O manifesto dos cineastas em apoio à Comissão da Verdade

Por Webster Franklin

Da Carta Maior

Cineastas lançam manifesto em apoio à Comissão da Verdade

Diante das manifestações de alguns setores militares "confrontando as instituições democráticas e o próprio estado de direito", um grupo de mais de cem cineastas brasileiros divulgou um manifesto em defesa da Comissão da Verdade. "Repudiamos os ataques desses setores minoritários das Forças Armadas brasileiras, que de forma alguma irão obstruir as investigações que devem ser iniciadas o quanto antes", afirma o manifesto.

Nós, cineastas brasileiros, expressamos a nossa preocupação com as frequentes manifestações de militares confrontando as instituições democráticas e o próprio estado de direito. Todos os cidadãos brasileiros têm o direito de conhecer o que foram os 21 anos de ditadura militar instaurada com o golpe de 1964. É preciso que a Comissão da Verdade, instituída para esclarecer fatos obscuros daquele período, em que foram cometidas graves violências institucionais, perseguições, torturas e assassinatos, tenha plenas condições e apoio da sociedade brasileira para realizar essa tarefa histórica. 

Repudiamos os ataques desses setores minoritários das Forças Armadas brasileiras, que de forma alguma irão obstruir as investigações que devem ser iniciadas o quanto antes. Estaremos atentos para que tal comissão seja composta por pessoas comprometidas com a democracia e com a verdade.

1. João Batista de Andrade
2. Roberto Gervitz
3. Lucia Murat
4. Manfredo Caldas
5. Luiz Carlos Lacerda
6. Jaime Lerner
7. Hermano Penna
8. Helena Solberg
9. David Meyer
10. Luiz Alberto Cassol
11. Renato Tapajós
12. Geraldo Moraes
13. Laís Bodansky
14. Luiz Bolognesi
15. Silvio Da Rin
16. Rosenberg Cariri
17. Toni Venturi
18. Joel Zito Araujo
19. André Kotzel
20. Paulo Morelli
21. Carlos Alberto Riccelli
22. Ana Maria Magalhães
23. Henri Gervaiseau
24. Zita Carvalhosa
25. Ícaro Martins
26. Rubens Rewald
27. Ruy Guerra
28. Daniela Capelato
29. Wolney Oliveira
30. Guilherme de Almeida Prado
31. Jorge Alfredo
32. Roberto Berliner
33. André Ristum
34. Carlos Gerbase
35. Omar Fernandes Aly
36. Renato Barbieri
37. Jeferson De
38. Alain Fresnot
39. Murilo Salles
40. Sergio Roizenblit
41. Gilson Vargas
42. Marcio Curi
43. Newton Canito
44. Isa Albuquerque
45. Rose La Creta
46. Rodolfo Nanni
47. Monique Gardenberg
48. José Joffily
49. Chico Guariba
50. Luiz Dantas
51. Tetê Moraes
52. Eliane Caffé
53. Walter Carvalho
54. Augusto Sevá
55. Eliana Fonseca
56. Daniel Santiago
57. Paulo Halm
58. Mariza Leão
59. Sergio Rezende
60. Jorge Durán
61. Miguel Faria
62. Jom Tob Azulay
63. Flavio Frederico
64. Tatiana Lohmann
65. Mauro Baptista Vedia
66. Claudio Kahns
67. Lauro Escorel
68. José Araripe Jr
69. Galuber Paiva Filho
70. Ricardo Pinto e Silva
71. Sergio Bloch
72. Ariane Porto
73. Cesar Charlone
74. Roberto Farias
75. Roberto Santos Filho
76. Oswaldo Caldeira
77. Ricardo Elias
78. Christian Saghaard
79. Pola Ribeiro
80. Tuna Espinheira
81. Lázaro Faria
82. Marina Person
83. David Kullock
84. Mara Mourão
85. Silvio Tendler
86. Sergio Machado
87. Cecília Amado
88. Edgard Navarro
89. Henrique Dantas
90. Cesar Cavalcanti
91. Dodô Brandão
92. Carolina Paiva
93. Guto Pasko
94. Carlos Dowling
95. Duarte Dias
96. Kleyton Amorim Marinho
97. Renato Ciasca
98. Rubens Xavier
99. Antonio Olavo
100. Luiz Carlos Barreto
101. Lucy Barreto
102. Paula Barreto
103. Bruno Barreto
104. Phillipe Barcinski
105. Cristina Leal
106. Tata Amaral
107. Eduardo Escorel
108. Alfredo Barros
109. Helena Ignez
110. Sergio San

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25 comentários
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Assis Ribeiro

Um bando de comunistas...Dirão alguns.

