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O "poste" Dilma e o jornalismo de pegadinhasEnviado por luisnassif, ter, 31/08/2010 - 08:26As perguntas dos apresentadores do Jornal da Globo mostram duas coisas: o único universo de temas que lhes interessa é o virtual, esse mundo à parte criado pela velha mídia ao longo dos últimos anos. Nenhuma pergunta temática, nenhuma discussão sobre propostas de governo, nenhum questionamento à política econômica. Apenas a peça de teatro que criaram para as eleições e que está sendo desmontada pesquisa após pesquisa. 1. A mudança física de Dilma, seguindo o script de mostrar uma candidata de duas caras. 2. A insistência em tentar colocar José Dirceu no debate. 3. A insistência em falar no fatiamento do governo pelos aliados. 4. Quebra de sigilo dos tucanos. 5. Caso dos presos de Cuba. 6. Narcoguerrilha e Farcs. Nenhuma pergunta programática, nada que pudesse mostrar a visão ou falta de visão de futuro de Dilma, nenhum questionamento sobre as vulnerabilidades da economia, sobre o novo desenho do governo - social-democrata mas preso ao mercadismo do BC -, sobre as novas formas de governar, com participação popular. Só a realidade virtual criada pela Globo. Embarcaram em duas fantasias: 1. Achar que esse mundo virtual criado pela mídia (e que está sendo demolido, dia a dia, pelas pesquisas de opinião e pela exposição pública de Dilma) tivesse o mínimo de eficácia. 2. Acreditar na versão-poste, de que a Ministra mais forte do governo mais popular da história pudesse ser um "poste" que se enredaria com esse nível primário de perguntas. Conseguiram fortalecer mais ainda, junto à sua opinião pública, a percepção de que "o poste" é bastante articulado. Surpreende, porque Waack é dos mais preparados jornalistas de televisão. Se descesse do pedestal para discutir conceitos com a candidata, poderia ter proporcionado aos seus telespectadores um dos momentos altos do jornalismo nessa campanha. Venderam a idéia de que, quando exposta à luz, a candidata desmancharia. Ledo engano: exposto à luz do contraditório, quem desmanchou foi esse mundo virtual. A entrevista de ontem mostrou que a auto-suficiência no jornalismo, a arrogância, o tom de verdade absoluta imprimido a qualquer factóide, não resiste a 20 minutos de entrevista quando se dá a palavra à parte atingida. Do G1 Dilma Rousseff é entrevistada pelo Jornal da Globo Candidata do PT é a primeira de série com presidenciáveis. Do G1, em São Paulo imprimir A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, foi entrevistada na edição desta segunda-feira (30) do Jornal da Globo pelos apresentadores William Waack e Christiane Pelajo. O candidato José Serra (PSDB) será o entrevistado da edição de terça (31) e a candidata Marina Silva (PV) estará na de quarta (1º). A ordem das entrevistas foi definida em sorteio. A entrevista tem duração de 20 minutos e foi dividida em dois blocos. Veja abaixo a íntegra de cada bloco, em vídeo, e leia a transcrição das perguntas e respostas: William Waack: Boa noite. Bem-vinda ao Jornal da Globo. Candidata, o seu tempo começa a contar a partir de agora. Eu vou formular a primeira pergunta. A senhora passou - até talvez por não ter disputado nenhuma eleição até agora - por uma grande transformação física. Cabelo, roupa, o jeito de falar... Foi difícil? Dilma Rousseff: Boa noite, William. Boa noite, Christiane. É, eu acho que esse é um processo diferente de ser ministra-chefe da Casa Civil. É, eu sempre digo que, como ministra-chefe da Casa Civil, a gente trabalha muito e tem muito pouco tempo pra você se relacionar com a população porque é um trabalho de bastidor, de construir, de estruturar um governo, de levar ele à frente. Então há uma exigência muito grande. Quando eu passei a ser candidata, eu acho que - vou te falar assim com sinceridade -, acho que é melhor, mais fácil porque implica em você ter contato com as pessoas, conseguir conversar com elas, fazer propostas. E é importante também você cuidar da forma como você aparece em público. Porque você vai, na verdade, aparecer pros 190 milhões de brasileiros, de uma forma ou de outra, ou através da TV aberta ou através do rádio, também, que você vai conversar. E, principalmente, eu acho que no contato pessoal. As pessoas gostam que a gente se cuide pra se aparecer pra elas. Então eu acho que isso foi bom pra mim. E eu acho que é bom também pras pessoas que me assistem, me veem. Christiane Pelajo: Candidata, a gente tem visto muitos petistas envolvidos em escândalos na campanha da senhora. José Dirceu, por exemplo. Qual é o papel que ele terá num possível governo da senhora? Dilma Rousseff: Olha, sabe, Christiane, eu não tenho discutido o futuro governo. Por uma questão, eu acho, que de respeito à população. Pra você começar a discutir um