Os primeiros teólogos umbandistas

Por Patrícia Ioco Aguena

A Faculdade de Teologia Umbandista, primeira credenciada pelo MEC, divulgou nesta semana a diplomação de 21 teólogos, os primeiros graduados em terceiro grau, fazendo parte de um marco histórico na isonomia do país.

O diploma emitido pela FTU e chancelado pela USP garante ao teólogo em religiões afro-brasileiras um registro de formação em nível superior (bacharel). Com este documento é possível ao teólogo trabalhar em concursos públicos que exigem o 3º grau em qualquer formação ou formação teológica, trabalhar em empresas na análise de projetos sociais, códigos de ética, ouvidorias, entre outras áreas. Enfim, o diploma da FTU concretiza inúmeros benefícios para a coletividade afro-brasileira, mas também trás benefícios para o aluno formado inserindo-o social e economicamente.

Das 108 faculdades de teologia no Brasil a única representante das religiões afro-brasileiras foi recentemente convidada pelo Conselho Nacional de Educação – CNE à participar de Audiência Pública Nacional para discussão da proposta de Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Teologia.

Fundada em 2003, a Faculdade de Teologia Umbandista obteve seu credenciamento e autorização para funcionamento através da portaria 3864 pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) e visa três pilares: ensino de qualidade, extensão e pesquisa.

Em seis anos de funcionamento, a faculdade conseguiu estabelecer vários diálogos, os quais destacamos:

Diálogo Intrarreligioso - com vários segmentos das religiões afro-brasileiras

Diálogo Interreligioso – entre as várias religiões

Diálogo Interdisciplinar – entre as várias disciplinas: arte, ciência e
filosofia

Diálogo Transdisciplinar – estabelecendo pontos de convergentes acima
de qualquer nomenclatura.

Outras atividades realizadas pela instituição foram:

- os Congressos Acadêmicos de Iniciação Científica, com nomes
consagrados tanto da academia quanto dos movimentos religiosos,
nacionais e internacionais.

1º Congresso: I Congresso Brasileiro de Umbanda do Século XXI. Tema: A Umbanda do Século XXI. Entre outros destacamos a participação de Patrícia Birman, Reginaldo Prandi, Luís Assunção

2º Congresso Brasileiro de Umbanda do Século XXI. Tema: Do Sicncretismo à Convergência. Entre outros destacamos a participação de Roseli Fischman, Vagner Gonçalves.

3º Congresso Brasileiro de Umbanda do Século XXI. Tema: Religiões Afro-brasileira aproximando os Saberes. Participação de José Flávio Barros, Valdemir Zamparoni.

- Ritos aproximando templos religiosos das
religiões afro-brasileiras. Umbanda, Candomblé, Jurema ...

- Video-aulas aproximando os saberes acadêmicos e religiosos

- Videoconferências com sacerdotes do Brasil e de outros países,
como Argentina, Uruguai e Portugal.

- Campanhas de prevenção da hipertensão

- Projetos de Responsabilidade Social com a presença de artistas,
músicos, cantores e dançarinos consagrados.

- Trabalhos acadêmicos produzidos pelos alunos com pesquisas de campo

- Trabalhos acadêmicos divulgados em outras Faculdades
de Teologia como a Faculdade Teológica Batista, Faculdade
Messiânica e Universidade Norte do Paraná.

- Revista digital de difusão acadêmica

- Jornal da Faculdade impresso e digital
- Edição do livro: Trabalhos de Conclusão de Curso 2009 - Faculdade de Teologia Umbandista – Editora FTU.
- Edição do livro: Espiritualidade e Ciência na Teologia das Religiões Afro-brasileiras. – Editora FTU.

Essas e outras realizações aconteceram em um pequeno período de funcionamento, mas significaram muito para as religiões afro-brasileiras legitimando e legalizando definitivamente seus saberes e os colocando em patamar de igualdade com todos os setores, pautada no princípio da isonomia.

No final de 2010 saem os primeiros diplomas da FTU registrados pela USP, Universidade de São Paulo, culminam a legitimação dos primeiros teólogos umbandistas do Brasil e do mundo, motivo de felicidade e alegria pelo caráter inovador e pela possibilidade dos teólogos exercerem na prática muitos conhecimentos e vivências obtidos na Faculdade.

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15 comentários
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Mario Blaya

 

aqui em Pira, uma lei de um vereador que proibia o sacrificio de animais em cultos religiosos foi vetada pelo prefeito por presumir que seria inconstitucional, mas o lider do movimento de resistencia a lei era um representante dos seguidores do candomble, que inclusive foi ameaçado de morte por isso defender o sacrificio de animais nos cultos,

 

 

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." Max Frich

 
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Caro Nassif, salve!

