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O lobby do livro didático contra o eletrônicoEnviado por luisnassif, sex, 03/02/2012 - 17:14
Por ruyacquaviva
Concordo com você. Tem um cartel e é um cartel violento. Recentemente a editora Abril entrou na área de educação, certamente pensando e abocanhar uma fatia desse bolo. O Nassif já comentou aqui sobre essa questão. Para esse cartel migrar para a área de conteúdo seria necessária a adoção de formatos proprietários e proteções contra cópia. Eu acho que o modelo deveria ser outro. O MEC paga pelo direito de abrir o conteúdo dos livros e não se preocupa com o número de cópias. Claro que haverá muita resistência e não faltarão "especialistas" com teorias bizarras para defender a negociação por número de cópias. Mas nesse jogo, em que pese o grande porder econômico desse verdadeiro cartel de editoras, joga contra eles os fatos da tecnologia atual. Não existe formato que proteja o conteúdo contra cópias e o meio eletrõnico dá margem à divulgação de conteúdo novo. Como assim? eu explico. Existem muitos profissionais excelentes com capacidade de produzir conteúdos riquíssimos, mas as editoras trabalham apenas com um pequeno time de "medalhões". É algo como ocorre no mercado de música. Tantos músicos talentosos que não conseguem divulgar seu trabalho e na mídia tradicional só passa meia dúzias de medalhões, tudo para aumentar os lucros. Pois os tablets permitiriam que os autores talentosos mas sem contatos com as editoras pudessem divulgar o seu trabalho, fornecendo uma variedade de opções que hoje não é possível. A maior briga é para que o conteúdo dos tablets didáticos use formatos abertos de não os formatos proprietários que certamente serão defendido pel lobby das editoras.
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Comentários + votados
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alfredo machado
03/02/2012 - 18:36
Caro ruyacquaviva:
Há tempos, quando surgiu no blog o assunto substituição do livro didático pelo livro eletrônico, na ocasião sobre tal mudança que estava para ocorrer na Califórnia do então...
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W K
03/02/2012 - 18:41
EU já acho que a batalha livro de papel x livro digital já está ganha pelo livro digital e a outra parte apenas tenta catimbar um pouco o final jogo. Com livros em papel vai acontecer o mesmo fim que...
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almerioastro
03/02/2012 - 19:09
Na minha época não existia ainda essa picaretagem de trocar de livro todo ano, e os livros eram aproveitados pelos irmãos mais novos, e eram duráveis e ninguém escrevia nos livros. Agora os pais...
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veras
03/02/2012 - 20:20
Há alguns anos atrás o Estado do Paraná fez material didático com a colaboração de professores da própria rede.
Alguns estados dos Estados Unidos também desenvolveram livros didáticos com suas...
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paduacarobrez
04/02/2012 - 06:31
O MEC deveria utilizar-se do Portal CAPES (http://www.periodicos.capes.gov.br/) o melhor banco de dados bibliográfico que o Brasil poderia ter, e disponibilizar no formato eletronico os livros...
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Marroni
03/02/2012 - 17:21
Com a Wikipédia, todas as editoras ficaram obsoletas. Os professores fariam um bem enorme se postassem seus conhecimentos na Wikipedia, com os recursos do hipertexto.
Sei das ressalvas que se...
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Edsonmarcon
03/02/2012 - 17:58
Esse banco de dados poderia ter também livros didáticos que pertencessem ao governo.
Explicando: o governo teria livros didáticos, cujos direitos para distribuição e copia...
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Ivan Moraes
03/02/2012 - 18:16
A Abril ta eh frita nesse mercado. Ja nao ha e nao pode haver "propriedade intelectual" em livros didaticos. Nao eh possivel.
LIVROS ELETRONICOS AGORA E JA!
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Com a Wikipédia, todas as editoras ficaram obsoletas. Os professores fariam um bem enorme se postassem seus conhecimentos na Wikipedia, com os recursos do hipertexto.
Sei das ressalvas que se fazem contra a enciclopédia da web, mas sua qualidade depende do grau de colaboração. Quanto mais se colabora, mais qualidade. E não vi na Wikipédia até agora um mapa da América do Sul com dois Paraguais.
Alternativamente, poderíamos ter o seu equivalente para todo o conteúdo do currículo escolar. Um único banco de dados com todo o acervo necessário para o ensino acessível pela internet. Fim das editoras.
Somos a consequência de nossas escolhas.
Esse banco de dados poderia ter também livros didáticos que pertencessem ao governo.
Explicando: o governo teria livros didáticos, cujos direitos para distribuição e copia seriam do governo, e os distribuiria pela internet a todoas as escoloas do país.
