Para entender a estratégia Lula-Dilma

Apesar de surpreender a gregos e troianos, a estratégia política de Lula-Dilma Rousseff é relativamente fácil de desvendar.

A primeira peça do jogo é não imaginar Dilma dissociada de Lula. Não existe hipótese para ciumeiras, rompimentos. A diferença de estilo entre ambos não é semente para futuras disputas, mas peça essencial na sua estratégia.

Primeiro, vamos às afinidades políticas e à continuidade de ambos os governos.

  1. Ambos são sociais-democratas. Não se exija perfil revolucionário, nem mesmo estatizante, embora estejam longe de se constituir em neoliberais.
  2. São políticos focados em resultados sociais, como peça central de legitimação política, Dilma dando mais atenção à gestão, Lula à política (mesmo porque tinha Dilma para cuidar da gerência).
  3. Na política econômica, a prioridade absoluta é o controle da inflação. Câmbio, desindustrialização, juros, é resto. E resto é resto. Embora Dilma tenha formação desenvolvimentista, a realpolitik se sobrepôs às demais prioridades. Se a crise internacional piorar, pode criar vulnerabilidades nessa parte da estratégia.
  4. No plano político, a lógica não é do confronto, mas da soma. Dilma aprendeu com Lula a dividir os contrários em dois grupos: os adversários e os inimigos. O primeiro grupo é para ser cativado ou cooptado.

Diferenças periféricas

As diferenças de estilo entre Lula e o Dilma são periféricas, embora importantes na montagem da estratégia política. No plano econômico e ideológico, são governos de continuidade.

Muitos analistas – à direita e à esquerda – tomam a nuvem por Juno, as diferenças periféricas pelas essenciais. E acabam se confundindo na análise do governo Dilma e de sua estratégia política.

Os fatores utilizados pela velha mídia para desgastar Lula (fazendo muito barulho, embora influenciando apenas 5% do eleitorado) são desimportantes e nada tem a ver com as peças centrais de sua política.

No plano político, nos últimos anos  desenterrou fantasmas da guerra fria que se supunham extintos desde os anos 60. Na diplomacia, a questão iraniana. Na política interna, o pesado véu de preconceito contra Lula e o enfrentamento nos últimos anos. As críticas contra as políticas sociais foram devidamente enterradas pelos fatos.

Ao assumir, sem comprometer os pontos centrais de sua política, Dilma definiu um estilo diferente de Lula na forma, embora muito similar no conteúdo – inclusive surpreendendo os que supunham que partiria para um confronto direto com adversários.

Colocou a questão dos direitos humanos como foco da diplomacia, deu atenção a FHC, compareceu ao aniversário da Folha, nos últimos dias convidou jornalistas brasilienses para conversas no Palácio, respondeu rapidamente às denúncias consistentes.

Completa-se assim a estratégia.

Dilma se incumbe do establishment, que rejeita Lula. No plano midiático, blogosfera para ela é como a Telebrás – serve apenas para ajudar a regular a mídia. O mesmo ocorre com movimentos sociais e sindicatos.

Já Lula garante os movimentos populares, o sindicalismo, a blogosfera e a ala esquerda. E estende sua sombra sobre os adversários. Se endurecerem muito com Dilma, entra na briga. Se Dilma não se sair bem no governo, ele volta.

Perto dessa estratégia, a oposição só tem perna de pau: um guru que ensarilhou as armas – FHC -, um político esperto mas sem ideias – Aécio Neves – e um desatinado – José Serra.

Cumprir-se-á o vaticínio do sábio José Sarney, de que a nova oposição sairá das entranhas do governo.

Linhas programáticas

Em relação à continuidade, é importante não confundir algumas linhas de ação que permanecem as mesmas desde o governo Lula – mas que têm dado margem a confusões..

A primeira, o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Criou-se a ideia de que, com Lula, a Telebrás assumiria todo o trabalho de levar a banda larga até a última milha (a casa do ccidadão). Nunca foi essa a ideia. A Telebrás foi ressuscitada com o objetivo de levar linhas de transmissão ligando cidades, atendendo provedores independentes, fortalecendo as linhas de transmissão, mas sem a pretensão de atuar no varejo. A possibilidade de atuar no varejo foi acenada apenas para demover as resistências das operadoras em aderir ao plano.

