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O papel deletério dos "analistas" econômicosEnviado por luisnassif, seg, 24/10/2011 - 07:00Coluna Econômica - 24/10/2011 No final dos anos 90, ouvi do ex-presidente do Banco Central Gustavo Loyolla que ele era um "jurista" - explicou: defensor dos juros altos. É o mesmo que um médico se autodenominar "antibiotiquista" - defensor do antibiótico para qualquer circunstância. Juros e antibióticos são adequados para algumas circunstâncias, não para todas. Mas Loyolla se denominava "jurista" para qualquer circunstância. No BC, era especialista em normas, não em macroeconomia. Assim como o ex-MInistro da Fazenda Maílson da Nóbrega nunca foi. No entanto, mesmo não sendo pensadores, jamais tendo desenvolvido trabalhos teóricos de peso sobre o tema - como, por exemplo, Pérsio Arida e André Lara Resende, Yoshiaki Nakano e Chico Lopes - tornaram-se as fontes mais ouvidas pela imprensa especializada. A atual crise econômica levou a um duro balanço nos Estados Unidos sobre as razões para a opinião pública e especializada não terem previsto o maremoto que se avizinhava. E constatou-se o uso indiscriminado de especialistas acadêmicos contratados para dar uma vestimenta "científica" a teses cujo único objetivo era a de favorecer grandes investidores. Em geral, eram acadêmicos notáveis, premiados, com teses sofisticadas - embora falsas. No Brasil, esse jogo de legitimação do mercado se deu com personagens brandindo argumentos primários. Anos atrás, por exemplo, o IBGE soltou um estudo mostrando que 55% dos aposentados e pensionistas eram arrimo de família, graças ao aumento do salário mínimo. Significava que, além de amparar seus aposentados, o aumento do SM permitiu grandes avanços na educação, saúde, segurança pública - ao impedir que as famílias se desagregassem, por falta de recursos, seus membros ficassem subalimentados, doentes, as crianças não frequentassem escola e acabassem nas malhas do crime organizado ou de rua. Em vez de celebrar esses efeitos, a Tendências Consultorias incumbiu um de seus economistas, José Márcio Camargo, de refutar a tese. Camargo pegou então um ex-aluno - que trabalhava no IPEA - e escreveram, juntos, um trabalho tentando demonstrar que o aumento do salário mínimo aumentaria a propensão à vagabundagem por parte dos dependentes de aposentados. O trabalho não conseguiu demonstrar nenhuma das hipóteses pretendidas. Nas famílias com aposentados era maior o número de jovens estudando, menor os que nem trabalhavam nem estudavam. No entanto, o trabalho terminava atropelando suas próprias constatações e dizia-se, nas conclusões que, embora não comprovado, havia indícios de que as teses eram corretas. Hoje em dia, há consenso entre os pesquisadores sérios de que grande parte do avanço econômico brasileiro nos últimos anos se deveu à formação de um novo mercado de consumo, impulsionado pelo Bolsa Família, aumento do salário mínimo, e programas sociais como Luz Para Todos, Pronaf, saneamento básico. Essa talvez seja a face mais atrasada do país, economistas brandindo um suposto discurso internacionalista - como se representassem a modernidade - e, no entanto, sendo tão anacrônicos quantos o pensamento mais atrasado da Velha República.
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Comentários + votados
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Ivan Arruda
24/10/2011 - 07:51
Há tempos atrás nossos jovens quando deixavam o País e iam para o exeterior, buscavam o quê? Emprego, renda e dignidade. O nosso País lhes oferecia o quê? Aeroportos. E taxas de desemprego beirando...
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maria rodrigues
24/10/2011 - 08:06
E é com base em teses falsas como as apontadas que a turma dos frustrados após as últimas eleições, não apenas os políticos mas também os que neles votaram sem sucesso, hão de se basear para...
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Marinho
24/10/2011 - 08:11
Esse tipo de pessoa tem cadeira cativa em colunas como a de Miriam Leitão. São sempre os mesmos com as mesmas cantilenas antes e agora durante a crise.
