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O terrorismo dos inflacionistasEnviado por luisnassif, qua, 16/02/2011 - 08:59Coluna Econômica O economista Armando Castelar tem um papel manjado no mercado. Sua função é a mensageiro que passa pelas ruas das vilas medievais gritando "fogo", para manter a população permanentemente de sobreaviso. Não se trata de um exercício banal de terrorismo. Ao espalhar temores infundados sobre situação fiscal, inflação e outros bichos, visa criar um clima para aumento de juros e para cortes em investimento e programas sociais. Por maldade? Não. Mas quanto maior o corte fiscal, maior será o espaço para aumentar os juros. Ou seja, há uma lógica nessa histeria. Foi o que ocorreu ontem em entrevista ao Estado de S. Paulo, valendo-se da forma extremamente acrítica com que parte da imprensa recebe análises superficiais. *** O primeiro terrorismo é em relação aos rumos da inflação. Dos 5,94 do IPCA de 2010, 2,3 pontos se deveram ao grupo alimentos e bebidas, fortemente influenciado pela explosão das cotações internacionais. Inflação é variação de preços – não meramente preços altos ou baixos. Se determinado preço está em 100 e passa para 120, por exemplo, a alta é de 20%. Se, num segundo momento, vai para 130, o preço estará mais alto, mas a inflação desse produto será de 8,3% sobre o período anterior. Para manter a mesma inflação, os preços teriam que saltar para 144, depois para 173, em um crescimento insustentável. Justamente por isso, em mercado não indexado (como é o de commodities) depois de um salto especulativo há acomodamento, pela simples razão de que a repetição do movimento despregaria completamente o preço financeiro do seu componente real – o mercado físico. Essa aceleração dos preços de alimentos se deu no segundo semestre. Agora, há sinais de acomodamento de preços em vários setores, ou com preços andando de lado ou com variação menor do que no período anterior. *** Em relação ao aquecimento da economia, os próprios dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do IBGE – divulgados ontem – mostram acomodação no setor que mais cresceu nos últimos anos: as vendas no varejo, comprovando que as medidas prudenciais e creditícias do ano passado estão surtindo efeito. No acumulado de 2010, o crescimento foi de 10,9% - porque em cima da queda do ano anterior. Já em dezembro, descontada a sazonalidade, as vendas mantiveram-se estáveis – zero de crescimento. *** Mesmo com tais dados, Castelar se esmerou em traçar um quadro assustador, duvidando do corte de R$ 50 bi – sem apresentar um dado sequer para corroborar sua desconfiança. Cortes de R$ 50 bi não são um ato banal que se esconde debaixo do tapete. Nem é necessário anúncio do detalhamento, basta conferir ministros esperneando contra os cortes. *** Aonde se quer chegar com esse tipo de terrorismo? Corte nos programas sociais? O país chegou a um estágio de mudanças sociais em que não se aceita mais falta de oportunidade para as classes de menor renda. Corte nos investimentos? A economia demanda mais e mais investimentos em infra-estrutura. Pretender ampliar cortes ou aumentar juros significa condenar o país a um crescimento pífio.
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Comentários + votados
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Turco
16/02/2011 - 09:47
E o pior é que os inflacionistas fazem seu terrorismo de dentro do próprio governo, via Palocci, Tombini e cia...
Agora, algo que não dá para entender é como a Pres. Dilma escolheu essa gente para...
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R Godinho
16/02/2011 - 09:50
Não sei qual dos dois vícios ataca essa turma que antigamente era chamada de monetarista: se é o vício de ganhar um dinheirinho mole com o aumento dos juros, ou se é o vício intelectual numa teoria...
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droubi
16/02/2011 - 10:29
Bom dia Nassif, tudo bem?
O Paul Krugman teve um post recente interessante sobre o mesmo tema da sua coluna econômica de hoje. Segue o link:
http://blogs.estadao.com.br/paul-krugman/2011/02/09/porque...
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Fuhgeddaboudit™
16/02/2011 - 10:36
Não adianta falar de forma genérica; A PERDA DOS TRABALHADORES DE BAIXA RENDA, APOSENTADOS (os desiguais perante à Lei, não os marajás), até 4 Salários, variou entre 20 e 30%. NUNCA MENOS !!!...
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Rui Daher
16/02/2011 - 10:44
Apenas para não macular o Blog deixei de postar o artigo de Alexandre Schwartsman, hoje, na Folha, que vai no mesmo sentido de Castelar. Depois da magistral coluna do Delfim, ontem, no "Valor",...