governo, eu teria de estar eleita. Eu acho que a questão que se coloca quando você está em campanha eleitoral é respeitar uma das questões mais importantes na democracia que é o voto do povo dia 3 de outubro. Se eu colocar a carroça na frente dos bois, em vez de eu discutir os programas do governo, em vez de eu dizer o que eu quero pras pessoas me escolherem como presidenta do Brasil, eu vou ficar discutindo uma coisa que não aconteceu? Por que, cá entre nós, pesquisa não ganha eleição... Christiane Pelajo: Mas a senhora... Dilma Rousseff: O que ganha eleição é voto na urna... Christiane Pelajo: Mas a senhora... Dilma Rousseff: Dia 3 de outubro. Christiane Pelajo: Mas a senhora não vê problemas em trazer de volta à política uma pessoa que teve direitos políticos cassados? Dilma Rousseff: Eu vou te insistir com isso. Eu não vou discutir nem o Zé Dirceu, não vou discutir quem quer que seja. Outro dia colocaram que o Henrique Meirelles, outro dia colocaram que era o Guido Mantega, outro dia colocaram que era o Palocci. Eu, em princípio, não discuto nenhum nome pro meu governo... William Waack: A senhora vai deixar... Dilma Rousseff: É uma questão assim de princípio. Por quê? Porque eu tenho sido acusada também de estar querendo ganhar a eleição antes da hora e que eu quero sentar na cadeira antes. Eu queria dizer, gente, que quem sentou na cadeira antes foi o ex-presidente da República e que... acho, inclusive, por dois motivos eu não sento em cadeira antes. Primeiro porque eu respeito o voto popular. E em segundo lugar porque eu acho que dá azar sentar na cadeira e ficou visível que deu azar. William Waack: Essa é uma dose de superstição. Uma novidade. Dilma Rousseff: Como todo brasileiro e brasileira deste país. William Waack: Agora, a senhora se recusar a discutir cargos e distribuição de cargos, a senhora vai deixar um monte de gente decepcionada. Seus aliados estão discutindo abertamente quem vai ficar com o quê. Não seria a hora de a senhora participar? Dilma Rousseff: Sabe, é comigo que sou, se eleita, a parte interessada ninguém fez isso até hoje. Todo mundo respeitou o fato de que em processo eleitoral a gente tem de levar em conta o interesse da população no fato de que ela tem de esclarecer. Segundo, tem de respeitar o dia do voto. É que nem futebol: todo mundo pode ficar fazendo prognóstico, mas, se um jogador de futebol sair dizendo que ele vai ganhar de 2 a 0, de 1 a 0, sem ter a bola na rede, é uma baita pretensão. Eu considero que seria pretensão da minha parte discutir qualquer consequência do processo eleitoral de 3 de outubro sem estar o último voto na urna às cinco horas da tarde. William Waack: Já que a senhora usou o futebol, todo mundo escala o time antes do jogo. Dilma Rousseff: É. Todo mundo escala o time antes do jogo, mas aí é futebol e eu tô fazendo eleição. Christiane Pelajo: Candidata, a Receita Federal negou intenção política na quebra de sigilo no vazamento de dados de tucanos na semana passada. Integrantes do seu partido já foram envolvidos em montagem de dossiês contra opositores. Como é que a senhora pode dar garantias pra gente, pra população que isso não vá acontecer num eventual governo da senhora? Dilma Rousseff: Olha, eu tenho muito tempo de vida pública, Christiane. E jamais compactuei com nenhuma união mal feita. Tenho insistido que a acusação da oposição a mim e à minha campanha é absolutamente sem fundamento. Inclusive, entrei com seis medidas jurídicas contra o candidato, meu opositor - não eu, mas o meu partido -, e também pedi providências à Política.. é, à Polícia Federal pra investigar esse fato. Eu considero que é absolutamente injustificável que uma pessoa acuse outra sem apresentar provas. Nós temos pedido sistematicamente que apresente provas. Aliás, se essa situação for colocada dessa forma, eu queria dizer uma coisa: o partido do candidato meu adversário tem uma trajetória de vazamentos e grampos absolutamente expressiva. Por exemplo, vazamento das dívidas dos deputados federais com o Banco do Brasil nas vésperas da votação da emenda da reeleição. Os grampos que existiram no BNDES e também os grampos feitos juntos ao próprio gabinete, o secretário da Presidência da República. Eu jamais usei esses episódios pra tornar o meu adversário suspeito de qualquer coisa porque eu não acho correto. Agora, eu também não concordo e que sem provas me acusem ou acusem a minha campanha. Eu tenho uma trajetória política. Na minha trajetória política, eu tive sempre absoluta respeito pela legalidade e pelo uso do dinheiro público. Então não vejo nenhuma justificativa para as acusações a não ser interesse eleitoral. William Waack: Candidata, a senhora tem uma longa história política. A senhora foi torturada durante a ditadura militar. Como é que a senhora se sentiu quando ouviu