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O modelo político-gerencial de DilmaEnviado por luisnassif, sex, 10/06/2011 - 13:10Coluna Econômica O caso Palocci permite uma boa discussão sobre modelos de governabilidade. Vendeu-se a imagem para a opinião pública de que governo bom é aquele eminentemente técnico, que não faça concessões políticas. A história registra dois casos eloquentes desse modelo político: Jânio Quadros e Fernando Collor. Governaram sozinhos e caíram sozinhos. Os argumentos pró-impeachment foram apenas álibis para formalizar uma situação de fato. *** Fernando Henrique Cardoso demonstrou a importância de manter a governabilidade. No início, não precisou se preocupar muito, devido à popularidade granjeada com o plano Real. No segundo mandato, o jogo de cintura político foi fundamental. *** A partir das experiências históricas, o perfil do grande governante precisa conter visão de futuro, gestão mas, igualmente, habilidade política para compor maiorias e mesmo fazer concessões que não comprometam os objetivos finais de governo. Essa é a lição maior desses cinco primeiros meses de governo Dilma. *** Mesmo antes da denúncia, Palocci não vinha se saindo bem em suas funções de Ministro da Casa Civil. Segundo um privilegiado observador do governo Dilma, o problema maior foi o acúmulo de funções. Ficou incumbido não apenas da articulação política como também da supervisão gerencial do governo - função um pouco estranha à sua formação. No âmbito do governo, há duas formas de articulação política. Uma, a formulação das grandes alianças e da estratégia macro. Outra, a do atendimento do varejo, receber políticos, dar-lhes atenção, atender pequenos pleitos. Em tese, esse varejo deveria ser feito pelo Secretário de Relações Institucionais Luiz Sergio Nóbrega de Oliveira. Mas o embaraço de Palocci, sua falta de prática gerencial, acumulando muitas funções sem dar conta, acabou comprometendo também o trabalho de Luiz Sérgio. Por outro lado, a presidente Dilma Rousseff se isolou do mundo político, envolvida na definição de sua estratégia de governo. *** Não se pode dizer que havia uma desarticulação política ampla. Embora no início, o governo conseguiu aprovar sem muita dificuldade os principais projetos apresentados, como o trem-bala, o tratado com o Paraguai, o salário mínimo. O Código Florestal acabou emperrando em apenas um ponto. *** Mesmo assim, a saída de Palocci permitirá um rearranjo e um aprimoramento do modelo. Dilma trará para si as grandes formulações políticas. Aliás, desde a semana passada passou a abrir a agenda para bancadas aliadas. A substituta de Palocci, senadora Gleise Hoffmann, cuidará exclusivamente das questões administrativas. O varejo político por enquanto ficará com Luiz Sérgio, mas por pouco tempo. Dilma pretende mantê-lo em solidariedade aos ataques que sofreu nos últimos dias. Mas a tendência será substituí-lo. O desafio derradeiro será pacificar a bancada do PT, que andou se engalfinhando nas últimas semanas. Há um conjunto de nomes experientes, dos quais poderá sair o novo líder da bancada. O importante será definir o quanto antes e pacificar as guerras internas. Depois, tocar o barco para o que interessa: a construção de políticas públicas consistentes.
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Comentários + votados
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Pedro M.
10/06/2011 - 09:31
No caso do Fernando Henrique Cardoso seu "jogo de cintura" se deveu ao apoio da mídia. Se tivesse uma mídia que denunciasse os erros e corrupções do seu governo certamente não teria a vida mole que...
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Cláudio Freire
10/06/2011 - 09:31
Muito bom artigo, Nassif.
Sensato e equilibrado, olhando para a frente, sem entrar em histerias que foram escritas nos últimos dias.
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Romanelli
10/06/2011 - 09:47
é por aí ...habilidade pra esconder as sacanagens ..melhor esconder e chantagear, tirar lasquinhas pensa uma boa maioria
..tudo indica, Paloffi não teve habilidade (o graaande consultor...
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Paulo F.
10/06/2011 - 09:57
Sonho dos governos do regime militar: os tecnocratas! A história volta, primeiro como tragédia depois como farsa.
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Eduardo Petrucci Gigante
10/06/2011 - 10:01
O Salário do Medo, um filme bem velho. Transportar nitroglicerina em caminhões, por estradas em péssimo estado. É por aí a situação polícica-gerancial brasileira. Com partidos políticos que não fazem...