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José Vitor
16/02/2011 - 11:21
Terrorismo inflacionista tem grandes chances de vingar. Eu morro de medo de inflação alta.
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Marroni
16/02/2011 - 11:30
Siderado,
Vamos definir primeiro o que vc quis dizer com "Preção". É uma nova terminologia para definir preços altos, assim, tipo "com esses preções ninguém está comendo carne"?
Ou tem a ver...
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ofpinant
16/02/2011 - 12:22
"Mas quanto maior o corte fiscal, maior será o espaço para aumentar os juros. Ou seja, há uma lógica nessa histeria."
Não entendi! O corte fiscal não é justamente para diminuir os juros? Isto...
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luismalheiro
16/02/2011 - 12:54
" Que curso de economia ensina uma besteira dessas??"
Quem sabe em um curso onde a análise vai um pouco além do básico? O corte de despesas e o aumento do juros, não têm um efeito linear sobre a...
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paulo santos
16/02/2011 - 14:08
André, então temos uma contradição no que o Nassif escreveu.
Ele disse "Mas quanto maior o corte fiscal, maior será o espaço para aumentar os juros."
Você disse que os especialistas se apóiam na...
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sergior
16/02/2011 - 15:50
Há um erro grave na análise de Nassif: não adianta atacar Armando Castelar ou Alexandre Schwartsman. Quem deve ser questionado é Antônio Pallocci e Dilma Roussef. São eles que tomam as decisões de...
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sergior
16/02/2011 - 16:11
Dilma -balanço 1
A fama de Pochmann e o pernil de Delfim
publicada quarta-feira, 16/02/2011 às 16:22 e atualizada quarta-feira, 16/02/2011 às 17:01
por Rodrigo Viannado blog http://www....
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Atila de Oliveira
16/02/2011 - 18:59
Nassif, seu comentário sobre a entrevista do Armando Castelar no Estadão é injusta e superficial... Escrever que Castelar espalha temores infundados sobre a situação fiscal e a inflação parece...
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Guilherme Stein
19/02/2011 - 18:05
"Não se trata de um exercício banal de terrorismo. Ao espalhar temores infundados sobre situação fiscal, inflação e outros bichos, visa criar um clima para aumento de juros e para cortes em...
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Zamba
19/02/2011 - 19:53
"Mas quanto maior o corte fiscal, maior será o espaço para aumentar os juros. Ou seja, há uma lógica nessa histeria."
Sem comentários. Não sabe que a redução dos gastos públicos reduz a taxa de juros...
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Luiz Lima
16/02/2011 - 17:34
A história da inflação nas últimas três décadas do Século XX ainda está por ser contada. Por enquanto, digo apenas que a inflação que o Brasil experimentou era, de fato, mundial. E quando esta...
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Ricardo Pereira
16/02/2011 - 09:52
Na defesa intransigencia da livre expressao, a midia voltada para a economia tende a criar cenarios de hecatombes para favorecer meia duzia de exploradores. Um exemplo foi o esforço...
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Flics
16/02/2011 - 13:16
Básico - no Banco Central do Brazil - é aumentar os "juros básicos"... o resto... bueno... é o resto mesmo.
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Fuhgeddaboudit™
16/02/2011 - 13:34
O Início e o Fim
DESAFIO AOS SENHORES DEPUTADOS, SE NÃO CORRIGIREM DECENTEMENTE O SALÁRIO MÍNIMO QUE AFETA O BOLSO DO POVO DE BAIXA RENDA (em especial os APOSENTADOS, desiguais perante à Lei)...
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FabioREM
16/02/2011 - 18:12
É nítido pra mim que os setores PSDBistas da sociedade e da mídia estão torcendo pra que a inflação volte a valer. Se vierem nos níveis do tempo da transição Sarney - Collor, melhor!
É uma secação...
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O IBGE utiliza parâmetro para "medir" a inflação? Será que esses parâmetros estão sendo revistos dado que a matriz do padrão consumo na sociedade varia no tempo (alguns produtos perdem peso e outros merecem mais peso)? A cesta de produtos e serviços do índice está atualizada? Essa inflação não está contaminada por sazonalidades e variáveis não controláveis (se existir algo controlável em econômia) por serem determinadas pelos preços internacionais? Como anda a produtividade na indústria e nos serviços, e o aumento da clientela, isso não é determinante para sabermos se a transferência do aumento de salários para preços não é objeto de ganância ou necessidade mesmo (parece que o proprietário da Azul acha que os preço são elevados em razão da falta de concorrência, será??????????)?
Mais um tema para debate.
E o pior é que os inflacionistas fazem seu terrorismo de dentro do próprio governo, via Palocci, Tombini e cia...