o presidente Lula comparar presos de consciência em Cuba a bandidos em São Paulo? Dilma Rousseff: Olha, William, eu acho que a trajetória política e de vida do presidente Lula não pode permitir que a gente acredite que o presidente Lula foi uma pessoa que não lutou a vida inteira pelos direitos humanos. Eu, da minha parte, tenho consciência disso e tenho presenciado isso. Acho de forma, muito discreta inclusive, o Brasil é responsável pela soltura dos presos políticos. Eu não digo que ele é responsável, que seria também muita pretensão minha, mas eu acredito que o presidente Lula, o Itamaraty e todas as tratativas feitas de forma discreta - como deve ser feito, até porque, se você não fizer de forma discreta, você não consegue muitas vezes o seu objetivo - responsável pela soltura dos presos políticos em Cuba. Agora, eu da minha parte, tenho uma convicção, William. Sabe qual é? A minha vida pessoal, ela teve um momento muito duro. Eu vivi a minha juventude durante a ditadura e lutei contra ela do primeiro ao último dia. Tenho absoluta solidariedade com presos políticos. Sou contra crimes de opinião, crimes políticos ou crimes por pensar, por querer ou por opor e vou defender isso a minha vida inteira. William Waack: Ou seja, a senhora jamais faria essa comparação? Dilma Rousseff: Não, eu não acho correto transformar o presidente e falar que o presidente tomou uma atitude errada nesse episódio. O presidente, eu vou repetir, foi responsável, um dos, pelas tratativas de soltura dos presos políticos cubanos. Christiane Pelajo: Candidata, é notório que as Farc, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, estão relacionadas ao tráfico de drogas e também ao crime organizado aqui no Brasil. Por que a senhora hesita em chamar as Farc de narcoguerrilha? Dilma Rousseff: Eu jamais hesitei em chamar, falar que as Farc tem relações com o tráfico. É público e notório. Christiane Pelajo: Então a senhora está declarando aqui que as Farc são uma narcoguerrilha? Dilma Rousseff: Não estou declarando, não. O governo do presidente Lula acha as Farc ligadas ao crime, ao crime organizado e ao crime do tráfico de drogas. Nunca escondemos esse fato. Aliás essa história das nossas relações com as Farc foi muito bem respondida pelo próprio presidente, ex-ministro da Defesa da Colômbia, que disse o seguinte: em várias oportunidades, ele, ministro da Defesa, que combateu inequivocamente as Farc na Colômbia, conversou com elas, teve diálogo, porque tem momentos que sem ele ter o diálogo ele não consegue acabar e negociar a paz. Então, no Brasil, a gente tem de perder essa - eu acho assim - essa visão um tanto quanto conspiradora que muitas vezes se coloca. Se não se conversar, você não consegue inclusive a paz. E eu acho que ele foi muito feliz na resposta que ele deu pra uma revista nesse domingo - né?, foi domingo que saiu - em que ele diz: eu e outros políticos colombianos conversamos também. 2º bloco William Waack: Estamos de volta para a segunda parte da entrevista com a candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff. Candidata, o seu tempo volta a contar a partir de agora, mais dez minutos. A senhora fez parte de um governo que tem sido criticado frequentemente por ter colocado na máquina administrativa muitos militantes do seu partido. Essa política prossegue? Dilma Rousseff: Olha, eu sempre digo uma coisa, viu, William. Eu acho que um governo é composto de políticos que tenham competência técnica. Vai prosseguir sempre... eu vou prosseguir nesse critério. Vou escolher políticos com competência técnica. Aliás, eu sempre conto uma história: acho que os técnicos são muito importantes, mas técnicos que não têm compromisso com o desenvolvimento do seu país, que não têm compromisso com a distribuição de renda do seu país, que não têm compromisso com a inclusão social do seu país, levam o país a situações muito precárias. Eu, por ato do ofício meu como ministra de Minas e Energia, me relacionei com vários ministros da América Latina. E, uma vez, estava em uma reunião, era véspera de Natal, e começou aquela conversa meio social, meio de final de reunião. "Onde você vai passar as férias?". Nós todos... Eu disse: "Na minha casa". Onde você mora? "Em Porto Alegre". Cada um, eram vários ministros. Um deles, que importa, disse: "Ah, eu vou também passar em casa". E aí eu estava em dúvida se ele morava numa de duas cidades daquele país e disse uma delas. Ele falou: "Não". Eu disse a outra, ele falou: "Não". Então onde é? Ele disse para mim: "Eu moro em Miami". A família dele morava em Miami, os filhos dele moravam em Miami, os netos dele moravam em Miami. Eu não acredito que alguém que não crie a sua família no Brasil, que não tenha interesse na educação dos seus filhos de qualidade no Brasil, que não sinta no coração amor