Os Belos e Belo Monte

Por Marise

Do Terra Magazine

Pois estimados leitores cá estamos, dependendo de onde estamos. Se estivermos em São Paulo, por exemplo, podemos aproveitar das maravilhas da Balada Literária, a criação do Marcelino Freire para mostrar que evento de literatura pode, sim, pode, ser muito legal, ter altíssima qualidade, e, ora vejam, ser grátis. Basta querer que todo mundo que queira entrar entre, não é mesmo?

E entre um momento e outro da Balada cá estava eu, ciscando no Tuiti e pronto, fui atingido por um vídeo gravado por muitos atores globais baixando o cacete na hidrelétrica de Belo Monte, garantindo que ela é o mal sobre a Terra, o exu, o capeta, o diabo em sua versão mais úmida, e eu me pergunto, como eles sabem de tudo isso? E mais, por que o vídeo deles é igual a um americano, dirigido pelo Spielberg para fazer os americanos tirarem a bunda do sofazão e irem votar?

Por que atores globais fizeram um vídeo contra? Eu não tenho nada contra atores globais, fora o sotaque e a mania de fazerem teatro comercial, mas não tenho nada a favor. Pra mim, são tão ignorantes em assuntos de represas no Pará como quase todo mundo com quem eu falei antes de escrever essa coluna, se bem que, admitamos, muito mais fotogênicos. Mas, mesmo sendo pra lá de mais bonitos e reconhecíveis do que eu ou o senhor aqui ao lado, eles falam tanta besteira quanto qualquer um, e isso me irrita. Energia eólica é mais limpa? Alguém já viu um parque eólico, que por demandar vento costuma ficar no litoral, onde também ficam as praias? Importante, necessário, talvez melhor, mas, limpo? Defina limpeza aí, seu global, porque eu talvez ache uma represa cheia de água no meio de uma floresta cheia de água algo mais natural do que cataventos altíssimos transformando por completo uma paisagem que antes era perfeita. Solar? Estimado espécime global, sua senhoria faz idéia da área necessária para produzir 100 megawatts de energia solar? Eu sei, e é um monte de área, que não vai servir para mais nada, montes de recursos, dinheiro pra caramba, e ainda temos os enormes custos de manutenção. Belo Monte são 11 mil megawatts, senhor ou senhora global. Faça as contas antes de vir ler texto dado por sei lá quem, e talvez eu realmente leve a sério o que dizem, o que o senhor ou senhortalvez mereçam, desde que trabalhem para isso.

Os bonitinhos dizem que Belo Monte vai criar um baita lago e afogar a floresta. Eu, feinho, fui estudar. O lago da represa vai ocupar uma área de 516 km2, me informa o Google. O mesmo Google me diz que o estado do Pará possui uma área de 1.247.689,515 km2. O que deve querer dizer que o lago a ser formado vai ocupar uma área equivalente a 1/2400 da área do estado do Pará, que por sua vez é um estado com 7 milhões de habitantes, com dois milhões deles morando em Belém e todos participando do Círio de Nazaré, pelo que vejo. Ou seja, uma represa vai alagar uma área de 1/2400, ou nada por cento, de um estado basicamente vazio e isso se torna um problema por que mesmo? Não dêem texto, provem. Do jeito que vocês falam, encenando, eu não tomo como sério o que é dito. A moça vem e diz "24 bilhões" e soa como o Dr. Evil falando "One billion dollars" com o dedinho na boca. Dona, diga aí qual é o PIB brasileiro em 2010, e quantos por cento do nosso PIB, a nossa riqueza nacional, a hidrelétrica vai custar, diluída por 50 anos? Vosmecê sabe? Ó aqui a minha boquinha enquanto ela diz, assim: D-U-V-I-D-O.

Leitores, me irrita, e muito, essa tentativa de fazer a minha cabeça por processos tão rudimentares. Se querem, mandem coisa melhor e terão toda a minha atenção. Isso aí é manipulação tola, boba, mesmo que muito bem intencionada. Isso tem cara de ONG que consegue apoio de um publicitário bonzinho e muita gente bacana e vamos lá, salvar as baleias do Xingu. Pois me irrita pra caramba, pelo desrespeito para comigo, que vivo no mundo real, não dos comerciais sejam eles do governo ou de ONGs. Eu não sou uma baleia, acho.

