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O vazamento do prontuário médico de DilmaEnviado por luisnassif, ter, 31/05/2011 - 07:24
Por Sônia Aranha
Do VioMundo Prontuário Médico de Dilma vazado no Hospital Sírio-Libanês por Conceição Leme “A Época quer matar a Dilma”, denunciou Brizola Neto (aqui) já no título do seu artigo do sábado. “Essa é a ‘ética’ dos nossos grandes meios de comunicação. Não precisam de fatos, basta construírem versões, erguendo grandes mentiras sobre minúsculas verdades. Esses é que pretendem ser os ‘ fiscais do poder’. Que imundície!” Realmente, a foto da capa (Dilma com os olhos fechados como se estivesse morta, num caixão) combinada à chamada (seu estado ainda exige cuidados) induzem, de pronto, a se temer o pior: o câncer voltou. Fim de linha. Mas depois lendo, felizmente, não é nada disso. O relatório médico, feito pela equipe do Sírio-Libanês que cuida de Dilma e tornado público pela Presidência em resposta à reportagem de Época, é enfático: “ótimo estado de saúde”. A Época, porém, elenca uma porção de problemas, fazendo passar a ideia de que Dilma seria um poço de doenças. Só que do ponto de vista estritamente de saúde a reportagem não disse a que veio, é uma não-matéria. Um equívoco. Explico. No passado, saúde era sinônimo de ausência de doença. Porém, com a crescente longevidade da população essa noção foi derrubada. Visões mais amplas a substituíram. A mais clássica é a da Organização Mundial de Saúde (OMS): saúde é o bem-estar físico, psíquico e social. Logo, ter saúde não depende simplesmente da presença ou da inexistência de doenças. É normal ter algumas delas com o avançar da idade. Em geral, parte-se – atenção! – de uma a duas, na faixa dos 20 a 30 anos, para cinco ou seis, aos 80 ou 90. Em outras palavras: pode-se estar na faixa dos 60 anos, como a presidenta, ter diversas doenças, mantê-las sob controle e ser saudável. Em compensação, um jovem – em tese, saudável – pode ser doente. É o caso daquele que atravessa dez faróis vermelhos seguidos; ele pode não estar bem mentalmente e, por isso, talvez morra ou mate alguém. E a lista de 28 remédios, os mal-estares e os resultados de exames? Qual a novidade? Nenhuma. Deu até vontade de rir, pois a Época se levou a sério. Esqueceu-se do básico: Dilma é ser humano, em carne e osso, como qualquer um de nós. Ponto. Tem dor de barriga, de cabeça, nas costas, tosse, espirra, chora, ri, sofre, fica triste, alegre. A Presidência da República não imuniza ninguém. Aliás, para fazer a malfadada reportagem, Época não precisava recorrer a métodos não ortodoxos para saber que a glicemia subiu quando Dilma teve pneumonia e parou com o remédio para diabetes. Mesmo que não tivesse diabetes, a glicemia dela teria subido. Normalmente infecções aumentam as taxas de “açúcar” no sangue. E as dores no estômago, náuseas e aftas? Quem já tomou antibióticos sabe que esses efeitos adversos podem ocorrer. E para aliviar as aftas, por exemplo, a gente usa o que tem à mão na hora, inclusive bicarbonato de sódio. Eu garanto: funciona. “Mas e a tiroidite de Hashimoto?”, alguns talvez questionem. “A presidenta tem hipotiroidismo!.” Ela e mais cerca de 3 milhões de brasileiros, e a tiroidite de Hashimoto é a causa principal. Trata-se de uma doença auto-imune que acomete mais o sexo feminino — principalmente após os 40 anos: o sistema imunológico não reconhece a tiroide como parte do corpo e a ataca, inflamando-a ou destruindo-a progressivamente. O tratamento consiste em tomar diariamente comprimidos de levotiroxina. Então por que publicar tal matéria se Dilma sempre foi tão transparente em relação aos seus diagnósticos e tratamentos e nunca impediu os seus médicos de passar informação à mídia sobre a sua saúde? Será que esperavam encontrar uma bomba e como acharam apenas traques, tocaram assim mesmo? Por que levaram adiante dando ares fúnebres, para males comuns na população e que podem ser perfeitamente controlados hoje em dia, mantendo a pessoa saudável? Considerando que do ponto de vista de saúde a matéria não beneficia o leitor, só tenho estas explicações. Má fé. Mau jornalismo. O objetivo é claramente político. Fragilizar a presidenta. Jogá-la na corda. Machucá-la. Esse é um lado dessa sujeira, que só pode se materializar porque houve o vazamento do prontuário da paciente Dilma Rousseff, via Hospital Sírio-Libanês. Um sem a cumplicidade do outro não teria sido possível a reportagem. Não sei como nem quem passou as informações. Se foi por São Paulo, onde fica a sede da Época e do hospital. Ou se via Brasília, onde