Os documentos sobre Dilma

Por Nilson Fernandes

Atualizado

Sob tortura

Documentos da ditadura dizem que Dilma assessorou assaltos a bancos

Publicada em 18/11/2010 às 23h37m

Evandro Éboli e Jailton de Carvalho

BRASÍLIA - Liberados para consulta nesta quinta-feira pelo Superior Tribunal Militar (STM), os dezesseis volumes de documentos com páginas já amareladas e gastas que contam a história do processo movido pela ditadura militar contra a presidente eleita Dilma Rousseff descrevem a ex-militante como uma figura de expressão nos grupos em que atuou, que chefiou greves e "assessorou assaltos a bancos", e nunca se arrependeu.

Na denúncia oferecida pelo Ministério Público Militar contra os integrantes do grupo de esquerda VAR-Palmares, Dilma é chamada de "Joana D'Arc da subversão". "É figura feminina de expressão tristemente notável", escreveu o procurador responsável pela denúncia.

O GLOBO teve acesso aos autos a partir de autorização do presidente do STM, ministro Carlos Alberto Marques. A decisão foi assinada no mesmo dia em que o plenário da Corte liberou o acesso dos autos ao jornal "Folha de S.Paulo", que antes da eleição tentara consultar o processo. Dilma apresentou nesta quinta-feira um pedido para também ter acesso aos autos. O presidente do STM determinou que seja dada prioridade à requisição da presidente eleita. Ela já havia pedido acesso aos autos durante a eleição, mas ele fora negado.

Em depoimento à Justiça Militar, em 21 de outubro de 1970, Dilma contou ao juiz da 1ª Auditoria da 2ª Circunscrição Judiciária Militar que foi seviciada quando esteve presa no Dops, em São Paulo. O auditor não perguntou quais tinham sido as sevícias. No interrogatório, Dilma explicou ao juiz por que aderiu à luta armada. O trecho do depoimento é este: "Que se declara marxista-leninista e, por isto mesmo, em função de uma análise da realidade brasileira, na qual constatou a existência de desequilíbrios regionais de renda, o que provoca a crescente miséria da maioria da população, ao lado da magnitude riqueza de uns poucos que detêm o poder e impedem, através da repressão policial, da qual hoje a interroganda é vítima, todas as lutas de libertação e emancipação do povo brasileiro. Dessa ditadura institucionalizada optou pelo caminho socialista".

Sem participação ativa nas ações

Os arquivos trazem ainda cópia do depoimento que Dilma prestou em 1970 ao Departamento de Ordem Política e Social (Dops), delegacia em que ela ficou presa e foi torturada. No interrogatório realizado no dia 26 de fevereiro daquele ano, Dilma, sob intensa tortura, segundo o depoimento, listou nomes de companheiros, indicou locais de reuniões, e admitiu que uma das organizações da qual fazia parte, o Colina, fez pelo menos três assaltos a banco e um atentado a bomba. Mas ressalvou que nem ela nem o então marido, Cláudio Galeno de Magalhães Linhares, tiveram "participação ativa" nas ações.

No interrogatório no Dops, Dilma contou que o atentado a bomba foi praticado na casa do interventor do Sindicato dos Metalúrgicos em Minas Gerais, e que atingiu também a casa do delegado regional do Trabalho. As residências eram contíguas.

Em um trecho do depoimento, Dilma disse que uma de suas funções em organizações de combate à ditadura era organizar células de militantes. Teria sido encarregada de distribuir dinheiro aos grupos. O dinheiro teria sido arrecadado em ações dos movimentos.

Os documentos relatam que Dilma começou a ser "doutrinada para o credo ideológico marximalista" (sic) por Cláudio Galeno, em Belo Horizonte, quanto atuavam na Polop, em 1967. Anos depois, na VAR-Palmares, Dilma foi a São Paulo e assumiu atividade de colegas que estavam para cair (serem presos). Dilma foi professora de marxismo e em sua casa foram apreendidos materiais para falsificação, panfletos e livros considerados subversivos.

Antes de seguir para São Paulo, Dilma e o marido passaram pelo Rio, em 1969. Sem conseguir, de início, um aparelho para morar, viveram num hotel em Laranjeiras. A Polop, movimento em que atuavam, passou a se chamar Colina. Dilma traduziu livros para os companheiros e foi cobrir pontos e contatos. Foi usada certa vez como "araque", para atrair e despistar a atenção dos militares enquanto companheiros faziam reuniões.