 

Assis Ribeiro

 
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jose luiz ribeiro da silva

O Ricardo Boechat disse uma coisa legal hj. de manhã: Estes milltares descontentes deveriam sair da clandestinidade dos clubes militares  e dizer em alto e bom som: eu torturei para o bem da minha Pátria, eu coloquei prisionieros no pau de arara por amor ao Brasil, eu estrupeie mutilei para salvar a juventude do perigo comunista, foras isso é mulecagem.

 
 
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alext4e

pra essa tal comissão da verdade, duas coisas:

"na briga da maré com o rochedo, quem sempre se lasca é o marisco". Por que? "a corda só arrebenta do lado mais fraco".

 
 
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Assis Ribeiro

Mas,

"água mole em pedra dura tanto bate até que fura".

 

Assis Ribeiro

 
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alext4e

Assis, quando essa tal comissão tiver um capítulo especial para o papel da imprensa daqueles dias, aí eu vou começar a pensar que é sério

 
 
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Assis Ribeiro

Bingo

 

Assis Ribeiro

 
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yeda lima

 

Arnaldo Jabor, Guel Arraes e Andrucha não assinaram o manifesto.

Hipóteses que me ocorreram:

a) Não apoiam a Comissão da Verdade;

b) Não foram encontrados pelos cineastas;

c) Não se consideram cineastas e, sim, globais.

 

 

 
 
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ckoliver

O jabour com certeza é contra! E o José padilha?!?

 
 
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LEN

é sério que você se surpreendeu com a ausência do Jabor?

se eu encontrasse o nome dele na lista eu teria uma síncope de desonrientação e ficaria sem rumo, acharia que os polos magnéticos da terra teriam se invertido.

 

Visitem o Blog Ponto & Contraponto. Twitter: @len_brasil Robozinho do blog: @pontoXponto

 
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Gustavo S.

Letra C!!!

 
 
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JB Costa

Talvez ele esteja esperando o manifesto dos PORNOCINEASTAS.

 
 
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Ricardo Cesar

O jaburro é só isso mesmo: jaburro!

 
 
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Murilo - SP

Eu sabia que não veria o Arnaldo Jabor na lista... como diz um colega que frequenta este blog, direitistas se entregam nos detalhes...

 
 
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Jose Saguy Tenorio

terça-feira, 6 de março de 2012Alberto Dines defende regulação da mídia O jornalista, com 50 anos de carreira, também reafirmou que os jornalões brasileiros (tais como Globo, Estadão e Folha) apoiaram o golpe de 1964. A exceção foi o extinto jornal Última Hora. Criador do Observatório da Imprensa, Alberto Dines concedeu entrevista de duas páginas ao jornal "O Dia" na segunda-feira.
 Um dos pontos altos da entrevista foi a defesa da regulação da imprensa. Eis alguns trechos:

O DIA: O que você acha da criação de um conselho de comunicação?

DINES: - O conselho não vai fazer nada, até porque se tentar fazer será censório. Existe sim a necessidade de regulação da mídia, eu sou a favor do que o presidente Franklin Roosevelt, em 1934, criou no Estados Unidos, o Federal Communications Commission, um órgão controlador da mídia. Eu acredito nisso, a mídia eletrônica é uma concessão e não pode fazer o que quer. Vamos tentar fazer aquele mínimo que fizeram no Estados Unidos. Na Inglaterra, na Câmara dos Comuns, tramita a possibilidade de criação de um sistema de autorregulação, com poder de convocar jornalistas para depor. Seria um comitê formado não por jornalistas, mas pela sociedade.