a revista tem sucursal e o Sírio-Libanês, uma unidade. Em quase 30 anos como repórter na área de saúde, nunca tinha visto um vazamento de prontuário tão rico em detalhes. Não foi uma mera dica, passada em conversa ligeira de corredor ou de telefone. Mas a ficha completa com todos os exames feitos, dias, horários, resultados, remédios envolvidos. No domingo, pela manhã, liguei para a assessoria de imprensa do Sírio-Libanês e perguntei o que o hospital tinha a dizer sobre o vazamento do prontuário da ilustre paciente. Resposta repetida várias vezes: O hospital não vazou nada, o hospital não divulgou nada, as informações foram passadas à presidência da República. É a informação que estamos dando aos jornalistas que estão nos ligando. Não convencida, mesmo sendo domingo, liguei de novo à tarde. A resposta foi semelhante. Mandei ainda, às 16h, e-mail com cópia para três membros da equipe da assessoria de imprensa, questionando o vazamento do prontuário médico da presidenta. Até agora, quase 27 horas depois, não recebi a resposta. O fato é que fora a via judicial, que não é o caso, legalmente só podem ter acesso à ficha médica completa de Dilma ela própria, seu representante legal, os seus médicos e equipe e o Sírio-Libanês, já que o prontuário fica sob a guarda do hospital. Dilma, obviamente, não passaria as informações com tantos dados técnicos. Vale lembrar que, atendendo à solicitação de Época, ela enviou à revista um relatório sobre o seu estado de saúde feito pelos médicos do Sírio-Libanês. A revista utilizou a frase “ótimo estado de saúde” e ignorou o restante. Depois, em resposta à reportagem de Época, a Presidência tornou público o relatório encaminhado anteriormente à revista (está no mesmo post do Brizola Neto, logo abaixo do seu artigo). Acredito que os médicos que assistem Dilma no Sírio-Libanês também não vazariam o prontuário. As equipes que cuidam da presidenta são coordenadas por Roberto Kalil Filho, Paulo Hoff, Yana Novis, David Uip, Raul Cutait, Carlos Carvalho, Milberto Scaff e Julio Cesar Marino. Suponho que não fariam isso ainda os doutores Antonio Carlos Onofre de Lira e Paulo Ayrosa Galvão, respectivamente, diretor-técnico e diretor-clínico do Sírio Libanês. Sobra o hospital enquanto instituição, afinal o prontuário médico fica sob sua guarda e não saiu voando para os braços da Época. Alguém o acessou e passou para Época. Informação é moeda de troca. O “serviço” pode ter sido feito até por um médico para cair nas graças do jornalista e, depois, no futuro, ser recompensado com espaço na publicação. Nesses anos cobrindo saúde já ouvi quase tudo. Desde médico relatando a colegas a doença x ou y de paciente famoso às supostas puladas de cerca do dito cujo. “Na verdade, o sistema de proteção aos dados dos pacientes nos grandes hospitais e laboratórios ainda é muito frágil”, alerta o pediatra Marcelo Silber, médico credenciado do Sírio-Libanês e do Albert Einstein, em São Paulo. “Com a minha senha de médico, posso acessar a ficha completa de qualquer paciente, famoso ou não. Logo, alguém de má fé pode fazê-lo e passá-lo adiante, conforme o seu interesse. Por exemplo, imprensa, convênios, seguro-saúde.” Está escrito no Código de Ética Médica, do Conselho Federal de Medicina: É vedado ao médico revelar fato de que tenha conhecimento em virtude do exercício de sua profissão, salvo por justa causa, dever legal ou autorização expressa do paciente. Ou seja, alguém se prestou a fazer o serviço sujo no caso de Dilma. Se foi médico ou outro membro da equipe do hospital – enfermeira, nutricionista, psicólogo, secretária, técnico em informática ou seja lá quem for –, diria aos colegas de Época que esse profissional não é digno de confiança. Se foi um médico, abram olho. Médico bom não é só técnico competente; tem que ser eticamente humano. A quebra de confidencialidade das informações de qualquer paciente é algo muito grave. Diria criminoso. Dilma foi enganada. Traída. Teve as suas informações de saúde violadas. Espero que o Hospital Sírio-Libanês descubra como, quando, onde e quem acessou indevidamente o seu prontuário e passou adiante. Também se houve um mandante. Não por ser a presidenta, mas porque todo paciente merece respeito e solidariedade. Na semana passada a vítima foi a Dilma, na próxima, pode ser você, o Azenha, eu. O nosso compromisso de jornalistas é com a informação ética. O do médico é única e exclusivamente com o seu paciente, famoso ou anônimo. Hospital não é palco, doença não é espetáculo midiático nem paciente, escada. Esse show tem que parar.
