O movimento do parto humanizado natural

Bom programa para sábado de manhã: visita a uma sala de parto em Campo Limpo, a Monte Azul, unidades criadas para estimular o parto natural, com um grupo de voluntários defensores do parto humanizado.

Há voluntários da IBM, do mercado financeiro, do Hospital Albert Einstein, pediatras, procuradores, uma mescla muito interessante.

Escrevo enquanto ouço as apresentações

A primeira casa de parto de São Paulo foi a Casa Angela, iniciada por uma parteira alemã,  Gehrke, atendendo às mulheres da comunidade. Ao longo de 13 anos, ajudou a nascer 2 mil crianças da região. Hoje, a casa atende às mulheres que nasceram de parto natural.

A parteira alemã morreu em 2001.

A partir daí nasceu o início da portaria que, no âmbito do SUS, estimulada pelo grande David Capistrano. E o movimento foi crescendo.

Em 2004 projeto de uma casa de parto com característica comunitária mas, ao mesmo tempo, inseria na rede de saúde local.

A primeira ideia desta casa era projeto com Secretaria Municipal de Saúde, Hospital de Campo Limpo e Programa de Saúde da Família, que estava nascendo.

Primeiro projeto entregue, na gestão Gonzalo Veccina, Secretário da Saúde.

Monte Azul iria captar recursos internacionais para criar infraestrutura e Secretaria com recursos para manutenção da casa. Acordo no início de 2005.

Começaram campanha para captação de recursos internacionais e montaram uma bela estrutura. Mas, enquanto isto, política do município mudou em relação às casa de parto. Quando casa pronta para ser legalizado, a Secretaria da Saúde não cumpriu o acordo. Ficou a estrutura mas sem verbas de manutenção.

Desenvolvendo várias estratégias para sair dessa situação.

A demanda são de mulheres da comunidade da Favela Monte Azul e favelas vizinhas. De baixa renda, usuárias do SUS, em busca de um acolhimento mais diferenciado, mais ainda do que a busca do parto natural.

Mas há mulheres de outros bairros que ligam para ter direito a um parto do modo como querem. Então a casa iniciou campanha para estimular o parto natural humanizado para mulheres de todas as classes sociais.

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17 comentários
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mariazinha

O único parto humanizado é aquele em que a mulher não precisa sofrer tantas dores do inferno para ter seu filho. Não me venham com essa história de que parto natural é o melhor para mãe e filho pois não é. O parto bom é aquele em que nem a mulher sofre tanto e nem o feto. Não sei se todos sabem mas a criança, ao nascer naturalmente, sofre tanto qto. a mãe e, no passado, algumas crianças ficaram com sequelas devido ao fórceps pois a mãe, sem forças, se esvaía. É uma brutalidade e, se dependesse de mim, toda mulher teria direito à uma cesáriana. Não é possível as pessoas não atentarem para o fato de que parto normal é uma violência sem tamanho contra o feto e a mulher; pensen um corpo ter que sair rasgando suas entranhas sem que se possa fazer coisa alguma e ainda, além do sangue jorrando, ter que fazer força para sentir mais dor ainda? Que provação para a mãe e a criança!!

 
 
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Saradc

Tudo bem Mariazinha, nao se preocupe, ninguém quer proibir a cesariana. Somente querem dar a opção do parto natural a quem quer e tem condições fisiológicas de encarar um. Bjk

 
 
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nadja

 Pelo pessoal voluntário (sic) que são pessoas pobrezinhas e que não pensam em multiplicar dinheiro nem um pouco, bati na madeira 3 vezes, misericórdia!

Parto humanizado, deixe-me rir. 

 
 
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Portari

Caras,

O parto humanizado não dispensa nenhum cuidado ou avanço da medicina no campo dos exames pré-natais. Ele apenas prega a volta do protagonismo da mulher e do bebê ao ato de parir. Gravidez não é doença, é saúde, mas foi "medicalizada".

Excetuando-se as gravidezes de risco, não há necessidade de um médico para o parto. O parto normal, como o próprio nome diz, é uma ação natural do corpo feminino. É um processo que inclui dor? Claro que sim, mas não é doença e nem prejudicial para a mulher ou a criança.

Quem quiser conhecer o trabalho das parteiras, visite o dicionariodeoficios.blogspot.com . 

Abraços a todos,

 
 
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Nanda Café

As casas de parto atendem exclusivamente gestantes de baixo risco, pois são geridas por enfermeiras obstetras e obstetrizes. Elas ficam próximas a hospitais para possibilitar a transferência da parturiente em caso de emergência.

