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O marketing do urubulinoEnviado por luisnassif, sab, 04/09/2010 - 11:04
Encontro proveitoso para checar teses, receber análises e informações. Da parte do grupo, curiosidade total para entender o que se passa com a campanha de José Serra. Não é normal tantos erros cometidos, segundo Mara Telles. Assim que Serra entra no ar, os telespectadores devem entrar em pânico, diz ela. Não passa uma mensagem positiva. Por exemplo, há duas maneiras de falar em saúde. Pode-se falar mostrando pessoas saudáveis, falando em prevenção, associando vida saudável à natureza do Brasil, falar de um país saudável. Serra só fala em doença. - Imagine o candidato entrando na casa da pessoa e dizendo, "você que é deficiente, você que perdeu o filho, você que é drogado..." Quem está nessa situação, desliga correndo. Quem não está, desliga também. O viés da chamada "síndrome do urubu" percorre todas as falas de Serra e todos os programas do candidato no horário gratuito. Sem contar as falhas óbvias, como a favela artificial e o texto sobre o candidato que "come" (o texto tentava comparar pessoas usando o "como": saiu Serra dizendo que "como fulano, como sua esposa, como beltrano"). Me pedem explicações. Confesso que não tenho resposta. Soube outro dia do desânimo do pessoal da GW para refazer os derradeiros programas da campanha. Mas, pelo que conheço de Serra, a explicação é a seguinte: Serra tem enorme falta de discernimento sobre temas mais comezinhos, frutos de uma insegurança cavalar. É inseguro e também morre de medo de passar essa imagem. Consequência: trava, não ouve para não expor suas dúvidas. Não consegue ouvir duas, três pessoas com opiniões divergentes, e arbitrar. Para fugir dessas restrições psicológicas, para cada tema, aposta cegamente em alguém e não admite discussões em torno do que foi deliberado. No caso do marketing de campanha, o guru foi Luiz Gonzales, da GW. Mas a culpa não é apenas dele, mas do próprio candidato. Quem define discurso político é político. Serra nunca conseguiu definir sua cara política. Nos quatro anos de governador do mais importante estado da federação, dentro do pacto espúrio com a mídia, terceirizou seu discurso. Virou uma mula-sem-cabeça. Parte da sua tropa de choque era composto por analistas... mercadistas – com ideias contra as quais Serra lutou toda a vida. Toca Jabor, Mirian, Sardenberg, Merval e outros defendendo o livre mercado contra a estatização e apresentando Serra como o grande campeão branco de sua causa. E Serra tem cabeça mais autárquica que da Dilma. Sem o fio condutor das suas ideias norteando o discurso, o apoio da mídia foi canalizado para bordões ideológicos e... escândalos; preconceito raso e... escândalos; cegueira contra pontos positivos do governo e... escândalos. Tudo isso sem a menor visão sobre as mudanças que estavam sendo processadas na economia, na sociedade e no jogo político. E nem se pense que tudo foi feito à revelia de Serra. Na ponta política dos escândalos, todos os políticos eram diretamente ligados a ele, de Itagiba a Jungmann, de Álvaro Dias a Agripino. Mais que isso: tendo o maior aparato que a velha mídia já montou em apoio a um candidato (nem FHC conseguiu essa unanimidade) foi incapaz de aproveitar a visibilidade. Não montou um modelo de governo palpável, uma ideia nova – a não ser o carnaval da lei antifumo, que desapareceu no burburinho da campanha. Lembro-me certa vez do Jornal Nacional, do sutilíssimo Ali Kamel dedicar quatro minutos a uma delegacia de defesa da mulher em São Paulo. E toca uma delegada a falar do apoio de São Paulo à mulher com um símbolo do governo do estado ao fundo. Tudo por absoluta falta de assunto. Ou seja, até na sua única especialidade – acompanhar obsessivamente a mídia – Serra só conseguia caminhar no negativismo. Não sabia como tirar partido da mídia para mostrar ideias, programas inovadores. Apenas para identificar críticos e pedir sua cabeça às direções de redação. Ontem, uma moça de Goiânia – aluna do curso de extensão -, tucana doente, estava quase às lágrimas buscando argumentos em favor de Serra. Sempre foi bem avaliado em São Paulo, chegou onde chegou, não pode ser medíocre, dizia insistentemente. Estava desesperada atrás de um argumento para ficar a favor. Tudo o que tinha à mão era uma imagem artificial, construída pela mídia em torno de bordões (o bom gestor) sem fatos palpáveis para consolidar a convicção. Depois, soube de seu drama: depois que começou a propaganda eleitoral, a própria mãe desistiu de votar em Serra. Outro dia lembrava da campanha de Mário Covas, conduzida pelo próprio Gonzales. O