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Os cabeças de planilha terão que mostrar as cartasEnviado por luisnassif, qua, 22/02/2012 - 09:39
Autor:
Luis Nassif Cunhei a expressão "cabeças de planilha" para me referir à planilha de Ilan Godfjan, então diretor do Banco Central, que montou a planilha onde supostamente caberiam todas as variáveis da economia, permitindo ao BC dosar cientificamente a taxa de juros para trazer a inflação para a meta desejada. Ilan é muito mais competente do que Afonso Bevilacqua - o pitbull dos juros - e Alexandre Schwartsman - um planilheiro que se limitava a seguir os arroubos de Bevilacqua. Mas nunca me pareceu - olhando empiricamente o universo da microeconomia - ser possível colocar a diversidade de preços, de contratos, a sensibilidade díspare dos diversos setores aos juros, em uma fórmula que desse um resultado único: a taxa de juros neutra. São anos e anos de discussões em cima de uma miragem. Leio hoje, no artigo do Delfim Neto na Folha, que o BC solicitou aos economistas de mercado que explicitem suas planilhas, abram os números e mostrem a lógica. Coincidentemente, há três semanas venho cobrando do BC uma explicação para a sua própria planilha. Isso depois de dois artigos que escrevi aqui mostrando a irrelevância da Selic para a taxa de juros final tanto à pessoa física e pequena e média empresa quanto para os clientes "prime" - aqueles que pagam taxas preferenciais. A maneira correta da política monetária interferir no nível de atividade é através do canal do crédito. Se os efeitos da Selic sobre o crédito são irrelevantes, que mané correlação os cabeções tiram de suas planilhas, para definir o impacto da Selic sobre o PIB? Ainda não foi possível, me informam, porque a responsável pelo setor está de férias. De qualquer modo, as próximas semanas serão divertidas, quando os magos da planilha mostrarem seus números. Corto um dedo se a maioria absoluta não for mera réplica das planilhas do BC, ou as planilhas extremamente complexas e incompletas de Fábio Gimabiaggi. Há algumas semanas Delfim vem batendo nessa história de taxa de juros neutra. E com razão. Um economista de sua equipe, juntamente com dois grandes matemáticos e lógicos brasileiros, desmontaram a peça central que sustentava os princípios do chamado neoliberalismo. A crença de que em um mercado livre e competitivo, os preços tenderiam naturalmente ao equilíbrio. Essa crença se baseou na teoria dos jogos desenvolvida pelo matemático John Nash, o personagem desequilibrado retratado no filme "Mentes Brilhantes". Nos anos 90 surge o "outro Nash", o matemático (também desequilibrado) Alain Lewis, que questionou pontos centrais da teoria dos jogos. A partir de seus estudos, a trinca brasileira demonstrou matematicamente - usando os recursos da lógica - que os mercados tendem ao equilíbrio mas é impossível calcular o momento do equilíbrio. O que significa que todas as planilhas desenvolvidas para prever taxas de juros neutras são falsas. Não coloco o nome dos cientistas brasileiros aqui para manter um pouco de suspense. No final do dia contarei a história fantástica dos brasileiros que mataram - no plano teórico - toda a fundamentação matemática do sistema de metas e os princípios do livre mercado levando os preços ao equilíbrio.
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Comentários + votados
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Fuhgeddaboudit™
22/02/2012 - 09:53
BALANÇO DO MINHA CASA MINHA VIDA
Aqui os primeiros a terem que prestar contas EM BOM PORTUGUÊS E SEM 'ENROLAÇÃO"
Enviado por luisnassif, seg, 07/11/2011 - 17:00
Por Paulo...
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José Robson
22/02/2012 - 09:59
"Um economista de sua equipe, juntamente com dois grandes matemáticos e lógicos brasileiros, desmontaram a peça central que sustentava os princípios do chamado neoliberalismo. A crença de...
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Cesar Alberto Hyssa Luiz
22/02/2012 - 10:01
Prezado Luis Nassif, adorei a frase que você colocou.
"Ainda não foi possível, me informam, porque a responsável pelo setor está de férias."
Será então que é um setor de 1?
Eita ""sambarilove" bom...
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Chico Orlandini
22/02/2012 - 10:09
Bom dia,
É muito importante discutir essas afirmações categóricas sobre a relação entre juros e inflação.
Mas isso poderia ser feito sem reduzir tanto John Nash quanto Alain Lewis a dois "...
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Fuhgeddaboudit™
22/02/2012 - 10:09
O TEXTO ACIMA DESMENTE 100% DAS PESSOAS QUE AQUI VIERAM ALEGAR QUE O "PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA" SÓ HAVIA SIDO CRIADO PARA CARENTES E PESSOAS DE BAIXA RENDA.
COMO EU SEMPRE AFIRMEI, COM A...
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Marcelo Fernandes
22/02/2012 - 10:16
"A crença de que em um mercado livre e competitivo, os preços tenderiam naturalmente ao equilíbrio. Essa crença se baseou na teoria dos jogos desenvolvida pelo matemático John Nash, o personagem...
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Joao Carlos RB
22/02/2012 - 10:19
Resumindo toda a informação apresentada:
Houve forte aumento de demanda no setor de construção civil devido ao "Minha Casa, Minha Vida". É o setor (privado) que não está conseguindo no momento...
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EltonJCS
22/02/2012 - 10:31
É exatamente isso mesmo que acontece. Pode ter funcionado no começo, pra quem tinha alguma poupança e comprou logo, mas depois se transformou nisso que vc descreveu. Dizem não haver bolha, mas o que...
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Eduardo Ramos
22/02/2012 - 10:45
"Um economista de sua equipe, juntamente com dois grandes matemáticos e lógicos brasileiros, desmontaram a peça central que sustentava os princípios do chamado neoliberalismo. A crença de que em um...
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Gesil Amarante II
22/02/2012 - 11:15
Não posso resistir à tentação de lembrar o quanto o filme "Uma Mente Brilhante", inspirado na vida de Nash, concentra-se mais nas ilusões e delírios de que ele sofria. O próprio filme exagera (...
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Gesil Amarante II
22/02/2012 - 11:33
No documentário "Inside Job", há uma descrição interessante de como setores da academia, em grandes instituições, inclusive, foram cooptados para justificar teoricamente o sistema de pirâmide que...
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Daniel Campos
22/02/2012 - 11:47
Quando os "economistas" de mercado abrirem as suas planilhas, não irão aparecer cotações, taxas disso ou taxas daquilo: Irá aparecer um número de telefone do exterior.
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Andre.Jesus
22/02/2012 - 12:09
Sempre existirão problemas e oportunistas, seja o governo do PT ou do PSDB.
É muito salutar que o colega de nick impronunciável (rss) ajude a demascarar esta grande, digamos, manobra...
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Fuhgeddaboudit™
22/02/2012 - 12:26
André, obrigado pelo apoio e parabéns pela sua perspecácia, sagacidade e inteligência, Permita-me a brincadeira, mas vou colocar um rápido vídeo, onde você poderá observar como se pronuncia a...
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Andre.Jesus
22/02/2012 - 13:09
Não mereço mas agradeço!
Para terminar de jogar meus confetes, posto que findou-se o carnaval (Exceto na Bahia! rss) fica minha admiração ao grau de elaboração e de alto nível intelectual e...
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Bento
22/02/2012 - 13:17
A conclusão está na última linha. Não se trata de um problema que possa ser analisado pela teoria econômica, convencional ou não-convencional. Trata-se de um problema institucional, que implica...
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Andre.Jesus
22/02/2012 - 13:25
João Carlos
Houve um grande sábio - prá dizer o mínimo - que disse que a árvore se reconhece pelos frutos.
Comparando o Keynesianismo aplicado por Lula/Dilma (+China+India+outros) com o...
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Bento
22/02/2012 - 13:32
Ah esqueci só o principal: por que os juros são altos. Eles são altos para sustentar uma estrutura institucional viciada, em que a oferta monetária se expande por lei (via instrumentos de indexação e...
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luisnassif
22/02/2012 - 13:37
Fuh
peço que coloque temas gerais no Fora de Pauta. Confira que desvirtuou totalmente o debate sobre os cabeças de planilha.
Abração
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luisnassif
22/02/2012 - 13:41
Sim. A história a ser contada mostrará os questionamentos matemáticos até chegar à teoria dos jogos de Nash.
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BALANÇO DO MINHA CASA MINHA VIDA
Aqui os primeiros a terem que prestar contas EM BOM PORTUGUÊS E SEM 'ENROLAÇÃO"
Enviado por luisnassif, seg, 07/11/2011 - 17:00
Por Paulo Cezar
"Minha Casa" entregou, até outubro, 44% das moradias da primeira fase
Autor(es): Por Samantha Maia | De São Paulo
Valor Econômico - 07/11/2011
O programa Minha Casa, Minha Vida, iniciado em abril de 2009, entregou até o fim de outubro 438.449 moradias referentes à primeira fase, cujas contratações terminaram em dezembro de 2010. Isso representa 43,6% do total de um milhão de unidades contratadas. A expectativa do governo federal é que todas as unidades sejam entregues até o último trimestre do ano que vem.