Agora, algo que não dá para entender é como a Pres. Dilma escolheu essa gente para participar de sua gestão, como dá tanta liberdade a eles e como aceita que, em pleno 2011, essa arenga mercadista de viés neoliberal tome conta do governo. O que ela espera do seu governo? Levar o Brasil de volta às trevas FHC, com juros no céu, economia estagnada, estado mínimo e zero em avanços de política social? Porque, se for isso, parece que ela começou muito bem.
É inaceitável que em um mundo que mal se recuperou da crise de 2008/9 e que continua constantemente ameaçado por uma recaída da mesma, vinda agora da Europa, o governo mine justamente a principal arma que nos manteve imunes ao tsunami de antes: o consumo interno, acesso ao crédito, políticas sociais e investimento público. Será que a presidente não percebe o quanto deixa o país exposto e vulnerável agindo assim?
E tudo isso em nome de quê? De uma inflação levemente em alta, justificada pela recuperação da economia (comparando-se o ano da crise - 2009 - e o ano da recuperação - 2010) e, principalmente, uma bolha formada pelos preços das commodities que já começa a arrefecer.
Fica claro que esses motivos são insuficientes para esse flerte com o retrocesso neoliberal, e que interesses muito maiores (e inescrupulosos) estão por trás desse movimento do governo que, mais e mais, vai trocando a cara (ao menos a que nos foi vendida) da Dilma pela do Palocci (que o povo definitivamente não escolheu para dirigir o país). Se continuarmos assim, só me resta acusar a presidente de um belo estelionato eleitoral.
Não sei qual dos dois vícios ataca essa turma que antigamente era chamada de monetarista: se é o vício de ganhar um dinheirinho mole com o aumento dos juros, ou se é o vício intelectual numa teoria econômica que muitas vezes é puro achismo, sem qualquer fundamento científico. Talvez sejam os dois...
Na defesa intransigencia da livre expressao, a midia voltada para a economia tende a criar cenarios de hecatombes para favorecer meia duzia de exploradores. Um exemplo foi o esforço herculeo da FSP para dinamitar o processo de capitalizaçao da Petrobras. Acho que falta um jornalismo economico com reporteres-especialistas que nao aceitem a versao pronta dos caras do mercado. Estes precisam ser questionados seriamente qto às intençoes ocultas de suas declaraçoes. A falta de responsabilidade para com o publico deste setor é realmente notória. Já tivemos que aturar muitos Fabios Giambiagi. Tá passando da hora de alguem se contrapor a estes nostradamus.
Bom dia Nassif, tudo bem?
O Paul Krugman teve um post recente interessante sobre o mesmo tema da sua coluna econômica de hoje. Segue o link:
http://blogs.estadao.com.br/paul-krugman/2011/02/09/porque-as-expectativ...
Na verdade, trata-se de um comentário de um artigo do FT, sobre a inflação na Grã-Bretanha:
http://blogs.ft.com/economistsforum/2011/02/remember-why-inflation-expec...
O que é mais notório, do meu ponto de vista, é que uma parte pressão inflacionária lá se dá pelo aumentos dos preços dos alimentos, como era mesmo de se esperar, além de outro fator tipicamente sazonal, como o preço da energia, e outros fatores extrínsecos, como a desvalorização da moeda e o aumento de um imposto.
Ou seja, é fácil notar também lá, que não há pressão inflacionária de preços indexados, do núcleo da inflação (core inflation).
E a conclusão, ótima, por sinal:
Pense o seguinte a respeito: elevar as taxas (de juros) na Grã-Bretanha agora seria exigir que os salários, já bem abaixo do padrão, diminuíssem ainda mais. Não é uma política sensata para responder a uma subida verificada excepcionalmente na curva dos preços.
PET - Programa de Erradicação dos Trolls. Não alimente os trolls no blog!
Deve estar recebendo uns trocados de setores interessados no aumento de juros e da inflação.
Não adianta falar de forma genérica; A PERDA DOS TRABALHADORES DE BAIXA RENDA, APOSENTADOS (os desiguais perante à Lei, não os marajás), até 4 Salários, variou entre 20 e 30%. NUNCA MENOS !!!
Basta pegar as notinhas de compras em Supermercados, Taxas de Condomínios, Prestações de Serviços, Aumento nos Transportes e fazer uma simples conta de subtração e uma Regrinha de Três Simples.
Esta história de IPCA de 5,93% é apenas genérica, e vai massacrar o povo de Baixa Renda.
O propalado aumento no consumo, sequer correspondeu ao aumento do nível de emprego; parece, até, propaganda nazista.
Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.
"Mas quanto maior o corte fiscal, maior será o espaço para aumentar os juros. Ou seja, há uma lógica nessa histeria."
De onde tiraram esta lógica??? Que curso de economia ensina uma besteira dessas?? É claro que quando se planeja ajuste fiscal é com o fim de aliviar a preção sobre a política monetária no combate à inflação.
Em que mundo esse blog vive??? Li a pouco aqui que a inflação a 1,5% acima da meta não é problema. Será então que o cara-pálida tem alguma receitinha de bolo infalível para reverter o caráter inercial da inflação?
Ainda bem que vocês não tem a menor chance de assumir algum cargo economico de destaque, senão estaríamos perdidos!!!!
Siderado,
Vamos definir primeiro o que vc quis dizer com "Preção". É uma nova terminologia para definir preços altos, assim, tipo "com esses preções ninguém está comendo carne"?
Ou tem a ver com os pressos, noelogismo que significa unidades monetárias da inflação que pressionam os preços transformando-os em Preções?
Em que escola de economia se ensina um preciosismo desses?
Somos a consequência de nossas escolhas.
Sente-se, tome um copo d'água com açúcar, respire. Acalmou?
O que o Nassif (este post é dele, dele, mesmo) quis dizer com a frase é que profissionais ligados ao setor que defende juros altos sempre se apoiam na suposta necessidade de cortes fiscais crescentes. Eu e a maioria aqui discordamos dessa lógica dos cortes em prol de maiores juros, mas essa questão está a anos-luz de ser besteira.
Se você se lembra do período FHC, deve saber que não é sempre claro que ajustes fiscais sejam planejados com o intuito de controle inflacionário (por sina, alguém ainda se lembra daquela frase, "Wall Street quer sangue"?), ou seja, para aliviar a "preção" (sic).
Inflação de 1,5% acima da meta não é necessariamente um problema. Nem os maiores estudiosos sabem exatamente qual o nível máximo "saudável" da inflação. Além disso, você não parece saber quem estabelece a meta, com quais intenções, nem no que ela reflete. Da mesma forma, você parece desconhecer os chamados componentes dos índices inflacionários, um dos quais, "alimentos", vem sendo muito pressionado por especulação com commodities, e não é subindo juros no Brasil que você controla a Bolsa de Chicago.
Este blog vive da premissa de que melhor que o dogma é a discussão. Se você não gosta de refletir nem um pouco sobre o que lê, realmente este espaço deve te parecer absurdo.
André, então temos uma contradição no que o Nassif escreveu.
Ele disse "Mas quanto maior o corte fiscal, maior será o espaço para aumentar os juros."
Você disse que os especialistas se apóiam na necessidade de corte de custos para aumentar a taxa de juros, certo?
Na verdade, quando há expansão de política fiscal, ocorre um efeito de pressão na alta dos preços. Essa pressão inflacionária procura ser corrigida pela autoridade monetária pelo lado monetário. Se há uma retração de política fiscal, (principalmente na parte de custeio e não investimento, e temos que elogiar essa posição do governo!) então reduz a necessidade de o lado monetário ter que aumentar a taxa de juros para controlar a inflação.
Portanto: Quanto maior o corte fiscal, maior será o espaço para REDUZIR os juros!!! Essa é a lógica! Sem pressão de demanda, o lado monetário não precisa agir e aumentar os juros!
Em nenhum lugar vc lerá que o corte fiscal "aumenta espaço para elevar os juros". Isso não existe!
Outra coisa, se a pressão nos preços alimentícios é em Chicago, São Paulo ou Bangladesh, não importa. A função primordial da autoridade monetária é manter a inflação estável. A memória do brasileiro é muito curta para guardar as mazelas de uma inflação crescente. Por isso que a autoridade monetária tem de ser mais preocupada com a inflação que a média da população. Não sei quantos anos vc tem, mas vc consegue se informar o quão pernicioso é a inflação para a população.
A história da inflação nas últimas três décadas do Século XX ainda está por ser contada. Por enquanto, digo apenas que a inflação que o Brasil experimentou era, de fato, mundial. E quando esta arrefeceu, aquela foi junto.
" Que curso de economia ensina uma besteira dessas??"