pelo seu país a ponto de morar nele, de aguentar as consequências, todas as consequências da vida que você, que um governo vai produzir lá, seja uma pessoa confiável. Então eu sempre vou escolher políticos com competência técnica. E aí todos os do meu partido que foram políticos com competência técnica para cargos específicos ocuparão esses cargos. E isso não vale só para o PT, isso vale para todos que ocuparem cargos no meu governo. William Waack: Qualquer o partido? Dilma Rousseff: Qualquer partido. Christiane Pelajo: Candidata, o Brasil... Dilma Rousseff: Aliás, sempre disseram que eu era um pouco exigente, não sei se você lembra. Sempre disseram: "Olha, ela é um pouco exigente no que se refere à qualificação para cargos". William Waack: Ou quis dizer: "Não importa a carteirinha?" Dilma Rousseff: Olha, eu acho que a carteirinha, já expliquei, importa sim, se a carteirinha for isso que eu disse: o compromisso com o seu país. Política não é sempre uma coisa ruim. Política não é sempre uma coisa suja. A política pode ser responsável por transformar, como o presidente Lula fez nesses últimos oito anos, um país que vivia na desigualdade, na estagnação e vivia também no desemprego, num país que está crescendo, que emprega 14 milhões quando o mundo está desempregando 30 milhões e em um país... Christiane Pelajo: Candidata.... Dilma Rousseff: Que tem uma, de fato hoje, um resultado social muito impressionante. Christiane Pelajo: Candidata, vamos mudar um pouco de assunto. O Brasil investe muito pouco em relação ao PIB e os investimentos dependem basicamente de Petrobrás e setor privado. Por que o governo Lula não conseguiu investir? Dilma Rousseff: Eu não concordo com a afirmação. Acho que houve um esforço extraordinário do governo Lula para investimento. E isso ficou, isso é visível hoje nos números. Nós aumentamos bastante o investimento público - óbvio que a Petrobrás aumentou o seu investimento, que a Eletrobrás aumentou investimento. Agora, os investimentos privados, por exemplo, na área de infraestrutura foram demandados por leilões do governo... Christiane Pelajo: Já que a senhora está falando de números, eu gostaria de dar alguns números aqui. Quarenta por cento da riqueza nacional do país vão para o governo e o governo só é responsável por dois por cento dos investimentos do país. Dilma Rousseff: Veja bem. É o tipo do dado que ele não tem precisão econômica, ele não tem precisão orçamentária. Porque é o seguinte: o governo, ele, infraestrutura, nós passamos mais de 25 anos sem investir. Hoje nós estamos fazendo as seguintes obras: interligação da bacia do São Francisco, seis bilhões de reais. Para levar o quê? Para levar água para 12 milhões de pessoas no semi-árido nordestino. Acabamos com a história do racionamento de oito meses que aconteceu no Brasil. Hoje, vocês não veem mais alguém dizendo que o Brasil corre risco de racionamento, porque não tem risco de racionamento. Você vê Jirau e Santo Antônio. Vou te dar outro exemplo.... Christiane Pelajo: A senhora está satisfeita então com os investimentos no Brasil. Dilma Rousseff: Não. Eu não. Eu sou uma pessoa que jamais vou ficar satisfeita. Quando eu falo que o Brasil voltou a investir, eu tô dizendo o seguinte: nós estamos em uma longa trajetória. Vamos precisar investir muito mais. Por exemplo, em casa própria para as pessoas, voltamos a investir, saneamento. Saneamento, hoje, eu estava dando um exemplo aqui em São Paulo, que nós botamos em saneamento aqui em São Paulo 8,6 bilhões. William Waack: Candidata, parece haver um consenso, a senhora é economista, e parece haver um consenso entre os economistas. Primeiro: porque a nossa taxa de investimento é muito baixa em relação ao PIB.... Dilma Rousseff: Eu concordo... William Waack: A senhora faz parte desse consenso. Dilma Rousseff: Concordo... William Waack: Há um outro consenso ainda.... Dilma Rousseff: Chegamos a 19, né, William... William Waack: É, onde estamos mais ou menos.... Dilma Rousseff: Não, nós queríamos ter chegado a 21... William Waack: A 24, 25... Dilma Rousseff: Não, a 21. Nós íamos chegar a 21, em 2009... houve a crise e nós caímos outra vez. William Waack: Eu quero chamar a atenção da senhora para outro consenso... Dilma Rousseff: Nós vamos retomar este ano. William Waack: Eu quero saber se a senhora faz parte desse consenso também, já que o primeiro a senhora admite que os investimento são mais baixos do que poderiam ser. Como é que o Brasil vai continuar crescendo, e não vamos crescer a mesma coisa que crescemos no primeiro semestre, o Ministro da Fazenda estava comentando isso agora, um pouco antes, à noite. Como é que nós vamos conseguir manter o mesmo ritmo sem fazer um severo ajuste fiscal. A senhora já está pensando nisso? Dilma Rousseff: Eu acho, eu sou, hoje, contra que se