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Sanzio
24/10/2011 - 08:25
Excelente sua análise, que pode ser replicada sem vacilar para outros "analistas", principalmente os políticos. O objetivo de gente como Demétrio Magnoli e Marco Antonio Villa é apenas vocalizar os...
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rafael
24/10/2011 - 08:42
O grande problema que vejo em relação a esses analistas é o fato de não se cobrar assertividade em relação às suas declarações. Excetuando-se, talvez a Internet, nenhum veículo confronta as besteiras...
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jomarlov
24/10/2011 - 08:50
Ah, os "especialistas".....
Agora mesmo, a Band ataca o governador Tarso Genro porque estaria sendo condescedente com uma invasão do MST...Ouvem um 'especialista' apresentado como...
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DanielQuireza
24/10/2011 - 09:00
E voce acha que o aumento de demanda não estimula o empreendedorismo ? Passou longe hein...
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vera lucia venturini
24/10/2011 - 09:04
O preconceito contido nestes argumentos de que bolsa família é bolsa vagabundagem e que o aumento do salário mínimo gera vagabundos é inacreditável para "especialistas" em economia. Será que algum...
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Rui Daher
24/10/2011 - 09:08
Delfim, Nakano, Beluzzo. "Valor", "Folha", "CartaCapital". Tá tudo lá.
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José A. de Souza Jr.
24/10/2011 - 09:11
"No entanto, o trabalho terminava atropelando suas próprias constatações e dizia-se, nas conclusões que, embora não comprovado, havia indícios de que as teses eram corretas."
Qual então a validade...
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rl
24/10/2011 - 10:39
Sanzio, por favor tenha mais respeito com a caterva. A "tumultuaria caterva" era aquela multidão que seguia na retaguarda das legiões romanas, e se compunha principalmente de familiares dos...
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DanielQuireza
24/10/2011 - 10:55
Essa pseudo-lei já foi revogada no supremo há muito tempo, lá pra 1930, sabia não ?
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luka
24/10/2011 - 07:15
Temos que lembrar também que o crédito facilitado para aposentados foi o primeiro passo para ampliação e remodelação do mercado consumidor. Talvez tenha sido até o modelo de consumo para o bolsa...
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Rogerio0512
24/10/2011 - 07:35
O cidadão para se considerar jurista era para benefício próprio.
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Túlio Carvalho
24/10/2011 - 08:02
Eu sei que o Maílson é um mala, e vários outros aí. Mas o que adianta pra economia real? O Maílson é consultor independente da empresa Portobello, que deve escutar seus conselhos macabros, além...
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Paulo Santos
24/10/2011 - 07:18
"No entanto, o trabalho terminava atropelando suas próprias constatações e dizia-se, nas conclusões que, embora não comprovado, havia indícios de que as teses eram corretas."
Quer dizer: vende o...
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Calvin
24/10/2011 - 08:36
Nassif, atrasado é achar que se pode construir o mercado interno de um País baseado em subvenção oficial, ao invés de geração de riqueza real, como empreendedorismo, por exemplo. Isso é pré-Getúlio!
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aliancaliberal
24/10/2011 - 09:02
Nassif, não foi a "formação de um novo mercado de consumo, impulsionado pelo Bolsa Família, aumento do salário mínimo, e programas sociais como Luz Para Todos, Pronaf, saneamento básico."
Deve-se a...
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Alberto Bilac de Freitas
24/10/2011 - 09:07
Caro Nassif e Malungos,
Republico em meu blog texto imperdível do prof. Edmilson Lopes Júnior: Uma Primavera Árabe Udenista! No endereço: terragoyazes.zip.net.
Abraço
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Temos que lembrar também que o crédito facilitado para aposentados foi o primeiro passo para ampliação e remodelação do mercado consumidor. Talvez tenha sido até o modelo de consumo para o bolsa familia.
