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Para reler Murilo RubiãoEnviado por luisnassif, qua, 13/04/2011 - 00:17
Por Ricardo Queiroz Pinheiro
Publicado originalmente: http://klaxonsbc.com/2011/04/12/reler-murilo-rubiao/ "– Por acaso, o senhor gosta de carne de coelho? Trecho do conto "Coelhinho Teleco"
Murilo Rubião reescreveu várias vezes grande parte dos seus contos. Escritor mineiro da modernidade brasileira, foi dos poucos contistas nativos que flertou com o realismo fantástico, estilo de marcante presença nas letras de nossos vizinhos de lingua hispânica como Borges, Cortázar, Garcia Marquez, Fuentes, mas nem tanto por aqui. Murilo fez mais: tornou o fantástico um canal para a sua originalidade. É interessante que o mal estar dos seus personagens, suaviza a dissensão entre o real e o fantástico. O fantástico fica como a "saída" ... Eles estão deslocados, eles não se sentem no lugar, tal qual o homem "moderno" eles procuram se transformar para superar o deslocamento. É um jogo conhecido, e claro, sua literatura não se restringe a esse jogo. Ler e reler. Não quero ficar brincando de crítico literário, o conhecimento que tenho de Rubião não ultrapassa o senso comum. O passar dos anos me esclareceu o fascínio que sempre tive pelos contos do mineiro, suas epigrafes, a síntese, a precisão, e claro, os personagens fora do lugar, se transformando em "outros" ou enxergando o mundo fantástico. "Numa dessas vezes, irritado, disposto a nunca mais fazer mágicas, mutilei as mãos. Não adiantou. Ao primeiro movimento que fiz, elas reapareceram novas e perfeitas nas pontas dos tocos de braço. Acontecimento de desesperar qualquer pessoa, principalmente um mágico enfastiado do ofício." Trecho do conto "O Ex Mágico da Taberna"
Falar dos benefícios e usos da literatura soa messiânico e professoral, literatura é muitas vezes "a companhia que falta", ler um livro supera a obrigação quando percebemos que ele foi o protagonista de um momento, determinou um sentido, fez pensar, mudou um caminho. No mais a literatura é "inútil", porque nos foge. Lembrar de Murilo Rubião nesta manhã, deu um alento e uma vontade de nunca ter lido nada dele, mas me jogo no artifício que ele bem usou ao reescrever seus contos ... releio, releio ... para me sentir menos deslocado e conviver com os dragões do dia que vai envelhecer. "Usando a ambigüidade como meio ficcional, procuro fragmentar minhas histórias ao máximo, para dar ao leitor a certeza de que elas prosseguirão indefinidamente, numa indestrutível repetição cíclica." Trecho de entrevista de 1981
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Já que o assunto é "Minero", lá vem mais um:
Almoço Mineiro
Rubem Braga
Éramos dezesseis, incluindo quatro automóveis, uma charrete, três diplomatas, dois jornalistas, um capitão-tenente da Marinha, um tenente-coronel da Força Pública, um empresário do cassino, um prefeito, uma senhora loura e três morenas, dois oficiais de gabinete, uma criança de colo e outra de fita cor-de-rosa que se fazia acompanhar de uma boneca.
Falamos de vários assuntos inconfessáveis. Depois de alguns minutos de debates ficou assentado que Poços de Caldas é uma linda cidade. Também se deliberou, depois de ouvidos vários oradores, que estava um dia muito bonito. A palestra foi decaindo então, para assuntos muitos escabrosos: discutiu-se até política. Depois que uma senhora paulista e outra carioca trocaram idéias a respeito do separatismo, um cavalheiro ergueu um brinde ao Brasil. Logo se levantaram outros, que, infelizmente, não nos foi possível anotar, em vista de estarmos situados na extremidade da mesa. Pelo entusiasmo reinante supomos que foram brindados o soldado desconhecido, as tardes de outono, as flores dos vergéis, os proletários armênios e as pessoas presentes. O certo é que um preto fazia funcionar a sua harmônica, ou talvez a sua concertina, com bastante sentimento. Seu Nhonhô cantou ao violão com a pureza e a operosidade inerentes a um velho funcionário municipal.
