O modelo de gestão da Educação paulista

Por Edson Joanni

Sem funcionários, escola de Guarulhos (SP) usa alunos na faxina

FONTE : FOLHA DE SÃO PAULO

Alunos e funcionários que trabalhavam apenas com a merenda na Escola Estadual Maria Helena Barbosa Martins, em Guarulhos (Grande São Paulo), precisam tirar o lixo da sala de aula todos os dias. Como outras unidades da rede estadual, a escola sofre com o atraso na contratação de empresas terceirizadas para o serviço, causado por mudança administrativa do governo -que obrigou à reabertura dos pregões para escolha de novas prestadoras. É o que informa a reportagem de Fábio Takahashi e Raphael Marchiori publicada na edição deste sábado da Folha (a íntegra está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL).

Carlos Cecconello/Folhapress Na Escola Estadual Maria Helena Barbosa Martins, em Guarulhos (SP), alunos precisam ajudar a tirar o lixo

Segundo a Secretaria Estadual da Educação, 213 colégios já ficaram ou ficarão sem os funcionários terceirizados até 3 de setembro. A rede de ensino possui 5.000 escolas.

Em quatro colégios de Guarulhos visitados nesta semana pela Folha, todos contavam com cerca da metade do quadro de funcionários. 'Fica ruim para os alunos, que têm de catar lixo ou varrer a sala. Na última reunião, alguns pais se colocaram à disposição para ajudar', disse Edjane Lopes, 38, mãe de uma aluna da sexta série da escola Maria Helena Barbosa Martins.

A dificuldade ocorre porque o governador Alberto Goldman (PSDB) vetou, em junho, a participação de cooperativas em licitações, agora restritas a empresas. O chefe de gabinete da Secretaria da Educação, Fernando Padula, diz haver falta de funcionários apenas em 'casos pontuais', que serão solucionados rapidamente. 

Comentário

Há uns dois anos fui jurado de um Prêmio de Qualidade do serviço público paulista. O único caso classificado da Secretaria da Educação (ainda dirigida por Maria Helena) foi o sistema de terceirização dos serviços de limpeza e de cozinha, de forma descentralizada, com cada escola escolhendo seu prestador de serviços.

Havia um voluntarismo besta: impunham o modelo de cima para baixo e não definiam o papel dos funcionários contratados. Mas havia também um caráter moralizador: com as licitações sendo feitas por escola, acabavam os grandes esquemas com empresas prestadoras de serviços que financiam as campanhas eleitorais em São Paulo.

Agora, pelo visto, o governador Alberto Goldmann toma a decisão de afastar as pequenas cooperativas e abrir espaço para os grandes grupos. Vamos ver quantas escolas a Tejofran irá administrar.

Média: 3.8 (4 votos)
24 comentários
imagem de Edson Joanni
Edson Joanni

Olá Nassif. Uma questão técnica: tenho percebido que várias de minhas postagens saem sem os links, que sempre coloco nos próprios títulos. As fontes sempre coloco logo na linha de baixo. Este post é um desses casos. Será algum problema aí de vcs? Estou certo de haver colocado o link, sou bem rigoroso com isso.

 

Nem SOPA nem PIPA! Abaixo a censura na Internet!

 
imagem de luisnassif
luisnassif

Quando colo do comentário aqui, uso o modo T (para limpara caracteres) e o link acaba sumindo. Quando percebo, copio. Mas às vezes passa em branco. Culpa nossa.

 
 
imagem de Edson Joanni
Edson Joanni

Entendi. Então vai uma sugestão pra aliviar essa perda de tempo pra vc:

que seja obrigatória a passagem pelo "pré visualizar".

Explico melhor: que a postagem seja feita em dois passos. Primeiro vem só o botão de pré visualizar. Assim estimula o pessoal a limpar a sujeira de formatação antes de enviar em definitivo, que seria o segundo passo.

 

Nem SOPA nem PIPA! Abaixo a censura na Internet!

 
imagem de cleber cartacho tomaz
cleber cartacho tomaz

A crise na educação Brasileira não escolhe partido , os estados governados pelo PTno Nordestre apresentam os piores índices , aqui pelo ES , principalmente na grande Vitória temos que valorisar o trabalho de abnegados professores enfrentam de tudo pra trabalhar , os toques de recolher estão acontecendo na periferia , um bilhete entregue na portaria de escolas por traficantes deixa  todos em polvorosa , meus caros amigos , como diria Saldanha , a coisa ta feia .

 
 
imagem de "o" Rafael
"o" Rafael

Ai, meu Deus, olha aí o PIG, como sempre, agindo como pau-mandado do Serra. Esse Otavinho não pega jeito.

