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O mundo fantástico do GoogleEnviado por luisnassif, ter, 08/02/2011 - 22:39A família sempre teve curiosidade sobre o comércio que vô Luiz manteve em Buenos Aires no começo do século 20. O Facebook permitiu localizar uma prima argentina. Uma velha carta dos arquivos da família, o endereço da loja. Depois, o Google Maps identificou o local exato do prédio e a prima foi até lá e tirou a foto. Segundo meu amigo porteño Oscar Alarcon, a passagem Três Irmãos era uma rua que dava para o Porto Madera, recém-construído e, portanto, local de um comércio próspero. O imóvel era bem significativo. Vô Luiz - que morreu nos anos 30 - era um comerciante vigoroso, que veio do Líbano no século 19, passou pela Bahia, radicou-se em Rosário e, depois, foi para Buenos Aires, para permitir à vó Carmen - 30 anos mais nova, de uma família libanesa de Mendoza - tratar-se de uma tuberculose em Quilmes. Ela morreu, vô Luiz perdeu o rumo. Do Brasil, um primo seguiu para ajudá-lo. Não deu certo. A família Nassif veio para cá em um dia qualquer dos anos 20, passou por São João da Boa VIsta e terminou em Poços. Ontem, por coincidência, o Facebook me aproximou de um filho de Armando Bogus, primo. Foi um tio em primeiro grau de Armando (o Dinho, como o chamava tia Marta, que ajudou a tomar conta dele quando a mãe morreu) que seguiu para Buenos Aires e retornou com vô Luiz. Esses velhos imigrantes eram de uma fibra extraordinária.
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Comentários + votados
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Rei
09/02/2011 - 06:36
Isso me fez pensar em outra coisa.
Nos milhões que, como eu, não tem nem como traçar o esboço de uma arvore genealogica. Naqueles que não têm ascendentes europeus, ou libaneses, ou japoneses... nos...
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luisnassif
09/02/2011 - 07:26
É mais fácil você fazer sua genealogia do que a de um povo nômade, como o árabe.
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Rei
09/02/2011 - 10:46
Desculpe, Nassif, mas não acho que seja mais facil. Pode ser, no maximo, tão dificil quanto. E de todo jeito isso não é uma competição de misérias.
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Falando em Poços de Caldas, olha só o que eu achei no youtube. Uma corrida realizada lá em 1959. .. Lembra dessa?? Deve ter sido bem "barulhento"... Tinha uns DKW nervosos!!! kkkkk
http://www.youtube.com/watch?v=ZekwJ1eUeHo
"Se você não cuidar, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo." Malcolm X
Mundo fantástico não só do Google, mas de toda a internet. Cito um caso menor, mas ao meu ver ainda assim interessante.
Meses atrás fui ler um artigo sobre asteroides num site de notícias. Havia uma animação musicada e gostei da música. O artigo dizia que o vídeo era de um observatório na Escócia. Parti pro google, achei o site do observatório mas não o vídeo. Em compensação achei um endereço de e-mail da produção do site e escrevi pedindo o nome da música (e passando o link do artigo). Não se passaram 10 minutos e recebo a resposta, indicando nome da banda e da música. Voltei pro google, achei o site da banda. Quem lá se cadastrasse receberia a música desejada. Fiz o cadastro e recebi um e-mail com o arquivo uns 20 minutos depois. Infelizmente a versão não era a mesma. Dessa vez fui no 4shared e lá baixei a música na versão desejada.
Não pude deixar de pensar em como isso ocorreria até, sei lá, o ano 2000, pra não dizer antes. Mesmo imaginando que ouvisse a música em algum lugar utilizada como trilha, mal passaria do "música legal! De quem será?" e ficaria por isso mesmo.
Olá Nassif, compartilho com você a mesma admiração por essas novas tecnologias. No meu caso específico encontrei digitalizado um livro de Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852 -1919) (aqui) escrito entre 1902 e 1905, salvo engano, cujo título é Genealogia Paulistana.
Por intermédio dele consegui saber a minha ascendência até o meu 12o avô de uma parte da família. Mas o meu bisavô, por parte do meu pai, eu nada sabia porque ele veio do Ceará e morreu cedo , enfim... sua história ficou esquecida, muito embora tenha sido deputado estadual por São Paulo de 1913/1915.
Investigando pelo Google encontrei um site da Genealogia do Ceará e por e-mail consegui informações preciosas a respeito do meu bisavô.
Então, essa maravilha de internet com seus Googles, facebooks e tantos outros recursos nos aproxima de histórias passadas e recentes, nos abre para um mundo completamente novo em forma e conteúdo, por isso inúmeros conceitos e certezas estão se dissolvendo no ar em função da democratização da informação.
nassif:
vô Luis era 30 anos mais velho que vó Carmen. o fantástico foi ele, mais que o Google. precisamos
conhecer os seus segredos.
romério
Isso me fez pensar em outra coisa.
Nos milhões que, como eu, não tem nem como traçar o esboço de uma arvore genealogica. Naqueles que não têm ascendentes europeus, ou libaneses, ou japoneses... nos sem memoria familiar, naqueles que nasceram do cruzamento da casa grande com a senzala, que tem um ou os dois pés na cozinha, que tem uma longa historia atras deles mas que nunca sera conhecida.
Isso nem o fantastico mundo do Google resolve.
É mais fácil você fazer sua genealogia do que a de um povo nômade, como o árabe.
Desculpe, Nassif, mas não acho que seja mais facil. Pode ser, no maximo, tão dificil quanto. E de todo jeito isso não é uma competição de misérias.
Nassif, tudo bem?
Minha familia é de São João da Boa Vista: meu bisavô (Angelo Armidoro) veio do norte da Italia (Trieste - mas tinha passaporte austríaco porque o Friaul era uma provincia dos habsburg) em 1891 e foi colono em São João da Boa Vista. Trabalhando muito, comprou pequenos sítios circunvizinhos e plantou café (30.000 pés). Em 1931, uma geada queimou toda a plantação, ele vendeu a "fazenda" e veio com a familia (10 filhos) para Santo André
Nassif, o titulo do post não esta errado não ? O titulo fala do Google, mas no texto você cita o Facebook que e concorrente do Google.
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