Os informantes de embaixadas

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Não estou entendendo o alarde em torno de conversas de diplomatas com jornalistas.

Trata-se de exercicio trivial dos diplomatas, conversar com jornalistas, políticos, intelectuais, sindicalistas e reportar para seu Ministério.

Quando a notícia foi divulgada, no ano passado, a única coisa que me chamou a atenção foi o fato de terem consultado o Diogo Mainardi. Era prova de que a embaixada não sabia diferenciar jornalismo de parajornalismo de show. 

Quanto aos demais jornalistas, as consultas são absolutamente normais. A embaixada norte-americana faz isso, assim como a chinesa e todas as demais.

Eu mesmo, em 1994, logo após as eleições, fui convidado para almoçar com o então embaxador norte-americano, que queria saber minha opinião sobre o futuro presidente. Disse-lhe que, pelo exemplo à frente da Fazenda, considerava que FHC faria um governo fraco, lento, titubeante, porque não me parecia ter nem determinação nem vontade de comandar grandes transformações, a não ser aquelas já em curso - privatização, por exemplo.

Para minha surpresa, o embaixador me disse que era a mesma opinião do Departamento de Estado.

O único senão, nas atuais conversas, foi a falta de discernimento dos diplomatas, de não se darem conta de que o clima de intensa polarização do debate político fazia com que muitos analistas atropelassem completamente os fatos para emitir opiniões enviesadas. Houve quem prognosticasse com a maior segurança do mundo o fim do kirchenerismo, com a morte do presidente Nestor.

Não souberam distinguir o discurso de propaganda da opinião técnica.

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151 comentários
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Alberto Porem Junior

A única coisa que atualmente diferencia a "esquerda" da "direita" é o lado.

 
 
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Clever Mendes de Oliveira

Alberto Porem Junior (sexta-feira, 28/10/2011 às 07:52),

Cuidado, pois a sua afirmativa é mais própria de quem fica do lado da direita. Há uma série de comentários meus junto ao post "Pobres reclamando de impostos? Faz todo o sentido" de 25/10/2010 às 19h11 no blog de José Paulo Kupfer. Meus comentários foram uma tentativa para mostrar que há diferença entre esquerda ou direita. Talvez eu não tenha conseguido, mas penso que vale uma leitura, assim deixo a seguir o link:

http://blogs.estadao.com.br/jpkupfer/pobres-reclamando-de-impostos-faz-todo-o-sentido/

Não vejo muito presente neste post a questão da direita e esquerda. Concordo com o que diz Luis Nassif, mas penso que ele não deveria se autoelogiar para dizer que a prática da conversa com os embaixadores é freqüente. Aliás, no elogio ele pecou por deixar implícito que o fracasso do governo de Fernando Henrique Cardoso era fruto de aspecto da personalidade de Fernando Henrique Cardoso. Não creio que o fracasso fora decorrente da personalidade dele, salvo pelo fato de que se ele tivesse carisma talvez ele tivesse condição de desatar o nó do Plano Real com risco para a popularidade dele. 

O governo de Fernando Henrique Cardoso fracassou porque ele teve que administrar o país na seqüência de um plano que acabava com a inflação de uma vez em um período de eleição para eleger um presidente e um presidente que não fora sequer presidente de um grêmio recreativo na juventude. Lula teve sorte porque em 2002 houve uma desvalorização tão forte que ficou impossível revertê-la e a desvalorização deu força para a recuperação econômica. Quem não tinha o mínimo de conhecimento em economia sabia que o Plano Real ia levar o país para crise no Balanço de Pagamentos (Quem tinha um mínimo de conhecimento em economia é claro que não fazia essas previsões porque sabia e sabe que ninguém conhece o futuro, como eu não tinha esse mínimo conhecimento eu fazia essas previsões).