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Chico Pedro
10/06/2011 - 10:11
Numa síntese bem apertada seria mais ou menos assim..
Um governo é a capacidade de executar sua estratégia (organização, técnica, perícia).., o "balanço" dos fatos políticos criados (tanto negativos...
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antonio francisco
10/06/2011 - 10:21
Pode-se imaginar um tipo de resumo assim: o governo ou dá, ou desce.
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Anísio F.C.
10/06/2011 - 10:34
Ótima a coluna.
Nãp há ilusões, Dilma nunca deveria pensar o governo por sí só.
Essa coisa de tapar o nariz ao congresso, de acreditar naqueles infantis clichês não dá muito certo não.
Chega de...
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Romanelli
10/06/2011 - 10:35
ahhh tal ..então que tal já propor a lista fechada de vêz ? ..bem, isso vai bem de encontro a partidos "fortes"
ou seja, seria a pá de cal que nos resta .. já imaginou, os...
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Gilson AS
10/06/2011 - 11:07
O bom tecnico de futebol é aquele que consegue enxergar o jogo, de uma forma diferente de mim, que sou apenas torcedor.
Nesse últimos acontecimento com o governo Dilma eu era apenas...
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Jairo Juruna
10/06/2011 - 11:20
"A partir das experiências históricas, o perfil do grande governante precisa conter visão de futuro, gestão mas, igualmente, habilidade política para compor maiorias e mesmo fazer concessões que não...
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Osmundo
10/06/2011 - 11:34
Mas também há que se levar em conta o quanto essa imagem da desarticulação não é um produto midiático. Nesse último mês, se qualquer pessoa se informasse somente por alguns jornais ou emissoras teria...
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Fernando SP
10/06/2011 - 11:35
Concordo em linhas gerais, há que se tratar da gestão e da política tarefa que não é simples. Mas o que não foi analisado é o motivo que levou a Folha e depois os demais órgãos de imprensa a...
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Francisco Ernesto Guerra
10/06/2011 - 12:13
Antonio,
Não concordo. O certo seria: se não dá, não sobe. O que dar, como o Nassif citou, não são pedidos onerosos ou de difícil atendimento. Geralmente são pequenos favores, verbas para um posto de...
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jura
10/06/2011 - 12:18
"A partir das experiências históricas, o perfil do grande governante precisa conter visão de futuro, gestão mas, igualmente, habilidade política para compor maiorias e mesmo fazer concessões que...
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Marco ANtonio L.
10/06/2011 - 12:18
Só uma criança acreditaria que a Gleise é uma técnica apenas. Ela é uma tremeda política e caso a Ideli seja escolhida para Relações Institucionais, com a Dilma quer, teremos 2 mulheres de...
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Nilva de Souza
10/06/2011 - 12:24
Jogo de cintura do FHC = compra de votos para a reeleição e tratoragem do Serjão.
A rima é propositada.
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Anísio F.C.
10/06/2011 - 12:27
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jc.pompeu
10/06/2011 - 12:46
concessões, acordos, derivações políticas fazem parte da governabilidade desde que em torno de programas e ideias; ações públicas de governo; valores e doutrinas político-partidárias. ...
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Jairo Juruna
10/06/2011 - 13:13
"A reportagem foi evidentemente encomendada, resta saber por quem."
Interessante! Não se discute se os fatos apontados na reportagem são verdadeiros.
Para essa gente o vilão é sempre quem denuncia:...
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No caso do Fernando Henrique Cardoso seu "jogo de cintura" se deveu ao apoio da mídia. Se tivesse uma mídia que denunciasse os erros e corrupções do seu governo certamente não teria a vida mole que teve!
é por aí ...habilidade pra esconder as sacanagens ..melhor esconder e chantagear, tirar lasquinhas pensa uma boa maioria
..tudo indica, Paloffi não teve habilidade (o graaande consultor) - graças a deus - e se atreveu até a se colocar como intocável (pra variar) ..deu no que deu ..pensavam que tinham o rei na barriga e que eram absolutos, que podiam desdizer da ética e quase tomam um pé na BUNDA pelo vasamento de fatos verdadeiros, ou vai dizer que é mentira o enriquecimento em tempo recorde e SUSPEITO, provavelmente legal, porém suspeito ?
..e não duvide que se insistissem podia levar a coisa mais séria ..aliás, que fim levou a Erenice ?
mas que conversa mole esta de esconder tudo no saco da tal governabilidade hein?
