Para futuros historiadores entenderem o fenômeno Lula

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Nas próximas décadas, muitos historiadores e cientistas sociais se debruçarão sobre o perfil de Lula, para entender as nuances políticas e pessoais que determinaram sua trajetória - especialmente no intenso período entre a primeira eleição e o segundo mandato, passando pelo "mensalão".

Lula assumiu cercado por grupos dintintos de aliados: os sindicalistas, os militantes de esquerda do partido e os amigos próximos, não sindicalistas.

O relacionamento com o primeiro grupo é conhecido: bate boca, xingamentos, abraços, rude franqueza e um senso de lealdade e amizade insuperáveis.

Com o segundo grupo, liderado por José Dirceu, sempre houve um relacionamento tenso, de aliados eventuais. No início do governo Lula, aliás, Dirceu se comportava quase como um governo paralelo. E Lula suportava devido à inegável importância de Dirceu para o enquadramento do arquipélago PT no detestado e, muitas vezes inevitável, centralismo democrático.

Já o terceiro grupo, de amigos pessoais e independentes, o relacionamento político terminou - apesar do afeto evidente de Lula por eles - quando impediu frei Beto de morar no Alvorada e, mais tarde, afastou jornalistas amigos do trabalho de assessoria direta.

O surpreendente nessa história é a possível visão que o segundo e terceiro grupo tinham de Lula.

Para o segundo grupo, Lula não passava de um classe média do ABC, mais preocupado em comprar um carrinho novo do que em mudar o país. Já alguns do terceiro grupo julgavam que poderiam mudar o Brasil... através de Lula, como se o amigo não tivesse ideias próprias e fosse sugestionável.

Nao os culpe por esses erros de avaliação.

Lula sempre procurou se colocar acima das quizilas do PT, para atuar como poder moderador. Deixava o pau comer e depois se apresentava como a figura acima das disputas. Provavelmente devido a essa posição, pode ter passado a impressão de que se contentaria em ser uma figura decorativa.

Já com o terceiro grupo jamais se envolveu em grandes discussões, dada sua condição de amigos pessoais sem pretensões político-partidárias. Contentava-se em contar com seu afeto e beber nas suas informações. Mas certamente o desgostava o uso das prerrogativas de amigo para discutir as grandes questões nacionais. Lula é de muito ouvir mas não tem tempo para as tertúlias de intelectuais, dos questionamentos infindáveis. Quando decide, decide e passa para o tema seguinte.

Depois do terremoto do "mensalão", Lula se desvencilhou dos dois últimos grupos e passou a se aproximar de pessoas com quem, no início, mantinha uma relação rigorosamente formal.

Uma delas foi Franklin Martins. Um ex-assessor, amigo de Lula me dizia que Franklin era a única pessoa, do convívio diário, que não levava os famosos "esporros" de Lula. Ambos se tratavam por "senhor", "senhor presidente" para cá, "senhor ministro" para lá. Ficaram grandes amigos depois. E, em reconhecimento, Lula se refere a Franklin como "meu Pelé". No governo, a relação foi estritamente formal.

Outra relação rigidamente formal foi com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Acabaram se tornando grandes amigos posteriormente, amizade forjada na batalha do segundo governo.

Lula preza imensamente as relações pessoais e o sentido de lealdade pessoal. Dilma é um perfil mais tachteriano de olhar as pessoas - políticos, aliados, jornalistas - como peças do jogo, a quem recorre ou deixa de lado de acordo com as circunstâncias. Não é de se importar com melindres que possa causar. A cada dia que passa, há mais pessoas acumulando mágoas de Dilma. Se não vier a enfrentar crise política mais grave, ela poderá esnobar os ressentimentos.

Lula será sempre amado (ou odiado); Dilma, respeitada.

A formação política de ambos explica parte dessas diferenças: Lula moldado nas lutas sindicais e nas campanhas eleitorais; Dilma na guerra implacável da clandestinidade.

