O resultado da reintegração de prédio de São Paulo

Da Folha.com

Após 5 dias da reintegração, famílias ainda moram em calçada em SP

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Passado cinco dias da reintegração de posso do edifício localizado na avenida São João, região central de São Paulo, as famílias continuam acampadas na calçada sem ter para onde ir.

  André Monteiro/Folhapress  
Famílias que deixaram prédio invadido na av. São João continuam acampadas em calçada no centro de SP
Famílias que deixaram prédio invadido na av. São João continuam acampadas em calçada no centro de SP

Osmar Silva Borges, coordenador geral da FLM (Frente de Luta por Moradia), afirmou que as famílias irão continuar na calçada até a prefeitura apresentar uma proposta. Segundo ele, nenhum representante da Secretaria da Habitação esteve no local para apresentar uma alternativa que os tirem na calçada.

Na semana passada, eles se recusara a ir para albergues, pois alegam que os espaços não comportam integrantes da mesma família. "Isso (albergues) não aceitam. Eles querem continuar com a família unida e no mesmo ambiente", disse.

Segundo Borges, o calor dos últimos dias fez com que mulheres e crianças passassem mal e fossem encaminhadas para a Santa Casa.

A Secretaria Municipal de Habitação informou que um arrolamento com as família foi feito antes da reintegração do edifício. A partir desse procedimento, as famílias deverão entrar na fila de espera para receber o auxílio aluguel.

LIMINAR

A Justiça cassou a liminar que garantia o atendimento habitacional definitivo aos ocupantes pela prefeitura do edifício.

Segundo Borges, funcionários da prefeitura estiveram no local durante a desintegração, mas não apresentaram nenhuma proposta ou alternativa para as famílias desabrigadas.

Em nota, a Secretaria Municipal de Habitação disse que a "Justiça entendeu que a prefeitura tem obrigação de conceder abrigo às famílias e incluí-las nos programas habitacionais, mas que é preciso respeitar a ordem de atendimento habitacional".

DESOCUPAÇÃO

A organização dos moradores começou a organizar a desocupação na madrugada da última quinta (2). Eles haviam se reunido com a polícia para garantir que todos sairiam pacificamente do imóvel.

Por volta das 7h30, as famílias fizeram um panelaço e estendem faixas no prédio, protestando contra a ação de reintegração e logo em seguida começaram a retirar seus pertences. A retirada dos móveis havia terminado no início da tarde.

Segundo a PM, os objetos das famílias estavam sendo encaminhados para caminhões cedidos pelo autor da ação de reintegração e foram levados para o local indicado pelas famílias ou para um depósito judicial.

"Nossa casa agora vai ser a rua porque ninguém aqui tem para onde ir. Se tivesse não estaria ocupando. Decidimos sair para não levar borrachada à toa e para que as pessoas não pensem que somos bandidos e traficantes", afirmou o autônomo William Marcelino Correa do Nascimento, 18.

"Queremos uma moradia fixa para sair das ruas e poder por nossos filhos da escola. Estamos confiantes que a prefeitura vai se mobilizar para atender a gente, porque também precisamos de estrutura familiar", afirmou a desempregada Andrea da Silva, 34, que morava havia três meses em um quarto do prédio desocupado com o marido, a irmã, o cunhado e dois sobrinho.

O prédio havia sido ocupado há cerca de três meses por cerca de 230 famílias. 

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23 comentários
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Ana Barbosa

Parece que há um plano da Prefeitura e do governo do Estado de São Paulo de demolir o prédio em cima das famílias. 

 
 
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Tarkus

Olha, eu odeio o Kassab tanto quanto vc... Mas essas estorinhas da carochinha são absolutamente ridículas e apenas apequenam a importância das críticas que deveriam ser endereçadas a alguém especificamente: Os governantes locais.

"Vão derrubar o prédio em cima das famílias..."  Tá bom... Conta outra que eu tô sem sono e  disposto a ficar lendo qualquer merda.

 
 
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Tio_Zé

Sempre SP...

 
 
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Ritinha

É Tio Zé... Fiquei sabendo que os ataques lá no povo sírio também tem dedo de SP.

 
 
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Tarkus

Sim... Claro! Os paulistas são responsáveis por todas as injustiças do mundo... Morte aos paulistas!!!!!!

Vai ver até que foram os paulistas que mataram o Kadaf e tiraram o Osni Mubarac do poder...

De onde vc tirou essa estória digna de fofoqueiras de esquina? "Dedo de SP na Síria"? Pelamordedeus!!! Daqui a pouco esses ignorantes vão dizer que SP é responsável por todas as mazelas do mundo! 

 
 
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Artaud

Pois é, brodi. Enquanto isso o restante do país é  uma maravilha só. Democracia e justiça social em cada esquina.