faça ajuste fiscal agora no Brasil. William Waack: Por causa de eleição? Ou porque a senhora não quer dizer ainda agora? Dilma Rousseff: Não, não, não, não. O Brasil teve de fazer ajuste fiscal porque precisou fazer. O que é ajuste fiscal? Ajuste fiscal é regime de caixa. Caracteriza-se pelo fato que na despesa você sai cortando: aumento de salário mínimo, aumento de salário. Você sai cortando qualquer despesa passível de corte. Ou seja, aquelas que não estão vinculadas. Investimento, saneamento, nem pensar. Ela caracteriza primeiro por isso. Como é regime de caixa, tem um lado da receita que todo mundo esquece. Sabe o que você faz? Você aumenta imposto. William Waack: Não tem jeito. Dilma Rousseff: Aumenta o imposto. Além de aumentar imposto, sentam no caixa. Então vamos supor que você seja um empresário. E aí você tem um crédito tributário, um crédito devido a você. O Fisco te deve e vai ter de pagar. Sabe o que é o regime de caixa? Te devolvem em 48 meses. Em vez de devolver automaticamente te devolvem em 48 meses. O Brasil não precisa passar por isso mais. Sabe por quê? Primeiro: a inflação está sob controle visivelmente. Nós estamos com US$ 260 bilhões de reserva. E a relação dívida líquida sobre PIB está caindo inquestionavelmente, está em 41 por cento. Nós inclusive tivemos que ter um aumentozinho em 2009, mas foi a única vez. Fizemos superávit todos os anos. Então, o pessoal que está defendendo ajuste fiscal está errado. O que nós temos de defender é outra coisa. O Brasil tem de crescer e tem de controlar os seus gastos, não pode sair crescendo e gastando dinheiro a roldão. Um governo que não controle direito os seus gastos, que não pegue o seu dinheiro e olhe se ele está devidamente aplicado não é o governo que eu defendo. Agora, defender ajuste fiscal como foi praticado no Brasil é um crime hoje. Christiane Pelajo: Candidata... Dilma Rousseff: Hoje nós estamos na fase do investimento, do planejamento, do controle e da fiscalização do gasto público, mas não estamos na fase do ajuste fiscal. William Waack: Contas externas... elas estão piorando. Como é que a senhora pretende inverter esse quadro? Dilma Rousseff: Olha, nós estávamos falando há pouco na taxa de investimento. Eu sou a favor da taxa de investimento ser cada vez maior. Como o Brasil começou um processo de investimento virtuoso, nós estamos tendo um desequilíbrio devido a uma discrepância entre nós e o resto do mundo. Enquanto as exportações nossas não têm mercado porque os Estados Unidos e a União Europeia, a OCDE toda está com um problema sério de crise ainda... William Waack: Nós temos mais 15 segundos, candidata. Dilma Rousseff: Tá. Nós hoje somos mais importadores de bens de capital e bens intermediários que elevam a taxa de investimento. Eu acredito que o Brasil está convergindo para taxas de juros internacionais, porque eu acredito.... Christiane Pelajo: Candidata, o nosso tempo encerrou... Dilma Rousseff: Que nós vamos reduzir a dívida. E aí o Brasil cresce. Christiane Pelajo: Candidata, muito obrigada pela presença da senhora aqui com a gente no Jornal da Globo. William Waack: Obrigado. Christiane Pelajo: Amanhã a gente volta com mais um candidato à Presidência da República, José Serra, do PSDB
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Comentários + votados
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Marcia
31/08/2010 - 08:43
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Ignez Régis
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Paulo Cezar Sousa
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Bom Dia Nassif,
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sergiolmrivero
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Gilberto Marotta
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O que não tem que engolir um candidato à presidência, hein? aguentar esse mordomo do Drácula, depois daquele "calaboca"... coitada da Dilma! Mas parabéns pra ela, enfrentou o verdugo com maestria,...
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nsdel
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marcccio
31/08/2010 - 09:45
Como diria o velho barbudo, "tudo que é sólido desmancha no ar"... assim, o sólido argumento da oposição de que Dilma era um poste se desmanchou no ar das ondas de transmissão dos 20 minutos de...
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chico rasia
31/08/2010 - 09:48
Que roteirinho de entrevista ruim hein, sr. Waack? Parece que foi elaborado pelo comitê do PSDB/DEM.
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Osvaldo Ferreira
31/08/2010 - 09:49
Todos os questionamentos feitos por Willian Waack e Cristiane Pelajo à candidata Dilma Rousseff no jornal da globo de ontém se originaram da dobradinha que dia sim e outro também fazem com a oposição...
