Para dirimir as dúvidas sobre o Datafolha

Para dirimir de vez as dúvidas sobre as diferenças entre o Datafolha e o Vox Populi, enviei agora o seguinte email para Mauro Paulino, diretor do Datafolha.

Prezado Mauro Paulino,

Hoje abri uma discussão no meu Blog sobre as discrepâncias entre o Datafolha e o Vox Populi.

Com a ajuda dos leitores, resolvemos entender melhor o fator telefone. Depois, completei a análise com dados relevantes de Marcos Coimbra.

Em síntese, chegou-se à seguinte conclusão:

  1. A amostragem do Vox Populi abrangeria o perfil definido pelo PNAD, através do sorteio de regiões e de casas. A entrevista é feita na residência do entrevistado. Já o Datafolha se basearia em questionários colhidos na rua.
  2. Como toda pesquisa exige uma auditoria posterior, da própria empresa visando auferir a consistência dos questionários, no caso do Datafolha só entrariam pesquisados que tivessem telefone – fixo em casa, no trabalho ou celular.
  3. Segundo o Marcos Coimbra, nas pesquisas do Vox Populi esse contingente representa 30% do universo pesquisado. E, aí, há uma votação maciça pró-Dilma. Segundo Coimbra, um corte nas pesquisas do Vox Populi, considerando apenas a população com telefone, o resultado seria semelhante ao da Datafolha. Confirmado esse dado, estaria aí a explicação para a discrepância nos resultados dos dois institutos.

Para tentar esclarecer os fatos, indago então:

Qual o tratamento dado pelo Datafolha aos pesquisados que não têm telefone?

As pesquisas são descartadas ou não?Poderia fazer um corte nas pesquisas e apresentar os resultados para presidente em dois cenários: apenas com os entrevistados com telefone; e os entrevistados sem telefone.

No caso dos entrevistados sem telefone, caso suas entrevistas sejam utilizadas, como é feito para avaliar a consistência das respostas e se o trabalho do pesquisador foi de fato realizado?Qual o número de pesquisadores utilizados na última pesquisa Datafolha? 

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52 comentários
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Marco

"...enviei agora o seguinte email para Mauro Paulino, direto(r) do Vox Populi."

Diretor do Datafolha, você quis dizer, né Nassif.

 
 
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cesar laus

Nassif,

Postei no Brizolaço uma análise., Veja se estou certo?

 

Sobre a pesquisa do datafalha, o que é primoridial para a resposta ‘escolhida’, além do caso telefone, que exclui muita gente da amostra, é o que foi feito pela globo com o Brizola lá nos anos 80. Divulga os dados da amostra que interessa. O datafalha dá mais ênfase aos eleitores da Capital, em alguns estado - SP, RJ e DF - e ao interior em MG, RS, PR, BA e PE. A manipulação passa por aí. Na escolha do lugar que se coleta os votos e não no resto. A gente escolhe a classe social (aparente) pelo lugar em que se tem mais votos - tanto faz capital como interior, pois depois somem no total, mas fica o ‘acerto’. Fácil. Depois é só somar.

Com este raciocínio, vejamos:

1.onde o PSDB tem mais votos ?

CAPITAL - SP, RJ e DF.

INTERIOR - MG, RS, PR, BA e PE.

2. onde o PT tem mais votos ?

CAPITAL - MG, RJ, RS, PR, BA e PE.

INTERIOR - SP e DF (cidades satélites).

É só tabular. Fácil. Qquer computador, com pesquisas anteriores, diz onde deve ser a pesquisa. Isto foi feito em SC quando da eleição de senadora Ideli (PT). Pelas pesquisas ela seria a 4ª e o Paulo Bornhausen o primeiro. Na urna deu ela em primeiro e ele em 6º (ou 4º ?).