O DIA: Esse controle seria em que sentido?

DINES - Pra evitar o que foi feito pelo Murdoch (Rupert Murdoch, dono de jornais que utilizaram meios ilegais para obter informações). O ‘The Economist’, que é super conservador, reconheceu que é preciso haver um órgão regulamentador. O Brasil começou a pisar na bola em matéria de imprensa ao criar um organismo supraempresarial que estabeleceu uma disparidade sócio-político-cultural, a ANJ (Associação Nacional de Jornais). A idéia é legítima, que as empresas tivessem uma entidade onde se encontrassem e discutissem seus problemas. Mas a entidade não poderia fazer lobby, atuando fora de seus veículos, teria que permitir o direito de discordância. A imprensa brasileira não se discute. Não precisa xingar a mãe como se fazia antes, mas tem que haver discordância entre os jornais. É isso que faz com que os aloprados digam que é preciso criar um polo contrário, acaba funcionando como pretexto. Se existe esse polo (a ANJ), eles decidem criar outro polo. A ANJ atua de forma deletéria, tem posições que anulam as posições dos jornais.

O DIA: Como você avalia a imprensa brasileira hoje?

DINES: - O problema é a concentração muito grande, não temos imprensa comunitária. Sempre tivemos e hoje ela está desaparecendo. Essa concentração vai lá pra cima, com o agravante que hoje ela se confunde nos, estados, com o coronelismo político. A íntegra da entrevista está no "O Dia".

 
 
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luka

Que bom houve pelo menos um manifesto.

Com todo respeito aqueles que lutaram contra a ditadura e certamente deram sua contribuição ao país, me parece que eles pŕoprios, diretamente envolvidos ,estão esperando que o governo, vejam só, tome todas as iniciativas e vá para a frente de batalha sozinho.

Não é coerente . Permitem que se faça politicagem rasteira sobre sua luta do passado e que se coloque os ativistas como pirracentos.

Não se trata de governo Dilma. Trata-se de Brasil e direitos humanos. Quem sabe mais sobre isso senão eles próprios?

Porque esta apatia?

 

 
 
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sersikera

E a punição aos militares do clube militar?

Há quantas anda?

 
 
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francisco pereira neto

Como que um país como o Brasil pode ser lider com uma classe de generais de pijama e idiotas como esse?

Se existe militares bons e patriotas na ativa ou aposentado, eu não sei.

Se tivesse botaria a cara para defender a instituição.

Ou então são todos uns pamonhas.

 
 
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junior50

    Tenho certeza que por trás destas manifestações dos senis membros dos clubes militares, destes generais de pijama, existem lideranças CIVIS extremamente preocupadas com suas biografias e atitudes de tempos passados. Lideranças estas que estão em todo o espectro politico - da extrema esquerda até a extrema direita, e não desejam que esta caixa seja aberta.

 

junior50

 
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genaro

06/03/2012

às 6:07Os cineastas, a Comissão da Verdade, a entrevista de um general e uma lista de mortos que alguns querem esquecer

Ai, ai…

Já escrevi algumas vezes que o cinema brasileiro tinha um futuro promissor. Refiro-me às chanchadas, lá em meados do século passado. O setor se perdeu quando foi tomado pelos dublês de cineastas e intelectuais. Em vez de fazer filmes, eles resolveram se dedicar a explicar o Brasil para os brasileiros, como se pertencessem a outro país ou tivessem se apoderado da razão crítica para iluminar a bugrada. Aí ele se tornou chato, discursivo, metafórico, cheio de literatices, poesia ruim, condoreirismo barato, nativismo bocó, marxismo chulé. O Cinema Novo, com raras exceções, tinha a velha pretensão das elites ilustradas: civilizar o país. A cada filme, lá estava um dos nossos bravos rapazes, eventualmente moças, mostrando o Brasil do começo ao fim. Boa parte dos cineastas estava mais preocupada em nos salvar do que em nos divertir. Isso ficava para o reacionário cinema americano…

Muito bem! João Batista de Andrade, um dos expoentes daquela geração, resolveu redigir um manifesto em favor da Comissão da Verdade. Ele teve uma idéia:
“Nós, cineastas, mobilizamos a favor de tantas causas. Até mesmo dos cineastas iranianos. E quando o assunto diz respeito à democracia brasileira, não vamos dizer nada?”