Eu vivo em uma sociedade industrial, que pode abrir mão de muitas coisas e do bom senso quase o tempo inteiro, mas não resiste a umas poucas horas sem energia. Vira gelo, sem gelo pro uísque. Vira fogo sem ar condicionado para resolver a vida na fornalha. Vira uma luta pelo pedaço de pão mais próximo, vira a impossibilidade de chegar até a nossa casa. Podemos ficar sem quase tudo, e eu poderia ficar muito bem sem axé, o Malafaia e a lasanha congelada, mas não podemos ficar sem energia. Podemos e devemos economizar energia. Podemos e devemos desenvolver energias renováveis, e o faremos. Podemos e devemos esquecer a maluquice de construir Angras 3, 4 o escambau, mas não o faremos. Angra 3 ou 4 são muito, muito piores do que qualquer Belo Monte e certamente piores do que Fukushima, especialmente se ficarem no Rio, que, digamos, não é o Japão.

Mas para chegarmos até as novas energias, precisamos de energia da que se produz agora e o resto é, infelizmente, poesia. Não a qualquer custo, mas a custos que valha a pena pagar. E essa avaliação tem que ser muito, mas muito racional e justa do que eu vejo nos youtubes que vêm e vão.

Se vamos escapar do fogo ou do gelo, é pela inteligência, como sempre foi e será. E desse debate, por tudo que eu vi, ela está longe, muito longe, muito mais longe do que o Pará, e muito menos inteligente do que precisa ser para ser.


http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI5475583-EI8423,00-Os+Belo...

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raquel_

"No fim das contas, os atores globais, agora chamados de oportunistas, deixaram sua contribuição para que, a partir de agora, gente que jamais se interessou por questões ambientais (ou se interessou superficialmente) tente saber, por exemplo, por que as intervenções estatais na Amazônica, com o ciclo da borracha, a Zona Franca de Manaus, o projeto Tucuruí, as mineradoras, a Transamazônica, a BR-319 e o início dos projetos das usinas de Santo Antonio e Jirau não contribuíram até hoje para eliminar de vez a situação de miséria à qual a população da região está submetida há décadas. Ausência de Estado ou abuso estatal? É uma questão."


O protesto dos ‘globais’ acertou o alvo //

Nas eleições de 2006, trabalhava num jornal diário que tinha uma seção, no caderno de política, para artistas e outras personalidades dizerem em quem pretendiam votar naquele ano e o porquê. A ideia era contatar, geralmente por telefone, o maior número de celebridades possível para fazer um convite inglório: falar, ainda que num espaço curto, sobre política, e tudo o que envolve o assunto – em última instância, o que se esperava do País para os próximos quatro anos. Foi um parto. Conseguir declaração de famosos, sobretudo atores globais, era pedir para ouvir o gancho se estatelar na cara do outro lado da linha. A maioria respondia que não tinha o menor interesse em se manifestar.


A atriz Maitê Proença, estrela do vídeo que pede paralisação das obras em Belo Monte

Não estava claro, para mim, se a retração era autocensura ou política da empresa, mas, a certa altura, comecei a me perguntar onde os famosos esconderam a coragem que, dezessete anos antes, os levou a dar as caras na primeira eleição presidencial após a redemocratização para cantar o “Lula Lá” na tevê, numa das mais acirradas campanhas políticas que o Brasil testemunhou.

Está certo que, de lá pra cá, muita coisa mudou – muitas delas para pior – sobretudo após sequências de frustrações de quem esperava muito ou nada de Fernando Collor de Mello e dos governos que se seguiram. Nesse período, a manifestação de artistas ficou tão rara que, quando acontecia, soava patética. Basta lembrar o papel interpretado por Regina Eu Tenho Medo do Lula Duarte nas eleições de 2002.