 
 
imagem de Sergio Saraiva
Sergio Saraiva

Embora não seja objetivo da escola, que existe para socialização e absorção de conhecimentos, ajudar a limpar a escola não trará nenhum mal as crianças, creio mesmo que o contrário é mais provável.

 
 
imagem de Edson Joanni
Edson Joanni

Vou discordar.

Acho que uma coisa (muito saudável) é a criança aprender desde cedo a, por exemplo, arrumar e limpar seu quarto. Outra muito distinta é obrigar os alunos a limpar a sala de aula. Primeiro pelo atraso que isso provoca, como disseram em outro post, e também pelos problemas de saúde que algumas crianças podem ver agravados (alergias, rinite, asma...). Se fosse um evento tipo mutirão de pais e alunos num fim de semana ok, vale como atividade lúdico-educativa e pra chamar atenção para o problema de falta de funcionários, mas obrigá-las a fazer isso todos os dias é o fim da picada. A molecada já anda tão desmotivada a querer a escola e ainda jogam essa responsabilidade em cima delas...

Pronto, discordei.

 

Nem SOPA nem PIPA! Abaixo a censura na Internet!

 
imagem de emerson57
emerson57

é o tal "xoque de jestão" do psdb !

-piada prontíssima.

 
 
imagem de Rivaldo - Salvador
Rivaldo - Salvador

R7 - Publicado em 04/11/2009 às 11h00: Pais dizem que alunos são obrigados a varrer a escola

A denúncia foi encaminhada ao Conselho Tutelar, que chamou a direção para explicar o caso

Amanda Polato, do R7, e André Carvalho, da Agência Record Os pais dos alunos da Escola Estadual Professora Maria Petronila Limeira dos Milagres Monteiro, em Santo Amaro, na zona de sul de São Paulo, perceberam que os filhos demoravam a sair da escola. O motivo: eram obrigados a varrer as salas após as aulas.

 A mãe de um dos estudantes da 5ª série diz que o filho chegava em casa tarde e reclamando de problema respiratório – o garoto sofre de rinite alérgica. Questionado, ele contou à mãe que varria a sala. A mãe procurou a diretora para discutir a questão, mas de nada adiantou.

 Arquivo pessoalArquivo pessoal

Alunos fotografaram outros varrendo as salas de aula e entregaram as imagens às mães

Outra mãe de uma aluna da 5ª série afirma que em todos os turnos do colégio (manhã, tarde e noite) os alunos eram obrigados a levantar as cadeiras e varrer o chão:

 — O processo é demorado porque, pelo menos, 50 cadeiras precisam ser levantadas, antes antes de os alunos varrerem a sala.

As crianças chegaram a fotografar o momento da varrição e entregar as imagens aos pais.

Revoltados, os pais fizeram a denúncia ao Conselho Tutelar de Santo Amaro, que afirma ter chamado os gestores da escola para explicar o caso. A reunião está prevista para a próxima sexta-feira (6). O conselheiro Walter Roberto Logeto explica que já está acompanhando a escola para a situação não se repita:

— Os alunos estão lá para aprender, não para exercer uma função. E colocar as crianças para varrer pode até ser considerada uma situação vexatória.

Segundo Logeto, as medidas tomadas pelo conselho podem envolver advertência ou até encaminhamento para a diretoria de ensino.

Em nota, a Secretaria de Estado da Educação de São Paulo informa que não permite que tal trabalho seja exigido de seus alunos e que uma apuração preliminar foi aberta para averiguar a denúncia.

A secretaria diz ainda que a Escola Estadual Professora Maria Petronila Limeira dos Milagres Monteiro conta com quatro funcionários terceirizados responsáveis pela limpeza da escola.

Link: http://noticias.r7.com/vestibular-e-concursos/noticias/pais-dizem-que-alunos-sao-obrigados-a-varrer-a-escola-20091104.html

 
 
imagem de Eda Andrade
Eda Andrade

Nassif, assino a F olha há 30 anos.Agora não renovaremos mais.Me decepcionei muito ao descobrir que me iludi com "não tem rabo preso".No entanto,algumas matérias do Folha Ribeirão,que recebo me surpreendem,como esta do dia  25/08/2010 pág.C1.O título da matéria é Escola usa APM para contratar pessoal."Diante da falta de funcionários,escolas da rede estadual de Rib.Preto tem apelado p/usar o recurso do aluguel de cantinas ou da publicidade em muros p/contratar pessoal  extra p/limpeza, inspetores de  escola e merendeiras." Juliana Coissi quem assina.Ela diz que o problema é o baixo salário pg pelo  Estado -R$ 654,86 para inspetor e R$ 628,13 para merendeira. A matéria mostra exatamente como estamos precisando da alternancia de poder no Estado.

