O muro das lamentações dos rentistas

Daqui a algumas décadas, quando se voltar os olhos para esse fim de ciclo financista, o escândalo que armaram com a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de baixar em meio ponto a taxa Selic será um dos pontos centrais do anedotário malicioso nacional. O país tem disparado a mais alta taxa de juros do planeta – 12,5% ao ano. O Copom decidiu reduzi-la em meio (0,5!) ponto. Permaneceu uma taxa imensa, de 12% ao ano, contra praticamente zero dos Bancos Centrais de países avançados.PareParecia que o mundo iria acabar. O estardalhaço foi inacreditável. Economistas ouvidos meia hora depois já ensaiavam o muro das lamentações, sustentando que a decisão marcava o fim da autonomia do Banco Central.  Comentaristas que dias atrás admitiam que o câmbio estava excessivamente apreciado, e que os juros poderiam ser baixados, de repente revisaram suas opiniões e dispararam a metralhadora vesga contra a decisão.

E todos absolutamente incapazes de traçar correlação mais sofisticadas sobre os efeitos da crise internacional na economia brasileira – inclusive para rebater os argumentos do BC.

***

Depois de anos e anos de cantilena mercadista, depois do fracasso mundial do modelo de desregulamentação do mercado, das reações universais contra essa visão estreita de mercado, depois dos inúmeros levantamentos sobre a forma de atuação do lobby financeiro, o mise-en-scène desses atores serve apenas como material didático, para comprovar como a economia – pelo menos na discussão pública – é apenas uma ferramenta visando legitimar interesses de grupos específicos, através de um linguajar pretensamente técnico.

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Quando se critica essa visão financista, não se pense no sistema bancário, os fundos de investimento em geral. Trata-se de um segmento restrito de rentistas que só sabem viver das benesses dos juros altos e do câmbio baixo.

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O mercado financeiro e de capitais são peças relevantes para o desenvolvimento do país. E ambos ficaram por anos atrofiados pela política de juros altos.

Bancos comerciais têm a importante tarefa de emprestar dinheiro. Quanto maior a taxa de juros, menos útil será sua função de emprestar. Não se empresta a longo prazo e se restringe a financiamento ao consumo e ao crédito consignado.

Já o mercado de capitais é fundamental para reciclar a poupança, aplicar em novos setores que surgem, em infraestrutura, na reestruturação da economia. Mas com taxas de juros elevados, a poupança se concentra no financiamento da dívida pública e se torna preguiçosa, mesquinha, ilegítima.

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No curto período em que a taxa Selic caiu abaixo de dois dígitos, houve um frenesi em muitos gestores de fundos, pela brecha que se abrir para que o capital privado migrasse dos títulos públicos para outras formas de aplicação, inclusive em investimentos de risco em infraestrutura.

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Os pretensos porta-vozes mercadistas não representam o lado mais dinâmico e moderno do mercado. Representam apenas o lado viciado do rentista, do sujeito que aprendeu a viver de juros e não tem ânimo sequer para correr riscos em atividades mais úteis.

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87 comentários
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antonio francisco

Tem um vídeo em que Rita Mundim, ao final, conta que depois de palestras ela costuma fazer uma brincadeira com os participantes: simula estar carregando dois fardos, um com 10 milhões (dólar, real, euro...) em dinheiro, e outro com a titularidade de uma empresa que vale 10 milhões - e pergunta a um por um dos participantes com qual dos 2 eles gostariam de ficar. 

Diz ela que até hoje a preferência absoluta é pelo saco de dinheiro.

 
 
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Alan Souza

Engraçado que as mesmas pessoas que há uma semana berravam pela redução dos juros agora estão prevendo o fim do mundo para semana que vem, graças à... queda dos juros! E isso que os juros caíram somente meio por cento! Se o corte fosse de 1% anunciariam o armagedom pro minuto seguinte!

 

Demóstenes Torres na cadeia: uma campanha pelo bem do Brasil!

 
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Marcia

Pois é, Alan, por mim zeraria. Quem  gosta de juros altos são as financeiras.

 
 
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Marroni

Keynes chamou isso de "opção preferencial pela liquidez".

 

Somos a consequência de nossas escolhas.

 
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aliancaliberal

Eo fator "tempo"?

não seria " preferência temporal pela liquidez"?