Lula é extremamente afetivo. Daí a razão de, no futuro, se quiserem de fato saber o que foi o governo Lula, os historiadores terão que mergulhar nesse universo de relações afetivas que o acompanhou até pelo menos o fim do primeiro mandato. E com o qual rompeu exclusivamente por obra e graça desse assessor dos grandes momentos, o Sr. Crise. No caso, manifestando-se através do "mensalão".

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51 comentários
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Assis Ribeiro

Para quem não frequanta os meandros fica a curiosidade.

De que lado estavam, Dirceu, Carvalho, Gushiken e Mantega?

 

Assis Ribeiro

 
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Diego Augusto Queiroz

Acho que Dirceu mantém um governo paralelo até hoje.

 
 
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Ricardo Lopes

... e de que lado esteve LULINHA TELEMAR ??

 
 
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Christiano Pereira de Almeida Neto

Dependendo da idade, no colo do pai, da mãe, dos tios, da namorada. Escolha, ora pois!


 

 
 
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Celso Reis

O Lula tem carisma e é um político de mão cheia. Mas boa parte dos votos do Lula e que resultaram na vitória dele na eleição de 2002 (1º mandato), foi devida à rejeição ao período FHC e ao então candidato Serra.

 
 
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Cláudia Stefani

E ele foi reeleito por que mesmo?

 
 
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Clever Mendes de Oliveira

Cláudia Stefani (quinta-feira, 09/02/2012 às 14:14),


Não sei se houve no seu comentário uma ponta de crítica ao comentário de Celso Reis de quinta-feira, 09/02/2012 às 13:54. Se eu entendi certo seu comentário, diria que não vi razão para a crítica.


Há um comentário muito bom deChico Pedro enviado na quinta-feira, 09/02/2012às- 15:26  que consta ainda nesta primeira página deste post “Para futuros historiadores entenderem o fenômeno Lula” de quinta-feira, 09/02/2012 às 14:55, mas que deve ir para a segunda página. Há para o comentário uma crítica muito boa de JB Costa enviada quinta-feira, 09/02/2012 às 15:52. Crítica para a qual Chico Pedro manda a sua réplica. Crítica de JB Costa e réplica de Chico Pedro que já estão na segunda página e merecem uma leitura mais atenta.


Faço essas referências porque o comentário de Chico Pedro transformou-se no post Os sindicalistas e a gestão pública” de quinta-feira, 09/02/2012 às 16:07 e para lá você enviou quinta-feira, 09/02/2012 às 17:00 um comentário também com uma boa crítica ao texto de Chico Pedro. O  post “Os sindicalistas e a gestão pública” pode ser visto no seguinte endereço:


http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/os-sindicalistas-e-a-gestao-publica


Fiz junto ao seu comentário outro elogiando-a.


Clever Mendes de Oliveira


BH, 010/02/2011

 
 
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Fuhgeddaboudit™

Aos Historiadores que quiserem ser imparciais:

Me parece que o sentimento por FHC não teria sido, BEM, uma AVERSÃO no sentido exato da palavra. O sentimento era um tanto quanto ...... do contrário, não teria endosado o "Fator Previdenciário", que, pelos prejudicados, tanto quanto FHC, no íntimo, detestava. Aí, o seu "sentimentalismo" não aflorou, ao contrário do que contemplava os "companheiros sindicalistas", que empregou, com régios salários, no Governo e nas Estatais, em cargos para os quais não tinham a menor qualificação (a mídia informou os conceitos e os números aqui citados e não houve réplica por parte de Lula). Diretamente fez isso por uns 800 sindicalistas que, sem ele saber, ou fingir "que não sabia", "trabalharam silenciosamente", com sucesso, para o número chegar próximo aos 10.000. Aliás, Lula sempre defendeu (e se gabava disso) "a alternãncia do poder nos Sindicatos" e, sssim, eles precisavam ser acolhidos em algum lugar confortávrel, para não terem que voltar a ver os companheirods em suas empresas de origem. A VERDADE DÓI, MAS, É VERDADE"

AVE DILMA, A ESTADISTA !!!

