ONU pede fim de violência na Síria e renúncia de Assad

Por Marco Antonio L.

No Vermelho

ONU adota resolução sem credibilidade contra a Síria

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou na noite desta quinta-feira (16) a segunda resolução em que condena “violações de direitos humanos na Síria”. No documento, a ONU pede o fim das ações violentas no país e recomenda que o presidente sírio, Bashar Al Assad, deixe o governo. O Brasil apoiou a resolução. Governo sírio rechaça. 

A decisão, que tem apenas o peso de recomendação e pode não ser seguida pelo governo sírio, contou com 137 votos favoráveis. Mas houve 12 votos contrários e 17 abstenções. O Brasil apoiou a medida. Para a embaixadora do Brasil na ONU, Maria Luiza Viotti, as violações aos direitos humanos são inaceitáveis, assim como o desrespeito aos princípios democráticos.

Os governos da China e Rússia informaram que enviarão representantes para a Síria. O vice-ministro das Relações Exteriores da China, Zhai Jun, irá a Damasco, capital síria, no dia 20. Em Pequim, ele defendeu a busca de uma solução "correta e pacífica" para o conflito.

Ban Ki-moon considerou "lamentável" o veto da China e Rússia no Conselho de Segurança à resolução anterior e disse que a ausência de um acordo "não dá ao governo a licença para continuar seus ataques".

Ao mesmo tempo, o governo da Síria informou que pretende fazer um referendo no próximo dia 26 para a elaboração de um novo texto da Constituição, encerrando o monopólio de poder do partido Baath, de Assad, e estabelecendo o limite de dois mandatos para a Presidência da República. Mas a oposição diz que esse texto “mantém os privilégios” do presidente.

A Síria rechaçou a resolução, considerando-a parcial e sem credibilidade. O texto responsabiliza apenas o governo sírio pela crise que o país atravessa e por suas consequências, ao tempo em que apoia um plano da Liga Árabe sobre o conflito, que contempla a derrubada do governo.

A resolução insiste em denunciar Damasco como único responsável pelas violações dos direitos humanos, mas não condena a violência terrorista que o povo está sofrendo, como os assassinatos de relevantes figuras e profissionais entre eles professores, engenheiros, médicos, um importante sacerdote islâmico ou um pároco cristão, os ataques contra instituições religiosas muçulmanas, escolas, universidades e alvos econômicos vitais.

A resolução tampouco leva em consideração as profundas e sérias reformas integrais que o governo do presidente Bashar Assad implementa, em resposta às demandas do povo, como uma nova e abrangente Constituição.

O embaixador sírio na ONU, Bashar Jaafari, disse que aprovar a resolução representa o apoio aos "extremistas e terroristas".

Jaafari acrescentou ainda que a resolução "levará somente a um agravamento da crise e a mais violência na região como um todo". Antes da votação, o secretário-geral da ONU.

"Esta resolução representa uma ameaça à credibilidade da Assembleia Geral ao tratar importantes assuntos a respeito da soberania dos Estados membros", alertou o embaixador sírio na ONU, Bashar Jafari.

O diplomata disse que enquadrar a síria em três seções diferentes no espaço de 10 dias para submeter resoluções a votação da Assembleia Geral mostra que este país está sendo atacado e o tema manipulado segundo uma agenda política e isto não ocorre por acaso nem por uma razão menor.

Jaffari denunciou que a resolução é "de maneira muito particular" parcial e não tem relação com o que está acontecendo na Síria.

"Não querem responsabilizar os grupos armados terroristas pelos ataques contra as instituições estatais e os civis”, enfatizou o embaixador.

Igualmente, se queixou de que os promotores dessa resolução ignoram as profundas e sérias reformas que estão sendo implementadas na Síria.

Esta resolução, como as adotadas pela Liga Árabe sob a presidência do Catar, que este mês casualmente preside a Assembleia Geral, "violam a soberania síria garantida pela Carta da ONU e todas as leis internacionais", assegurou Jaffari.

Com Agência Brasil e Prensa Latina

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4 comentários
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Jose de Almeida Bispo

Desde  a história das "armas de destruição em massa" do Iraque que não existe a menor esperança de a ONU servir para alguma coisa, exceto para enganar trouxa que ainda aposta na esperança e na civilidade. Afinal, sonhar é preciso.

 
 
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JB Costa

A ONU foi erguida nos escombros da segunda mundial, conflito cujo desfecho fez surgir uma uma Nova Ordem Mundial pela qual o planêta foi divido em duas esferas de influência: as nações ditas capitalistas lideradas pelos EUA e o "mundo" socialista, capitaneados pela hoje extinta URSS.

Por essa particularidade já se podia prever que esse organismo, mesmo "aprendendo" com a experiência fustrante(merce de alguns êxitos pontuais) da Liga das Nações fundada, sua antecessora, enfrentaria sérios obstáculos para a consecução dos seu objetivos, sendo a manutenção da PAZ o principal deles.

E realmente enquanto durou a cisão geopolítica a ONU nunca conseguiu impor uma agenda que lograsse se sobrepor aos interesses das duas esferas em conflito. O Conselho de Segurança, formado pelos vencedores da II segunda Guerra - EUA, URSS, França, China e Inglaterra, em especial após a entrada em cena do poder nuclear, basicamente foram e vem sendo os regentes do encaminhamento das questões da paz. Paz esta que, paradoxalmente, foi mais exceção que regra a partir da sua fundação de 1948.

Para se tornar de forma efetiva, e não protocolar, verdadeiro fórum pelo qual se arbitrem os contenciosos entre as nações antes que descambem para o enfrentamento bélico, esse Entidade necessitaria rever principalmente a constituição desse Conselho de Segurança e seu papel no contexto maior da organização.

Não pode o mundo continuar à reboque de apenas cinco nações do mundo apenas pela "nobre" distinção de serem portadoras do poder nuclear. Hoje outros são os parâmetros e princípios que regem a Nova Ordem Mundial, a exemplo da globalização na economia e a multipolaridade na geopolítica. 

Causa perplexidade o quão tem sido ineficazes as ações e intervenções da ONU para obstar ou gerenciar conflitos. Sua (não)atuação no genocídio de Ruanda em 1993, com seus 800.000 mortos,  até hoje causa revolta e indignação. Emblemático também foi a questão do Iraque quando basicamente os EUA assumiram-se imperadores do mundo. 

Agora, após a Líbia, a humanidade novamente clama por uma ONU que insiste na omissão e prevaricação. A Líbia já tornou-se "fichinha" frente às atrocidades do ditador sanguinário Bashar Assad, já com lugar reservado na galeria dos infames da história. 

 

 
 
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Reginaldo Gomes

A ONU é uma instituição FALIDA regida pela OTAN, braço armados do Group BILDERBERG.

 

Gostaria de ser lembrado como um homem que foi amigo das crianças, dos pobres e excluídos. Amado e respeitado pelo povo, pelas massas exploradas e sofridas. Odiado e temido pelos capitalistas, sendo considerado o inimigo número um das ditaduras fascistas.

 
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Morales

" O Brasil apoiou a medida."

Mais uma do governo das "concessões". Essa é de presente pro Obama. Talvez ele diga, também, que Dilma é "a cara".

 
 

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