LULA teve maioria que NUNCA ANTES vimos ..e o que ele fez? ..ou melhor, olha o tanto que ele deixou de fazer ?
não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe ..a mentira tem perna curta ..evite-a
e ainda vem a público lamentar a saída da tralia que o país pedia há anos e pensava que já estava livre ..mas que atrevimento ?!! ..só aqui mesmo
Dilma, dilminha, todo dia é dia de olhar o porão ..tenho certeza que há ratos lá, ou haverão
Olá Roma! Mais um "milagre" acontecendo. Lembra-se que lhe adiantei que dois seriam os Ministros a "pedirem" suas demissões? Pois é, esse é o segundo:
" A presidente Dilma Rousseff nomeará Ideli Salvatti para o Secretaria de Relações Institucionais, no lugar de Luiz Sérgio. O ministro, atual titular do cargo, herdará a vaga de Ideli no Ministério da Pesca e Agricultura. Ideli foi chamada na tarde desta sexta para uma conversa com a presidente Dilma".
Nem uma palavrinha sobre o que o Lula teve de fazer após o -dito- escândalo do mensalão. Pombas, pau que dá em Chico também dá em Francisco.
Jogo de cintura do FHC = compra de votos para a reeleição e tratoragem do Serjão.
A rima é propositada.
Nassif,
Se o PT estiver atento não apenas as transformações econômicas, mas sociais, antropológicas e religiosas, Dilma poderia colocar Walter Pinheiro. Se no passado, o PT teve o apoio das comunidades eclesiais de bairro da ICAR.
Hoje, a realidade do Brasil é mais difusa e tende a continuar mudando. Se há um lado que quer a liberalização do aborto, do casamento homossexual. Por outro, há o lado que quer o contrário. Pinheiro é petista, ou seja, conhece o Partido e suas necessidades, mas Pinheiro é religioso e saberia conversar com a bancada evangélica sabendo quais seriam as suas necessidades.
Mas o que quero falar com isto, que ele saberia negociar tanto com a parte laica que está lá, quanto a parte religiosa. Isso ficará cada vez mais evidente no Brasil. Por outro lado, a imagem dele desconstruiria muita coisa nos púlpitos mais reacionários, quando afirmam que no PT só tem marxista.
O Senador ajudaria a desconstruir esta imagem manteria bom diálogo com a bancada, quando for para falar de política ele falaria, quando for para falar sobre revinicações que os evangélicos tanto gostam ele também falaria. É preciso olhar e perceber para onde, na construção de uma nova sociedade brasileira o país está indo.
Está na hora de entender isto e parar e não deixar o que aconteceu com o aborto. Com o mundo religioso pontes precisam ser construídas com bastante antecedência. E tem mais, o lugar que mais se discute e se dialoga é nas igrejas. Sim, é isto mesmo, pois a referência está sempre no modelo de sociedade que se desejou construir em Israel e os erros e acertos disto. Esta será sempre a referência bíblica de certo e errado e da construção de cidadania. Assim está nos livros deuterocanônicos.
Não estou afirmando que Pinheiro vai ter um Bílbia debaixo do braço. Mas afirmo que ele tem condição de dialogar com este Brasil que está aí e um segmento que nasce silenciosamente, mas que ele sabe que existe.
Vai dialogar com caciques, mas vai ter de dialogar com todos os segmentos. Seria bom o PT, a semelhança das igrejas, ter em seu partido internamente, o ministério de liberdade religiosa. Nas igrejas, isto consiste no diálogo inter-religioso com outras denominações e com a sociedade.
Não estou falando para ter isto no plano estatal, mas dentro do partido ter um núcleo que saiba dialogar sobre isto e conheça as diferenças de púlpitos de cada religião, no que elas se aproximam, no que elas se afastam e como a cultura e a diversidade brasileira é inserida nesse universo evangélico que cresce.
O nome de Pinheiro é bom porque ele é baiano e conhece diversidades religosas e, por natureza, sabe dialogar. Não estou falando que a Bahia é melhor do que os outros, mas afirmo que a Bahia compreende os segmentos religosos e seu comportamento, exatamente por conta do seu lado sagrado e profano. No que respeita ao Estado, este lado/caraterística seria lacio e religioso, sem abrir mão do laico, mas saber dialogar com os segmentos diversoso dessa realidade que está no país, mas que já existe na Bahia desde os primórdios.
