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O sistema de acompanhamento dos serviços da PrevidênciaEnviado por luisnassif, qua, 01/02/2012 - 08:39Por Marco Antonio L. Programa de rádio “Café com a Presidenta”, com Dilma Rousseff, Rádio Nacional, 30 de janeiro de 2012 Luciano Seixas: Olá, eu sou Luciano Seixas e estou aqui para mais um “Café” com a presidenta Dilma Rousseff. Bom dia, Presidenta. Presidenta: Bom dia, Luciano. Bom dia aos nossos queridos ouvintes.
Luciano Seixas: Presidenta, eu queria falar hoje sobre a melhoria dos serviços que o governo presta à população. É verdade que, na Previdência Social, o governo está conseguindo acompanhar tudo o que acontece nas agências em tempo real? Presidenta: É verdade, sim, Luciano. A Previdência criou um sistema que acompanha, por meio de computadores, cada etapa do atendimento a quem procura uma agência do INSS. Hoje, nós temos 1.353 agências em todo o país. As pessoas procuram essas agências para pedir aposentadoria, para fazer perícia médica ou para requerer outros benefícios. Nosso objetivo é garantir a qualidade e a rapidez do atendimento, é cuidar com carinho da pessoa que procura a Previdência. Por isso, é importante que possamos acompanhar passo a passo e saber onde não está bom o atendimento, onde ele pode melhorar. Luciano Seixas: E como isso acontece, Presidenta? Presidenta: Olha, Luciano, no momento em que uma pessoa liga para o telefone da Previdência – o 135 – querendo agendar seu atendimento, ou quando ela chega a uma agência, o nome dessa pessoa vai para um sistema de computadores. Assim, ao retirar a senha para atendimento, nós começamos a controlar, pelo computador, o tempo que ela fica na fila de espera, o tempo que durou o atendimento ou se saiu com alguma coisa ainda por resolver. Luciano Seixas: É importante ter essas informações no momento em que o atendimento está ocorrendo, não é mesmo? Presidenta: É muito importante, sim, Luciano. Se temos as informações, conseguimos não só acompanhar a solução dos problemas como também organizar o funcionamento de cada uma das agências, e, como consequência, melhorar todo o sistema da Previdência Social. É possível saber, por exemplo, Luciano, quantas pessoas estão sendo atendidas por cada um dos funcionários ou se alguém está esperando mais tempo do que o devido. O gerente da agência pode, por exemplo, reorganizar a agenda dos atendentes ou dos médicos para acelerar o trabalho. Esse sistema eletrônico permite, até mesmo ao ministro, acompanhar o atendimento ao público e corrigir os problemas. Luciano Seixas: É, Presidenta, a gente percebe que o atendimento da Previdência melhorou mesmo nos últimos anos. Presidenta: Ah, sem dúvida, Luciano. Hoje a realidade é outra, muito diferente e muito melhor. Ninguém precisa mais dormir na porta de uma agência da Previdência para ser atendido, como já aconteceu no passado. Agora, os atendimentos podem ser feitos com dia e hora marcados, com mais agilidade e respeito ao cidadão. Agora, o contribuinte, uma vez que tenha toda sua documentação cadastrada, se aposenta em até 30 minutos. Agora, a perícia médica também é agendada pelo 135, o que facilita muito o recebimento do auxílio-doença. Mas nós, Luciano, queremos melhorar cada vez mais esse atendimento, levando as agências para perto das pessoas. Para isso, vamos abrir, até o fim do ano, 182 novas agências em todo o país. Queremos diminuir a necessidade de as pessoas viajarem para tratar de serviços da Previdência. Não sei se você sabe, Luciano, que no Pará, às vezes, uma pessoa tinha que se deslocar até 600km para ir a um posto da Previdência, que era o mais próximo. Para resolver esse problema, vamos inaugurar, até o final do ano, mais 14 agências no estado do Pará. Faremos também, em todos os lugares que for necessário, concurso público para contratar servidores onde há carência de funcionários. Luciano Seixas: Era mesmo triste ver um idoso passando a madrugada à espera de atendimento! Presidenta: Era, sim, Luciano. Agora, o segurado recebe, em casa, uma carta do INSS quando ele completa a idade mínima para se aposentar, informando que ele pode, já, pleitear o seu benefício. Isso é bom para o governo, que consegue controlar melhor a arrecadação e os pagamentos, e é excelente para o contribuinte, que tem mais facilidade de acesso aos seus benefícios. Luciano Seixas: Isso tudo é um grande desafio, hein, Presidenta? Presidenta: É, sim, Luciano. Mas nós já conseguimos melhorar vários serviços e agora vamos expandir esse sistema de acompanhamento para outros setores do governo, como a área da saúde, para, principalmente, buscar atendimento digno nos hospitais, nos postos de saúde e nas Unidades de Pronto Atendimento, as UPAs. As pessoas que trabalham, empreendem e lutam para sustentar suas famílias merecem ter serviços públicos de qualidade, ágeis e eficientes em todas as áreas. Isso é possível, Luciano. Houve um tempo em que ninguém acreditava que acabariam as filas na Previdência, e com dedicação, trabalho e esforço, nós mudamos o atendimento e acabamos com as filas. O mesmo irá acontecer em outras áreas, e a que mais me preocupa e requer minha atenção é a área da saúde. Vamos avançar na melhoria dos serviços e, principalmente, Luciano, vamos controlar a qualidade desses serviços, e faremos o possível e o impossível para conseguir que essa qualidade esteja à altura do povo brasileiro. Luciano Seixas: Presidenta, nosso tempo chegou ao fim. Obrigado pela sua presença mais uma vez aqui no “Café”. Presidenta: Obrigada, Luciano. Uma ótima semana para todos os ouvintes que nos acompanharam até aqui. Luciano Seixas: Este programa está disponível também na internet, o endereço é www.cafe.ebc.com.br. Voltamos na próxima segunda-feira, até lá.”