Quem sabe em um curso onde a análise vai um pouco além do básico? O corte de despesas e o aumento do juros, não têm um efeito linear sobre a inflação. Particularmente, se a inflação é causada pela especulação nos preços dos alimentos e bebidas, é provável que um corte de despesas do governo seja pouco efetivo. Por outro lado, para aumentar o juros é preciso pagá-los e para isso é preciso que o governo gaste menos com outras coisas. O gasto com juros hoje provavelmente passa os 10% do PIB, muito mais que um Bolsa Família, por exemplo. Se vc pretende incentivar o aumento do juros, primeiro precisa preparar o terreno: fazer o governo gastar menos com outras coisas e super-estimar a inflação.
Apenas para não macular o Blog deixei de postar o artigo de Alexandre Schwartsman, hoje, na Folha, que vai no mesmo sentido de Castelar. Depois da magistral coluna do Delfim, ontem, no "Valor", ler a dupla inflacionista poderia causar indigestão aos companheiros.
Terrorismo inflacionista tem grandes chances de vingar. Eu morro de medo de inflação alta.
Melhor deixar que o crescimento baixo de 2011 sirva de lição para estes ortodoxos e permita um crescimento maior no futuro.
Infelizmente, é hora de pagar o preço.
Apertem os sintos e feliz 2012.
Para entendermos o verdadeiro cerne dos "analistas" econômicos que vivem dando entrevistas alarmistas na grande imprensa, precisamos saber para quem eles prestam serviço. Com essa informação, suas idéias ficam muito, muito compreensíveis.
"Mas quanto maior o corte fiscal, maior será o espaço para aumentar os juros. Ou seja, há uma lógica nessa histeria."
Não entendi! O corte fiscal não é justamente para diminuir os juros? Isto não é básico em economia?
Básico - no Banco Central do Brazil - é aumentar os "juros básicos"... o resto... bueno... é o resto mesmo.
Flics
"Dos 5,94 do IPCA de 2010, 2,3 pontos se deveram ao grupo alimentos e bebidas, fortemente influenciado pela explosão das cotações internacionais."
As cotações internacionais das commodities -- em dólar -- continuarão a aumentar, pelo simples fato de que quem tem dólar quer trocá-lo rapidamente por bens.
No entanto, este aumento em dólares não reflete um aumento tão grande em reais, pois o real continua se valorizando contra o dólar.
Isso significa que a inflação seria ainda maior se adotássemos uma política de desvalorizar o câmbio artificialmente -- uma aposta contra o mercado que dificilmente conseguiríamos ganhar.
Imagine que o dólar passe a valer 2% menos; isso significa que todas as commodities (alimentos, petróleo, etc) terão aumento equivalente.
Tudo isso é uma reação esperada, porque estamos chegando num ponto no qual a nossa elite rentista terá de escolher entre continuar investindo no mercado financeiro, e este aplicando os seus recursos em títulos públicos, mas recebendo uma menor remuneração, porque não é mais possível, inclusive politicamente, manter as taxas de juros tão altas, ou então vão ter que trabalhar, investindo os recursos em negócios produtivos, direta ou indiretamente, através da Bolsa, em todo caso tendo que arcar com os riscos do negócio ou do investimento, como é normal no sistema capitalista, e não como é hoje, no qual os ganhos estão garantidos pelo Estado, que neste caso age como agente de concentração de renda, de fato uma situação muito cômoda para essa gente.
A crise internacional que surgiu nos EUA, apenas retardou este debate, que agora volta com força total.
Antes do PAC, e de uma série de iniciativas do Governo Lula, tanto no campo econômico, como social, com o país com baixas taxas de crescimento, durante quase duas décadas os cabeças de planilha, com o respaldo da mídia, repetiam exaustivamente a cantilena de que o país não poderia ter um crescimento robusto, com a CLT e o nosso sistema de seguridade social, tentando sempre minimizar a questão dos juros, contudo com Lula o Brasil voltou a crescer, provando que os direitos dos trabalhadores e os investimentos sociais não são empecilho para o nosso desenvolvimento, muito pelo contrário. E os juros voltam a ser o foco, é tudo que eles não queriam.
Fernando, pode não ter nada a ver com o que se está discutindo aqui, ou pode ter (talvez acrescentar algo):
Sem querer ser alarmista ou coisa parecida, não são apenas as altas do preço dos alimentos que está ocorrendo. Está faltando mercadoria na praça. Algumas fábricas não estão conseguindo atender a demanda. Os motivos podem ser vários: falta de investimento no próprio negócio, falta de planejamento ou simplesmente preferem arrancar o sangue dos funcionários a contratar mais pessoal.
Talvez seja fato temporário, mas que sempre é preocupante: a lei da oferta e da procura e a inflação desembestada, corroendo os salários e a renda do trabalhador.
Para os especialistas: ainda há crédito demais ou isso se normalizará logo?