Mas alguma coisa aconteceu entre o início dos anos 2000 e as manifestações mais recentes de movimentos organizados. Com a explosão da internet, muitos começam a sair do armário, usando as redes eletrônicas como front de batalha. José de Abreu, de um lado, Carlos Vereza, do outro, e Fernando Meirelles, no meio, foram alguns dos que deram as caras, independentemente dos papeis que interpretavam (ou comandavam), nas telas direcionadas ao grande público nas eleições presidenciais de 2010.


Trecho do rio Xingu (foto), onde está sendo construída a usina de Belo Monte. Foto: NYT

Num tempo em que empresas, inclusive de comunicação, instauram como política interna a proibição das livres manifestações nos sites de relacionamento, como o Twitter, um grupo de atores, entre eles Maitê Proença, Cissa Guimarães e Marcos Palmeira, decidiu dar as caras desta vez em um vídeo que se alastrou pela internet com um apelo: parem as obras de Belo Monte, a futura hidrelétrica do Pará que tem custo estimado em cerca de 30 bilhões de reais e previsão para começar a funcionar normalmente em 2019.

Menos de 24 horas depois da primeira postagem, as reações se multiplicaram em proporção geométrica – para alegria dos idealizadores do movimento, intitulado “Gota d’Água”. É como se os rostinhos bonitos da tevê, de quem tantos (inclusive da imprensa) querem saber com quem saem, quanto ganham e o que fazem na cama, emprestassem a influência e interlocução com um público imenso para dar seu pitaco num debate até então restrito às partes interessadas, como a população local, o governo, os ambientalistas e os desenvolvimentistas.

No vídeo, os atores afirmam: a obra é cara demais para funcionar durante apenas quatro meses do ano (nos outros, a região seca); o desmatamento previsto é de 640 quilômetros quadrados; falar em energia limpa só faz sentido se a hidrelétrica fosse instalada no deserto; há outras prioridades orçamentárias e outras formas de se gerar eletricidade, como por meio da energia eólica ou solar; os índios vão deixar suas casas e serão levados para as periferias da cidade, eternizando o circulo da miséria; se esta for obra equivocada, será um caminho sem volta. No fim, pedem que o internauta assine uma petição online num endereço eletrônico com perguntas e respostas sobre a obra. Dá tempo ainda para Maitê Proença ameaça tirar o sutiã e para Ary Fontoura fazer um desnecessário apelo à presidenta Dilma Rousseff, maior entusiasta do projeto, para que ela pense no futuro que seus netos terão quando o meio ambiente for para o espaço.


Ativista protesta em São Paulo contra a construção da usina. Foto: Gianni Carta

Em cinco minutos, o desfile de argumentos – mais criativos e eficientes do que as correntes de frases-feitas que poluem qualquer rabisco de debate – produz efeito e atinge um público aparentemente alheio até então. Mal e mal, o debate está feito, com um vigor que não se viu na tevê e na internet nem mesmo quando índios do Xingu e os engenheiros se reuniam, no Pará, para debater a questão. Depois do vídeo, muita gente ficou com vontade de saber mais sobre o empreendimento.

Mesmo assim, os críticos do vídeo foram a público dizer que a discussão é malfeita, hipócrita, fora de hora e os argumentos, frutos de encenação. Como se, em vez de dizer “eu matei o mocinho”, o ator resolvesse encenar o personagem ambientalmente responsável e só. Disseram ainda: esses atores globais não têm nada com a conversa, e talvez a única atriz que tenha chegado perto de Belo Monte entre todos eles seja a paraense Dira Paes. Pode ser. Mas ao aceitar gravar o vídeo, e dar a cara para bater, os atores já tomaram uma posição – o que não deixa de ser uma evolução e tanto para quem até ontem fugia de debates com medo de ser repreendido pelo público ou pelo empregador.

Por tudo o que envolve, a começar pelo impacto ambiental e à vida em seu entorno, a usina de Belo Monte é um dos mais delicados temas em discussão hoje no País. A questão é tão complexa que gerou uma crise entre o governo brasileiro e a OEA (Organização dos Estados Americanos), que pediu a suspensão das obras e irritou Dilma Rousseff. E, obviamente, as causas e consquências do projeto não se esgotam num vídeo de cinco minutos.