 

MAF

 
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Tarkus

"Sempre SP..."

Claro... SP é o "sul maravilha"! Todos acham que podem vir pra cá e invadir qualquer imóvel a escolher... Aí no teu Estado não acontecem invasões de imóveis particulares não né? Ou diante de invasões de prédios particulares a Justiça aí do teu Estado transfere a propriedade do imóvel para os invasores?

É muito fácil e cômodo ficar metendo o pau em SP... Essas pessoas que estão invadindo imóveis particulares aqui, não o fazem em seus respectivos Estados por que? Os imóveis daqui são mais fáceis de invadir do que os daí?

Se alguém invadir um imóvel teu, tu és o primeiro a acionar a Justiça para proceder  a devida reintegração de posse, não é mesmo? Cambada de hipócritas!!

 

 
 
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Calvin

Acontece! Como aconteceu com os expulsos da fazenda Savia aqui no DF. Outro título podeira ser "O resultado do cumprimento da lei"....

 
 
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Tio_Zé

Governinho canalha esse de SP né campeão?

 
 
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Calvin

Pergunte a um baiano!

 
 
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aliancaliberal

HABITAÇÃO POPULAR, MAIS UM PAPO FURADO

 

Giulio Sanmartini

 

 

Ontem escrevi sobre a farsa do  ProInfânca, onde a candidata e depois presidente Dilmma Rousseff prometeu mundos e fundos e está dando em xongas. (Creches de araque – 30/1).

 

Mas as basófias não param aí. Por trás do recorde de contratações feitas por programas oficiais de habitação popular nos últimos anos há também um expressivo número de obras paralisadas, atrasadas ou que simplesmente não foram iniciadas.

 

De cada dez contratos firmados na área da habitação pela Secretaria Nacional de Habitação (SNH) do Ministério das Cidades, envolvendo o repasse de recursos da União para Estados e municípios, pelo menos sete não saíram do papel. É o que aponta auditoria feita pela Controladoria Geral da União (CGU) nos contratos assinados entre 2004 e abril de 2011.

 

Segundo o levantamento da CGU, até abril do ano passado existiam 4.243 contratos na carteira da SNH, o que corresponde a R$ 12,5 bilhões em investimentos. Deste total, 74% estão apenas na promessa, sendo que uma parcela considerável se refere a contratos antigos.

 

Para maquiar esse resultado pífio o governo se vale de um recurso safado: A SNH continua a considerar que o simples empenho orçamentário já configura uma unidade efetiva executada, “família beneficiada”, por exemplo. Essa conduta não permite a avaliação adequada dos resultados realmente obtidos. A isto dá-se o nome de trapaça.

 

 

 

A secretária Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, reconhece que o número de obras problemáticas é alto e reforçou que se concentram nas obras em favelas, sobretudo contratos mais antigos. Para ela, muitos dos projetos executados por Estados e municípios, com recursos do orçamento da União, demoram para ser finalizados por causa da necessidade de licitações públicas, emissão de licença ambiental, regularização de terras e de infra-estrutura dos governos locais envolvidos.

 

“Não é incomum um município ter apenas um engenheiro para cuidar de todas as obras feitas na cidade”, exemplifica Inês. “A execução tem relação com a complexidade de se fazer urbanização de favelas”, acrescenta.

Quer dizer o programas de habitação popular, quando fogem da trapaça, caem na incompetência da falta total de um planejamento exigido, para levar adiante o esperado pelos que acreditam nas promessas petistas.

http://prosaepolitica.wordpress.com/2012/01/31/habitacao-popular-mais-um...

 

"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.

 
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Daniel Campos

Estava indo bem até cair no irritante cacoete de dizer que a culpa é "exclusiva do PT", quando na prática nem o PSDB e nem os outros partidos fazem direito o que deveriam.

 
 
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Tarkus

É a velha história de querer partidarizar problemas nacionais, como por exemplo o da habitação...

A culpa sempre tem de ser de alguém especificamente. O direito à proprieddae agora é uma invenção paulista... OU do PT, ou do PSDB, etc. Tá bom...

Olha, gente, a culpa da falta de habitação não é dos paulistas não!! Isso se deve ao sistema monetário competitivo que fingimos não gostar... Mas quando dá pra comprar o carro dos sonhos ou a casa dos sonhos, isso é a melhor coisa do mundo. Não é verdade?

Desapeguem-se do dinheiro e as relações humanas passarão a ser diferentes! Desapeguem-se da competição e passaremnos a ver menos injustiças!!!!!

 
 
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Paulo Guedes

Os programas do GF dependem da adesão dos GE e GM. Existe o programa e existe a grana. Falta competência para ir atrás. Qdo se fala que precisa de um projeto, metade já dáprá trásporque sabe que vai ser mais dificil colocar a grana no bolso.