É bom pensar e discutir esta realidade. Não precisa ir muito longe, Ruy Barbosa teve os seus embates, mas tinha seu lado sagrado e profano e não abria mão da República e seus princípios.
Também concordo, mas neste momento acabo de saber que a Dilma já indicou a Ideli para a Articulação Política. Mesmo, acho que este comentário deveria ser publicado lá em cima. Vale pela reflexão que levanta sobre o diálogo com as igrejas.
Resumindo, põe o Pinheiro porque ele é baiano e evangélico...
Só pela sua ironia percebi a importância do comentário.
Somos assim, às vezes, precisamos de um empurrãozinho para sairmos da letargia. Acho que voce precisa ler o comentário de novo, subilinhar onde teve dificuldade para compreender, ler de novo, transcrever, este método é ótimo para compreensão. Sai do "decoreba". Paz e Bem, meu irmão.
Não. Acho que vou desenhar. Pinheiro é um bom nome porque é baiano e conhece a realidade pela qual o Brasil caminha, por isto fazer parte da identidade baiana e sabe lidar no cotidiano. E o que melhor, neste sentido, sabe o que é dogma e o que é princípio.
É um bom nome porque tem ligações com os movimentos sociais, pois é desse segmento petista que ele vem. É um bom nome porque sabe ouvir e neste cargo ouve-se mais do que fala.
Agora não adianta, Ideli já está lá, e para mim, espero que a presidenta aprenda na marra que ser presidente da República não é apenas ser técnica, precisa negociar, sobretudo com o Congresso. Pelo que vi de Ideli no mensalão, ela não faz um perfil de uma pessoa que ouve e que seja de diálogo e negociação. E há outro aspecto, não é simpática a muitos por lá. Vi Ideli na CPI do mensalão e o perfil dela é de chutar, tipo Sergio Cabral, não é um perfil para Relações Institucionais, mas espero que eu esteja errada.
Relações institucionais é como aquele político do interior, ouve, ouve, ouve. Atende um e deixa outro esperando, mas nunca aumenta o tom nem contradiz o interlocutor, apresenta junto com ele um acréscimo a sua proposta. É algodão entre cristais.
E há um outro problema, Ideli será bombardeada por conta de uma Ong que ela tem e que já foi reportagem de Veja. Espero realmente que Dilma aprenda na marra a conciliação entre capacidade administrativa e diálogo político. Isto é presidência da República. Mas espero pior e imeeeeeeeeensamente que eu esteja errada sobre esta escolha, para o bem do governo dela. E tomara que eu esteja mesmo. Do contrário ela vai ficar como aquele economista que só encherga economês e pensa que tudo gira em torno disso.
Mas torço para que ela tenha alguma referência da Conceição Tavares, que é uma outra vertente.
"E tem mais, o lugar que mais se discute e se dialoga é nas igrejas."
Putz, acho que vivo num país diferente do teu. Nunca vi coisa mais autoritária que igreja. Mais até que os militares.
Aquele senador-pastor, Magno Malta é o exemplo vivo da intolerância dos evangélicos.
Os últimos papas detonaram a Teologia da Libertação, perseguiram as comunidades eclesiais de base.
Onde, então voce vê diálogo?
Que apoio de midia? FHC foi tão atacado quanto qualquer outro Governo, pegaram o vinho de 5.000 dolares de Ricardo Sergio, destroçaram o Chico Lopes, o apagão eletrico foi trombeteado dia e noite,o caso SIVAM , a demissão de Chico Graziano, era bronca toda semana. nunca foi poupado pela midia, basta consultar as coleções de jornais, especialmente FOlha e a revista Veja, era pau continuado. A diferença era o fairplay de FHC que tinha uma atitude olimpica propria de um aristocrata da politica.
Muito bom artigo, Nassif.
Sensato e equilibrado, olhando para a frente, sem entrar em histerias que foram escritas nos últimos dias.
Parabéns Nassif, mais uma vez. Mas a questão é a arrumação como os partidos aliados. Parece que não há o entendimento certo com os partidos aliados, parece uma briga constante entre o PMDB e os demais partidos. Vale uma ressalva, com relação ao PSB, o mais integrado de todos, ao meu ver. E o PMDB, apesar de divergências, por ser um partido mais amplo na sua geografia, há o grande poder nas mãos de Sarney, afinado com o Lula, Michel e Renan, líderes influentes que também mantém equilíbrio junto a Dilma. E há o grande condutor dessa grande coligação, o ex-Presidente Lula, um atuante permanente para o equilíbrio político. A grande maioria dos parlamentares da coligação são oriundos do enorme entendimento feito por Lula, durante os 8 anos de seu mandato. E nunca alguém em sã, e bota sã consciência, iria dispensar essa primazia de colaborador chamado Lula.