Se a oferta fosse 12 milhões daqui a um ano, qual seria a reação?

 

"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.

 
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DanielQuireza

Se não houver informações sólidas sobre a rentabilidade da empresa e as perspectivas futuras, todos prefeririam o dinheiro.

 

@DanielQuireza

 
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ruyacquaviva

Até porque com 10 milhões você pode montar uma empresa do jeito que você acha que deve ser, ou duas empresas de 5 milhões em mercados diferentes, ou uma empresa de 7 milhões com bastante capital de giro ou... o que você quiser.

Assim como me pareceu que o Daniel quis dizer, eu também achei a questão mal formulada.

 
 
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Daniel Campos

Como pessoa que se guia pela lógica, posso dizer que a diferença é razoavelmente fácil de descrever:

Um saco de dinheiro pode-se dizer que é valor "verdadeiro", ou seja, o valor dele só depende dele mesmo e é garantido pelo governo que o emite. Que bem que para representar liquidez o mais adequado seria usar ouro, prata ou outros materiais que têm valor por si próprios, fosse um mundo pós apocalíptico por exemplo um belo fardo de comida enlatada valeria bem mais do que um saco de dinheiro do mesmo tamanho (você não têm como comer pedaços coloridos de papel).

Já ações e títulos eu chamo de "dinheiro de mentira", porquê eles não têm valor por si próprios. O valor deles depende do desempenho da empresa e principalmente da "percepção de valor" de terceiros, o que é total e completamente subjetivo. A empresa da qual você possui ações pode valer dez bilhões hoje para amanhã passar a valer apenas um bilhão, basta dar as cutucadas certas no cassino financeiro que se tornaram as bolsas de valores.

 

Que bem que alguns vão notar corretamente ao lerem este comentário que "qual é a diferença entre dinheiro e uma ação, se ambos são títulos em papel?" De fato são quase a mesma coisa, mas o dinheiro têm ao seu favor o fato de estar sendo bancado pelo governo que o emitiu, o qual por razões óbvias não pode deixar o seu valor "flutuar" de forma selvagem como pode acontecer com o valor de uma apólice de ação de uma empresa. Portanto dinheiro "vivo" não é tão bom como "reserva de valor" como o fardo de comida enlatada ou uma barra de ouro, mas é bem melhor do que uma ação de empresa.

 

Minha opinião pessoal é que o imbecil "mundo das finanças" em sua cega busca por lucro esqueceu-se que uma ação de empresa nunca foi feita para ser "dinheiro", a razão dela é dizer que você é SÓCIO da empresa emissora da ação. Por meio da compra da ação você está "emprestando" seu dinheiro para a empresa, em troca de uma participação proporcional nos lucros dela (quando a ação valoriza, ou distribuição direta de lucros). Mas como sócio você também participa proporcionalmente nos prejuízos, o que acontece quando a ação desvaloriza. Só que o sócio procura ajudar a empresa a crescer (afinal o dinheiro dele está empatado nela) e procura aguentar firme nas dificuldades (afinal como existem os tempos de vacas gordas também existem os de vacas magras), enquanto que um "jogador de cassino" atual foge apavorado ao menor sinal de dificuldades e só coloca o seu dinheiro aonde os lucros forem máximos, mesmo que seja um negócio criminoso.

Esse é o problema do mercado financeiro atual ao meu ver: Precisamos de mais sócios e menos "jogadores de cassino".

 

 
 
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DanielQuireza

Falou bonito Daniel, acho que é bem por ai mesmo.

Só que na verdade os jogadores do Casino perdem muito mais que os sócios de verdade...

 

@DanielQuireza

 
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Paulo Cezar

Ótimo Nassif.

Explique isso a Dilma................

Não adianta nada ela cortar investimentos públicos. O discurso teoricamente "técnico" dos rentistas que pede o aumento do superávit é meramente um engodo, para tentar legitimar juros altos.

Tanto é assim que ela cortou 10 bi e esta apanhando do mesmo jeito.

Esses 10 bi deveriam ser investidos no país ! Em hospitais, escolas, estradas e não saciar engodos de pessoas inertes e inescrupulosas !