Fantástico esse post da cara colega Patrícia. No dia 30 de novembro de 2010, feriado no Distrito Federal reproduzi um artigo de Leonardo Boff intitulado O encanto dos Orixás.

Uma aula sobre tolerância religiosa. Aqui em Brasilia tivemos o cúmulo da destruição da Praça dos Orixás. A propósito sou Espírita, mas antes passei pelo Catolicismo, Candomblê, Umbanda e por último adotei de forma definitiva a Doutrina dos Espíritos ofertada ao mundo por Allan Kardec.

Bração e boa $orte<

Quemel

Link com Fonte Original

Reprodução abaixo:

de Redação | Terça, 30 de Novembro de 2010

Ogum Por Leonardo Boff *

Quando atinge grau elevado de complexidade, toda cultura encontra sua expressão artística, literária e espiritual.

Mas ao criar uma religião a partir de uma experiência profunda do Mistério do mundo, ela alcança sua maturidade e aponta para valores universais.

É o que representa a Umbanda, religião, nascida em Niterói, no Rio de Janeiro, em 1908, bebendo das matrizes da mais genuina brasilidade, feita de europeus, de africanos e de indígenas.

Num contexto de desamparo social, com milhares de pessoas desenraizadas, vindas da selva e dos grotões do Brasil profundo, desempregadas, doentes pela insalubridade notória do Rio nos inícios do século XX, irrompeu uma fortíssima experiência espiritual.

O interiorano Zélio Moraes atesta a comunicação da Divindade sob a figura do Caboclo das Sete Encruzilhadas da tradição indígena e do Preto Velho da dos escravos.

Essa revelação tem como destinatários primordiais os humildes e destituídos de todo apoio material e espiritual.

Ela quer reforçar neles a percepção da profunda igualdade entre todos, homens e mulheres, se propõe potenciar a caridade e o amor fraterno, mitigar as injustiças, consolar os aflitos e reintegrar o ser humano na natureza sob a égide do Evangelho e da figura sagrada do Divino Mestre Jesus.

O nome Umbanda é carregado de significação. É composto de OM (o som originário do universo nas tradições orientais) e de BANDHA (movimento inecessante da força divina).

Sincretiza de forma criativa elementos das várias tradições religiosas de nosso pais criando um sistema coerente.

Privilegia as tradições do Candomblé da Bahia por serem as mais populares e próximas aos seres humanos em suas necessidades.

Mas não as considera como entidades, apenas como forças ou espíritos puros que através dos Guias espirituais se acercam das pessoas para ajudá-las.

Os Orixás, a Mata Virgem, o Rompe Mato, o Sete Flechas, a Cachoeira, a Jurema e os Caboclos representam facetas arquetípicas da Divindade.

Elas não multiplicam Deus num falso panteismo mas concretizam, sob os mais diversos nomes, o único e mesmo Deus.

Este se sacramentaliza nos elementos da natureza como nas montanhas, nas cachoeiras, nas matas, no mar, no fogo e nas tempestades. Ao confrontar-se com estas realidades, o fiel entra em comunhão com Deus.

A Umbanda é uma religião profundamente ecológica.

Devolve ao ser humano o sentido da reverência face às energias cósmicas. Renuncia aos sacrifícios de animais para restringir-se somente às flores e à luz, realidades sutis e espirituais.

Há um diplomata brasileiro, Flávio Perri, que serviu em embaixadas importantes como Paris, Roma, Genebra e Nova York que se deixou encantar pela religião da Umbanda.

Com recursos das ciências comparadas das religiões e dos vários métodos hermenêuticos elaborou perspicazes reflexões que levam exatamente este título O Encanto dos Orixás, desvendando-nos a riqueza espiritual da Umbanda.

Permeia seu trabalho com poemas próprios de fina percepção espiritual. Ele se inscreve no gênero dos poetas-pensadores e místicos como Alvaro Campos (Fernando Pessoa), Murilo Mendes, T. S. Elliot e o sufi Rumi.

Mesmo sob o encanto, seu estilo é contido, sem qualquer exaltação, pois é esse rigor que a natureza do espiritual exige.

Além disso, ajuda a desmontar preconceitos que cercam a Umbanda, por causa de suas origens nos pobres da cultura popular, espontaneamente sincréticos.

Que eles tenham produzido significativa espiritualidade e criado uma religião cujos meios de expressão são puros e singelos revela quão profunda e rica é a cultura desses humilhados e ofendidos, nossos irmãos e irmãs.

Como se dizia nos primórdios do Cristianismo que, em sua origem também era uma religião de escravos e de marginalizados, “os pobres são nossos mestres, os humildes, nossos doutores”.

Talvez algum leitor/a estranhe que um teólogo como eu diga tudo isso que escrevi. Apenas respondo: um teólogo que não consegue ver Deus para além dos limites de sua religião ou igreja não é um bom teólogo.

