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O que você quis dizer com essa pintura?Enviado por luisnassif, sab, 19/02/2011 - 12:12
Por Rogerio Martins
Eu sou pintor e as vezes me encontro com algumas opiniões sobre o que é arte, bem interessantes. a mais clássica é: "o que você quis dizer com esse trabalho?" ou então, essa do "isso até eu faço!". Bom, para que entendam rapidamente a questão, sem ter que aprofundar nem fundamentar meus argumentos em simiologia, linha do tempo, estética, harmonia e composição eu digo o seguinte: "o que você quis dizer com esse trabalho?" A pergunta sempre vem acompanhada da necessidade de que se verbalize a obra, que ela tenha conteúdo literário, daí respondo: nada! Quando eu for dizer alguma coisa eu vou escrever um livro de poema ou prosa. Daí concluo dizendo que o meu trabalho é uma provocação ao que a pessoa em questão pensa, vê, percebe e sente. Aproveito para dar um exemplo e uso para tal a musica instrumental. Ela não diz nada, não tem vocabulário mas te faz sentir alguma coisa quando você a ouve. Você gosta ou não, mas de qualquer modo, ela não deixa de provocar em você sentimentos e sensações e com a arte (inclusive a que não se "entende") é do mesmo modo. Sobre a expressão "isso ai até eu faço" sou mais economico e respondo: então porque não fez? Agora já está feito! Nesse caso nem entro nas questões teoricas e tecnicas da questão.
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Comentários + votados
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huluky
19/02/2011 - 12:31
Pra nao dizer que nao sinto nda, meu sentimento é de desprezo. Uma pintura decorativa ainda é suportavel, mas tem o mesmo valor que uma parede pintada ou um vazo de flores. E aquele cara com uma...
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Francisco Ernesto Guerra
19/02/2011 - 12:33
Rogério,
E não te chamam de mau educado?
Qualquer manifestação do ser humano que seja exposta aos sentidos de outros seres humanos tem um algum fundamento, ou não?
É óbvio, cada sente de uma maneira...
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alexandre a.moreira
19/02/2011 - 12:38
A definição do conceito do que é ou não Arte é um acordo social num tempo histórico.
O que para alguns provoca sentimento para outros é nada.
Uma buzinada na orelha é um...
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wilson cunha junior
19/02/2011 - 12:40
Se tem algo que me deixa grilado é quando vejo alguém criticando uma obra de arte.
Charlie Kaufmann, roteirista respeitado por trabalhos como "Brilho eterno de uma mente sem lembranças" e "Confissões...
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Bernadete Farhat
19/02/2011 - 12:44
Com relação à música, essa pergunta é feita quando a música é atonal. Os ouvidos em geral estão acostumados com a tonalidade. Em resumo, se a pessoa olhar bastante para a obra vai acabar se...
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Orlando
19/02/2011 - 12:54
Wilson
E não há!
O conceito de arte é uma convenção recente. Cerca de 150/200 anos e serve sobretudo ao mercado de arte.
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Silvana
19/02/2011 - 13:16
Na mesma linha do "o que significa esta obra?" está o "quem é que você está desenhando?", quando desenhamos uma figura humana aleatória. "Ninguém", respondo, por que de fato raramente é alguém em...
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Bira
19/02/2011 - 13:27
Francisco,
Esse "negócio" de arte é mesmo muito estranho.
Quando alguém pergunta o que o artista quis dizer, o artista deve entender que se trata do que ele quis expressar. E eles, os artistas,...
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pedroncio
19/02/2011 - 13:28
"Mas o que quer dizer este poema? - perguntou-me alarmada a boa senhora. E o que quer dizer uma nuvem? - respondi triunfante. Uma nuvem - disse ela - umas vezes quer dizer chuva, outras vezes bom...
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Fuhgeddaboudit™
19/02/2011 - 13:33
Exatamente, por isso, que eu prefiro ver "eses retratos". Eles não dizem nada; espelham.
Simplesmente, REMBRANDT !!!
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Marroni
19/02/2011 - 13:49
A arte contemporânea, insisto, na sua qualidade maior de mercadoria, tenta descontruir o seu objeto, escondendo suas insuficiências, emergindo da subjetividade do artista e transferindo para a...