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ANDRÉ BARBOSA
31/08/2010 - 09:55
A Rede Globo está igualzinha ao candidato Tucano, Desesperada!!!
Abraço!!!
André
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zéluiz
31/08/2010 - 09:58
Os galãs de telejornal da Globo não dão para o começo. Vivem de se esconder detrás do simbolo globo, tem gente que acredita que são jornalistas e dá nisso. Acho que a globo vai ter que buscar um cara...
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Sergio Saraiva
31/08/2010 - 10:04
"Nenhuma pergunta programática, nada que pudesse mostrar a visão ou falta de visão de futuro de Dilma", ora seo Nassif, para fazer tais perguntas é preciso ter competência para tanto.
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O tavio
31/08/2010 - 10:04
Gostei muito, quanto mais eles apertam mais ela brilha. Pelo que tenho observado em várias entrevistas com a Dilma, teremos uma "dama de ferro" com grande sensibilidade social. Dá-lhe...
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Fabiano
31/08/2010 - 10:05
Não é entrevista pra um canal de televisão, é entrevista pra um partido de oposição. E, a propósito, dessa vez, o Waack não mandou a Dilma calar a boca, como naquele vazamento?
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Waltovânio
31/08/2010 - 10:06
A Dilma arrebentou mais uma vez com essa estratégia fajuta.
Agora, será mesmo que ela de participar dessas entrevistas na Globo? Dá uma "banana" pra eles!
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JB Costa
31/08/2010 - 10:08
Apenas uma pergunta: será que Dilma, se e quando eleita, terá a mesma complacência que tem o Lula com esse tipo de gente?
Não. Nada de perseguir veículos de comunicação e, muito pior, jornalistas....
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Ivan Moraes
31/08/2010 - 10:14
Bem feito!
O que eh que a Dilma foi fazer na rede golpe?
O que eh que ela estava esperando?
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Assisti a entrevista e gostei muito das respostas de Dilma.
A Globo não aprende, faz um jornalismo de cumadres, previsível, repetitivo.
E Dilma crescendo...., quanto mais sacaneada (não resisti ao "palavrão") ela cresce!
Uma análise do poder midiático na Argentina
O discurso que Cristina Fernández de Kirchner fez em 24 de agosto foi mais além do que tinham ido todos os discursos dos presidentes argentinos até hoje. Ninguém – nem sequer o primeiro Perón ou Evita – fizeram tal desconstrução da estrutura do poder na Argentina. De quê ela estava falando? Do poder nas sombras, do poder detrás do trono, do verdadeiro poder. Qual é? É o poder midiático. A direita não tem pensadores, tem jornalistas audazes, agressivos. E a mentira ou a deformação pura e plena de toda notícia é sua metodologia. O artigo é de José Pablo Feinmann.
José Pablo Feinmann - Página/12
A filosofia ocidental dos últimos 45 anos se equivocou gravemente. Para sair de Marx e entrar em Heidegger (como crítico excelente da modernidade, mas a partir de outro lado, que não o de Marx) se viu obrigada a eliminar o sujeito, tal como Heidegger o havia feito com inegável brilho no seu texto A época da imagem do mundo. Também Foucault deu o homem por morto. Barthes, o autor. Ao estilo. Deleuze, a partir de Nietzsche, a negatividade, ou seja: o conflito na história. E a academia norte-americana sistematizou tudo isso incorporando com fervor os heróis da French Theory. O fracasso é terrível e até patético. Enquanto os pós-modernos postulam a morte da totalidade, o Departamento de Estado postula a globalização. Enquanto propõem a morte do sujeito, o império monta brilhantemente o mais poderoso sujeito da filosofia e da história humana: o sujeito comunicacional. E esta – há anos que sustento esta tese que na Europa causa inesperado assombro quando a desenvolvo – é a revolução de nosso tempo.
O sujeito comunicacional é um sujeito centrado e não descentrado, logocêntrico, fonocêntrico, alheio a toda possível disseminação, informático, bélico, mascarador, submetedor de consciências, sujeitador de sujeitos, criador de realidades virtuais, criador de versões interessadas da realidade, da agenda que determina o que se fala nos países, capaz de derrubar governos, encobrir guerras, de criar a realidade, essa realidade que esse sujeito quer que seja, quer que todos acreditem que é, que se submetam a ela e que, submetendo-se, submetam-se a ele, porque aquilo em que o sujeito comunicacional acredita é a verdade, uma verdade na qual todos acabarão crendo e que não é a verdade, mas a verdade que o poder absoluto comunicacional quer que todos aceitem. Em suma, sua verdade.
Impor sua verdade como verdade para todos é o triunfo do sujeito comunicacional. Para isso, deve formar os grupos, os monopólios. Deve apoderar-se do mercado da informação para que só a sua voz seja escutada. Para que só os jornalistas que lhe são fiéis falem. Uma vez se consiga isso, o triunfo é seguro. A arma mais poderosa da supraposmodernidade do século XXI radica no domínio maior possível dos meios de informação. Que já não informam. Que transmitem à população os interesses das empresas que formam o monopólio. Interesses nos quais todas coincidem.
