Os 13 passos para sair do euro, por Jonathan Tepper

Por Paulo F.

Do dinheirovivo.pt

Por Nuno Aguiar

Jonathan Tepper, editor chefe da Variant Perception, lista as medidas que um Estado será obrigado a tomar dias antes de abandonar o euro

Os 13 passos obrigatórios para um país sair do euro

Tepper cita um conjunto de passos práticos para um país que queira abandonar o euro

A saída do euro terá de ser muito rápida
KAI PFAFFENBACH06/02/2012 | 15:20 | Dinheiro Vivo

Numa altura em que a saída da Grécia do euro insiste em não sair das primeiras páginas dos jornais, Jonathan Tepper, editor chefe da Variant Perception – um grupo de pesquisa macroeconómica - criou uma lista de tarefas obrigatórias, caso um país deseja abandonar a moeda única. Todo o processo terá de ser muito rápido e deverá surgir como uma surpresa para os mercados financeiros. Tepper é co-autor do livro“The End of the Debt Supercycle”.

Conheça os 13 pontos em baixo:

1- Organizar uma sessão parlamentar especial a um sábado, com o objetivo de aprovar legislação que inclua todos os detalhes da saída do euro. Entre os principais elementos que terão de ficar definidos está a introdução de uma nova moeda, o processo de saída de circulação da divisa anterior, bem como a criação de mecanismos de controlo de capital e a transferência da dívida existente para uma nova moeda. No caso de Portugal, a previsível desvalorização significativa da futura moeda, implicaria um aumento considerável do montante de dívida pública, que atualmente está em euros.

2 – Criar uma nova moeda que, em princípio, significaria um regresso à divisa pré-euro. Para Portugal, o escudo. Todo o capital que esteja dentro das fronteiras nacionais passará a estar sob essa nova denominação. Dívida ou depósitos detidos por cidadãos nacionais, mas fora do país, não sofrerão qualquer tipo de alteração.

3 – Voltar a colocar o banco central nacional (no nosso caso, o Banco de Portugal) à frente de toda a política monetária, sistema de pagamentos, gestão de reservas, etc. Tepper recomenda que o banco central não financie passivos orçamentais para manter taxas de juro e inflação baixas, embora refira que este último ponto não é essencial para a saída.

4 – Impedir transferências de capital durante o fim-de-semana. Criar um mecanismo de controlo de capital para impedir uma fuga maciça de capitais para o exterior.

5 – Declarar um ou dois feriados obrigatórios para os bancos, permitindo-lhes que façam as alterações necessárias na sua atividade.

6 – Iniciar um processo gigantesco para marcar com tinta ou colar selos em notas de euro já existentes. Deverão ser criados balcões de troca de divisas por todo o país. As notas de euro passariam a ter o mesmo valor que a nova moeda.

7 – Imprimir novas notas o mais rápido possível. Assim que existam notas suficientes para começar a circular, deve iniciar-se o processo de substituição das notas marcadas anteriormente.

8 – Permitir que a moeda seja comercializada livremente nos mercados internacionais, deixando-a sujeita a flutuações. No caso do escudo, isso iria provocar uma desvalorização significativa do valor da divisa.

9 – Criar mecanismos mais céleres de gestão de falências e dar mais recursos aos tribunais responsáveis por estes processos. Prevendo-se que os pedidos de falência disparem, será importante torná-los o mais ágeis possível.

10 – Iniciar negociações para uma reestruturação da dívida, possivelmente intermediadas pelo FMI. Leia mais: http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO033783.html

11 – Notificar o Banco Central Europeu (BCE) e trabalhar em conjunto com a instituição liderada por Mario Draghi, de forma a criar mecanismos de segurança que atuem sobre os problemas que deverão emergir no sistema financeiro e no mercado interbancário.

12 – Negociar com o BCE a avaliação dos atuais ativos e passivos.

13 – Por último, Tepper recomenda reformas no mercado laboral que rompam com o alinhamento dos aumentos salariais à inflação. Nos meses seguintes a uma saída do euro, a inflação deverá disparar. O seu controlo deve ser efetuado por meio de reformas estruturais de longo prazo.

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Antonio só

13 – Por último, Tepper recomenda reformas no mercado laboral que rompam com o alinhamento dos aumentos salariais à inflação. Nos meses seguintes a uma saída do euro, a inflação deverá disparar. O seu controlo deve ser efetuado por meio de reformas estruturais de longo prazo.


Arrocho salarial, desestruturação do sistema previdenciário e dos serviços públicos. Uma saída da crise bastante original a desse Tepper aí, não?

 

O socialismo é uma finalidade sem fim. Você tem que agir todos os dias como se fosse possível chegar ao paraíso, mas você não chegará. Mas se não fizer essa luta, você cai no inferno. Antonio Cândido

 
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João Maria Fernandes de Sousa

Parece um passo-a-passo diretamente parido do livro "Guerra de Guerrilhas" do motoqueiro-idealista-internacionalista Ernesto Rafael Guevara de La Serna, o Che (que li nos idos dos anos 82/83, na "calada da noite" já que era, ainda, um livrinho "maldito" e "subversivo)... a ainda por cima com 13 pegadas, esse cara deve ser petista infiltrado na Europa, diriam os filósofos do esgoto.

Mas no trecho final "reformas estruturais de longo prazo" ele se entrega e indica o receituário de sempre: arrocho salarial e porrada no lombo dos trabalhadores e do povo que não teve culpa nenhuma dessa robalheira generalizada chamada globalização neoliberal a la Miss Tatcher.

 
 
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Maria Luisa

 Ta mais para os 13 passos para cair no precipicio.

 
 
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Sanzio

Hoje, 7 de fevereiro de 2012, comemoram-se os 20 anos do Tratado de Maastricht, que foi o pilar da atual União Europeia, principalmente no que se refere à unificação política.