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José Antônio Araújo
19/02/2011 - 14:00
Mais uma opinião sem que essa seja a última, espero. Me parece que quando olhamos um quadro tentamos vê-lo com os os mesmos olhos do artista. Quando gostamos, os olhares coincidem; quando não...
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Pedro Germano Leal
19/02/2011 - 14:07
"o que você quis dizer com esse trabalho?" é uma pergunta honesta, justa e simples. E vale para qualquer coisa nesse mundo. Se feita para alguém que tem consciência disso, e generosidade intelectual...
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José Antônio Araújo
19/02/2011 - 14:09
Maria:
É o que Lacan chamou de REAL, não é isso? Os 3 registros: I - Imaginário; S - Simbólico e R - Real.
Abraços,
José Antônio
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Pedro Germano Leal
19/02/2011 - 14:10
Responder generosamente o significado de uma obra de arte a quem pergunta é justamente o que evitaria um comentário ignorante desse porte.
Obrigado por ilustrar meu raciocínio.
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Pedro Germano Leal
19/02/2011 - 14:24
O conceito que temos hoje, só pra lembrar. E ele foi elaborado a partir da Renascença. O termo latino 'Ars' servia para 'técnica', 'conhecimento', e só então foi elevado às alturas de uma forma de...
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Pedro Germano Leal
19/02/2011 - 14:31
"Dica: a obra de arte não é para ser entendida mas para trazer emoção"
Desculpe, mas Albrecht Dürer, Mattheus Marrian, Theodor de Bry, JT de Bry, Crispin de Passe, Da Vinci, Valdez Leal, van...
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Neves
19/02/2011 - 14:33
Para você o valor reside em uma razão prática, a arte deve servir a uma finalidade. Você submete a estética a uma ética pragmática, ou pior, ambas sucumbem às razões pragmáticas. A humanidade está...
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Pra nao dizer que nao sinto nda, meu sentimento é de desprezo. Uma pintura decorativa ainda é suportavel, mas tem o mesmo valor que uma parede pintada ou um vazo de flores. E aquele cara com uma calça de laycra enfiada no rabo, que entra num palco (que nao tem porra nenhuma) apenas com efeitos de luzes coloridas e da uns pulinhos e uns rodopinhos e sai como uma gazela ao son apoteotico de alguma musica...pagam ingreso pra isso?
Essa arte nao contribui com nda para evoluçao da humanidade... só futilidades de quem nao tem o que fazer.
Epa, calma lá. O Azeitona pinta uma parede que fica parecendo uma obra de arte.
PS: antes de atirarem as pedras, ele prefere ser chamado de Azeitona do que de Edisvaldo.
Exatamente, por isso, que eu prefiro ver "eses retratos". Eles não dizem nada; espelham.
Simplesmente, REMBRANDT !!!
Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.
Se eles só espelhacem, melhor seria uma foto, por exemplo. A arte sempre diz mais do que o óbvio e é por isso que as esquerdas costumam odiar a arte pura.
Responder generosamente o significado de uma obra de arte a quem pergunta é justamente o que evitaria um comentário ignorante desse porte.
Obrigado por ilustrar meu raciocínio.
Para você o valor reside em uma razão prática, a arte deve servir a uma finalidade. Você submete a estética a uma ética pragmática, ou pior, ambas sucumbem às razões pragmáticas. A humanidade está fadada pela evolução, segundo você, a perda da sensibilidade. Acho que essa idéia saiu de uma caverna mais antiga do que as de Lascaux, onde já existia fina e "inútil" arte; faz todo sentido o nome onomotopéico que adota.
E pra não dizer que seu comentário não me serviu de nada, me lembrou um grupo maravilhoso de dança contemporânea, O Grupo Corpo, cujo coreógrafo é Rodrigo Pederneiras que encanta platéias no mundo inteiro com sua dança. Muitos momentos das performances do Corpo poderiam ser descritas exatamente como vc fez e o mundo aplaude de pé estes caras e seus pulinhos e rodopios. O mundo deve estar errado, certo está você!