Índio da região do Zingu protesta em Brasília contra construção de hidrelétrica. Foto: Agência Brasil

Uma coisa parece certa: com a atual capacidade energética nacional, e o ritmo de crescimento necessário para se desenvolver, o Brasil uma hora vai travar. A superação do gargalo energético é, portanto, condição de existência – inclusive para quem precisa do computador para manifestar seu ativismo.

Só que, neste caso, existem boas razões dos dois lados – basta ouvir os argumentos de quem defende o empreendimento, como o economista Antonio Delfim Netto e o físico Luiz Pinguelli Rosa, além, é claro, do governo federal.

Acontece que os opositores da obra tomaram a dianteira, e viram na internet uma oportunidade para dialogar com o público de fato – recentemente Fernando Meirelles anunciou um projeto semelhante, armado de vídeo e argumentos, numa espécie de trollagem sobre senadores que analisam o Novo Código Florestal, outro tema espinhoso.

No fim das contas, os atores globais, agora chamados de oportunistas, deixaram sua contribuição para que, a partir de agora, gente que jamais se interessou por questões ambientais (ou se interessou superficialmente) tente saber, por exemplo, por que as intervenções estatais na Amazônica, com o ciclo da borracha, a Zona Franca de Manaus, o projeto Tucuruí, as mineradoras, a Transamazônica, a BR-319 e o início dos projetos das usinas de Santo Antonio e Jirau não contribuíram até hoje para eliminar de vez a situação de miséria à qual a população da região está submetida há décadas. Ausência de Estado ou abuso estatal? É uma questão.

Noves fora, quem não gostou do vídeo e tiver argumentos em favor de todas essas obras, seja ator ou especialista, têm o mesmo caminho, o mesmo acesso, a mesma rede e a mesma possibilidade de rebater e dar sequencia ao debate. E, se for o caso, desmontar um a um os argumentos do vídeo que acaba de ganhar o mundo virtual. Quem é contra a obra já se mobilizou. E acaba de acertar o alvo em cheio.

http://www.cartacapital.com.br/carta-verde/o-protesto-dos-globais-acerto...

 

"Para ser tolerante, é preciso fixar os limites do intolerável." (Umberto Eco)"

 
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Ulisses S

Quem se mobilizou já está mobilizando a muito tempo, inclusive a rede Globo, que usou seus funcionários para tal empreitada. Nada contra questionar uma obra polêmica, embora necessária. Se Balbina que inundou 2200 km2 está lá até hoje, fornecendo 60% da energia elétrica de Manaus, digo Manaus, não do Estado do Amazonas, por que não construir Belo Monte, com apenas 500 km2 inundados? Mas por que a Globo e seus funcionarios globais não vão questionar o que a Chevon está aprontando no litoral brasileiro? Por que o Grenpeace, tão preocupado com Belo Monte, não vai questionar o que aprontaram as petroléiras americanas e inglesas no golfo do México e agora no Brasil? Por que o Serra já tinha combinado com a Chevron entregar de mão beijada o petróleo brasileiro, assim como entregou a Vale? Por que esta usina vai se tornar a 3 usina mais importante na geração da necessária energia para abastecer o Brasil, algo que os EUA que manda na OEA, não quer? Se os EUA não quer, a Globo, capacho e pau mandado dos EUA também não quer? E o PSDB e seus agentes renegados brasileiros e  cidadãos de 2º classe americanos infiltrados também não quer o sucesso do governo trabalhista do PT? Odeiam saber que o unico que deixou o país no apagão foi FHC?