Não significa que seja um bom plano. 300 mb de tráfego por mês a 35 reais é brincadeira. Tem que se aprimorar a negociação. Mas a estratégia de amarrar as teles a compromissos de universalização é correta.

O segundo ponto é a chamada "lei dos meios". Criou-se a ideia de que o projeto de Franklin Martins imporia limites aos abusos da mídia. A radicalização de Franklin foi muito mais no discurso do que propriamente nas propostas. A não ser a questão limitada da propriedade cruzada, o projeto era muito mais uma defesa dos grupos nacionais contra as grandes corporações internacionais e as teles.

A cegueira da velha mídia a impediu de entender a lógica do plano. 

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102 comentários
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José Antônio Araújo

É isso aí Nassif!!! Não precisa complicar, o simples é sempre melhor, mas as pessoas têm dificuldade de enxergar o óbvio na simplicidade. 

Um abraço,

 

José Antônio

 
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Wilson Melo

Simples e direto, José Antonio, assino embaixo. A propósito, tem gente que é lenta, né?

 

No habsburgo dos outros é refresco.

 
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Marcia

Apoiadíssimo José Antonio.

 

Essa análise de LN  está corretíssima, ao meu ver.

 

Um abraço.

 
 
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igma

Na contra mão de todos, pessoalmente discordo da análise, penso que esta história de papéis bem desenhados para cada um é uma dinâmica de descobertas de lacunas e oportunidades. Lula entra para reforçar Dilma nquilo em que ela vem se mostrando limitada e Dilma avança no que é melhor que Lula, o resto são as acomodações porque o projeto político é o mesmo e eles são parte do mesmo grande projeto. O aspecto negativo da análise é que a lei da mídia é vista não como uma necessidade maior da democracia brasileira, mas uma estratégia para manter o status quo dos oligopólios do Brasil contra os gringos. Se o propósito foi este, então isto seria abjeto. Portanto discordo disto também. Acho que a lei não foi em frente porque enfrenta forte resistência e não teve o suporte da sociedade, como ocorreu na Argentina, onde as universidades se mobilizaram.

 
 
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luisnassif

Mas é assim mesmo como você relatou. Não se trata de um plano de laboratório, mas de uma sucessão de gestos e acomodamentos respondendo às circunstâncias.

 
 
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Clever Mendes de Oliveira

Igma (Domingo, 24/07/2011 às 10:01),

Ia dizer que não via muita diferença entre o que você disse e o que o Luis Nassif escreveu, mas vejo que o Luis Nassif mesmo no comentário de domingo, 24/07/2011 às 16:07 já esclareceu isso. É claro que há ocupações de lacunas e oportunidades que são ocupadas de acordo com o estilo do governante. Não se pode esperar que Dilma Rousseff, sem nenhum carisma, venha digladiar com a grande imprensa do mesmo modo que Lula digladiava. Ali onde Lula ia, à vontade, falar diante dos operários que o que existia era campanha da imprensa contra o governo do PT, a Dilma Rousseff vai atender a mídia, substituindo todos que ela acusa. Se o modelo que ela adotar não der ibope, então ou ela muda o modelo ou deixa por conta de Lula a próxima etapa.

Já falei sobre isso várias vezes aqui no blog de Luis Nassif, mas como meus comentários estão em posts dispersos vou trazer dois posts no blog de Alon Feuewerker onde eu tratei sobre as diferenças entre Lula e Dilma Rousseff.

Em princípio de fevereiro deste ano, eu aproveitei o post "O custo de um estilo" de terça-feira, 08/02/2010 no blog do Alon Feuerwerker para expor algumas idéias sobre a necessidade de ter cuidado na análise do estilo do governante. No início do primeiro comentário enviado segunda-feira, 14/02/2011 às 22h11min00s BRST, eu lembrava que "Liderar uma nação é um grande empreendimento de marketing". E no final deste primeiro comentário eu dizia que:

"É certo então que salvo no estilo, as mudanças nas lideranças de um país não causam mudanças tão profundas na máquina pública, na política externa e nem na infra-estrutura econômica. Como diz o ditado francês (ou talvez o dito do francês Jean-Baptiste Alphonse Karr, conforme saiu no jornal dele em janeiro de 1849): "plus ça change, plus c'est la même chose" ou no romance "O leopardo" de Giuseppe Tomasi Di Lampedusa, conforme dito por Tancredi para o príncipe de Salina, Dom Fabrizio, como justificativa para se ter juntado aos combatentes italianos desejosos de unificar a Itália como República: "Se queremos que tudo fique como está, é preciso que tudo mude"."

