O WikiLeaks e a reação da Pfizer

Reparei nestes últimos dias uma estranha "coincidência". A wikileaks divulgou estes dias que a Pfizer, indústria farmacêutica bastante conhecida, teve um problema sério na Nigéria, onde fazia testes com uma nova medicação, e acabou causando problemas hepáticos sérios. As circunstâncias do acobertamento do caso da Nigéria são particularmente graves per si. A matéria aqui na íntegra, do Opera Mundi

http://operamundi.uol.com.br/noticias/WIKILEAKS+MULTINACIONAL+FARMACEUTICA+CONSPIROU

+PARA+EVITAR+JULGAMENTO+NA+NIGERIA_8150.shtml

Bem, 24 horas depois disso, a Pfizer retirou outra medicação de circulação. Será coincidência?

E as duas medicaçoes por problemas hepáticos?

A matéria sobre a retirada da segunda medicação pela Pfizer:

De heartwire > Alertas, aprovações e alterações Segurança > Alertas Pfizer tira de circulação Droga para Hipertensão Arterial Pulmonar devido à toxicidade hepática

Lisa Nainggolan

  INFORMAÇÕES DA INDÚSTRIA Para pacientes com SCA tratados com ICP

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10 de dezembro de 2010 (New York, New York) - A Pfizer está retirando  voluntariamente o sitaxentano (Thelin), um medicamento para hipertensão arterial pulmonar (HAP), devido a dois casos de toxicidade hepática fatal [1]. A droga foi comercializada em 16 países da União Europeia e na Austrália e no Canadá; ensaios clínicos com a substância também vão ser descontinuados, e a empresa não tem planos para requerer patente novamente para a droga nos EUA.

Pfizer diz que sua decisão se baseia em "uma análise das novas informações de segurança dos estudos clínicos e relatórios pós-comercialização." Embora a toxicidade do fígado é uma complicação conhecida da classe de drogas a que pertence sitaxentano, a empresa diz que um risco potencialmente fatal nova idiossincrática de lesão hepática foi observada. "Dada a disponibilidade de tratamentos alternativos, a Pfizer concluiu que o benefício geral da Thelin já não superam os riscos na população geral de pacientes com HAP", afirma a empresa em comunicado [2].

Tratamentos alternativos para a HAP incluem o antagonista de endotelina dupla bosentan (Tracleer, a Actelion Pharmaceuticals), o antagonista do receptor da endotelina A ambrisentam (Letairis, Gilead Sciences), e dois da fosfodiesterase tipo 5 inibidores mais conhecido por seu tratamento da disfunção eréctil, mas reembalado com nova marca nomes de HAP, o sildenafil (Revatio, Pfizer) e tadalafil (Adcirca, United Therapeutics

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A matéria sobre o caso na Nigéria:

10/12/2010 - 09:32 | Marina Terra | Redação

Wikileaks: multinacional farmacêutica conspirou para evitar julgamento na Nigéria

A multinacional farmacêutica Pfizer negociou em abril de 2009 com o governo da Nigéria um acordo para evitar ser processada pela morte de 11 crianças e pelas sequelas provocadas em dezenas de outras, após testar um medicamento chamado Trovan, usado no tratamento da meningite. O fato foi revelado por um documento vazado pelo Wikileaks nesta quinta-feira (09/12). 

Em 1996, cerca de 200 famílias de Kano, estado no norte da Nigéria, garantiram que seus filhos receberam o medicamento de forma experimental e, após a morte de 11 crianças, a companhia norte-americana pagou indenizações aos pais das vítimas para evitar um julgamento. 

Despachos da Embaixada dos Estados Unidos em Abuja revelaram como a Pfizer conquistou esse acordo, usando detetives para coletar provas contra membro do judiciário nigeriano e publicá-las na imprensa. De acordo com os documentos, o plano deu certo e o procurador-geral do país, Michael Aondoakaa, acusado de corrupção, abandonou o caso. 

Um dos documentos mostra uma conversa entre um diplomata norte-americano e o responsável pela Pfizer na Nigéria, Enrico Liggeri. "Ele disse que os detetives da Pfizer passaram as informações aos jornais locais [...] Uma série de reportagens detalhando os supostos laços de Aondoakaa com casos de corrupção foram publicados em fevereiro e março", afirmam diplomatas norte-americanos. "Liggeri garantiu que a Pfizer tinha mais informações contra Aondoakaa e que seus colegas o pressionaram para que deixasse o assunto". 