Mas nós todos sentíamos, no fundo do coração, que nada tinha importância, nem a Força Pública , nem o violão de seu Nhonhô, nem mesmo as águas sulfurosas. Acima de tudo pairava o divino lombo de porco com tutu de feijão. O lombo era macio e tão suave que todos imaginamos que o seu primitivo dono devia ser um porco extremamente gentil, expoente da mais fina flor da espiritualidade suína. O tutu era um tutu honesto, forte, poderoso, saudável.
É inútil dizer qualquer coisa a respeito dos torresmos. Eram torresmos trigueiros como a doce amada de Salomão, alguns louros, outros mulatos. Uns estavam molinhos, quase simples gordura. Outros eram duros e enroscados, com dois ou três fios.
Havia arroz sem colorau, couve e pão. Sobre a toalha havia também copos cheios de vinho ou de água mineral, sorrisos, manchas de sol e a frescura do vento que sussurrava nas árvores. E no fim de tudo houve fotografias. É possível que nesse intervalo tenhamos esquecido uma encantadora lingüiça de porco e talvez um pouco de farofa. Que importa? O lombo era o essencial, e a sua essência era sublime. Por fora era escuro, com tons de ouro. A faca penetrava nele tão docemente como a alma de uma virgem pura entra no céu. A polpa se abria, levemente enfibrada, muito branquinha, desse branco leitoso e doce que têm certas nuvens às quatro e meia da tarde, na primavera. O gosto era de um salgado distante e de uma ternura quase musical. Era um gosto indefinível e puríssimo, como se o lombo fosse lombinho da orelha de um anjo ouro. Os torresmos davam uma nota marítima, salgados e excitantes da saliva. O tutu tinha o sabor que deve ter, para uma criança que fosse gourmet de todas as terras, a terra virgem recolhida muito longe do solo, sob um prado cheio de flores, terra com um perfume vegetal diluído mas uniforme. E do prato inteiro, onde havia um ameno jogo de cores cuja nota mais viva era o verde molhado da couve — do prato inteiro, que fumegava suavemente, subia para a nossa alma um encanto abençoado de coisas simples e boas.
Era o encanto de Minas.
São Paulo, 1934.
Retirado do Projeto Releitura.
CLCAL
Murilo Rubião saía da Imprensa Oficial, ali pertinho, e se sentava a uma mesa do Lua Nova (ou do Xok-Xok?), no Edifício Maletta, em BH, onde esperava os amigos chegarem, ou a morte.
Na mesa ao lado, ou de longe, admirávamos: Olha lá o Rubião!
"...e nossos vizinhos de lingua hispânica como Borges, Cortázar, Garcia Marquez, Fuentes..."
Lembremos também de Manuel Scorza...
Martim Assueros
Olá, São Paulo tem solução.
Compartilho movimentos culturais que vão mudar esta cidade.
Com esperança e arte, Gustavo.
http://doloresbocaaberta.blogspot.com/2011/03/nota-publica-do-coletivo-d...
http://www.brasildefato.com.br/node/6046
Quarta-feira, 13 de abril de 2011
Teatro popular contra a privatização da cultura
Grupos populares de teatro lutam para sobreviver em meio a circuito restrito e que privilegia o teatro para as elites
07/04/2011
Michelle Amaral da Reportagem
Na cerimônia de entrega de um dos principais prêmios do teatro brasileiro uma surpresa: um grupo popular é premiado e, ao invés de agradecer, realiza um protesto contra a patrocinadora do evento, a companhia petrolífera Shell.