"Houve um grande volume de contratação no último quadrimestre de 2010 e por isso as entregas vão se estender até outubro do ano que vem", diz o diretor de habitação da Caixa Econômica Federal, Teotônio Costa Resende. De acordo com o diretor, o prazo de entrega dos imóveis está demorando entre 15 e 18 meses.
ias entregues é a segunda, para famílias com renda de R$ 1,6 mil a R$ 3,1 mil, com 80% das obras prontas na primeira fase do programa. Segundo a Caixa, isso ocorre porque os investimentos nessa faixa são mais pulverizados - os condomínios são menores, o que permite que o prazo de entrega seja mais rápido.
Na primeira faixa (renda até R$ 1,6 mil), que tem subsídio total do governo, e está hoje com 67 mil casas entregues (15% do contratado), os prazos de entrega têm sido maiores, porque muitos empreendimentos chegam a ter 500 unidades, segundo justificativa da Caixa. Na faixa de renda mais alta (de R$ 3,1 mil a R$ 5 mil), cuja meta de contratação foi menor que as demais (200 mil, enquanto nas outras duas faixas eram 400 mil), no momento há apenas 25 mil moradias concluídas.
Os 404 mil imóveis contratados na primeira fase do programa para famílias com renda até R$ 1,6 mil devem terminar de ser entregues ainda no primeiro semestre de 2012, segundo o diretor da Caixa. Além das 67 mil que ficaram prontas até o dia 26 de outubro, há outras 180 mil a serem entregues até o fim do ano. "Cerca de 90 mil imóveis estão prontos, em fase de legalização dos documentos. Outros 90 mil têm mais de 90% das obras concluídas", diz Resende.
Da segunda fase do programa, iniciada em janeiro de 2011, já foram entregues 115.190 casas. Nesse caso, são financiamentos concedidos diretamente a pessoas físicas destinados à compra de casas prontas e financiadas pelas próprias construtoras. A regra do Minha Casa, Minha Vida é que podem ser incluídas moradias que receberam o "habite-se" a partir da vigência do programa.
Somando as duas fases do programa, foram contratadas pela Caixa, até o fim de setembro, 1.265.933 habitações do Minha Casa, Minha Vida, um total de R$ 72,6 bilhões de investimento. Os desembolsos totais do programa chegaram a R$ 30,4 bilhões, 42% do valor contratado até setembro deste ano.
Antes do Minha Casa, Minha Vida, essa média do prazo para entrega das obras era de 12 a 15 meses, menor do que os 15 a 18 meses de hoje. Segundo Resende, o que provocou esse aumento foi o crescimento do número de habitações por empreendimento, o que fez com que o tempo necessário para realização da obra fosse alongado. "O prazo varia de acordo com o tamanho do projeto. A média, que era antes de 300 unidades por condomínio, hoje está em 500, aumentando o período necessário para a conclusão", diz ele.
Segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), porém, a dificuldade do mercado para atender à demanda criada pelo programa habitacional é que tem feito os prazos para entrega das moradias se estenderem, principalmente atrasos relacionados à dificuldade de contratação de mão de obra.
"Não conheço nenhuma empresa que conseguiu cumprir o prazo inicial do contrato, por conta do aquecimento do mercado. Há projetos com prazo de até 24 meses", diz João Carlos Robusti, vice-presidente de habitação popular do Sinduscon-SP. O executivo afirma que não era um procedimento comum da Caixa alongar os prazos para a entrega dos empreendimentos habitacionais.
O diretor da Caixa nega que tenha havido uma mudança de posição da instituição em relação aos períodos de execução das obras. Segundo ele, prazos superiores a 18 meses são pontuais, como construções com até 3 mil unidades, cuja entrega é realizada por módulos. "O prazo para a execução das obras é dado em função do perfil do empreendimento", diz.
Entre outros casos pontuais, que exigem revisão das datas de conclusão, Resende cita situações como excesso de chuva, dificuldade na contratação de funcionários e greves. "Mas são fatos pontuais, não fazem parte da rotina no programa, e quando ocorre, cada caso é analisado separadamente", diz. O diretor afirma que a maioria das construtoras com financiamento pelo Minha Casa, Minha Vida manteve os prazos acertados na assinatura do contrato com a Caixa.
Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.
O TEXTO ACIMA DESMENTE 100% DAS PESSOAS QUE AQUI VIERAM ALEGAR QUE O "PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA" SÓ HAVIA SIDO CRIADO PARA CARENTES E PESSOAS DE BAIXA RENDA.
COMO EU SEMPRE AFIRMEI, COM A ESPECULAÇÃO DOS PREÇOS DOS TERRENOS PELO PRÓPRIO SEGMENTO DA CONSTRUÇÃO CIVIL (QUE OS ESTOCAVAM), OS INCORPORADORES, EM VISTA DO ÓBVIO AUMENTO DE 100% NOS PREÇOS DOS IMÓVEIS, GERADOS POR ESSA ESPECULAÇÃO COM OS TERRENOS, OS PREÇOS FINAIS DOS IMÓVEIS FICARAM INACESSÍVEIS AOS CARENTES E DE BAIXA RENDA, ALIJADOS DEFINITIVAMENTE DO PROGRAMA. ASSIM, PARA GERAR O SEU LUCRO CRIMINOSO, ASQUEROSO E INDECENTE, PACTUADO (POIS AVALIADO) POR QUEM FORNECE OS RECURSOS PARA A CONSTRUÇÃO (FINANCIADOS EM, ATÉ, 30 ANOS - E PRORROGA PRAZOS PARA DAR TEMPO DE O CRIME CONTRA OS MAIS FRÁGEIS SER REALIZADO), AINDA OS RECEBE EM GARANTIA, SEM QUE VALHA O QUE AVALIZOU.
CONTESTEM--ME, SE PUDEREM !!!!!!!!!
Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.
É exatamente isso mesmo que acontece. Pode ter funcionado no começo, pra quem tinha alguma poupança e comprou logo, mas depois se transformou nisso que vc descreveu. Dizem não haver bolha, mas o que acontece se o governo diminuir o financiamento? Ainda segura por causa do emprego na construção civil, mas até quando? Creio que isso vai longe, então quem não comprou no começo...
Sempre existirão problemas e oportunistas, seja o governo do PT ou do PSDB.
É muito salutar que o colega de nick impronunciável (rss) ajude a demascarar esta grande, digamos, manobra oportunista do mercado imobiliário e de construtoras em reação ao programa "Minha casa, minha divída - digo Vida"
Acho que o livre mercado reagiu para distorcer e levar vantagem - como sempre o deus mercado faz. Cabe ao governo tomar alguma ação para tentar contornar isto. É um jogo sem fim.
São problemas da prosperidade e do progresso.
Vamos combinar que são bem mais vantajosos para os brasileiros como um todo a receita do crescimento, apesar de reveses, do que os problemas da recessão e do atrazo que a receita neoliberal "roda presa" anterior traziam...
"Se esperar alguém deixar de ter defeitos para gostarmos, não gostaremos nem de nós mesmos. Porém é preciso melhorarmos sempre!"
André, obrigado pelo apoio e parabéns pela sua perspecácia, sagacidade e inteligência, Permita-me a brincadeira, mas vou colocar um rápido vídeo, onde você poderá observar como se pronuncia a expressão mais falada nos EUA diariamente. Quanto a forma de grafar, existem cerca de 15 maneiras. Os significados beiram uns dez, inclusive opostos uns aos outros, dependendo da região e da forma de falar.
Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.
Não mereço mas agradeço!
Para terminar de jogar meus confetes, posto que findou-se o carnaval (Exceto na Bahia! rss) fica minha admiração ao grau de elaboração e de alto nível intelectual e cultural da maioria dos seus textos.
Mesmo não concordando por vezes por outras razões também ligadas a fatos - E contra fatos não há argumentos, apenas outros fatos que devem pesaren-se na balança da retidão e do bom senso.
Mantenha sempre o nível elevado, independente de suas lídimas crenças, razão ou interesses.
Meus respeitos.
"Se esperar alguém deixar de ter defeitos para gostarmos, não gostaremos nem de nós mesmos. Porém é preciso melhorarmos sempre!"
Fuh
peço que coloque temas gerais no Fora de Pauta. Confira que desvirtuou totalmente o debate sobre os cabeças de planilha.
Abração
Mil desculpas Nassif; é que confundi a palavra planilha com aquelas malditas tabelas de vendas que os corretores usam para ...............
Tomei Boa Nota e a observarei minhas próximas inserções.
Obrigado pela confiamça depositada.
Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.
Em minhas pesquisas para adquirir um imóvel novo em tamanho mínimo (02 quartos) em Belo Horizonte, não encontrei nada menos que R$120.000,00.
SALVO MELHOR JUÍZO, O MINHA CASA NÃO ABARCA ESSA QUANTIA. Ou estou errado?
E isso financiado pela CEF dá mais ou menos uma prestação de R$ 1.200,00.
ASSIM, APÓS A DESVAIRADA VALORIZAÇÃO IMOBILIÁRIA RECECENTE, A BAIXA RENDA SERÁ, AOS POUCOS, VARRIDA DE BH.
Abraços.
Resumindo toda a informação apresentada:
Houve forte aumento de demanda no setor de construção civil devido ao "Minha Casa, Minha Vida". É o setor (privado) que não está conseguindo no momento atender a toda essa demanda. Vão ter de contratar mais mão-de-obra e comprar mais equipamento para manter esse ritmo de construções.
Pelo visto, Keynes estava certo...
