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Os antecedentes: velha mídia e mensalãoEnviado por luisnassif, dom, 22/08/2010 - 17:25Por Bento Mas o que é realmente impressionante é a absoluta falta de bom senso desses senhores, que jogaram fora todas as chances de seus candidatos vencerem as eleições. E isso não de agora, mas desde 2005. Até então, o governo Lula era um governo morno, apático, perdido em discussões bizantinas sobre as causas da elevada taxa de juros no país e vendo seu prestígio e poder político desgastar-se pouco a pouco a cada nova reforma - ou arremedo de tal - aprovada no Congresso. Lula era a continuidade, e, como tal, era pífio, criticado à esquerda e à direita, pela falta de vontade de mudar o modelo vigente ou pela falta de capacidade de mantê-lo. Mas ainda assim, o governo logrou construir uma identidade em torno de projetos como o Bolsa Família, bem como outras medidas discretas que lentamente recuperavam a capacidade de planejamento e operacionalização do Estado. Mas a eclosão do escândalo do mensalão e as trapalhadas subsequentes do governo causaram uma cisão na mídia que acabaria por enterrar por completo o pensamento crítico, abrindo espaço para o espetáculo circense das feras-bestas ora promovidas a "analistas políticos". De repente, vendeu-se a idéia de que o PT, aquele mesmo partido que até então se mostrava indeciso entre seguir a cartilha do mercado ou atender às reivindicações históricas de seus eleitores, na verdade havia elaborado um plano ousado de dominação do Estado por meio do aparelhamento e da compra de votos no Congresso. Qualquer analista com um mínimo de conhecimento de Brasil sabia que a acusação era ridícula, e que o próprio mensalão representava a rendição do PT a um esquema (e não projeto) de poder profundamente enraizado em nossa tradição republicana, e não o contrário, como queriam fazer crer os detratores do partido. Era compreensível o acirramento de posições da oposição naquele momento, afinal tratou-se sim de uma crise política gravíssima, que por certo abria consigo uma janela de oportunidades única à uma oposição até então carente de discurso. Mas foi a mídia, com suas opções claramente golpistas, que rompeu de vez o frágil consenso entre a política e a sociedade, abrindo caminho para a reviravolta posterior e a revanche de Lula. As se recusar a cumprir seu papel de mediadora entre as esferas política e social, preferindo ao invés disto postar-se como partido político, a imprensa fez a escolha que culminaria na sua tragédia. Não pela derrota política, mas pela perda – quiçá definitiva – da credibilidade enquanto instrumento democrático. É direito da mídia tomar posição nos embates políticos – alguns diriam mesmo que é um dever, em nome da defesa da democracia. Essa posição, porém, não pode se confundir jamais com a de um partido. Isso porque é trabalho dos partidos construir discursos – à mídia cabe apresentar e interpretar os fatos. Juntos, imprensa e partidos podem e devem contribuir para a construção de uma agenda de mudança, desde que respeitem o espaço legítimo de cada um. No entanto, quando a imprensa usurpa o espaço dos partidos, a democracia perde. Porque então não temos nem mais imprensa, nem tampouco mais partidos. O Brasil teve uma oportunidade única em sua história de transformar a dinâmica das relações espúrias estabelecidas entre Executivo e Congresso quando do escândalo do mensalão. Cabia à mídia capitanear esse processo, apresentando idéias que ajudassem os partidos de oposição a consolidar um novo discurso. No entanto, a opção mercadológica falou mais alto e a oportunidade foi desperdiçada. Já era sabido há tempos que havia uma enorme parcela de descontentamento com o governo Lula nas camadas mais elevadas de renda da população – justamente aquelas que mais consomem jornais e revistas de conteúdo político. A Internet e a revolução das comunicações, por seu turno, possibilitou a ascensão de novos "experts" em política: gente de pouca bagagem, mas muito som e fúria, que com poucos cliques era capaz de sintetizar o sentimento desse novo nicho de mercado. Obviamente, a bile das pessoas teve também sua conta nesse processo – mas, novamente, qualquer analista político com um mínimo de conhecimento do país sabe que as elites (sim, elas existem e têm nome e endereço como todos aqui) nunca tiveram compromisso para com o amadurecimento político necessário ao progresso de nossa ainda jovem República, e, de fato, em matéria política sempre foram tão messiânicas quanto o restante do povo brasileiro, esperando passivas pela redenção na forma de um novo Príncipe, ainda que de farda e fuzil em punho. Ninguém ali queria informação, todos queriam sangue. E, como bons prestadores de serviços, muito sangue os jornais e revistas lhes davam. No caldo de cultura política que se seguiu ao mensalão, o jogo foi se tornando cada vez mais claro – e seu desfecho previsível. Escândalo em cima de escândalo, fabricado ou não, perdia sua importância material ao mesmo tempo em que ganhava cada vez maior importância política. A demonização do PT tornou-se de tal vulto que mesmo jornalistas sérios, com anos dedicados ao estudo da política nacional, afirmavam em suas colunas diárias que era inadmissível que um cidadão honesto ainda apoiasse o governo naquelas circunstâncias – como se apoio a uma política de governo tivesse algo que ver com a aprovação dos atos políticos desse governo. Ignorava-se por completo as medidas implementadas pelo governo e cujos resultados já se faziam ver na sociedade. Acima