É importante esclarecer também a diferença entre um parto dito normal e um parto natural. O parto normal é justamente esse tão ogerizado nos comentários acima, com o uso de ocitocina sintética, posição de litotomia (deitada), orientação dos puxos (força, mãezinha!) e episiotomia (corte no períneo). No parto natural nada disso é feito.

Existem evidências científicas que sustentam os benefícios dos hormônios do trabalho de parto tanto para a mãe - principalmente àquela que pretende amamentar - quanto ao bebê, cuja maturação dos pulmões só está completa uma vez iniciado o trabalho de parto. 

Não sei se a mariazinha já assistiu a algum vídeo de cesariana, mas é nessa modalidade em que ocorrem "entranhas rasgadas" e "violência contra o feto", uma vez que ele precisa ser aspirado, estimulado...

As casas de parto são uma alternativa mais do que válida para a diminuição da superlotação nas maternidades do SUS, principalmente para uma mudança no paradigma de atendimento às gestantes na saúde pública do Brasil. Todo apoio à elas!

 
 
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mariazinha

Não consigo entende-la. Nanda. Parto natural ou normal, dá no mesmo, cara. Em todos dois, o feto desce rasgando, estraçalhando as vísceras e, ainda teve alguém que disse: " não há sangue, nem choro, nem dor." /Faça-me o favor! Só se é na base do encantamento, alguma bruxa parteira. Justamente, a dor sentida pelas mulheres se equipara, para o homem ter ideia, pior que uma cólica de rins e ela existe, não por causa do feto mas pq, literalmente, as entranhas se rasgam, na passagem. Como é possível um alargamento de canal, da vagina de mais ou menos 36 cms. de diâmetro sem causar danos ou traumas? O MÁXIMO que uma vagina dilata, na hora H é 10cms.  Pior ainda, em primeiro parto, é difícil tal dilatação.  Uma barbaridade e ainda tem gente que zomba da gritaria da mulher.  [...]6. O trabalho de parto pode durar mais de 12 horas e começa com uma dilatação de 4 cm da vagina - na hora do nascimento, a dilatação pode chegar a até 10 cm.[pensam que essa dilatação é assim, milagre? NÃO! É feita às custas de agudíssimas dores intermitentes] Se a mulher ficar exausta de tanto fazer força, os médicos podem usar um fórceps para ajudar a tirar o feto.[...][Luiz Fujita] Já vi sim, uma cesariana e achei menos traumático do que rasgar a mulher ao DEUS dará.  Aliás é tudo calmo e tranquilo, não há choro nem ranger de dentes; esta-se nas mãos do médico obstetra do SUS, geralmente o mais gabaritado de todos os médicos, que corta com grande perícia ao contrário da pessoa ser rasgada de qqer. jeito.

 

 
 
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Nanda Café

Mariazinha, felizmente existe uma diferença entre o parto considerado normal no Brasil hoje, e o parto natural. Sugiro uma lida no documento do Coren-SP que explica perfeitamente e diferenciação entre as duas modalidades.

Tenho muitas dúvidas das suas fontes sobre a fisiologia do parto. Estraçalhando as vísceras? O parto é um evento fisiológico, ao contrário de uma pedra nos rins, que é uma patologia, não um evento natural da fisiologia humana. Realmente não há como comparar.

Não há rasgo nenhum nas entranhas, elas se abrem naturalmente para dar passagem ao feto. Gostaria muito de saber como as mulheres têm sobrevivido há milhares de ano dando à luz, com entranhas irrecuperavelmente dilaceradas. É incoerente!

36cm de diâmetro? Isso é a medida da cabeça do bebê após o nascimento. Sabe a tal moleira do bebê? São as fontanelas, que se unem no momento do parto para que a cabeça do bebê se encaixe no canal vaginal. A dilatação chega a 10cm porque esse é o diâmetro da cabeça do bebê no momento da passagem.

Essa "rasgação" da mulher ao deus dará como você diz, é justamente o que não é feito nas casas de parto, nem em um parto natural humanizado. Essa entrega ao médico, essa terceirização do momento, que é a cesariana, é extremamente prejudicial para a mulher e o bebê. É claro que é sereno, ambos estão anestesiados.

A perícia do médico mais gabaritado é incomparável à do corpo humano depois de milhares de anos de evolução. E veja só: bebês sempre nasceram, e mulheres sobreviveram, continuando a fazer bebês e parindo. E a cesariana surgiu para os casos que dão errados, que são no máximo 15%, segundo a OMS.