E Luis Nassif também não devia fazer referência à avaliação pejorativa que alguns fizeram sobre o futuro da Argentina com a morte de Nestor Kirchner. As opiniões sem base sobre a situação na Argentina era compartilhada por muitos jornalistas. Encontrei um exemplo desses disparates em pesquisa que fiz ontem à noite, 27/10/2011. Eu queria acrescentar alguma informação que eu tivesse em arquivo em um velho computador aposentado para colocar junto ao post "A Argentina de Cristina e o Peronismo" de terça-feira, 25/10/2011 às 10:00 aqui no blog de Luis Nassif no seguinte endereço:

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-argentina-de-cristina-e-o-peronismo

E encontrei um velho post da época do blog do Luis Nassif Projetobr intitulado "Crise: seu nome é mulher" de 17/07/2008 às 14:21 e pior, há um acréscimo dentro do mesmo teor originado de um comentário de Daniel W. Na parte de Luis Nassif o post dizia o seguinte:

"Cada vez que se analisam as possibilidades que o Brasil perdeu de 1994, dá um desânimo danado com FHC e Lula. Cada vez que se olha para a Argentina, dá um alívio.

Há décadas a Argentina consegue sempre fazer pior do que o Brasil jamais será capaz. A o capítulo Cristina Kirschner se insere nesse drama.

Domingo Cavallo foi incrivelmente pior do que os economistas do Real. A crise se incumbe dos ajustes, torna-os inevitáveis. Nestor Kirchner consegue retomar o ritmo do desenvolvimento.

Aí vem a maldição argentina. Primeiro, o receio da freada de arrumação provocar perda de popularidade - mal que acomete os políticos daqui também. Depois, a indicação da mulher, achando que seria possível controlá-la. Sonho impossível! Depois que se senta na cadeira de presidente, não existe mais primeira-dama. O primeiro-damo que se acomode na nova função.

Tem-se agora uma mulher argentina típica, de gênio forte, mas como um trem desgovernado, arrumando encrencas para todo lado - não bastassem as encrencas inevitáveis.

A derrota do governo, no caso do imposto sobre exportações, liquida com o governo Cristina Kirschner, provocará um aumento complicado na inflação em um momento em que a economia mundial começa a entrar em parafuso."

É claro que eu tomo esse post de Luis Nassif mais como fruto do interesse dele de trazer uma polêmica para o blog, até pelo grau de machismo explicito no post que eu não creio que seja próprio dele, mas serve para mostrar como são falhas essas informações que os Estados Unidos obtinham dos jornalistas. Para mim essas reuniões são mais uma espécie de chá das cinco. Rola só conversa fiada que o pobre do embaixador ainda fica com a obrigação de fazer a transcrição do que foi discutido. São tão pueris que não vale nem a reação que vi ontem no Twitter de Alon Feuerwerker AlonFe e que eu transcrevo a seguir, conforme copiei hoje, 28/10/2011 às 10:35:

"AlonFe RT @zerotoledo: @AlonFe Pior do que ser citado em vários despachos de diplomatas norte-americanos é não ser citado em nenhum. Tô maus.

10 hours ago · reply · retweet · favorite"

Enfim participar dessas reuniões não é nenhuma honra, nem nenhum demérito.

Clever Mendes de Oliveira

BH, 28/10/2011

 
 
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fernando antonio

Pobre do embaixador ???

E eu ainda perco meu tempo lendo estas coisas...

 
 
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Eduardo Ramos

Clever, TODOS OS ERROS GRAVES do FHC, têm a ver com dois defeitos na personalidade dele, aparentemente, irrevogáveis: 1 - A vaidade 2 - A fraqueza de personalidade.  Essas duas compulsões o levaram sistematicamente, a precisar, a buscar a aprovação da mídia e das elites, daí a sua "direitização" absurda no exercício do governo, e o deboche escrachado com que tratava a cultura, o jeito, dos brasileiros mais humildes socialmente falando. Não foi à tôa, diante dessa fraqueza, que ACM, tornou-se praticamente o "imperador" do Brasil no auge do seu poder, dominando a agenda ideológica e política do governo. FHC passou a dar a impressão, a partir de determinado tempo, de "jogar para a platéia", esqueceu-se de governar, e desejou mesmo, a partir de um ponto "X", apenas "salvar as aparências" para as classes média e alta e a grande mídia. Foi profundamente desonesto e cínico com Itamar Franco, e "lambeu as botas" prazerosamente de gente que, antes do poder, ele execrava.