de tudo, ignorava-se a profunda ligação que o povo brasileiro tinha com a figura de Lula, muito maior que qualquer identificação partidária e que transcendia em muito o mero sentimento de retribuição por eventuais ganhos econômicos. O maior erro da mídia foi pautar a oposição, quando esta, no dilema entre o enfrentamento direto com Lula ou sua desconstrução progressiva (o "sangramento"), deixou de aproveitar a oportunidade que tinha para apresentar um novo discurso confiando apenas na derrocada do discurso do PT. A mídia, cujo único compromisso era para com a bile da elite, comandou então o ataque, trazendo a oposição a reboque. Não se tratava, por certo, de um ataque coordenado – afinal não havia um general nesse exército, mas apenas comandantes ávidos em mostrar seu valor, cada qual se superando mais em embaraçar seus pares. E o resultado, vimos em 2006 e veremos novamente agora, com ainda mais evidência. Não é preciso ser um gênio para deduzir que, se um presidente goza de 80% de popularidade, alguma coisa de bom ele por certo fez (excluindo-se a hipótese de manipulação das pesquisas, própria das ditaduras). Por outro lado, o candidato da oposição também aparecia em posição confortável nas sondagens de voto, o que evidenciava possivelmente um esgotamento do modelo político vigente, embora também o desconhecimento da candidata de Lula. Em todo caso, uma coisa era clara: muitos dos que aprovavam a gestão de Lula votariam em Serra. Então, deveria ser claro como cristal que nenhum discurso oposicionista seria vencedor se se concentrasse na figura do presidente, de seu partido ou de sua candidata. Era preciso apresentar uma nova visão de país – não o contrário, mas a superação da atual, de modo que Serra consolidasse o apoio de parte da enorme parcela da população que apóia o presidente. Para tanto, boas idéias não faltavam, nem ontem nem hoje. Mas nossa imprensa é impagável. Ao dar espaço a "especialistas" sem qualquer responsabilidade para com o país e muito menos para com a verdade, concluiu-se que era preciso bater – e bater muito. Criou-se termos pejorativos para designar os eleitores de Lula, seguindo a lógica bastante racional de que fazê-lo convenceria apoiadores do presidente a mudar de lado, ignorando o fato óbvio de que não existe melhor forma de convencer a alguém a fortalecer sua posição que ofender-lhe por isso. Pior que isso: os "estrategistas" esqueceram-se de outro fato óbvio: muitos membros das camadas mais elevadas da sociedade, aquelas mesmas que têm acesso à melhor informação, apoiavam e apóiam Lula, não por comungarem dos métodos de seu governo mas por reconhecerem seus avanços. Entre essas pessoas, muitos dos quais formuladores de opinião com poder muito maior que o das redes convencionais de mídia graças à revolução das comunicações, a oposição poderia ter buscado construir um discurso consistente, tivesse escolhido o caminho da superação ao invés do confronto. Mas para isso teria de se livrar das amarras impostas pela velha mídia, dos velhos slogans moralistas e dos discursos bolorentos e sem profundidade. Lamentavelmente, a oposição, que já era fraca, escolheu o suicídio – delegou por completo à velha mídia a formulação de seu discurso, enquanto se dedicava a inúteis lutas interstinas pelos despojos de um governo que, ao contrário do que imaginava, ainda não havia acabado. Respeito a euforia justificada de muitos leitores deste blog para com as perspectivas eleitorais deste ano, mas o fato é que a situação atual é deprimente para o futuro da democracia brasileira. A oposição desapareceu enquanto forma e conteúdo, o que significa não a vitória do discurso do PT, mas seu enfraquecimento também, posto que o atual sistema de governabilidade, assentado no fisiologismo e na submissão à supremacia do PMDB no Congresso, tornou-se um dos "pés" do modelo de desenvolvimento nacional, tão ou mais importante e imutável que a independência do BACEN ou o câmbio flutuante. E, pior que toda a decadência da política nacional é a decadência da mídia. Pois partidos se reinventam, uma vez que podem recuperar sua identidade por meio do vínculo com seus eleitores. Mas uma imprensa sem credibilidade, que forja discursos fechando os olhos para a realidade do país, é uma tragédia para a democracia. Não há controle social capaz de devolver a credibilidade a uma mídia que abandonou de vez seu dever moral em nome do interesse econômico de curto prazo. Contudo, a velha mídia não morrerá tão cedo, como muitos imaginam aqui, ao contrário – ela ainda vicejará por muitos anos às custas do nicho de mercado que ela tão bem cativa hoje. Os "experts" políticos de hoje certamente definharão, uma vez mais exposta sua absoluta falta de qualidade e responsabilidade. Com eles serão arrastados também alguns pobres medalhões da mídia que compraram seu discurso pobre por conveniência ou preguiça. Mas seus patrões continuarão, firma e fortes, no comando dos jornais e revistas. Não haverá imprensa, mas os negócios continuarão a fluir. A não ser, é claro, que ao suicídio moral da velha mídia sobrevenha em seguida seu suicídio econômico, na forma de decisões equivocadas sobre o futuro das tecnologias de comunicações que ameacem sua sobrevivência. É improvável na minha opinião que isso aconteça – mas é possível. Como vimos, não podemos jamais subestimar a capacidade de nossa mídia fazer lambança. E, se há algo que aprendemos nesses últimos anos, é que, se eles realmente chegarem à hora final, morrerão atirando e para todos os lados. E então senhores, salve-se quem puder.