Porque se há uma coisa em que todos concordam, é que os juros precisam diminuir, mas qual é a fórmula correta a ser adotada, então?
...Indo e vindo...Caminhando e cantando...
O Início e o Fim
DESAFIO AOS SENHORES DEPUTADOS, SE NÃO CORRIGIREM DECENTEMENTE O SALÁRIO MÍNIMO QUE AFETA O BOLSO DO POVO DE BAIXA RENDA (em especial os APOSENTADOS, desiguais perante à Lei) A ABDICAREM DE SEUS PRÓPRIOS AUMENTOS DE 60%, como prova que têem VERGONHA NA CARA !!!!!!
Lamentavelmente, a quantidade massacrante de funcionários públicos extremistas, bem remunerados (e que parece, não tem muito o que fazer, já que vivem pendurados no BLOG), estão mais preocupados com os problemas do outro lado do mundo do que o povo brasileiro de Baixa Renda e os aposentados desiguais perante à Lei, como eu (diferentes de M. Temer - um dos mais iguais -que, para piorar nos deixará de herança o aparteamento da arrecadação de impostos que serão pagos por nossos filhos, por mais de 50 anos, para garantir suas pensões de marajá Estadual, Congressista e, agora, Federal).
Estãi fingindo que não vêem a crueldade que está sendo proposta por Mantega, enquanto, ainda, comemoram (todos) os 60% de aumento (não é correção é AUMENTO , mesmo, de seus Salários).
Por isso, se não corrigirem decentemente, o SM, de forma a cobrir as PERDAS de até 30%, impostas às camadas sociais de baixa renda, repito, DESAFIO-OS A ABDICAREM DE SEUS PRÓPRIOS AUMENTOS, como prova que têem VERGONHA NA CARA !!!!!!
Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.
Que tal esta afirmação, de que uma inflação de até 9%/ano come o desemprego? Foi muito usada nos anos 70. Haveria queda da moeda em relação ao dolar agradando os exportadores e aumentando a oferta do emprego. Nos moldes de hoje, isto seria verdade?
CLCAL
Há um erro grave na análise de Nassif: não adianta atacar Armando Castelar ou Alexandre Schwartsman. Quem deve ser questionado é Antônio Pallocci e Dilma Roussef. São eles que tomam as decisões de aumento dos juros, de corte da máquina pública, tudo o que soa bem para os Castelar da vida.
Dilma -balanço 1
A fama de Pochmann e o pernil de Delfim
publicada quarta-feira, 16/02/2011 às 16:22 e atualizada quarta-feira, 16/02/2011 às 17:01
por Rodrigo Vianna
do blog http://www.rodrigovianna.com.br/
Essa história de oferecer “Cem Dias” de trégua para o governo que se inicia é um modismo que vem dos EUA, mas faz algum sentido. É um tempo mínimo para que as equipes se (re) organizem e para que as primeiras diretrizes sejam tomadas, indicando os rumos da nova administração.
O governo Dilma não chegou nem à metade dos “Cem Dias”. Ainda assim, é possível já identificar algumas tendências – não só do governo que começa, mas também do quadro político brasileiro.
Nesse primeiro texto, do que pretende ser um modesto “balanço” do início de governo, vou-me concentrar mais na economia.
Os primeiros sinais do governo Dilma indicam reversão da política “expansionista” adotada no segundo governo Lula para enfrentar a crise. O ministro Mantega, da Fazenda, teve papel fundamental em 2009 e 2010, ao adotar um programa que – em tudo – contrariava a velha fórmula utilizada pelos tucanos em crise anteriores: quando o mundo entrou em recessão, com os EUA lançados à beira do precipício, o Estado brasileiro baixou impostos, gastou mais e botou os bancos estatais para emprestar (forçando, assim, o setor privado a também emprestar).
O Brasil saiu bem da crise – maior, gerando emprego, e ainda distribuindo renda. Lula, quando falou em “marolinha” naquela época, foi tratado como um néscio. E Mantega, ao abrir as torneiras do Estado, como um estúpido economista que se atrevia a rasgar a bíblia (neo) liberal. Lula pediu que o povo seguisse comprando. Os tucanos (e os colunistas e economistas a serviço do tucanato) diziam que era hora de “apertar os cintos”. Lula e Mantega não apertaram os cintos. Ao contrário: soltaram as amarras da economia, e evitaram o desastre.