O sujeito escolheu a dedo a data para propor essa insanidade, que a Maria Luisa muito apropriadamente qualificou como os 13 passos para cair no precipício.

 
 
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Clever Mendes de Oliveira

Paulo F.,


Primeiro é preciso entender quem é Jonathan Tepper. Diz o link abaixo:


http://www.crunchbase.com/person/jonathan-tepper


“Jonathan Tepper a founder and board member of Demotix. Demotix is a citizen-journalism website and photo agency. It takes user-generated content (UGC) and photographs from freelance journalists and amateurs, and markets them to the mainstream media. Jonathan’s background is in finance: he has worked at Lehman Brothers, SAC Capital, and Bank of America where he was a Vice President in the proprietary trading group. He is also the Founder of Variant Perception, a macroeconomic research group that caters to hedge funds, family offices and high net worth individuals.


Jonathan graduated with highest honors in History and honors in Economics from the University of North Carolina at Chapel Hill, and then went on to do his M.Litt at Oxford in Modern History where he was a Rhodes Scholar”.


Sobre o Rhodes Scholar, sem desconsiderar o mérito de quem faz o curso, é bom saber a sua origem:


“The Rhodes Scholarship, founded in 1902 in the name of South African diamond magnate Cecil Rhodes, has long been considered the most prestigious academic award in the world. Awarded to about 90 students per year, competition for the scholarship, which funds up to two years of study at Oxford University, is understandably fierce”.


O destaque na referência sobre Rhodes Scholarship é a seguinte passagem “South African diamond magnate Cecil Rhodes” no ano de 1902. Não preciso relacionar as ilações que se podem tirar desse trecho.


Sobre Lehman Brothers, SAC Capital, and Bank of America, eu não preciso fazer referência.


E a referência que consta no texto acima sobre Jonathan Tepper sobre a Variant Perception, eu penso que é suficiente.


Enfim, o que quer Jonathan Tepper é que o mundo continue disponibilizando oportunidades de ele multiplicar o capital de quem ele serve com o trabalho de quem provavelmente não é tão livre como se pensa. Enfim, Jonathan Tepper quer que existam países como o Brasil pagando taxas absurdamente altas de juro. Essa possibilidade diminui quando se tem uma comunidade forte e unida como pode ser a Zona do Euro.


Como eu já falei anteriormente a melhor alternativa é a saída da Alemanha da Zona do Euro. Saindo a Alemanha, o Marco valoriza e reduz as exportações da Alemanha, e a Alemanha passa a comprar mais da Zona do Euro. Saindo a Alemanha da Zona do Euro, o Euro desvaloriza e os países da Zona do Euro se relançam no crescimento econômico puxado pelo Euro desvalorizado que aumenta as exportações. A saída dos países pobres da Zona do Euro, será traumática para esse países pobres no curto prazo, mas se forem bem administrados eles podem sair ganhando se a desvalorização conseguir produzir uma forte recuperação econômica.


A saída da Alemanha é uma solução melhor para a Zona do Euro do que para a Alemanha, mas não será tão ruim para a Alemanha. A taxa de juros para o Banco Central Europeu será baixa, porque é Banco Central Europeu. A taxa de juros para o Banco Central da Alemanha será baixa, porque é Banco Central da Alemanha. É claro que para a Alemanha, ainda é preferível a Zona do Euro permanecer intacta.


Agora se a Alemanha ficar na Zona do Euro, terá que haver mais solidariedade entre os países e com o aumento da carga tributária dos países pobres da Zona do Euro, haverá menor necessidade de financiamento e, portanto, os Europeus também nesse caso estarão pagando juros bastante baixos, podendo até mesmo reduzir o principal.


Reduzir o principal é tudo que quem presta serviço a agiota não quer ouvir.


É isso que eu disse para você junto ao post ”Reino Unido não ratifica pacto fiscal da EU” de , 31/01/2012 às 09:38 que originou de chamada sua para matéria da Reuters via dinheirovivo.pt, e que pode ser vista no seguinte endereço aqui no blog de Luis Nassif:


http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/reino-unido-nao-ratifica-pacto-fiscal-da-ue


E já havia dito também junto post "Merkel consolida supremacia política na Europa" de terça-feira, 31/01/2012 às 09:20 aqui no blog de Luis Nassif reproduzindo notícia da Agência Reuters via Uol intitulada "Europa aprova pacto fiscal promovido por Alemanha". O endereço do post "Merkel consolida supremacia política na Europa" é:


http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/merkel-consolida-supremacia-politica-na-europa


Em todos os posts eu criticava o viés contra a Alemanha, país que, salvo pela elevada carga tributária, eu não tenho nenhuma admiração. Viés que eu considerava que estava um tanto enraizado na Agência que produzia a notícia, a Agência Reuters.


Talvez para se redimir, houve um post também muito bom com um viés mais pró Alemanha. Trata-se do post “"A Europa está crescendo unida na crise", diz Merkel” de sexta-feira, 03/02/2012 às 10:54, aqui no blog de Luis Nassif e originado de matéria que você trouxe da Deutsche Welle intitulada “Merkel defende o euro durante visita à China”. O endereço do post “"A Europa está crescendo unida na crise", diz Merkel” é:


http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-europa-esta-crescendo-unida-na-crise-diz-merkel


Não tive oportunidade de comentar lá no post, mas além de o parabenizar por ter feito chamada para matéria com um viés mais pró Alemanha, queria enfatizar que com o viés mais pró Alemanha da Agência Deutsche Welle, a forma de abordar a crise europeia muda.


Clever Mendes de Oliveira


BH, 07/02/2012

 
 
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joao p.
 
 

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