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Comentários + votados
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Ricardo Queiroz Pinheiro
22/08/2010 - 18:26
Bento,
escrevi um texto no meu blog que tem a ver com que vc diz ai:
http://klaxonsbc.wordpress.com/2010/08/22/porque-voto-em-dilma/
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Donizeti
22/08/2010 - 18:28
A velha midia escolheu seu lado, contra o Brasil e seu povo, sua ideologia e sua tumba.
Descanse em paz, se puder.
PS- Não mandarei corôa de flôres nem irei à Missa de 7º dia.
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Igor Tkaczenko
22/08/2010 - 18:36
Que texto estupendo, regado de realidade! Esse deveria entrar para a história como uma das visões sucintas da era Lula e a atuação da imprensa brasileira no mesmo período. Parabéns.
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rberbara
22/08/2010 - 18:48
O probelma da analise é considerar que esta chamada crise da imprensa começou hoje.
Nem crise strictu sensu é, uma vez que o espírito de golpe sempre esteve presente na chamada "velha midia". O que...
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Túlio Carvalho
22/08/2010 - 18:50
mas afinal, o que foi o mensalão? uma prática?
e ela continuou? em quais esferas?
a questão que se coloca para a mídia é por que atacou tanto o governo federal, mas fez e faz vista grossa aos...
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Abel
22/08/2010 - 18:52
E os R$ 4 milhões que sumiram do Caixa 2 do PSDB? A dra. Cureau não vai mandar investigar?
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Orides
22/08/2010 - 18:55
Bento, que te agradecer pelo conteúdo e clareza do que você escreve.
Quanto à mídia, penso que lhe seria impossível seguir outro caminho.
Essa "velha mídia" sempre foi o instrumento usado para nos...
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Marcos Doniseti
22/08/2010 - 19:15
1) Respeito a euforia justificada de muitos leitores deste blog para com as perspectivas eleitorais deste ano, mas o fato é que a situação atual é deprimente para o futuro da democracia...
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alcir rosa nunes
22/08/2010 - 19:29
"O Brasil teve uma oportunidade única em sua história de transformar a dinâmica das relações espúrias estabelecidas entre Executivo e Congresso quando do escândalo do mensalão. Cabia à mídia...
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Rafael Andrade
22/08/2010 - 20:06
Uma das análises mais lúcidas sobre o que foi, o que é, e o que será a governança petista, bem como sobre a oposição perdida, à reboque de uma mídia totalmente desconectada da atual realidade do país...
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Agameilson
22/08/2010 - 20:07
Bento,boa noite,concordo com tudo do seu artigo, sempre voto com o PT, mas acho que o voto correto é Governo de um Partido, Legislativo em OPOSIÇÃO a este Partido, não existe Democracia forte...
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Carlos Henrique Machado
22/08/2010 - 20:49
O que simboliza a extensão, a ampliação e a falta de limites de uma mídia discípula do UDNismo, é a sintetização da imagem e do caráter clínico da ética de Roberto Jefferson. Ali, a nossa...
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Marcio Valley
22/08/2010 - 20:57
Eu gostaria muito, mas muito mesmo, de ter assinado esse texto. Quiçá um dia eu venha a ter essa clareza, esse discernimento. Parabéns ao Bento. Disse exatamente o que eu penso mas que, por falta de...
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Donizeti
22/08/2010 - 21:04
Pô Jorge, deixa de ser despeitado cara.
O artigo é muito bom.
Acho que o único probleminha deste artigo é que detona com a mídia venal que levou os tucanos no bico e a...
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José pinho
22/08/2010 - 21:13
Clailton, o Pmdb deu a candadata a vice de ferra em 2002. Prestava? O pmdb, deu a fhc, um ministro da Agricultura, e um Ministro da Justiça(Renen Calheiros), e tantos outros muitos cargos...
