O loteamento de Andrea Matarazzo

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Sugestão para o governador Geraldo Alckmin: se não quiser que Andrea Matarazzo destrua a política cultural do seu governo, troque o secretário ou, pelo menos o deixe me banho maria até providenciar sua substituição.

O setor está sob ameaça de uma não-ação e de algumas ações condenáveis.

A não ação é a própria inação da Secretaria.

Este ano, Andrea conseguiu o feito de interromper – pela primeira vez desde 1962 – o Festival Música Nova de Santos, o histórico festival do maestro Gilberto Mendes, que ajudou a desenhar a música de vanguarda brasileira.

Faltando pouco mais de seis meses para o início do Festival de Campos de Jordão – o maior evento artístico do estado – Andrea não definiu ainda a entidade que irá tocar o projeto. Nesses eventos o planejamento começa dois anos antes, devido à agenda carregada das grandes estrelas mundiais.

Ambas as (in)decisões são frutos do temperamento de Andrea, um "poseur" sem vocação de homem público.

As decisões temerárias se situam no campo do aparelhamento político das Organizações Sociais, responsáveis por gerir equipamentos públicos.

Em São Paulo, as OSs de cultura foram criadas na base da gambiarra. O então Secretário Marcos Mendonça baseou-se na lei das OSs da saúde.

Não existe licitação. Mas exige-se uma pré-qualificação de cada candidata a OS, experiência anterior comprovada. Copiou-se a OS da saúde tirando todas as pré-condições, para permitir um aparelhamento delas, como Mendonça fez no projeto Guri. Em vez de OSs nascidas da sociedade civil, criaram-se algumas entidades compostas por militantes que se apossaram do equipamento público.

A gestão João Sayad corrigiu parte dessas distorções e definiu políticas culturais com base em um diagnóstico preparado por quatro universidades do estado.

Agora, enquanto se prepara para sair, Andréa aumentou a comunicação social da secretaria de cinco para 30 pessoas. E se prepara para premiar duas OSs sem tradição no setor.

A Banda Sinfônica, Orquestra Jazz Sinfônica s Orquestra de Ópera e o Teatro São Pedro estão sendo entregues ao Instituto Pensarte - de pouco mais de dez anos e sem nenhuma tradição na gestão cultural. Seu proprietário é Fabio de Sá Cesnik, um advogado especializado em incentivos culturais – e apenas isso.

Na Internet, o objetivo da Pensarte é descrito assim:

http://www.pensarte.org.br/index.php?option=com_content&view=frontpage

Instituto Pensarte é uma organização cultural de interesse público fundada em 2000 com o objetivo de articular a sociedade em torno da importância estratégica da cultura. Protagonizou neste período o avanço das políticas culturais, envolvendo-se com importantes causas, no Brasil e no exterior.

Para articular-se em busca do avanço das políticas culturais no Brasil e no exterior, oInstituto Pensarte publica uma série de livros de caráter reflexivo e formativo, trabalhando pelo aprimoramento e profissionalização da atividade cultural. Realiza seminários, fóruns e discussões sobre o tema, à procura de proposição e diálogo com todas as instâncias da sociedade, sobre a relevância da cultura como elemento estratégico em busca do desenvolvimento sustentável.

A busca de uma nova agenda política que insira a cultura em primeiro plano, o diálogo com meios de comunicação, organizações públicas e privadas, é função estratégica do Pensarte, que atua também em âmbito internacional, propondo discussões pertinentes à cultura e suas diversas dimensões na arena global.

Não há nada, em remotamente, que permita acreditar em sua experiência na gestão de orquestras, teatros, montagem de temporadas e todos os procedimentos complexos exigidos pelo setor.

O setor virou uma bagunça. Os músicos de todas as orquestras terão que ser demitidos da APA (Associação Paulista dos Amigos da Arte, que tinha história) para serem contratados pela nova OS.

Não há a menor condição de montar a programação do próximo ano para a Banda Jazz e a Jazz Sinfônica, porque sequer se sabe quem serão os novos músicos e qual o orçamento.

Há uma segunda OS sendo criada para gerir outros equipamentos relevantes. E saída da máquina pública.

Repito: antes que Andrea consolide o desmonte do setor, é bom Alckmin e o Chefe da Casa Civil Sidney Beraldo entrarem em cena. 

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28 comentários
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Francisco Ernesto Guerra

Generosidade sua Nassif com quem não merece. Todos conhecemos Andréa. O atraso tem outras razões, como criar dificuldades para vender facilidades. Que tal: "dada a exíguidade do tempo" na contratação será dispensada a concorrência. Que tal a música da Elis Regina: São dois prá lá, dois prá cá.