Não existe governo gerencial.aliás,o próprio gerenciamento é,em si,um forma de política.
A velha mídia,sempre que refere-se desta forma,sugere a pítica como alguma coisa ruim-e é,principalmente a poítica que sempre foi apoiada seguidamente por eles e que,hoje,encontra-se eraizada na cultura poítica do país.
O presidente Lula,com o carisma e liderança únicos,conseguiu navegar neste mar revolto e transformar os Estado em indutor do desenvolvimento e da diminuição das desigualdades sociais.
A presidente Dilma vem trilhando os mesmos caminhos.O grande erro que se comete ao analisar estes quase 6 meses do novo governo é justamente este: É um novo governo. Por suceder ao presidente Lula,e por ter feito parte do governo,muitos analistas tentam avaliar o novo governo sob a ótica do continuismo,o que é um equívoco.
O novo governo vem se entrosando dentro do esperado e,se compararmos com os perimeiros seis meses do governo do presidente Lula,em 2002,veremos que o governo atual já partiu de um patamar mais elevado,devido a sua experiência na máquina federal.
O presidente Lula sempre disse que quem viesse a sucedê-lo teria por obrigação fazer um governo melhor do que o dele,já que partia de uma outra realidade-ao invés de um país quebrado e sem moral,receberia um país em franco crescimento e com moral elevado.
A presidente já demonstrou que saberá usar esta realidade para acabar com a miséria absoluta no país e que continuará a fazer o país crescer com distribuição de renda.
Isto é política,no sentido amplo.Esta é a política que interessa ao país. O dito gerenciamento é a forma de se fazer esta política e,até o momento,a presidenta tem demonstrado de que lado está: Do povo brasileiro.
Àqueles que tentam passar uma imagem de uma presidenta distante das negociações políticas um pequeno lembrete: A presidenta é mineira e,como sabemos,os mineiros fazem a arte política em silêncio.
Acertou na mosca seu Vlademir. Todo gerente tem que ser um bom politico. Tem que saber transitar na esfera politica. Lula era um mestre nesta arte. Mais do que qualquer outro que se tenha notici na História desse país. Dilma ainda tem muito que aprender ... e parar com essa bobagem de escolha com perfil "técnico" , como se as pessoas pudessem ser classificadas a priori. Com que critério um tecnico é melhor do que outro? Que bobagem. Só o criterio politico é que conta, e mais nada.
Muito bom seu comentário, complementando o do Vladimir.
Só uma criança acreditaria que a Gleise é uma técnica apenas. Ela é uma tremeda política e caso a Ideli seja escolhida para Relações Institucionais, com a Dilma quer, teremos 2 mulheres de primeirissima linha na frente política da Presidenta.
É. Mais infelizmente habilidade política é lotear cargos.
Assis Ribeiro
Seguindo esse raciocínio, substitui-se o político pelo tecnocrata, como na época dos militares. Mas quem vai escolher esses tecnocratas, supostamente os mais capazes, para ocupar os cargos? E mais, que capacidade é essa? Quem determina os crítérios? Existe uma "competência" em si, não "contaminada" pela política, pela ideologia?
Esse tipo de mentalidade é fruto da lavagem cerebral do pig que faz com o senso comum veja a política como algo corrupto por definição. A mídia brasileira crimanilza a política e o político por queno fundo "caga e anda" para a democracia. Ela nunca foi democrática e apoiou o golpe e todas as tentivas de fazê-lo
Juliano Santos
Minha cara, vc ja ouviu falar de um politico brasileiro chamado Getulio Vargas? Sua ação direta e indireta governou o Brasil de 1930 a 1964, procure saber quem foi Vargas antes de falar que Lula foi o maior politico que se tem noticia na Historia do Brasil. Procure livros que tratam desse longo periodo nas boas livrarias do ramo, sugiro a coleção de Helio Silva em 29 volumes que cobrem o periodo getulista, quase 15.000 paginas ou a sintese de Thomas Skidmore, de Getulio a Castelo, Editora Paz e Terra, já são mais de dez edições e ai voce terá alguma ideia de proporção na Historia Politica do Brasil. Se não fosse Vargas vc estaria morando em um grande Paraguai vivendo de sinhazinhas e cafezais, por ai vc pode ter uma noção do que é real transformação de um Pais pelas mãos de um estadista.