 
 
imagem de rita
rita

sinceramente não há modelo de gestão nenhum aí..

 
 
imagem de Gerinho da Terra
Gerinho da Terra

Embora concorde com o Sergio Saraiva que não causará mal algum aos alunos o fato de eles limparem as suas salas de aula, discordo que seja algo simples assim. Se existe público dinheiro para tal e não está sendo empregado em tal atividade, onde estaria sendo aplicado? estaria parado este dinheiro na Secretaria de Educação do estado com um dos piores resultados do país?

Está sendo utilizado em outra atividade ou fim na mesma Secretaria? Ou foi para algum lugar perdido, um buraco negro que existe naquele prédio onde funciona a Secretaria?

Dinheiro público parado é desperdício, ainda mais dinheiro da educação.

FUI!!!!!!!

 
 
imagem de Sergio Saraiva
Sergio Saraiva

Rivaldo, seu post vem ao encontroco do que eu afirmo:um aluno ( a expressão correta é educando, já que "aluno" é , por óbvio, politicamente incorreto) ter que varrer a própria sala de aula é degradante. Isso é serviço de preto.

 
 
imagem de Alexandre Rodrigues Vianna
Alexandre Rodrigues Vianna

Na verdade, não é demérito nenhum para o aluno limpar a escola nem fazer a merenda.

 

Salvo engano, no Japão é assim que funciona, por exemplo! Corrijam-me, caso eu esteja enganado!

 

Outro dia, um amigo me contava... Talvez seja uma medida interessante. Dizia um amigo, que esteve por lá, que o aluno sabe que não pode sujar o banheiro, porque, no dia seguinte ele ou um de seus colegas que terá de limpar!

Cultura milenar é um tantinho diferente...

 
 
imagem de Ed Döer
Ed Döer

Sim, no Japão a limpeza da própria sala é de responsabiliade dos alunos da mesma, a tarefa é dividida de forma organizada ao longo dos dias, hoje é um grupo de alunos, amanhã outro, etc.  Não sei dizer quanto a um banheiro ou outras dependências da escola.

Alimentação geralmente trazem de casa ou compram na escola mesmo.

E creio que seria positivo delegar parte da limpeza aos alunos por aqui, pois poderia ter um efeito pedagógico. O problema é convencer os pais disso. Já to até vendo um dizendo: "Meu filho tá na escola para estudar para ser médico, não gari."

 
 
imagem de kalango Malatesta
kalango Malatesta

em vez de contratarem gente das comunidades eles contratam empresas; choque-di-jestão

 

Ou o Brasil acaba com os juízes corruptos ou os juízes corruptos acabam com o Brasil

 
imagem de Adir Tavares
Adir Tavares

Sexta-feira, 27 de agosto de 2010 - 22h24

Zona NoroesteProblemas em escola no Santa Maria deixam pais indignados

Da Redação

Roberto Feliciano

Descaso é pouco para descrever o motivo da irritação de pais de alunos da Escola Estadual Benevenuto Madureira, no Jardim Santa Maria, Zona Noroeste. As reclamações extrapolam o limite da simples falta de estrutura do colégio.

Desde o começo do ano, um grupo de 44 pais vem se reunindo com um único objetivo: pedir o afastamento da diretora do colégio que, segundo eles, é a principal responsável pela situação.

Irani Rocha Silva é um dos mais indignados. Ele descreve cada um dos problemas: “Os professores faltam, há quem entre com drogas e armas, as crianças se embriagam dentro do pátio e não há a mínima segurança. Outro dia eu vim buscar a minha filha, de 12 anos, e quando o portão se abriu saiu um rapaz mais velho, sem camisa e descalço”.

O conselheiro tutelar Fábio Ayres acompanha o problema de perto e vem ouvindo as reclamações, com as quais montou um dossiê, entregue ao Ministério Público, que está avaliando o caso.

A reportagem de A Tribuna comprovou pelo menos duas das denúncias. Convidada por um aluno, a repórter fotográfica conseguiu entrar na escola sem precisar se identificar com nenhum funcionário. Ao chegar aos banheiros para fazer as fotos, pode sentir o mau cheiro com que os estudantes precisam conviver todos os dias.