primeiro turno foi medíocre. Covas acabou indo para o segundo graças ao IBOPE. No segundo, o candidato se rebelou e resolveu politizar a campanha, deixando para o marqueteiro o que é de marqueteiro: vestir as ideias do candidato com uma boa roupagem. Lembro-me, por aqueles dias, de um jantar com o Júlio Semeghini, que me falou do governo eletrônico que estava sendo implementado pelo Yoshiaki Nakano. Escrevi sobre o tema e recebei muitos emails de pessoas dizendo que queriam votar em Covas, mas não tinham argumentos para tal. E agora, passavam a ter. Isso se deu no ambiente restrito da minha coluna. Presumo que no ambiente amplo da campanha, foi o que ocorreu quando Covas assumiu as rédeas do conteúdo - algo que Serra não conseguiu, por não ter conteúdo. Outro aluno do curso montou o jornalzinho de propaganda eleitoral de um candidato a deputado estadual. Nas oito páginas, fotos do candidato com Aécio Neves e uma história em quadrinhos do candidato com Lula e Dilma. Em uma das matérias, o candidato (que já é deputado) se apresentava como co-autor do futuro PAC2 para sua região. Explicação do marqueteiro: "Política não é teoria não. É para alcançar resultados práticos". Na saída, a melhor explicação para o suposto apoio de Aécio a Serra. Quando da última visita de Serra a Minas, o Estado de Minas estampou duas páginas inteiras discutindo um besteirol do Serra: sua afirmação, em uma coletiva, que não conseguia entender sotaque de mineiro.
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Comentários + votados
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Jose de Almeida Bispo
04/09/2010 - 11:25
E lá me vou, pungando o cerne do pensamento do velho Gamaliel: Se tem substância, se é real, mesmo que simples, triunfará; se é artificial logo, logo vai pras cucuias. É questão de tempo. (Atos, 5,...
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Guigo
04/09/2010 - 11:47
Puxa vida, concordo com o artigo, mas fico triste com a associação com o urubu, ave importantíssima e símbolo do meu time de coração. Eu ia sugerir tucano, mas esta ave também não merece tanto...
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Emerson Ferreira da Rocha
04/09/2010 - 11:52
Essa campanha me fez parar de ouvir CBN, Bandnews e de assistir Jornal Nacional. Mesmo que a Dilma seja a pior presidente deste páis, eu já lucrei com a campanha dela.
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Gunter Zibell
04/09/2010 - 11:55
Acho que a decepção de alguns com Serra é um pouco como quando um ateu recebe uma revelação espiritual, ou quando um crente entende uma explicação científica para o que julgava ser um milagre. Ser...
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Cafezá
04/09/2010 - 11:56
Urubu refestela-se na carniça, seu prato predileto. Zé Ladeira também, vive às voltas com a podridão.
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luka
04/09/2010 - 12:08
Serra conseguiu um grande feito. Tapear o patetas que se jogaram de cabeça na lorota dele.
Eu imagino os donos dos jornais e o CEOs como devem estar espumando de ódio de Serra.
Por isso que o...
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Weden
04/09/2010 - 12:36
Agressividade que tira votos
Um movimento de intenção de votos foi constatado tanto pelo Datafolha quanto pela diária do Vox Populi, com pesquisas realizadas na semana do "escândalo" da Receita....
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Gunter Zibell
04/09/2010 - 12:46
"...a não ser o carnaval da lei antifumo, que desapareceu no burburinho da campanha."
Eu já esperava por isso. A lei antifumo começou no início de ago/2009 exatamente para que completasse um ano...
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IV Avatar do Rio Meia Ponte
04/09/2010 - 12:51
Só não gostei desta desfeita com o urubu, esta ave é sagrada, amei esta aí voando feito uma gaivota, até me lembrou esta música do Ney Matogrosso, confesso, nada a ver mesmo, é desculpa minha para...
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Ivan Moraes
04/09/2010 - 15:13
Tese no PHA: Serra nao eh candidato mais. Quer desacreditar o livro.
Verdade pura!
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Jose de Almeida Bispo
04/09/2010 - 15:21
O JH de hoje trouxe o assunto de volta. Total descontextualização, é claro, mas, "a técnica" manda que usem de mais um factóide.
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Jose de Almeida Bispo
04/09/2010 - 15:18
Subscrevo: a ave é sagrada, sim. Simbolicamente a nossa águia; já que tanto tantos gostam de comparar. Ao menos era assim que tupinambás, cariris, etc., a consideravam até o invasor europeu...