Depois reclamam que PE levou isso e aquilo. é simples: basta ter competência e deixar de moleza.

 
 
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Calvin

Este governo ainda entra prá história como o maior gogó de todos os tempos, mais ainda que Obama!

 
 
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LúcioWK

E onde estavam estas famílias antes de invadirem o prédio?

 
 
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Ed Bello

Obviamente, em luxuosos apartamentos de mais de R$ 20 milhões cada um, junto com suas coleções de Ferraris, Maserattis e Jaguares, que a inescrupulosa polícia transferiu para um depósito.

 Que pergunta cretina, não??? Ninguém abandona uma moradia que possa chamar de "própria", por mais precária que seja, para ir invadir qualquer coisa. Invasores moram de favor, ou então perambulam por ruas e albergues.

Tá esclarecido agora? 

 
 
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LúcioWK

N Ã O !

 
 
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Alexandre Tambelli

Vila Mariana, Bairro nobre da cidade de São Paulo (início de 2012).

Árvore caída em 25/02/2012 na porta da minha casa. (foto 1)

Duas árvores caídas - uma do lado da outra em 13 dias.

Árvore caída, hoje! Dez metros para cima da porta minha casa. Era a árvore que subindo a rua estava mais próxima da que caiu no dia 25/01/2012. (foto 2)

Árvore que estava a dois quarteirões de casa. Caiu hoje, por sorte caiu dentro de uma construção e não interditou a rua. (foto 3)

 

Foram incontáveis as vezes em que os moradores das imediações pediram para que a Prefeitura viesse podar as duas primeiras árvores. Não vieram. Agora que várias árvores cairam estão correndo atrás do prejuízo. 

Na primeira árvore caída ficamos sem energia das 16 horas até 23:45. E a iluminação pública foi afetada (apagou-se). Até o presente dia, lá se vão 13 dias, a terceirizada da Eletropaulo não veio fazer o reparo da luz. Várias fiações foram danificadas e certamente, pessoas ficaram sem internet, TV por assinatura, etc.

Na segunda árvore caída o prejuízo foi restrito a um morador apenas, parte da árvore caiu dentro da casa, amassando um carro na garagem, cortando a energia elétrica e danificando o muro e o portão da casa. 

A terceira árvore que vi caída, por sorte caiu dentro de um terreno em construção por cima dos   pedregulhos. Não afetou a população e nem ocorreu prejuízos financeiros para nenhum morador da Vila Mariana. 

Estamos falando de um bairro de Classe Média Alta. Imaginemos o que estará acontecendo nos bairros populares em que o Governo Estadual e a Prefeitura direcionam muito menos recursos e pessoal. A cidade de São Paulo virou um caos. 

Louve-se os funcionários da Prefeitura, CET, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Eletropaulo, Defesa Civil, todos muito dedicados ao pronto restabelecimento da normalidade na minha rua. Todos estes apareceram aqui!

Hoje, praticamente, só trabalhou o Corpo de Bombeiros, para retirada da árvore, porque caiu uma boa quantidade de árvores pela cidade e é preciso dividir os trabalhadores em diferente locais. 

Dormiremos ao som das serras elétricas tentando liberar a rua para circulação amanhã cedo. 

 
 
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evandro condé de lima

Eu vou acreditar que houve um posta anterior, do jeito que está a notícia, nada esclarece que prédio é, quem são os proprietários, por que ocupou=se, desde quando, etc. Em tempo, em BH corre hã mais de década processo de desocupação de torres de apartamentos. Os infelizes acreditaram na construtora e estão a ver navios por que a justiça (?) é incapaz de uma decisão.

 
 
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Tarkus

É bom deixar bem claro para os ignorantes antipaulistas, que o direito à propriedade não é uma invenção paulista não!!!! Seus energúmenos!!! Racistas e bairristas como vocês fecham os olhos para os primitivos problemas, para vomitar todo ódio possível contra um povo que  tolerantemente os acolhe e respeita!

O direito à propriedade é assegurado em todo o território nacional!!!! Cambada de ignorantes! Não é um capricho paulista não!!!

 
 
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Ricardo Gonçalves

Ô, Nassif, controle o  rapaz que ele esqueceu do gardenal.

 
 
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Tarkus

Acho que eu vou pra Belô ou pra Recife ou pro Rio invadir algum prédio particular! Afinal, é só aqui em SP que a Justiça não permite isso, né não?

Alguém aí sabe onde tem algum prédio, como esse de Sampa, localizado no centro histórico da cidade de BH ou qualquer outra? Vai ser moleza invadir e ganhar a posse, né não? Seus moleques bairristas de merda!

 

 
 

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