 
 
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Clever Mendes de Oliveira

Eduardo Ramos (sábado, 29/10/2011 às 10:57),

Eu concordo parcialmente com o que você diz na primeira parte do seu comentário. Discordo, entretanto, da sua avaliação da força de Antonio Carlos Magalhães no governo de Fernando Henrique.

Concordo parcialmente com você porque também acho que Fernando Henrique Cardoso é vaidoso e que ele tem a personalidade fraca, no sentido de não ser autoritário, ou no sentido de ser lento nas decisões, ou ainda no sentido de não ter ânimo na implementação de uma decisão.

Depois com mais tempo eu volto a discutir sobre a relevância ou não da vaidade e da personalidade fraca na atuação política de um chefe de executivo e sobre a força de Antonio Carlos Magalhães durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.

Clever Mendes de Oliveira

BH, 29/10/2011

 
 
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Marcia

Segundo meu amigo Ivan,  todos são espiões!

Acredito nele.

 
 
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Paulo Erivan de Sousa

Não existe almoço ou jantar de graça. Quem pega essas bocas-livres, os comes-e-bebes, será sempre cobrado; e o preço por participar desses convescotes, é muito alto para quem tem caráter, mas não é nada para o mau-caráter. A elite financeira quando se reune, e convida alguns puxa-sacos, está implícita a divulgação da festança, bem como o espaço para se plantar informações de interesse do pagante e anfitirão; inclusive a traição.  Muitos se prestam a executar a tarefa "espinhosa" mesmo contra os interesses do país e de sua soberania. Capachos é que são.

 
 
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Henrique - O Outro

CARTA CAPITALO silêncio dos influenciáveis

Por Gilson Caroni Filho em 30/03/2004 na edição 270  Observatório da Imprensa

Como reagiria a opinião pública de uma nação soberana se tomasse conhecimento,Que as instituições republicanas são inteiramente controladas por redes de espionagem, e setores expressivos da imprensa local cooptados para  por meio de conceituada publicação jornalística, que sua Polícia Federal foi comprada por serviços de inteligência de um país estrangeiro?produzir uma imagem favorável aos interesses da potência controladora? Seria impossível conter o terremoto político advindo de tais revelações, salvo se um isolamento acústico fosse imediatamente construído por aqueles que elaboram a agenda da opinião pública. E é nesse ponto, no silêncio consensual do complexo midiático, que reside a atualidade deste pequeno artigo.

Reportagem de capa da edição de CartaCapital, com data de 19/3/2004 ,traz à tona um personagem que poderia ter saído das páginas de qualquer romance de John Le Carré. Versão tão patética quanto real do "espião que sabia demais", o português naturalizado americano Carlos Costa chefiou o FBI no Brasil de 1999 a outubro de 2003. Em entrevista ao jornalista Bob Fernandes, ele foi categórico:

"Os Estados Unidos compraram a Polícia Federal. Há um antigo ditado, e ele é real: quem paga dá as ordens, mesmo que indiretamente".

Não descartando a possibilidade de alguma agência americana ter grampeado o Palácio da Alvorada e o Itamaraty, Costa disse que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), ao pedir equipamentos e recursos ao mundo todo, "se prostitui".

Não menos contundente é sua afirmação segundo a qual uma das mais importantes funções da embaixada americana no país é manipular a imprensa brasileira . Usando, eufemisticamente o verbo influenciar, o ex-agente não poderia ter sido mais claro:

"Detectamos jornalistas que sejam pró-América e os convidamos a ir aos Estados Unidos com todas as despesas pagas. Essa não era minha área, mas começa assim. Influenciar é mudar o pensamento contrário aos nossos interesses".

E qual seria o modus operandi? Mais uma vez, Carlos Costa é direto: "Seja lá o que for necessário. Se é comprar, é comprar, há várias maneiras. Mas deixa isso pra lá".