 
 
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Ezequiel

Existem bons motivos para as "celebridades" brasileiras não se manifestarem sobre nada que não seja fútil como elas. Na verdade existem mais ou menos 200.000.000 de motivos. Um povo que vota em deputados como Tiririca, reelegem senadores como Collor, Sarney, e Jader Barbalho. Um povo que é capaz de dar a estes "globais" uma certidão de boas intenções. Quando os globais vão em público, falar mentiras sobre um assunto que está sendo discutido a 30 anos não estão prestando serviço a ninguém que não a sí próprios - publicidade gratuíta, posando de santinhos. Fossem tão bem intencionados estariam gritando contra o derramamento de óleo no Rio de Janeiro, fazendo campanha pela utilização de transporte público (quê?? mas e os anúncios de automóveis??). Jamais vão se manifestar em uma eleição porque não querem perder a oportunidade de aparecer em campanhas publicitárias do governo que ganhar.

 
 
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Fortunato Moreira de Sousa

Qual será o interesse da toda poderosa REDE GLOBO, em questões tão pequenas como a usina de Belo Monte?

Porque não se manisfestar a respeito das condições de vida em que o povo paraense é submetido? De que forma nossas riquezas estão sendo utilizadas?

Será que os atores globais já visitaram alguma escola pública em espcial do sul e sudoeste do Pará, para estrelarem um comercial repudiando a forma como são trados alunos e professores, as condições que são submetidos.

Já questionaram a forma como os recursos para a educação, para saúde, para segurança, aqui são utilizados?

Porque a preocupação com um problema tão pequeno? Problema se a construção de Belo Monte, for executa a bel prazer de interesse alheios ás nossas necessidades.

 
 
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Rato

"Salvem as baleias do Xingu" é ótima! :-D

 
 
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C R TEIXEIRA

Eita! A Maitê-tinha necessidade de tirar o sutiã? Ou estaria a veterana atriz se preparando para um show do Vando?

 
 
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Rodrigo_pr

Infelizmente não foi nem uma atitude autêntica, foi só mais uma das cópias do vídeo em que foi inspirado...

 
 
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Joao Carlos RB

Considero extremamente suspeito que os assim chamados "belos" estejam protestando contra Belo Monte, enquanto a mudança no Código Florestal, que gerará um desastre ambiental muitíssimo pior, não gera qualquer reclamação por parte deste artistas.

A hipocrisia é visível.

 
 
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Mariana.

Vá procurar os videos sobre o novo codigo florestal no youtube! Tá cheio de globais, não globais, intelectuais etc. Informação antes de dar opinião é bom! 

 
 
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Zé das Couves

Hipocrisia é o sobrenome desses atores. Veja só o carro do Marcos Palmeira:

http://gente.ig.com.br/materias/2010/09/13/conheca+++e+saiba+quanto+cust...

MARCOS PALMEIRA, ator / THIAGO LACERDA, ator
Land Rover Discovery – R$ 250 mil

 

 

AgNews/Divulgação

 

Outro modelo clássico da Land Rover, o Discovery é para quem quer enfrentar estradas de terra, mas não abre mão do conforto.

 

 
 
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Rodrigo De Filippo

Com relação ao carro de MArcos Palmeira, a crítica não pode se restringir somente ao valor do automóvel, mas à potência desnecessária para uso urbano, que resulta em consumo substancial de combustível e emissão de gases de efeito estufa.

 
 
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carlosdff

Desigualdade social é brutal no Browsil

 
 
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Emom Belli

E daí? Qual é o problema?

Daqui a pouco tu vai estar mexendo com a mulher dele? Tu me faz lembrar o Reinaldo Azevedo, sempre em patrulha.

 
 
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Ronaldo Almeida

João Carlos,

 

Vou um pouquinho mais longe: cadê os protestos contra o projeto de extensão da Água Espraiada (Ops! Jornalista Roberto Marinho) que vai desalojar cerca de 50.000 pessoas, a maioria de meia idade? Ah, entendo. Falar que estão "matando" a amazônia dá audiência e grana para as ONGs. Pessoas em um centro urbano, quem se interessa? A propósito: Belo Monte vai deslocar 40.000 pessoas. É muito, é. Mas muito menos do que as dezenas de milhares que serão retiradas da miséria, a quem pode ser oferecido educação e saúde.

 
 
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jcfsoares

Eu ainda lembro da Regina Duarte que estava com medo!