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johnnygo
04/09/2010 - 13:29
Por falar no jeitão negativista, sombrio e hipocondríaco de José Serra, lembrei que ele foi comentarista do Record em Notícias, telejornal diário que ficou conhecido como “Jornal da Tosse”. O apelido...
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Gersier
04/09/2010 - 14:57
" tendo o maior aparato que a velha mídia já montou em apoio a um candidato (nem FHC conseguiu essa unanimidade) foi incapaz de aproveitar a visibilidade."
Hoje.ao entrar com minha filha em uma loja,...
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José Vitor
04/09/2010 - 13:07
E Serra tem cabeça mais autárquica que da Dilma.
Será que foi isso que eu li mesmo ? Porque não tô entendendo o que isso significa.
O Serra não praticou a desmontagem do estado aqui SP, privatizando...
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neide
04/09/2010 - 13:12
Essa menina que Nassif fala lembra meus dois irmãos. Tucanos doentes, a situação deles é de dar pena, desesperados. Sergipe e Bahia seus Estados, o PT já levou.
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Edivaldo Dias Oliveira
04/09/2010 - 13:20
Mas onde diabos se meteu o gurú argentino que cuida da cabeça dele e parece, que do meireles tambem, como noticiado aqui? É para continuar com todas essas nóias que ele gasta fortunas.
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Chico Pedro
04/09/2010 - 13:37
"...Alguns deles são : a) são os melhor preparados; b) são honestos e éticos; c) deixaram uma herança bendita; d) é necessário barrar o PT (e desafetos do PMDB) a qualquer preço. Não há espaço...
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E lá me vou, pungando o cerne do pensamento do velho Gamaliel: Se tem substância, se é real, mesmo que simples, triunfará; se é artificial logo, logo vai pras cucuias. É questão de tempo. (Atos, 5, 38-39).
Imagine que substância não tem que liderou um grupo terrorista que assombrou todos os exércitos da América Latina.
Puxa vida, concordo com o artigo, mas fico triste com a associação com o urubu, ave importantíssima e símbolo do meu time de coração. Eu ia sugerir tucano, mas esta ave também não merece tanto desdouro.
Então, usemos abutre ou vulturino; que nem tem no Brasil e assim, penso, ninguém ficará triste.
Abs.
Essa campanha me fez parar de ouvir CBN, Bandnews e de assistir Jornal Nacional. Mesmo que a Dilma seja a pior presidente deste páis, eu já lucrei com a campanha dela.
Acho que a decepção de alguns com Serra é um pouco como quando um ateu recebe uma revelação espiritual, ou quando um crente entende uma explicação científica para o que julgava ser um milagre. Ser eleitor tucano não parece apenas a torcida em prol de um programa, mas é quase como seguir dogmas. Alguns deles são : a) são os melhor preparados; b) são honestos e éticos; c) deixaram uma herança bendita; d) é necessário barrar o PT (e desafetos do PMDB) a qualquer preço. Não há espaço para projetos nessa mistura de messianismo e arrivismo.
À medida que os dogmas são derrubados por evidências, no lugar de se reposicionar o pensamento em relação aos contraditórios fica um vazio mesmo. O impacto é o de perceber que se foi iludido por muito tempo.
"Ontem, uma moça de Goiânia... tucana doente, estava quase às lágrimas buscando argumentos em favor de Serra. ... Estava desesperada atrás de um argumento para ficar a favor."
Esse fenômeno eu noto com alguma regularidade. Até meados de abril/maio ouvia em encontros coisas como : "Você precisa entender que Serra se elegerá porque (as pessoas perceberão que) é o melhor"; "É necessário tirar essa corja de petralhas do poder". Ou, quando mandavam emails de "Dilma assassina", etc, se eu respondia dizendo que era bobagem se esforçavam para retrucar.
Mandar emails ainda mandam, esta semana então nem se fala, deve ser força do hábito. Mas não há mais réplicas. Alguns casos deve ser por vírus anexo (a pessoa pode nem saber que está enviando a msg a todos os seus contatos.) E é quase tudo velho, muitas vezes adaptações das msgs de 2006.
Pelo que eu lembre, de outras eleições, os partidários de outros programas, à direita e à esquerda, não ficavam tão desalentados assim com as derrotas de seu candidatos. É difícil entender como essa ideologia toda se formou, especialmente entre os mais escolarizados. Talvez tenha sido excesso de propaganda dirigida, autocensura da imprensa ou ausência de exposição a pensamentos alternativos. Bom, novos tempos virão.
Em 2012 pense, vote, faça um Brasil anti-homofóbico!