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Gabriel Sitônio
22/08/2010 - 22:46
Eu acho que a oposição ao modelo lulista vai surgi dentro do próprio governo. Aponto o PSB. Mas não será uma oposição irracional, como tivemos com o grupo PSDB/DEM/PPS. Será uma oposição progressista...
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Hermes
22/08/2010 - 23:09
Jorge,
essa atitude não agrega em nada. O artigo é muito bem escrito e trata de um questão essencial, que é o empobrecimento político e da mídia. Um país não vai para frente de opções e críticas...
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Abel
22/08/2010 - 23:24
Jabor publicou um texto horroroso, dias atrás, falando sobre os "arrepios" que ele sentia, vendo a democracia ameaçada, que a política brasileira é um "circo de horrorores" e blá-blá-blá. O Arnaldo...
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Muito Bom!! Parabéns Bento pelo ótimo post! Lúcido!
Brilhante.
Mas ainda acho que o principal problema é que existe um sentimento golpista no público da mídia. Que despreza o Brasil de Lula, do NE, das favelas, ou seja, despreza o Brasil real e venera o Brasil anglo-saxão, o Brasil dos Jardins, o Brasil do Leblon, ou seja, o Brasil da minoria.
Compartilho o pessimismo acerca da dependência do PMDB e da falta, no curto prazo, de uma oposição consistente.
Aguardo ondas pesadas de ataques da mídia para tentar desestabilizar o início do governo Dilma de várias formas, uma delas, tentando jogar PT e PMDB um contra o outro.
Tenho esperança que, malograda esta primeira onda de ataques, a mídia e a oposição conscientizem-se, se não por princípio, mas ao menos por estratégia, que devem adotar posturas mais propositivas.
E agradeço todos os dias que nosso líder mais popular e carismático (populista, se quiserem) tenha se chamado Luis Inácio da Silva.
Adjutor Alvim @CasaTolerancia http://casatolerancia.blogspot.com/ https://www.facebook.com/BlogPoliticaAdjutor
Análise infantil, para não dizer babaca, de uma realidade muito mais complexa do que pode supor o inocente cronista.
Outro que quer complicar o incomplicável por sua própria natureza, posto que imprevisível.
Perdi meu tempo lendo...
Pô Jorge, deixa de ser despeitado cara.
O artigo é muito bom.
Acho que o único probleminha deste artigo é que detona com a mídia venal que levou os tucanos no bico e a vaca do Serra com bezerro e tudo para o brejo.
Bem feito, essa velha midia e a oposição demo/tucana se merecem.
Que aprendam com a fragorosa derrota que se aproxima, reflitam e façam uma inflexão, passando a realmente fiscalizar o governo federal como deve ser o papél de uma mídia responsável e que o PSDB passe a fazer uma oposição propositiva e desenvolva um novo projeto politico alternativo ao do PT e ofereça uma alternativa para a análise da sociedade. Isso faz parte das regras da democracia e não apostar no quanto pior melhor, que fizeram nos últimos 8 anos.
Jorge,
essa atitude não agrega em nada. O artigo é muito bem escrito e trata de um questão essencial, que é o empobrecimento político e da mídia. Um país não vai para frente de opções e críticas consistentes, embasadas e construtivas. A opção da oposição é mesma do kamikaze. Todo mundo perde com isso.
Adulta e profunda foi a tua contribuição, não é Jorge?
Bento,
escrevi um texto no meu blog que tem a ver com que vc diz ai:
http://klaxonsbc.wordpress.com/2010/08/22/porque-voto-em-dilma/
A velha midia escolheu seu lado, contra o Brasil e seu povo, sua ideologia e sua tumba.
Descanse em paz, se puder.
PS- Não mandarei corôa de flôres nem irei à Missa de 7º dia.
Bom texto. Um pouco enviesado ao pensar que o quadro político atual se reduz aos partidos hegemônicos. Além dos nanicos, temos todos movimentos sociais. Neste ponto, discordo completamente da conclusão da análise. É um excedlente momento para avançarmos em nossa democracia. Haverá uma oportunidade única de escantear definitivamente o entulho da classe de representantes polícos herdeiros da estrutura da ditadura e forjar um novo campo a esquerda. Assim, teríamos um campo mais conservador com o PT de centro-direita e outro mais ousado ou antenado a esquerda, quem sabe o PV sob a liderança de Marina e as premências da crise ambiental? A ver.
Concordo, mas, vamos botar quem sabe jogar futebol,que jogue futebol no seu espaço, quem é político escolhido por mim ou não não sei, que politique, quem é do judiciário que , interprete as leis, ao fundo e no máximo, e, quem é da imprensa, dê-se só ao trabalho de noticiar!