Agora, o meu pitaco:
Existem outros programas do governo federal, além do "Minha Casa, Minha Vida", que estão aumentando a demanda agregada. Favor observar que a política de juros do Banco Central, adotada pelo Tombini e acertada com o Ministério da Fazenda, é chegar a uma taxa selic de 2% acima da inflação e ficar lá. Com a adoção de políticas macroprudenciais, será possível manter a inflação sobre controle sem aumentar a taxa selica acima disto. O ganho é uma diminuição monumental dos gastos do tesouro com a rolagem da dívida e uma folga orçamentária que pode ser usada não apenas para reduzir a dívida pública (o objetivo é chegar a 30% do PIB até o final do primeiro mandato de dona Dilma), mas principalmente para aumentar os investimentos nas áreas social e de obras.
Aliás, foi o que o Mantega disse na última entrevista, mas o PIG esqueceu de noticiar: vai usar a sobra do dinheiro do orçamento para aumentar programas como o "Minha Casa, Minha Vida".
Não esperem aumento de desemprego no governo Dilma. Vai é aumentar o emprego em carteira assinada. O governo vai ter grana para aumentar a demanda agregada. E, apesar de muita gente dizer que 6% de desemprego é pleno emprego, pleno emprego é a partir de 4% para baixo. Ainda tem mais 2% de queda do desemprego para chegarmos ao pleno emprego.
Ô PEDRO BÓ !!!!
Você devia ficar de boca fechada porque não entendeu uma coisa elementar e primitiva.
Os carentes e de baixa renda ficarão uns 10 anos sem poder habilitar-se a compra de qualquer imóvel, porque, simplesmente não terão dinheiro para pagar o preço.
O apartamento de quarta e sala (pelo mercado "mui particular" do Minha casa Minha Vida), mais barato, em São paulo (onde o vento faz a volta), custa R$ 120.000,00. Como o carente não tem entrada para dar, prcisará de comprovar uma renda de R$ 7.000,00.
E, aí, mané? Carente ou Baixa Renda ganha R$ 7.000,00 ???
Da próxima vez fique de boca fechada e não perca tempo escrevendo besteiras e, se for meu o comentário, pior; eu sou uma das pesoas que mais entende dessa picaretagem no Brasil; e, por isso, assesoro advogados para vencerem as causas.
Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.
22/02/2012 09h25 - Atualizado em 22/02/2012 09h29
Nissan do Brasil anuncia recall da picape Frontier 2007Parafusos da coluna de direção e da trava do capô serão inspecionados.
Defeito pode causar falha mecânica da direção de 35.280 veículos.
Do G1, em São Paulo
4 comentários
Frontier 2007 passa por recall no Brasil (Foto: Divulgação)
A Nissan do Brasil anuncia nesta quarta-feira (22) a convocação de 35.280 proprietários da picape Frontierpara inspecionar o torque do parafuso da junta da coluna de direção e também dos parafusos da trava do capô. As unidades convocadas para o recall foram produzidas a partir de 2007.
Confira as séries de chassis
De 94DVDUD409J030319 a94DVCUD40CJ991448
De 94DVDUD409J030319 a94DVCUD40CJ877692
De MNTVCUD4086000002 a MNTVCUD4086004932.
De acordo com o comunicado da montadora, recentemente foi detectado mau funcionamento na junção da coluna e da caixa de direção, que pode levar ao desgaste do encaixe estriado e, assim, diminuir a sua durabilidade com o uso em condições severas.
Em casos raros, segundo a Nissan, pode ocorrer uma falha mecânica da direção, podendo causar a perda do controle do veículo e, consequentemente, eventual acidente. Após a inspeção, a Nissan trocará a junta da coluna e, se necessário, a caixa de direção.
Em relação ao parafuso da trava do capô, a Nissan identificou que não houve a aplicação do torque necessário em algumas unidades o que, em alguns casos, pode ocasionar a abertura do capô com o veículo em movimento. “A inspeção irá verificar se há necessidade de aplicação do torque correto ou se os parafusos deverão ser substituídos.”
As inspeções e trocas das peças serão realizadas sem nenhum custo, e o serviço deve ser agendado a partir desta quarta-feira em qualquer loja da rede de concessionárias Nissan.
Além da campanha nos principais meios de comunicação, como TV, rádio e jornais do país, todos os proprietários com veículos envolvidos no recall serão contatados pela empresa por meio de carta. Mais informações poderão ser obtidas pelo Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC), no telefone 0800 011 1090 ou ainda pelo site www.nissan.com.br
alexandre toledo
João Carlos
Houve um grande sábio - prá dizer o mínimo - que disse que a árvore se reconhece pelos frutos.
Comparando o Keynesianismo aplicado por Lula/Dilma (+China+India+outros) com o neoliberalismo aplicado por FHCerra (mais USA+Eurolândia+outros) percebe-se, pelos frutos e por simples comparação, que do keynesianismo não-radical de Lula/Dilma são sem dúvida o caminho mais benéficos para o Brasil como um todo, para desespero de elites escravagistas de epnsamento colonizado.
Até dá para entender - não concordar - a reclamação que ouvi de um rico Sr em Copacabana de que: não se acham mais empregadas a um preço "justo", pedreiro está "pela hora morte" para contratar e que as estradas estão lotadas de Unos "milho" da pobraiada que paga a prestação. Sem falar do "causo aéreo" e da incoveniente fila de pés-rapados viajando de avião....
É tanta diferença com os tempos de submissão ao FMI que já passamos a ter "problemas de rico" para resolver (Redesenhar o "Minha Casa Minha Vida", ampliar aeroportos, fazer mais estradas..etc)
"Se esperar alguém deixar de ter defeitos para gostarmos, não gostaremos nem de nós mesmos. Porém é preciso melhorarmos sempre!"
"Um economista de sua equipe, juntamente com dois grandes matemáticos e lógicos brasileiros, desmontaram a peça central que sustentava os princípios do chamado neoliberalismo. A crença de que em um mercado livre e competitivo, os preços tenderiam naturalmente ao equilíbrio".
Ou seja: mas faltou combinar "com os russos"!
Prezado Luis Nassif, adorei a frase que você colocou.
"Ainda não foi possível, me informam, porque a responsável pelo setor está de férias."
Será então que é um setor de 1?
Eita ""sambarilove" bom demais.
Bom dia,
É muito importante discutir essas afirmações categóricas sobre a relação entre juros e inflação.
Mas isso poderia ser feito sem reduzir tanto John Nash quanto Alain Lewis a dois "matamáticos desequilibrados", não? rs
Abs,
Chico Orlandini
Chico Orlandini (quarta-feira, 22/02/2012 às 11:09),
Sou leigo, mas a forma como Luis Nassif tenta impor determinadas crenças dele na área econômica não me parecem corretas, principalmente quando ele desmerece pessoas que ainda que não sejam o suprassumo do conhecimento possuem na área em que se trava o debate um saber bem superior a média. Não que por esse suposto saber superior eles sejam intocáveis. Eles podem e devem ser ridicularizados e a expressão cabeça de planilha serve bem para esse fito ainda mais que é uma expressão que também lisonjeia quem está sendo criticado, pois não é qualquer um que pode ser cabeça de planilha.
Neste caso da taxa de juro, ele tem me parecido incrivelmente desatencioso a qualquer lógica.
Os dois parágrafos do seu comentário são muito preciosos. No primeiro você aponta um aspecto relevante da política monetária que se deveria discutir. Diz você:
"É muito importante discutir essas afirmações categóricas sobre a relação entre juros e inflação".
E vejo nesse seu primeiro parágrafo uma repreensão ao Luis Nassif, uma vez que no texto dele não há efetivamente a discussão dessa relação.
É claro que Luis Nassif pode dar aqui a resposta que ele deu para Alceste Pinheiro em uma discussão que eles travaram junto ao post "O partido industrial, por Renato Janine Ribeiro" de segunda-feria, 13/02/2012 às 10:56 em que Luis Nassif faz um preâmbulo ao artigo "O partido industrial" de Renato Janine Ribeiro e publicado no jornal Valor Econômico de segunda-feira, 13/02/2012. O preâmbulo de Luis Nassif tem como objetivo criticar uma referência de Renato Janine Ribeiro a José Serra como defensor de um câmbio desvalorizado. O endereço do post "O partido industrial, por Renato Janine Ribeiro" é:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-partido-industrial-por-renato-janine-ribeiro
Na discussão após dois comentários de Alceste Pinheiro um enviado segunda-feira, 13/02/2012 às 18:21 e outro reafirmando a crítica anterior dele e enviado logo em seguida às 18:32, Luis Nassif refuta a crítica com o argumento correto que em um post ele só pode discorrer sobre aquilo que ele se propõe a discorrer. Aqui Luis Nassif pode alegar que ele queria falar era sobre o matemático John Nash, o matemático Alain Lewis e sobre a tendência ao equilíbrio dos preços em um mercado livre e competitivo.
De todo modo se o seu primeiro parágrafo não serve de admoestação a Luis Nassif, o segundo parágrafo serve. No seu segundo parágrafo você diz:
“Mas isso poderia ser feito sem reduzir tanto John Nash quanto Alain Lewis a dois "matamáticos desequilibrados", não? RS”.
Dizem que o uso do lítio é muito antigo. E não são poucos os grandes homens que fizeram uso dele. Lembro que quando quiseram desacreditar Ulisses Guimarães porque ele usaria lítio, Paulo Francis fez um apanhado de grandes políticos americanos que tinham ou tiveram essa dependência. Aqui Luis Nassif talvez só se justifique pelo uso do trocadilho.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 21/02/2012
"A crença de que em um mercado livre e competitivo, os preços tenderiam naturalmente ao equilíbrio. Essa crença se baseou na teoria dos jogos desenvolvida pelo matemático John Nash, o personagem desequilibrado retratado no filme 'Mentes Brilhantes'."