No momento do recebimento do troféu, a atriz Nica Maria, do Coletivo Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes, jogou óleo queimado, simulando petróleo, sobre a cabeça do ator Tita Reis, que em seu discurso ironizava o patrocínio da Shell. “Nosso coração artista palpita com mais força do que qualquer golpe de estado patrocinado por empresas petroleiras”, diz o ator.
O Coletivo Dolores foi premiado com o espetáculo A Saga do Menino Diamante, uma Obra Periférica, no último dia 15, na categoria Especial do 23º Prêmio Shell de Teatro, tradicional premiação que acontece em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Apesar de aplaudida por parte do público, a cena espantou muitos presentes no local, entre eles, conhecidos nomes do meio artístico paulista. A atriz Beth Goulart, que apresentou o prêmio, indignou-se com a atitude do Coletivo. “Receberam um carinho e deram um tapa”, disse.
De acordo com Luciano Carvalho, integrante do Coletivo, a reação desencadeada já era esperada. “Se fosse significativo [o protesto], a gente sabia que iam nos criticar”, conta.
O ator explica que a oposição do Coletivo não é somente ao fato de ser a Shell a financiadora do prêmio, mas à lógica onde se insere a produção artística brasileira, em que os grandes conglomerados econômicos passam a financiar e dizer o que é ou não é arte. “As grandes empresas tornam-se reis dos estados absolutistas de hoje e dizem o que é bom e o que é ruim. É como se fosse um polvo com todos os seus tentáculos infindáveis que estão, inclusive, na cultura, porque também é espaço de construção de ideologia”, afirma Carvalho.
Privatização
O protesto foi realizado para marcar a posição contrária do grupo teatral a este tipo de premiação que, segundo o ator, promove a hierarquização e gera a exclusão daqueles que não atendem aos padrões impostos pelos que controlam o prêmio.
Tal visão não é defendida somente pelo Coletivo Dolores. Grupos de teatro popular e comunitário alertam para a forma como está estruturada a política cultural no Brasil. “Esse tipo de prêmio expõe a maneira como essa área cultural e artística do nosso país está privatizada”, alerta Jorge Peloso, do Impulso Coletivo, grupo teatral de São Paulo.
A privatização do fazer artístico e a consequente exclusão gerada por ela são apontadas pelos atores como resultado da Lei Rouanet, instrumento do Ministério da Cultura (MinC) criado em dezembro de 1991 durante o governo Collor, que possibilita o financiamento das atividades culturais pela iniciativa privada em troca de incentivos fiscais. “É evidente que essas empresas vão escolher para financiar o espetáculo que lhes convém. Ganham muito mais, porque além de ter desconto no imposto de renda, ainda promovem suas marcas através de prêmios como este”, descreve Tita Reis, ator do Coletivo Dolores.
Para Carvalho, é necessário “tirar das mãos dos gerentes de marketing das empresas” o controle sobre o financiamento das produções artísticas e criar-se políticas públicas que contemplem todos os grupos.
Tramita no Congresso desde dezembro de 2009 a proposta de remodelação da Lei Rouanet. Trata-se do projeto de lei para criação do Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura (Procultura) que, segundo defende o MinC, democratizará o acesso a financiamentos, prevendo o repasse direto de recursos públicos para projetos que não interessam ao marketing das empresas.
Nos últimos dois anos houve intenso debate sobre o projeto. Grupos populares alertam que não adianta fazer modificações na lei se não for corrigido o seu erro de concepção: conceder dinheiro público a empresas privadas. Na visão deles, para além de aumentar os recursos públicos, é necessário acabar com a renúncia fiscal.
Circulação das artes
Segundo Peloso, enquanto os financiadores da arte destinam seus recursos em prol de seus interesses econômicos, os coletivos que trabalham com linguagem social e nas periferias têm de enfrentar inúmeras dificuldades para sobreviver e realizar o trabalho artístico.