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Comentários + votados
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igma
31/05/2011 - 08:19
Precisamos de uma lei que coíba isto. Talvez a quebra da ética possa ser um fator a ser usoado para apressar aa doção de fundamentos mais democráticos no trata com a informação. Aí o tiro teria saído...
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Luiz Seixas
31/05/2011 - 08:20
Tempo de guerra
Palocci está sob fogo do PIG e da oposição. E, no entanto, ele não um carbonário ou um xiita, longe disso. Como ministro-chefe da Casa Civil costurou inúmeros acordos mediante...
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Antonio Carlos Silva - RJ
31/05/2011 - 08:23
Imagino como a Dona Dilma(mãe) se sentiu ao ver esta barbaridade .
Será que a abertura de inquérito para apurar e punir o autor deste crime precisa da concordância da vítima ? .
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Paulo Villas
31/05/2011 - 08:51
Se houvesse um prêmio para a matéria jornalística mais suja , certamente , haveria um empate técnico entre a matéria da Folha , sôbre a ficha falsa da Dilma , com essa matéria da...
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Jose Emílio Guedes Lages
31/05/2011 - 09:07
Essa revista ÉPOCA é onde escreve o Merval Pereira? Se for já está explicado.
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aliancaliberal
31/05/2011 - 09:49
"Por que atacá-lo" pode ser pelo codigo florestal, o impedimento do PT em vota lo apesar dos acordos em pró aprovação.
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johnnygo
31/05/2011 - 11:13
Abutres, corvos, urubus, caranchos... essas belíssimas aves não merecem que usemos seus nomes em referência a tanta imundície "jornalística". Minha mãe ficou tão indignada que vai cancelar a...
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José Luiz Rossi Passos
31/05/2011 - 11:26
Como a estupidez humana,a sordidez midiática apresentou-se finalmente sem limites.
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jura
31/05/2011 - 14:27
Se eu não adorasse os sírios e libaneses não leria este blog.
O Nassif pode falar sobre as história de amor e de ódio no seio da colônia melhor do que eu.
Porque essas relações existem em todas as...
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Cafu
31/05/2011 - 20:50
Essa capa da Época foi campeã 2011 nas categorias: mau-gosto, mau jornalismo, mau-caratismo, desumanidade, desrespeito e falta de ética. A Veja fez escola e seus discípulos estão se saindo melhores...
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Guilherme (Guirma)
31/05/2011 - 09:10
Excelente pergunta...
Vou fazê-la em outros blogs. Alguém com experiência nesse assunto poderia (deveria) partir pra cima dessa raça! A trégua acabou...
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Nilva de Souza
31/05/2011 - 11:31
Acho que a blogosfera deveria fazer uma campanha contra o Sírio-Libanês.
Como disse o Jura, tem alguém lá no HSL, acho que gente graúda, que é tucano e participa destas maracutaias, como o...
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Marcia
31/05/2011 - 09:23
Já existe a lei que é o Código de Ética Médica. Parece que doi fraudado.
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jura
31/05/2011 - 09:45
Eu vou dar uma pista: o nome do hospital é Sírio-Libanês. No ano passado um senador de origem síria, internado lá, foi dado como morto enquanto ainda era candidato à reeleição por São Paulo...
