O risco nuclear

É exagero demonizar a energia nuclear no Brasil devido aos acidentes no Japão. É só se indagar o que aconteceria com uma barragem de hidrelétrica se submetida a um terremoto daquela intensidade.

Itaipu alagaria toda a Argentina.

PS - Para evitar mal-entendidos, depois dos primeiros comentários incluí as palavras "no Brasil", para não parecer que estaria justificando os problemas das nucleares japonesas. Por isso, alguns comentários devem ter sido entendidos como feitos antes da edição do post.

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96 comentários
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Mário Latino

Sem demonizar, mas enxergando o óbvio, há uma diferença entre um fato e outro. No rompimento de uma barragem teriamos mortos mas os sobreviventes não ficariam com seqüelas que se manifestariam em várias gerações, só isso. Para mim isso faz diferença.

E outra coisa, sendo o Japão o único pais que foi vitima de ataques nucleares, não deveriam ser eles os últimos a querer usinas nucleares em seu territorio?

 
 
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carlosc

Eu ia escrever + ou - isto.

Não há o menor termo de comparação.

O Brasil não necessita de energia nuclear e nem ela é a garantia de energia limpa e sem problemas ambientais.

A natureza está demonstrando justamente o contrário, para desespero dos que a defendem. 

 
 
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socram pb

Concordo. Se a barragem de Itaipu estourasse a água inundaria grandes áreas no nordeste argentino e talvez Santa Cataria e Rio Grande do Sul. Mas depois da tragédia a água abaixa, evapora e pronto. Se reconstrói a vida sem contaminação radiativa.

A grande diferença é uma tragédia causada pela água - que é uma tragédia às vezes de enormes proporções - contra uma tragédia nuclear.

No Japão o tsunami matou muita gente e deixou vários kilômetros de devastação. Depois que a água abaixa se reconstrói e pronto.

Na região da usina pode-se ter uma área que se torne completamente deserta tanto pra habitação quanto pra trânsito por cerca de 300 anos. Uma área que pode ter um raio de cerca de 100km desde Fukushima.

Não dá pra comparar as 2 situações.

 
 
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atenir

Os japoneses não tem outra opção para o fornecimento de enegia. Ou é nuclear ou nuclear, tambem. Eles não têm rios para geração de energia eletrica. A eólica e a solar não são viáveis economicamente e não podem ser geradas em grandes escalas como as hidrelétricas.

 
 
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Mario Siqueira

O que tem a ver as bombas de Hiroshima e Nagasaki com usinas nucleares ?

A cidade de Dresden, Alemanha- que não era alvo militar-  foi arrasada por sucessivos bombardeios aéreos aliados, na mesma época das bombas atômicas no Japão. Nem por isso os alemães são contra os aviões.

 
 
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Paulo F.

Ou deixaram de usar fosforos.

 
 
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maria utt

Sem contar que as áreas alagadas não ficam contaminadas por mil anos.

 
 
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wal

Acabo de ler que os tucanos irão pedir uma análise da situação da Usina de Angra. São os urubus buscando carniça. Descobriram agora, depois da tragédia japonesa que Angra existe. Por essas e outras é que a oposição no Brasil é uma piada. Mais umas semanas e a grande mídia repercutindo, pedirão a criação de uma CPI.

 
 
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Lucia

Acredito ser mais sensato tirar deus das manifestações da natureza,as falhas das placas tectonicas existem ha milhares de anos e os abalos idem. Será que não deveríamos questionar a habitação nestes locais? É racional construir usinas nucleares nestas áreas?

 
 
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luisnassif

Faltou incluir no meu comentário que me referia à demonização da energia no Brasil.

 
 
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Gilberto .

Caro Nassif,

Não se trata de demonização. Deve servir de alerta, ao menos, para o fato de termos a nossa única usina situada entre os dois maiores centros urbanos brasileiros. Para piorar um pouco, numa região geologicamente instável.

Outra coisa, os vídeos da tragédia mostram claramente que várias pontes e viadutos resistiram ao terremoto e a tsunami. A engenharia japonesa parece levar a sério a vulnerabilidade da região. E a usina? Em decorrência da crise, não terá passado por algum "enxugamento" e reengenharia para diminuir o seu custo de operação e manutenção?   

 

Gilberto . @Gil17

 
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LEN

Lucia, você está coberta de razão. No entanto, não dá para ignorar o fato que em determinadas regiões, incluindo o Brasil, é improvável a ocorrência de eventos dessa magnitude, isso é um fato. Terremotos não são eventos que podem ocorrer aleatoriamente em qualquer parte do planeta, a localização das placas e movimento das mesmas está cartografado há muitas décadas, e as áreas que estão sujeitas a abalos de grande intensidade estão catalogadas.