Um exemplo é o Movimento Popular Escambo Livre de Rua, que reúne vários grupos artísticos e realiza espetáculos em comunidades do Ceará e Rio Grande do Norte. O ator Mac Thiago, do Coletivo Cabeça de Papelão, que integra o Escambo, explica que o movimento é feito por grupos autônomos que não têm financiamento de governos. “A gente tenta ao máximo possível viver da rotina do teatro de rua, através de artes circenses e rodadas de chapéu”, relata.
No entanto, o ator pondera a necessidade da distribuição do orçamento destinado à cultura de forma igualitária. “Hoje existem alguns editais das secretarias de cultura e do MinC, mas contemplam poucos grupos. Muitos coletivos de teatro acabam falindo, porque não têm incentivo suficiente para se manter”, descreve.
Jorge Peloso também defende que sejam criadas políticas públicas de difusão cultural que, além de fomentar os espetáculos e os trabalhos dos grupos populares, viabilizem a circulação das artes de modo a chegarem às periferias das cidades, no contrafluxo da atual lógica cultural, em que o fazer artístico está localizado nos centros urbanos.
Apesar de ser contrário a este tipo de premiação, o Coletivo Dolores decidiu receber o prêmio que, além de um troféu, lhe conferiu R$ 8 mil. De acordo com nota do grupo, “esta é uma forma de restituição de uma ínfima parte do dinheiro expropriado da classe trabalhadora”.
Texto lido pelo Dolores durante a entrega do Prêmio Shell:
Mais sobre o assunto:
Entrevista com Boca Aberta: Não existem heróis
http://doloresbocaaberta.blogspot.com/2011/03/nota-publica-do-coletivo-d...
http://www.brasildefato.com.br/node/6045
Quarta-feira, 13 de abril de 2011
Entrevista com Boca Aberta: Não existem heróis
Entrevistas
Espetáculo premiado retrata a saga humana e se opõem à eleição dos melhores
07/04/2011
Michelle Amaral Da Reportagem
O espetáculo A Saga do Menino Diamante, uma Obra Periférica, com o qual o Coletivo Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes foi premiado na 23ª edição do Prêmio Shell de Teatro, se opõe justamente a este tipo de premiação, em que se elegem os melhores de determinada categoria.
Em entrevista ao Brasil de Fato, dois integrantes do Coletivo Dolores, Luciano Carvalho e Tita Reis, falam sobre a trajetória do grupo, os objetivos da peça e o fato de terem sido premiados. De acordo com eles, o espetáculo defende que a eleição dos melhores em todos os setores da sociedade serve como instrumento de perpetuação do capitalismo, porque cria hierarquias e gera exclusão.
Os atores contam que a decisão de receber o prêmio veio após um longo debate, que demandou também a necessidade de marcar a posição contrária a este tipo de eleição. Por isso, realizaram o protesto em que a atriz Nica Maria jogou óleo queimado, simulando petróleo, no ator Tita Reis, que segurava o prêmio e fazia um discurso contra a patrocinadora do evento, a companhia petrolífera Shell.
Do que trata o espetáculo A Saga do Menino Diamante, com o qual vocês foram premiados?
Luciano Carvalho: O espetáculo A Saga do Menino Diamante é a saga da aventura humana, tendo a humanidade como o principal construtor de histórias. É uma tese materialista dialética que vai pegar como recorte histórico a construção das cidades em um período de aproximadamente cinqüenta anos e geograficamente o Brasil. Praticamente a construção de São Paulo, a construção de Brasília, a construção das grandes cidades brasileiras. Nós defendemos a tese de que o indivíduo é uma criação social. Não é o indivíduo que cria a sociedade, é o contrário. A gente inaugura a cidade no indivíduo e apresenta também que a cidade é o capital em movimento, o capital a construiu, não é só a expressão do capital, ela é o capital. E vendemos esse capitalismo em uma relação social. São trinta e três pessoas em cena. Realizamos a migração de trabalhadores, operamos a construção de uma favela, junto com o surgimento da indústria automobilística, e temos um paralelo importantíssimo no Menino Diamante, que está embutido no nome A Saga do Menino Diamante. É um título heróico, o menino diamante, o indivíduo que brilha. E a Saga é justamente o contrário. A gente coloca um título falso, queremos mostrar justamente o oposto disso. Não há herói, não existe menino diamante. Isso não só na Saga, estamos dizendo que não há na vida, os heróis são eleitos por uma estruturação sócio-cultural e hierárquica. E isso é importante, principalmente na cultura do capital e fundamental na estrutura dos dois últimos atos da Saga, onde uma classe domina a outra, criam-se hierarquias e ter os melhores em todos os setores acaba sendo muito importante.