É antes um erudito de doutrinas. Perde a ocasião de se encontrar com Deus que se comunica por outros caminhos e que fala por diferentes mensageiros, seus verdadeiros anjos.

Deus desborda de nossas cabeças e dogmas.

Leonardo Boff é teólogo

 
 
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Paulo Francis

Interessante é que a maioria dos negros do mundo acha religiões como a umbanda uma crendice de atraso: a maioria hoje está convertida ao Islã e considera os adeptos de tais religiões como infieis.

 
 
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Alan Souza

Isso é fantástico! Uma revolução para as religiões afro, que sempre se caracterizaram por sua transmissão de conhecimentos por tradição, não possuindo códices formais, como outras religiões.

Tomara que ajude a desmontar mentiras que foram sedimentadas há séculos pela intolerância religiosa, como o mito de que Exú é o diabo...

 

Demóstenes Torres na cadeia: uma campanha pelo bem do Brasil!

 
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melo

Gente, a Umbanda não é uma religião afro-brasileira e sim genuinamente brasileira, nascida no começo do século XX em Niteroi através do medium Zélio Ferdinando de Morais. A pratica de sacrificio de animais nunca existiu na Umbanda, sendo recriminada inclusive pelo próprio Zélio e pela entidade Caboclo das Sete Encruzilhadas. O derramamento do sangue dos nossos irmãos menores não se justifica sob pretexto algum. Tal pratica é caracteristica do Candomblé e demais cultos de origem africana.  

 
 
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André LB

  Sou ateu, mas confesso haver um aspecto cultural nos sacrifícios de animais que acho interessante. As religiões da Antiguidade - mundo grego e mundo romano - viam no sacrifício de animais um meio de saber o futuro e ter contato com as divindades. Até onde sei, mesmo as crenças judaicas mais antigas (bem como outras religiões do Oriente Médio pré-Islã) se valiam de sacrifícios, como no caso do "bode expiatório". O sacrifício animal parece ser comum a uma espécie de visão religiosa. Infelizmente meus conhecimentos de antropologia são praticamente nulos, não me permitindo maiores raciocínios.

  Como muitos comentários no blog causam reações às vezes equivocadas, digo desde já que não estou dizendo que a Umbanda pratica sacrifícios, além de não intencionar desrespeitar religião alguma com o comentário.

 
 
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Marcos Soares

Fico estremamente feliz em ler um post tão rico e "livre" neste espaço, conheço a umbanda de perto pois meus tios (que ja faleceram) eram praticantes.

Eu costumo dizer que sou "Kardecista" mas o mais perto que cheguei de um centro foi nos bazares beneficentes da associação da minha cidade ...rsrsrsr e foi pra comprar e não pra trabalhar

Parabéns Nassif a este belo espaço plural que estamos construindo.

 

Abraços a todos

 
 
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luizcpsilva

Gostaria de parabenizar à todos os envolvidos neste post. Hoje me declaro ateu, mas minha origem familiar foi dentro da Umbanda. Ainda sempre por motivo da família, transitei pelo candomblé e neo pentecostal, com curto período individual pelo "kardecismo". Não exatamente nesta ordem! Mas o que importa é, independente de minha trajetória, nunca deixei de me solidarizar com os cultos afro e afro-brasileiros (não vou entrar na questão se a Umbanda é tipicamente brasileira ou não). A questão é que, como cidadão, embora não seja mais um religioso, respeito e entendo a religião na composição da sociedade brasileira e em sua religiosidade. Mesmo os que se colocam ao largo ou no extremo oposto destas cresças está, querendo ou não, reproduzindo características destas. É uma longa discussão, e gostaria de dizer apenas da enorme alegria que me proporcionou esse post. Alegria por ver manifestada, agora de forma acadêmica e oficial, que há espaço para retratar a diversidade brasileira em todos os níveis. Que somos uma cultura síntese de várias outras e que não é apenas um credo o detentor da verdade ou de privilégios. 

Mais uma vez, obrigado à todos e feliz diversidade.

 
 
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María Edith

Prezados,

A origem da Umbanda é múltipla e riquíssima. Acabou de ser lançado o livro História da Umbanda. Uma Religião Brasileira de Alexandre Cumino (Editora Madras) que aborda este assunto e outros como os fundadores: Zélio de Moraes, Leal de Souza e etc. São 400 páginas de muito aprendizado para os interessados e umbandistas.

Salve, Salve.

Cordialmente, María Edith

 
 
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vilma da silva

estamos de parabens, e tambem reconhecidos. abraços

 
 
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Paulo R Cequinel

Serenamente ateu, declaro-me feliz com essa notícia. Viva a diferença. Viva a igualdade.

prcequinel.blogspot.com

 
 
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marcelo

Vou criar a faculdade de teologia dos papainoelistas. Antes, claro, criarei a igreja do papai-noel do santo presente. Aposto que vou ganhar muito dinheiro.