"...Alguns deles são : a) são os melhor preparados; b) são honestos e éticos; c) deixaram uma herança bendita; d) é necessário barrar o PT (e desafetos do PMDB) a qualquer preço. Não há espaço para projetos nessa mistura de messianismo e arrivismo..."
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E quais seriam as características que os petistas se consideram..?
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Estão sempre abertos a críticas e sugestões..?
Percebem que alguns de seus êxitos decorrem de construções anteriores..?
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Com todo respeito, muito do que diz aí vejo acontecer aqui no blog em relação ao PT.
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Praticamente não há espaço para o que a oposição faz de bom...como se isso não existisse.
Nâo seria isso um elemento típico do "somos melhor preparados"..?
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Vejo uma tendência de achar que o Lula é semi-deus.
Nâo erra...é estadista genial e maior líder de todos os tempos.
Nâo estaria aí uma característica do messianismo imputada aos tucanos..?
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As más companhias que o PT possui são vistas como "governabilidade"..
Apoiar o Sarney e o Renam Calheiros é vendido como sendo "não ser possível fazer de outra forma"..
Estaria aí um pouco dessa arrogância imputada aos tucanos..?
Prezado conterraneo Chico Preto! Acho que temos que separar algumas coisas! O PT sempre fez autocritica sim, sempre ocorreru disputa ferrenha (quasr fatrcida) para diereção nacional e estadual! O que estamos assisitindo desde a posse do Lula é uma tentativa de golpe através de factoides! Veja o mensalão (porque nao se discuti a priovatização, a compra de votos para reeleição e tantos outros fatos tão ou mais siginicativos para os rumos do Brasil). Neste blog e demais blogs socilaistas, progressisas ou o nome que se quer dar, nós estamos o tempo todo apagando o fogodo PIG!!! "E estão botando fogo perto de uma refinaria da petrobras". ´É triste constatar que estamos sim "reativos" a esta insanidade do PIG! Quem sabe naõ nasce uma nova opisição (e não inimigos) depois desta eleição!! Assim podemos deixar de ser reativos e fazer as criticas em publico!! Se bem que neste blog o sempre criticou (aja visto os juros, o cambio...)!
TEMOS QUE TER UM OPOSIÇÃO DE FATO, QUE NÃO SEJA AMPARADA NO EDITORIAL DO PIG (MESQUITA, KAMEL, CIVITA, FRIAS....)
PT SAUDAÇÕES
ESPERO TE ENCONTRAR NO SARAU DE BH!
¨Quem sabe naõ nasce uma nova opisição¨ Depois que já deu tanto trabalho destruir com essa, não me venha com essa de tucano querendo ainda tomar algum ar, vão ser extintas todas e que nenhuma nasça pelos próximos 500 anos.
Oi Chico, talvez fosse melhor alguém que vote no 13 de cabo a rabo para responder, porque isso é diferente de votar para os cargos majoritários nos candidatos indicados por uma coligação. Eu voto na Dilma, mas isso não me obriga a votar no PT para deputados, p.ex. Também há diferenças em função de onde se está, eu falo mais da minha experiência na capital de SP (o que pode ser muito relevante, pois as coligações estaduais mudam muito)
"E quais seriam as características que os petistas se consideram..?"
Estamos falando de eleitores, não de candidatos, e vejo diferenças imensas :
- Prática de debate : petistas parecem-me muito mais autocríticos, argumentativos e dispostos a ouvir o outro. Talvez por que seus candidatos quase sempre estão na oposição, convivam com muitas derrotas e estejam acostumados com o processo de debate. Eu ouço muitas críticas a Mercadante, Marta Suplicy e Netinho (aliado escolhido pela coligação), por exemplo. Raramente seus eleitores usam um discurso “precisa ser porque tem que ser e pronto”. Já tucanos “adotam” os candidatos como se fossem filhos a proteger, sem questionar nada. E não demonstram ler o contraditório. Petistas lêem Veja e FSP, pelo menos pra saber o que rola, mas tucanos se lêem Carta Capital o fazem escondido...
- Comportamento à distância : não vejo petistas mandando emails políticos, este ano recebi poucos e eram elogiando com dados reais o governo Lula, o que parece natural. Não recebi nenhum criticando o Serra ou o Alckmin. Por outro lado, meus amigos tucanos ou psolistas (!), na maior cara-de-pau, acham legal mandar emails claramente (e é óbvio para eles) mentirosos. Essa atitude de torcida desesperada, se colar colou, se irritar ótimo, não vejo nos petistas.