Essa gente não se emenda e, pior, são sempre os mesmos.

 
 
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droubi

É verdade. Esta gente não se emenda, são sempre os mesmos, e nós paulistas  sempre os elegemos de novo e de novo e de novo...

Onde foi parar a nossa intelectualidade???

 

PET - Programa de Erradicação dos Trolls. Não alimente os trolls no blog!

 
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Aldo Cardoso

Aproveitando a deixa, isso acontece porque vcs paulistas são sempre os mesmos, nunca se emendam

 
 
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Iggy

Apesar dos recentes escândalos na esfera federal recomendarem o contrário, os governos estaduais vem aprovando projetos que cada vez mais ampliam o espaço para terceirização por meio de ONGs.

 
 
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Marco Antonio L.

Prezado Nassif,

Desculpe a franqueza, mas nada mais arruma o que já foi feito, o que está sendo feito e o que virá pela frente, com relação aos tucanos, eles não escutam nem a eles mesmos. Perda de tempo. As suas sugestões e orientações com o governo Lula e agora com o governo Dilma, essas sim, são bem aceitas e bem discutidas, sendo de valia.

 

 
 
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joão33

   desconfio muito da apuração dos votos nesta urna sem papelzinho , coisas estranhas sempre acontecendo totalmente fora de lógica , como explicar o alkmin concorrendo pra presidente da republica ter menos votos no segundo turno , depois concorrer para prefeito e fazer feio , essa e uma das estranhezas das urnas , existem muitas outras muito mais gritantes.

 
 
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LUCIANO MENDONCA

Ano que vem tem eleição. Financiamento a vista. Quem são os "diretores" (donos) dessas Organizações Sociais (sem fins lucrativos). Hummmm, pena que não envolve dinheiro federal. O negócio vai ficar entre amigos de SP. Tudo a Controlar.

 
 
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André LB

  E olha que esse é o pessoal "bom de gestão", como gostam de se ver. Na verdade arrebentam o patrimônio público, vendem o que podem e terceirizam o que não podem vender - se possível para os amigos - e ainda dizem que o PT roubou a agenda deles. Caso pronto e acabado de duplipensar.

 
 
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zéluiz

Na realidade, originalmente, se sabia que o ilustre "conde" tinha "boa digestão" após os inúmeros banquetes dos quais era conviva frequente e, um nobre tucano mais ou menos surdo confundiu as bolas e o convidou para os mais altos cargos da gestão pessedebista tendo desde então se notailizado pela sua simpatia , empatia e altissima competência desde então.

 
 
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socram pb

O setor virou uma bagunça. 

 

Nassif, o setor sempre foi uma bagunça em SP, mas havia certa organização nesse caos. Algo como acordo de cavalheiros, a secretaria não atrapalhava muito (só um pouco, né) e os bons músicos que vivem em SP faziam música.

O AM conseguiu piorar tudo. O termo "poseur" cabe perfeitamente.

 
 
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Alan Souza

Por muito, muito menos, a ministra da Cultura Ana de Hollanda foi estupidificada pela mídia e pediram a pena de morte para ela...

Depois ainda me aparecem amebas e protozoários que insistem em afirmar que a mídia é isenta no Brasil!

 

Demóstenes Torres na cadeia: uma campanha pelo bem do Brasil!

 
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Ivan Moraes

Nassif, troque "uma ou duas" proverbiais palavras que voce esta descrevendo a Feira Hippie de BH e o prefeito.

A unica coisa que a direita mundial sabe fazer eh destruir tudo em que encosta.

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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maria utt

Ivan, Marcio Lacerda é um político sem tato, autoritário e com traquejo de um camelo numa loja de cristais, é impressionante como ele só deu bola-fora na administração de Belo Horizonte.

Dito isso, vamos a questão da feira hippie: do jeito que está, há toda a sorte de irregularidade, de gente que aluga 2, 3 barracas através de laranjas, até a venda de produtos chineses como artesanato. (sei disso por causa de um conhecido, que trabalha com artesanato há muitos anos)

Pena que o histórico de mancadas do Lacerda acabou levando essa que, de fato, seria uma boa intenção, a reforma da feira.

 
 
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mariazinha

Seu Nassif: não conhecia o sr. Andrea Matarazzo. Fui procura-lo e o achei em diversos eventos culturais judaicos, em SP, na maior felicidade. Será que ele  não gosta da cultura brasileira e quer impor aos paulistanos outra cultura?  http://wwwterrordonordeste.blogspot.com/2011/03/andrea-matarazzo-o-capo-... O Terror do Nordeste. Sinto, não gostei de conhece-lo. Abs.