"ao invés de um país quebrado e sem moral,receberia um país em franco crescimento e com moral elevado"
Se quebrado estivesse ( e não estava!) era o efeito 51, digo, Lula, no mercado. Só muita promessa e cartas desfez a desconfiança. Moral elevado? Estou vendo!
Não posso discordar do texto do Nassif, digo o mesmo, paulatinamente, há meses.
Quantos: 06?
Bota o Lula, Dilma.
Ele topa, ele faz qualquer coisa pelo Brasil.
Concordo, em termos, com sua opinião, Convenhamos, porém, que esse relacionamento com deputados e senadores é realmente desgastante em razão do comportamento fisiológico da maioria dos congressistas. Não significa, contudo, que a presidenta Dilma vede o acesso deles ao Palácio do Planalto. Ela poderia estabelecer espaço para, a seu critério, convidar interlocutores para diálogos republicanos.
E o Código Florestal é paradigmático pois o enrosco sequer foi com a oposição. Mas acho que essas falhas de comunicação não foram comprometedoras, antes serviram como um bom alerta para correções de rota.
Concordo com o texto. Só faria o reparo que a imagem de Dilma como presidente eminentemente técnica e não tão "politiqueira, faladeira" foi uma construção de nossa mídia no ínício do mandato, para tentar enfiar uma cunha entre ela e o Lula (lembram-se? Eu, sim). Só que isso, para decepção da grande imprensa, não funcionou. Portanto, voltou a espreitar a primeira oportunidade de ataque.
Igualmente, caiu por terra o mito do "grande consenso", que inviabilizaria a oposição. "Besteira", disse Lula, "não há nada mais fácil nesse mundo do que fazer oposição!"
Até agora, o governo estava ainda começando, e mesmo com a experiencia acumulada na Casa Civil, o primeiro momento é de medir terreno, pisando em ovos. Buscando, inclusive, sanear os estragos da campanha eleitoral para assegurar um mínimo de governabilidade. Até no Governo Lula foi assim.
São os famosos primeiros 10 do jogo da Copa que faz qualquer torcedor roer unhas ("começou mal, começou mal! Cadê o ataque? Meu Deus, que retranca! Esse técnico é um merda! Assim vamos perder! Pronto, já perdemos!").
Aos poucos, ela vai se soltando, e a crise a obriga fugir para frente (como foi o caso dos primeiros escandalos pré-mensalão) e partir para o contra-ataque, mostrando resultados e desenvolvendo a comunicação direta com o eleitorado, contornando o boicote da mídia.
Seu estilo oratório é ainda desajeitado, mas está aprendendo, está se abrindo. Afinal, ela não tem a experiencia de décadas de liderança política do Lula, e a experiencia de vida tão pé-no-chão. Mesmo com passado de guerrilheira (daí sua disciplina e dureza), foi mocinha de classe média mineira. Mas possui uma grande vontade de aprendizado, e isso é que conta.
Afinal, foi a ingreme curva de aprendizado que fez o Lula, inicialmente ainda muito dependente dos cardiais intelectuais do partido, crescer intelectualmente, ao ponto de, hoje, dominar diversos assuntos da política e economia internacional, talvez com muito mais insight imediato do que a maioria dos acadêmicos tupiniquins. Reconhecidamente, alta capacidade de aprendizado é superior do que grande conhecimento acumulado quando esse enferruja a curiosidade e produz empáfia (FHC).
E o jogo continua rolando. Depois do primeiro gol e revide (PGR), ele continua empatado, mas a seleção está dominando. Mas não pode cochilar, não é, Galvão? Sobretudo, é preciso mais disciplina na quadra. Bola para frente, gente!
Joaquim Aragão
Sua tentativa de elevar o moral da tropa é comovente. Mas que o brilho acabou (para mim nem houve), acabou.
Quanto ao Nassif, considero-o um otimista ao achar que existe um modelo....
Calvin, vc provavelmente é daqueles que vai continuar chorando por mais uma década. Mas o choro é livre, pois vivemos numa democracia e a maioria pensa diferente de vc.... :-)
Chorando? Dimitri, estou é às gargalhadas com tanta bateção de cabeça, como eu previa. Acertar é prazeiroso!!!
Sonho dos governos do regime militar: os tecnocratas! A história volta, primeiro como tragédia depois como farsa.
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