Nassif a "crença" é muito anterior ao Nash. A ideia vem de Walras (1834-1910) que criou a expressão "equilibrio geral".
Sim. A história a ser contada mostrará os questionamentos matemáticos até chegar à teoria dos jogos de Nash.
Parte I
Marcelo Fernandes (quarta-feira, 22/02/2012 às 11:16),
Preparei um longo comentário em que eu pretendia apresentar alguns pontos que serviriam de acréscimo à correção que você fizera ao texto de Luis Nassif. A sua correção provavelmente é de um técnico, os meus acréscimos são de leigos. Como sou um leigo prolixo não consigo dizer em poucas linhas qualquer mensagem por mais simples que ela me pareça no início. Assim, o que eu imaginava um simples comentário tornou-se um comentário longo. Resolvi dividir o comentário em várias partes. Consola-me a crença de que se ter tornado um longo comentário não o fez um comentário complexo, até porque como leigo não saberia dar complexidade aos temas que debato. Assim espero que dividido fique mais bem caracterizado que se trata de um comentário simples. E espero também que dividido o comentário possa ficar livre de qualquer caráter confuso que como leigo eu tenho tendência a cometer quando me estendo nas divagações.
Faço então alguns acréscimos de leigo a sua observação. Sou um leitor esporádico de Maria Clara R. M. do Prado. Leio-a assim desde a época que ela escrevia no jornal Gazeta Mercantil. Lembro de um texto dela, mais recente, provavelmente do início de 2008, em que ela dizia da tradição do Brasil em possuir a moeda valorizada. Não discordei inteiramente dela. É possível que fosse assim, tendo em vista que o Brasil sempre foi exportador de produtos primários e principalmente no caso do café, nós praticamente fazemos o preço no mercado internacional. Assim, com a moeda valorizada, o preço do café no mercado internacional fica caro e podemos importar tudo que precisamos a um preço mais barato. E mesmo depois da fase agropastoril, o Brasil para desenvolver a indústria optou pelo crescimento induzido pelo mercado interno. E ai funcionava melhor uma moeda nacional valorizada e barreiras protecionistas.
Assim na análise que eu fiz à época ao texto dela, eu dizia que ela estaria certa até 1983. De 1983 em diante, entretanto, o Brasil se caracterizou pelo crescimento puxado pelo mercado externo via moeda desvalorizada com o conseqüente saldo na Balança Comercial. Saldo na Balança Comercial que significa disponibilidade de excedente para exportação, ou seja, restrição no início do mercado interno, ou seja, sacrifício imposto a população, ou seja, a velha poupança como gostam de chamar os economistas ortodoxos que também dizem que pobre não poupa. Como sacrifício é coisa de pobre e poupança é coisa de rico, eu, para realçar que o saldo na Balança Comercial deve-se aos pobres e não aos ricos, digo que o saldo é fruto do sacrifício e não da poupança.
Em minha avaliação Maria Clara R. M. do Prado estaria errada em dizer que só de forma intermitente o Brasil apelaria ao mercado externo via moeda desvalorizada como forma de alavancar o crescimento econômico. Historicamente ela tinha razão, mas desde a maxidesvalorização de março de 1983 tinha ocorrido o contrário no Brasil. Desde então, tinha sido intermitente o recurso ao mercado interno. Houve valorização da moeda com o Plano Cruzado I em 1986, com o Plano Collor I em 1990 e com o Plano Real de julho de 1994 (Talvez o melhor seja considerar o ano de 1995 como início do período de moeda valorizada pois no segundo semestre de 1994 houve um processo de valorização continuada da moeda) até 1999, quando, segundo Fernando Henrique Cardoso, a moratória mineira de Itamar Franco balançou o real, mas voltando tudo ao normal com o juro estratosférico de Arminio Fraga de quase 45% ao ano em 1999. E a moeda continuou valorizada sem que o Brasil chegasse a ter saldo na Balança Comercial até 2002, quando, segundo Fernando Henrique Cardoso, Lula amedrontou os agentes e a moeda quase chegou a 4 para 1.
De 2003 (Na verdade de 2002) até 2008 embora houvesse valorização do real, o saldo na Balança Comercial era revelador do mercado externo puxando a economia. E só em 2009, diante da constatação que a queda do mercado internacional fora muito forte, é que o Brasil voltou a trabalhar com a moeda valorizada e a economia mais voltada para o mercado interno. Ainda assim, desde 2009, nós temos elevados saldos na Balança Comercial.
Todas as críticas que eu fazia a análise de Maria Clara R. M. do Prado não significava que eu não gostara do artigo dela nem que fosse crítico a ela. Se o texto de Maria Clara R. M. do Prado me fizera pensar tanto na história econômica do Brasil, por mais que eu fosse crítico ao texto, eu só me preocupara com ele porque eu dava um bom valor aos escritos dela.
Na semana passada ela deu mais uma demonstração da dedicação com que ela se empenha na redação dos artigos dela trazendo um texto bastante elucidativo sobre a política monetária fazendo referência a dois textos primorosos que funcionariam quase como um divisor de águas. O artigo dela “Intrincado juro imaginário” foi publicado no jornal Valor Econômico em 16/02/2012. Ele pode ser visto no endereço indicado a seguir:
http://www.cincomunicacao.com.br/blog/blog-da-maria-clara-rm-do-prado/
Os dois textos primorosos a que o artigo de Maria Clara R. M. do Prado faz menção são o artigo “The Influence of the Rate of Interest on Prices” de Knut Wicksell e o livro “Bancos Centrais: Teoria e Prática” de Alan S. Blinder. É uma pena que o blog dela não seja acessado ou se acessado para ele praticamente não se façam comentários. Comentaristas com boa formação técnica poderia enriquecer ainda mais o texto de Maria Clara R. M. do Prado.
Deixo então para dar continuidade à inserção aqui neste post “Os cabeças de planilha terão que mostrar as cartas” de quarta-feira, 22/02/2012 às 10:39 desse texto de Maria Clara R. M. do Prado “Intrincado juro imaginário” junto ao seu comentário na próxima parte do meu comentário.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 24/02/2012
Parte II
Marcelo Fernandes (quarta-feira, 22/02/2012 às 11:16),
Dando seqüência à referência que eu fizera do artigo de Maria Clara R. M. do Prado “Intrincado juro imaginário” como um acréscimo ao seu comentário para este post “Os cabeças de planilha terão que mostrar as cartas” transcrevo, antes de detalhar esses dois textos primorosos que são indicados no artigo dela, o segundo parágrafo do artigo em que há a seguinte observação:
“Como parte do arsenal de “surpresas” que vez por outra são introduzidas nas atas e relatórios do BC, Tombini lançou ao mercado – alguns, diriam, às feras – a árdua tarefa de definir a taxa de juro real neutra da economia”.
Transcrevo o parágrafo em duas etapas por duas razões. A primeira é que na parte já transcrita ele trata quase uma semana antes daquilo que Luis Nassif traz para este post “Os cabeças de planilha terão que mostrar as cartas” de quarta-feira, 22/02/2012 às 10:39, isto é, o repto que o Banco Central lançou para os analistas de mercado em definir a taxa de juro real neutra da economia. E a segunda razão consiste na caracterização especial que Maria Clara R. M. do Prado na segunda parte dá ao que na primeira etapa ela chamou de “árdua tarefa de definir a taxa de juro real neutra da economia”. Continuando então transcrevo a segunda parte do parágrafo em que ela diz:
“Árdua e impossível, o que leva a imaginar que a atual administração do BC vale-se cada vez mais da sua prerrogativa de autoridade monetária para guiar as expectativas relativas aos juros básicos em direção a patamares mais baixos. Pela primeira vez em muitos anos, o BC não se deixa guiar pelo mercado. Tem trabalhado para impor uma mudança no paradigma que, apesar dos resultados do Plano Real, caracteriza-se por imputar a taxas de juros absurdamente elevadas, a função divina de manter a estabilidade de preços no país”.
Então é isto: estabelecer a taxa de juro real neutra da economia é tarefa impossível.
Para mostrar isso, Maria Clara R. M. do Prado faz a indicação do artigo de Knut Wicksell “The Influence of the Rate of Interest on Prices”. Para copiar ou consultar, o artigo de Knut Wicksell pode ser visto no seguinte endereço:
www.econlib.org/library/Essays/wcksInt1.html
Embora sempre tivesse lido referências a Knut Wicksell nunca tinha tido a oportunidade de ler qualquer dos escritos dele facilmente encontrados na internet. Embora no post de Maria Clara R. M. do Prado haja a transcrição do conceito da taxa de juros neutra, que é o assunto deste post de Luis Nassif o que eu gostaria chamar atenção é para o primeiro parágrafo do texto de Knut Wicksell. Diz ele lá, em um inglês simples que o tradutor do Google da conta sem dificuldade:
“The thesis which I humbly submit to criticism is this. If, other things remaining the same, the leading banks of the world were to lower their rate of interest, say 1 per cent. below its ordinary level, and keep it so for some years, then the prices of all commodities would rise and rise and rise without any limit whatever; on the contrary, if the leading banks were to raise their rate of interest, say 1 per cent. above its normal level, and keep it so for some years, then all prices would fall and fall and fall without any limit except Zero”.