Na...
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marta
31/05/2011 - 09:48
Nassif, o "rapazinho" que trabalhava na Veja não está agora na Época? Acho que a explicação desta "reporcagem" vai por este caminho. Ele levou consigo toda a "ética" jornalista acumulada nos...
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Antonio Carlos Silva - RJ
31/05/2011 - 10:13
A minha dúvida é se isto não pode ser tipificado como crime de alçada pública, pois esta espetaculosa matéria poderia causar turbulência na área política e no mercado financeiro brasileiro,...
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Thiago V.
31/05/2011 - 10:17
Sugiro que algum jornalista descubra se o Hospital Sírio Libanês segue os procedimentos de segurança da informação médica HIPAA:
http://en.wikipedia.org/wiki/...
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Foi, sem dúvida, a mais imunda das páginas do PIG
Precisamos de uma lei que coíba isto. Talvez a quebra da ética possa ser um fator a ser usoado para apressar aa doção de fundamentos mais democráticos no trata com a informação. Aí o tiro teria saído pela culatra.
Já existe a lei que é o Código de Ética Médica. Parece que doi fraudado.
Tempo de guerra
Palocci está sob fogo do PIG e da oposição. E, no entanto, ele não um carbonário ou um xiita, longe disso. Como ministro-chefe da Casa Civil costurou inúmeros acordos mediante inúmeras concessões, garantiu votações importantes para o Governo. Durante os primeiros quatro meses de governo, tudo foi ouro sobre azul.
Por que atacá-lo? As verbas dos deputados e senadores não foram contingenciadas e eles puderam agradar seus redutos eleitorais, dar uma mãozinha para as eleições municipais.
Por que atacá-lo, então? Ninguém levou adiante o projeto de controle da mídia: o Secom da Helena Chagas fingiu-se de morto mas não adiantou, a mídia voltou a mentir e caluniar, atacou Palocci para ferir Dilma, e insinua que a presidenta está à morte.
Por que atacar Palocci? Ninguém apreendeu boiadas irregulares ou grandes carregamentos de madeira na Amazônia: o MMA da Izabela Teixeira fingiu-se de morto, a Polícia Federal cruzou os braços, mas não adiantou, os ruralistas votaram contra o Governo e já são quatro os ambientalistas mortos em emboscadas por pistoleiros a serviço de criadores e madeireiros. Essas mortes, sabe-se, foram comemoradas no Mato Grosso com churrascadas de novilhas, regadas a uísque 25 anos.
Por que atacar Palocci, e gratuitamente? A mídia e a oposição sabem muito bem que o dinheiro que ele ganhou não é antiético nem desonesto.
Ocorreu-me que no quinto mês o escorpião não resistiu à própria natureza e golpeou fundo com seu ferrão venenoso o sapo que o levava em tranqüila travessia.
Na verdade, o buraco é mais embaixo. A calmaria em que vivia o país não convinha à oposição. Naqueles quatro meses de trégua, ela esfarelou-se: o DEM minguou até quase desaparecer, o PSDB envolveu-se numa luta fratricida pelo poder que consumiu toda a energia do partido e das lideranças, o PSD não saiu do papel e nem decidiu qual é sua vocação, se contra ou a favor do Governo. Então, mobilizados pelo guardião das elites, o PIG, a mídia e a oposição resolveram atacar,.
Agora é guerra, a trégua acabou, está na hora de o Governo despertar de seu torpor. Chega de concessões. Chega de engavetar os projetos que elegeram Dilma. Vamos regulamentar a mídia já! Cadeia para madeireiros e criadores da Amazônia já! Chega de leilões de gado e madeira, em que os criminosos recompram na bacia das almas o fruto de seus crimes. Os animais apreendidos têm de ser sacrificados, a madeira confiscada tem de ser queimada! Chega de leilões! Chega de conchavos com o PMDB, agora é governar com Medidas Provisórias e negociar caso a caso. Quem não votar com o Governo, não terá mais ministros. Afinal, o Governo é do PT, e por ele tem de ser exercido.
LS
"Por que atacá-lo" pode ser pelo codigo florestal, o impedimento do PT em vota lo apesar dos acordos em pró aprovação.
"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.