O link para o post "O custo de um estilo" é:

http://www.blogdoalon.com.br/2011/02/o-custo-de-um-estilo-0802.html

Enfim, mesmo mudanças de conteúdos não produzem tantas alterações como às vezes pensamos que deveriam (ou teriam a possibilidade de) ocorrer.

Em post mais recente, "Probabilidade nula" de domingo, 17/07/2011, Alon Feuerwerker critica Lula por criticar a imprensa, pois enquanto Lula critica a imprensa, Dilma Rousseff atende as críticas da imprensa tanto no caso das denúncias no Ministério de Transporte como no caso do aumento do patrimônio de Antônio Palocci.

O link do post é:

http://www.blogdoalon.com.br/2011/07/probabilidade-nula-1707.html

Em meus comentários para o post, aproveitando a piada que Alon Feuerwerker contou para mostrar que Lula estava errado - segundo Alon Feuerwerker, Lula parecia com o homem que procurava na parte iluminada do salão a moeda que ele perdera na parte escura, pois na parte iluminada era mais fácil procurar - eu dizia para Alon Feuerwerker que ele não deveria procurar Lula no lugar em que a Dilma Rousseff estava nem a Dilma Rousseff no lugar em que Lula estava ou estivera.

Lula e Dilma Rousseff possuem estilos diferentes. Estilos tão diferentes que só podem ser desempenhados pelo mesmo autor se ele for um bom interprete, mas cada político procura encontrar o estilo que ele tem melhores condições de desempenhar. Aliás, para fazer sucesso na política um ator tem de ser primeiro um mau intérprete, ou pelo menos um intérprete que saiba desempenhar um só papel.

Clever Mendes de Oliveira

BH, 25/07/2011

 
 
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Fuhgeddaboudit™

Resumo da Ópera: teremos LULA candidato, novamente, em 2014. 

PROBABILIDADES / LEI DOS GRANDES NÚMEROS - Teorema de Bernoulli (não falha nunca)

Aposto R$ 1,00 contra R$ 1.000.000,00.

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

 
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Fuhgeddaboudit™
Re: Para entender a estratégia Lula-Dilma
 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

 
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Rogerio0512

Apostar nisso é de certa forma pessimismo.

 
 
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Mario Blaya

eu prefiro esperar mais 06 meses para comentar sobre isso!

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." Max Frich

 
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Marco Santo

Blaya: só para contrariar:  espere mais 44 meses. Depois comente..........

 
 
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wpsilva1957

44 meses é pouco....

Creio que deva esperar + 44 anos, talvez na outra vida o Blayyyyyaaaaaa consigo compreender.

 
 
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Antonio Esteves

Prezado Blaya .

A relação Dilma-Lula é exatamente como "nós" sempre sonhamos.

Para a infelicidade da oposição, é extamente como "eles" nunca queriam que fosse.

Simples , não ?

 

 

Antonio José Esteves Amorim

 
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alexandre toledo

 È pior que isso p\ eles... essa estrategia faz eles (PIG e oposição raivosa) achar que é como eles queriam, quando na verdade é como o povo e o Brasil querem .. ou seja o PIG e a oposição raivosa vão continuar na mesma atuação que cada vez mais os afatam doi poder

para mim parece brilhante...

 

alexandre toledo

 
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Otaviani

Concordo com voçe Blya,vou esperar mais 6 meses,mas 6 meses porque eu acho um bom tempo e é esta a minha opinião.minha concepção e ponto final.

 
 
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Antônio CDS

Blaya,

Há oito anos que vc dá com os burros n'água.

Vai esperar o que mesmo? Um meteoro cair na Terra?