 
 
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wannabe

É isso que dá a mania do século XXI: a mania da opinião universal. Todo mundo precisa ter uma opinião. Deturparam a palavra "crime de opinião". Hoje em dia, "crime de opinião" é você não ter opinião, mesmo que aqueles que a tem não saibam patavinas do assunto. Estou cansado desses "ambientalistas de condomínio", menininhas brancas, magrinhas, universitárias que cresceram lambendo mármore e nunca acordaram do conto de fadas, quererem opinar sobre Belo Monte. Se eu sou ignorante, ao menos tenho a dignidade de dizer "eu não sei". Quando tiver mais tempo, tomarei a nobre atitude do autor, e buscarei informações. Enquanto esse tempo não vem, eu fico na minha. Não sei bulhufas de código florestal, Belo Monte, ou o que for relativo às florestas. Cresci na cidade e não presto para viver no mato. Eu sei disso, e por isso mesmo não tenho moral nenhuma para criticar/elogiar Belo Monte.

Pelo que percebi, o autor está na mesma situação que eu. Pois também acho muito precipitado da parte dele tecer elogios. Talvez se ele, além de estudar, fosse ao Pará, aí sim sua opinião teria embasamento. Fora isso é torcida, tanto do lado "progressista" quanto dos "ambientalistas de condomínio".

 

O fantasioso não é uma alternativa ao racional, pois baseia-se no delírio de uns e na ingenuidade de muitos.

 
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atenir

Belo texto. Parabéns.

Realmente, os ecoxiitas não desistem fácil. São uns pé no saco....ô povinho chato...

Dúvido que exita aqui um ecoxiita que toma banho de agua fria, principalmente se mora do sudeste pra baixo...

Talvez os ecoxiitas não sabem de onde vem a energia que aquece aquele chuveiro para ele tomar um banho bem quentinho, principalmente, quando a temperatura externa está abaixo dos 15 graus...heim. Aquele calor não vem de marte, vem dos lagos que hoje existem nas nossas hidreletricas...

Já pensou nisso ecoxiitas?

 
 
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Davi Neves

O único erro é falar mal de Angra 3 ... ele devia ter procurado no google sobre isso também ... descobriria que a chance de um tsunami aqui no Brasil é baixa e que a energia nuclear, com todas as precauções, é viável e 'limpa' ... kkkkkkk

Quem quiser ver algo sobre isso, veja no brasilianas ... né Nassif?

 
 
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Otaviani

Quem disse que energia nuclear é limpa? e o lixo radioativo,que deve ser bem acondicionado,em area resrvada e que levara decadas até que se torne inerte,alem de ter um manutenção carissima,o processamento do uranio,pessoal altamente capacitado para manutenção e manter a usina funcionando,alem dos treinamentos das populações vizinhas pra situações de evacuações.Three Mile island,Chernobil e recente Fukushima,alem do governo alemão ja esta em andamento projeto para fechar suas usinas nucleares,que ao contrári do que previrão especialistas,sua vida util ´e menor do que afirmaram.Então os fatos contradizem as afirmações de usina nuclear é segura.Se temos um potencila hidroéletrico,porque arriscar com usinas nucleares.

 
 
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Rato

Por que só destacar os projetos que deram errado e não os que deram certo?

http://www.petrobras.com.br/minisite/urucu/urucu.html

 
 
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ferdinand

Os bonitinhos globais, se querem preservar algo, visitem uma fazenda eólica e dão uma olhadinha aos arredores de um dos cata-ventos e olhe a quantidade de pássaros mortos - ainda mais no litoral - rota de aves migratórias - um "avecídio" completo...pobres tuites...

Eita videozinho medíocre - acredito que este debate deve ser feito - mas prós e contras de quem tem a conhecimento  - agora não com isto e nem com "os formadô di opiniaum" da mídia.

PS. Não acompanho estes "atores" mas todos são da platinada ou tem de outras emissoras?

 
 
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KURK

Cada um tem a sua opnião, eu por exempl, acho um absurdo a bonitinha aí da foto receber 13000 reais de pensão por ser filha de um funcionário público, ela acha que não. Eu acho que Belo Monte tem que ser construída, ela acha que não, então cada um tem a sua. E como já disseram, quem vai assistir a novela em que ela atua sem energia?