Bento, acho que o grande furo de sua análise é identificar a velha mídia com a Imprensa. Talvez porque essa velha mídia diga isso o tempo todo.
Que texto estupendo, regado de realidade! Esse deveria entrar para a história como uma das visões sucintas da era Lula e a atuação da imprensa brasileira no mesmo período. Parabéns.
Fantastico item, Bento.
Quero avisar a todos os brasileiros: O ADESISMO EVEM AI! Com a saida do barbudo, metalurgico toma a presidencia uma mulher culta e inteligente, nao burra e inculta como o metalurgico.
A media ja comecou a plantar sementes agora nao so da intencao de dividir partidos como tambem do adesismo descarado a Dilma.
EU NAO QUERO ESSAS PESSOAS DO MEU LADO. Se me perguntarem: as portas do inferno ja se fecharam pra elas. Que nao pensem que eu quero estar ao lado delas porque nao quero.
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
O probelma da analise é considerar que esta chamada crise da imprensa começou hoje.
Nem crise strictu sensu é, uma vez que o espírito de golpe sempre esteve presente na chamada "velha midia". O que foi afinal o bombardeio que levou à morte, Getulio Vargas? O que foi Lacerda e seus vínculos inclusive com o jornal O Globo, que praticava as mesmas rotinas que pratica hoje, contra a democracia? A crítica está correta, mas o fenomeno que vemos hoje, vem de tempos idos. O inédito pode ser seus tentáculos comerciais, muito mais amplos e diversos hoje que antes.
mas afinal, o que foi o mensalão? uma prática?
e ela continuou? em quais esferas?
a questão que se coloca para a mídia é por que atacou tanto o governo federal, mas fez e faz vista grossa aos problemas de são paulo, minas, rio grande do sul, e etc.
a grande imprensa tem um vínculo grande com fhc, que não tem estatura para ficar quieto como ex-presidente com influência. e prefere exercer influência. então tome Lula:
o pedágio de são paulo é um roubo. tem pedágio novo na rodovia castelinho: (ourinhos a bauru, com entroncamento na castelo branco) o intervalo entre dois pedágios chega a 20 km!!
Caro companheiro, desculpe cidadao, nao so para voce mas para o monologo que se apresenta aqui costumeiramente: Preco de pedagio, midia golpista, bla,bla, bla....por favor propostas.
Pergunto a voce se tem ideia do que foi acabar com a inflacao neste pais- isso e fato Historico sem precedentes, sera estudado e lembrado daqui a 200, 300 anos, nao so aqui mas no mundo. Esse governo e suas bolsas marmita mesmo que de fato tornassem classe media 50 milhoes de pessoas com educacao superior, cultura, e tudo o que fosse ainda assim nao seria lembrado, marcado historicamente. Para vc entender melhor existiram toques de genialiddae de fato no ocorrido, mas e para poucos essa percepcao, aqui no blog reina o oba,oba. abr.
E os R$ 4 milhões que sumiram do Caixa 2 do PSDB? A dra. Cureau não vai mandar investigar?
"E os R$ 4 milhões que sumiram do Caixa 2 do PSDB? A dra. Cureau não vai mandar investigar?":
Caixa 3 de "investimento"...
... todinho em internet, aparentemente.
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
Bento, que te agradecer pelo conteúdo e clareza do que você escreve.
Quanto à mídia, penso que lhe seria impossível seguir outro caminho.
Essa "velha mídia" sempre foi o instrumento usado para nos ajustar aos interesses das elites, que tem pouco amor pelo País e nenhum pelo nosso povo.
Acontece que ela nunca teve concorrência, não haviam outras fontes de informação acessíveis. Isso acabou.
Caro Bento, é impossível mudar a natureza do escorpião.
Mas tenho esperanças fortes de que algo melhor surgirá para ocupar os espaços em branco. O universo sempre dá um jeito de não deixar espaços desocupados.
Tem uma outra coisa que os mais eufóricos com a virtual vitória de Dilma em primeiro turno estão esquecendo: o PT está coligado ao PMDB nas eleições proporcionais, o que significa que votar em qualquer candidato petista ajuda a eleger os peemedebistas. É impossível hoje visualizar qual será o impacto real na composição das bancadas, mas é possível um cenário em que o próprio sucesso de Lula como puxador de votos pra sua coligação gere um congresso dominado fortemente pelo PMDB com todos os efeitos conhecidos que isso terá sobre o futuro governo de Dilma.
http://uerj.academia.edu/CunhaFilho
Clailton, o Pmdb deu a candadata a vice de ferra em 2002. Prestava? O pmdb, deu a fhc, um ministro da Agricultura, e um Ministro da Justiça(Renen Calheiros), e tantos outros muitos cargos federais. Volte atrás na história e pense no que tem a muito tempo, a composição política do nosso País, antes de escrever aleivosias...............................