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

 
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Jalorix

Veja bem, o seu comentário enquanto uma arrazoado de ideias dentro de um contexto simplista de análise superficial da realidade cotidiana, é apenas um amontoado amorfo de cognitivas formações cerebrais sem fundamento racional. Porém, sua intruncada formalização das ideias na passagens destas para o modo missivo, nos faz pensar se tem alguma utilidade e concluir que nenhuma, apenas a do próprio missivista em pensar que tem valor.

 
 
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abdalah abdulah

humm... bem falado.

mas foi isto mesmo que vc quiz dizer?

 
 
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Fuhgeddaboudit™
 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

 
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divaldo

Inconformismo eu vejo na grande maioria de comentaristas que não sobem e nem descem do muro e ficam a meio caminho de uma análise clara do que vem a ser o fenomeno Lula. É tão simples classificá-lo; ele é uma mescla de tudo o que disse o Nassif, claro, para bom e para cada situação ele tem uma vertente, um modus-operandis que através do convivio e conversa pacíficos,  procura contornar as diversidades entre ele, Lula e o interlocutor, daí a máxima Lula paz e amor. A elite, não entende este tipo de relacionamento porque se abstrai na prepotencia, no dominio da opinião e impõe condições de sentimento de inferioridade ao seu oponente, daí a arrogancia característica desta classe que mais amelha sentimentos de revolta que de compreenção. Esta classe me parece não entender o Lula porque o seu procedimento não permite apreciar sequer o modo do Lula, assim ser. Tudo tem que ser na porrada e para contradizê-los tem que usar o eufemismo no procedimento, tudo bem soft, macio, sempre subserviente. 

 
 
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Jo Rolex

O tão alardeado enquadramento petista realizado pelo presidente Lula nada mais é que o mesmo ocorrido em qualquer esfera de poder desde sempre, sem jamis ter sido contestado por se tratar do mais corriqueiro dos movimentos da política.

Como o poder foi conquistado por um semi letrado sindicalista retirante nordestino então escandalizou-se a prerrogativa de nomeação de aliados do governo petista. Os outros podem.

Para justificar o absurdo,  desqualificam-se os quadros, sindicalistas incompetentes.

Mas vamos ao X do problema: quem conseguiu melhores resultados antes na história deste país?

Vão chorar em outra freguesia.

 
 
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JB Costa

Celso,

Acabastes de descobrir a pólvora. Um político num primeiro pleito recebe votos de duas fontes: dos que o simpatizam ou então daqueles que ojerizam o lado contrário. 

Como bem frisa a Claúdia logo abaixo, a sua reeleição é que comprova sua consolidação como um dos maiores líderes políticos do continente em todos os tempos. 

E para fechar com chave de ouro, ainda "elege" um poste(segundo seus inimigos) em 2010. Coisa raríssima, porque muito difícil. 

Tenho por mim(não tenho dados empíricos) que muito da popularidade da Dilma ainda pode ser creditada a ele.

 
 
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Clever Mendes de Oliveira

Celso Reis (quinta-feira, 09/02/2012 às 13:54)


Concordo em muito com você. Acrescentaria que muito da rejeição de José Serra em 2002 foi decorrente do esforço que ele fez para destruir Ciro Gomes. Os votos dos eleitores de Ciro Gomes , automaticamente iam para Lula. Na eleição de 2010 José Serra evitou fazer uma campanha contra Marina semelhante a que ele fizera contra Ciro Gomes em 2002.


Clever Mendes de Oliveira


BH, 010/02/2011

 
 
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Cláudia Stefani

Muito bom.


E Lula está curado!


Espero que agora, mais tranquilo em relação à saúde, possa repensar o direcionamento que está sendo dado à campanha pela prefeitura de São Paulo. Porque Lula é, de fato uma pessoa extremamente afetiva, que realmente pensa no melhor para o país e seu povo e, por isso, não deixa espaço para invejas e mesquinharias - muito diferente daquele outro cujas intenções são para lá de suspeitas e que adora operar nos bastidores.


Então, que pense bem, mas muito bem, antes de enfiar Haddad numa gelada, sacrificando um dos melhores quadros do PT, em uma aliança estúpida com um traste de vigésima quinta categoria como Kassab.