 
 
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Ivan Moraes

O assunto ja esta me cansando e tem meses.  Pra mim eh suficiente avisar a quem esta do lado da rede golpe que mostre pra nos a rede golpe a favor de qualquer projeto bom para o Brasil durantes os ultimos 25 anos.

Entao porque a rede golpe estaria desse lado agora?

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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Antonio Carlos Silva - RJ

E vem muito mais..... Vejam quem foi convidado para este circo :

Leonardo Di Caprio contra Belo Monte

Sonia Racy, O Estado de S.Paulo

Leonardo DiCaprio se preparava, ontem, para gravar depoimento para o movimento Gota D’Água. A campanha, deflagrada anteontem contra a construção de Belo Monte, conseguiu, em 24 horas, 150 mil assinaturas na petição on-line.

O vídeo-manifesto conta com Juliana Paes, Marcos Palmeira, Maitê Proença, entre outros artistas. E já está gravada posição contundente de Daryl Hannah.

Idealizado por Maria Paula Fernandes e Sérgio Marone, o projeto foi abraçado por Marcos Prado. Que só se engajou depois de estudar a fundo o assunto. “Não sou a favor de queima de carvão. Mas, pelo que pesquisei, várias premissas foram ignoradas para que Belo Monte saia do papel”, explica o coprodutor de Tropa de Elite, frisando: “A discussão é necessária”.

Parecido com o video americano de Spielberg pró-voto em 2008? “Idêntico. Com os devidos créditos de inspiração”.

 

 Leonardo di Caprio

 
 
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Daniel Carlos Leite

E lá vamos nós denovo...

 

Não vou perder meu tempo aqui debatendo as atrocidades comedidas por mais uma obra alá "Brasil, Um País de Tolos", pois já está mais que comprovado a insustentabilidade dessa merda "faraônica" nos diversos pilares do Desenvolvimento Sustentável. E quem aqui ainda não se deu conta que nos encontramos em pleno século XXI, por favor, também não perca seu tempo com críticas xiitas desenvolvimentistas.

Políticas públicas. Essa é a alternativa, essa é a solução mais sensata, essa é a solução mais justa.

Não vamos ficar aqui defendendo apenas fontes de energia eólica ou por hidrelétricas. Políticas públicas para um melhor aproveitamento energético. Incentivo fiscais à produtos com melhor desenvolvimento energético. Incentivos fiscais à pesquisa e inovação tecnológica a favor de bens de baixo consumo energético. Arquitetura com melhor aproveitamento de luz natural. Conscientização, campanhas que conscientizem os usuários e os incentivem à adotar boas práticas no uso domiciliar. Diversificação das fontes de geração de energia. Vamos estudar os ventos, mapea-los nas regiões com potencial para instalar pontualmente turbinas eolícas menores e de baixo impacto e que atendam às comunidades mais distantes. Há também pequenas turbinas que podem ser instaladas em calhas nos rios, causando um menor impacto. O sol é capaz de fornecer em um dia toda a enrgia consumida no planeta em um ano. Cadê os incentivos à utilização de placas fotovoltáicas? Já ouviram falar em sistemas termosolares? Há inúmeros vídeos no youtube ensinando a construir aquecedores solares de baixo custo. Energia oriunda das marés. COm uma costa como a nossa, gigante por natureza, cadê as pesquisas, cade o incentivo?

Enfim, não se atenha aos pêlos na casca do ovo. O ponto onde quero chegar exige um pouco de uma visão holística, um pouco apenas! Diversificação da Matriz e Políticas Públicas, é isso que defendo aqui. Não é apenas uma Usina insustentável ou uma fazenda de cataventos que vai salvar o Brasil de um futuro apagão energético.

Falando nisso, aos que ainda defendem a idéia irracional da mega usina Hidrelétrica, procurem sabem mais sobre os possíveis impactos (e os ciêntistas tem cansado de alarmar!!) que podem ser causados com a aprovação daquela proposta nojenta de alteração do Código FLorestal.