 
 
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Roberto São Paulo-SP 2012

Creio que precisamos controlar o crescimento da demanda interna até  que os investimentos na produção de bens e serviços se concretizem.

A redução dos juros da Selic, irá permitir um aumento da demanda, por meio da redução do custo de capital de giro e investimento, neste cenário o aumento do superávit primário irá permitir evitar um eventual aumento exagerado da demanda interna. Além disso, caso a atual crise econômica mundial exija uma estímulos fiscais, o governo federal poderá atuar nesse sentido sem colocar em risco as contas públicas.

 

2010

 
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Paulo Cezar

Roberto , e que investimentos vão se concretizar com juros de 12 % ao ano ??

Não há excesso de demanda.

A capacidade instalada está com utilização de 82 % há eras ....

Esses 10 bi seriam muito bem vindos na infra do país, isso sim é um gargalo que causa impactos na oferta e impacto inflacionário...(  custo Brasil )

Mais não, os 10 bi vão para os banqueiros e a infra brasileira a ver navios.

 
 
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Marco Vitis

Paulo Cesar

A redução contínua na taxa de juros resultará numa redução de gasto muito superior a esses míseros R$ 10 BI.  Esta ação indica que a Presidente Dilma comelçou a redirecionar o destino dos recursos públicos.

Por isso a gritaria claramente apontada pelo Nassif: "a economia – pelo menos na discussão pública – é apenas uma ferramenta visando legitimar interesses de grupos específicos, através de um linguajar pretensamente técnico. "

 
 
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Celso - sp

Marco,

Concordo plenamente com você.

 

 
 
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Hamilton

A maior parte desses 10 bi virá do aumento da arrecadação. E  a selic em patamar honesto permitirá diminuir a relação dívida/PIB, estabelecendo um ciclo virtuoso na equalização da dívida pública e na busca de déficit nominal igual a zero.

 

Hamilton

 
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Roberto São Paulo-SP 2012

Creio que no primeiro momento a redução da dívida pública em relação ao PIB, no segundo momento o aumento de títulos privados de longo prazo e redução da carga tributária.

Depois de reduzida substancialmente a dívida pública líquida em relação ao PIB, será possível reduzir gradualmente a  carga tributária melhorando significativamente a competitividade das empresas instaladas no Brasil.

 

2010

 
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odorico nilo

Concordo com a análise do Nassif e com o comentário de Paulo Cezar acima, acrescentando:

Um país não se governa como uma empresa privada, visando o lucro. Há diversas forma de economia pública do que fazer cortes em orçamentos (geralmente afetando os trabalhadores, funcionários públicos e  aposentados em geral. À propósito, dinheiro precisa girar). Por exemplo, campanhas públicas - e privadas como forma de compensação - educativas relativas aos hábitos e costumes em alimentação, higiene, saneamento, saúde e meio ambiente entre outras, todas muito mais eficazes e permanentes. 

 
 
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Anonimoi

[Tanto é assim que ela cortou 10 bi e esta apanhando do mesmo jeito] Entretanto... FHC caiu nessa banana que o petismo pregou  fazendo campanha para que não cortasse o suficente,  pois sabia que isso quase quebraria  o país e permitiria tomarem o poder.  

 

 

 
 
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Wilton Cardoso Moreira

Vamos chamar o exu tranca-banca gente!!!

trabalho

"mãos ao alto
todo mundo
mãozinhas pro alto
todo mundo dançando/
rezando/cantando comigo"

todo mundo engolfado
na alegria da morfina
enquanto a banca enche
a pança de ouro e joga
sossegada o seu golfe
nos idílicos campos das verdinhas verdejantes

ó exu tranca-banca
de longa barba branca
e patriarca
caia sobre nosso inimigo
a vossa ira judia
e alemã
que todas as portas e ruas
e fluxos se fechem
para eles nada
de mais valia e nada
de ópio para nós

salve o mistério tranca-banca!
laroiê!!!

 
 
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rundfunk hörer

clap clap clap

 
 
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Alan Souza

Mas essa é bem a cara da Oposição e da nossa grande mídia: se você faz algo é criticado por isso; se não faz é criticado por não fazer...

 

Demóstenes Torres na cadeia: uma campanha pelo bem do Brasil!

 
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Assis Ribeiro

Afirma -se que um dos principais motivos de se manter os juros altos é para conter a inflação.

