O mundo fantástico do Google

A família sempre teve curiosidade sobre o comércio que vô Luiz manteve em Buenos Aires no começo do século 20.

O Facebook permitiu localizar uma prima argentina. Uma velha carta dos arquivos da família, o endereço da loja. Depois, o Google Maps identificou o local exato do prédio e a prima foi até lá e tirou a foto.

Segundo meu amigo porteño Oscar Alarcon, a passagem Três Irmãos era uma rua que dava para o Porto Madera, recém-construído e, portanto, local de um comércio próspero. O imóvel era bem significativo.

Vô Luiz - que morreu nos anos 30 - era um comerciante vigoroso, que veio do Líbano no século 19, passou pela Bahia, radicou-se em Rosário e, depois, foi para Buenos Aires, para permitir à vó Carmen - 30 anos mais nova, de uma família libanesa de Mendoza - tratar-se de uma tuberculose em Quilmes.

Ela morreu, vô Luiz perdeu o rumo. Do Brasil, um primo seguiu para ajudá-lo. Não deu certo. A família Nassif veio para cá em um dia qualquer dos anos 20, passou por São João da Boa VIsta e terminou em Poços.

Ontem, por coincidência, o Facebook me aproximou de um filho de Armando Bogus, primo. Foi um tio em primeiro grau de Armando (o Dinho, como o chamava tia Marta, que ajudou a tomar conta dele quando a mãe morreu) que seguiu para Buenos Aires e retornou com vô Luiz.

Esses velhos imigrantes eram de uma fibra extraordinária.

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O mundo fantástico do Google
O mundo fantástico do Google
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9 comentários
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Marco St.

Falando em Poços de Caldas, olha só o que eu achei no youtube. Uma corrida realizada lá em 1959. .. Lembra dessa?? Deve ter sido bem "barulhento"... Tinha uns DKW nervosos!!! kkkkk

http://www.youtube.com/watch?v=ZekwJ1eUeHo

 

"Se você não cuidar, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo." Malcolm X

 
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André LB

  Mundo fantástico não só do Google, mas de toda a internet. Cito um caso menor, mas ao meu ver ainda assim interessante.

  Meses atrás fui ler um artigo sobre asteroides num site de notícias. Havia uma animação musicada e gostei da música. O artigo dizia que o vídeo era de um observatório na Escócia. Parti pro google, achei o site do observatório mas não o vídeo. Em compensação achei um endereço de e-mail da produção do site e escrevi pedindo o nome da música (e passando o link do artigo). Não se passaram 10 minutos e recebo a resposta, indicando nome da banda e da música. Voltei pro google, achei o site da banda. Quem lá se cadastrasse receberia a música desejada. Fiz o cadastro e recebi um e-mail com o arquivo uns 20 minutos depois. Infelizmente a versão não era a mesma. Dessa vez fui no 4shared e lá baixei a música na versão desejada.

  Não pude deixar de pensar em como isso ocorreria até, sei lá, o ano 2000, pra não dizer antes. Mesmo imaginando que ouvisse a música em algum lugar utilizada como trilha, mal passaria do "música legal! De quem será?" e ficaria por isso mesmo.

 
 
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Sônia Aranha

Olá Nassif, compartilho com você a mesma admiração por essas novas tecnologias. No meu caso específico encontrei digitalizado um livro de Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852 -1919)  (aqui) escrito entre 1902 e 1905, salvo engano, cujo título é Genealogia Paulistana.

Por intermédio dele consegui saber a minha ascendência até o meu 12o avô de uma parte da família. Mas o meu bisavô,  por parte do meu pai, eu nada sabia porque ele veio do Ceará e morreu cedo , enfim... sua história ficou esquecida, muito embora tenha sido deputado estadual por São Paulo de 1913/1915.

Investigando pelo Google encontrei um site da Genealogia do Ceará e por e-mail consegui informações preciosas a respeito do meu bisavô.

Então, essa maravilha de internet com seus Googles, facebooks e tantos outros recursos nos aproxima de histórias passadas e recentes, nos abre para um mundo completamente novo em forma e conteúdo, por isso inúmeros conceitos e certezas estão se dissolvendo no ar em função da democratização da informação.

 
 
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romério rômulo

nassif:

vô Luis era 30 anos mais velho que vó Carmen. o fantástico foi ele, mais que o Google. precisamos 

conhecer os seus segredos.

romério

 

 
 
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Rei

Isso me fez pensar em outra coisa.

Nos milhões que, como eu, não tem nem como traçar o esboço de uma arvore genealogica. Naqueles que não têm ascendentes europeus, ou libaneses, ou japoneses... nos sem memoria familiar, naqueles que nasceram do cruzamento da casa grande com a senzala, que tem um ou os dois pés na cozinha, que tem uma longa historia atras deles mas que nunca sera conhecida.

Isso nem o fantastico mundo do Google resolve.

 
 
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luisnassif

É mais fácil você fazer sua genealogia do que a de um povo nômade, como o árabe.

 
 
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Rei

Desculpe, Nassif, mas não acho que seja mais facil. Pode ser, no maximo, tão dificil quanto. E de todo jeito isso não é uma competição de misérias.

 
 
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Luis Armidoro

Nassif, tudo bem?

Minha familia é de São João da Boa Vista: meu bisavô (Angelo Armidoro) veio do norte da Italia (Trieste - mas tinha passaporte austríaco porque o Friaul era uma provincia dos habsburg) em 1891 e foi colono em São João da Boa Vista. Trabalhando muito, comprou pequenos sítios circunvizinhos e plantou café (30.000 pés). Em 1931, uma geada queimou toda a plantação, ele vendeu a "fazenda" e veio com a familia (10 filhos) para Santo André

 
 
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Marcelo Uezu

Nassif, o titulo do post não esta errado não ? O titulo fala do Google, mas no texto você cita o Facebook que e concorrente do Google.

 
 

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