Eis o cenário da atual realidade brasileira. Agindo com total desenvoltura, uma profusão de siglas tais como a US Customs, DEA, NAS, CIA e FBI fazem de nossa legislação letra morta e tornam o conceito de soberania nacional, numa perspectiva otimista, uma hipótese a ser permanentemente verificada. Temos,enfim, polícias compradas e submetidas a comandos externos, uma Abin prostituída e formadores de opinião "influenciados". O quadro se torna mais dramático quando o monitoramento de setores estratégicos do governo é apresentado como rotina.

Grampo no palácio

O que chama a atenção é a ausência de repercussão da matéria de CartaCapital nos movimentos sociais mais combativos, no Congresso e, acima de tudo, em outros veículos jornalísticos. Por conta de episódios de gravidade bem menor, fala-se em crise de governo, perda de capacidade administrativa e riscos à coesão social. Clama-se pela instalação de Comissões Parlamentares de Inquérito e o alarido udenista se reflete nos editoriais das empresas que abrigam aqueles a quem Costa chama de "os influenciáveis".

A título de exemplo, por que a denúncia da revista dirigida por Mino Carta não provoca a mesma comoção que o destempero do ministro José Dirceu em entrevista ao jornalista Merval Pereira, de O Globo?

Desde sua publicação, o espaço concedido à reportagem de Bob Fernandes foi praticamente inexistente. Uma ou outra nota, até o abafamento total. Qual será o motivo do silêncio reinante nas redações dos principais jornais e revistas do eixo Rio-São Paulo quando o assunto é a ingerência imperialista na política brasileira?

Há cinco anos, CartaCapital sistematicamente denuncia o aparelhamento do Estado por agências americanas. Para ser mais preciso, vem historiando um processo que se inicia em 12/4/1995, quando é assinado o Acordo para Combate ao Narcotráfico, e se estende aos dias de hoje, com a DEA efetuando pagamentos a policiais brasileiros.

Na edição de 3/3/1999, a revista já apresentava a CIA controlando o antigo Centro de Dados Operacionais (CDO). À época, Fernando Henrique Cardoso teve grampeada uma conversa com o então chefe do Cerimonial da Presidência da República, embaixador Júlio César Gomes dos Santos.

Pacto de silêncio

A que devemos o silêncio dos "influenciáveis?" Traria a matéria denúncias graves sem a verificação adequada? Ausência de fundamentação empírica que indicasse sensacionalismo ingênuo ou petição conspiracionista? Não, CartaCapital tem feito um belo trabalho investigativo. Na última edição, à riqueza de detalhes somam-se fotos que documentam a desenvoltura de Carlos Costa nos salões do poder.

Seria conseqüência da lógica concorrencial das empresas jornalísticas, ignorar os fatos noticiados por veículos rivais? Ante a magnitude do assunto, é pouco plausível uma argumentação de cunho puramente mercantil.O mais sensato seria aprofundar a matéria, focalizando atores políticos relevantes, diretamente envolvidos na questão, tais como militares e estrategistas.

Estaríamos, então, nos deparando com um fenômeno hierárquico presente no interior do campo jornalístico? A existência de um veículo, e apenas um, que pautaria os demais ? A história recente da imprensa brasileira impossibilita tal conjectura. Diferentes publicações puxaram o fio da meada de assuntos relevantes e foram seguidas pelas demais. Basta lembrar que o impeachment de Collor começou nas páginas da revista Veja e os principais escândalos do governo FHC foram inicialmente noticiados pelaFolha de S.Paulo.

Talvez o desdobramento mais importante da matéria de capa da revista CartaCapital (19/3/2004) seja a ausência de desdobramentos. O silêncio gritante do resto da mídia realça ainda mais as palavras do agente Carlos Costa, quando define a ação dos serviços secretos sobre os seus diletos profissionais de redação: "Influenciar é mudar o pensamento contrário aos nossos interesses".

Talvez isso nos ajude a entender o arrazoado de certos colunistas em defesa da Alca, talvez compreendamos com mais facilidade os princípios que norteiam articulistas zelosos na defesa da política externa americana. Quem sabe esteja desnudada a política editorial de várias publicações.