Através de sua assessoria de imprensa, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo nega todas as acusações referentes a segurança da escola, além de afirmar que não há falta de professores, apenas de agentes de serviços escolares. A Secretaria afirma ainda que a diretoria do colégio está à disposição dos pais de alunos para conversar sobre os problemas.

http://www.atribuna.com.br/editorias.asp?ideditoria=5

 

 

 
 
imagem de Rosiméri
Rosiméri

Nassif,

E serão muitas escolas nessa situação, pois o processo vai continuar muitas escolas

em Guarulhos já sabem que vaõ ficar sem as cooperadas  até outubro. A escola citada

achoq ue jpa a quase um mês nessa situação. É um cenário que preocupa, mas

infelizmente aquilo o que se refere a educação é deixado de lado em demanda a

outros interesses.

 
 
imagem de Mario Aquino Alves
Mario Aquino Alves

Você tocou num ponto interessante, Nassif!

Creio que a TEJOFRAN deve ser uma das melhores empresas do mundo porque nos últimos 16 anos administrou tudo aqui em São Paulo: limpeza de instalações públicas, confecção de vagões de trens em consórcio com a Alstrom, os caixas de pedágio da DERSA....

Um grande empresário esse Antonio Dias Felipe, dono dessa empresa!

 
 
imagem de Avelina Martinez Gallego
Avelina Martinez Gallego

Qualquer tarefa desempenhada pelos alunos,poderia, em tese, ser pedagógica.

Não é ato de varrer as salas em sí,que deve ser reprovado.

Afinal se as mães em casa ensinassem seus filhos a arrumar seus quartos, lavar a louça que sujam e  partilhar outras tarefas domésticas estariam colaborando para torná-los mais independentes e menos machistas.

O problema é que na escola qualquer tarefa ou ação, deveria estar prevista no projeto pedagógico da escola e no planejamento didático, inclusive os passeios extra classe como visitas a museus , ao zoológico,  etc.

Mas não é o que acontece, pois até hoje procuro uma explicação para que a maioria das escolas levem alunos ao Play Center.

 

Mas o que podemos esperar de um Secretaria de Educação que só não levou adiante o "projeto" de pagar R$ 50,00 aos alunos com dificuldadede aprendizado em matemática para frequentar as aulas de reforço ou recuperção, pela reação que houve ao anúncio por parte de educadores?

Se um "intelectual", que já foi Ministro da Educação,  o hoje  secretário de educação de São Paulo tem o displante de defender uma ação esdrúxula como essa, o que  esperar de seus comandados?

São Paulo, infelizmente, virou terra de ninguém.

Abram os olhos paulistas.

 
 
imagem de Avelina Martinez Gallego
Avelina Martinez Gallego

Qualquer tarefa desempenhada pelos alunos,poderia, em tese, ser pedagógica.

Não é ato de varrer as salas em sí,que deve ser reprovado.

Afinal se as mães em casa ensinassem seus filhos a arrumar seus quartos, lavar a louça que sujam e  partilhar outras tarefas domésticas estariam colaborando para torná-los mais independentes e menos machistas.

O problema é que na escola qualquer tarefa ou ação, deveria estar prevista no projeto pedagógico da escola e no planejamento didático, inclusive os passeios extra classe como visitas a museus , ao zoológico,  etc.

Mas não é o que acontece, pois até hoje procuro uma explicação para que a maioria das escolas levem alunos ao Play Center.

 

Mas o que podemos esperar de um Secretaria de Educação que só não levou adiante o "projeto" de pagar R$ 50,00 aos alunos com dificuldadede aprendizado em matemática para frequentar as aulas de reforço ou recuperção, pela reação que houve ao anúncio por parte de educadores?

Se um "intelectual", que já foi Ministro da Educação,  o hoje  secretário de educação de São Paulo tem o displante de defender uma ação esdrúxula como essa, o que  esperar de seus comandados?

São Paulo, infelizmente, virou terra de ninguém.

Abram os olhos paulistas.

 
 
imagem de Ana C
Ana C

De fato, o simples fato de varrer a sala não é humilhação nenhuma. Quando é um ato esporádico e com objetivos pedagógicos. Mas, substituir os funcionários de limpeza, pelos alunos, é,  também,  de fato um absurdo.  Mesmo que isso seja temporário.

O  que demonstra a administração incompetente do atual Secretario da Educação do Estado de São Paulo. No entanto, quem terá que responder ao Conselho Tutelar, ou ao Ministério Público, segundo os posts colocados acima, será a diretora.

