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O uso da Internet em campanhas presidenciaisEnviado por luisnassif, ter, 26/07/2011 - 18:34
Autor:
Daniele Barizon Os veículos de comunicação sempre tiveram papel destacado na estrutura do discurso político, seja como instrumentos de campanha e/ou ferramentas para manutenção de governos. Com o advento dos meios de comunicação de massa – notadamente jornais, rádio e TV – sua utilização torna-se, a cada dia, mais aperfeiçoada. Com o surgimento da Internet, abrem-se novas possibilidades de conquista ao eleitorado, a despeito de sua ainda baixa penetração popular – ou penetração rápida, considerando-se seus apenas quatro anos, se comparada ao tempo em que o rádio e a TV levaram para chegar aos lares (38 e 13 anos, respectivamente). As potencialidades da world wide web, suas prerrogativas de interatividade e de convergência despontam como novidades capazes de interferir significativamente nas relações até então baseadas em vínculo linear entre emissor e receptores passivos. Ao utilizar o ciberespaço, suas comunidades e redes sociais – de onde emerge a chamada Inteligência Coletiva – o candidato penetra um novo tipo de dinâmica social, da qual pode beneficiar-se, desde que tenha sabedoria para operar o incrível aparato que se lhe apresenta. O livro Eleições em Rede: A evolução do uso da Internet em campanhas presidenciais traça um histórico da utilização da rede em campanhas majoritárias no Brasil, do pleito de 1998 até 2010 (este último com resultado satisfatório, se comparado aos anteriores, porém ainda aquém do nosso potencial), por meio das atividades de seus principais candidatos. Partindo da análise de discursos políticos na Grécia antiga, discorre sobre as mudanças impostas pelas mídias ditas tradicionais, o emprego destas mídias como instrumentos de governos totalitários e democráticos, sua consequente desvirtuação para atendimento de caráter eleitoreiro e, finalmente, suas conexões com a Web. Através da comparação entre as campanhas brasileira e norte-americana – esta sempre pioneira – investiga o desenvolvimento e as tendências da rede, as novidades constantes em cada pleito, seus principais SNSs (Social Network Sites), os erros frequentemente cometidos por partidos que não acompanham o crescente fluxo tecnológico e as dificuldades impostas por uma legislação que até há pouco entendia a Internet como um meio de comunicação similar ao rádio e à TV, regendo-a pelas mesmas diretrizes. Procura, por fim, esclarecer até que ponto a Web hoje se constitui em veículo indispensável ao bom desempenho de campanhas eleitorais, pontuando as diferenças sociais e culturais que imprimem caráter específico ao nosso processo – diferenças que devem ser compreendidas para que seu uso seja cada vez mais efetivo.
Para adquirir o livro Eleições em Rede (ISBN 978-85-7894-006-5): http://www.textonovoeditora.com.br/book.php?livroid=103
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Comentários + votados
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foo
26/07/2011 - 19:13
A eleição de 2010 foi um marco histórico no Brasil.
Nunca houve uma campanha midiática tão forte quanto a que presenciamos nas últimas eleições: quatro dos principais veículos de comunicação (Globo...
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foo
26/07/2011 - 19:16
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Klaus
26/07/2011 - 22:57
O impressionante é que mesmo com toda campanha midiática contra o governo dos trabalhadores, conseguimos eleger Dilma! Eis que surge um novo fenômeno de estudo para explicar o que aconteceu na...
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george vidipo
27/07/2011 - 03:38
Essa eleição tinha que ser estudada, pois mostrou uma mudança de paradigma. O fim, ou melhor, enfraquecimento do poder da midia. Sim!! Participei da eleição dentro de casa, e a internet foi minha...
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A eleição de 2010 foi um marco histórico no Brasil.
Nunca houve uma campanha midiática tão forte quanto a que presenciamos nas últimas eleições: quatro dos principais veículos de comunicação (Globo na TV; Veja entre as revistas semanais; Folha e Estadão entre os jornais) tentando vender um mesmo candidato, e não poupando esforços para isso.
O jogo foi tão sujo que manchou a credibilidade da imprensa: a Globo e a bolinha de papel; a Veja e a incrível sequencia de denúncias -- que no dia seguinte após as eleições, cairam em esquecimento; a Folha... bem, a Folha foi um caso à parte, que começou com a ficha falsa da Dilma e seguiu de factóide em factóide até o último momento. O Estadão foi o único que conseguiu resguardar um pouco de sua credibilidade, mesmo porque deu apoio explícito ao candidato José Serra.
E, ainda assim, com a força de um presidente extremamente popular, e a blogosfera desmentindo os principais factóides diariamente, a mídia não conseguiu impor sua vontade.
TODO MUNDO ESPIAO, GENTE.
EH TODO MUNDO ESPIAO NA GRANDE MEDIA BRASILEIRA.
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
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Notícias via http://www.cloudnews.com.br/
Isso deve ser na verdade uma homenagem à Soninha por ter consegui sozinha levar um dos maiores desastrados até o segundo turno contra uma candidata que partiu com 100% dos votos Lula no bolso, a qual teve até ajuda do que seria o maior bloguerio no tema do mundo e todos do Brasil, ao ponto do Bbranco mais do que amarelar, foi demitido, sumiu..
Ela pegou a máquina pronta e montada. A única coisa que precisou fazer foi abrir mão de qualquer escrúpulo e jogar sua biografia no lixo. O resto veio por gravidade.
O impressionante é que mesmo com toda campanha midiática contra o governo dos trabalhadores, conseguimos eleger Dilma! Eis que surge um novo fenômeno de estudo para explicar o que aconteceu na campanha de 2010. Acho que por isso o medo da Banda larga! Eu, fácil, fácil, desligo a tv e vou para o debate na internet!
Essa eleição tinha que ser estudada, pois mostrou uma mudança de paradigma. O fim, ou melhor, enfraquecimento do poder da midia. Sim!! Participei da eleição dentro de casa, e a internet foi minha ferramenta para discussão com mensagens, discussões, para amigos e amigos dos amigos.
Foi através dela que pude ver que eleição não estava peridida, que havia militantes que sofreram com o primeiro turno, mas estavamos vivos.Os que estavam aqui neste blog e outros sabem do que estou falando. A internet permitiu romper com a verdade absoluta que a midia antiga tinha no Brasil e o tempo de contestar esta verdade.
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