 

SP-2040 entrevistas (1080 na capital),

RJ-1240 entrevistas (650 na capital),

MG-1250 entrevistas (400 na capital),

RS-1190 entrevistas (400 na capital),

PR-1200 entrevistas (400 na capital),

DF-690 entrevistas (capital e ou cidades satelites ?),

BA-1060 entrevistas (400 na capital),

PE-1080 entrevistas (400 na capital). 

 
 
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romério cordeiro

boa, nassif. será que o paulino desconhece estes elementos? não creio.

que eu me lembre, o DATAFOLHA , no passado, fazia amostra por domicílios. eles chegavam a

informar a sua metodologia quando apresentavam uma pesquisa.

romério

 
 
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Romério, agora é esperar para ver se eles irão responder, tenho minhas dúvidas.  Mas consigo até imaginar aquele bando de pessoas sem compromisso com a verdade, fazendo todo tipo de fórmula, teorias das mais absurdas, noves fora...e lá vem a explicação mais deslavada do mundo.  hehehe  Rapadura é doce mas não é mole!!!

 

Cosi è, si vi pare!!!

 
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André Oliveira

Mauro Paulino do Datafolha.

 
 
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Kennedy Piau

Creio que há um equivoco, o Mauro Paulino não é diretor do Datafolha. Nos texto aparece como "direto do Vox Populi".

 
 
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Fabricio Vasselai

Caro Nassif,

 

O comecinho do post está com uma informação errada: onde diz "enviei agora o seguinte email para Mauro Paulino, direto do Vox Populi", creio que você quis dizer "diretor do Datafolha". Ou seja, informação central.

 

Além disso, sugiro que o mesmo pedido de resultados desagregados por "entrevistados sem telefone" e "com telefone" seja feito formalmente também ao Vox Populi. Além de mais provável que eles tenham esse material, por questão de metodologia, mesmo que ambos institutos possuam essa desagregação isso seria muito importante para fazer comparações.

 

Grande abraço,

 

FABRICIO

 
 
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luisnassif

Corrigido. Obrigado.

 
 
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jorge

datafolha não tem mais credibilidade. Erra contra o PT desde 1998, pelo menos - antes disso, não dava para saber. Mas 1998 foi pego com a boca na botija, tirando Marta do segundo turno da eleição em São Paulo. 

 
 
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Vanda

Nassif, vão demorar um queijo, uma rapadura e um cabo de machado para responderem esse email seu....primeiro vão "testar" os desdobramentos das possíveis repostas.

A conferir.

 
 
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Vanda

RESPOSTAS..........

 
 
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Mario Sergio

nassif,

 

O Marcos Paulino não é Datafolha? Acho que vc se enganou no começo do texto.

 

"Para dirimir de vez as dúvidas sobre as diferenças entre o Datafolha e o Vox Populi, enviei agora o seguinte email para Mauro Paulino, direto do Vox Populi."

 
 
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oiDenilson

O Nassif, como qualquer pessoa normal, quando usa o computador faz isso sentado em uma confortavel cadeira ou poltrona. Assim  sempre é mais cômodo.

 
 
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Gregório Macedo

Algo me diz que as dúvidas, enfim, serão dirimidas. Notável sua perspicácia, Nassif.

Redação exata do item 2: ...exige uma auditoria posterior, da própria empresa, visando aferir a consistência...

 
 
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Luiz Gonzaga da Silva

Será que ele vai responder satisfatoriamente? Se o prejudicado na discrepância fosse o Serra, a Folha e seu instituto de pesquisa já estariam em polvorosa, vide o caso da Sensus. 

Acho que o TSE e MPE deveriam se posicionar.

 
 
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Lisandra Guedes

Pô seu Luis Nassif, com esta estratégia espertíssima, encurralou o Datafolha. Depois desta, ou abrem, ou fecham de vez.

 
 
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Adriano S. Ribeiro

Pegou pelo pé. Vamos aguardar as respostas.

