O petróleo e o capital holandês

Por Rubem

De O Globo

Para cônsul holandês, Brasil é foco para investimentos do país

Plantão | Publicada em 01/09/2010 às 17h43m

Valor Online

RIO - O governo holandês vê o Brasil como o principal foco para investimentos das empresas do país nas Américas, notadamente no setor de óleo e gás. A afirmação foi feita pelo cônsul-geral holandês no Rio de Janeiro, Paul Comenencia, para quem os dois países são "parceiros naturais".

"Ainda tem muito espaço para sermos os melhores e, quem sabe, os maiores parceiros no mundo nas áreas de óleo e gás, naval e offshore", frisou Comenencia.

O cônsul explicou que o maior parceiro comercial da Holanda nas Américas são os Estados Unidos, mas o fato de a maior economia do mundo ter um mercado já consolidado, aponta para melhores oportunidades de crescimento no Brasil.

A estimativa das companhias do país europeu é que o investimento no Brasil nas indústrias petroleiras e naval some US$ 9 bilhões entre 2007 e 2012, dos quais US$ 1 bilhão vindos de pequenas e médias empresas.

Os valores não contabilizam o pré-sal e, para o adido comercial holandês, Robin de Rooy, a estimativa pode ser considerada conservadora.

"É a melhor projeção que temos, mas muita coisa depende de como vai ser desenvolver o pré-sal", disse De Rooy.

Entre as empresas holandesas que pretendem aproveitar as oportunidades está a Fugro, especializada em geotécnica, mapeamento e geociências e já fornecedora da Petrobras. Atualmente a companhia tem 1.100 funcionários no Brasil, que representa a maior operação da empresa fora da Holanda, com 10% do número total de funcionários que a companhia tem no mundo.

"Investimos US$ 10 milhões em uma nova base em Rio das Ostras, o que mostra que estamos no Brasil para ficar por muito tempo", frisou a diretora presidente da Fugro Brasil, Mathilde Scholtes.

Outro exemplo de investimento já feito no Brasil por conta da expansão do setor de óleo e gás é a Frames, que se associou à carioca EBSE há quatro anos, investindo 6 milhões de euros no período para modernização da fábrica da empresa brasileira.

O representante da Frames no Brasil, Ernest Kretz, ressaltou que, como consequência dos aportes realizados, a empresa já fornece equipamentos para plataformas da Petrobras, como a P-55, P-57, além de conseguir a vitória na concorrência para construir os separadores da P-58 e da P-62.

(Rafael Rosas | Valor) 

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4 comentários
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Hans Bintje

O desespero holandês no país é expulsar os tipos brasileiros "Paulo Zottolo" das empresas.

O insuspeito Estadão explica o motivo ( http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,,36558,0.htm ):

"Estudantes organizaram uma manifestação contra os produtos da Phillips no Piauí. Eles quebraram vários aparelhos da marca em praça pública e pediram um boicote a Phillips, em protesto às declarações do presidente da empresa no Brasil, Paulo Zottolo, sobre o Estado. Zottolo, que aderiu ao 'Cansei' - movimento de entidades liderado pela OAB-SP -, afirmou em entrevista ao jornal Valor Econômico que 'não se pode pensar que o país é um Piauí, no sentido de que tanto faz quanto tanto fez. Se o Piauí deixar de existir ninguém vai ficar chateado'."

Além do petróleo, o pessoal está atento ao "Brasil oculto que a mídia não mostra" ( http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=605JDB012 ):

"O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou na quarta-feira (1/9) os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2010, um complexo de estudos que faz um amplo retrato do estágio de desenvolvimento do País, com as perspectivas de resolução de problemas históricos e os setores que devem merecer a atenção das políticas públicas.

Com tal arsenal de informações em mãos, qualquer jornalista consciente de sua profissão sairia correndo para questionar os candidatos à Presidência da República, aos governos dos Estados e ao Senado sobre seus planos de atuação.

Mas não no Brasil. (...)

Os jornais poderiam, por exemplo, fazer um resumo, mostrando que avançamos na questão ambiental, mas ainda há muito por fazer; que há grandes mudanças nas questões social e econômica, que talvez expliquem a altíssima popularidade do atual presidente da República.

Poderiam fazer referência à queda do número de internações por problemas ligados a saneamento, à persistência de grande proporção de domicílios inadequados, ao aumento da violência nas grandes cidades, à redução da mortalidade infantil e ao novo perfil de consumo.

Passando ao largo dessas questões, qualquer debate sobre política, economia e outros temas fica preso ao terreno das cogitações e do declaracionismo. Mas a imprensa não parece interessada em mostrar o verdadeiro Brasil aos brasileiros."

 
 
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daSilvaEdison

 

Nassif,

Esses holandeses nada entendem de Petróleo e de Petrobras.
Muito menos de Brasil.

Quem entende mesmo é a Folha e um de seus palpiteiros de prateleira:

"Enfim, mais governo na Petrobras e a estatal ainda vai atingir seu ideal de se tornar uma imensa PDVSA"

 

 
 
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Hans Bintje

daSilvaEdison está coberto de razão ;)

Esses holandeses malucos só leem blogs sujíssimos e ainda fazem uma leva de cerveja estilo Dubbel para comemorar os 40 anos de estrada do Turco comunista.

Agora só falta compartilhar a tecnologia campeã do 2° ENCONTRÃO DO BALAIO DO KOTSCHO ( http://colunistas.ig.com.br/ricardokotscho/2010/08/22/a-nova-derrota-da-... )

É coisa para holandês nenhum botar defeito!

 
 
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Vladimir

Esta é a verdadeira doença holandesa.Viva nós!Viva a desindustrialização.......deles.

 
 

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