O rating dos Estados Unidos

Por Marco Antonio L.

Do Yahoo!

Moody's mantém nota dos EUA, mas com perspectiva negativa

A agência de rating Moody's manteve a nota AAA para os Estados Unidos nesta terça-feira, depois de o Congresso ter aprovado uma nova legislação para elevar o limite da dívida, evitando um possível default. 

Mas a Moody's acrescentou uma "perspectiva negativa" para a nota, afirmando que o rebaixamento ainda pode ocorrer se a disciplina fiscal enfraquecer ou o crescimento econômico se deteriorar significantemente.

Em julho, a Moody's tinha alertado sobre a possibilidade de um rebaixamento devido aos temores de que o governo poderia ser forçado a um default caso não houvesse aumento do teto da dívida de 14,3 trilhões até 2 de agosto.

Depois de tensas negociações no Congresso durante o fim de semana, o presidente Barack Obama assinou a legislação nesta terça-feira que aumenta o teto e também cria um plano para reduzir o déficit do país nos próximos 10 anos.

Oaum"O aumento inicial do limite da dívida em 900 bilhões de dólares e o compromisso para elevá-lo em 1,2 a 1,5 trilhão até o fim do ano virtualmente eliminaram o risco de um default", disse a Moody's.

A Moody's chamou o plano de um "primeiro passo" para diminuir o rombo a um nível que manterá as finanças americanas em linha com os parâmetros da nota AAA no longo prazo, ecoando os alertas do próprio Obama de que o acordo era apenas o começo de um longo processo de corte do déficit e de impulso ao crescimento do mercado de trabalho.

Mas as agências classificaram o complicado modelo de cortes como "não testado", notando que "tentativas de regras fiscais no passado nem sempre resistiram ao teste do tempo".

Acrescentando a perspectiva negativa à nota, a Moody's alertou sobre os riscos de a disciplina fiscal falhar, de as medidas futuras de redução do déficit não serem adotadas em 2013, e de a economia enfraquecer-se significativamente no futuro caso os custos dos empréstimos tomados pelo governo subirem de forma inesperada.

A agência disse esperar uma redução na proporção da dívida em relação ao PIB do país, agora próximo de 100%, para 73% em 2015.

"Medidas de redução dos déficits de longo prazo são positivas para o rating; a ausência de tais medidas seria negativo", completou a Moody's.

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5 comentários
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Caíto

 

Para conferir o grau de credibilidade dessas "agências de rating", vale conferir o premiado documentário americano "Trabalho Interno" (Inside Job).

 

Incrível é a manipulação desses ratings continuar comendo solta impunemente.

 
 
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luka

A minha curiosidade é saber se isso muda alguma coisa. O mercado ainda tem alguma dúvida que a situação por lá é preta?

Independente do moody's o mercado ja não rebaixou os EUA?

 
 
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Luis Orlando

Encruzilhada! Não diminuindo os gastos militares, fica difícil reduzir o déficit e a situação fica insustentável, pois o mundo não tem como continuar financiando trilhões para os EUA manter o padrão de vida deles. Ao mesmo tempo eles não podem diminuir os gastos militares porque o lastro do dólar é o poder de polícia no mundo. Se eles perderem esse poder, os EUA deixam de ser financiados pelo resto do mundo.  Creio que a situação caminha para um desfecho em poucos anos, não antes do Tea Party fazer muitos estragos, montado em armas. Enquanto isso, as agências de "riso" tentam tampar o sol com a peneira.

 
 
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MARCO A ARAUJO

Quero ver falar mal do patrão !!

 
 
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edv

Essas agências, que se "envolvem" com a grana, deveriam ter uma classificação "blÁblÁblÁ"...

 
 

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