O que é errado é demonizar o uso de energia nuclear pelo risco de abalos sísmicos independente da localização geográfica. A possibilidade de um evento que pudesse abalar as estruturas das usinas de angra ou a usina de itaipú é improvável, não dá para interromper programas nucleares no mundo todo porque aconteceu um evento em um país que é vítima constante desses eventos e não tomou precauções suficientes para prever uma ocorrência dessa importância.

 

Visitem o Blog Ponto & Contraponto. Twitter: @len_brasil Robozinho do blog: @pontoXponto

 
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Olha, o que me preoucpa mais que tudo é o seguinte...tanto no Japão quanto aqui no Brasil, as usinas Nucleares são próximas ao mar....oras, qualquer problema que Angra I ou II sofra, a contaminação do mar próximo será inevitável...agora imagina o mar contaminado??  Não tem como separar o que tá contaminado do que não está.

 

Fatos que gostaria de testemunhar antes de morrer: 1-político bandido, preso; 2-juiz, promotor, procurador bandido, preso 3-Corinthians, campeão da Libertadores.....

 
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Fuhgeddaboudit™

Certo Nassif,

Mas, sou carioca e não consigo perder o humor, se bem que, aqui, o humor é negro BRITÂNICO.

Se concretizada fosse, a sua conclusão, "Itaipu alagaria toda a Argentina"(sic), em júbilo entrariam os ingleses. Só sobrariam as "Falkland Islands".

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

 
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Chato Feliz

Nassif, concordo 100% com você. Mas estamos todos à mercê da nossa "democracia", aonde não tem médico que não opine (e tenha direito de voto) em questões de engenharia, e não tem costureira que não opine (e tenha direito de voto) sobre o programa espacial. Uns acham bonito, eu acho triste.

 
 
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Tony Cucamonga

Sr Chato Feliz, agora  podemos fazer menção a que tipo de útopia elitista escraviza seus argumentos.

 
 
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Sidney Braga

A volta do errático medo da energia nuclear
 
A “mãe” Terra tem estado nervosa ultimamente. O terremoto que atingiu o Japão, de magnitude 9 na escala Richter – devidamente corrigida – foi uma das diversas manifestações de fúria que o nosso planeta demonstrou ultimamente.
 
Entretanto, a furiosa “mãe” não sabia que essa sua última manifestação lhe traria sérios problemas futuros. Tudo porque os geradores de emergência da usina nuclear de Fukushima , responsáveis por manter acionado o sistema de refrigeração, estavam posicionados em locais acessíveis às violentas Tsunamis que atingiram a região de Sendai.
 
Longe de mim julgar os engenheiros que definiram a posição dos geradores, principalmente porque tal catástrofe teve um ineditismo pleonasticamente nunca antes visto. Pós tragédia, nos resta o conhecimento e aprendizado.
 
Mas quais seriam as sérias consequências que a Terra sofrerá a longo prazo?
 
Estou indo além das consequências radiotativas do acidente nuclear, que considerando um sistema planetário, podem ser consideradas pontuais. Tratam-se de conseqüências holísticas, que estão relacionadas a definição do tipo de energia a ser utilizada. E escolhas erradas em diversos pontos da Terra podem trazer conseqüências globais em qualquer sistema considerado.
 
Existe um risco enorme de projetos nucleares para fins energéticos serem abortados após a tragédia no Japão. Isto sim é um grande problema que a Terra enfrentará nos próximos anos.
 
Vou me abster de comentar sobre os clichês dos combustíveis fósseis que alimentam a maioria das termelétricas e são os grandes vilões do efeito estufa. Tratarei apenas das fontes que, por muitos, são consideradas limpas.
 
Onde eu quero chegar? As energias consideras limpas, na verdade são menos limpas do que parecem ser. A área demandada pra produzir 1 MW de energia elétrica através da força do vento ou calor do sol é absurdamente grande comparada com as usinas tradicionais. Não precisa ser nenhum especialista pra afirmar que isso traz um importante impacto ambiental.
 
Ah, mas vão dizer que apesar de ser mais limpa, as usinas nucleares trazem problemas de segurança! Hum... sei. Desconheço as estatísticas, mas de quanto em quanto tempo ouvimos notícias sobre algum acidente em usina nuclear. Diria que terremotos são muito mais freqüentes do que acidentes nesse tipo de usina.
 
Não podemos fechar os olhos e ignorar os avanços que tornaram as usinas nucleares 99,9% seguras, usinas que são as nossas grandes aliadas no combate aos gases causadores do efeito estufa.
 