 

 
 
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Francisco bt

Quem governará será o Haddad.

 
 
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Tania Gomes

Meu primeiro voto em São Paulo. Nunca anulei um. Em Santa Catarina tive de decidir

entre o ruim e o horrível. Não precisamos desse tr... senhor "como" aliado!

 
 
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Marco Antonio L.

Lula está entre os 3 maiores e melhores Presidentes que o mundo teve em toda sua história. SÓ ISSO. São aquelas pessoas que se tornaram líderes e que mudaram o planeta para melhor. Daqui a 7 anos Dilma entrará para os 4 maiores e melhores da história também.

 
 
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Jorge Nogueira Rebolla

É melhor ouvir o zurro que ser acometido pela surdez...

 
 
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Roberto Veiga

Acho que nem mesmo um dos inumeros puxa-sacos que o ex-presidente tem na academia ousaria tanto.

 
 
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Ari

Bããão Nassif,

Neste contexto, acho interessante a abordagem de Maria Rita Kehl:

"Houve uma desmobilização e o próprio estilo de governar do Lula contribuiu para isso. “Deixa que eu cuido... calma, gente, as coisas não podem ser tão rápidas...

... Mas, politicamente, ele se colocar como um “pai” – aí vem aquela história... a gente não pode sempre dizer sim para os filhos."

http://www.brasildefato.com.br/node/8544

 
 
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Cláudio Freire

Cláudia Stefani, por favor, detalhe melhor essa sua afirmação ("E Lula está curado!"), ok. Quais novas informações voce tem sobre o tratamento dele?

 
 
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Cláudia Stefani

http://www.redebrasilatual.com.br/temas/politica/2012/02/lula-estaria-curado-do-cancer

 
 
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Ari

Opinião da própria Dilma sobre Lula:

A presidenta definiu Lula como uma pessoa competente na administração, mas também muito doce, suave, afetiva. “Ele cria isso, cria um envolvimento com as pessoas muito forte. Além disso, tem uma qualidade que é um enorme senso de humor. Isso tem um requisito, que é ser inteligente pra rir de si mesmo. Apesar de ser extremamente exigente, também é muito afetivo. Fica muito fácil trabalhar com ele”.

http://maisvoce.globo.com/MaisVoce/0,,MUL1650608-18173,00.html

 
 
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edna baker

Eu tive a grande chance, durante campanha para presidente de receber dele um abraço. Não tem nada melhor!! Aproveitei e beijei-lhe as mãos. Linda lembrança!!

 
 
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Cláudio Freire

Cláudia, voce acaba de chamar atenção para a que é a melhor notícia do dia!! Espero que seja confirmada. Valeu.

 
 
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Jofran Oliva

A queda de José Dirceu devido ao episódio "mensalão", foi uma benção para Lula que passou a enfeixar todo o poder em suas mãos, revelando-se um baita gestor e um verdadeiro Midas, transformando em ouro os principais projetos do governo: reduzindo a pobreza e aumentando significativamente o contigente de famílias na classe média e na sociedade de consumo, fazendo dessa maneira girar a economia brasileira.

 

Jofran Oliva

 
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alfredo machado

Caro Jofran Oliva:


Em minha opinião, a confusão do mensalão, que pegou José Dirceu em cheio, não foi uma benção apenas para Lula, mas para o país, pois ali estava o sucessor natural deste fenômeno político chamado Lula. Qualquer comparação entre um possível desempenho do político no comando do patropi, com o demonstrado até aqui por Dilma Rousseff cairá no vazio, restando pros fanáticos um exercício de futurologia repleto de “eu acho”.


Sobre o motivo do post, Lula perante a história, repito o que já disse anteriormente – acredito que ele será o único presidente brasileiro a ser citado nas escolas e lembrado por todos daqui a 50 ou 60 anos, é um caso à parte, como também é Getúlio Vargas.


Um abraço

 
 
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Jofran Oliva

Concordo com você Alfredo, a benção foi também para o país, e de minha parte espero que José Dirceu não volte mais ao cenário político.

 

Jofran Oliva

 

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