- Convívio social : os tucanos que conheço (e são a maioria das pessoas que conheço) não sabem comemorar o sucesso de seus candidatos a governador, nem aceitam ouvir nenhum tipo de crítica ao PSDB e seus políticos. A defesa que fazem dos pedágios e das privatizações às vezes é surreal. Parece que consideram o governo do estado como direito adquirido e focam-se na questão da presidência, com uma exasperação e agressividade incríveis, que nunca vi em nenhum defensor do Lula de 1989 a 1998. Igualmente para a tristeza e desalento demonstrados na derrota de suas opções presidenciais. Em 2006 um amigo havia marcado uma festa no final de outubro e parecia um velório. Ninguém demonstrava felicidade pelo Serra haver ganho, mas havia uma raiva enrustida do Lula estar prestes a se reeleger, um nonsense. Torcidas e paixões há em todo o lugar, mas não no mesmo grau de intensidade.
- O estereótipo do “mais preparado” (que já vem da campanha de Serra de 2002), por ser muito ligado a quem já está/estava no poder (e portanto pode se auto-atribuir experiência), não serve muito a candidaturas petistas (a exceção é nos poucos momentos de continuidade, como o de Dilma agora.) Petistas costumam usar o discurso de defensores da justiça social (no que eu acho que são mais competentes mesmo.)
Além da campanha construtiva-nova-oposição de Marina, note-se este ano dois tons principais : defesa da candidatura Dilma e crítica à candidatura Dilma. Uma defesa à candidatura Serra focando exclusivamente nele é rara (quando se viu um comentário em blog elogiando as qualidades de Serra?), pois a mesma depende muito da negação da outra, mais que de sua afirmação. Isso é visto até nos programas eleitorais : os programas da Dilma praticamente ignoram os oponentes, já os últimos programas do Serra falam muito de Dilma. O procedimento acaba reproduzido pelos respectivos militantes.
É isso que entendo como arrivismo, fica-se tão auto-convencido das qualidades do seu candidato, que não se julga necessário buscá-las ou comentá-las. No entanto há a percepção de que não é o suficiente para o momento, daí vem a tentativa de desconstrução do seu contraditário.
"Estão sempre abertos a críticas e sugestões..?"
Como eleitor, ainda mais em S.P., ouvir o outro é uma necessidade, mas essa não é a característica do paulistano tucano médio. O discurso típico de meus conhecidos se subdivide em omitir falhas do PSDB/DEM, inventar críticas ao PT. Isso deve ter muita influência da imprensa, finge-se que se acredita nela e o recurso à mesma é recorrente. Qualquer semelhança com o macarthismo não é coincidência.
Por outro lado, vejo petistas aceitarem muito bem críticas à demora da reforma agrária, à continuidade da violência urbana e à insuficiência de educação (no nível federal, que é o que compete.) Tucanos não permitem que se critique o conceito de privatização, da diferenciação da qualidade de ensino e saúde por classes sociais ou coisas assim, experimente conversar sobre isso com um. Embora se julguem donos do discurso ético (há tempos relegado a segundo plano pelos eleitores petistas, embora estes ainda pudessem advogar o baixo índice de cassações do PT e seus aliados mais próximos), não admitem sequer a possibilidade de haver alguma malversação de recursos no governo estadual que poderia ser examinada por CPI. A blindagem é total.
“Percebem que alguns de seus êxitos decorrem de construções anteriores..?”
Sim, claro, decorrem de construções de todos os períodos anteriores. As discussões só ocorrem em função do discurso tucano de que o Brasil começou em 1994. A sobrevalorização do Plano Real é um problema, pois trouxe muitas conseqüências negativas além das positivas, mas é impossível falar ainda sobre isso. Até petistas e verdes não gostam que se faça críticas ao Plano Real e seus anexos, pois fundamentam seu discurso na latente popularidade do mesmo. Certamente chegará um tempo onde a academia fará análises menos apaixonadas disso e essa mitologia será desmontada.
“Com todo respeito, muito do que diz aí vejo acontecer aqui no blog em relação ao PT.”
Eu não vejo assim. Há o lado PSDB/DEM, que parece mais homogêneo, e cujos defensores reproduzem alguns dos estereótipos que descrevi, como atacar o adversário muito mais que defender as propostas de seu lado. Já o lado oposto ao “pensamento único tucano” é bem maior mas nada uniforme. Sob o guarda-chuva do governismo de coalização abriga-se uma variedade muito grande de pensamentos e comportamentos.
“Praticamente não há espaço para o que a oposição faz de bom...como se isso não existisse.”