 
 
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João Luiz Carneiro

Como religioso afro-brasileiro/umbandista fico realmente emocionado com a notícia escrita pela Patrícia e publicada pelo Luis Nassif. A Faculdade de Teologia Umbandista marca a inclusão do cidadão religioso afro-brasileiro na academia como ser pensante e não apenas objeto de estudo como foi posicionado na história.

Saber que o diploma dos primeiros teólogos da FTU registrados pela USP, uma das maiores e melhores Universidades do nosso país, já é maravilhoso. Agora, ler na matéria as realizações da faculdade ao longo de todos estes anos é fantástico!

Nada mais nada menos que 3 congressos de nível acadêmico, campanhas sociais em aspectos emergenciais e estruturais, ritos que aproximam as várias formas de praticar e fazer Umbanda... Também destaco a chamada para o diálogo. Diante de tantas propostas religiosas que visam a paz, são poucas as que viram efetivamente realizações. E ao que me parece a faculdade foca justamente isto: Diálogo! Precisamos e precisamos muito dialogar com todos e a FTU conduz o assunto em vários níveis. Diálogos dentro da religião e fora dela buscando a Convergência!!!

Acredito que isto só é possível, pois existe uma visão de respeito com a diversidade. Li alguns comentários sobre esta matéria e percebi que defendem uma Umbanda que começou com o Zélio. Certamente a Umbanda Cristã ou “Branca” – como muitos a denominam fazendo uma relação direta com a população classe média kardecista do início do século XX – começou com ele. Não podemos olvidar a importância do Caboclo das 7 Encruzilhadas e seu médium Zélio Fernandino de Moraes. Mas ele fundou esta Umbanda específica e não a totalidade do movimento umbandista/afro-brasileiro.

Sua construção é coletiva e sua origem é espiritual. Veio do mundo espiritual para este mundo e aqui surgiu em vários pontos, por meio de inúmeros médiuns ao longo dos séculos. Este respeito à diversidade que não privilegia ninguém, pois privilegia a todos é o ponto forte da FTU. Uma proposta pela Inclusão Total!

Por falar nisso, as inscrições para o seu vestibular estão abertas. Maiores informações: http://www.ftu.edu.br/ftu/index.php

 

 
 
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Rosangela Paiva

Um dia andando de carro com o meu marido, me deparei com a FTU.

"Faculdade de Teologia Umbandista??? Que demais!!! Parece ótima!!! Quero conhecer!!!."

Foram as minhas palavras a ele, que já conhecia a FTU de certa forma.

Num primeiro momento não imaginava o que iria encontrar, mas fui muito feliz em ter pisado ali pois graças à curiosidade em saber como era uma faculdade de teologia, e umbandista, foi que há 6 anos me tornei adepta da Umbanda/Religiões Afro-Brasileiras, o que para mim é motivo de grande felicidade!

Sou, portanto, suspeita para falar da FTU, um lugar maravilhoso que traz tanto ensinamento, em todos os âmbitos da vida, do espiritual ao acadêmico.

Parabéns hoje e sempre à FTU e àqueles que a fazem melhor a cada dia!

Sugiro a todos que entrem no site e conheçam: www.ftu.edu.br

 
 
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Jociane Neves Negrao

Foi com grande alegria que eu, aluna do terceiro ano da Faculdade de Teologia Umbandista, ouvi de Pai Rivas a alegre notícia de que 21 teólogos receberam ontem seus diplomas. Estes diplomas foram chancelados pela USP.
São os primeiros teólogos umbandistas do planeta, e no Brasil os únicos não cristãos.
São os primeiros teólogos das Religiões Afro-Brasileiras. Representam o que há de melhor em nossa religiosidade e refletem nosso  povo.
Não são pais e mães de santo, alguns já foram iniciados no santo em seus terreiros, mas na FTU todos se dedicaram a estudar e compreender melhor o que significa ser teólogo diante da grandeza da nossa cultura. 
Todos enfretaram grandes desafios pessoais, espirituais e materiais para concluir o curso. E em nenhum deles pude observar qualquer esmorecimento. Bravos guerreiros da Umbanda!
Houve quem apostasse contra, houve quem usasse de todos os meios para desacreditar a FTU e seus alunos. Mas o fato não deixa dúvidas, a FTU é um sucesso! Seus trabalhos acadêmicos têm conquistado reconhecimento, e respeitabilidade por onde são apresentados. Suscitam a curiosidade até das religiões seculares, que perguntam e procuram compreender a proposta inovadora que a FTU apresenta. 
Para aqueles que não acreditavam, aí estão os 21 primeiros Teólogos Umbandistas, diplomados, chancelados pela USP e registrados pelo MEC! Paó!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

 
 

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