Se a Saga mostra exatamente que não existem os melhores e critica esse tipo de eleição, por que vocês acham que foram premiados?
Tita Reis: Isso é até esquisito para a gente. Fomos indicados em dois prêmios: um da Cooperativa [Paulista de Teatro], em cinco categorias, e o Prêmio Shell. A gente tem uma posição contrária à meritocracia, a medir a arte, premiar certa arte e recusar outra. E agora, o que a gente faz? No da Cooperativa a gente foi receber com o Armando Boas Praças, que é o nosso político fictício. É um espaço onde vários outros grupos se impunham, então a gente acha que tinha que fazer esse debate com eles. Agora, o Shell para a gente era incabível ir lá simplesmente receber o prêmio. Não tinha como receber esse prêmio com esse espetáculo. E o que a gente ia falar para as pessoas? Ao mesmo tempo que para nós é bom saber que agora estão olhando para isso, se a gente falasse simplesmente que não ia, dariam o prêmio para outro grupo. Não marcaria uma posição referente a esse tipo de premiação e à Shell, então, resolvemos ir, mas tínhamos que chegar lá e dar um recado.
E como nasceu a idéia do protesto?
Tita Reis: De um longo debate de um mês ou mais. O que fazer? Como fazer? E pensar o que ia gerar depois, se vale a pena. A gente teve várias ideias: ir com o macacão da peça, espalhar óleo no lugar. Até chegar a construir essa cena que era de alguém ir receber o prêmio, congelar, outro derrubar óleo sobre a cabeça e falar o texto que a gente elaborou coletivamente. E a gente não sabia no que isso daria.
E como foi a reação dos presentes na premiação?
Tita Reis: Foi engraçada. Teve gente que criticou a gente ter dado uma paulada na burguesia, apesar de nem ter sido um tapa. Mas é engraçado, porque a gente vive na periferia recebendo porrada e ninguém fala disso.
Luciano Carvalho: A reação desencadeada já era esperada. Se [o protesto] fosse significativo, a gente sabia que iam bater. Mas teve gente para caramba que aplaudiu.
Mais sobre o assunto:
Teatro popular contra a privatização da cultura
http://doloresbocaaberta.blogspot.com/2011/04/o-coletivo-de-video-popula...
http://www.youtube.com/watch?v=9hawUdNNbN0
"Favela Atitude & Dolores Boca Aberta de Artes" - Ato 1
Não devemos nos esquecer, ao falarmos de realismo fantástico, do goiano José J. Veiga.
Não devemos nos esquecer do goiano José J. Veiga, ao falarmos de realismo fantástico.
Tive a honra e o prazer de entrevistar Murilo Rubião num bar lá no Maleta, em BH. Inesquecível! Acho absurdamente genial a solução que ele encontrou para livrar o ex-mágico da Taberna Minhota do fastio de seu ofício... mas não vou contar, é claro, para não estragar a surpresa dos futuros leitores do Rubião.
joserezendejr
Camaradas,
muito legal compartilhar com vcs do prazer de ler/reler e descobrir/redescobrir Murilo Rubião. Inveja José Rezende de sua entrevista com o mestre...
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