Dilma era deslocada para outros pontos do país para fortalecer a atuação do Colina e arregimentar companheiros. Foi ao Rio Grande do Sul, onde a atuação de seu grupo era fraca e não havia militantes suficientes. Depois, foi cumprir o mesmo papel em Brasília e Goiânia.

Em junho de 1969, teria participado da reunião que tratou da fusão do Colina com a VPR, no Rio. Dilma contou que, em outro encontro, um companheiro falou da realização de uma "grande ação" que iria render bastante dinheiro para os cofres da organização. Essa ação, soube Dilma depois, tratava-se do assalto à residência de Ana Capriglione, ex-secretária do ex-governador Ademar de Barros.

Elogio à "dotação intelectual"

Num relatório sobre guerrilheiros da VAR-Palmares, o delegado Newton Fernandes, da Polícia Civil de São Paulo, traça um perfil de 12 linhas sobre Dilma. Segundo ele, ela era "uma das molas mestras e um dos cérebros dos esquemas revolucionários postos em prática pelas esquerdas radicais". O delegado diz que a petista pertencia ao "Comando Geral da Colina" e era "coordenadora dos Setores Operário e Estudantil da VAR-Palmares de São Paulo, como também do Setor de Operações".

"É antiga militante de esquemas subversivo-terroristas", diz o delegado. No texto, elogia a capacidade intelectual da guerrilheira: "Trata-se de uma pessoa de dotação intelectual bastante apreciável". No documento, o delegado pede a prisão preventiva de Dilma e mais 69 acusados de atividades subversivas contra o governo.

Em maio de 2008, Dilma falou no Senado sobre o período em que foi torturada. Questionada pelo senador Agripino Maia, que relembrou uma entrevista em que ela dizia ter mentido na prisão, Dilma afirmou que foi "barbaramente torturada" e respondeu:

- Não é possível supor que se dialogue com pau de arara ou choque elétrico. Qualquer comparação entre a ditadura militar e a democracia brasileira só pode partir de quem não dá valor à democracia brasileira - disse Dilma, que emocionou a plateia que a ouvia na ocasião. - Eu tinha 19 anos. Fiquei três anos na cadeia. E fui barbaramente torturada, senador. Qualquer pessoa que ousar dizer a verdade para interrogador compromete a vida dos seus iguais. Entrega pessoas para serem mortas. Eu me orgulho muito de ter mentido, senador. Porque mentir na tortura não é fácil. Na democracia se fala a verdade. Na tortura, quem tem coragem e dignidade fala mentira. E isso, senador, faz parte e integra a minha biografia, de que tenho imenso orgulho. E completou: - Aguentar tortura é dificílimo. Todos nós somos muito frágeis, somos humanos, temos dor. A sedução, a tentação de falar o que ocorreu. A dor é insuportável, o senhor não imagina o quanto.

http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/11/18/documentos-da-ditadura-dizem-que-dilma-assessorou-assaltos-bancos-923053274.asp 

Por Cafezá

Há um detalhe a ser observado. Dilma foi presa aos 19 anos de idade. Ou seja, o período maior de sua atuação nos grupos de esquerda da época ocorreu quando era menor de idade. Além disso, na época em que atuou e foi presa, a emancipação civil feminina se dava aos 21 anos. Nem por isso, a Globo e a Folha respeitam o sigilo das informações e as divulgam como forma de desprestigiar a presidente eleita. A torpeza dessa atitude é chocante. Mencionar publicamente informações colhidas sob tortura não deveria ter sido permitido, a não ser com a expressa autorização formalizada de Dilma. O sigilo desse tipo de informação também deve ser mantido tendo em vista o resguardo da integridade emocional daqueles que sofreram um tipo de crime que figura como um dos mais brutais da humanidade.

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181 comentários
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Chico Pedro

"...Documentos da ditadura dizem que Dilma assessorou assaltos a bancos..."

.

Mais um ponto positivo.

 
 
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DanielQuireza

Aahaha, gostei dessa. Se ainda não votasse nela, agora então que votaria mesmo ! Falando sério, não cabe preocupação. Este é um jornal totalmente sem credibilidade, que inventa matérias e é totalmente partidário. Falo isso até com certa tristeza, pois foi com a Folha que comecei a me interessar por política e economia, ainda na época do colegial há alguns anos atrás. Mas hoje a história é diferente. Quando o PHA começou a usar a tal sigrl PIG eu até relutava, achava exagerado e tudo mais. Mas principalmente depois dessas eleições eu percebi que não tem jeito, esse tipo de imprensa que é totalmente inépta, ineficiente, de pensamento único e com clara tendências golpistas não tem nome melhor.