As primeiras medidas adotadas por Dilma vão no sentido inverso: corte de despesas estatais, alta de juros, aumento moderado do salário mínimo. É fato que a inflação em alta impunha algum tipo de medida para frear a economia. Mas a fórmula adotada agora indica um “conservadorismo”, ou “tecnicismo”, a imperar nas primeiras decisões do governo Dilma. Não é à toa que a velha imprensa derrama-se em elogios à nova presidenta, tentando abrir entre Dilma e Lula uma “cunha”, como a dizer: Lula era o populismo “atrasado” e “irresponsável”, Dilma é a linha justa (discreta, moderada, a seguir a velha fórmula liberal de gestão).
Há alguns sinais - preocupantes, eu diria – de que Dilma estimula esse movimento de proximidade com os setores mais conservadores da velha imprensa. Mas voltarei a isso no texto seguinte, na segunda parte desse balanço…
Voltemos à economia: as centrais sindicais fazem grande barulho por conta do salário mínimo subir “apenas” para R$ 545. Acho positiva essa pressão. O movimento sindical pode – e deve – criar um espaço para mais autonomia em relação ao governo. E deve perguntar, sim: por que, na crise, o governo quebrou regras para favorecer as empresas (corte de impostos), e não pode quebrar a regra do reajuste do mínimo para dar um aumento maior? É preciso mesmo tensionar o governo, pela esquerda. Ok. Mas, modestamente, acho que a medida mais danosa adotada pela administração Dilma, nesse início, não é o freio no salário mínimo – até porque, pelas regras acertadas durante o governo Lula (o salário sobe sempre com base na inflação do ano anterior mais o PIB de dois anos antes), o mínimo deve ter em 2012 um crescimento robusto, passando dos R$ 610. O que preocupa mais é outra coisa: a alta dos juros.
Explico: o impacto de juros altos é devastador para a estrutura econômica brasileira. O aumento da taxa serve para frear um pouco a demanda (e, assim, segurar a inflação), mas tem o efeito colateral de atrair cada vez mais dólares para o Brasil. Isso é ruim? Em parte, é. Com os juros brasileiros em alta, investidores do mundo inteiro despejam aqui dinheiro que não vem pra investimento, mas pro cassino financeiro. E qual a consequência? O real fica cada vez mais forte em relação ao dólar. Já bate em R$ 1,65. Isso provoca um estrago sem precedentes na indústria nacional. Fica muito mais fácil importar do que produzir qualquer coisa aqui no Brasil.
Meses atrás, entrevistei na “Record News” o professor Marcio Pochmann, presidente do IPEA. Ele é uma das melhores cabeças do governo – cabeça que, aliás, corre riscos, porque o IPEA foi colocado sob a guarda (guarda?) de Moreira Franco, que já andou espalhando pela imprensa o desejo de demitir Pochmann. Hum… Seria mais um sinal negativo. Mas, por enquanto, não se confirmou.
Na entrevista, o presidente do IPEA dizia-me que, por causa da equação econômica que expus dois parágrafos acima, o Brasil corre o risco de se perder na fórmula fácil da “fa-ma”.
Não se trata do Big Brother Brasil. Mas de algo mais sério. A “fa-ma”, diz Pochmann, é a mistura de fazenda com indústrias maquiladoras (como as existentes no México).
Ou seja: com câmbio desfavorável (por causa dos juros altíssimos que inundam o país com dólares), o Brasil só conseguiria manter competitividade na agricultura, contentando-se com o papel de grande fazenda do mundo, a fornecer grãos e carne para chineses e europeus. Do lado da indústria, aconteceria algo parecido ao que ocorreu no México, depois de assinar o Nafta, tratado de livre comércio com EUA e Canadá. A indústria mexicana foi dizimada. Quase tudo vem pronto de fora, e o México mantem apenas “maquiladoras” para fazer a “montagem” final dos produtos (aproveita-se, pra isso, a mão-de-obra barata do país).
O Brasil tem um parque industrial sofisticado – construído a duras penas, desde a era Vargas. Nossa indústria parece ter resistido às ondas de abertura recentes. Mas tudo tem limite.
Em artigo na “CartaCapital”, o ex-ministro Delfim Netto – a quem se pode criticar por ter servido à ditadura, mas que nunca desistiu de pensar no futuro do Brasil – tratou desse assunto de forma incisiva:
“Não é preciso ser economista para entender uma coisa simples: cinco anos atrás, quando não se falava de desindustrialização, as condições importantes para o trabalho das indústrias eram as mesmas que são hoje. Qual é a única grande diferença entre o que tínhamos naqueles anos e o que temos hoje? É um câmbio extremamente valorizado por uma política monetária que mantém a taxa de juros brasileira no maior nível do mundo. O Brasil continua sendo aquele pernil com farofa à disposição do sistema financeiro internacional, mesmo fora da época das festas.