Pela minha definição do cabeça de planilha: “um economista que muda um variável permanecendo todas as demais constantes, mesmo sabendo que na economia capitalista nada permanece constante”, Knut Wicksell seria um típico cabeça de planilha.
Chamo atenção para este primeiro parágrafo do texto de Knut Wicksell não porque o texto revela o que na minha concepção seja o cabeça de planilha de que Luis Nassif fala. Chamo a atenção pela semelhança do primeiro parágrafo do texto de Knut Wicksell com o que eu disse para um comentarista no blog de Na Prática a Teoria é Outra junto ao post “Dilma no JN” de 10/08/2010 e que pode ser visto no seguinte endereço:
http://napraticaateoriaeoutra.org/?p=6689
Em comentário que enviei em 12/08/2010 às 02:53 am eu disse:
“Mona (#141) (12/08/2010 às 01:46 am),
Banqueiro gosta de juro positivo. Toda vez que o juro é positivo a inflação decresce. Quando o juro é negativo a inflação sobe. Quando a inflação crescia, os menos satisfeitos eram os banqueiros. Essas lições, quem não acompanha a moda sabia de cor. Essas lições, entretanto, não eram mais ensinadas pelos que as conheciam.
Os mais velhos como eu que leram em outros tempos e em outros autores e que sabiam como é a relação inflação e juro, sabiam e sabem também que não adiantava nem adianta tentar repassar o que sabiam porque não eram as lições que as pessoas querem ouvir. Ouvir essas lições os faz lembrar dos que, para que uns fossem felizes, iam ficando atrás, no derradeiro sono”.
Não posso ser acusado de cabeça de planilha porque sou leigo. E é lógico que eu, que nunca lera Knut Wicksell, já fora convencido por outros, que provavelmente já haviam lido Knut Wicksell, e pelas evidências dos dados econômicos que existe essa relação inversa entre inflação e taxa de juro. O Luis Nassif teima em negar essa relação no Brasil, mas ela é visível se se toma como demonstração do efeito da taxa de juro na demanda e imaginando que a taxa de inflação guarda relação com a demanda, a taxa de crescimento do PIB que dentro de uma pequena defasagem de tempo guarda relação com a taxa de juro.
Em relação aos comentários no post “Dilma no JN” vale lembrar que para que o comentário apareça na ordem em que foi remetido (às vezes há diferenças dependendo de a pessoa ser cadastrada no blog ou não) e com data e horário de envio é necessário que não se deixe baixar o intensedebate. Se a internet for discada o intensedebate não baixa automaticamente. Se a internet for muito rápida é preciso interromper o processo clicando bem no início no ícone X (interromper ou parar) lá no alto da barra de ferramentas.
E vale indicar os comentários que posteriormente eu fiz para o comentarista Iconoclastas que quis refutar com os dados de taxa de juros e taxa de inflação a minha informação de que a taxa de inflação caia quando o juro era superior a inflação e subia quando o juro era inferior a inflação. Os dados de Iconoclastas pareciam refutar a afirmação que eu fizera para a comentarista Mona de que “Toda vez que o juro é positivo a inflação decresce. Quando o juro é negativo a inflação sobe”. Na verdade, o equívoco era dele por desconsiderar a defasagem entre a inflação informada para o mês e a taxa real de inflação do mês. Dependendo da metodologia a inflação informada para um determinado mês é de fato a inflação que ocorrera no mês anterior.
Falo no próximo comentário do livro de Alan S. Blinder “Bancos Centrais: Teoria e Prática” e que fora mencionado no artigo “Intrincado juro imaginário” de Maria Clara R. M. do Prado.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 24/02/2012
Parte III
Marcelo Fernandes (quarta-feira, 22/02/2012 às 11:16),
Nessa terceira parte vou destacar mais o livro de Alan Blinder que como eu disse constitui uma espécie de divisor de águas para a questão de política monetária com enfoque na taxa de juros neutra quando comparado com o artigo de Knut Wicksell e dar a minha opinião (opinião de leigo, é claro) sobre esse repto que o Banco Central do Brasil propôs aos analistas do mercado.
O texto de Knut Wicksell é de 1906, data da primeira impressão e primeira apresentação dele. Enfim, trata-se de um texto do início do século XX. E o livro de Alan Blinder foi lançado nos Estados Unidos em 1998 e no Brasil em 1999 com o título “Bancos Centrais: Teoria e Prática” pela Editora 34. Trata-se, portanto, de um trabalho realizado no final do século XX. O original em inglês “Central Banking in Theory and Practice” em PDF pode ser visto no seguinte endereço:
http://www.arts.ualberta.ca/~econweb/landon/1999%20Blinder%20Central%20Banking.pdf
Tinha lido o livro quando saiu no Brasil, mas uma leitura sem muita atenção salvo pela "Apresentação" de Pérsio Arida que fazia um bom resumo do livro. E eu tive certa resistência ao Alan Blinder, pois na época eu criticava muito a idéia de vantagem comparativa e ele apresentava na Introdução como justificativa para fazer as conferências uma vantagem comparativa que ele possuía – e de fato possuía – mas com um exemplo não muito compreensível e de mau gosto. Nas palavras dele na tradução brasileira:
“Eu sei que estas são as conferências Robbins, não as conferências Ricardo. Mas, por favor, perdoem uma digressão momentânea sobre vantagens comparativas, já que há muito tempo acredito que uma forma verdadeira de testar se uma pessoa é um economista é saber o quão devotamente ele ou ela vive de acordo com o princípio das vantagens comparativas. E não quer dizer apenas que o prega, mas que realmente o pratica. Por exemplo, eu sempre nutro dúvidas em relação a meus amigos economistas que dizem que cuidam de seus próprios gramados, em vez de contratar um jardineiro, porque de fato gostam de cortar grama. Uma afirmação dessas é suspeita de cara. Mas, de forma mais relevante, um verdadeiro crente nas vantagens comparativas deveria ser constitucionalmente incapaz de gostar de atividades desse tipo; seu David Ricardo interior deveria fazer com que se sentisse culpado demais”.
Ou seja, não entendi a aplicação da vantagem comparativa em uma atividade realizada por prazer, nem me pareceu correto a apresentação dessa vantagem comparativa. Além disso, desde o início da década de 90 quando eu rebatia as regras do “Consenso de Washington” eu procurava destacar a insensatez que seria a observação pura e simples da vantagem comparativa. Fazia a demonstração quase como se fosse um cabeça de planilha (Quase porque era leigo, mas como se fosse porque utilizava da máxima de fazer tudo o mais permanecer constante, ainda que soubesse que no sistema capitalista nada permanece constante). Na minha demonstração eu supunha o Brasil e a Inglaterra produzindo batatinha inglesa e milho em que se estabelecia que a máxima produção mundial era alcançada se 90% da população inglesa produzisse toda a batatinha necessária e 90% da população brasileira produzisse todo o milho necessário. Os demais 10% de ingleses e brasileiros ficariam desempregados. Para mim, se a produção fosse igual, era preferível que 70% dos ingleses produzissem batatinha e 30% produzissem milho e 70% dos brasileiros produzissem milho e 30% produzissem batatinha. É claro que no meu modelo eu estou supondo que tudo mais permanecesse constante, mas aos que me acusassem de cabeça de planilha eu lembraria que mesmo o sistema sendo dinâmico como eles poderiam saber de quantos dos que ficaram desempregados iriam ficar no desalento, no desabrigo e iriam “ficar para trás no derradeiro sono”.
Agora, o importante no texto de Alan Blinder na análise de Maria Clara R. M. do Prado era a conceituação dele da taxa de juros real neutra. E no resumo de Maria Clara R. M. do Prado, para Alan Blinder “a taxa de juro real neutra não é um número fixo, é difícil de estimar e impossível de saber com precisão”.
O que o Banco Central quer é que os analistas explicitem a fórmula que eles usam para saber qual é a taxa de juro real neutra. Como disse Maria Clara R. M. do Prado determinar essa taxa é tarefa árdua e impossível.
Se não me engano em 2008, alguém me fizera referência a uma frase de Alan Blinder para justificar que era possível combater a inflação trabalhando com as expectativas dos agentes. Só que ele utilizava alguma matéria que teria saído na Veja em que se dizia que para funcionar o presidente do Banco Central tinha que parecer durão. Parodiando a frase de Theodore Roosevelt, dizia-se que segundo Alan Blinder o presidente do Banco Central deveria “Falar duro e carregar um grande cajado”. Eu ridicularizei a frase dizendo que existiam várias formas de combate à inflação. E enumerava uns seis métodos diferentes, sendo um, o derivado da frase “Falar duro e carregar um grande cajado” que eu traduzia por “É no gogó, neném, é ferro na boneca”. A relevância aqui é que no fundo os métodos de combate a inflação são métodos de se definir a taxa de juro real neutra. Assim “Falar duro e carregar um grande cajado” é um método para se definir a taxa de juro real neutra, mas não me parece de antemão com chances de grande sucesso.
E que se diga, no texto “Understanding the Greenspan Standard” de autoria de Alan S. Blinder e Ricardo Reis, a frase que realmente consta (Página 85) como sendo dos dois autores é:
“The appropriate translation for monetary policymakers of Teddy Roosevelt’s famous motto, “Talk softly, but carry a big stick” is: Talk modestly, but set your sights high”.