"No entanto, o trabalho terminava atropelando suas próprias constatações e dizia-se, nas conclusões que, embora não comprovado, havia indícios de que as teses eram corretas."
Quer dizer: vende o peixe, mas tira o dele da reta.
O cidadão para se considerar jurista era para benefício próprio.
Há tempos atrás nossos jovens quando deixavam o País e iam para o exeterior, buscavam o quê? Emprego, renda e dignidade. O nosso País lhes oferecia o quê? Aeroportos. E taxas de desemprego beirando 20%.
Hoje, exceto na área de direito, nos faltam profissionais de todos os tipos. Qualificados ou não. Até motoristas que antes precisavam apresentar 2 anos ou mais de experiência, hoje seis meses já bastam. Daí alguns dos acidentes, imagino eu.
Talvez a amostra de aposentados tenha se baseado naqueles AL de SC, que, com sete ou oito anos de serviço eram afastados para dar lugar a um filho de um bacana. Com atrestado médico e assinatura seguida de três pontinhos. E com direito a dizer que a corrupção e as falcatruas se devem aos nossos descobridores. Não foi a toa que o Delfim recomendou que determinados profissionais voltassem a estudar, inclusive antropologia. Curiosamente não falou em academias só em aprender e compreender. Como sugere também, agora, o autor desse belo artigo.
Eu sei que o Maílson é um mala, e vários outros aí. Mas o que adianta pra economia real? O Maílson é consultor independente da empresa Portobello, que deve escutar seus conselhos macabros, além de, muito provavelmente, financiar campanhas de vampiros.
O desafio, portanto, está em se medir o custo Brasil deste pensamento "internacionalista", mais conhecido como complexo vira-latas das elites centenárias, desde a cariocada, passando pela mineirada e chegando à paulistada.
E é com base em teses falsas como as apontadas que a turma dos frustrados após as últimas eleições, não apenas os políticos mas também os que neles votaram sem sucesso, hão de se basear para fazerem a cabeça dos incautos, conseguindo de certa maneira, fazerem acreditar neles os que odeiam Lula, que são muitos. Canso de escutar essa besteira de que esses benefícios só servem pra alimentar a avagabundagem. Na verdade, pegam carona num ou noutro caso reportado a respeio de um familiar que usou indevidamente o cartão dos pais ou avós. Até mesmo um Jabor da vida faz uso dessa premissa sem fundamento, desde que consiga atacar o Barbudo.
Por falar em Jabor, ele hoje está com a corda toda: referindo-se ao problema do ministro Orlando Silva, jogou toda a culpa em Lula. É nessas horas que eu penso como seria bom que o projeto de Lei sobre o direito de resposta fosse aprovado. Ou Jabor pararia de denegrir a imagem do ex-Presidente, ou teria que lhe dar esse direito diariamente, se é que isso seria possível.
Mas afinal quem é este Jabor?
Esse tipo de pessoa tem cadeira cativa em colunas como a de Miriam Leitão. São sempre os mesmos com as mesmas cantilenas antes e agora durante a crise.
Excelente sua análise, que pode ser replicada sem vacilar para outros "analistas", principalmente os políticos. O objetivo de gente como Demétrio Magnoli e Marco Antonio Villa é apenas vocalizar os interesses da oposição, incluidos aí a mídia corporativa. Fazem coro aos "jornalista" e apresentadores de TV, principalmente os mais desqualificados, como Alexandre Garcia, Lucia Hipólito, Cantanhede, Jabor et caterva.
Sanzio, por favor tenha mais respeito com a caterva. A "tumultuaria caterva" era aquela multidão que seguia na retaguarda das legiões romanas, e se compunha principalmente de familiares dos legionários, pequenos comerciantes e prostitutas. Tudo gente séria; nada que se compare a alguns jornalistas de hoje.
Nassif, atrasado é achar que se pode construir o mercado interno de um País baseado em subvenção oficial, ao invés de geração de riqueza real, como empreendedorismo, por exemplo. Isso é pré-Getúlio!