 
 
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Kautscher

 

Poderia refazer as perguntas,

1- Como o Datafolha somente considera os entrevistados que possuem telefone. Qual a razão que o Instituto ( Datafolha) indague ao entrevistado só na penúltima pergunta ( em um universo de 40) esta questão crucial?

2- A perguna se o entrevistado possue ou não telefone não deveria ser uma das primeiras ( ou a primeira após a apresentação do entrevistador)?

 

 

 

 
 
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Ana Quaiato

isso que é compromisso!

muito importante sua dedicação, Nassif!

metodologias e critérios devem ser obedecidos por todxs!

a mídia deve explicitar seu posicionamento, tornar claro suas opções políticas, assim evitaria essas manobras para escamotear!

abraço

 

 

 
 
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foo

Seja qual for o resultado, parabéns desde já pelo jornalismo verdadeiramente investigativo!

 
 
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Bruno Cabral

   E o Ibope que vem ai. Qual vai ser a explicação, pois pelo que eu entendi o Ibope usa a mesma metodologia da Vox.

 
 
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Raí

A se considerar a explicação dos "sábios" Marcos Coimbra e do Mauro Paulino,as pessoas que não têm telefone,são menos eleitores do que os que têm este aparelho ? Ou seria uma tentativa do diretor do Vox Populli,de amenizar as difereças que o seu instituto tem,com relação ao Datafolha,e assim manter ainda que no "fio da navalha"o pouco ou quase nenhum crédito que seus institutos gozam,na sociedade ?

 

Sempre ficamos mais experientes, após perdermos algumas batalhas, na guerra diária da vida.

 
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Adriano R

correcao : "da própria empresa" e não proxima

 
 
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Fr@ncisco

Se continuar a pressão, o próximo Ibope-rede Globo pode roer a corda da confirmação automática e deixar o Datafolha pendurado sózinho no andaime do empate continuado. 

Coitado do Paulino, está com o cachorro e o risco de ficar sem mato.

 

 
 
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MauroSobral

Datafolha: 41% apostam em vitória de Dilma e 30% na de Serra

 

JB Online

 

SÃO PAULO - Embora o empate da candidata petista Dilma Rousseff com o tucano José Serra, segundo uma nova pesquisa Datafolha mais eleitoresapostam em uma vitória do PT sobre o PSDB do que o contrário, informa o jornal Folha de S. Paulo deste domingo.

Para 41% dos eleitores, a vencedora da disputa será Dilma, contra 30% que acreditam em uma vitória de Serra. Realizada entre os dias 20 ao 23 em todo o país, a pesquisa apontou o tucano com 37% das intenções de voto, e a petista, com 36%.

Marina Silva (PV) sai com 2% das intenções e 26% não sabem quem sairá eleito. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O grau de convicção dos entrevistados também foi monitorado pela pesquisa. Os eleitores de Dilma se dizem mais decididos, somando 78% contra 19% que admitem mudar de candidato.

O eleitorado de Serra se declara menos convicto: 30% afirmam que podem mudar de voto, enquanto 67% dizem estar "totalmente decididos".

 

 
 
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Raí

As enomes disparidades entre as pesquisas que estes institutos fazem,seus critérios ditos científicos,suas simpatias pelos partidos,ou seus comprometimentos com os que encomendam tais pesquisas,estão fazendo com que estes 2 últimos institutos, até então confiáveis,entrem na lista dos seus congêneres que a exemplo do Ibope,cairam no descrédito,ou que estarão em vias de fecharem,como ocorreu com o antigo Gallup.

 

Sempre ficamos mais experientes, após perdermos algumas batalhas, na guerra diária da vida.

 
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Adriano R

Nassif,

Seria legal saber se a pergunta sobre a eleição para presidente é feita na mesma ordem (ideal seria 1a do questionario) e se as opcoes sao as mesmas (candidatos com partido, ou sem partido?).

Se ambas não forem iguais (ordem e pergunta), as diferenças podem ocorrer!