Todas aquelas discussões não levaram a nada: só agora os mais sabichões começam a entender que a questão-chave que o Brasil tem de resolver não é um problema de câmbio; o que resolve é construir uma política monetária que, num prazo suportável, leve a taxa de juros interna ao nível da taxa de juros externa.”
As primeiras medidas econômicas tomadas pela equipe de Dilma podem indicar um caminho perigoso, na direção da “fama” do Pochmann e do “pernil com farofa” do Delfim.
Lula e Palocci, dirão alguns, começaram do mesmo jeito em 2003, lançando os juros na estratosfera. A diferença é que o Brasil vinha de uma campanha eleitoral, em 2002, em que se tinha vendido para o mercado (ou pelo mercado) o “risco Lula”. Era preciso evitar o “risco”. Agora, Dilma encontrou o país crescendo, bem arrumado.
Os economistas de linha liberal diriam que, para baixar os juros e fugir do estigma da fama e do pernil, é preciso “primeiro” cortar os gastos públicos. É a velha lenga-lenga: “precisamos fazer a lição de casa”. Dilma fez exatamente isso, com o corte recente de 50 bilhões no Orçamento. E elevou os juros ao mesmo tempo. Eles cairão mais à frente?
Na época de Malan/FHC, a gestão liberal ficava sempre pelo meio do caminho: corte de gasto, seguido de… mais cortes de gastos. Fora as privatizações. E a hora de baixar os juros? Não chegava nunca.
Não era à toa. Juros altos garantiam o real equiparado ao dólar (“moeda forte”, lembram? Foi assim que FHC se reelegeu em 98; depois, desandou tudo).
Mais que isso: juros altos fazem a alegria dos banqueiros e daqueles que vivem de aplicar dinheiro a taxas estratosféricas, “ajudando” assim a financiar a dívida pública (sempre crescente, por causa dos juros!). Malan, depois de deixar o Ministério da Fazenda, foi trabalhar num banco. Palocci teve sua campanha a deputado, dizem, financiada por banqueiros…
Palocci, agora, está na Casa Civil.
Hum…
O governo Dilma vai significar um movimento em direção ao centro, com a gestão “técnica” da economia – que tanto encanta colunistas e economistas tucanos?
A presença de Mantega na Fazenda parece indicar que não… Ou que “nem tanto”.
Dilma chegou a afirmar em entrevistas que uma das metas de seu governo – além de eliminar a pobreza extrema – seria trazer os juros reais do Brasil para patamares “civilizados”. Pode ser que a meta seja essa, a médio prazo.
Mas o risco é perder-se no meio do caminho.
Cinquenta dias são muito pouco para qualquer leitura definitiva sobre as escolhas de Dilma.
Mas é bom olhar com atenção para essas escolhas – especialmente na economia. E torcer para que a nova gestão não se deixe encantar pela “fama”, e nem sirva o Brasil na mesa da banca internacional – como se fosse um suculento “pernil com farofa”.
É nítido pra mim que os setores PSDBistas da sociedade e da mídia estão torcendo pra que a inflação volte a valer. Se vierem nos níveis do tempo da transição Sarney - Collor, melhor!
É uma secação impressionante.
Nassif, seu comentário sobre a entrevista do Armando Castelar no Estadão é injusta e superficial... Escrever que Castelar espalha temores infundados sobre a situação fiscal e a inflação parece indicar que o colunista não está atento aos últimos acontecimentos da economia brasileira. Dê uma olhada na última ata do CUPOM e você verá que Castelar não disse nenhuma novidade.
Ainda bem que existem economistas como Castelar que gritam “fogo” . E não só ele... Tem o Raul Velloso, o Fabio Giambiagi e vários outros que criticam a farra fiscal dos últimos anos do Governo Lula.
"Não se trata de um exercício banal de terrorismo. Ao espalhar temores infundados sobre situação fiscal, inflação e outros bichos, visa criar um clima para aumento de juros e para cortes em investimento e programas sociais. Por maldade? Não. Mas quanto maior o corte fiscal, maior será o espaço para aumentar os juros. Ou seja, há uma lógica nessa histeria."
Nunca ouvi tanta bobagem na minha vida. Tu és economista? Leu sequer um livro de introdução a economia? Vai estudar antes de fazer declarações dessas!
"Mas quanto maior o corte fiscal, maior será o espaço para aumentar os juros. Ou seja, há uma lógica nessa histeria."
Sem comentários. Não sabe que a redução dos gastos públicos reduz a taxa de juros de equilíbrio. É pau em macroeconomia I!
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