O texto “Understanding the Greenspan Standard” de 04/08/2005, talvez um pouco desatualizado pelo caráter um tanto laudatório da atuação de Alan Greenspan como presidente do FED, pode ser encontrado no seguinte endereço:
http://www.bcra.gov.ar/pdfs/eventos/BlinderReis.pdf
Agora, quanto ao Banco Central querer que os analistas apresentem as regras que eles utilizam para avaliar ou a inflação ou a taxa de juro do Banco Central, ou mais exatamente a taxa de juro real neutra, eu queria mencionar o post onde eu indico os seis métodos de se determinar o comportamento do Banco Central. Não lembro mais o post nem os seis métodos. Um seria o método de “É no gogó, neném, é ferro na boneca” e o outro seria o método de Robert J. Barro exposto em artigo que saiu no Business Week de 06/12/1999 intitulado “How to build your own FED crystal ball” e pode ser visto no seguinte endereço:
http://www.economics.harvard.edu/faculty/barro/files/bw99_12_06.pdf
Provavelmente outra regra para se determinar a atuação do Banco Central em relação à taxa de juro seria a regra de Taylor. A regra de Taylor é conhecida, mas pela forma como Robert J. Barro apresenta a metodologia de antecipação da política de juro do FED, não creio que ele tivesse interesse em fazer divulgação da metodologia utilizada. Até que ponto o Robert J. Barro ou outro que tenha uma fórmula própria de determinar a taxa de juro real neutra gostaria de mostrar para outros a planilha que com tanto esforço ele deve ter construído. Penso que muito provavelmente ele preferiria primeiro ficar rico com a regra que ele desenvolveu. É de se ver a força da autoridade do Banco Central e torcer para que ela funcione.
E por fim faço remissão a dois post no blog de José Paulo Kupfer em que eu fiz críticas a postura liberal que acreditava ser fácil o estabelecimento de uma conduta para o Banco Central conduzir a taxa de juro. Um é o post “Fim do monopólio da emissão de moeda” de 20/04/2008 às 15h56 e que se pode ver no seguinte endereço:
http://blogs.estadao.com.br/jpkupfer/fim-do-monopolio-da-emissao-de-moeda/
No post José Paulo Kupfer dá oportunidade de um leitor e comentarista do blog dele externar a opinião dele sobre a política de emissão de moeda do Banco Central. O comentarista Francisco Rypl, bastante liberal, em artigo denominado “O Imposto invisível”, culpava o monopólio de emissão de moeda pelos bancos centrais como os verdadeiros causadores da inflação. E chamava a inflação de imposto invisível.
Outro post logo em seguida foi “Uma lógica para as taxas de juros” de 26/04/2008 às 21h14 e que pode ser visto no seguinte endereço:
http://blogs.estadao.com.br/jpkupfer/uma-logica-para-as-taxas-de-juros/
Nesse segundo post José Paulo Kupfer dá oportunidade ao comentarista Marco Aurélio Garcia, economista com site na internet e parecendo ausente aqui do blog de Luis Nassif, mas que o freqüentava com o codinome MAG, a publicar o texto “Entendendo Política Monetária”.
No texto, o Marco Aurélio Garcia apresenta um terceiro ou quarto modelo (da relação que eu referi como contendo seis modelos) de se prevê a atuação do Banco Central na determinação da taxa de juro. Chamando de (ib) a taxa básica de juro estabelecida pelo Banco Central, (imlp) a taxa de juro de longo prazo estabelecida pelo mercado e (in) a taxa de juro neutra, Marco Aurelio Garcia diz que a política monetária é expansionista quando (ib) for menor do que (imlp) e é contracionista quando (ib) for maior do que (imlp).
Bem, há exagero em acreditar na possibilidade de se ter uma regra para a taxa de juro. Penso, entretanto, que também há exagero em Luis Nassif em não admitir influência da taxa de juro na taxa de inflação.
É uma peleja boa e antiga de Luis Nassif, mas ainda que seja opinião de leigo, não me parece que os argumentos dele sejam bons. Para ele, a taxa de juro só serve para aumentar a dívida pública. E ele continua, ora o aumento da dívida pública significa déficit público que tem efeito na inflação. Então para Luis Nassif, o aumento da taxa de juro só serviria para aumentar a inflação. E ela só não aumenta porque de outra forma, o aumento da taxa de juro valoriza a moeda nacional e com isso a inflação tenderia a cair. Bem, não é assim que ele analisa. Segundo ele, a valorização da moeda nacional aumenta a demanda e com ela a inflação. Assim o aumento da taxa de juro é desestabilizante, pois aumenta a inflação.
Nessa linha de raciocínio, entretanto, pode-se contra-argumentar que o déficit público impulsiona o PIB enquanto a valorização do real ao reduzir as exportações diminui o PIB. Somando e diminuindo tudo alguém poderia dizer por alto que a taxa de juro não afetaria o PIB e, portanto, não afetaria a demanda e, portanto, não afetaria a inflação. E para colocar uma pá de cal sobre isso diria que uma redução do juro que causasse aumento da inflação teria como conseqüência a redução da demanda e assim não haveria inflação. Diante disso a tese de Knut Wicksell teria que ser refeita e dizer, se não o contrário, pelo menos que a inflação tende ao ponto de equilíbrio se a taxa de juro subir ou cair. É claro que essa conclusão só se admitiria se se supõe tudo mais em permanente mutação. E como a preferência nacional é pela queda da taxa de juro, essa seria a política do Banco Central para levar a inflação ao seu ponto de equilíbrio.
É tudo muito bem, é tudo muito bom, mas me parece que se teria ai um tremendo disparate.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 22/02/2012
Parte IV
Marcelo Fernandes (quarta-feira, 22/02/2012 às 11:16),
A intenção seria acrescentar o comentário a seguir dentro da parte III dos comentários. Como ao final ocorreu-me de fazer mais três posts, opto por colocar esse comentário na seqüência dos outros três e chamando-o de Parte IV e os outros três como subparte deste quarto post.
Não dei atenção para a referência que Luis Nassif fez neste post “Os cabeças de planilha terão que mostrar as cartas” de quarta-feira, 22/02/2012 às 10:39 ao artigo de Antonio Delfim Netto na Folha de S. Paulo daquela quarta-feira, 22/02/2012. Trata-se do artigo “Taxa neutra” em que Antonio Delfim Netto fala sobre a demanda que o Banco Central fez aos analistas do sistema financeiro para, segundo o próprio Antonio Delfim Netto:
“explicitar a sua opinião [a opinião deles, analistas do sistema financeiro] sobre qual é a taxa de juros neutra que deve balizar as manobras da política monetária de forma a atingir um equilíbrio "ótimo"”:
Curioso é observar como Luis Nassif transcreveu a demanda do Banco Central. Segundo Luis Nassif, o que ele leu no artigo de Antonio Delfim Netto foi que o Banco Central solicitou aos economistas de mercado que
“explicitem suas planilhas, abram os números e mostrem a lógica”.
Transcrevi as duas interpretações da solicitação do Banco Central, a que Antonio Delfim Netto fizera e a que Luis Nassif fizera da interpretação de Antonio Delfim Netto porque me pareceu que elas não dizem a mesma coisa. E mais importante porque o artigo de Antonio Delfim Netto trata, seis dias depois do mesmo assunto que foi tratado no artigo de Maria Clara R. M. do Prado intitulado “Intrincado juro imaginário” e que foi publicado no jornal Valor Econômico em 16/02/2012.
Para Maria Clara R. M. do Prado a demanda do Banco Central e que fora feita ao mercado consistiu em lançar ao mercado
“a árdua [e depois ela acrescentou o termo impossível] tarefa de definir a taxa de juro real neutra da economia”.
Bem, o artigo “Taxa Neutra” de Antonio Delfim Netto na Folha de S. Paulo de quarta-feira, 22/02/2012, deu origem a um post no blog de Luis Nassif intitulado “Taxa neutra, por Delfim Netto” de quarta-feira, 22/02/2012 às 08:41, e que pode ser visto no seguinte endereço:
http://advivo.com.br/blog/luisnassif/taxa-neutra-por-delfim-netto
Só, quinta-feira, 01/03/2012, ao voltar aqui no post “Os cabeças de planilha terão que mostrar as cartas” para transcrever uma carta de Antonio Delfim Netto é que interessei-me pelo artigo dele que Luis Nassif mencionou. Na vez anterior em que comentei este post, eu fiquei muito envolvido em fazer os comentários e que eu só pude enviar depois para você que não dei mais atenção para nenhum outro post no blog de Luis Nassif.
Pois bem, na quinta-feira, 23/02/2012, eu pude consultar o Valor Econômico de quarta-feira, 22/02/2012 e na seção de cartas na página A9, li uma pequena carta de Antonio Delfim Netto muito pertinente ao assunto – as cartas no Valor Econômico recebem um título e essa carta de Antonio Delfim Netto recebeu o título de “Juro imaginário” – e a transcrevo a seguir:
“Juro Imaginário
A respeito do artigo “Intricado juro imaginário” de Maria Clara R. M. do Prado, publicado em 16/02. “Não resistir à tentação de dizer-lhe que achei magnífico o seu artigo no Valor de 16/02. Enxuto, preciso, saboroso e uma pintada de malícia. Antonio Delfim Netto”.
