O novo espaço do Clube do Choro de Brasilia

Por Cafu

Reco do Bandolim e Choro Livre (Foto: Maythe Souza)

O Espaço Cultural do Choro, projeto do renomado arquiteto Oscar Niemeyer, tem dois mil metros de área construída no Setor de Divulgação Cultural em Brasília e é formado por três ambientes: uma escola de choro, uma sala de espetáculos e um centro de memória e referência. É uma “obra aberta” e literalmente um sonho em construção, devido às dificuldades sempre presentes para obtenção de financiamento e remoção dos embargos burocráticos e de logística.

A Escola Brasileira de Choro Raphael Rabell tem capacidade prevista para mil alunos e foi a primeira a se instalar em agosto de 2010. Atualmente conta com 750 alunos matriculados em cursos de bandolim, cavaquinho, violão de seis e sete cordas, flauta, pandeiro, gaita, saxofone e viola caipira.

Agora chegou a vez de abrir as portas da sala de espetáculos, com 560 metros quadrados e capacidade para 420 lugares. Ela dispõe de palco amplo, mezanino com cabine de som, luz e vídeo, bar, restaurante e dois camarins. A inauguração ocorreu no dia 10 de novembro e um público entusiasmado lotou a Casa para assistir às apresentações de Choro Livre, Armandinho e Banda Mantiqueira e celebrar a mais recente conquista da música brasiliense e nacional. Armandinho e Raphael Rabello sempre foram grandes incentivadores da luta pela sobrevivência e consolidação do Clube do Choro de Brasília. Nos anos 90 eles fizeram dois shows para arrecadar fundos em benefício do projeto que passava por enormes dificuldades. Raphael Rabello foi homenageado com um poster distribuído aos presentes.

As fotos dessa noite memorável foram tiradas por minha amiga Maythe de Souza. Embora ela tenha reclamado do “apertucho” causado pela casa lotada e da impossibilidade de circular pelo espaço em busca de ângulos melhores, eu adorei as imagens e compartilho-as aqui com vocês. 

Informações sobre a inauguração e os projetos futuros do Clube do Choro estão disponíveis no site da instituição:

http://www.clubedochoro.com.br/index.php?option=com_content&vie...

Entrevista com o Reco em 2010: 

http://blogln.ning.com/profiles/blogs/brasilia-capital-do-choro

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2 comentários
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SLeo

O grupo Choro Livre _ com seu pandeirista inacreditável, o Reco que tira até som de cuíca do bandolim, os dois virtuoses do violão _  arrasou na segunda noite, quando estive lá. Os meios de comunicação de Sampa e Rio precisam dar mais destaque a esses caras.

E o novo Clube, embora não tenha o aconchego do antigo (odiei as mesas de pés de metal cromado) é mais confortável e com visão do placo realmente espetacular. A acústica ainda deixa a desejar, é um problema (sério, por se tratar do templo de aficcionados que é) a ser resolvido pelos operosos dirigentes do clube, como fizeram com o espaço antigo; e bem que podiam bolar um jeito de isolar o bar, para que o barulho de lá não continue atrapalhando a fruição de quem senta por perto. Coisa de casa nova, facilmente solucionável.

É um programa imperdível para quem passa pela capital. Tem coisa em Brasília que dá orgulho ao país inteiro.

 
 
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SáeBenevides

Brasília é uma cidade difíícil de ser entendida e, menos ainda, amada por quem, como eu, nasceu, viveu e ainda vive no Rio de Janeiro. Os que lá nasceram ou lá se estabeleceram, gostam dela e têm motivos para isso. Motivos que desconheço, mas, nem por isso, inválidos ou menores. Certamente, tem seus encantos

O Choro é um elemento que dá um caráter mais "humanizador" a esta cidade sem esquinas e sem calçadas. Que a torna mais parecida com o que amo no Rio. O Choro une as pessoas, libera o que de melhor há em nós. 

Viva o Choro! Viva Brasília! Viva o Clube de Choro de Brasília!

 

 
 

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