Mais um pouquinho de dança contemporânea que é pra aproveitar bem o comentário do huluky ( não verificado)
Como entretenimento, tem coisas melhores pra se fazer...Mas realmente perdi algum tempo da minha vida vendo esses videos, esse primeiro ate que nao eh ruim como curiosidade e entretenimento, mas o ultimo nem deu pra ver a metadade, de tao chato.
Obs. O primeiro video do tal corpo foi postado em junho do ano passado e tem umas 140 views... ou seja, nem a familia dos "dançarinos" se interossaram em ver?
Se número de views fosse critério para alguma coisa, Justin Bieber era um gênio.
Com uma retórica dessa, você faz vergonha ao "Jeremias" - outro fenômeno de views.
Vera amiga,
"O Corpo" é simplesmente magnífico.
Belíssimo vídeo.
Bjs.
Dulce
"... nem fundamentar meus argumentos em simiologia..."
Por favor, meu caro, não fundamente não. Chega de micos.
Obrigado Walter. Sua correção foi edificante. Vou procurar não cometer mais esse tipo de deslize.
Leitores do Nassif, todas as vezes em que ficarem tristes ou putos com alguma coisa, lembrem-se que coisas como essa que fez esse comentário poderiam ter voltado ao poder nas eleições do ano passado.
Rogério,
E não te chamam de mau educado?
Qualquer manifestação do ser humano que seja exposta aos sentidos de outros seres humanos tem um algum fundamento, ou não?
É óbvio, cada sente de uma maneira diferente, consoante com as informações específicas acumulada durante a existência pelos seus vários sentidos. mas, quem se depara com essas manifestações, tem a curiosidade de saber a mensagem propagada.
Francisco,
Esse "negócio" de arte é mesmo muito estranho.
Quando alguém pergunta o que o artista quis dizer, o artista deve entender que se trata do que ele quis expressar. E eles, os artistas, evidentemente entendem isso.
Se o artista não queria expressar nada, então a obra não vai representar coisa alguma. Dai a questão dos leigos: "What a fuck is this?".
Não me lembro se foi no Itaú Cultural ou se foi na Casa das Rosas. Havia uma instalação onde estavam fincados dois pregos em um assoalho com uma distância de três ou quatro metros entre eles. Unindo os dois, havia um tipo de barbante...
Não teria sido o caso de perguntar ao artista se aquilo significava alguma coisa, ou era apenas uma linha de esquadro onde seria erguida uma parede?
Acho que todos devem convir que Rodin, Volpi, Victor Brecheret, Cândido Portinari, Francisco Brennand e muitos outros conseguem "dizer" alguma coisa, mais do que dois pregos e um barbante.
Como diria aminha amada Malu:
Artista vibra em outra frequência...
What a fuck is this?What a fuck is this?
Não Francisco, não me chamam de mal educado, primeiro porque não tenho por hábito ser mal educado, segundo porque, embora possa parecer que o meu comentário é rispido, na verdade não o é. Não falo com pedantismo ou coisa do genero, embora a minha redação (que sei ser parca), possa dar essa impressão. Digo isso de forma ilustrativa e não deixo de dar exemplos, de me fazer entendido. Nunca falo sobre arte com os ânimos acirrados. Esse tema é gratificante, generoso e prazeroso, pode haver paixão, mas, nunca haverá lugar para blasé, expressões, conotoções ou insinuações rascantes ou causticas.
Acredito que voce esteja se referindo à SEMIOLOGIA ... e não à SIMIOLOGIA ...
A definição do conceito do que é ou não Arte é um acordo social num tempo histórico.
O que para alguns provoca sentimento para outros é nada.
Uma buzinada na orelha é um tremendo sentimento de desconforto.É arte?Vale quanto?
Uma cação de ninar pode ser um maravillhoso sentimento também.É arte?
Então vamos ficar na média dos sentimentos? É isto?
Estamos sempre falando de linguagem(arcabouço articulado de simbolos signos, etc) e de como a manipulamos, e isto sim, tem como ser "avaliado" inclusive se a influência, significancia tem determinado peso dentro de uma determinada circustância temporal para uma determinada sociedade.