A realidade que você foi levada a acreditar do parto normal é justamente aquela que as casas de parto tentam lutar contra. O atendimento humanizado ao qual esses locais se propõem não zomba da gritaria de ninguém, pelo contrário: usam-se de métodos não farmacológicos para o alívio das dores intensas do parto - e dessas ninguém duvida.

As casas de parto são as melhores maneiras de mudar a realidade do atendimento obstétrico no SUS atualmente. É muito importante informar-se do trabalho delas, mas principalmente, sobre o parto, antes de sair misturando alhos com bugalhos e demonizar o excelente serviço prestado por esses lugares.

 
 
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Camila Morais

Santa ignorância a sua, Mariazinha! Já pariu quantas vezes? E mesmo que tenha parido, acha que a sua desinformação e seus medos devem ser regras gerais aplicadas a todas as mulheres? Parir é natural. E nenhuma posição teórica tem a força de denegrir um processo vital, fisiológico e instintivo. Dor atroz? Engraçado, tô viva até hoje, inteira e completamente realizada com o fato de ter parido há quase três anos atrás, naturalmente, em uma casa de parto de BH. E vc? Já passou por esta experiência?

 
 
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mariazinha

Nanda, sobre o parto, garanto que, qqer. mulher que já pariu entende bem do que se trata, como é feito e como se procede. Dizer que não rasga a mulher é omitir os muitos pontos que são dados interna e externamente, após um parto normal. O médico, ao ver o sofrimento intenso da mulher sem dilatação necessária, pode dar um corte lateral na vagina para a passagem da criança e a preservar do rasgo natural até  o ânus. Não estou aumentando os fatos e não entendo pq omitir a verdade se é coisa tão séria. As dores são o indício maior de tudo que digo. Acompanhei uma parturiente no terceiro parto. Em questão de poucos minutos, a criança nasceu e quase não houve dor; claro! A mulher estava toda dilacerada efeito de outros dois partos; imagine o que restava dessas 'partes' nas mulheres de antigamente com partos de dez ou doze crianças, com parteiras! Nas palavras do médico: " completamente, aberta em toda extensão no caminho da passagem." Esse médico, o melhor médico obstetra do SUS, Hopital Felício Rocho, BH, ficou sessenta minutos, após o parto, reconstruindo tudo até a vagina da mulher, por pura bondade pois ficou condoído pelo sofrimento da jovem mulher. Abismado e sem entender como foi possível que órgãos como bexiga e outros não tivessem todos descidos; já ouviu falar de bexiga caída? [...]O trabalho de parto, independentemente de vaginal ou cesáreo, é o maior responsável por lesões do assoalho pélvico que levam a incontinência urinária ou fecal: praticamente todas as mulheres com filhos, após os 50 anos de idade, apresentam algum grau de fraqueza da MAP.[...] http://www.perineo.net/conteudo/index.php A verdade é que muitas e muitas mulheres morreram de parto, outrora com seus bebês e, hoje, ainda morrem, bem menos é claro, depois que passaram a ser assistidas por médicos. Qto. à cabecinha dos bebês, dá para qqer. um notar[hoje partos até são fotografados] que é bem grandinha, alguns casos até bem maior do que qqer. dilatação vaginal. 

Não posso concordar com nenhuma de suas argumentações, não contei essas histórias para assombrar as meninas  mas, para que fiquem bem informadas e, quem puder, é melhor ser assistida por médicos. Dou por encerrada minha participação... Entrou pela perna do pato, saiu pela perna do pinto; quem quiser que conte cinco.

 
 
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Christiane Maia

Os pontos após um parto natural ocorrem em apenas alguns casos e são muito menos e muito mais superficiais do que os pontos de uma cesárea, em que vários tecidos, incluindo um órgão, são cortados. Aliás, no meu parto não precisei de pontos, não fiquei rasgada nem nada disso que vc falou. Acho que esse modelo de parto que vc menciona é aquele bem intervencionista e que nada tem a ver com parto humanizado... Vagina frouxa tem mais a ver com falta de exercícios (caminhada, ficar de cócoras, trabalhar músculos do períneo). Mesmo tento cesárea sem nunca entrar em trabalho de parto, uma mulher pode ter esses problemas se não utilizar seus músculos.