Esse é exatamente o ponto. O PMDB já foi governista com FHC, teria sido com Serra ou Alckmin e continuou sendo com Lula e o será com Dilma. Se Serra ou Marina ganhassem, não tenha dúvida de que lá também estaria. O futuro governo Dilma será tendencialmente tanto mais conservador quanto mais forte sair o PMDB dessa eleição. Ou alguém acha que se tiver músculo suficiente não vai exigir um bom naco do governo?
http://uerj.academia.edu/CunhaFilho
1) Tem uma outra coisa que os mais eufóricos com a virtual vitória de Dilma em primeiro turno estão esquecendo: o PT está coligado ao PMDB nas eleições proporcionais, o que significa que votar em qualquer candidato petista ajuda a eleger os peemedebistas.
R - O Alckmin também está coligado com o PMDB e com o DEM em SP e ninguém diz nada. Porque?
Aliás, como fruto dessa aliança com o PMDB é muito grande a chance de que um político como Orestes Quércia seja eleito Senador por SP novamente. Porque ninguém crítica Alckmin e os tucanos por essa aliança com Quércia?
Além disso, a vice de Kassab é do PMDB (Alda Marcoantônio) e foi indicada pelo Quércia e ninguém comenta coisa alguma sobre isso.
O PMDB participa de inúmeros governos pelo país afora, em estados e municípios, em governos do PSDB, do DEM, e de muitos outros partidos e isso também não é objeto de críticas.
FHC governou por 8 anos com o apoio do PMDB. Renan Calheiros foi seu Ministro da Justiça.
Jáder Barbalho e Sarney, ambos do PMDB, foram Presidentes do Senado na época do governo FHC e sempre contaram com o apoio deste.
Então, questiono: Porque somente o PT é criticado por ter feito aliança com o PMDB? Todos os partidos podem fazem alianças com o PMDB, menos o PT, é isso?
Ah bom, eu só queria entender...
2) É impossível hoje visualizar qual será o impacto real na composição das bancadas, mas é possível um cenário em que o próprio sucesso de Lula como puxador de votos pra sua coligação gere um congresso dominado fortemente pelo PMDB com todos os efeitos conhecidos que isso terá sobre o futuro governo de Dilma.
R - Não há nenhuma garantia de que isso irá acontecer. Aliás, outros analistas políticos mais sérios dizem que o PT é que irá eleger a maior bandada de Deputados Federais.E a possibilidade de que isso aconteça é muito grande, pois o PT é o preferido de 25% a 30% dos brasileiros, contra apenas 6% de preferência pelo PMDB.
Portanto, o melhor a fazer é aguardar os resultados das eleições antes de se fazer qualquer análise mais séria.
Agora, só falta a Grande Mídia e a oposição demotucana fazer campanha para que o Congresso Nacional aprove uma lei que proíba apenas o PT de fazer aliança com o PMDB. Todos os outros partidos poderão fazer isso. Menos o PT, é claro.
É o fim da picada!
Marcos Doniseti
Ótimo o artigo, principalmente por instigar ao exame atento da crônica dos tempos do "Mensalão",e, coincidentemente, os tempos do Palocci.
É verdade que a chamada Elite Branca (expressão de Claudio Lembo) e a midia comandada por ela ( e pelo império, nunca esqueçamos) viu a oportunidade com a CPI dos correios, que começou com a denuncia de propina de míseros R$3.000,00 ou coisa assim a um inexpessivo picareta que ocupava um oitavo ou décimo escalão na empresa pública, mas foi solemente tomada como algo muito sério pelos filisteus de sempre, Alvaro Dias, o ridiculo Magalhaes Neto, o inefavel Artur Virgilio, viram a oportunidade de começar um processo de enfraquecimento do Governo. Ocorre que a Lama começou a respingar no Deputado Roberto Jefferson, e sabe-se lá como, ele foi convencido a chutar o pau da barraca e arrastar na queda personagens que incomodavam, por um motivo ou outro os mandões da politica, da midia ou mesmo alguns interesses particulares. Era interessante, em primeiro lugar desmoralizar Lula e o PT em geral. Depois acabar com Zé Dirceu, Genoino, e aquele patético deputado petista que fora presidente da Camara. Liquidar com o maior número possivel de deputados ou politicos que tivessem qualquer vinculo com o governo, incluindo, especialmente quem lidava com a área de imprensa ou comunicação do governo, salvo é claro, o ministro. No caminho foi vislumbrada a possibilidade de envolver o chefe da Policia federal, Sr. Lacerda.