 
 
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Kadu Roesler

Lula e Dilma são mesmo craques. É bom ter gente séria na presidência, o país tava precisando.

 
 
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Jayme

Nassif,

Uma pequena observação (e não deixa de ser uma provocação): se "prioridade absoluta é o controle da inflação", eles não podem ser definidos como sociais-democratas.

 
 
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Aleandro Chavez

Também não dá pra dizer que ela está longe de ser neoliberal, quando está prestes a promover a concessão dos aeroportos para a iniciativa privada, o que é uma espécie de privatização, ainda que não envolva a venda de ativos.

Há algum país socialista onde os aeroportos são explorados pela iniciativa privada?

Há algum país onde os aeroportos sejam explorados pela iniciativa privada que não seja capitalista?

 
 
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Anonimo

[ promover a concessão dos aeroportos para a iniciativa privada] Leia por aqui post em que o governo tenta recuperar dinheiro que emprestou para banco que faliu e saberás que o modo petista não é doando patrimônio, mas apenas cedendo por um tempo para que iniciativa privade cuide enquanto atende outras prioridades, especialmente com os mais miseráveis.  Além disso, nunca vi petista defendo gastar bilhões do povo com coisa que só serve para a elite. Posto que, pobre que compra passagem de avião, chega e sai de aeroporto em busão, não é coisa que governo de esquerda tenha que se preocupar

 

 
 
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Marcos Jansen

Concordo com vc Anônimo. Além do mais o Aleandro Chavez fez mero jogo de palavras num silogismo por eliminação de contrários na qual a questão não cabe em si. É mais complexo do q se pensa fazer política qdo se está na situação.

abs,

 

Sou uma confusão de ideias em transe total: de dia declaro guerra a quem finge me amar e de noite a paz invade o meu coração... E com tudo isso me considero perfeitamente quase normal!!!

 
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Marco Antonio L.

Prezado Nassif,

Resumindo, os dois são imbatíveis. Simples e direto. E por muitos anos. Mais uns tantos anos, no mínimo 7 e máximo 15, só os dois. Mas tanto Lula e Dilma não vão parar por aì. Já há pessoas especiais escolhidas para dar sequência a esse governo melhor do mundo. Por mais umas tantas décadas. Maravilhoso. Tudo por orientação de Lula. Isso ninguém duvida.

 
 
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droubi

Ninguém é imbatível e os erros estratégicos deles já estão se ficando cada vez mais claros e cada vez com mais potencial de estragos.

Esse desleixo com o câmbio e a desindustrialização vai ser o responsável pela queda de Dilma e do PT e isto não vai demorar muito. Vai ser logo, logo.

2012 chegarás, mas 2014 não passarás.

Só não sei se felizmente ou infelizmente para o povo brasileiro.

 

 

PET - Programa de Erradicação dos Trolls. Não alimente os trolls no blog!

 
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Marco Antonio L.

Só lamento que vc acredite nessas coisas plantadas pela oposição e cultivadas pela imprensa. Parabéns. Mas não vamos falar só em 2012 e 2014, vá mais longe. 2018 com o retorno de Lula e 2026 com Eduardo Campos. Aguarde e não seja tão influenciavél pelo negativismo, isso faz mal a saúde.

 
 
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Gardenal

Não dá para confiar no Eduardo Campos e o seu PSB.

 
 
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Marcos Jansen

Certamente, Droubi, ninguém é imbatível! E, também, certamente q devem ter cometido algum erro estratégico em algum lance, seja das alianças políticas ou da economia. O que pensar? Serão Deuses, por acaso?

Não me permito crer q tenho clarividências sobre as coisas q percebo dquilo em q estou atento. Afinal de contas o tão bafejado raposa política carioca César Maia quase se extingue com seus lances políticos e demais previsões a ponto de, num lance de modéstia, denominar seu blog de ex-blog. Ou seja: percebeu a burrada e foi sereno em não se "achar".

No que tange à gestão de um país, somente a China, que ñ é democracia, consegue traçar um ponto e galgá-lo até conseguir o intento sem tropeços, pois ñ precisa negociar com ninguém e ñ tem oposição a fazer-lhe sombra (hein? sombra?). Ninguém diz um ai, por lá. É fácil gerir o país, assim.