Enfim, tenho muito medo que a catástofre inédita no Japão passe uma impressão errada sobre a energia nuclear. Não estou defendendo a construção de usinas em zonas sísmicas instáveis ou próximas ao circulo de fogo. Mas não podemos, em virtude do último acontecimento, jogar na lata do lixo os 25 anos de avanços em segurança desse tipo de energia, abandonando projetos nucleares em áreas estáveis e seguras.
Afinal, no futuro quem vai sofrer por nossas escolhas erradas será a “mãe” Terra e, diante dos últimos fatos, é cada vez mais necessário que cuidemos bem dela.

 
 
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Artaud

"Não podemos fechar os olhos e ignorar os avanços que tornaram as usinas nucleares 99,9% seguras, usinas..."

Algué precisa informar ao povo de Chernobil que o risco de ter novamente 25 mil mortos é de apenas 0,1%

Ou ao para o povo de Goiânia, atingido pelo césio-17.

Ou para o povo do Parque Estadual Telma Ortegal, em Goiás, onde enterraram 15 toneladas de lixo atômico em 13 mil barris em uma vala revestida com chumbo e concreto e representará perigo para a região nos próximos duzentos anos.

Ou para as pessoas contaminadas pelo vazamento de urânio no Tenessee em 1980.

Ou para as 140 mil pessoas que tiveram de abandonar a cidade de Three Mile Island, na Pensilvânia

Ou para o povo de Tokaimura, onde morreram dois técnicos e mais de 600 pessoas, funcionários e habitantes do entorno, foram expostas à radiação e cerca de 320 mil pessoas foram retiradas da área.

Ou... bem... google.com

Não se discute a importância da energia nuclear. Mas não se pode minimizar os imensos estragos e tragédias que pode causar.

Estragos e tragédias que além do desastre imediato prosseguem causando dor e sofrimento por gerações.

 

 

MAF

 
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Marcelo Alencar

O que tem a ver o acidente de Goiânia com a geração de energia elétrica através de combustíveis nucleares?

E a segurança de usinas nucleares hoje é infinitamente superior do que em 1986.

Ao meu ver, os problemas causados pelo efeito serão muito mais graves do que qualquer acidente desses.

 
 
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Geraldo Siqueira

         E o lixo nuclear produzido pela usina ? Plutônio.

         Alguem sabe o que fazer com isso ?

       

 

 

 

Geraldo Siqueira

 
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Claro que sabemos.....é só jogar nos países pobres.....em contêiners.....como acontece sempre com os países da Africa e como já tentaram jogar aqui no Brasil....

E, quem liga??

 

Fatos que gostaria de testemunhar antes de morrer: 1-político bandido, preso; 2-juiz, promotor, procurador bandido, preso 3-Corinthians, campeão da Libertadores.....

 
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Sidney Braga

1986, 1977, 1957, 1979, 1957, 1961 1970 e agora 2011. Foi preciso um terremoto seguido de Tsunami pra voltar a acontecer um acidente grave em usinas nucleares.

Olhando esses números fica claro a evolução da segurança neste tipo de usina.

Agora pegue qualquer processo industrial mais agressivo e veja quantos acidentes graves com vítimas tivemos nos ultimos 25 anos?

Se fizessem esse estudo e colocasse no gráfico uma comparação, nêgo ia voltar pra idade da pedra.

 

 
 
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Paulo F.

Vazou meio mundo de petróleo no Golfo do México e ninguém fala em deixar de o usar. O custo e efeitos do vazamento são equivalentes ao risco de um meltdown.

Associar energia nuclear ao medo por intermédio de bem intencionados mas mal informados é tática antiga (e espantosamente ainda eficiente) para restringir o uso desta tecnologia.

 
 
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marco nascimento

Esse post é do Nassif mesmo ou faltou assinatura?

 
 
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Claudio Antunes

Pô Nassif não força... Aonde esta essa falha tectônica para causar um terremoto de tal magnetude em Foz?

 

Claudio Antunes

 
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luisnassif

E por que causaria em Angra?

 
 
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Cláudia Stefani

Nassif, não vale, você mudou o texto depois. A resposta do Claudio Antunes é para o texto sem edição.

 
 
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luisnassif

Sim, mas expliquei no comentário que tinha faltado essa informação no texto.

 
 
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Webster Franklin

Acidentes em usinas nucleares ocorrem não só por terremotos seguidos de Tsunamis. Falha humana na operação da usina de Chernobyl ocorreu. Não existe nenhum sistema totalmente seguro e sem riscos, não é a toa que os alemães estão desativando suas usinas nucleares.

 

webster franklin

 
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Klaus

Você acredita mesmo que vão desativar algumas usinas sem ativar novas? Eles denpendem dessa energia! Desativam 02 usinas e inauguram 10!!!

 
 

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