E então vimos o lamentavel espetáculo das CPIs servindo ao brilhareco facil que hipnotizou os políticos da oposição, com procedimentos eminentemente sem forma de direito, arbitrários, e dava-lhes a impressão de estarem a um passo do poder. Vieram as cassações algumas sem nehum fundamento, demissões, incluindo a do Min. Fazenda, e o assunto esgotou-se. O senador de S. Catarina ( belo Estado) não teve a satisfação de ver terminada a raça do PT por 30 anos, pois o povo não acreditou na montagem, e reconduziu Lula. Pior, a saida de Dirceu abriu caminho para Dilma. Ora, Dirceu não era o chefe da casa civil ideal para Lula, pois seus talentos vão mais para a politica, concorrendo com os do Presidente; enquanto isso, Dilma complementou o Presidente, com a sua eficiência adminsitrativa e gerencial, já que de politica, na verdade Lula vai melhor ozinho. E assim a oposição não colheu nada, Lula se reelegeu consagradoramente, fez na verdade um otimo segundo governo, tem o apoio do povo, e de quebra a cassação do Dirceu propiciou o surgimento de Dilma, que, hoje sim, está preparada administrativa e politicamente para governar o pais.
Entretanto, cuidado - todos os grandes interesses estão intactos, e nunca deixarão de lutar - com todos os meios, legítimos e legais OU NÃO - pelo que querem. E o que querem não é bom para o Brasil.
Bom texto, entretanto gostaria de registrar que o presidente da câmara, a que você se refere como patético, não era do PT e foi eleito para este cargo em um golpe comandado pela oposição.
E eu não consigo ver ninguém que poderia construir (ou reconstruir) uma oposição com discurso consistente.
Será que teria alguém? Quem?
Odair, o problema não é QUEM, mas COMO.
Com os partidos que estão aí, com suas alianças espúrias, por melhores que sejam alguns de seus quadros, não há como transformar a nossa política. A solução, no meu modesto entendimento, será um concerto entre homens de bem de todos os partidos para formar um partido que seja uma agremiação comprometida com os interesses do Estado e da nação.
Todos os partidos brasileiros têm pessoas honradas, poucas, mas têm. Agora não sei se podemos esperar um consenso entre elas para a formação de um novo partido.
Isto é um sonho? Claro que é, mas quem sabe um dia acordo e vejo acontecer.
A ascensão de uma nova classe C, que pressionará por melhores serviços públicos (segurança, saúde e educação);
A exploração do pré-sal e novas formas de energia;
A sede por ciência e teclologia aplicada a produção agrícola (principalmente familiar), fertilizantes, alimentação, farmaceutica,
siderurgica, telefonia, telemática.
Estas e outras variáveis em jogo estabelecerão quem será governo e oposição na medida em que o povo exigir respostas.
1) Respeito a euforia justificada de muitos leitores deste blog para com as perspectivas eleitorais deste ano, mas o fato é que a situação atual é deprimente para o futuro da democracia brasileira.
R- Discordo! A situação é ruim para as elites tradicionais do país. Para a população ela melhorou muito. Até porque o sistema político irá se livrar de figuras tétricas e patéticas e que em nada contribuíram para o país. Dar nomes às mesmas é desnecessário.
2) A oposição desapareceu enquanto forma e conteúdo, o que significa não a vitória do discurso do PT, mas seu enfraquecimento também, posto que o atual sistema de governabilidade, assentado no fisiologismo e na submissão à supremacia do PMDB no Congresso, tornou-se um dos "pés" do modelo de desenvolvimento nacional, tão ou mais importante e imutável que a independência do BACEN ou o câmbio flutuante.
R - Se a oposição desapareceu, então isso aconteceu por culpa exclusiva dela, que se preocupou apenas em promover uma permanente escandalização da política nacional, deixando de apresentar qualquer proposta alternartiva para o país. Me diga, por favor, qual foi a proposta alternativa que a oposição do PSDB/DEM/PPS apresentou nestes 8 anos de governo Lula. Não conheço nenhuma. E eles tiveram 8 anos para fazer isso e não fizeram devido à sua mediocridade total e absoluta. A morte política e eleitoral deste bando de medíocres será algo muito positivo para o Brasil.
Até porque, como esse tipo de oposição medíocre do fracassou completamente, quem quiser fazer oposição ao futuro governo de Dilma terá que mudar radicalmente de postura, passando a priorizar a apresentação de propostas alternativas para o país em vez de priorizar a fabricação de dossiês inexistentes e de ficar falando sobre assuntos que não dizem respeito à vida dos brasileiros, como as FARC, por exemplo. O PT nada tem a ver com a falência desta oposição golpista, reacionária e medíocre.
E o que o PT e Lula fazem, para governar, é o que FHC também fez, e aquilo que qualquer um que assuma a Presidência da República terá que fazer, ou seja, um governo de coalizão, com tudo que isso gera de bom e de ruim. Este não foi o primeiro goverrno de coalizaõ que tivemos e também não será o último.
3) E pior que toda a decadência da política nacional é a decadência da mídia.
R - A decadência da Grande Mídia fará um bem enorme ao país, pois a mesma já apodreceu completamente. As pessoas realmnente inteligentes deste país não suportam mais as mentiras e manipulações desta Mídia repulsiva. Que morra o quanto antes e que descanse em paz!