Mas não caberia à oposição expor o que faz de bom? Sempre há alguém lamentando que os comentaristas não trazem realizações do PSDB, mas nem eles trazem, então talvez sejam poucas mesmo. Eu, que não simpatizo nada com o Serra já fiz um post elogiando a política dele em relação aos LGBTs. Também já elogiei a lei que proíbe o telemarketing ativo. Ocorre que há também diferenças estaduais. Talvez em MG seja mais fácil falar de realizações do PSDB no governo, mas, por aqui, sinceramente acho muito difícil, pois nem a imprensa as cita. Daí que a defesa ao governo, quando é feita pelos eleitores locais precisa apoiar-se, como dito acima, nos dois pilares básicos que são a omissão de falhas e a exacerbação de críticas ao governo federal. A crise de credibilidade da imprensa e dos partidos termina por se reproduzir no discurso do eleitor que a reverbera.
“Não seria isso um elemento típico do "somos melhor preparados"..?”
Acho que não, parece-me que a tendência a autocrítica e busca de conhecimento de alternativas é maior em qualquer dos subgrupos que não vota no PSDB do que nos eleitores deste. Não eleitores de PSDB/DEM são 75%, eleitores do PT são só 25-30%, isso deve ser levado em conta. E os partidos em questão sofrem processos de envelhecimento diferentes também.
“Vejo uma tendência de achar que o Lula é semi-deus. Não erra...é estadista genial e maior líder de todos os tempos.”
Talvez alguns petistas o vejam assim por ele haver perseverado até o sucesso eleitoral inédito ao PT. Eu gosto muito do Lula mas não o vejo assim. Ele é um sucesso, disso não há dúvida. Percebo-o como muito dedicado, conciliador e compromissado, e essas devem ser algumas das razões de seu sucesso. Ele também parece ser simpático e não arrogante, mas isso é difícil afirmar estando distante. Acho que ele elevou o nível das expectativas do que se espera de um líder político e seus eleitores parecem crer que ele fez por merecer, não aparece o discurso messiânico ou de “ungido”.
E não vejo entre seus apoiadores essa visão unificada de que ele não erra. Leia-se com atenção que se verá a quantidade enorme de críticas que lhe são feitas. Ele é criticado por atrasar a reforma agrária, por não manter o PNDH-3 com seu texto original, por não contra-atacar o discurso exagerado da mídia, por manter juros elevados e câmbio valorizado, por não lançar chapas puro-sangue aqui e ali. Todo mundo o critica muito, embora respeitando o conjunto.
“Não estaria aí uma característica do messianismo imputada aos tucanos..?”
Pense nos tempos FHC e seus eleitores : o que se criticava nele então? O que se critica hoje? Não digo semi-deus, mas não parece que alguns eleitores tucanos estão esperando o D. Sebastião?
“As más companhias que o PT possui são vistas como "governabilidade" Apoiar o Sarney e o Renan Calheiros é vendido como sendo "não ser possível fazer de outra forma"..”
Parece haver muitas vertentes a respeito dessa questão. Muita gente critica isso, outros aceitam. Há muitos petistas favoráveis a chapas com menos aliados, mas entre tucanos essa questão mal se coloca, pois simplesmente fingem que não existe.
“Estaria aí um pouco dessa arrogância imputada aos tucanos..?”
A meu ver, muito pouco. Petistas normalmente se arrogam o discurso da justiça social e às vezes do nacionalismo, isso é fato. Mas sendo-se menos enfático e ainda mais por causas mais defensáveis já é por si só menos pior, então uma diferença há. Novamente é importante ver o estado em que se convive. Os petistas que ouço por aqui, por exemplo, raramente usam o discurso “locomotiva do Brasil” e assemelhados, e normalmente são favoráveis à desconcentração regional de desenvolvimento. Por outro lado, já ouvi gente falar que “por culpa dos outros estados somos obrigados a agüentar Lula como presidente” e coisas assim.
Em 2012 pense, vote, faça um Brasil anti-homofóbico!
Meu caro,
está vendo seu post? Pois é, foi publicado. A diferença é saber lidar com duas opiniões divergentes.
A diferença do governo atual é conseguir incluir a divergência como caminho para decisão. Isto é pt. Depois de decidido pela maioria, ou por quem arbitra (no caso de estar no governo), acabou-se a discussão.
Então, me convença de que o Serra não travou na greve dos policiais civis. O Álvaro Dias soltou os cavalos em cima dos professores da rede de ensino do Paraná. Por quê? Porque é incapaz de admitir quem discorde dele.
Com toda a mídia a favor, o PSDB se desfez, exatamente porque não é saudável ter somente bajuladores e pessoas fazendo vista grossa ao seu redor. A crítica é importante.
Especialmente a sua! Dilma precisará de muita habilidade se conseguir maioria segura no congresso. Ai do PT se ganhar também em SP e MG (com o PMDB)!
"Praticamente não há espaço para o que a oposição faz de bom...como se isso não existisse."