Antes de ler a carta de Antonio Delfim Netto, eu tinha pensado em escrever no blog de Maria Clara R. M. do Prado para a elogiar pelo artigo, mas ia fazer o elogio apenas depois de escrever aqui no neste post “Os cabeças de planilha terão que mostrar as cartas”. Demorei muito e acabei não escrevendo. Fica ai então o elogio meu e o de Antonio Delfim Netto.
Encerro aqui meu comentário, mas pretendo voltar para indicar uma boa meia dúzia de posts aqui no blog de Luis Nassif em que se teve a discussão sobre a política monetária e a atuação de Guido Mantega. Na verdade há que se dividir os posts a serem mencionados em três grupos: um relativo à gestão do governo de Dilma Rousseff. Outro relacionado a atuação do Banco Central e outro relacionado ao ministro Guido Mantega, pois parece que a partir deste post “Os cabeças de planilha terão que mostrar as cartas” Luis Nassif passa a direcionar a críticas dele em relação à política monetária mais à componente fiscal, de responsabilidade de Guido Mantega e que tem uma cunha na política monetária.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 05/03/2012
Parte IV – a
Marcelo Fernandes (quarta-feira, 22/02/2012 às 11:16),
Os comentários que farei dentro do quarto comentário consistirão mais de uma relação de posts. Nessa primeira relação vou focar mais na questão dos posts de Luis Nassif voltados para discutir a gestão no governo Dilma Rousseff. Não farei uma relação exaustiva, mas apenas indicarei aqueles posts mais conhecidos que aparecem quando se coloca no Google referência a Dilma Rousseff e a gestão.
Antes de relacionar os posts no blog de Luis Nassif sobre o estilo de gestão do governo de Dilma Rousseff, lembro primeiro que Luis Nassif incensa muito o aspecto de gestão como fator distintivo de um governo. É dele a seguinte frase de post mais recente “O pássaro azul do PSDB” de sexta-feira, 10/02/2012 às 15:20:
“Todo mundo sabe que a bandeira da gestão será a mais relevante para as próximas eleições, a partir do momento em que os governos Lula e Dilma ocuparam o espaço de centro-esquerda”.
Em lugar nenhum do mundo a bandeira da gestão será a mais relevante em uma eleição, não havendo justificativa alguma para que aqui no Brasil seja diferente. O endereço de “O pássaro azul do PSDB” está indicado a seguir:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-passaro-azul-do-psdb
Faço a crítica a essa posição de Luis Nassif há muito tempo. Infelizmente grande parte das minhas críticas desapareceram uma vez que Luis Nassif apagou todos os posts dele do período anterior a esse último blog que se iniciou aproximadamente em abril de 2010. Tenho críticas a essa sobrevalorização da gestão também em outros blogs. Faço aqui menção a um post no final de 2010 que fazia previsão a meu ver correta sobre o governo Dilma Rousseff salientando que o governo dela seria mais racional do que o governo de Lula. Trata-se do post “Nada será como antes” de terça-feira, 28/12/2010, no blog Possibilidades da política de Marco A. Nogueira e que pode ser visto no seguinte endereço:
http://marcoanogueira.blogspot.com/2010/12/nada-sera-como-antes.html#links
Os meus comentários por algum problema de envio ficaram repetidos, mas o que eu queria lembrar aqui é uma frase de Marco A. Nogueira em que ele diz:
“Uma hipótese realista sugere que haverá um suave descolamento entre Lula e Dilma. Disso talvez nasça um governo mais ponderado e equilibrado, capaz de substituir a presença de um líder carismático e intuitivo pela determinação e pelo rigor técnico que são indispensáveis para que se possa construir uma sociedade mais igualitária”.
Não neguei que haveria essa diferenciação, mas fiz analogia entre os governos de George Herbert Walker Bush e o de Lyndon Jonhson em que eu relembro que Lyndon Jonhson, com um governo muito mais político do que o governo que talvez pudesse ser considerado como mais técnico de George Herbert Walker Bush, marcou muito mais a sociedade americana.
Um post mais voltado sobre a discussão sobre a gestão na Administração Pública é o post “O custo de um estilo” de terça-feira, 08/02/2011, no blog de Alon Feuerwerker e que pode ser visto no seguinte endereço:
http://www.blogdoalon.com.br/2011/02/o-custo-de-um-estilo-0802.html
Frequentemente quando tenho que falar sobre a desimportância em se considerar questões de estilo na avaliação de um governo eu remeto para esse post “O custo de um estilo”. É o caso, por exemplo, no blog de Alon Feuerwerker do post “Em pleno vôo” de quinta-feira, 27/10/2011, e que pode ser visto no seguinte endereço:
http://www.blogdoalon.com.br/2011/10/em-pleno-voo-2710.html
Em minha avaliação, os governos podem até se manifestarem de forma diferente, mas essas diferenças no estilo praticamente não tem efeito no dia a dia da Administração Pública.
Um outro post no blog de Alon Feuerwerker com uma referência importante sobre os efeitos na Administração Pública das características gerenciais do governante e onde faço também referência ao post “O custo de um estilo”, é o post “Dança com dois pares” de sexta-feira, 26/08/2011 em que eu comparo os efeitos de Silvio Berlusconi na vida pública italiana. O endereço do post “Dança com dois pares” é:
http://www.blogdoalon.com.br/2011/08/danca-com-dois-pares-2608.html
Em meus comentários comparando os efeitos de Silvio Berlusconi na Itália eu utilizo de dois artigos que saíram no Valor Econômico. Menciono de início a reportagem de Cyro Andrade sobre o livro “Itália – Presente e Futuro” do historiador brasileiro João Fábio Bertonha e reportagem que pode ser vista no seguinte endereço:
http://www.valor.com.br/cultura/1004744/essa-mistura-de-interesses-publicos-e-privados/
Os dois primeiros parágrafos são uma avaliação da total incompetência ou inoperância do primeiro-ministro Silvio Berlusconi pelo que Cyro Andrade inferiu do livro de João Fábio Bertonha. A reportagem saiu no Valor Econômico de terça-feira, 13/09/2011, no caderno EU & LIVROS.
E para a minha segunda referência à situação italiana sob o governo de Silvio Berlusconi, dentro dos meus comentários para o post “Dança com dois pares”, eu aproveito de artigo no Valor Econômico de quarta-feira, 14/09/2011, de Martin Wolf, editor e principal comentarista econômico do Financial Times, intitulado “Chegou a hora de apoiar o BCE”, em que ele, pelo que eu já li dele, reprisa proposta de solução do problema da crise financeira européia nos países mais pobres e que consistia em exigir o sacrifício das nações mais desenvolvidas em apoio as economias com crise de financiamento. O interessante é que ele não responsabiliza tanto o Sílvio Berlusconi pelo problema enfrentado pela Itália. Para ele o básico para a compreensão do que ocorreu na Itália é observar que os dois principais instrumentos de administração da economia italiana: o câmbio e a inflação foram perdidos quando se entrou para a Zona do Euro. E ele está certo e mesmo sem os dois instrumentos, quase vinte anos após o domínio de Silvio Berlusconi na Itália, o PIB italiano não mudou muito quando comparado com os PIBs da Inglaterra, França e Alemanha.
Em relação aos posts no blog de Luis Nassif relaciono de início o post “O estilo Dilma de governar” de terça-feira, 04/01/2011 às 07:00, e originado de comentário de Michel de terça-feira, 04/01/2011 às 18:37. O post “O estilo Dilma de governar” é:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-estilo-dilma-de-governar
Na seqüência Luis Nassif, aproveitando o post anterior, traz, como a Coluna Econômica dele do dia 09/01/2011, a análise do que seria o estilo Dilma de governar em post com este título “O estilo Dilma de governar” de domingo, 09/01/2011 às 07:00 e que pode ser visto no seguinte endereço (O endereço é quase igual ao anterior acrescentando apenas o Zero):
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-estilo-dilma-de-governar-0
Mais à frente, há o post “O governo Dilma, por Cláudio Lembo” de segunda-feira, 01/08/2011 às 11:00. O endereço desse post é:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-governo-dilma-por-claudio-lembo
Fiz um comentário e o enviei segunda-feira, 01/08/2011 às 14:24 para o comentário de Xicobarreto enviado segunda-feira, 01/08/2011 às 11:19. Meu comentário é muito crítico ao texto de Cláudio Lembo que na tentativa de fazer um texto elogioso a Dilma Rousseff ou errou a mão ou fez com intenção uma crítica ao governo Lula que me pareceu despropositada e mais próprio de quem não sabe avaliar muito bem essa questão de como o governante imprime seu ritmo no governo e qual é a conseqüência desse ritmo impõe na atividade da máquina pública.
Também a partir de um texto de Cláudio Lembo, mas agora para Terra Magazine há o post “Dilma por Cláudio Lembo” de terça-feira, 02/08/2011 às 18:51, originado de chamada de Roberto para o artigo “Dilma, a nova fase” de Cláudio Lembo, saído na Terra Magazine. O endereço do post é:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/dilma-por-claudio-lembo
Fiz dois comentários para o post “Dilma por Cláudio Lembo” agora com uma avaliação mais benevolente para com Cláudio Lembo. O primeiro enviado quarta-feira, 03/08/2011 às 00:42, para junto do comentário de Vânia, enviado terça-feira, 02/08/2011 às 21:01 e o segundo enviado quarta-feira, 03/08/2011 às 13:58 para Luiz César, enviado quarta-feira 03/08/2011 às 09:14. Todos os dois comentários estão na primeira página. Aqui há que se destacar que no texto para o jornal O Estado de S. Paulo, Cláudio Lembo pesou a mão contra Lula porque tinha interesse em agradar mais aos leitores do jornal O Estado de S. Paulo.