Informa o Estadão Online:
“O texto elaborado pelo diretor foi encaminhado nesta segunda-feira, 5, aos ministros Celso Amorim (Defesa), Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Ana de Hollanda (Cultura): “Nós, cineastas brasileiros, expressamos a nossa preocupação com as frequentes manifestações de militares confrontando as instituições democráticas e o próprio Estado de direito. Todos os cidadãos brasileiros têm o direito de conhecer o que foram os 21 anos de ditadura militar instaurada com o golpe de 1964. É preciso que a Comissão da Verdade, instituída para esclarecer fatos obscuros daquele período, em que foram cometidas graves violências institucionais, perseguições, torturas e assassinatos, tenha plenas condições e apoio da sociedade brasileira para realizar essa tarefa histórica. Repudiamos os ataques desses setores minoritários das Forças Armadas brasileiras, que de forma alguma irão obstruir as investigações que devem ser iniciadas o quanto antes. Estaremos atentos para que tal comissão seja composta por pessoas comprometidas com a democracia e com a verdade”.

Justiça seja feita, João Batista tem pelo menos a virtude de não ser hipócrita. Conta uma mentira torpe quando afirma que há “frequentes manifestações de militares confrontando as instituições democráticas e o próprio Estado de direito”. Não há nenhuma! Mas diz a verdade quando afirma que a tal comissão, ao contrário do que reza o texto aprovado, quer mesmo é se fixar nos 21 anos do regime militar. Ele certamente não leu o que foi aprovado: o que se pretende é apurar crimes cometidos entre 1946 e 1988. Andrade inverteu os algarismos e leu “1964″. E é claro que é mesmo essa a intenção nada secreta.

Os destinatários do manifesto não poderiam ser mais certos. Uma fala estúpida e ilegalista de Maria do Rosário motivou o primeiro manifesto de militares da reserva. A censura determinada por Celso Amorim gerou o segundo texto; a decisão do ministro de punir os signatários, uma ação ilegal, elevou a coisa à condição de crise. A mais hábil do grupo é a irmã do Chico Jabuti… Pai, afasta de mim esse cálice, paaaiiii!

Informa ainda o Estadão:
“O estopim para a elaboração do manifesto foi a entrevista do general da reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva, ex-secretário-geral do Exército, à jornalista Miriam Leitão, publicada no jornal O Globo na sexta-feira, 2. A entrevista também foi ao ar na Globo News, no especial Uma História Inacabada, na qual Rocha Paiva questiona a abertura dos arquivos da ditadura e a criação da Comissão da Verdade.
“Isso é um trabalho para historiadores e pesquisadores”, declarou ele, que também levantou dúvida sobre o fato de que Dilma Rousseff ter sido torturada na prisão. “O estopim foi, sim, a entrevista do general. Mas não queríamos ficar só como resposta a ele, e sim dizer que estamos cansados de ver isso se repetir: a reação absurda desses setores minoritários que fazem isso para impedir o real andamento das investigações. Não quisemos colocar pedido de punição, Isso é problema do governo. Queremos que o governo, punindo ou não, faça a comissão andar, que não recue”, declarou João Batista.”

Comento
Cineastas, jornalistas e açougueiros têm o direito de ter opiniões e de ser desinformados. A diferença é que a opinião dos açougueiros desinformados não vai parar nos jornais. Batista está errado. “Punir ou não” não é problema do governo coisa nenhuma! Existem uma Lei da Anistia e uma decisão do Supremo.

Quanto ao general, dizer o quê? Talvez tenha sido ingênuo ao ter concedido a entrevista. Que grande absurdo ele disse? Em essência, lembrou que é falsa como nota de R$ 3 a tese de que todos os que cometeram atos terroristas durante o regime militar foram punidos. Muitos mandantes não foram. Se uma Comissão da Verdade quer estabelecer a cadeia de responsabilidades de um lado, que se faça o mesmo do outro.