Francamente, com a inépcia que a oposição demonstrou nesses últimos oito anos fica realmente difícil enxergar o que ela fez de bom, se é que fez.
Lula com certeza não é um semideus, mas nada de braçada a cada demonstração de incompetência dessa oposição (oposição?), que definitivamente não soube ocupar o seu espaço, e ainda ficou prisioneira das vaidades de FHC e da prepotência do tucanato paulista, além da sede de sangue dos barões da mídia, que não perceberam que o poder que têm é bem relativo hoje dia.
Foram esses que inflaram a bola do Lula, e ele ri à toa.
Sabe, isso explica MUITA coisa do que tenho visto...
Urubu refestela-se na carniça, seu prato predileto. Zé Ladeira também, vive às voltas com a podridão.
... então a Dilminha tem que rezar todas as noites ao dormir e de manhã ao acordar para que o Serra não desista até o dia 4 de outubro, não é?
É triste. Perdeu até o voto da mãe.
"Qui nem" o Dicró, quando foi candidato e reclamou:
- Pô, mãe! Nem você votou em mim!...
E a velha:
- Os outros que não te conhecem, não votaram, eu que o conheço muito bem, ia votar???
Kid Prado
Serra conseguiu um grande feito. Tapear o patetas que se jogaram de cabeça na lorota dele.
Eu imagino os donos dos jornais e o CEOs como devem estar espumando de ódio de Serra.
Por isso que o lançamento do livro do Amaury Jr. será amplamente divulgado como uma forma de vingança. Não sobrará nada.
Já vejo Serra num exilio voluntário. Duvideodó que ele fique aqui para ser massacrado.
Agressividade que tira votos
Um movimento de intenção de votos foi constatado tanto pelo Datafolha quanto pela diária do Vox Populi, com pesquisas realizadas na semana do "escândalo" da Receita. Curiosamente, há um indício que passou despercebido até pelos blog-jornalistas mais críticos.
As pesquisas mostram que a diferença aumentou "levemente" entre Dilma e Serra. Pode ser apenas uma variação "dentro da margem de erro". Mas podem ser também os primeiros indícios de que o eleitor que restou a Serra não está aprovando esta história de radicalização do discurso.
Mais uma vez o grande problema de Serra é ouvir quem não deveria. Serra precisava estancar a queda. Como quase conseguiu. Além disso precisava roubar uns 8 pontos de Dilma, o que tornaria bem provável o segundo turno.
A missão não era fácil, mas parece que para Serra nada é tão ruim que não possa piorar.
Não foram poucos os jornalistas e correligionários que pediram a Serra que elevasse o tom. Segundo eles, isso sim seria fazer oposição.
Num dos mais infelizes artigos já produzidos na grande imprensa, o editorialista do GLobo Luis Garcia,por exemplo, implorava que Serra desse "um ou dois murrinhos" na mesa. Em palavras menos delicadas, isto significou um apelo para que Serra "partisse pra porrada".
Como designou Fernando Rodrigues, Serra acabou aceitando a sugestão da "ala maçaranduba" do PSDB (e da imprensa).
Isso geralmente não dá certo. Lula assustou eleitores durante três eleições com uma retórica mais dura. Quando amenizou o discurso, a aceitação foi mais natural - lógico, que só isso não explica sucessos e insucessos, mas é fator a ser levado em conta.
A pedido dos mesmos partidários da porrada, Alckimin já em desespero foi a um debate em 2006 como um "delegado de porta de cadeia", segundo a expressão de Lula. A imprensa amiga comemorou o novo "ethos" daquele que humoristas apelidaram de Picolé de Chuchu.
O resultado foi catastrófico: Lula aumentou ainda mais a vantagem poucos dias antes das eleições.
Eleitor não gosta de quem bate, e nem gosta de quem se faz de vítima. Justamente o duplo equívoco de Serra nesta semana que termina.
Olhando os números, percebe-se por exemplo que o nível de rejeição aumentou no Datafolha.
Descendo a porrada, o que Serra pode conseguir mesmo é descer abaixo dos 25%. O que não seria ruim para sua carreira.
Seria humilhante.
O meu instituto de pesquisa prognostica: Serra terá 21% dos votos.
E o livro do Amaury será uma homenagem ao saudoso jornalista Aloysio Biondi.
"...a não ser o carnaval da lei antifumo, que desapareceu no burburinho da campanha."