Aqui o texto na íntegra,,,....qualquer semelhança é mera coincidência
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16923
Grato,
SPIN em Rede(link)
Avatar, bom dia,
o que o sujeito comunicacional (!) não tem na sua maleta é a comunicação blogueira, não consegue segurar, censurar, impingir sua retórica a este "sub-mundo" da comunicação, felizmente. Hoje podemos pensar mais, graças a esta alternativa, que antes era restrita a Pasquim, Caros Amigos Tribuna da Imprensa e outros menores.
Por Luiz Monteiro de Barros
Cada um, cada povo vive nas suas circunstancias que não pode ser transcendidas. Estamos trilhando o nosso destino na conquista de meios de comunicação democráticos para não dizer de um novo ciclo de evolução da humanidade tendo em vista o papel da America latina, berço de uma nova civilização.
Há pouco tempo atrás participei de um seminário no hotel Maksoud Plaza e um jornalista argentino relatava o que acontecia lá para conquistar tais meios. Hoje se de um lado sinto uma certa inveja pelo que estão conseguindo por outro lado reconheço que caminhamos ao nosso mote. A Argentina, seu povo e sua presidenta nos estimulam. Espero que a nossa presidenta também faça algo parecido no Brasil por conta do apoio que lhe daremos.
Que maravilha! Fiquei tão contente com o desempenho de Dilma Roussef! Ela é segura, revela conhecimento técnico e sensibilidade política! Ela tomou a realidade Brasil, e realidade mundo e fez a análise precisa do que ocorre/ocorreu. Falou dofuturo com segurança. Os factóides não importam mesmo. A intenção dos "jornalistas" era fazer o que o PIG faz: inventar, constranger, derrubar o governo. Não é uma oposição que eles fazem. Eles procuram dar rasteiras. É uma coisa raivosa, um anti-patriotismo deslavado.... Eu fico lembrando das entrevistas e dos debates de Serra... quanta arrogância, quanto vazio.... quanta indigência mental, técnica e humanística... Acho que ele nem sabe o que é isso. Mas o que importa é que Dilma Roussef revelou-se perfeitamente capaz de tomar as rédeas do país, e assegurar a todo povo que pode continuar seguindo em frente! Tô feliz, mesmo.
Ignez, vc resumiu muito bem.
É isso aí.
Ignes, aguardo com muita curiosidade o que vai ser perguntado hoje
ao Serra. Aposto que só amenidades e pedidos de desculpas.
Pagu
Não se esqueça das graves novas denúncias contra o PT. E lógico, das velhas tambem.
Nada além do normal. Quando esses perguntaram do factóide que criaram em torno da morte do cubano que estava preso por desrespeitar lei do seu país, esses já sabia que esse venezuelno a iria morrer.
31/08/2010
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01h52
Opositor a Chávez morre após oito meses em greve de fome
FLÁVIA MARREIRO
DE CARACAS
A Dilma não é um poste...
É uma luz.
"Luz para todos ... " A Dilma foi dez. Adorei.
Pagu
Bom Dia Nassif,
O que aconteceu no jornal da Globo foi o que todos esperávamos, a oposição representada pela imprensa. Eu pensava que a Dilma estava numa das inúmeras CPI mistas onde tinha que ficar respondendo ao Agripino, Tasso, entre outros. Eu acho que tanto o PT quanto os seus eleitores precisam tratar esta imprensa como oposição.
No último domingo a Band fez a mesma coisa com o José Eduardo Cardozo, eles são a oposição e precisam ser tratados com tal.
Um abraço,
Paulo Cezar Sousa
Achei que na Band foram muito mais educados que com a Dilma.
Foram duros com José Eduardo Cardozo, mas todos sabem a posição política da Band, não eséro que concordassem com Cardozo, mas foram educados, e respeitaram as respostas.
Maurício
Esse pessoal não aprendeu ainda. A dilma tá dando entrevista coletiva quase todo o dia...Se eles olhassem o que ela responde antes da edição sem vergonha que fazem, já teriam concluído que não dá pra pegá-la no contrapé.
Mas, pra fazer uma entrevista dura e crítica sem ser esta bobagem que fazem aí...Os jornalistas (inclusive os editores) tinham que ter um conteúdo, um conhecimento sobre os problemas reais do governo e do país, que, ao que parece, eles não têm.
Estão subestimando a Dilma...Bom para ela, que responde tudo sem titubear.
E ainda insistem que os candidatos têm que ir nestes "debates". Debate é para discutir propostas sérias, não para ter que ficar discutindo a realidade virtual onde vive a Globo. A Dilma ainda têm paciência para encarar esse povo, que fosse eu eu recusaria o convite e deixaria bem clara a razão para recusar.