Só pode achar isso errado quem insiste na tese de que um lado daquela contenda queria ditadura, e o outro, democracia. É mentira! Brutalidades foram cometidas. Sim! Também pelos supostos libertários. ORA, HÁ NOTÓRIOS ASSASSINOS QUE RECEBERAM INDENIZAÇÃO DO ESTADO, PAGA COM O DINHEIRO DE TODOS OS BRASILEIROS. Não adianta me xingar! Provem que estou mentindo.

O que eu quero?

Como sempre, quero que se cumpra a lei, inclusive a da Anistia. Sempre lembrando que “anistia” não quer dizer “absolvição”, mas “perdão” e “esquecimento”. O processo político brasileiro perdoou Dilma Rousseff, por exemplo, independentemente do resultado do IPM, por ela ter aderido a grupos terroristas que mataram pessoas. Ainda que não tenha puxado gatilho nenhum, participou da decisão dos que puxavam e da organização dos crimes. Outras figuras do governo estão nessa situação.

Ora, caso não tivesse havido “perdão” e “esquecimento”, independentemente de ela ter cumprido uma pena, teríamos de ficar lembrando: “Lá vai a mulher que pertenceu àqueles grupos que mataram Edward Ernest Tito Otto Maximilian Von Westernhagen, Wenceslau Ramalho Leite, José Antunes Ferreira, José do Amaral, David A. Cuthberg, Cidelino Palmeiras do Nascimento, Aparecido dos Santos Oliveira, Kurt Kriegel, para lembrar algumas das pessoas assassinadas pelo Colina e pela VAR-Palmares”. Batista conhece alguma resposta dada às famílias dessas pessoas? Os membros daquelas organizações que hoje estão fazendo política institucional tiveram ao menos a delicadeza de se desculpar com suas respectivas famílias?

Essa questão, como ficou evidente, não esteve presente nas considerações que Miriam Leitão fez na entrevista com o general. Vamos conhecer o passado? Vamos! Uma comissão que começa definindo os mortos que serão esquecidos e os que serão lembrados e os culpados que serão nominados e os que serão ignorados não é da verdade, mas da mentira.

Sei bem como são as coisas. Os bobalhões de sempre vão reclamar ao ver listados nomes de pessoas assassinadas pelos grupos a que Dilma pertenceu: “Como Reinaldo Azevedo é agressivo! Vejam como ele é reaça!” Ora… Um país que quer instalar uma “Comissão da Verdade”, para definir uma história oficial, não suporta os fatos?

Volto aos cineastas. Todos os signatários, eu sei, são pessoas honestíssimas. Falarei em tese. É preciso tomar cuidado com o binômio “cinema-verdade”. Vai que alguém decida algum dia investigar quanto o estado brasileiro já repassou a nossos cineastas para que pudessem nos premiar com suas obras-primas — inclusive e muito especialmente, durante a ditadura. Chegaríamos à conclusão de que foi o setor que mais concentrou renda na história do país. Os filmes podiam ser uma porcaria, mas os apartamentos na orla de Ipanema e Copacabana sempre foram uma beleza!

Viva a verdade!

Por Reinaldo Azevedo

 
 
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Pendrive

O blog do RA tornou-se foco de incitação ao golpe militar.

O dono do blog não escreve explicitamente por que ele não é bobo, mas deixa que seus comentaristas o façam.

Estes, sim, não param de estimular a quebra da hierarquia. Inclusive com expressões bastante desabonadoras para os chefes militares da ativa que participam do Ministério da Defesa, por estes não terem dado suporte ao manifesto.

Já o RA, não para de publicar posts para manter acesa a chama da rebelião.

 
 
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Jastwt

Duvido que metade deles tenham vivido a ditadura, e principalmente, as googadas não ajudaram, por favor coloquem uma ou duas de suas obras relevantes na frente de seus nomes.

Gravar video e por no youtube não faz de voce um cineasta. 

 

Aceito um curta, mas se mostrar onde foi exibido.