 
 
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João Maria Fernandes de Sousa

Nassif, Alckimim não é inocente nessa história, e muito menos o PSDB; o partido tucano, nova meca da direita brasileira (vide a Opus Dei, que ganhou de brinde SP), tem no esfacelamento da cultura brasileira um de seus pilares de sustentação, simples assim. Sofisticado para a tucanada é falar de Verdi, Bauhaus, Lady Gaga, Hebe Camargo... das gôndolas em Veneza , da Quinta Avenida ou dos teatros luxuosissímos de New York.

Nem o Panis et Circencis dos romanos eles querem para os seus súditos, só a massa cheirosa  tem o feeling intelectual apurado e é capaz de diferenciar Bach ou Stanley Jordan de Jackson do Pandeiro... argggg... aquele embolador de coco (argggg... de novo) e paraibanozin pedante... pelo menos no entender deles.

 
 
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Lucia

Pura perda de tempo! Esses governantes do PSDB nunca ouviram a sociedade, não vai ser agora que vão ouvir. Uma pena que os que votam nesses senhores sejam tão desrespeitados..

 
 
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Mário Mendonça

Calma Nassif

A elite sampista ainda não pensou na hipotese de "mingua" do festival de campos do jordão.

São Paulo merece os pseudos gestores que possuem.

Abraços 

 

Mário Mendonça

 
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Jose de Almeida Bispo

Mas ele não precisa fazer nada. A Globo, Folha, Estadão, Veja... em nome da frente direitista o PIG garante sua impunidade pela inação. É a triste história da América Latina: a cultura da apaniguação. Pior é que se isso ocorresse no meu Sergipe já seria uma lástima; imagine no estado mais rico e que mais concentra bens culturais no país.

 
 
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André Oliveira

Aparelhamento, no PSDB? Não pode ser. Isso só acontece no PT.

 
 
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Rui Daher
 
 
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Rui Daher

Nassif, uai, o que estou escrevendo não está saindo no post. Já é o segundo sem texto. Sobre o Andréa, o que tinha escrito é que apesar de termo-nos desencontrado na noite de autógrafos do Ivan, encontrei lá o Carlos Augusto Calil, secretário municipal da Cultura, e que esta seria uma boa indicação.

 

 
 
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Pais da Emesp Brooklin

Nassif, é preciso apurar se o loteamento é promovido pela Secretaria de Cultura ou pela OS Santa Marcelina, que eu acho que é a encarregada dos festivais. Você acompanha a história do FECHAMENTO da unidade Brooklin da Escola de Música Tom Jobim (Emesp). Comunicaram a desativação depois de provocados pelo seu blog, senão ficaríamos sabendo só no ano que vem. De 1.000 alunos que a escola tinha, restaram 100, e estes 100 agora têm de ir para a Luz. É uma infração clara ao Estatuto da Criança e do Adolescente.

Pedimos o apoio de todos para a nossa causa. Visitem o nosso blog (paisdaemespbrooklin.wordpress.com) e a nossa página no facebook (Grupo de pais da Emesp Brooklin)

Divulguem as barbaridades que estão sendo cometidas contra a educação, a cultura e as crianças. Não deixem fechar mais uma escola. #SalveEmesp

 
 
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Carla Fonseca

Seria oportuno que o jornalista Luis Nassif fizesse jus à profissão e se informasse, antes de publicar sandices acerca do Instituto Pensarte. Se fizesse uma leve busca, pautaria-se não apenas no que o site do próprio Instituto informa e em seus próprios julgamentos de valor sem respaldo, mas no vasto currículo de cursos, oficinas e premiações voltadas à gestão cultural que o Instituto Pensarte desenvolveu ao longo de sua década de existência. Sobretudo, absteria-se de afirmar que o Instituto Pensarte é de "propriedade" de alguém - termo que não cabe, pelo próprio fato de ser Instituto. Sou economista da cultura, doutora em Urbanismo e diretora voluntária - como todos os diretores e demais membros executivos da instituição - desde sua fundação. E coloco-me à disposição para esclarecer pontos que dirimam a ignorância que o jornalista demonstra com relação à sua crítica improcedente.

 
 
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luisnassif

Guarde sua sapiência para seus alunos, prezada. Pesquisei bastante o Pensarte e não encontrei um projeto sequer que caracterizasse gestão de cultura, de orquestras. Pretender que alguns seminários e projetos infantis sejam sinal de conhecimento sobre orquestras e teatros é excesso de pretensão da sua parte. Esclareceria melhor se informasse de que maneira conseguiram convencer o secretário a entregar tal responsabilidade a uma ONG sem histórico de gestão na área que pretende-se seja outorgada.