Os diplomatas relatam no mesmo despacho um encontro entre a embaixadora norte-americana Robin Renee Sanders e os advogados da farmacêutica, Joe Petrosinelli e Atiba Adams. Quase dois meses antes de o acordo se tornar público, os advogados contam à embaixadora que a negociação está praticamente concluída e que pagarão ao todo 75 milhões de dólares: "10 em custos legais, 30 para o governo do estado de Kano e 35 para os que participaram [dos testes] e suas famílias". 

Petrosinelli e Adams afirmam que o ex-presidente nigeriano Yakubu Gowon estava envolvido na negociação, pois conseguiu convencer o governador de Kano Mallam Ibrahim Shekaru, para que intercedesse e abaixasse o pedidos de indenização de 150 milhões para 75. 

Medicamento 

As suspeitas quanto aos testes do Trovan aconteceram dentro da própria Pfizer. Juan Walterspiel, um dos médicos da empresa, entrou em contato com a direção para denunciar a violação de normas éticas na Nigéria.  Ele foi despedido, mas segundo a Pfizer, por outros motivos. O Trovan foi depois aprovado na Europa e EUA, para o tratamento de infecções muito severas. Porém, posteriormente a União Europeia o retirou de circulação, porque causava problemas hepáticos. 

E foi justamente com a denúncia de Walterspiel que o caso saiu momentaneamente do controle da Pfizer. Diversas manifestações aconteceram por cidades nigerianas e o governo se viu obrigado a processar a Pfizer. O resultado foi o acordo de 75 milhões de dólares. 

A Pfizer sempre se declarou inocente, e diz que o Trovan salvou vidas durante a epidemia de cólera e meningite de 1996 na Nigéria, que matou 12 mil pessoas. 

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A matéria sobre a retirada da segunda medicação pela Pfizer, com o texto original em inglês:

From Heartwire > Alerts, Approvals and Safety Changes > AlertsPfizer Pulls PAH Drug Due to Liver Toxicity

Lisa Nainggolan

 INFORMATION FROM INDUSTRYSmall particle ICS (~1 micrometer) improves small airway function in asthma 
Learn more about other consequences of improved airway ICS deposition with a small particle ICS.

December 10, 2010 (New York, New York) — Pfizer is to voluntarily withdraw sitaxentan (Thelin), a drug for pulmonary arterial hypertension (PAH), following two cases of fatal liver toxicity [1]. The drug has been marketed in 16 countries in the European Union and in Australia and Canada; clinical trials with the compound will also be discontinued, and the company no longer plans to file a US new drug application.

Pfizer says its decision is based on "a review of emerging safety information from clinical trials and postmarketing reports." While liver toxicity is a known complication of the class of drugs to which sitaxentan belongs, the company says a new potentially life-threatening idiosyncratic risk of liver injury has been observed. "Given the availability of alternative treatments, Pfizer has concluded that the overall benefit of Thelin no longer outweighs the risks in the general population of PAH patients," the company says in a statement [2].

Alternative treatments for PAH include the dual endothelin antagonist bosentan (Tracleer, Actelion Pharmaceuticals), the endothelin A receptor antagonist ambrisentan (Letairis, Gilead Sciences), and two phosphodiesterase type-5 inhibitors better known for their treatment of erectile dysfunction but repackaged with new brand names for PAH, sildenafil (Revatio; Pfizer) and tadalafil (Adcirca, United Therapeutics)

Don't Stop Drug Without Consulting a Healthcare Professional

PAH is a rare and incurable condition that often lies undetected until it reaches the most severe stages. It can occur in isolation (primary pulmonary hypertension); related to other diseases, such as connective-tissue disorders like scleroderma and systemic lupus erythematosus; or as a result of the use of appetite suppressants, cocaine, or other drugs of abuse.

The firm recommends that no new patients be prescribed sitaxentan and that patients already receiving it be transitioned to appropriate alternative treatments as soon as is safely possible; it stresses that people should not stop taking the drug until they speak with a healthcare professional.

The European Medicines Agency says its scientific Committee for Medicinal Products for Human Use (CHMP) will look at this issue during its plenary meeting next week, December 13-16, "and will provide detailed advice for patients and prescribers."