Ora, se o governador atual, vetou a contratação das cooperativas, em junho, deve tê-lo  feito com o conhecimento dos seus secretários. E se todos concordaram com isso, deveriam prever uma forma de solucionar o problema, ou então, combater o veto até que houvesse uma solução melhor. É muito cômodo transferir o problema para as unidades escolares.  E como você mesmo disse, ESSE é o modelo de gestão da Educação paulista.

Por outro lado, Nassif, "o sistema de terceirização dos serviços de limpeza e de cozinha, de forma descentralizada, com cada escola escolhendo seu prestador de serviços", a princípio parece muito bom, se houver uma forma de verificar a lisura nos processos de licitação. Na educação, como em toda a profissão, também existem profissionais corruptos, ou corruptíveis. 

No entanto, creio que a motivação principal do atual governador a tomar essa decisão pelo veto,  seja, muito mais, o poder centralizado de barganhar com um amigo do rei, do que o poder descentralizado de negociar com os amigos da plebe.

PS.: Alguém perguntou o motivo das escolas levarem as crianças ao Play Center. Concordo que deveriam também ir à museus, e ao zoológico. Mas, ao Play Center, salvo eu esteja muito enganada, ainda é o maior parque de diversões que atrai inclusive crianças adultas. O motivo é simples, ver as crianças se divertirem. E, principalmente nas escolas públicas, o motivo é saber que muitas delas, provavelmente, só irão com a escola.  Há coisas, que quando fazemos na infância, serão recordações que não tem preço. Um bom professor sabe disso.

 
 
imagem de jura
jura

Passa de meia-noite e acabo de voltar de mais uma festa de confraternização e, ao mesmo tempo, arrecadação de fundos para a escola onde meu filho estuda. É o terceiro ano consecutivo que faço isso. A escola é a estadual mais bem classificada no Enem há muitos anos.

Cheguei lá às treze horas e, como outros pais, passei quase doze horas montando barraca, fritando pastel, vendendo sanduíche, fazendo limpeza, contando ficha, fazendo contas e fechando o caixa.

O resultado de todo esse esforço às vezes não cobre nem as depesas, às vezes rende uns trocados. Mas não é a única fonte de renda da APM, a associação de pais e mestres.  Muita gente contribui mensalmente pra comprar sabão, papel higiênico, pagar a faxina por fora, pintar paredes, consertar os micros, trocar as lâmpadas, manter os laboratórios e a biblioteca.

Já faz tempo que as APMs, que foram criadas apenas para aproximar pais e mestres em torno na escola e da educação, foram convertidas em aparelhos de arrecadação de dinheiro. Além da baixa capacidade de arrecadação da imensa maioria delas, elas também não conseguem sequer roçar nos principais problemas: se um professor fica doente, por exemplo, as aulas não são repostas, porque não há substituto. Nem que haja dinheiro em caixa na APM, a falta de um professor poderá ser resolvida.

Enquanto isso o governo do Estado gasta milhões de vezes o que conseguimos arrecadar com nossas quermesses em propaganda vazia e contratos de compra de proteção dos grandes veículos de comunicação e suas editoras e fundações coligadas, como já amplamente demonstrado pela Na Maria, por exemplo. Um gasto de centenas de milhares de reais que não serve pra nada, nem pra eleger ninguém como está ficando cada vez mais claro.

Eles acham que o povo é bobo e que vão votar neles por causa da propaganda que fazem. E deixam de investir na educação do povo pra pagar a propaganda deles. O resultado está aí. O povo ficou sem escola, mas não acreditou na propaganda.

E agora, quem é o bobo?

 
 
imagem de Ester
Ester

Meu nome é Ester.

E eu estudo no Maria Helena Barbosa Martins! Curso a 8ªsérie do ensino Fundamental.

Sim a escola esta usando os alunos na faxina da escola,mas ninguem é obrigado a varrer a sala de aula!

Arruma as salas quem quer!E se puder ajudar! Isso mostra que o governo não estao ajudando as escolas publicas como merecido.Todos nós pagamos impostos, e merecemos um investimento no estudo.

Nesta mesma escola,tem um buraco em que os alunos cabulam as aulas,quando querem e como quizerem!

Alunos até passam em frente a sala da diretoria e da secretaria da escola,e não são barrados pelos responsaveis da escola.

 

Isso é um absurdo tremendo!

Esperpo que alguem veja este comentario de indignação e faça algo para ajudar nó estudantes da rede publica!

 
 

Postar novo Comentário

O conteúdo deste campo é privado não será exibido ao público.
CAPTCHA
Esta questão é para testar se você é um visitante humano e impedir submissões automatizadas por spam.
CAPTCHA de imagem
Digite os caracteres exibidos na imagem acima.

Faça seu login e aproveite as funções multímidia!