Achar q câmbio e desindustrialização serão o responsáveis pela "queda" é até plausível, entretanto, penso q os ganhos já obtidos pela população falaram mais alto em 2014.

A população ficou tanto tempo à margem na sociedade, de repente, chega alguém q os tira dessa situação e, aí, dão alguns tropeços tais como esses aludidos por vc... E  isso será o suficiente para  que essa mesma população lhes deem as costas? Não acredito nisso.

Vaticinar o momento me parece coisa de "Cassandra de plantão" aliada ao estilo Lacerda de fazer política. Se "isso" acontecer ñ fará "aquilo". Se "aquilo" acontecer ñ fará "aquele outro" e assim em diante bem ao estilo "Carlos Cesar Maia Lacerda" contra Vargas, o pai dos pobres do Séc. XX.

Saiu pela tangente pra não ficar mal na foto qdo escreveu: "Só não sei se felizmente ou infelizmente para o povo brasileiro."

abs,

 

Sou uma confusão de ideias em transe total: de dia declaro guerra a quem finge me amar e de noite a paz invade o meu coração... E com tudo isso me considero perfeitamente quase normal!!!

 
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droubi

Marcos,

O que acontece é que pra mudar a situação não precisa convencer toda a população brasileira nem uma parte assim tão grande dela.

As eleições presidenciais, há alguns anos que são decididas pelos mesmos partidos, e por alguns milhões de votos (se não me engano 8 milhões na última), de um universo de aproximadamente 100 milhões de votos.

É aí que o bicho pega. Se 4 milhões de pessoas mudarem de opinião, de um total de 100 milhões de eleitores, a situação já muda.

Felizmente ou infelizmente, é bom esclarecer, falei justamente por causa do que pode vir a entrar no lugar do PT.

Quanto à Getúlio Vargas, não tenha assim tanta saudade daquele velho fascista.

Agora quanto a me comparar com o Carlos Lacerda, faz parte da sua análise errônea de querer comparar o Brasil de hoje ao Brasil daquela época.

Nem Lula é Getúlio (graças a Deus, e mostrou isto no caso Batistti), nem eu sou Lacerda (tem muitos candidatos a Carlos Lacerda por aí). Não tenho a mínima simpatia pela pessoa e ademais, quem sou eu?

Agora não dá pra ser completamente favorável a este governo. Esta política econômica já passou da hora de mudar e eu acho que vai acabar sendo um tiro no pé sim pois acabar perdendo muita legitimidade o governo com vários setores da esquerda que já se cansaram desta política neoliberal e estão por aí todo dia escrevendo um artigo no jornal à respeito.

Se a Espanha é algum exemplo do que pode acontecer por aqui, lá, em face de uma crise econômica e da incapacidade de ação do governo social-democrata o povo foi pras urnas eleger os conservadores.

 

PET - Programa de Erradicação dos Trolls. Não alimente os trolls no blog!

 
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André Oliveira

Faz temp eu já havia comentado a respeito da sinuca de bico da oposição para as próxima eleições. Se o governo Dilma for bom de popularidade ela se reelege, mas se for mal Lula se recandidata com chances imensas de retomar a presidência. É o dilema do Aécio e seus apoiadores, sonhando com o Planalto. Atacar a Dilma para quebrá-la pode significar enfrentar Lula novamente nas urnas, mas se não atacarem ela acaba se reelegendo.
O quebra-cabeças da oposição se resume em descobrir o que fazer para enfraquecer politicamente Dilma e Lula simultaneamente. A estratégia da criação de escândalos em série - fazer Dilma sangrar como diria um certo tucano que acabou não se reelegendo - foi um fracasso retumbante. Será que arriscarão repetir esse caminho?

 
 
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mariazinha

Seu NASSIF:

vou saborear bem degavazinho suas palavras. Quero lhe dar uma medalha de ouro, VC merece.

 
 
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Marcio Aurélio Cruzeiro

Nassif, essa dupla, são as duas faces da mesma moeda. Também com esses Brucutus da Velha Midia agindo como agem, e essa oposição com o Alvaro Dias como Porta Voz, essa duplinha vai ficar o Século que se Inicia, Plantada no Planalto.

 
 

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