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É coincidência apenas?

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9 comentários
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Angela Maria

Fico imaginando o conteudo dos docs que se referem a epidemia do HN1 e ao panico mundial decorrente da ação midiática. Deste relato, fica também o amargo de constar que, os que se posicionam de forma firme e correta ,são defenestrados pelo sistema, sempre sob a alegação de que "foi por outros motivos".

 
 
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Jose de Almeida Bispo

O jardineiro fiel. Grande filme. Triste porque revelador. Do que são capazes esses zumbis em busca de mais dinheiro. Vale a pena assistir. E é justamente disso que se trata com toda a sua natural trama de corrupção de autoridades de terceiro mundo, perseguição a jornalistas e assassinatos daqueles que buscam a verdade. E ainda apontam o dedo só pra Hitler!

 
 
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Quintela

Quando li a noticia pela primeira vez logo veio a lembrança do filme O Jardineiro Fiel... inclusive o assassinato de reputação, como sempre, tentando desqualificar o caráter os acusadores...

 
 
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franklin

Nassif, a FSP antes do começo dos problemas com NH1n1, mostrou numa reportagem que Tecnicos do Governo Suiço/Laboratário, deixaram explodir CINCO  FRASCOS  contendo  esse  virus  dentro  de um  TREM  na suiça, foi  uma reportagem  bem pequena, resumo: Não  teria  PRODUZIDO  os  absurdos,  inclusivee forçado  pela velha e caduca mídia, Governos gastaram bilhóes em  vacinas?

 
 
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Aracy_

Estudos clínicos com o medicamento sitaxsentan publicados nos últimos dois anos  já indicavam o risco de lesão do fígado nos pacientes (6% de risco de elevação da enzima ALT no acompanhamento durante um ano, e 15% de pacientes que precisaram interromper o tratamento). Chest. 2008 Oct;134(4):775-82.

Notem que não apenas a comercialização foi suspensa pelo fabricante, mas também os estudos clínicos com o remédio.

Pode ter sido mera coincidência com o relato do Wikileaks, mas depois do episódio que originou o filme O Jardineiro Fiel, como bem lembrou o leitor José de Almeida Bispo, parece aquele lance de "cachorro mordido por cobra tem medo até de linguiça".

 
 
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Cláudio Cordovil

A história dos testes clínicos da Pfizer na Nigéria não era novidade para quem acompanhava as revistas médicas européias e norte-americanas. Na época, receberam atenção discreta ou nula da imprensa brasileira. Está na hora de o governo brasileiro agir para que o cidadão possa receber informações que o capacitem a tomar melhores decisões sobre sua vida presente e futura. A mídia livre tem que receber deste novo governo atenção especialíssima, visto ter sido ele uma quase vítima dos interesses excusos das grandes corporações no processo eleitoral.

 
 
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FabioREM

Depois do caso do Vioxx ( Rofecoxib ) , do laboratório  Merck & Co, a gente tem que ficar atento, principalmente quando medicações novas são lançadas no mercado. 

O Vioxx era uma medicação anti-inflamatória de última geração, já amplamente usada no mundo todo , quando foi retirada do mercado porque aumentava significativamente o risco de eventos cárdio-vasculares ( infarto do miocárdio, acidentes vasculares cerebrais ) em quem a usava por mais de um ano de forma contínua. 

Essa informação deveria ter sido obtida ANTES de liberarem a medicação para consumo da população, não é? 

Até o FDA, o rigoroso órgão que controla os alimentos e substâncias químicas nos EUA, que em princípio é sério, acabou liberando o Vioxx para o mercado. Depois voltou atrás.

A medicação foi lançada em 1999, e só foi retirada em 2004 - ficou 5 anos circulando no mercado.

 
 
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xicomorais

Como este site mostra com clareza a podridão dos norteamericanos no mundo inteiro, eles matam pessoas inocentes e simplesmente calam as vozes que tentam reclamar e eu pergunto até quando algumas pessoas vão ficar endeusando este povo que não merece viver no nosso meio, pois contaminam todo o mundo visto que estão infiltrados em todos os cantos dele?

 
 
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Pedro1

E isso é o começo, só quero ver o que os diplomatas disseram em 2009, na crise do H1N1

 
 

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