 
 
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JB Costa

E daí, meu caro? Eu não vivi a segunda-guerra mundial, mas assinaria qualquer manifesto contra o nazismo. Outra coisa: quer dizer que se o signatário não tem uma obra(quanto?) aprfeciável não pode se manifestar?

 
 
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Jair Fonseca

Jostwt, vamos ver se você entende de cinema ou está só trollando: aponte na lista quem é cineasta do google, por favor.

 
 
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Jorge Vieira

O que me espanta é sair apenas um manifesto de cineastas.


Onde está o manifesto dos engenheiros liderados pelos Clubes de Engenharia e CREAs ?


Onde está o manifesto dos economistas liderados pelos CORECONs ?


Onde está o manifesto da Comunidade do Blog do Nassif ? São mais de 20.000 associados.


Eu de antemão assino todos em que eu me enquadre.

 

Jorge Vieira

 
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Sergio Cruz

Acho que o pessoal da Saúde deveria também lançar um manifesto: afinal, quantos não são obrigados a tratar seus pacientes no corredor de um hospital que nem tem material. Isso porque o dinheiro estava escondido na cueca de alguém. Ou porque estava sendo usado na construção de mansões para algum parlamentar. Isso quando o Hospital tem médico suficiente. O povo que está sofrendo, srs cineastas, não está preocupado com o que aconteceu 30 anos atrás. Ele quer saúde condizente, educação para os seus filhos, comida na mesa e um lugar para morar. Aquele momento pode até ser explorado pelos srs nos seus filmes. Afinal muita coisa aconteceu de errado. Mas isso foi de ambas as partes. Ou os srs acham que matar um vigia de um banco para roubar o dinheiro e comprar armas é algo positivo? Que os fins justificam os meios?

Acho que o pessoal da Educação deveria também lançar um manifesto: o de dar aulas sem a mínima condição adequada, com um salário de miséria, sem material nenhum porque atualmente não é necessário educação neste país...quanto menos as pessoas souberem, melhor.

Srs cineastas, vários segmentos da sociedade deveriam também lançar seus manifestos. Acredito que todos devam ter voz. Ou os srs acham que somente os srs devem emitir opinião e que ela é verdade irrefutável?

Por exemplo, sobre a Comissão da Verdade. É verdade que a CNBB indicou em seu relatório sobre a tortura na ditadura que 1.980 pessoas foram torturadas? Mas atualmente mais de 20.000 pessoas já receberam benefício? E que o escritório de advocacia que as representou "abocanhou" mais de 1 bilhão de reais? De quem é esse escritório? E porque só o dele? Os srs sabem algo? Então, se manifestem se isso é certo.

Quando se deu a Anistia, ampla, geral e irrestrita abrangeu a todos. Então, se assim o é, chamem a Presidente para depor em 1º lugar. Afinal, ela não ajudou a tal de Var-Palmares? Será que ela ajudou a matar algum vigia por aí? Em 64 eu tinha 4 anos. Quando acabou a ditadura eu tinha 20, tinha terminado o colegial. Fico triste quando vejo no que este país está se transformando.

Lembrem-se que quando Hugo Chavez conquistou os militares com um salário muito melhor o próximo passo foi eliminar a liberdade de imprensa. Então...srs cineastas...os passos estão sendo dados.

Nada contra um governo eleito democraticamente. Mas deixar as pessoas, as instituições passarem necessidades e depois aparecerem como salvadores da pátria com dinheiro, material, reajustes, é um bom jeito de se tornarem os bons moços.

Moro na periferia e aqui quem domina é o crime. Não dá pra falar nada, pensar nada, saber de nada.Com certeza os srs sabem o que é pegar um onibus às 5 da manhã, chegar de volta às 21 hs pra ganhar miséria e com família pra cuidar. Tendo que pegar dinheiro emprestado e pagando um juros abusivo.

Será que dá pra discutir o quanto os bancos tem de lucro nesse país?

Então, vejam bem a quem os srs estão querendo representar.

Acho que vcs deviam assistir, pelo menos o final, do filme Tropa de Elite 2. Aí, quem sabe, enquanto esperam verba do governo pros seus filmes, possam ver onde moram os verdadeiros bandidos.

 

 

 
 

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