 

@DanielQuireza

 
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Bento de Abreu

E como era branda essa ditadura, não?

Só uns pau de araras, choquinhos elétricos pra quem sobrevivia, coisa pouca.

 
 
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paulo mariano

Bento,

Você esqueceu que eles também - CARINHOSAMENTE - arrancavam as unhas dos presos (na carne crua, sem qualquer analgésico).

 
 
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Marco Santo

Esta aí a VERDADE que aliás nunca foi escondida pela Presidente Dilma. No pequeno texto ressalta-se pelo seu interrogador e ou um torturador disfarçado o elogio a sua alta capacidade intelectual, já com pouca idade demonstrava. Teremos grandes surpresas com a nossa Presidente em pleno exercicio do poder da Republica. Muitos mitos cairão. É chegada a hora da abertura de todos os processos e quem sabe encontraremos os ossos dos que já foram. Eu vivi aquela época também, mas não passei por muita coisa que outros passaram. Vamos ver qual " limonada "  a FSP e sua prestigiada advogada Dra. Taís Gasparian vão fazer. De qualquer forma tem "dedo" ou melhor "pena" de tucano ai.

 
 
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Nilson Fernandes

O Tribunal Militar liberou para o Globo  a papelada amarelada da Dilma. Mas um Governo que se apossou do poder em 1964 tem legitimidade para afirmar tudo isto sobre a Dilma ? Sem tem, eu também quero que a Folha e o Globo divulgue do Aluisio Nunes Ferreira. 

Também tenho direito de saber o que o senador mais votado de São Paulo aprontou em tempos de chumbo !

 

Nilson Fernandes

 
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DanielQuireza

Boa Nilson. Mas talvez eu pense um pouco diferente. O que o Aloysio Nunes fez na época da ditadura deve ter sido boa coisa, deve ter lutado contra os terroristas que tomaram o poder, ele deve ter feito a parte dele, pelo menos não fugiu para o país que patrocinou o golpe como um certo candidato derrotado ai. O que me preocupa realmente com relação ao Aloysio é o que ele e seu amigo Paulo Preto têm feito atualmente. Será que ele pagou ao "empréstimo" recebido de seu grande amigo ? Será que a filha de PP continua advogando para empreiteiras do rodoanel, como fez quando o pai era o Diretor da Dersa ? Será que seu genro e sua mãe continuam sócios de uma empresa fornecedora de equipamentos às empreiterias do rodoanel, como quando ele era diretor da Dersa ? Acho que são fatos que mereceriam ser minuciosamente investigados.

 

@DanielQuireza

 
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Gilberto Marotta

Aloysio Nunes já confessou (não sob tortura, mas em entrevista recente) participação direta em pelo menos um assalto armado, o do trem pagador Santos-Jundiaí.

 

"Ou o Brasil acaba com a mídia canalha, ou a mídia canalha acaba com o Brasil"

 
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Quintela

Beleza!!!!

Acabei de saber disso por causa do blog...

Isso o "PIG" não fala.

Me causa asco essa nossa imprensa "livre" e "democratica"...

 
 
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Gilberto Marotta

Uma das coisas que mais me irritou na última campanha, e continua me irritando, é que quando eu falava do Aloysio Nunes (e do próprio Serra, que foi da AP), alguns acusavam A MIM, de estar baixando o nível ou apelando, ou mentindo. E na verdade, eu pouco me importo se Aloysio assaltou. Na ditadura, isso, pra mim, era motivo de orgulho. A decepção foi ele, o Serra e outros, terem mudado de lado. Dilma não, e por isso me orgulho dela até hoje. Mas sempre citei o caso Aloysio não como condenação a ele, chamando-o de terrorista como fizeram com Dilma, e sim como contraponto, denunciando a hipocrisia absurda da oposição.

 

"Ou o Brasil acaba com a mídia canalha, ou a mídia canalha acaba com o Brasil"

 
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Marco Santo

Esse com certeza aprontou muita m..............e era um dos mais raivosos.

 
 
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Pois é Nilson, liberem todos os arquivos....mas precisa ser TODOS!!!

Agora, uma confissão/testemunho  obtida sob tortura,    quanto vale??  

 

Fatos que gostaria de testemunhar antes de morrer: 1-político bandido, preso; 2-juiz, promotor, procurador bandido, preso 3-Corinthians, campeão da Libertadores.....