E voce acha que o aumento de demanda não estimula o empreendedorismo ? Passou longe hein...
@DanielQuireza
Daniel, lei de Say, lei de say...............
"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.
Essa pseudo-lei já foi revogada no supremo há muito tempo, lá pra 1930, sabia não ?
@DanielQuireza
E que AL põe a cabeça debaixo da terra como avestruz, quando cita-se o nome de quem torpedeou a Lei de Say: Keynes.
Procure ler sobre as experiências com microcrédito.
Nesse estrato da população, um pequeno acréscimo na renda tem um efeito multiplicador estupendo. Mais dinheiro para essa gente que vive a incerteza diária da sobrevivência, irriga a economia esturricada dos grotões e das mais longinquas periferias. Mesmo que as quantias pareçam apenas "esmolas" para nossos olhos de classe média.
É incrível que ainda exista tanta gente que não tenha percebido o óbvio, que não queira enxergar a realidade que se coloca sob seus olhos.
O crescimento econômico experimentado pelo país nos últimos anos foi em boa parte impulsionado pela inclusão desses protocidadãos no mercado de consumo.
Os programas de "bolsas-esmola" propiciam a geração de um ciclo virtuoso. O bolsista recebe seu dinheiro, vai ao mercadinho da vila comprar mais comida para os seus, o dono do mercadinho passa a comprar mais de seus fornecedores, tem que contratar um ajudante, o funcionário vai comprar roupas para trabalhar, a vendedora de roupas vai à cabelereira ficar mais bonita para conseguir vender mais, a cabelereira vai reformar o estofamento de sua cadeira, o tapeceiro vai ...
Deu para ver um pouco de empreendedorismo nesse ciclo? Ou empreendedores, para nossos olhos de classe média, são apenas aqueles que investem em uma franquia da moda?
Calvin,
Pré-Getúlio? Pois a tua análise é pré-século XIX. Não se trata, e sabes muito bem disso, de que só os recursos que chamas de subvenções oficiais são responsáveis pór um mercado interno robusto. Ninquém aqui é idiota a esse ponto.
Tua obcessão é a bolsa-família, sei. Mas ela sozinha NUNCA explicaria o brutal aquecimento da demanda. As políticas de ganhos reais para o salário-mínimo, por exemplo, foram muito mais efetivas que a BF. Os investimentos públicos também pesaram muito: só em 2008 o indicador FBCF da área pública, incluindo as estatais, beirou os 110 bilhões de reais!
Há, houve, o aumento a expansão na oferta do crédito, fator também não desprezível.
O grande problema que vejo em relação a esses analistas é o fato de não se cobrar assertividade em relação às suas declarações. Excetuando-se, talvez a Internet, nenhum veículo confronta as besteiras proferidas por essas pessoas.
Se tivéssemos seguido as orientações desse bando, teríamos provavelmente taxas de juros de 20% ao ano, salário mínimo de R$ 150,00 e um Mega-Proer em 2008 distribuindo caminhões de dinheiro para banqueiros.
Felizmente, é um pessoal que não toma mais decisões econômicas no Governo, mas já era hora de serem confrontados com as sandices que falam.
Ah, os "especialistas".....
Agora mesmo, a Band ataca o governador Tarso Genro porque estaria sendo condescedente com uma invasão do MST...Ouvem um 'especialista' apresentado como advogado perito em direito fundiário. Só não dizem que o mesmo é advogado empregado da Federação dos Empresários Agrícolas do estado....
Certamente. Ao invés de lutar para que a lei seja para todos, que ela não seja pra ninguém. Ou melhor, que seja dura apenas para os que não têm dinheiro para pagar bons advogados ou esteja "lutanddo por justiça social" (hahaha).
Nassif, não foi a "formação de um novo mercado de consumo, impulsionado pelo Bolsa Família, aumento do salário mínimo, e programas sociais como Luz Para Todos, Pronaf, saneamento básico."