Alguém pode retrucar que a argumentação desenvolvida no parágrafo acima é simplificadora. Certamente. Mas, enquanto os "influenciáveis" não romperem seu pacto de silêncio, qualquer teoria conspiratória terá relevância analítica. Ou repetindo a sabedoria do senso comum: "Quem cala, consente". Just do it.

 
 
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aleXandre

 Mas por que diabos  fernando rodrigues afirma que o tribunal de contas está aparelhado pela oposição e que não é isento para a embaixada americana mas não para os leitores do Brasil?

 
 
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Juliano Santos

Isso foi o que mais me chamou a atenção.

Mas eu tenho a resposta para a sua pergunta. É pela mesma razão que ele não informa que a imprensa é aparelhada pelos demo-tucanos.

Ou seria ao contrário, a oposição que seria aparelhada pelo pig? 

Ou na verdade os dois são a mesma coisa?

Sei lá, só sei que é a jurisprudência do pig não informar corretamente os "otários"

 

Juliano Santos

 
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Andraus

Alexandre, o que me impressiona no caso do FR é que ninguém ganha bolsa em Harvard à toa. Essa relações sõa mais do que perigosas.

Blog amigos do presidente lula

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/10/o-informante-fernan...

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O "informante" Fernando Rodrigues ganhou bolsa em Harvard em 2007

O jornalista Fernando Rodrigues, do grupo Folha de São Paulo/UOL (PIG/SP), apontado em documentos vazados do Wikileaks como "informante" da embaixada dos EUA, ganhou bolsa de estudos por 1 ano (iniciada em agosto de 2007) na Universidade de Harvard, através da Nieman Foundation, daquele país.

Passadas as eleições de 2006, consumada a derrota do candidato apoiado pelo grupo Folha (Alckmin perdeu para Lula), Rodrigues escreveu que passaria por um período de "aggiornamento" (atualização, adaptação à nova realidade) nos EUA, e voltaria em agosto de 2008, "pronto para a cobertura das eleições municipais" (nas palavras dele).

http://uolpolitica.blog.uol.com.br/arch2007-08-12_2007-08-18.html#2007_08-13_07_05_02-9961110-0

 

http://uolpolitica.blog.uol.com.br/arch2007-08-12_2007-08-18.html

É público e notório, por mais que dissimulem, que bolsas e incentivos deste tipo concedidas pelos EUA visam formar líderes na mídia brasileira, simpáticos e afinados com os interesses econômicos e geopolíticos estadunidenses.

É impensável esse tipo de bolsa para formar líderes cubanos que defenderão a revolução castrista, ou para adeptos de Hugo Chavez, de Cristina Kirchner, Evo Morales, Rafael Correa, ou do "lulopetismo" (como gostam de dizer).

Essa mesma velha imprensa, que pinça até mesmo qualquer coincidência 100% legal na vida pessoal ou profissional de um ministro para fazer ilações pesadas sobre sua integridade moral, exigindo o imediato afastamento para "provar a inocência", o que tem a dizer sobre essas relações carnais de seus jornalistas com governos e corporações estadunidenses?

 
 
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aleXandre

Mas que os termos que descrevem o Waack são comprometedores, são. ele deveria vir a público se explicar porque o silêncio dele pega mal.

 
 
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Andre Araujo

A noticia foi colocada em curculação com más intenções. A expressão "" INFORMANTE"" é

imbecil. Um Embaixador de um Pais importante circula todos os dias do ano, vai a Associações de empresarios, Sindicatos, Instituo de Engenharia, Federações de Industria, Asociação Comercial, Associações beneficientes, Clubes literarios, Academias militares, Escolas,

Institutos de Advogados, Universidades, Clubes de todos os tipos, Camaras de Comercio, um diplomata de pais importante tem tres a quatro encontros por dia, todo Embaixador que se preze tem um secretario só para cuidar da agenda, na Embaixada do Brasil em Washington tem um secretario de agenda para o Embaixador e outra, uma senhora muito distinta e altamente qualificada, para a Embaixatriz, porque são agendas separadas e complicadas.

Quer dizer então que todo aquele que conversa com o Embaixador é "" informante? " O Presidente da FIESP é então um ""informante""? O Prefeito de S.Paulo é ""informante"?