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Comentários + votados
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josé caros leão da costa
01/02/2012 - 09:41
Será que a Presidenta sabe que eles manuseiam as contas da Previdência pagando 8.500 milhôes de beneficios de assistencial rural com a receita do RGPS quado deveriam pagar com o CONFINS...
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João Maria Fernandes de Sousa
01/02/2012 - 10:17
"As pessoas que trabalham, empreendem e lutam para sustentar suas famílias merecem ter serviços públicos de qualidade, ágeis e eficientes em todas as áreas. Isso é possível"
Aí quando vem numa...
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Fuhgeddaboudit™
01/02/2012 - 10:20
AVE DILMA !!! (X)
No dia em que iniciei o meu pedido de aposentadoria, cheguei à 10 hs. da manhã, na Agência. O mau humorado funcionário que distribuía as senhas, tendo as suas costas, ao alto...
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Será que a Presidenta sabe que eles manuseiam as contas da Previdência pagando 8.500 milhôes de beneficios de assistencial rural com a receita do RGPS quado deveriam pagar com o CONFINS que arrecada mais de 180 bilhões e para ode vão estes recursos?. Ela sabe que a Previdência sempre foi Superavitária. Agências inauguradas são para atender beneficios sociais (LOAS, RURAL) e que paga a conta são os trabalhadores da iniciativa privada que já perderam mais de 76% de sua aposentadoria, sofrendo a mesma tortura mental que a Presidenta indignamente sofreu. Será que tudo ista está certo? Ela teve ajuda do meu amigo Teotônio Vilela (pae), infelismente Deus já o levou.
José Carlos
"As pessoas que trabalham, empreendem e lutam para sustentar suas famílias merecem ter serviços públicos de qualidade, ágeis e eficientes em todas as áreas. Isso é possível"
Aí quando vem numa pesquisa uma aprovação na casa do 70% a mídia e a direitona ficam em polvorosa.
Essa pequena "revolução" começou com o Nunca Dantes, isso esses caras e madames não querem admitir.
AVE DILMA !!! (X)
No dia em que iniciei o meu pedido de aposentadoria, cheguei à 10 hs. da manhã, na Agência. O mau humorado funcionário que distribuía as senhas, tendo as suas costas, ao alto, aquele aviso de que não se pode desrespeitar o funcionário público, sob pena de prisão, “distribuía coices” em cima de pessoas idosas humildes, simplórias e praticamente analfabetas, sem o menor cabimento, diante do natural pedido de informações e necessidade de retirar formulários para preenchimento.
Na minha vez, ao pedir a senha, fui rudemente informado que deveria chegar à 6:00 hs da manhã, para conseguir uma, já que àquela hora, não daria mais tempo de eu ser atendido. Imediatamente, avisei-o que me respeitasse e falasse com polidez, já que, caso contrário, subiria para falar com o gerente da agência, e antes, ligaria para a polícia para prendê-lo por ato de intolerância e desrespeito a pessoas idosas, como vinha testemunhando. Na mesma hora o “machão” baixou a voz, mas insistiu que não daria mais tempo para eu ser atendido. Subi, entrei na sala da gerente e sem que desse tempo a ela de falar qualquer coisa, repeti o que havia dito ao funcionário e lhe garanti que, se a agência fechava às cinco horas (ou mesmo se fosse às quatro da tarde) e que monitorei o tempo de atendimento dos poucos que aguardavam ser chamados, e calculei que à 14 horas não haveria mais ninguém, ali. Em seguida disse-lhe que era Atuário e calculei esse tempo com grande facilidade.
Imediatamente ela desceu e mandou o mau humorado funcionário, me fornecer a senha. Exatamente às 14 horas, fui atendido. Fiz questão de ir à sala da gerente para informá-la do meu acerto. Ele desculpou-se e ficou de chamar á atenção do funcionário.