É realmente muito Romantico, heróico não é mesmo ( ? ) ficar falando de "sentimento"e indiretamente jogar a definição para o "coração" e deixar o resto da discussão sobre manifestação artistica da linguagem "moralmente" comprometida por que afinal..."o que é que você quis dizer com isto(essa pintura)?", não pede necessáriamente a resposta "figurativa" com uma "história" verbal linear de explicações
Transformar uma discussão de conceitos em uma questão pessoal de "sentimento" é realmente surpreendente na atual conjuntura.
alexandre A. moreira
Na minha mera condição de aprendiz, entendo que arte ou é estética, ou retrata a história, ou faz pensar.
Fora disso não vejo sentido algum.
"É arte?Vale quanto?"
E se invertermos a pergunta:
Será que os 1,7 milhões de dollares valem a obra da Varejão?
O que vem primeiro a arte ou o dinheiro?
Juliano Santos
Como eu disse aí acima, nas cavernas de Lascaux se fazia arte, o dinheiro levou muitos milhares de anos para surgir depois. O dinheiro não vale nada, é um fetiche, importa mais o que ele pode nos proporcionar, o que não é tudo de mais importante na vida. Corre atrás do dinheiro quem se ilude com seu fetiche.
Tenho um ponto de vista diferente do seu, Alexandre. As grandes obras de arte, embora tenham relação muito próxima com o período em que foram criadas, são atemporais. A música de Bach, Mozart, Villa-Lobos, etc, sempre serão admiradas. O mesmo em relação a Michelangelo, Van Gogh, Monet, Reimbrant, Picasso, etc. Ou Dante, Dostoiévisk, Kafka, Cervantes, João Guimarães Rosa, Drumond, etc. A sua frase "A definição do conceito do que é ou não Arte é um acordo social num tempo histórico" me parece equivocada.
Alguém pode criar uma escultura, por exemplo, dizer que é uma obra de arte e não mostrá-la a ninguém. Na mente dele, aquele objeto é uma obra de arte. Suponhamos que resolva posteriormente mostrá-la ao público, inclusive aos especialistas, e que todos atestem que aquilo não tem valor algum, que não é arte, e que teria melhor valia se fosse encaminhada à uma lata de lixo. Aquele alguém, após presentear a lata, saberá que o sentimento que sua criação lhe proporcionava não emocionava ninguém, a não ser ele. Perceberia também, para a felicidade geral da Nação, que aquilo não tinha valor cultural algum.
Essas questões de sentimento, coração, emoção, etc., provocaram algum tipo de sentimento em você. Seu coração não aprovou, sua emoção foi negativa, etc. Isso irritou sua mente e provocou uma explosão de pensamentos. Sua parte mental racional rejeitou.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk................
Tenho um ponto de vista diferente do seu, Alexandre. As grandes obras de arte, embora tenham relação muito próxima com o período em que foram criadas, são atemporais. A música de Bach, Mozart, Villa-Lobos, etc, sempre serão admiradas. O mesmo em relação a Michelangelo, Van Gogh, Monet, Reimbrant, Picasso, etc. Ou Dante, Dostoiévisk, Kafka, Cervantes, João Guimarães Rosa, Drumond, etc. A sua frase "A definição do conceito do que é ou não Arte é um acordo social num tempo histórico" me parece equivocada.
Cafezá
Estas obras que você precisa classificar de atemporais tem um arcabouço de valorações que foram definidos por uma determinada sociedade que vem se construindo ao longo de séculos e se identifica com estes conceitos estéticos. Eu te garanto que no interior da India onde se percebe um quarto de tom, que nós ocidentais temos dificuldade de perceber, estas obras não são consideradas assim tão atemporais.
Isto da forma que colocas é quase um conceito religioso.
É mais um elogio a estes autores que uma validação estética.
Dizer que uma coisa é boa por que dura no tempo é um conceito bem limitado.