As Embaixadas existem na sua forma moderna há 500 anos exatamente para isso.  Se assim não fosse, para que Embaixadas? As representações diplomaticas são instrumentos de captação de dados sobre o Pais, seu ambiente social, politico, cultural,  economico, o Brasil é o campeão mundial de Embaixadas, tem mais que qualquer outro Pais, até em lugares remotos de escassa importancia, a gest]ao Amorim sozinha abriu 47 Embaixadas.

A expressão ""informante"" é aparentada com a expressão ""espião"" e o propagador dessa noticia queis dar exatamente esse sentido mas o Nassif pulou na frente e desmontou a arapuca.

 
 
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André LB

  AA, concordo plenamente com você e com o Nassif. No entanto, o assunto exibe também outra dimensão.

  Perceba que uma das informações passadas foi a respeito do suposto aparelhamento do TCU por demo-tucanos. Teor estratégico: nenhum. Mas, MAS onde fica a diuturnamente arrotada "imparcialidade" do profissional? Se você ou eu falamos isso ao embaixador americano isso não significa nada, mas quem disse é um jornalista, um profissional da informação, daqueles que se comprazem em levantar notícias a respeito de "tudo", "custe o que custar". Assim, na melhor das hipóteses somos TODOS obrigados a considerar que nossa mídia não é fonte confiável de informações, de modo que estão cobertos de razão os que apontam o partidarismo aí corrente - em outras palavras, ECCE PIG. Acredito que você não seria santelmo a ponto de dizer o contrário, não é mesmo?

 
 
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João Carvalhedo

Para você ver como é complicado o sujeito ter que sair se explicando devido a uma palavrinha colocada às vêzes fora de contexto e de má fé.

Agora, você é quem tem que sair defendendo o William Waack por razões, imagino eu, de proximidade ideológica.

Ora, se o sujeito é jornalista, ele é por definição informante. Se eu encontro o WW no elevador e pergunto se ele sabe o resultado do jogo do Flamengo e ele me informa, ele é informante.

Se o embaixador americano o convida para almoçar e pergunta se um político qualquer é corrupto e o WW tem provas que o permitem confirmar a informação e a passa ao embaixador, não vejo problema nenhum. Ora, o trabalho do WW é buscar informação sobre tudo, especialmente no campo em que ele atua, e passá-la adiante.

O único porém é que, como empregado da Globo, ele devesse divulgar a informação primeiro através daquele meio jornalístico que o remunera para buscar a informação. Aí, já é uma questão de ética profissional.

Mas, e se ele for um jornalista free lancer ? Passar a informação para o embaixador o transformaria em delator, espião, etc. . Bobagem

Seria diferente, entretanto, se o WW fosse contatado pelo Departamento de Estado Americano para cumprir a tarefa de sistematica e rotineiramente informar a Embaixada Americana sobre as informações que obtém como um profissional em posição privilegiada na Globo.  E pior ainda, se ele fosse remunerado por isto.

Agora, imagina um Ministro ser acusado, sem provas, de ter recebido R$ 1 milhão numa caixa de papelão, em notas de R$ 50,00 e R$ 100,00 , na garagem do Ministério, e ter toda a imprensa que tem relevância no país replicando essa acusação todas as horas e todos os dias.

A prática caluniosa e canalha da velha imprensa só vai parar no dia que um indivíduo desses der o fim na própria vida.

Mas aí, eles passarão a especular se foi suicídio ou queima de arquivo.

 
 
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Juliano Santos

Com certeza se o embaixador perguntasse para os jornalistas se o Orlando Silva é corrupto, eles responderiam que não há nenhuma prova nem evidência de que seja. E que ele estaria sendo linchado por conta da briga política.

É possível que dissessem umas coisinhas sobre a Veja também.

O embaixador chega para os jornalistas do pig e pede:

Conte-me tudo, não esconda nada, afinal de contas, eu não sou um de seus "Homers Simpsons"

 

Juliano Santos

 
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Alexandre Weber - Santos -SP

A safra do diversionismo promete.

Pão & Circo.

Cara pálidas, que informação a nulidade do Waak teria para o USA?