 
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Dulce

Se você pedir, EU ASSINO JUNTO.

 
 
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Ivan Moraes

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK...

A rede golpe deu o golpe na falha de Sao Paulo!  Eita trem bao, so!

 

(A "noticia" nao me interessa pintada de ouro.)

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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Regina Martins

Eles estão juntos!!! É o PIG de mãos dadas.

 
 
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Raphael

Sei que não tem haver com o post, mas acabei de assistir no Jornal da Globo um video gravado pelas cameras de segurança de algum prédio da avenida Paulista. O video não deixa duvidas nenhuma, os agressores agiram sem NENHUM motivo. As vitimas apenas passaram ao lado deles e um foi lá e quebrou a lampada na cara da vitima, em seguida já quebra a outra. Fiquei assustado demais, porque nem os ladrões que assaltaram minha casa, como toda minha familia dentro, foram tão violentos, na verdade, so roubaram e foram embora. Esses meninos não, com todas as oportunidades na vida, agiram assim. Fiquei mais tranquilo quando vi que a vitima foi em cima do agressor e deu a famosa, pelo menos aqui no Acre, "vuadora".

 
 
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Nilson Fernandes

 

 

 

 

Você sabe o que é terrorista? Tem certeza? setembro 8th, 2010 by mariafro 38tweetsretweet

Reproduzo um videocast do crítico de cinema e editor do Cinema em Cena, Pablo Villaça que, a partir de reflexões e experiências vividas no movimento estudantil, retoma algumas representações da luta daqueles que combateram a Ditadura Militar.

Como eu e todos aqueles que têm algum conhecimento da história recente do país, Villaça também se assusta com aquilo que nós historiadores chamamos de ‘revisionismo’ histórico.

Grosso modo, no sentido pejorativo do termo, podemos definir ‘revisionismo’ como uma tentativa de reescrever a história não com base em pesquisas exaustivas e dialogando com a historiografia consagrada, mas por meio de uma narrativa que ignora, diminui, subverte ou até mesmo nega os fatos. Exemplo gritante de revisionismo recente, foi gerado pelo editorial da Folha de São Paulo de 17 de fevereiro de 2009, que afirmou que o Brasil não viveu uma Ditadura Militar, um regime de exceção, onde vigorou a censura e a tortura.

Segundo aquele editorial um período de duas décadas iniciado após os militares destituírem um presidente eleito por meio de um golpe militar, fecharem o Congresso, perseguirem líderes sindicais, estudantis e camponeses, políticos de esquerda, intelectuais, professores universitários, artistas, prenderem, torturarem e até mesmo matarem todos aqueles que se opuseram ao regime de exceção não foi uma ditadura e sim  ’Ditabranda’.

Assim, o videocast me chamou a atenção, porque Pablo é bastante didático na sua explanação ao mostrar como o termo terrorista pode ser polissêmico, dependendo do contexto e do usuário.

Para o Pablo e para esta historiadora que vos escreve, terroristas foram os que estabeleceram um Estado de terror e com o uso da força bruta dominaram nosso país nos deixando uma herança terrível de intolerância, uma polícia militar e, por vezes, civil violentas que não respeitam os cidadãos e tratam a todos como suspeitos. Uma herança maldita de décadas de atraso promovido pelo medo das pessoas debaterem, questionarem o regime e ser presas, torturadas ou desaparecerem.

Vencemos a Ditadura e há 20 anos escolhemos nossos representantes em todas as instâncias dos poderes Executivo e Legislativo. Temos liberdade de expressão, de opinião que exerço com todo prazer neste blog.

Todos aqueles que têm na memória os Anos de Chumbo ou conhecimento sobre aquele período de horror lutaremos contra a ignorância e o oportunismo de grupos autoritários que buscam reescrever a história vangloriando aqueles que deveriam cuidar de nossa segurança e que só nos trouxeram a tortura e a morte.

PS. Não deixe também de ler a polissemia do termo ‘terrorismo’ nesse excelente artigo de  Glenn Greenwald: Hoje, cada um faz o que quer com a palavra “terrorismo” . Nele o autor discute no contexto da mídia e política estadunidenses como o termo é manipulado no léxico político contemporâneo até perder completamente o sentido.