Porém, o lamentável é que dezenas de outras pessoas humildes, foram despachadas, sem nenhum motivo. Aliás, o único motivo era a total falta de educação, arrogância e prepotência do tal funcionário, que entravava o normal andamento do trabalho dos atendentes, que, quem sabe, não eram “cúmplices” de um acordo, para saírem mais cedo.
Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.
Acompanhamento também na Saúde
Recentemente em Brasília, um funcionário do governo federal em emergência cardíaca morreu depois de duas unidades privadas de saúde terem se recusado a atendê-lo, alegando que seu plano de saúde não cobria o atendimento. O motivo alegado por ambas para não socorrê-lo foi o de não terem atendidas suas exigencias de emissão de cheque-caução que cobrisse os custos dos serviços - o funcionário e sua acompanhante não estavam munidos de talão de cheque naquele momento.
A prevalência incontrastável do direito econômico sobre o direito de ser socorrido foi o motivo da morte. O que se depreendo do episódio é que vive-se sob ética materialista na qual o bem maior (no sentido ético) é o bem econômico, mesmo no segmento que deveria ter por máximo valor ético a preservação da saúde e da vida das pessoas. O mau exemplo, infelizmente, vem do judiciário.
Em Pinheirinho, o direito de propriedade foi considerado pelo judiciário paulista tão mais relevante do que qualquer outro direito, que ensejou a exótica ordem judicial de expulsão de 1600 famílias manu militari, abruptamente, em horário e dia exóticos, das casas que ocupavam. Tudo para fazer prevalecer o direito econômico de propriedade sobre o direito à moradia (expulsão que contou com a cereja “pedagógica” das ofensas, intimidações, humilhações e, last, but no least, destruição dos pertences dos desalojados – cujo direito de propriedade foi paradoxalmente desrespeitado pelo judiciário paulista).
Em Brasília, as clínicas privadas agiram, como se vê, em consonância com a hodierna prática judiciária paulista: privilegiaram o seu direito econômico, mesmo em face ao direito à vida do paciente (e provável cliente). A garantia apriorística de receber pelos serviços falou mais alto do que a vida. Mencione-se que, na prática, tal garantia significa receber antes dos serviços serem prestados, o que é negado à maioria esmagadora dos prestadores de serviço. Trata-se de inovação abusiva de prática comercial que contraria usos e costumes.
Apesar da exótica prática do judiciário paulista e das clínicas brasilienses, as pessoas de boa vontade, bom senso e com um mínimo de humanidade - elas há ainda - condenam os acontecimentos de Brasília e Pinheirinho. Se não pela barbárie que encerram e que ofende os mais comezinhos princípios civilizatórios, ao menos pela Constituição brasileira. O direito à vida é bem inscrito na Carta – aliás, no Brasil, omissão de socorro é crime – bem como o direito à moradia, e, além disto, o direito de propriedade não é absoluto.
O Estado, para pôr cobro à prática escandalosa da qual o crime de Brasília é apenas um sinal, tem, ao menos na área da saúde, de regulamentar o atendimento médico no Brasil, especialmente nos casos de emergência.
Tal regulação tem de prever o registro de todo o atendimento, sem descurar dos momentos (data e hora) em que a atenção se deu, desde o instante da chegada do doente à unidade médica – talvez com suporte computacional, como no caso do INSS, que incie o processo computacional de registro do atendimento no instante em que o doente pegue sua senha.
Mais: o atendente administrativo, mormente nos casos de emergência, não pode protelar a atenção médica sob pretextos econômicos e burocráticos, sob pena de seu comportamento ser tipificado como crime (houve crime em Brasília, pois omissão de socorro é crime). Nos casos de emergência cardíaca e emergência neurológica, por exemplo, o doente tem de ser levado imediatamente à presença do médico, que, por sua vez, tem de seguir estritamente um protocolo de atendimento (questões de dinheiro, por exemplo, ficam para depois) de urgência - estes casos equivalem, em termos de urgência de atendimento, àqueles em que a pessoa está se esvaindo em sangue.
Se no INSS é possível ter-se registro formal dos atendimentos, se tal é possível nos serviços de reclamações das empresas em geral, se é viável no judiciário (por meio da análise do processo), então é possível também em clínicas e hospitais. O acompanhamento implantado na Previdência Social, e que melhorou a qualidade dos serviços prestados, precisa ser levado à Saúde, abrangendo unidades públicas e privadas. Ganharão todos, mesmo as unidades pois, com os dados de atendimento, poderão estruturar-se melhor, tanto para aprimorar o atendimento, quanto para detectar ineficiências. Com tais dados, o Estado poderá fiscalizar as unidades e impor correções dos desvios. Além disto, os registros instruirão processos administrativos e judiciais, quando necessário. Os maiores ganhos, porém, serão dos cidadãos.
"not" e não "no"; desconsiderar, por favor, o ", ao menos na área da saúde,"
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