Deve-se a esta fase de desenvolvimento do nosso país ao fato do grande aumento de produtividade,devido a estabilização da moeda e do impulso da economia internacional(globalização).Os anos 90 foram anos da "destrução criativa" empreendimentos que não tinham como se manter competindo com o mundo foram extintos, e os que tinham condições prosperaram.
Com o aumento da produção ai sim temos o que distribuir, não o contrário.
Como vc vai distribuir riqueza que não foi gerada?
"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.
O que impulsinona o aumento da produtividade são as ações humanas, tudo isso devido ao aumento de demanda ou à expectativa de aumento, que se realizou.
@DanielQuireza
Ohh Cabeça pequena
Que grande aumento de produtividade houve entre os anos 90 e 2002?, fechamento da Engesa, da Gurgel, etc, por falta de apoio. Ou o grande salto econômico do Brasil nesse período, em 94 o Brasil era a 8º ou 9º economia do mundo em 2002 era a 14º, Lula entregou o Brasil como a 7º economia em 2014 seremos a 5º, me explica isso, como uma política econômica competente pode perder no mínimo 5 posições em 8 anos.
A séculos grandes economias foram criadas incentivando a demanda interna, por que o Brasil seria diferente?, a Bolsa Família foi um projeto que incluiu mais de 50 milhões de pessoas na economia, no capitalismo, no consumo, essas pessoas viviam de escambo, não tinha noção financeira e econômica nenhuma, hoje esse povo movimenta grana, e essas movimentações geram negócios.
Um Liberal de verdade, que acredita realmente na economia de mercado e não um direitista atrasado enxergaria como uma grande oportunidade, ou um acréscimo de 50 milhões de pessoas na economia não é representativo, O Bolsa Família foi o maior programa capitalista do mundo, mas nossos “Liberais Tupiniquins” são preguiçosos, o objetivo desses “Liberais” não é ganhar dinheiro, é sobressair sobre o povo mantendo-os na merda.
O preconceito contido nestes argumentos de que bolsa família é bolsa vagabundagem e que o aumento do salário mínimo gera vagabundos é inacreditável para "especialistas" em economia. Será que algum destes especialistas já tentou viver com os valores pagos pelo bolsa família e pelo salário mínimo? Não deve pagar uma ida de suas mulheres ao cabeleleiro. Nogentos.
Vera Lucia Venturini
Caro Nassif e Malungos,
Republico em meu blog texto imperdível do prof. Edmilson Lopes Júnior: Uma Primavera Árabe Udenista! No endereço: terragoyazes.zip.net.
Abraço
Alberto Bilac
Delfim, Nakano, Beluzzo. "Valor", "Folha", "CartaCapital". Tá tudo lá.
"No entanto, o trabalho terminava atropelando suas próprias constatações e dizia-se, nas conclusões que, embora não comprovado, havia indícios de que as teses eram corretas."
Qual então a validade científica do trabalho? Como generalizar então suas conclusões? Os pares deveriam impugnar tal trabalho!
Ninguem minimamente sério leva em consideração essas "asnálises" destes chamados analistas ou asnolistas. Quem entende mesmo do riscado acha isso tudo uma piada.
@DanielQuireza
"Hoje em dia, há consenso entre os pesquisadores sérios de que grande parte do avanço econômico brasileiro nos últimos anos se deveu à formação de um novo mercado de consumo, impulsionado pelo Bolsa Família, aumento do salário mínimo, e programas sociais como Luz Para Todos, Pronaf, saneamento básico."
Essa é uma constatação que fiz há alguns anos, lendo as estatísticas. Afirmei a mesma coisa aqui nesse blog, há pelo menos 4 anos.
Mas agora isso é consenso.
Por volta de 2015 o que volta e meia afirmo sobre a ascenção das classes D e E e sobre a migração de retorno ao Nordeste também será consenso...
E poderia ter sido ainda melhor se alguns idiotas não tivessem inventado o tal de fator previdenciário. Que ardam no fogo do inferno.
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