 
 
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Flávio Viegas Amoreira

caro, emocionado com seu texto-manifesto; primeiro fala o escritor:

não temos Política Pública para Cultura em São Paulo, no caso da Literatura nenhuma ´capilaridade´em equipamentos, sem mais delegacias regionais de Cultura e apenas mandarinatos perpétuos na Casa das Rosas e Museu da Língua Portuguesa: São Paulo carece de estratégias orgânicas para leitura, para o ´leitorado´e para litetatura; bibliotecas sucateadas, falta de ponte entre Educação e Cultura e ausência dum reconhecimento do quanto a Literatura e dramaturgia tem resistido orfãos de fomento público;

quanto ao Festival Musica Nova, tenho autoridade em falar em nome do meu mestre Gilberto Mendes!

o descaso do Estado para com o Musica Nova é o mesmo que privilegia Campos de Jordão num ´´culturocídio´´ de tudo que é elaborado ou considerado hermético pelo sr. Matarazzo, ele mesmo um fruidor de Cultura com profundidade dum pires !

grato! abraços, Flávio Viegas Amoreira

escritor , jornalista e agitador cultural

flavioamoreira@uol.com.br

 
 
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João Ramalho

Caro Nassif:

Maravilhoso seu texto. Seria muito importante se você investigasse mais sobre outras O.S.s que foram absolutamente destruídas a emparelhadas durante a gestão Matarazzo. O Museu do Imigrante, cuja O.S. foi fechada, o M.I.S., cuja O.S. foi completamente desfigurada e, pior de todas, a Poiesis, de que poucos falam, mas que administra as Oficinas Culturais, a Casa Guilherme de Almeida, o Museu da Língua e a Casa das Rosas e que vai ganhar em breve (são cartas marcadas) Fábricas de Cultura para a campanha do Duce à prefeitura. Você sabia que sua direção foi trocada por ordem do Matarazzo, que a entregou a um dos fundadores do PSDB, O senhor Clóvis Carvalho, que já foi ministro da Casa Civil... O que estará este senhor fazendo na direção de uma O.S. que originalmente lidava com Literatura e era dirigida por um escritor? Não seria bom investigar?  Sei que há muito pano pra manga.

 
 
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Adriano Alves

Sou produtor cultural e não tenho nenhuma simpatia pelo Matarazzo, mas, justiça seja feita, o desmonte da Cultura começou bem antes dele assumir a Secretaria. O Sayad encheu a pasta de advogados e burocratas.

Por outro lado, na cidade de SP, a Secretaria Municipal de Cultura destoa de uma das piores administrações que esta cidade já teve. O Calil é uma pessoa bem competente e bem intencionada.

 
 
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Telma Queiroz

A Emesp Tom Jobim sempre foi uma referência em música com um maravilhoso trabalho. Prestem atenção, estamos falando de uma ESCOLA PÚBLICA, totalmente GRATUITA !!! É maravilhoso quando temos serviços públicos de excelência, precisamos tirar o chapéu. 

 

Bom, como alegria de pobre dura pouco, semana passada a Secretaria da Cultura mandou um email aos pais informando que a unidade Brooklin será desativada e a partir de 2012 os alunos poderão continuar seus cursos da unidade Luz. O mais triste é que este aviso chega nas férias e fica difícil “achar” os pais para tentar reverter este quadro.

 

1 hora e 40 minutos foi o tempo que uma mãe levou esta semana para se deslocar do Brooklin à Luz e muitas alunos demorariam mais tempo ainda já que moram no extremo da zona sul, Grajaú, Parelheiros e por aí vai. O saldo deste crime vai ser um só: as crianças vão parar seus estudos.

 

Por exemplo, minha filha Gabriela sai da escola regular 12:30 e 13:30 começa a aula de música, mal tem tempo de almoçar. Levá-la até a Luz é impossível.

 

Bem, os motivos desta decisão devem ser muitos, como todas as decisões políticas, mas sinceramente quero focar em dois pontos: 1 – sou contra fechamento de escolas públicas  2 –  sou contra decisões arbitrárias feitas na calada da noite de forma unilateral, sem diálogo com pais, alunos, professores e sociedade.

 

Na terça-feira tivemos uma audiência pública na Assembléia Legislativa e amanhã, sábado dia 03/12,  faremos uma passeata na Padre Antonio José dos Santos,  partindo da Praça da Berrini até a Emesp Brooklin às 9 horas. Pedimos o comparecimento de quem puder

 

Aos internautas pedimos apoio nos seguintes links:

 

BLOG - http://paisdaemespbrooklin.wordpress.com/

 

FACEBOOK - https://www.facebook.com/pages/Grupo-de-Pais-da-Emesp-Brooklin/277588442278732

 

TWITTER #SalveEmesp

 

 
 

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