 
 
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marilia barbosa da costa

Nunca passou por minha cabeça o porque da cesariana ou não... Dois filhos, dois partos naturais...Senti dores, lembro-me que ouvia meus gritos...Mas queria ...uma menina também! A gente esquece as dores...Não veio e hoje tenho duas netas...POR QUE ESSA POLÊMICA? Não entendi. Existe infraestrutura para emergência?

 
 
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Talita Lima

Genteee to abismada com a tal da Mariazinha... imagino que ela tenha passado por uma experiência de quase morte durante um parto! E num lugar muito precário, sem ninguém para amparar e falar pra ela o que estava acontecendo... pra ela ter achado que estava sendo rasgada as entranhas, víceras, as tripas e orgãos saindo pra fora...isso é brincadeira né! só pode!!! Isso é parto? Isso é a participação de um serial killer!!!

Posso falar sobre parto natural humanizado com propriedade, pois pari dois filhos dessa forma, em casa de parto! Na Casa Ângela pra ser mais exata!

Parto tem dor, com certeza tem, mas o que rasga a gente é cirurgia! Abre pele, músculo, entranhas, últero... Posso garantir que meus orgãos estão no lugar, e que minha vagina está inteira!

Espero que as pessoas possam se informar pra poder falar de um assunto tão delicado como esse e não fiquem acreditando em bobagens sensasionalistas como a opinião da coitada da mariazinha.

 

 

 

 
 
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Lorena Andrade

Acho que ou a Mariazinha é homem (e teme pela perda das vaginas "lasceradas visceralmente") ou é mulher e nunca pariu na vida (aceitando a premissa dos médicos interventores que diz que a dor deve ser evitada a todo e qualquer custo). Minha cara Mariazinha, o parto normal/natural entre tantas outras definições lindas e densas é a consubstanciação de toda sua vida com o filhote, ou seja, não é limpinha e estéril (bebês e crianças vomitam, defecam e sujam muito), não é indolor (até as mães de cesáreas sabem da dor que é ver um filho doente e por essa dor todas as mães passam, afinal crianças ficam doentes para se tornarem adultas) e não é curta (ainda que o filho parta antes da mãe, maternar é a experiência mais profunda e duradoura da vida). O parto mais próximo do natural, capacita mães e filhos para viverem! Anetesiar a vida do nascer ao morrer é no mínimo doentio. Essa discussão pode ir muito, muito longe...

 
 
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Christiane Maia

Felizmente, o movimento pelo parto humanizado no Brasil ganha cada vez mais adeptos. Que fique claro que parto humanizado não tem absolutamente nada a ver com soro na veia com ocitocina, episiotomia e outras violências desnecessárias. O que ocorre no Brasil, tanto pelas taxas de cesárea - que tem matado cada dia mais mulheres e bebês - como pela violência na atenção ao parto normal é algo vergonhoso. Aos que criticam o parto humanizado, sugiro que leiam as evidências científicas antes de cogitarem que arrancar uma criança pelo abdomen é mais saudável do que o processo fisiológico criado e evoluído pela natureza há milheres de anos - a opção cirúrgica só será a melhor em raros casos. Tive um parto humanizado ano passado em que meu tempo foi respeitado, pude me alimentar durante o trabalho de trabalho, me movimentar, ter meu marido ao lado, usei métodos naturais para aliviar a dor (água, bolsa quente, massagem), e meu filho nasceu lindamente e com muita saúde (apgar 10 e 10). Recebi ele em meus braços, onde ele foi aquecido e aconchegado e pode mamar a vontade. Minha dor foi muito menor do que imaginei e plenamente suportável, nem de longe lembrava a dor que as mulheres das novelas parecem sofrer na hora de parir (que é a dor que todas imaginam que sentirão). Depois do parto, me levantei, fui ao banheiro e almocei uma deliciosa muqueca de peixe. Com 99% dos médicos brasileiros, eu teria sido encaminhada para uma cesárea, pois SÒ NO BRASIL gestação com circular de cordão e bebê posicionado à direita são indicações de cesárea. Grandes mentiras que contam todos os dias para facilitar a agenda do obstetra... Graças a Deus, cada vez mais mulheres questionam a violência que tem sido feita com as mulheres brasileiras em um momento tão importante e transformador: a hora de colocar seu filho do mundo e recebê-lo em seus braços.