Outro post no blog de Luis Nassif é “O estilo Dilma, segundo o Estadão” de domingo, 07/08/2011 às 09:33, originada de chamada de Nilson para matéria do jornal O Estado de S. Paulo intitulada “Ministros são anulados por controle total de Dilma”. O endereço do post “O estilo Dilma, segundo o Estadão” é:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-estilo-dilma-segundo-o-estadao
Segundo o Estadão a base aliada e ministros começam a emitir sinais de desconforto com o jeito Dilma Rousseff de governar. Ainda segundo o Estadão, os aliados avaliam que "o governo mostra desorientação e pode correr riscos desnecessários". Os parlamentares dizem que a presidenta (É claro que aqui está grafia minha, pois no jornal O Estado de S. Paulo o que sai é presidente) está mais interessada em "mandar do que governar" e falam em um tom que abre possibilidades para "um troco". No fundo o texto é só torcida do jornal O Estado de S. Paulo contra o governo de Dilma Rousseff. E atualmente já dá para fazer a crítica ao jornal O Estado de S. Paulo, lembrando que ou não havia troco conforme noticiado pelo jornal ou o governo foi hábil para adiar o troco da base desde agosto do ano passado.
Há então o post “O estilo Dilma” de quinta-feira, 18/08/2011 às 19:4, com atualização de 19:43, e tendo originado de comentário de Joaquim Aragão. O endereço do post “O estilo Dilma” é:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-estilo-dilma
No post Joaquim Aragão faz um balanço favorável do governo de Dilma Rousseff.
Em seguida, Luis Nassif aproveita o post “O estilo Dilma” e faz post com o mesmo título “O estilo Dilma” de quinta-feira, 24/11/2011 às 16:39, e com endereço semelhante que só diferencia do anterior pelo acréscimo do Zero, como se vê a seguir:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-estilo-dilma-0
Não há nada de especial neste post ou em um post mais à frente que trata do estilo de Dilma Rousseff no mesmo sentido que vem sendo tratado nos posts mencionados anteriormente. O título desse último post é “Estilo Dilma: afagos aos adversários” de quarta-feira, 25/01/2012 às 17:47. O endereço do post “Estilo Dilma: afagos aos adversários” é:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/estilo-dilma-afagos-aos-adversarios
Trata-se de post a partir de matéria saída no portal iG.
Outro post é “A estratégia política de Dilma” de quarta-feira, 01/02/2012 às 07:00, com a Coluna Econômica de Luis Nassif daquele dia, 01/02/2012. O endereço desse post “A estratégia política de Dilma” é:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-estrategia-politica-de-dilma
Há um post com uma fita com Dilma falando na campanha sobre gestão. O título do post é “Dilma fala sobre modelo de gestão durante a campanha” de sábado, 11/02/2012 às 18:31. O endereço é:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/dilma-fala-sobre-modelo-de-gestao-durante-a-campanha
A partir desse momento começa uma mudança de enfoque no tratamento da gestão no governo de Dilma Rousseff. O primeiro post com essa característica originou-se de uma chamada de Webster Franklin para matéria da Carta Maior intitulada “Obsessão crescente de Dilma com gestão desanima tropa política” e que deu origem ou post “Gerencialismo de Dilma causa desconforto dentro do governo” de domingo, 12/02/2012 às 09:15. Não sei até que ponto o texto do post expressa uma realidade. De todo modo vale chamar a atenção para a data do post. Trata-se agora de posts mais recentes em que se procura apontar problemas do governo com a base de apoio. No caso da matéria da Carta Maior penso que a matéria foi mais para incensar Dilma Rousseff e desanimar os representantes no parlamento. O endereço do post “Gerencialismo de Dilma causa desconforto dentro do governo” é:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/gerencialismo-de-dilma-causa-desconforto-dentro-do-governo
Há de especial um comentário de Jotavê e que se encontra na página 3 do post em que ele questiona o termo gerencialismo e que apresenta uma resposta de Luis Nassif em que ele dá como exemplo um processo de maior participação da sociedade que, mesmo sendo menos eficiente do que um processo bem industrializado, por contar com a participação de todos, consegue dar continuidade a determinada atividade.
Na seqüência há o post “Os riscos que o gerencialismo pode trazer ao governo Dilma” de domingo, 12/02/2012 às 11:51, de autoria de Luis Nassif e que se pode ver no seguinte endereço:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/os-riscos-que-o-gerencialismo-pode-trazer-ao-governo-dilma
De um comentário muito bom de Oswaldo junto ao post “Os riscos que o gerencialismo pode trazer ao governo Dilma”, Luis Nassif publicou outro com o título “A visão política de Dilma” de domingo, 12/02/2012 às 16:34 e que pode ser visto no seguinte endereço:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-visao-politica-de-dilma
Há então um post com uma crítica mais incisiva de Luis Nassif ao estilo de Dilma Rousseff em governar e abordando um lado mais problemático da gestão no governo de Dilma Rousseff. Trata-se do post “O governo mais fechado da história recente” de quarta-feira, 15/02/2012 às 10:43, de autoria de Luis Nassif. O endereço do post é:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-governo-mais-fechado-da-historia-recente
E como Luis Nassif havia prometido no post “O governo mais fechado da história recente”, ele lança na seqüência o post com título semelhante “O mais fechado governo do Brasil moderno” e que pode ser visto no seguinte endereço:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-mais-fechado-governo-do-brasil-moderno
A crítica geral que eu faço a Luis Nassif é ter modificado bastante a avaliação do governo de Dilma Rousseff em razão da questão cambial. Enquanto permaneceu a perspectiva de que o real iria desvalorizar, o governo Dilma Rousseff era tratado de um modo. Quando a perspectiva de desvalorização se esvaiu por completo, então se passou a elaborar uma crítica maior a Dilma Rousseff. Agora que Dilma Rousseff se manifesta mais fortemente em relação a não deixar a moeda nacional valorizar muito, passa-se ser mais benevolente a avaliação do governo de Dilma Rousseff. Essa mudança passa a se efetivar com o post “Dilma critica guerra cambial” de quinta-feira, 01/03/2012 às 15:22 em chamada de Adriano S. Ribeiro para matéria no Blog Do Planalto. O endereço do post “Dilma critica guerra cambial” é:
http://advivo.com.br/blog/luisnassif/dilma-critica-guerra-cambial
A mudança de avaliação vai ser mais percebida em relação a Guido Mantega. Em relação a ele não há muitos posts nem elogiosos nem críticos. Só que até o ano passado a crítica era feita ao Banco Central. De repente, em 2012 começou a se construir a idéia de que Guido Mantega criava dificuldades para se estabelecer uma política de aumento do consumo interno. Deixo para analisar essa questão da avaliação da administração de Guido Mantega em um próximo comentário.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 06/03/2012
eu so gostaria de saber quando o governo vai atacar os spreed bancários?
Talvez a notícia abaixo seja uma sinalização sobre isso.
http://advivo.com.br/comentario/re-fora-de-pauta-36149
Coitado do Delfim e do Tombini! Ficarão esperando as esplicações de tal questionário ad perpetum.
"Um economista de sua equipe, juntamente com dois grandes matemáticos e lógicos brasileiros, desmontaram a peça central que sustentava os princípios do chamado neoliberalismo. A crença de que em um mercado livre e competitivo, os preços tenderiam naturalmente ao equilíbrio."
Nassif, entendo que a peça central que sustentava o neoliberalismo e a tal "tendencia natural ao equilíbrio de preços", eram na verdade, uma teoria formada "por encomenda", tão desonesta intelectualmente quanto o editor que hoje, diz ao seu repórter: "Olha, tal ministro é a bola da vez. Fuça a vida do homem até achar algo que o comprometa, mesmo que apenas indícios..." - A diferença, é que o patrão desses economistas se resume a banqueiros e grandes especuladores.
O deus mercado quer lucrar sempre, portanto, sempre haverão teorias mil a seu serviço. De todo modo, é muito bom ver gente do porte de um Delfim Neto desmontar essas arapucas teóricas desonestas.
Leio hoje, no artigo do Delfim Neto na Folha, que o BC solicitou aos economistas de mercado que explicitem suas planilhas, abram os números e mostrem a lógica.
Delfim, o herege! (rs) Caso se configure a abertura das planilhas vai ter mais uns desempregados "ilustres" na praça, e não vai ser o setor público a sua origem!
Não posso resistir à tentação de lembrar o quanto o filme "Uma Mente Brilhante", inspirado na vida de Nash, concentra-se mais nas ilusões e delírios de que ele sofria. O próprio filme exagera (bastante) estas ilusões (Hollywood. Fazer o quê?). Entretanto, nenhum delírio psicótico deste mundo supera todo o prejuízo ao povo brasileiro provocado por todo o esquema baseado nestas teorias furadas. Desnacionalização de setores, baixo investimento em infraestrutura, direcionamento de grande parte do orçamento para o pagamento de juros da dívida e uma dívida pública multiplicada várias vezes sem se reverter a ganhos de qualquer tipo... Tudo isso na 6ª economia e 5ª população do planeta... No Brasil os cassinos são proibidos, exceto este. Nem George Lucas! Cadeia é pouco para este pessoal.
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