4) Pois partidos se reinventam, uma vez que podem recuperar sua identidade por meio do vínculo com seus eleitores. Mas uma imprensa sem credibilidade, que forja discursos fechando os olhos para a realidade do país, é uma tragédia para a democracia.
R - O fim de uma 'imprensa' com essas características é algo muito positivo para o país. Até porque isso não merece ser chamado de imprensa. A própria presidente da ANJ, Judith Brito, disse claramente que a imprensa se comporta como um partido político de oposição. Desde quando é função da imprensa atuar como partido político? Desde nunca!
Então, o que precisamos é de uma imprensa de verdade, que informe corretamente a população, que não editorialize as notícias, que não invente dossiês e grampos inexistentes, que respeite a inteligência do público, que não minta de forma descarada e que não manipule o noticiário de forma escandalosa e que tampouco fique falando de assuntos que nada tem a ver com a vida da população. E tal imprensa, que poderia contribuir para melhorar o país, não nascerá dos dejettos da Grande Mìdia de hoje, mas da blogosfera democrática e plural.
5) Não há controle social capaz de devolver a credibilidade a uma mídia que abandonou de vez seu dever moral em nome do interesse econômico de curto prazo.
R - Se ela fez isso, então qual a razão para lamentar a sua morte? Nenhuma! Ela morreu e foi tarde!
6) Contudo, a velha mídia não morrerá tão cedo, como muitos imaginam aqui, ao contrário – ela ainda vicejará por muitos anos às custas do nicho de mercado que ela tão bem cativa hoje.
R - Trouxas são aqueles que os continuarem levando essa Grande Mídia à sério.
7) Os "experts" políticos de hoje certamente definharão, uma vez mais exposta sua absoluta falta de qualidade e responsabilidade.
R - Isso já está acontecendo e os resultados das eleições deste ano deixará isso bem claro.
8) Com eles serão arrastados também alguns pobres medalhões da mídia que compraram seu discurso pobre por conveniência ou preguiça. Mas seus patrões continuarão, firma e fortes, no comando dos jornais e revistas.
R - Sempre foi assim. Aqueles que foram usados como buchas de canhão e como jagunços dos Coronéis da Mídia são totalmente descartáveis e podem ser substituídos a qualquer momento. Quanto aos patrões, continuarão aí, sim, mas cada vez mais desmoralizados e enfraquecidos politicamente, o que será muito bom para o país.
9) Não haverá imprensa, mas os negócios continuarão a fluir. A não ser, é claro, que ao suicídio moral da velha mídia sobrevenha em seguida seu suicídio econômico, na forma de decisões equivocadas sobre o futuro das tecnologias de comunicações que ameacem sua sobrevivência.
R - Imprensa já não existe mesmo, e há bastante tempo. Qual a diferença, afinal?
E na hora de cuidar dos seus negócios, eles são mais cuidadosos. Quem for inteligente saberá se adaptar aos novos tempos. Quem não souber é porque mereceu desaparecer.
10) É improvável na minha opinião que isso aconteça – mas é possível. Como vimos, não podemos jamais subestimar a capacidade de nossa mídia fazer lambança. E, se há algo que aprendemos nesses últimos anos, é que, se eles realmente chegarem à hora final, morrerão atirando e para todos os lados. E então senhores, salve-se quem puder.
R - Morrerão atirando para todos os lados, sim, mas como estarão mortalmente feridos e são de uma incompetência e de uma mediocridade absolutas, grande parte dos tiros tomará o rumo da Lua. Eles serão como soldados, à beira da morte, que estão prestes a ser mortos pelo inimigo e tentar dar mais alguns tiros antes de morrer. Podem até acertar alguém, mas acabarão morrendo, que é o que interessa, afinal.
E o país que nascerá daí será muito melhor do que o de hoje e também não sentirá falta nenhuma deles.
Obs: Sinceramente! Já estou de saco cheio de ler textos que lamentam o enfraquecimento da oposição do PSDB/DEM/PPS e da Grande Mídia. Eles cavaram o próprio buraco no qual se enfiaram. Logo, a culpa é exclusivamente deles!
Que morram e que não nos encham mais o saco!
O Brasil e o seu povo, penhoradamente, agradecem!
Link:
http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com/2010/08/grande-midia-que-mo...
Marcos Doniseti
"E o que o PT e Lula fazem, para governar, é o que FHC também fez, e aquilo que qualquer um que assuma a Presidência da República terá que fazer, ou seja, um governo de coalizão, com tudo que isso gera de bom e de ruim. Este não foi o primeiro goverrno de coalizaõ que tivemos e também não será o último."
Em bom portugues, o FHC tinha o ACM, o Lula tem o Sarney. Qem será o ACM da Dilma?
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