 

Follow the money, follow the power.

 
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Paulo Erivan de Sousa

Existe o jornalista, profissional da informação e existe o puxa-saquista, preocupado em prestar serviço, como um capacho. O jornalista presta informações ao público através do veículo em que trabalha, mesmo que muitas vezes tenha na notícia o viés a favor das idéias do patrão, o que é de praxe no Pig. Mas trabalhar contra os interesses do país e sua soberania é traição mesmo.

 
 
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Antônio CDS

Não há inocência nisto. É óbvio que há este contato, senão, não haveria necessidade de embaixadores, por supuesto. Mas uma coisa é uma conversinha no fim de tarde para falar sobre os ares aprazíveis dos trópicos. Outra coisa é fazer propaganda travestida de reportagem como no caso dos elogios do Waack à "visita" da frota americana. Aí já entramos no limite do colaboracionismo.

O caso do Fernando também não tem nada de chá das cinco. Até porque, a gravidade da afirmação deveria ser motivo de manchete e não de tatibitates com embaixador estrangeiro.

Digamos que, numa urgência de petróleo, haja a necessidade (para os americanos) de se trocar por um governo mais , como diria, "petrobrax".

Seria muito importante saber o caminho das pedras para se insuflar a população. Saber que há um TCU "aliado", fazendo manobras para transformar a Petrobras na "ong" da vez (qualquer semelhança com a terraplanagem da refinaria do Pernambuco NÃO é mera coincidência) ajudaria bastante.

Para quem divulga na maior cara-de-pau que o Irã contratou o dono de uma boca de fumo em Tijuana para fazer um atentado a bomba para matar o sub do sub do sub da Arábia Saudita e ainda pagou com depósito em conta corrente,  seria fichinha.

 
 
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Guilherme_RJ

Informante qualquer um pode ser, mas a defesa intransigente dos interesses estadunidenses que ele faz em todos os seus programas, principalmente no globonews painel, é vergonhosa.

Chega a ser ridículo o esforço para converncer o telespectador, parafraseando alguuém já esquecido, de que o que é bom para os EEUU é bom para o Brasil.

 
 
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C. Cerrito

 

 É, vai ver que é normal isso:

Wikileaks aponta Wiliam Waack como informante do governo dos EUA

Blog Brasil que Vai cita documentos sigilosos divulgado pelo site de Julian Assange
Do R7

O repórter da Globo William Waack, que seria informante do governo dos EUA, segundo post do blog Brasil que Vai (com base em documentos do site Wikileaks)

O repórter William Waack, da Rede Globo de Televisão, foi apontado como informante do governo americano, segundo post do blog Brasil que Vai - citando documentos sigilosos trazidos a público pelo site Wikileaks há pouco menos de dois meses.

De  acordo com o texto, Waack foi indicado por membros do governo dos EUA para “sustentar posições na mídia brasileira afinadas com as grandes linhas da política externa americana”.

- Por essa razão é que se sentiu à vontade de protagonizar insólitos episódios na programação que conduz, nos quais não faltaram sequer palavrões dirigidos a autoridades do governo brasileiro.

O post informa que a política externa brasileira tem “novas orientações” que “não mais se coadunam nem com os interesses americanos, que se preocupam com o cosmopolitismo nacional, nem com os do Estado de Israel, influente no ‘stablishment’ norte- americano”. Por isso, o Departamento de Estado dos EUA “buscou fincar estacas nos meios de comunicação especializados em política internacional do Brasil” - no que seria um caso de “infiltração da CIA [a agência norte-americana de inteligência] nas instituições do país”.

O post do blog afirma ainda que os documentos divulgados pelo Wikileaks de encontros regulares de Waack  com o embaixador do EUA no Brasil e com autoridades do Departamento de Estado e da Embaixada de Israelmostram  que sua atuação atende a outro comando que não aquele instalado no Jardim Botânico do Rio de Janeiro”.

http://noticias.r7.com/internacional/noticias/wikileaks-aponta-wiliam-waack-como-informante-do-governo-dos-eua-20111027.html 

 

 
 
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LuizFreitas

Tente fazer o mesmo lá nos isteites... No mínimo você será vigiado e possivelmente armarão alguma arapuca para te engaiolar... Principalmente se não for tucano-DEMoníaco!