Então, porque o Brasil é detentor da maior taxa de juros e ainda assim tem uma das maiores inflações do mundo?

Boas taxas de juros é bom para trazer capital? Então poruqe China, índia tem taxas negativas de juros e atraem capital estrangeiro?

 

Assis Ribeiro

 
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DanielQuireza

1) A correlação não é tão simples assim. Há inúmeras outras variáveis envolvidas. Economia não é ciencia exata, é ciencia social altamente complexa.

2) O Brasil está muito longo de ter as maiores inflações do mundo. Nos EUA por exemplo, eles usam uma inflação oficial falsa, a tal da core inflation, que tira alguns itens como gasolina por exemplo.

 

@DanielQuireza

 
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Assis Ribeiro

Daniel,

o mundo é simples.

As outras variáveis que conheço são aquelas concebidas para criar a concentração de riqueza nas mãos de poucos.

 

Assis Ribeiro

 
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Euclides Rodrigues de Moraes

Caro Daniel, Só um reparo no seu comentário: Uma das exigências para se considerar uma área do conhecimento como Ciência, e que tenha entre as suas características a premissa de que, dadas as mesmas condições, sempre se obtém o mesmo resultado. Infelizmente a Economia não se reveste dessa característica, os exemplos são inúmeros, logo...

 
 
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ruyacquaviva

Essa definição serve para ciências exatas. Para Ciências Humanas é um pouco diferente.

É importante também separar a Economia (atividade econômica) da ciência social também denominda de Economia.

A Economia, ou atividade económica, consiste na produção, distribuição e consumo de bens e serviços. O termo economia vem do grego oikos (casa) e nomos (costume ou lei) ou também gerir, administrar: daí "regras da casa" (lar) e "administração da casa".[1]
É também a ciência social que estuda a atividade económica, através do desenvolvimento da teoria económica, e que tem na administração a sua aplicação. Os modelos e técnicas atualmente usados em economia evoluíram da economia política do final do século XIX, derivado da vontade de usar métodos mais empíricos à semelhança das ciências naturais.[2] 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia

 
 
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evandro condé de lima

Esta discussão do que é ciência já deu e dará muito o que falar. Para nós das exatas, vale o que já foi falado, caso contrário, sem poder fazer prvisões de comportamento, já imaginou construir uma ponte torcendo para ficar de pé? Mas para fazer previsões, embora consideradas cem variáveis- que julgamos conseguir controlar ou determinar seus valores- existem o dobro que jogamos de escanteio pois julgamos irrelevantes- mas mesmo assim a ponte ´continua de pé.

O problema é quando, não se consegue controlar as variáveis (inúmeras), todas são relevantes e comportam-se diferentemente quando submetidas ao mesmo estímulo por fatores nem sempre conhecidos, quiçá determináveis.Aí meu caro, fazer ciência em cima disso, é quase uma questão de fé.

 
 
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Hamilton

Importante passo foi dado na batalha civilizatória brasileira. Comparável com a retomada da democracia e a estabilização da moeda.

As vozes sinistras que se levantam contra o que parece ser um caminho sem volta para uma taxa real de juros compatível com os fundamentos macroeconômicos do Brasil são comparáveis com as vozes sinistras sinistras que ecoavam pelos porões da ditadura.

Blá-blá-blás à parte, o único fator real, técnico e verdadeiro que impede a Selic de rodar, já em 2012, na faixa de 8% ao ano é a "concorrência" da poupança.

Mas aí, ao invés de tentar diminuir ou taxar as aplicações em poupança e ficar sujeito aos desatinos irresponsáveis,  desequilibrados e demagógicos dos "dias" e dos "freires" da vida, bastaria isentar de imposto de renda as aplicações de menor valor em títulos públicos e limitar as aplicações de poupança a um valor máximo. A primeira providência é tranquila, a segunda pode suscitar questionamentos jurídicos.

 

Hamilton

 
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Hamilton

Errata: "diminuir a remuneração da poupança ...

 

Hamilton

 
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DanielQuireza

Podem também aumentar o número de laranjas, mas a princípio são boas medidas sim.

Com criatividade e trabalho vamos chegando lá !

 

@DanielQuireza

 

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