90% dos rios brasileiros são de pequeno porte e cortam áreas rurais. Rios esses que alimentam os reservatorios das usinas. Agora vá lá e pesquise na proposta do Dep. Aldo Rebelo o que acontecerá com as margens dos pequenos rios, caso aprovem esse retrocesso. Não é necessário ser nenhum gênio pra prever um possível apagão energético. Ah, se informe também sobre o quanto é gasto com a manutenção e limpeza das turbinas dessas usinas que recebem sedimentos assoreados dos rios que perdem sua mata ciliar!

Quer mais? Procure saber sobre a Usina Assis Chateaubriant.

 
 
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Hamilton

Não existe energia limpa, especialmente observando toda a cadeia de produção.

Mas o quero destacar é o seguinte:

Só é possível um ambiente ecologicamente equilibrado com radicais mudanças tecnológicas e, sobretudo, culturais nos processos de produção, consumo e destinação de resíduos.

Quase todos estes globais dirigem SUVs, ou seja, "mini caminhões" para transportar uma, duas pessoas.

Dos bonitinhos, tem duas ali que praticam uma vida de mais respeito à natureza: Letícia e Dira Paes.

Os outros, quando não estão gravando, estão fazendo compras.

Inacreditável a sociedade hedonista em que vivemos em que quase ninguém tem humildade e faz auto crítica.

 

Hamilton

 
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Emom Belli

Quem não tem argumentos, desqualifica.

Entre os atores que conheço, do lado de cá (sou assíduo leitor do bolog), desta vez vou ficar com os atores da Globo.

E com convicção.

 
 
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alex augustti

 AGUA FRIA E ESCURIDÃO, SÓ PRO POVÃO!

Esta turma Global que é contra Belo Monte, mora em edifícios de alto padrão. Ou seja, prédios que possuem geradores.

Ou seja, aqueles "geradorzões" barulhentos que funcionam a Diesel. Que jogam o maior fumacê no ar. Que são acionados assim que acaba a energia elétrica.

Se amanhã voltarmos a ter apagões, quem vai sofrer? O POVÃO

Estes vão ficar horas no trânsito dentro de um buzú. Vão apear do "buzú" na escuridão. Vão entrar em casa, tomar banho gelado e jantar a luz de velas... hehehe

O cara que mora num edifício de alto padrão (a grande maioria dos globais que fizeram o vídeo) vão pra casa nos seus SUVs (aqueles jipões que bebem gasosa adoidados), vão entrar no edíficio com o portão eletrônico funcionando. Vão subir de elevador. Vão ter luz no APzão. Vão tomar uma bela ducha quente.

Nem vão lembrar da tal Belo Monte ...

É a vida!  São "os mesmos" discutindo o destino dos pobres.

Alguns destes 'preocupados' deve ter o selo do Greepace grudado no vidro de seus carros.

Os que têm os tais SUVs (jipões) geralmente carregam um Ursinho Panda, o Mico Leão Dourado, o SOS Mata Atlântica na capa do estepe.

 
 
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Nilson

Alex, acertou em cheio. Este povo de condomínio Global  não sabe colocar nem minhoca no anzol !

 

Nilson Fernandes

 
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Louzada

Rapaz adorei seu refrão.

AGUA FRIA E ESCURIDÃO, SÓ PRO POVÃO!

Muito embora discorde de vc, ambientalistas de verdade preferem banho frio e curtem um céu estrelado. São vegetarianos, vivem reclusos em regiões remotas e vão se estinguindo com o tempo.

Mas os caras que vc se refere em seus SUV's ou Jipões são na sua maioria (no universo que conheço) são uns "pela saco", uns insuportáveis e insustentáveis, energética e economicamente  falando, vivem a custas do Estado ou do que seus antepassados "plantaram", tambem ficarão pelo caminho. Exeto aqueles que fazem da causa sua profissão, estes adquirem conteúdo e terão  uma expectativa de vida brilhante. Para eles não faltará água quente, luz e muito ar condicionado.

 
 

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