"Na verdade, o buraco é mais embaixo. A calmaria em que vivia o país não convinha à oposição. Naqueles quatro meses de trégua, ela esfarelou-se: o DEM minguou até quase desaparecer, o PSDB envolveu-se numa luta fratricida pelo poder que consumiu toda a energia do partido e das lideranças, o PSD não saiu do papel e nem decidiu qual é sua vocação, se contra ou a favor do Governo. Então, mobilizados pelo guardião das elites, o PIG, a mídia e a oposição resolveram atacar,."
Como disse o Marcos Nobre, na ausência de oposição ela se instala dentro do próprio governo. Na ausência de oposição o PMDB torna-se inútil. Se é inútil, não tem o que cobrar. Então precisa fazer oposição para chantagear.
O Marcos Nobre já cantou essa bola direitinho. Taí no blog recentemente. É só ler.
Meu senhor, ainda não percebeu que foi fogo amigo o que aconteceu? A oposição está muito ocupada com suas guerras internas. Essa piada de que roubo e intriga só os outros fazem já perdeu a graça....
Imagino como a Dona Dilma(mãe) se sentiu ao ver esta barbaridade .
Será que a abertura de inquérito para apurar e punir o autor deste crime precisa da concordância da vítima ? .
Excelente pergunta...
Vou fazê-la em outros blogs. Alguém com experiência nesse assunto poderia (deveria) partir pra cima dessa raça! A trégua acabou...
A minha dúvida é se isto não pode ser tipificado como crime de alçada pública, pois esta espetaculosa matéria poderia causar turbulência na área política e no mercado financeiro brasileiro, além é claro, de atingir parentes e pessoas vitimadas pelo câncer .
O que a AMUCC (Associação Brasileira de Portadores de Câncer) tem a dizer sobre esta degenerada matéria "jornalística" ? .
Abs.
Milagre! o Senador Botox ainda não deu entrevista sobre o caso!
O senador Botox está mais preocupado com Palocci.
Se houvesse um prêmio para a matéria jornalística mais suja , certamente , haveria um empate técnico entre a matéria da Folha , sôbre a ficha falsa da Dilma , com essa matéria da Época.
Essa revista ÉPOCA é onde escreve o Merval Pereira? Se for já está explicado.
Eu vou dar uma pista: o nome do hospital é Sírio-Libanês. No ano passado um senador de origem síria, internado lá, foi dado como morto enquanto ainda era candidato à reeleição por São Paulo...
Na ocasião, todos os candidatos da oposição estavam perdendo nas pesquisas.
A propósito, o índice de renovação no Senado é tão alto que, nessa mesma eleição, DOIS dos principais candidatos às DUAS vagas do Senado morreram simultâneamente!
Vocês conhecem mais algum político sírio ou libanês importante hoje em dia?
Nassif, quando você precisar de um hospital (espero que não), procure o Einstein.
Nassif, o "rapazinho" que trabalhava na Veja não está agora na Época? Acho que a explicação desta "reporcagem" vai por este caminho. Ele levou consigo toda a "ética" jornalista acumulada nos anos de trabalho naquela revista.
Sugiro que algum jornalista descubra se o Hospital Sírio Libanês segue os procedimentos de segurança da informação médica HIPAA:
http://en.wikipedia.org/wiki/Health_Insurance_Portability_and_Accountabi...
Na internet não consta que o HSL siga este procedimento. Mas ele certamente já foi discutido, pois o hospital tem uma área de TI bem forte.
Se sim, o sistema controla 5 níveis de segurança da informação e possui os "logs" de acesso de 100% das pessoas que acessaram o prontuário da presidenta.
Ou seja, eles saberiam quem foi.
Abutres, corvos, urubus, caranchos... essas belíssimas aves não merecem que usemos seus nomes em referência a tanta imundície "jornalística". Minha mãe ficou tão indignada que vai cancelar a assinatura da revista.
E o seu prontuário médico, Nassif, como anda?
Alimente-se e trate-se bem. Evite ingerir alimentos tóxicos, calóricos e gorduras trans, presentes nos produtos industrializados, mesmo que eles sejam mais baratos. O barato sai caro.
