Os polos da indústria ferroviária no Brasil

Por Jose Saguy tenorio

Do iG

País tem mais de dez polos da indústria ferroviária

Três Rios (RJ), Contagem (MG), Sete Lagoas (MG) estão entre as cidades onde a indústria ferroviária ganha corpo

Dubes Sônego, iG São Paulo

A retomada dos investimentos da indústria ferroviária no Brasil está fazendo pipocar pelo país uma série de pequenos polos de produção de trens, implementos ferroviários e peças. A maior parte deles se encontra nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Mas há iniciativas em cidades improváveis como Barbalha (CE) e Salgueiro (PE).

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Foto: George MagaraiaAmpliar

Em Três Rios (RJ), a Pifer fabrica interiores para trens e outros veículos coletivos.

A fluminense Três Rios, por exemplo, é sede da TTrans, da EIF e da Pifer. A primeira faz desde sistemas para a venda eletrônica de bilhetes em estações até a reforma e construção trens urbanos e VLTs – como são chamados os bondes modernos. A EIF fabrica e faz a manutenção em locomotivas e a Pifer é especializada em projetar e fabricar interiores.

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Trata-se de uma das cidades mais agressivas na atração de investimentos do setor. Lá, a alíquota de ICMS cobrada das empresas é zero. E a prefeitura oferece uma série de outros incentivos para atrair indústrias de todos os tipos, como isenção de IPTU por 25 anos.

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Além de Três Rios, o Rio de Janeiro tem na periferia da capital a MPE, que recentemente fechou parceria com a malaia Scomi para produzir trens monotrilho. É uma sociedade que nasce com contratos assinados com São Paulo (SP) e Manaus (AM).

Minas Gerais concentra as duas maiores fabricantes de locomotivas diesel elétricas do país. A GE, em Contagem, foi ampliada neste ano e já tem a casa cheia de pedidos até 2014. Sua principal concorrente no Brasil, a MGE-Progress Rail, divisão da americana Caterpillar para o setor ferroviário, anunciou recentemente que vais se instalar em Sete Lagoas.

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Há ainda a Usiminas Mecânica, que fabrica vagões de carga e truques (o equivalente ao chassi dos carros) em Ipatinga, distante 200 quilômetros da capital, Belo Horizonte, em direção ao Nordeste do estado.

O interior de São Paulo também é prodígio em exemplos. Araraquara tem a IESA, que constrói estações de trem, contornos ferroviários e moderniza e reforma trens elétricos. Cabreúva, no centro do triângulo formado por Sorocaba, Campinas e Osasco, abriga a Siemens. Hortolândia tem Bombardier, CAF, MGE, Hewitt e AmstedMaxion, que é dona ainda de uma fundição e fábrica de componentes em Cruzeiro. A Alstom está instalada no bairro da Lapa, na capital.

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No Rio Grande do Sul, Caxias do Sul é a sede da Randon, que fabrica vagões de carga, e da Euroar, de sistemas de ar-condicionado para trens e outros veículos coletivos, como ônibus e vans.

Por fim, no Nordeste, se destacam Barbalha (CE) e Salgueiro (PE). Barbalha é sede da fabricante de VLTs brasileira Bom Sinal, responsável pela construção do metrô do Cariri, e que vem sendo assediada pela alemã Vossloh. Entroncamento da estrada de ferro Transnordestina, Salgueiro foi escolhida pela Odebrecht para a construção da maior fábrica de dormentes do mundo e de um estaleiro para soldagem de trilhos.

Mantendo-se o ritmo atual de expansão do setor, é possível que mais esteja por vir.

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9 comentários
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Edmundo

Vale e Gerdau estudam fazer trilhos no país

http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/8/10/vale-...

 
 
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Elson

e ma Vale preferia vender minério de ferro bruto e importar trilhos , este é néoliberalismo de resultado ou melhor dizendo : néocolonialismo . Aqueles $2,5 bilhões dos navios "micos" se tivessem sido investidos aqui no Brasil com certeza teriam um bom retorno no futuro .

 
 
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Ana Barbosa

 

O Metrô do Cariri liga Crato ao Juazeiro do Norte

 

http://www.youtube.com/watch?v=zBSoTdNNX88&feature=player_embedded#!

 

 

 

 

 
 
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auguer

E o consórcio que opera a linha amarela do metrô de São Paulo exibe orgulhosamente nos vídeos internos a utilização de trens fabricados inteiramente  na Coréia do Sul.

É a tal de Parceria Público Privada.

 
 
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Sérgio Notari

Pode crer Auguer!

 Também ví isso na Linha Amarela e fiquei espantado com a cara-de-pau dos sujeitos. É a tal "vanguarda do atraso". E eles não tem nem vergonha de botar isso na televisão!!

Pode?

 
 
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mello

E  o  Rio  compra  trens  na  Coréia,  na  China,   com  atrasos  recordes  e  preços   (  ?  ) ...

   Queremos  mais  metrôs,  trens,  bondes,  VLT's....fabricados  ,  instalados  e  utilizados  no  Brasil,  com  mão  de  obra  brasileira  e,  preferencialmente,  com  capital  de  brasileiros  (  empresários,  Empresas  de  previdência,  etc,  )  com  farto  e barato  financiamento,  público  ou  privado.

     Uma   sistema  industrial poderoso, como  deve  ser  o  da  indústria  naval !

 
 
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Guigo Barros

Eu vi os trenzinhos que o Metrô do Rio comprou no Oriente - são teco-tecos, qualquer ferrorama da Estrela é mais resistente. Vão se destroçar em pouco tempo e causar algum acidente grave. Alguém ganhou muita grana com esta palhaçada!

A privatização do Metrô do Rio e a recente renovação da concessão foram/são completamente desnecessárias. Bandalheira pura!

 
 
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Guigo Barros

Nos áureos tempos de FHC, a MRS e a Vale compraram mais de 200 locos GE #9, no Canadá. Elas poderiam ter sido feitas em Campinas, mas 'preferiu-se' a importação.

Agora, locomotivas GE ainda mais avançadas que as Dash-9 estão sendo feitas em Contagem, MG. 

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Infelizmente, ainda pagaremos "royalties" aos gringos, algo evitável se tivéssemos dado prioridade aos fabricantes nacionais: Villares, Emaq, Soma.

Enfim: antes tarde do que nunca!


 
 
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Waldyr Kopezky

Gente, vamos lembrar...

O Brasil já fabricou trilhos e trens (vagões e locomotivas) - perdeu tal capacidade na privatização da RFFSA e FEPASA (as duas únicas empresas com ativos nacionais de produção de tal monta). Devido a uma opção de modelo do sistema adotado pelo Brasil (trilho de bitola larga, diferente do utilizado no resto do mundo), a produção desses itens para exportação era inviável e sua produção doméstica mais do que obrigatória (pela dificuldade na adaptação do equipamento importado). A privatização não levou nada disso em conta - "matou" a produção e sucateou, lentamente, a malha ferroviária nacional (que tornou-se de manutenção onerosa e proibitiva, sem a opção de fabricação de itens nacionais). A ociosidade - junto a um lobby da ANTT e do setor automotivo pelo modelo rodoviário selou o destino das ferrovias brasileiras.

Hoje, a CPTM (a FEPASA privatizada) possui UMA ÚNICA escola de formação de ferroviários em SP, no bairro da Vila Leopoldina (zona oeste da capital). Não possui mais capacidade produtiva de trilhos ou trens, e vai ser muito difícil recuperar isso, a médio prazo...

 
 

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