá pra divulgar esta campaha no seu blog?
É, essa foi o Raul que ''zumbizou'' no ouvido do Paulo Coelho.
Eu sou a mosca que pousou na sua SOPA /...e nem adianta me dedetizar.
Senhores, há uma tendência aqui no blog de misturar as coisas. Uma coisa é posicionamento político, outro o autor de obra literária. Paulo Coelho ainda escreve mal, apesar de posicionamento digno de aplauso. O inverso, por exemplo, de um tal Ferreira Gullar, bom escritor, mas uma vergonha alheia ambulante.
Sempre achei Paulo Coelho inteligente. Quem já leu, como eu, alguns de seus livros[apesar de não serem meus prediletos] conhece-o um pouco e, olhando seu passado, sua parceria com Raul Seixas e outros cantores, junta-se e faz-se um brasileiro sem frescuras; recheado de contestações sobre a vida. Endeusa a bondade, o diálogo, a compreensão, a doação, paciência, verdade e muito, muito amor. Cuida das coisas do BRASIL E DOS BRASILEIROS. Um dia ainda lhe pergunto o que foi fazer na ABL. Foi dele o grito de horror qdo. aqueles paspalhos do RJ quiseram tra zer o tal inglês para dar palpites por aqui. Bom brasileiro...
http://macariobatista.blogspot.com/2010/02/paulo-coelho-abre-guerra-cont...
É um grande embusteiro, isto sim! Foi um dos mais lutou contra a pirataria. Agora que está milionário justamente por conta dos direitos autorais sai com esta baboseira. Eu que já tinha um pé atrás com ele, agora ficou com os dois. Confira-se um exemplo:
"Um de seus livros, “O Zahir” chegou a ser lançado primeiramente no Irã, para que lá pudesse ser registrada como obra local e que fossem processados aqueles que fizessem cópias ilegais do livro em língua persa".
http://telacrente.org/2011/01/11/paulo-coelho-ira-proibido/
"A propósito da proibição dos livros de Paulo Coelho no Irã (leia mais detalhes na nota postada hoje, às 7h08), é curioso lembrar que o lançamento mundial de O Zahir, em 2005, foi feito justamente no país de Mahmoud Ahmadinejad. Não exatamente pelo tamanho do mercado local ou pelo prestígio que um lançamento ali poderia dar ao escritor.
O motivo era mais prosaico: só assim, de acordo com as leis iranianas, Coelho poderia abrir processo contra os vários editores piratas locais. O Irã é um dos países em que Coelho é mais pirateado – bem, agora mais do que pirata, Coelho em persa só em edição clandestina.
Por Lauro Jardim"
http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/tag/paulo-coelho/
Na briga do Mário Sabino com o Paulo Coelho, utilizar o jornalismo de notinhas do Lauro Jardim - do Lauro Jardim!!! - como argumento só pode ser sinal de muita inocência ou malícia.
Manipular o teor de um texto, falseando o que de exato seu conteúdo contém, isto com o propósito de respaldar um comentário desairoso, é o que?
Ô, José Robson, e você acredita no radar da revista de fofocas Veja???
Concordo com tudo que o cara escreveu. Dou-lhe meu sincero apoio. Uma vez, eu li um livro dele. Nunca mais li outro e nem vou ler. Tal e qual o Jô Soares. Uma vez eu li um livro dele, mas ele pode contar quantas piadas boas que quizer, pode fazer-me estourar de rir, mas eu não vou ler outro livro dele não. Congratulações ao Paulo Coelho pelo texto, mas livro é outra coisa. Vou ler não!
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