PS2: Boa indicação de leitura da leitora Ananda, feita nos comentários deste post, de um texto de Anita Leocadia Prestes sobre o revisionismo: Uma estratégia da direita: acabar com os ‘mitos’ da esquerda

 

Nilson Fernandes

 
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Moses

Opa! O jornal dá o nome da "acusada", e não o dos acusadores? Tem que nomear o delegado, o promotor, enfim, cada um que participou do processo. Senão a covardia, que já é grande, fica incomensurável.

 
 
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alfredo machado

Caro Moses:

Observação mais que perfeita.

Um abraço

 
 
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Jair Fonseca

Isso aí: dar os nomes reais dos torturadores e dos que mandavam fazer a coisa, ou sabiam dela e não fizeram nada.

Assim, O Globo e a Folha poderiam entrevistá-los e perguntar em quem eles votaram na última eleição presidencial...

 
 
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tarsoryon

Entre Dilma e os torturadores e seus comparsas(carros da folha levavam presos politicos) adivinhem com quem fico. Uma dica, colocou Agripino no seu devido lugar.

 
 
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Paulo Erivan de Sousa

A nossa grande heroína Dilma Roussef, tem história de resistência e bravura, uma verdadeira guerreira. Já o "já-já" o José Agripino, filhinho do Tarcísio Maia governador (1975-1978)indireto, biônico, escolhido, sem voto, pelos generais de plantão.  O "já-já" primo de Lavoisier Maia ,também  governador(1979-1982) indireto. O próprio "já-ja´" escolhido prefeito indireto de Natal pelo primo Lavosier Maia. Foi assim que essa figura adentrou a política no Rio Grande do Norte, nos braços da ditadura. Hoje posa de bom moço, defensor da democracia. Ora pois, tem é um grande rabo de palha.

 
 
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Paulo Erivan de Sousa
 
 
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Alessandra Cecilia

Que orgulho da minha presidente!!!

 
 
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Malú

A Dilma não tem do que se envergonhar. Os torturadores e os que a acusam até hoje, sim, têm muito do que se envergonharem.

 
 
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Svibra

A Presidente Dilma, aos 19 anos era uma ..." pessoa de dotação intelectual bastante apreciável", mesmo debaixo de tortura.  O que podemos esperar dela, amadurecida, tendo participado ativamete das mais altas e complexas ações de governo?

Dilam Rousseff, passa a integrar, com mérito, o quadro dos maiores heróis brasileiros.

 
 
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ex wilson yoshio

Dilma é chamada de "Joana D'Arc da subversão".

...e vao queima la viva numa fogueira de exemplares,nada exemplares, de detestado, inveja, probo,falha de so pau e cobertura ao do jn?

 
 
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Mauricio Machado

A destacar:
"Sem participação ativa nas ações: Os arquivos trazem ainda cópia do depoimento que Dilma prestou em 1970 ao Departamento de Ordem Política e Social (Dops), delegacia em que ela ficou presa e foi torturada. No interrogatório realizado no dia 26 de fevereiro daquele ano, Dilma, sob intensa tortura, segundo o depoimento, listou nomes de companheiros, indicou locais de reuniões, e admitiu que uma das organizações da qual fazia parte, o Colina, fez pelo menos três assaltos a banco e um atentado a bomba. Mas ressalvou que nem ela nem o então marido, Cláudio Galeno de Magalhães Linhares, tiveram "participação ativa" nas ações",.

Em suma, o próprio trecho desmente a chamada de 'O Globo'  e demonstra que o tudo que se extraiu da ex-militante foi sob tortura.

 

Mauricio Machado

 
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Gabriel Ciríaco Lira

Nassif,

por que não um post sobre as indicações para tribunais superiores e em especial para o STF. A forma é correta? Quais  formas de ingresso os comentaristas poderia sugerir? Quem deverá ser o próximo Ministro? Quem deveria ser? 

Eu aposto em Luis Inacio Adams. Gostaria de ver Silvio Rocha(Juiz federal SP), Marcelo Neves(Conselheiro CNJ),Roberto Caldas(Advogado Trabalhista Brasília) ou Luis Roberto Barroso(Advogado Brasília e RJ), sem qualquer demérito aos demais postulantes. 

Abraços

Gabriel 

 

Gabriel Ciríaco Lira

 
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DanielQuireza

Não conheço bem os nomes postulantes ao cargo atual. Torço para alguem competente e que seja contra a lei da ficha limpa. Talvez o Barroso, não sei. O Adams é atual advogado geral da união né ? Ser for acho que o Lula não vai indicar dois consecutivos...

 

@DanielQuireza

 

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