 
 
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Christiane Maia

Felizmente, o movimento pelo parto humanizado no Brasil ganha cada vez mais adeptos. Que fique claro que parto humanizado não tem absolutamente nada a ver com soro na veia com ocitocina, episiotomia e outras violências desnecessárias. O que ocorre no Brasil, tanto pelas taxas de cesárea - que tem matado cada dia mais mulheres e bebês - como pela violência na atenção ao parto normal é algo vergonhoso. Aos que criticam o parto humanizado, sugiro que leiam as evidências científicas antes de cogitarem que arrancar uma criança pelo abdomen é mais saudável do que o processo fisiológico criado e evoluído pela natureza há milheres de anos - a opção cirúrgica só será a melhor em raros casos. Tive um parto humanizado ano passado em que meu tempo foi respeitado, pude me alimentar durante o trabalho de trabalho, me movimentar, ter meu marido ao lado, usei métodos naturais para aliviar a dor (água, bolsa quente, massagem), e meu filho nasceu lindamente e com muita saúde (apgar 10 e 10). Recebi ele em meus braços, onde ele foi aquecido e aconchegado e pode mamar a vontade. Minha dor foi muito menor do que imaginei e plenamente suportável, nem de longe lembrava a dor que as mulheres das novelas parecem sofrer na hora de parir (que é a dor que todas imaginam que sentirão). Depois do parto, me levantei, fui ao banheiro e almocei uma deliciosa muqueca de peixe. Com 99% dos médicos brasileiros, eu teria sido encaminhada para uma cesárea, pois SÒ NO BRASIL gestação com circular de cordão e bebê posicionado à direita são indicações de cesárea. Grandes mentiras que contam todos os dias para facilitar a agenda do obstetra... Graças a Deus, cada vez mais mulheres questionam a violência que tem sido feita com as mulheres brasileiras em um momento tão importante e transformador: a hora de colocar seu filho do mundo e recebê-lo em seus braços.

 
 
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Christiane Maia

Felizmente, o movimento pelo parto humanizado no Brasil ganha cada vez mais adeptos. Que fique claro que parto humanizado não tem absolutamente nada a ver com soro na veia com ocitocina, episiotomia e outras violências desnecessárias. O que ocorre no Brasil, tanto pelas taxas de cesárea - que tem matado cada dia mais mulheres e bebês - como pela violência na atenção ao parto normal é algo vergonhoso. Aos que criticam o parto humanizado, sugiro que leiam as evidências científicas antes de cogitarem que arrancar uma criança pelo abdomen é mais saudável do que o processo fisiológico criado e evoluído pela natureza há milheres de anos - a opção cirúrgica só será a melhor em raros casos. Tive um parto humanizado ano passado em que meu tempo foi respeitado, pude me alimentar durante o trabalho de trabalho, me movimentar, ter meu marido ao lado, usei métodos naturais para aliviar a dor (água, bolsa quente, massagem), e meu filho nasceu lindamente e com muita saúde (apgar 10 e 10). Recebi ele em meus braços, onde ele foi aquecido e aconchegado e pode mamar a vontade. Minha dor foi muito menor do que imaginei e plenamente suportável, nem de longe lembrava a dor que as mulheres das novelas parecem sofrer na hora de parir (que é a dor que todas imaginam que sentirão). Depois do parto, me levantei, fui ao banheiro e almocei uma deliciosa muqueca de peixe. Com 99% dos médicos brasileiros, eu teria sido encaminhada para uma cesárea, pois SÒ NO BRASIL gestação com circular de cordão e bebê posicionado à direita são indicações de cesárea. Grandes mentiras que contam todos os dias para facilitar a agenda do obstetra... Graças a Deus, cada vez mais mulheres questionam a violência que tem sido feita com as mulheres brasileiras em um momento tão importante e transformador: a hora de colocar seu filho do mundo e recebê-lo em seus braços.

 
 
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priscilla

A casa de parto é uma ótima alternativa para saúde pública e para cidadania feminina, uma vez que neste modelo o protagonismo da mulher numa hora tão importante como o parto é fundamental. Do ponto de vista da economicidade é bem verdade que o material de consumo seria menor para o subsidiar um parto. De outra parte, vale dizer que o dinheiro não gasto com anestesia, equipamentos e medicamentos pode ser direcionado para pagamento de funcionári@s humanizad@s, sob a égide da multidisciplinariedade. Numa casa de parto o atendimento é integral, oferece estrutura adequada para aquelas mulheres que não dispõe de um apartamento ou casa com condições higiências e estruturais para realização de um parto. Quem é contra as casas de parto é contra saúde pública e o direito da mulher parir com amor!

 
 

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