 
 
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Sanzio

Postei no lugar errado, por isso estou repetindo aqui:

 

Há várias maneiras de se manipular uma pesquisa de opinião, quase todas já citadas em diversos blogs. Da metodologia à tabulação dos dados, qualquer coisa é possível.

 

Nesta pesquisa específica, o Brizola Neto apontou diversas distorções praticadas pela Folha, como a “expansão” das amostras para oito estados, de tal forma que estes responderam por 91% do universo pesquisado, restando apenas 9% para os demais 19 estados. Mesmo que se faça uma ponderação dos dados, a distorção da base amostral tende a viciar o resultado, pois, como diz o Brizola, “você não pode misturar critérios de amostragem para partes do mesmo universo e, no final, “ponderar” pelo peso de cada uma destes segmentos no total. Da mesma forma que não se pode pegar uma parte de uma amostra nacional e dizer que, no Estado X, o resultado é Y.”

 

Outra distorção apontada pelo parlamentar do PDT é o fato da Folha ter protocolado no TSE uma pesquisa nacional  contemplando o universo de 10.730 eleitores e oito pesquisas separadas para os oito estados “extendidos”, cada uma com contratante e valor distinto, sendo que, nessas oito não foram depositados os questionários específicos.

 

A questão da pesquisa incluir ou não o número do telefone do pesquisado talvez não tenha tanta importância, mas, ironicamente, é a que mais expõe uma outra manipulação possível: a seleção dos questionários respondidos.

 

Segundo o formulário da pesquisa, o campo do telefone serve apenas para eventual checagem do questionário. Supõe-se, assim, que são aceitos questionários em que não conste um número de telefone para checagem. O que faz o checador? Elimina esse questionário e o substitui por outro válido. A mesma coisa vale para questionários em que o número do telefone informado não existe, ou é incorreto, ou  o pesquisado não é encontrado.

 

O Datafolha registrou no TSE que realizaria 10.730 entrevistas das quais 30 %, no mínimo, seriam checadas. Isso dá um número de 3.219 questionários, no mínimo. Como o resultado apresentado se refere a exatamente 10.730 entrevistas, podemos supor duas hipóteses:

1ª -  nenhum dos questionários foi descartado. Altamente improvável.

2ª - alguns questionários foram descartados e substituídos por outros. Altamente provável.

 

Imaginemos que na segunda hipótese 10% dos questionários tenham sido descartados por um dos fatores mencionados no campo de checagem (sem telefone, telefone errado, não encontrado). Neste caso teriam que ser substituídos mais de 320 questionários. Mas substituídos por quais, se foram aplicados exatamente os 10.730 questionários informados ao TSE?

 

Para que isso ocorresse, seria necessário que o Datafolha tivesse aplicado, nesta hipótese, pelo menos 320 questionários a mais que o informado ao TSE. Se, em vez de 10% tomarmos 5% de questionários descartados dentro do universo de questionários checados, em tese o Datafolha teria que ter em mãos pelo menos mais 160 questionários para substituí-los.

 

Qualquer que seja o número, 320, 160, 2000, ou mesmo um único, o ponto que eu quero demonstrar é que, para atender ao próprio critério informado ao TSE o Datafolha teria que aplicar mais questionários do que o informado ao mesmo TSE. É aí, a meu ver, que pode ocorrer a manipulação. Se o Datafolha registrar que fará 10.730 entrevistas e fizer 11.730 terá um “excedente” de 1.000 entrevistas para substituir aquelas que não passarem na checagem. O que o impede de ser seletivo e descartar entrevistas favoráveis a um candidato e substituí-las por outras favoráveis a outro candidato? Aparentemente nada, exceto a lisura e a ética.

 

Infelizmente, essas duas coisas andam em baixa naquele instituto e no jornal que o controla. 

 

 
 
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Marcio Aurélio Cruzeiro

Pegou o Otavinho com as calças na mão .

 
 
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Jamires

Aceitou minha sugestão, parabéns.

 
 

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