E muita atenção com o stress, que atinge principalmente os jornalistas:
Do Comuniquese
Jornalista: profissão bomba-relógio
Renan Justi
O estresse não escolhe profissão, classe social, homens ou mulheres. A única certeza, segundo a CarrerCast, página de empregos que avaliou 200 profissões nos Estados Unidos, é que as carreiras de repórter e fotojornalista figuram entre as 5 profissões mais estressantes do mercado. As principais razões apontadas pela pesquisa são a pressão dos fechamentos, a exigência de trabalhar “em tempo real” com prazos curtos, além do ambiente de trabalho, grau de competitividade, salários e riscos de cobrir conflitos civis.
Ranking: 1º Piloto de aviões comerciais, 2º Relações Públicas [assessor de imprensa nos EUA], 3º Executivo sênior, 4º Fotojornalistas, 5º Repórter.
De acordo com psicólogos, os fatores responsáveis pela primeira fase do estresse decorrem de um elemento essencial no jornalismo: tempo. “O dia-a-dia, a rotina, a falta de tempo para o lazer, os profissionais que ficam sobrecarregados, trabalhando além da conta, tudo isso diminui a qualidade de vida”, explica a psicóloga Naíra Amaral, do centro Acesso Saúde.
http://www.comunique-se.com.br/index.asp?p=Conteudo/NewsShow.asp&p2=idno...
http://mais.uol.com.br/view/9p4y0ig452qu/caixa-preta-as-marcas-do-jornal...
Complementando o ranking:
6º : Repórter que entrevista o Requião ou o Serra.
Como a estupidez humana,a sordidez midiática apresentou-se finalmente sem limites.
Acho que a blogosfera deveria fazer uma campanha contra o Sírio-Libanês.
Como disse o Jura, tem alguém lá no HSL, acho que gente graúda, que é tucano e participa destas maracutaias, como o caso da "morte" do Romeu Tuma para favorecer o Aluysio na campanha ao Senado.
Não concordo com a ilação sobre a etnia síria ou libanesa. Sou descendente de sírios e, mesmo se não fosse, não acho que seja esta a discussão.
Mas acredito que possamos fazer uma campanha para o HSL se explicar.
Se eu não adorasse os sírios e libaneses não leria este blog.
O Nassif pode falar sobre as história de amor e de ódio no seio da colônia melhor do que eu.
Porque essas relações existem em todas as colônias.
O pai do Persio Arida levava esfihas da Brasserie Victoria para ele na prisão. Você quer sangue mais forte do que esse?
Estranho que a nossa Presidenta ainda não tenha aberto processo contra o Hospital e esta "revista".
Isto que foi feito é de extrema gravidade, depõe contra a reputação do hospital, desqualifica a revista e os jornalistas que publicaram a matéria, cujo conteúdo é extremamente sigiloso pelo Código de Ética Mádica.
Que sejam todos processados e respondam por esta barbaridade jornalística.
Pois é pessoal. Nada como um dia após o outro. O que vemos hoje nada mais é do que uma repetição de um caso famoso e sempre relembrado no nosso país: o do caseiro Francenildo. Vejamos então. A Presidenta Dilma é o Francenildo da vez, que teve seu sigilo quebrado e, ao que parece, apenas para desacreditá-la enquanto saudável o suficiente para levar adiante sua missão de governar o Brasil. No caso do caseiro tínhamos dois personagens preocupados em desacreditar uma denúncia e tal foi o alvoroço que ambos perderam seus cargos no governo da época.
Pois bem, esperamos agora o mesmo empenho que a imprensa teve na época (sem trocadilho), para descobrir quem é o Palocci e o Matoso da vez.
Como no caso anterior senhora grande imprensa, a população brasileira espera ansiosamente que se descubra e que os responsáveis sejam punidos.
Essa capa da Época foi campeã 2011 nas categorias: mau-gosto, mau jornalismo, mau-caratismo, desumanidade, desrespeito e falta de ética. A Veja fez escola e seus discípulos estão se saindo melhores que os mestres. O lixo do lixo!
Que moral sobra a um jornalismo ladrão de prontuários e inventor/deturpador de fatos para cobrar lisura e probidade de alguém? Nenhuma.
Quer dizer que os meios passaram a justificar os fins e a imprensa, e só ela, está acima da lei?
Assino o Valor e recebo como contra-peso a Época. Esta a partir de agora servirá apenas para limpar o côco dos meus cachorros.
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