Eu já esperava por isso. A lei antifumo começou no início de ago/2009 exatamente para que completasse um ano agora e seus resultados pudessem ser alardeados em campanha. Se não estão sendo é porque não ocorreram na medida do que se desejava. E não poderia ser de outro modo, pois:
a ) onde seria interessante proibir, como estádios de futebol com grande concentração de pessoas, continuou permitido para não desagradar o público;
b ) onde continou sendo proibido fumar, como em todos os lugares públicos onde já havia proibição por determinação federal ou municipal, apenas houve troca e intensificação de placas;
c ) nos raros lugares onde passou a ser proibido (como bares, fumódromos, varandas de restaurantes, etc.) as pessoas ficavam expostas pouco tempo. Na prática virou uma questão de etiqueta e transferiu-se a função de fumódromo (ou área exclusiva) para as calçadas.
d ) fundamentalmente, não houve nenhum esforço paralelo representativo para estimular que se deixasse de fumar. Houve no início a divulgação de que a secretaria de saúde teria programas próprios, etc, mas foi-se muito passivo nisso.
Concretamente, é bem possível que o número de tabagistas seja hoje o mesmo que há um ano e que não tenha havido redução expressiva das doenças correlatas. Com isso talvez tenha se perdido um bom momento, mas parece que mais se perdeu o verdadeiro objetivo : ter uma bandeira eleitoral.
Em 2012 pense, vote, faça um Brasil anti-homofóbico!
O JH de hoje trouxe o assunto de volta. Total descontextualização, é claro, mas, "a técnica" manda que usem de mais um factóide.
Só não gostei desta desfeita com o urubu, esta ave é sagrada, amei esta aí voando feito uma gaivota, até me lembrou esta música do Ney Matogrosso, confesso, nada a ver mesmo, é desculpa minha para assistir a este video
Grato,
Spin (link)
Subscrevo: a ave é sagrada, sim. Simbolicamente a nossa águia; já que tanto tantos gostam de comparar. Ao menos era assim que tupinambás, cariris, etc., a consideravam até o invasor europeu esculhambar tudo. Os altos sertões da hoje Bahia e Sergipe eram respectivamente Arabó de Cima e Arabó de baixo (a palavra urubu é coisa de quem não soube chamá-la direito). Dois municípios antigos chegaram a adotar o termo na sua composição: O Sertão do Urubu de Cima, hoje Paramirim, à meia distância entre Bom Jesus da Lapa e Barra, pelo São Francisco, na Bahia; e Sertão do Urubu de Baixo da Barra do Puripiá, hoje Propriá, em Sergipe. Os sertões pernambucanos (incluindo alagoanos, paraibanos, potiguares e região do Cariri, sul do Ceará) eram as terras da Caaba'robó, (lugar dos homens das matas do urubu) depois simplicificado pra Cabrobó, hoje apenas uma cidade à beira do Velho Chico.
Caro (sergipano, não?) Bispo,
Interessante suas informações sobre a "nossa águia". Você saberia o por que da associação da ave com a má sorte? Por que o urubu é visto como uma ave menor, no sentido do prestígio, seria pela ligação com os cadáveres? A sua função de sanitarista é pouco valorizada, mas imagina se não fosse a sua existência para sanear o meio ambiente quando da presença de defuntos à céu aberto?
Sergipano, sim senhora!
A transformação de ave de bom agouro, sanitarista, não predadora, mas de visão aguçada e altaneira já que voa tão alto em ave de mau agouro, nojenta, desprezível, ocorreu lentamente à medida que se firmava o complexo de vira-latas pelos sucessivos insucessos, cuja penúltima onda com a seca nordestina de 1869-1878 deu no aparecimento dos beatos de fins do século XIX. Sei lhe dizer que até início do séculpo XIX, conforme apontam registros nos Anais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro a menção à ave ainda existia de forma não pejorativa haja vista sua existência nos nomes da cidade referidas, a hoje Paramirim e Propriá. Locais menores como um povoado no município de Lagarto, Sergipe ainda conserva o nome como Urubutinga (urubu branco).
E Serra tem cabeça mais autárquica que da Dilma.
Será que foi isso que eu li mesmo ? Porque não tô entendendo o que isso significa.
O Serra não praticou a desmontagem do estado aqui SP, privatizando e terceirizando tudo que o foi possível ?
Isso me lembra o que os direitistas mais extremados (por exemplo, "olavetes") falam do PSDB, que é um "partido de esquerda"...
Compare o modelo Minha Casa Minha Vida com o CDHU.
Essa menina que Nassif fala lembra meus dois irmãos. Tucanos doentes, a situação deles é de dar pena, desesperados. Sergipe e Bahia seus Estados, o PT já levou.
Não dá a dica não, tá bom assim........
Mas onde diabos se meteu o gurú argentino que cuida da cabeça dele e parece, que do meireles tambem, como noticiado aqui? É para continuar com todas essas nóias que ele gasta fortunas.
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