Nossa página está em teste e sua contribuição será valiosa.
Participe com sugestões e auxilie na construção.
Relacione aqui sugestões e problemas que tenha encontrado. Esse espaço também é seu!
Nossa página está em teste e sua contribuição será valiosa.
Participe com sugestões e auxilie na construção.
Relacione aqui sugestões e problemas que tenha encontrado. Esse espaço também é seu!
|
|
|
Brasilianas.Org |
|
O mais belo lance do xadrezEnviado por luisnassif, ter, 09/11/2010 - 16:00O lance maishonesto da história do xadrezO lance mais honesto da história do Xadrez
Faça seu login e aproveite as funções multímidia!
|
Comentários + votados
1
-
marco nascimento
09/11/2010 - 19:29
Já que o xadrez tá na moda no site vou pegar uma carona pra fazer uma pequena digressão cinematográfica.
Tenho uma queda por aqueles filmes que nunca se destacam, que nos antigos guias de vídeo...
5 Carregando
Posts de hoje
Mais Lidos da SemanaTagsBanco do Brasil
bancos
banda larga
Bolsa Família
Bresser-Pereira
capitalismo
Casa Civil
Cidades
Crise
crise mundial
desemprego
Dilma Rousseff
Economia
Educação
Educação
Folha
Gestão
Gestão Pública
Habitação
impostos
investimentos
IPEA
moradores de rua
municípios
Mídia
oposição
PAC
Política
Políticas Sociais
Software
São Paulo
Tecnologia
telebras
Universidade
Universidades
|
Emocionante. emocionei agora igual quando vi a entrevista do mestre karpov no brasil.
Ótima história essa !
De fato, hoje isso não seria imaginável de jogadores como Topalov, por exemplo, que no último encontro com Anand pelo título mundial se recusou a oferecer tablas ao adversário, restringindo qualquer forma de comunicação verbal ao árbitro, como forma de pressionar psicologicamente o campeão mundial indiano.
Vale lembrar que hoje mesmo em partidas longas ( ritmo pensado) foi abolido o adiamento, porquanto as análises de computadores tirariam quaquer caráter de jogo no momento em que a partida fosse retomada, transformado-se mais em verificação de análises de computador.
Portanto, hoje em dia, mesmo em torneios clássicos, a partida é jogada até o fim .
Há histórias interessantes também de partidas abandonadas em posições ganhar, valeria a pena dar uma olhada nessas posições incríveis, em que o jogador abandona temendo uma ameaça idenfensável do adversário, sendo que ele próprio tem uma ameaça indefensável antes e não se dá conta disso ...
o incrível é que isso já ocorreu com grandes-mestres, o que prova a incrível riqueza do jogo de xadrez !
Pelo visto, não era incomum Capablanca se atrasar em jogos oficiais importantes. Nao recordo se o mencionado acima era, mas no famoso match pelo campeonato do mundo Capablanca x Alekhine, em 1927 em Buenos Aires, considerado o maior de todos os tempos por muitos, Capablanca simplesmente " se atrasou" para uma partida -, sim, ele perdeu a hora. Quando chegou, com tempo limitado para jogar,nao podendo fazer a reflexão necessária em cada lance, acabou perdendo a partida. Perder o horário num campeonato mundial de xadrez é um tanto inesperado, não é? Mostra um grande desleixo.
Quantos aos adiamentos de partida, não acontecem mais porque com o crescimento das máquinas de jogar xadrez, um adiamento levaria a equipe da cada lado a buscar auxílio nas "chess engines". E aí, já não seriam seres humanos que estariam jogando, mas computadores, e ocorreria o desvirtuamento do match .
- Hoje não há jogador de xadrez, por melhor que seja, capaz de enfrentar a
"Rybka 4", a mais poderosa Máquina enxadrística do mundo. Mesmo os melhores jogadores de todos os tempos, seja Capablanca, Fischer, Alekhine, Karpov, Kasparov, quem fosse, poucas chances teriam contra a Rybka 4.
Já que o xadrez tá na moda no site vou pegar uma carona pra fazer uma pequena digressão cinematográfica.
Tenho uma queda por aqueles filmes que nunca se destacam, que nos antigos guias de vídeo costumavam ganhar uma ou duas estrelas. "LA Story" é o principal deles pra mim. Mas logo depois vem "Lances Inocentes" também conhecido como "À procura de Bobby Fischer". É um filme romanceado, mas ainda biográfico, sobre a infância de um prodígio do xadrez que veio a se tornar mestre internacional aos 16 anos, Josh Waitzkin.