 
 
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Eduardo Ramos

Concordo com você! Até porque, espionagem não se faz às claras, em reuniões festivas ou encontros onde claramente se busca opiniões! Em quem confiar na busca do que é relevante, é da intuição de cada embaixador.

 
 
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Maria Fulô

Acho que houve apenas um mal entendido... Como a Globo é o Quartel General da mídia sulamericana pró Imperialismo Americano (foram eles que montaram aquilo), todos os jornalistas da casa são classificados como informantes (ao vivo) dos Estados Unidos. Apenas isso...

 
 
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jose luiz ribeiro da silva

Nassif posta ser natural este tipo de atividade. eu já não acredito na tese. Os EUA são um país que prima pela intervenção nos povos e em reguardar, a todo custo, os seus interesses. Organizaram golpes de Estado aqui e em toda a América. fornecer informações sobre o país, seja ela em forma de análise ou opiniões pessoais, não é o mesmo que discursar na padaria do bairro, me desculpe Sr. Nassif e colegas de profissão, pode até ser normal, afinal macaquitos já somos chamados a muito tempo, mas é muito questionável e tal prática merece, esta sim, uma investigação pelos órgãos de segurança interna, para ver até que ponto vai este convescote entre agentes estrangeiros e jornalistas, ministros de Estado e, quem sabe outros  intelectuais nacionais. é uma pena e uma vergonha.

 
 
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erico

O problema do Waack é o conteúdo da informação, não o fato de ter mantido conversa com diplomata. A questão é que o conteúdo demonstra que o jornalista, tal qual certos diplomatas brasileiros, se fascinam por "tirar os sapatos" - para não dizer baixar as calças mesmo - para os EUA. Enfim, o bom e velho entreguismo. 

 
 
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Assis Ribeiro

Ora, Nassif, nós que sempre criticamos a imparcialidade, a seletividade, a desonestidade de alguns jornalistas no trato com a verdade, nós que sabemos como foi o envolvimento da imprensa em 64 e outros momentos tristes, nós que sabemos como a imprensa destrói reputações, derruba ministros, governos, nós que derrubamos a farsa da imprensa no caso da "bolinha de papel" que quase causa problemas maiores na já confusão mental de Serra, nós que sabemos a subserviência da imprensa aos interesses não republicanos, ou mesmo como você disse: ...Quando a notícia foi divulgada, no ano passado, a única coisa que me chamou a atenção foi o fato de terem consultado o Diogo Mainardi. Era prova de que a embaixada não sabia diferenciar jornalismo de parajornalismo de show...

Conversar é normal em qualquer sociedade, mas vender informações para desestabilizar governos, inventar intrigas, divulgar que a crise seria um tsunami  e com isso criar uma retração de mercado,...

Por isso só dá para entender o alarde.

Só para utilizar uma expressão: "por muito menos" o fundador do Wikileaks esta sendo perseguidos até por governos.

 

Assis Ribeiro

 
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CarinBW

Ahahaha, Nassif também é espião, rs

 
 
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Vanda

...espião e vidente......acertou na mosca...rsrs

 
 
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Rafael Gonzaga

Vidente do passado é facil, né?

Agora o Nassif vem falar que previu "exatamente" como seria o governo FHC, e para o publico aqui do blog que aceita essa versão da realidade com todo o gosto... que interessante.

Sejamos francos, Nassif. Você não precisa usar o seu espaço para jogar para a torcida o tempo todo. Ou o seu projeto de elamear a vida e obra de FHC e Serra nunca terá fim?

Bom, depois de duas semanas de bombardeio contra o Ministro dos Esporte e o PCdoB o melhor que a Carta Capital e amigos da presidentA conseguiram foram 3 sitações sem contexto contra um jornalista da Globo?!?!?!

Eu dei muita risada ontem no twitter com os militantes da blogosfera progressista tentando fazer disso um assunto relevante. Muito divertido ver como as pessoas não tem noção alguma de como a diplomacia funciona.

 
 

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