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O novo álbum de Fabiana CozzaEnviado por luisnassif, ter, 08/11/2011 - 15:00De O Globo.com Fabiana Cozza cresce ao trocar intensidade por suavidade em novo CD RIO - Fabiana Cozza tem uma porção atriz. E cultua, há muito, os orixás. A primeira característica pode ser um trunfo para uma cantora, vide Maria Bethânia. A segunda mostra, no mínimo, consciência da profunda ligação do samba, gênero que escolheu, com a origem africana. Mas a paulistana, apesar da qualidade de seus dois CDs anteriores, precisava moderar essas referências, sob o risco de se tornar uma intérprete intensa até demais. O equilíbrio chega agora, e parte do mérito é da produção de Paulão 7 Cordas, músico notório por evitar excessos, criando arranjos sólidos e simples para cantores sólidos e simples - por este adjetivo entenda-se priorizar as músicas em vez de adornos. No jeito suave de conduzir "Sandália amarela", partido alto de Wilson Moreira e Nei Lopes, Fabiana mostra já na abertura seu novo momento. Nele cabe perfeitamente "Lá fora", encontro luxuoso de Elton Medeiros com Delcio Carvalho, cantado aqui em registro grave, noturno. Acariocada, Fabiana interpreta três sambas de Sombrinha (com Marquinho PQD e Carlinhos Vergueiro variando nas parcerias), com destaque para "Sabe Deus" e "Eternamente sempre", cuja levada sinuosa, de lamento, pede um canto sem excessos, que não brigue com a ternura de melodias e letras. Este princípio é ainda mais imperativo em "Lupiciniana", samba-canção (como não?) que Wilson das Neves - cuja versão é mais sacudida do que a doce de Fabiana - e Nei Lopes fizeram em reverência a Lupicínio Rodrigues. "Escudo" (Wanderley Monteiro/Ivor Lancellotti) é outra beleza carioca num CD em que não faltam um samba-de-roda baiano ("Candeeiro de Deus", de Roque Ferreira) e duas composições do paulista Kiko Dinucci: a inspirada "Santa bamba", uma espécie de milonga africana, e "São Jorge", em que aparece a Fabiana intensa, com um pé no terreiro. "Serenata de São Lázaro" (Gilson Peranzzetta/Paulo César Pinheiro) tem letra devotada ao candomblé, em contraste com a melodia algo romântica - e a versão ficou um tanto longa. No fim, um samba de quadra e um de enredo da Camisa Verde e Branco, com canja do pai da cantora, Oswaldo dos Santos, e a certeza de que Fabiana, ao reduzir efeitos de interpretação, se tornou uma cantora maior.
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Aliás, onde anda o Kiko Dinucci?
Felipe Guerra
Fabiana Cozza e Graça Braga são as grandes vozes femininas do samba paulistano! Parabéns
Nassif, hoje 09 de novembro de 2011, dia da invasão da USP pelas tropas da PM paulista, faz 23 anos do assassinato dos três operários da CSN na greve que marcou a cidade de Volta Redonda em 1988.
No dia 04 de novembro de 1988 o Sindicato dos Metalúrgicos de Volta Redonda e da região Sul Fluminense entrava em greve, dias depois ocupavam a Companhia Siderúrgica Nacional e no dia 09 de novembro de 1988 o governo Sarney enviava o exército para reprimir os trabalhadores em greve. O resultado disto fora a morte dos jovens trabalhadores Barroso, Walmir e Wiliam (Carlos Augusto Barroso, 19 anos, Walmir Freitas Monteiro, 27 anos e Wiliam Fernandes Leite, 22 anos).
O balanço da greve foi tão negativo ao governo que além do presidente do sindicato, Juarez Antunes (PDT), ter sido eleito prefeito de Volta Redonda logo em seguida, o PDT eleger 7 vereadores e o PT 3, sendo um deles também diretor do sindicato e participante ativo da greve, Wanderley Barcellos, muitos dizem que as candidaturas de oposição Brasil a fora ganharam mais força, em especial as candidaturas de Erundina em São Paulo, Vitor Buaiz em Vitória e Olívio Dutra em Porto Alegre, todos do PT.
Após a repressão a greve ganhou ainda mais força e quem ficou sitiado dentro da CSN foi o exército, com a população toda nas ruas em grandes manifestações, o que incluiu o histórico abraço ao redor da CSN (a maior siderúrgica da américa latina).
Interessante vermos uma desocupação da reitoria da USP exatamente 23 anos depois que a truculência acabou por assassinar 3 jovens trabalhadores. É certo que o movimento grevista de Volta Redonda em 1988 contava com muito mais apoio na base e na população do que a ocupação por uma minoria extremamente radicalizada e inconsequente. No entanto, impressiona como ainda hoje governantes e o que é pior, reitores tratem as mobilizações sociais como questão de polícia.
Um bom livro sobre a greve é Um Caldeirão Chamado CSN de Edilson José Gracioli.
Seguem alguns vídeos sobre a greve:
http://www.youtube.com/watch?v=5DkAiDK9iOk&feature=player_embedded#!
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