Pois esse filme tem algumas coisas singulares. A principal é como ele aborda a cultura do BEST vs LOSER americana. Ok, o garoto ganha no final, mas porque é uma biografia, ele deve ter ganhado mesmo, e o estúdio provavelmente não aceitaria o projeto se não terminasse assim. Mas o sentimento do menino por aqueles que ele derrota não tem nada a ver com o que estamos acostumados a ver no cinema americano, pelo menos desde o discurso de Atticus Finch em "To kill a mocking bird" ("O sol é para todos"). Isso é expresso principalmente nas interações entre o professor, o pai e a mãe do menino, que compreende melhor que os outros, claro, que forças contém a sua competitividade.
No diálogo mais pungente do filme, a mãe pergunta ao pai, um jogador de baseball frustrado, "quantos jogadores cresceram com medo de perder o amor de seus pais a cada vez que entravam em campo" ao que o pai não deixa barato e devolve, falando o que sabe ser a pura verdade: "Todos!"
Vendo o que está em jogo, a mãe define a situação e deixa um ultimato: "Ele sabe que você o desaprova. Sabe que você o acha fraco. Mas ele não é fraco. Ele é decente."
\o
"E se você ou Bruce ou qualquer outro tentarem tirar isso dele, eu juro por deus, que levo ele embora"
\o/
Pra completar o filme é estrelado por um moleque excelente, Max Pomeranc, que nunca fez mais nada. Desinteressou-se dos holofotes de Hollywood. A introspecção que se vê na tela, pelo visto, não era exclusiva do personagem.
Josh Waitzkin virou um cara legal, mestre de xadrez, mestre de tai chi chuan e porta voz do xadrez eletrônico "Chess Master", que é muito bom.
Deixo-os com a parte do filme em que o tal diálogo se desenrola. É um ótimo filme, mesmo pra quem não gosta ou não entende de xadrez.
Abraço!
Apenas um comentário, Marco: conheci pessoalmente o Joshua Waitzkin, quando ele esteve no Brasil em 1994, e o comportamento dele não foi dos mais louváveis, ao contrário do que mostra o filme.
O xadrez teve grandes mestres que se comportavam com a dignidade de Vidmar no tabuleiro e na vida. Capablanca foi um deles, e o maior de todos, nesse aspecto, foi Max Euwe. Mas o próprio Alekhine, que manteve seu título mundial até a morte recusando-se a enfrentar os adversários mais fortes, destacou-se pela gana de ganhar a qualquer custo, tirando do xadrez essa aura de jogo de cavalheiros.
Grande Nassif, você me surpreendeu nessa !
Eu não conhecia essa sensacional história, e gostaria muito que você postasse mais sobre o Xadrez, esse jogo fascinante que a tanta gente encanta.
Ao ler esse post, lembrei do histórico match entre Bobby Fischer e Boris Spassky em 1972. Na primeira partida, Spassky chegou faltando um minuto para o início. Após ser aplaudido pela platéia - em que estava o Embaixador da União Soviética -, Spassky fez seu lance com as brancas, logo após o silêncio dos espectadores.
Fischer não havia aparecido, e uma atmosfera de tensão foi criada... somente nove minutos depois ele aparece, cumprimenta Spassky e responde, sem demora, dando início ao histórico confronto em que duas superpotências se enfrentaram no tabuleiro, em meio ao contexto da Guerra Fria. Emocionante ! Eram os EUA versus a URSS, e quebrando a hegemonia dos soviéticos onde Xadrez e Política desenhavam os contornos do desafio que foi além do jogo : era o embate ideológico, fascinante, entre dois mundos.
Toda essa riqueza histórica está muito bem registrada no excelente livro de Svetozar Gligoric, chamado Fischer vs Spassky - The Chess Match of The Century.
Espero sinceramente que este tema volte ao seu blog, pois é apaixonante.
E quero dizer mais uma vez : Bravíssimo, Nassif !
Teu blog é muito mais do que jornalismo de verdade.
Parabéns !
Parabéns pelo excelente artigo abordando a modalidade xadrez, Nassif.
Fraternalmente.
Gérson Peres Batista
www.clubedexadrez.com.br
estimado jorge...magnifico ejemplo el de Vidmar, pero de tiempo en tiempo ocurren estos hechos de dignidad deportiva...Anand ha abandonado mas de una vez cuando su adversario se encuentra apurado por el tiempo y el esta en posición inferior y lo de Vidmar debe ser único.
Olá Nassif!
Parabéns pelo post! É uma bela e valiosa história, sem dúvida.
Eu não conhecia essa passagem da vida de Capablanca, o gênio cubano.
Ví uma citação a você no livro "Diagonais - crônicas de xadrez" de Helder Câmara, que mencionava exatamente a Defesa Brasileira - Defesa Câmara.
É muito legal saber de um jornalista referência que valoriza o xadrez.
Abraço
www.xadrezguarulhense.blogspot.com
Postar novo Comentário