Alguém pode criar uma escultura, por exemplo, dizer que é uma obra de arte e não mostrá-la a ninguém. Na mente dele, aquele objeto é uma obra de arte. Suponhamos que resolva posteriormente mostrá-la ao público, inclusive aos especialistas, e que todos atestem que aquilo não tem valor algum, que não é arte, e que teria melhor valia se fosse encaminhada à uma lata de lixo.Aqui já se mistura muita coisa. Quem define o que é isto ou aquilo.Por isto me recuso a entrar na discussão isto ou aquilo é arte e, te afirmo: arte é um conceito humano e, como tal só existe em relação aos outros.Ninguém é dono do conceito e se alguém for não é o que cabe nesta discussão. Aquele alguém, após presentear a lata, saberá que o sentimento que sua criação lhe proporcionava não emocionava ninguém, a não ser ele. Perceberia também, para a felicidade geral da Nação, que aquilo não tinha valor cultural algum. Nem me atrevo a discutir a psicologia do artista não é disso que se esta falando
Essas questões de sentimento, coração, emoção, etc., provocaram algum tipo de sentimento em você. Seu coração não aprovou, sua emoção foi negativa, etc. Isso irritou sua mente e provocou uma explosão de pensamentos. Sua parte mental racional rejeitou.
Ao contrário me emociono como qualquer um em relação a uma obra, até aquelas que eu não considero "Artisticas".
Simplesmente me emociono também em evidenciar que o mundo em geral é maior que uma única maneira de qualificar qualquer coisa e nem por isto a emoção se perde.
O fato de ser racional nem de longe negativisa a emoção, ao contrário provoca outras e acrescenta sabores onde só se quer ver diluiçao e facilidades.
Isto é um blog de pessoas em geral intelectualizadas. Nem de longe imagino que vamos preferir ficar em emoções de primeira impressão e perder a chance do banquete estético final !!!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk................;-)
alexandre A. moreira
Para complementar só digo que mesmo a muscia instrumental tem seu significado, e este significado não é algo aleatório na maioria das vezes. Lembro-me de comprar um CD de uma coleção da Royal Phillarmonic Orquestra interpetando a nona sinfonia de Dvorák. O CD vinha com uma espécie de mine livro explicando como foram concebidos cada um dos movimentos, explicando a vida e a influencia de Dvorák, como a tencnica dele havia se modificado ao longo dos anos, a homenagem que ele fazia em um de seus movimentos a nona de Beethoven. Eu, como leigo que sou, acho essa sinfonia simplismente exclente ehehe
Não vou comentar sobre sua resposta, vou lhe fazer uma pergunta e, se você responder, depois comento.
Suponha que você vá ao teatro apenas para ver a atuação de uma atriz e de um ator: Marília Pera e Ali Kamel, claro que em peças diferentes.
Pergunto: De qual deles você irá gostar mais.
Depende Cafezá
de absoluto só o prórpio
alexandre A. moreira
Se tem algo que me deixa grilado é quando vejo alguém criticando uma obra de arte.
Charlie Kaufmann, roteirista respeitado por trabalhos como "Brilho eterno de uma mente sem lembranças" e "Confissões de uma mente perigosa" resolveu partir pra direção e fez "Synecdoche, New York". Um desses chamados críticos de arte fez um artigo mencionando o que ele chamou de "excesso" de Kaufman e disse: "Alguém tinha que parar o Kafmann".
Ora, imaginem se todo artista tivesse alguém do lado desgostoso com o que estivesse sendo produzido e dando palpites.
Não haveria arte.
Wilson
E não há!
O conceito de arte é uma convenção recente. Cerca de 150/200 anos e serve sobretudo ao mercado de arte.
O conceito que temos hoje, só pra lembrar. E ele foi elaborado a partir da Renascença. O termo latino 'Ars' servia para 'técnica', 'conhecimento', e só então foi elevado às alturas de uma forma de expressão sublime (ao mesmo tempo que os pintores deixavam de ser meros técnicos e assumiam um novo status social). Vale lembrar que a idéia de 'arte' como 'técnica' ainda existe: "a arte de amar"; "a arte da medicina", etc.
Mas é por aí mesmo. O conceito vai se alterando geração por geração, e eventualmente é 'capturado' por uma elite para significar algo que lhe interessa.
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