Daniel, paciência tem limites. Deixa a Cristina tomar posse que eu quero ver o "cala boca 'que ela vai dar em William Wacck e o seu jornalismo.
Nilson Fernandes
O que não tem que engolir um candidato à presidência, hein? aguentar esse mordomo do Drácula, depois daquele "calaboca"... coitada da Dilma! Mas parabéns pra ela, enfrentou o verdugo com maestria, está cada vez melhor! E deu, com muito mais classe e inteligência, o seu "calaboca" no Waack...
"Ou o Brasil acaba com a mídia canalha, ou a mídia canalha acaba com o Brasil"
gente, a dupla perfeita, o Vampiro Brazileiro e o seu mordomo rs
água mole em pedra dura tanto bate que a água acaba
Nocaute técnico!
Mas o que esperar da globo? Eles tem o jornalismo tapioca, jornalismo chinfrim, tentam colocar a eleição na revista CARAS e CONTIGO. É uma piada essa gente da globo, conseguem se auto degradar diariamente,somente para ajudar o ZÉ. O waaack foi bem adestrado.
Com o ZÉ vai ser diferente: só levantamento de bola para falar mal do PT, LULA, DILMA.
Aconteceu a mesma coisa no Canal Livre da Band no domingo ao se entrevistar o José Eduardo Cardoso.
Frustração, incompetência ou preguiça?
>>>> Não estou declarando, não. O governo do presidente Lula acha as Farc ligadas ao crime, ao crime organizado e ao crime do tráfico de drogas. Nunca escondemos esse fato.
E onde e quando ele (o fato) foi admitido antes?
Roberto, na Veja de domingo o presidente Santos que anteriormente era o ministro da defesa da colômbia até a pouco tempo declarou alto e bom som que o governo Lula não é ligado as FARC e ao narcotráfico. Eu acredito no Governo da Venezuela, Colômbia e do Brasil.
Não acredito que você esteja falando sério !
Nilson Fernandes
Quando o ministro da defesa do governo Lula disse que integrantes das FARCS seriam recebidos à bala se entrassem em território brasileiro.Ora, não se recebe amigos á bala.
Se quiser conferir leia a entrevista com o presidente colombiano na ( insuspeita0 veja dessa semana.
Como diria o velho barbudo, "tudo que é sólido desmancha no ar"... assim, o sólido argumento da oposição de que Dilma era um poste se desmanchou no ar das ondas de transmissão dos 20 minutos de entrevista.
Pena que não perguntaram sobre projetos de governo, propostas etc.
Pena para Dilma, bom para Serra, que até o momento não apresentou propostas, como diria, decentes.
Que roteirinho de entrevista ruim hein, sr. Waack? Parece que foi elaborado pelo comitê do PSDB/DEM.
Naturalmente não foi ninguém além do Ali Kamel. Cada palavra que foi colocada nas perguntas para a futura Presidente do Brasil Dilma, foram ditadas pelo Ali Kamel, certamente. Ele é o editor responsável.
Todos os questionamentos feitos por Willian Waack e Cristiane Pelajo à candidata Dilma Rousseff no jornal da globo de ontém se originaram da dobradinha que dia sim e outro também fazem com a oposição ao governo, em um jogo que menospreza a inteligência de eleitores, leitores e telespectadores. Trata-se de uma pequena amostra de como serão as relações entre a chamada velha mídia e o próximo governo. De forma bastante eficaz e serena a candidata Dilma Rousseff demonstrou em mais este triste espetáculo do jornalismo faccioso, estar preparada para as armadilhas travestidas de função informativa. Isso nitidamente transtornou os dois "jornalistas", que escalaram ainda mais em sua conhecida e manjada função. Não vislumbro possibilidade alguma de revertermos o quadro atual que nos apresenta o jornalismo brasileiro sem mudanças estruturais profundas na propriedade dos meios de comunicação, de modo a democratizá-lo para que desempenhe sua função informativa em prol da liberdade e da cidadania, coisa que não se faz com arrogância e nem com desrespeito à inteligência dos brasileiros.
Osvaldo Ferreira
A Rede Globo está igualzinha ao candidato Tucano, Desesperada!!!
Abraço!!!
André
Os galãs de telejornal da Globo não dão para o começo. Vivem de se esconder detrás do simbolo globo, tem gente que acredita que são jornalistas e dá nisso. Acho que a globo vai ter que buscar um cara de pau de mais gabarito, tipo Alexandre Garcia. Esse sim. Renega o que já foi, se intitula democrata, chama a Redentora de Ditadura, imagine só e ,amigo que tem TV em HD diz que nem fica vermelho!
P.S. alguém tem que dizer para o Kamel que o tal "poste", anda. E, também, prá dar ordem pro tal Waack não pedir perdão pro Zé em momento nenhum da entrevista, vai pegar mal.
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