Esses livros poderiam ser comprados ¨prontos¨ ou entao se faria um edital para que um grupo de pessoas ( professores, cientistas, pedagogos, etc) fizesse um livro didático para uma determinada disciplina. O livro pertenceria ao governo, os autores receberiam um pagamento pelo serviço. como ele seria no formato eletronico, a correçao de erros seria fácil, uma ediçao revisada seria distribuida em todo o Brasil em um dia.
Isso tambem evitaria desperdícios. Ficaram sabendo da montanha de livros jogados fora no interior de SP ?
¨Liberdade é a liberdade dos que pensam diferente¨ -- Rosa Luxemburgo
Exato Edson. A saída mais simples (e a mais democrática de todas). O MEC lança um edital e aqueles interessados em fazer livros didáticos participam, sem as editoras como atravessadoras. Por exemplo: livro de língua portuguesa para o 5º ano: uma equipe (com pessoas formadas na área, claro) se reúne, faz o livro e o inscreve no edital. O melhor livro, ou melhores livros, são escolhidos, a equipe ganha um bom dinheiro (tem que ser bem pago, afinal a economia será de milhões!) e cede os direitos para o MEC, digamos, por dez anos, ou indefinidamente. Caberia ao MEC estipular um padrão gráfico, etc.
Concordo com você.
e já que gostamos tanto de copiar (principalmente dos EUA) nos anos 60 foi feito isso lá com os livros de Ciências. Criaram-se comitês com professores de várias Universidades e esses comitês escreveram os livros a serem usado nas "high-schools". Aqui no Brasil a Editora da UnB chegou a publicar algumas traduções. Quem entrou na Universidade entre 1966 e 1970 deve se lembrar dos livros de Física do P.S.S.C (Phisical Science Study Comitee), dos de Química, Matemática e Biologia dos respectivos comitês.
O Ministro da Educação podia muito bem criar comitês com representantes dos diversos estados brasileiros para a produção de livros didáticos em todos os níveis e para todas as disciplinas e colocá-los no sítio do próprio MEC em formato de Texto+Multimídia de software-livre e disponibilizar para baixar ou imprimir em regime de Creative Commons de forma a que professores pudessem também dar a sua contribuição. Outra forma seria até mesmo usando a tecnologia Wiki independentemente de ser dentro da Wikipedia.
Creio que se se fizer isso e der um prazo de 2 anos teríamos um grande material. Falta é vontade política de se fazer
Acorda Presidenta Dilma! Acorda Ministro Mercadante!
JA-BH Belo Horizonte - MG
A concentracao na area dos livros didáticos sempre foi enorme. E o livro didático é, de longe, o filé do mercado, dada o tamanho das compras governamentais e o mercado 'certo' da populacao em idade escolar. Se nao me trai a memoria, a Abril ja entrou nessa area comprando a Ática (em sociedade com um grupo espanhol esquisito que nem espanhol parece ser). Essa é mesmo uma área que precisaria de investigacao. Se o congresso tivesse algum preparo para isso, poderia montar comissoes a respeito. Mas... dos 30 mil funcionários do congresso duvido que se possa mobilizar uma pequena parte para estudos desse tipo.
A ideia de que os professores substituiam o livro didático pela producao de textos proprios a partir da internet nao é ruim. É muito provavel, como diz o comentario do Marroni, que teriamos bons resultados aquie e ali. O problema, mais uma vez, é que para fazer isso, pesquisar na internet, selecionar joio e trigo, e montar algo coerente e consistente... bem, isso exige um professor muito preparado, na sua disciplina e no uso dos recursos técnicos. Infelizmente, nao parece que temos. SEja para o bom uso do livro didático (e até para possibilitar uma avaliacao vinda dos professores que melhore o livro), seja para a confecção desses materiais proprios, para os dois casos, o nervo, como sempre, está na preparacao dos professores, na sua capacitacao. A 'solução' de alguns técnicos ligados ao tucanato paulista (com filiais ou matrizes mineiras) foi produzir cartilhas que mais ou menos dispensem qualidade do professor. Há vários 'séculos' trabalhei com formacao profissional, com os materiais do Senai - eles tinham um pouco desse viés, para, comparando, eles eram bem mais inteligentes do que as cartilhas de dois paraguais do sr. Paulo Renato (que deus o tenha, se é que o recebeu).
É dizer algo banal, é meio chover no molhado, mas... parece que é assim. Estamos mal no quesito preparacao dos professores.
Peraí, eu na minha inicência pergunto: houve algum projeto piloto em alguma escola pública? E escola pública não é nehuma escola de aplicação ligada a uma universidade, e sim uma real. Houve algum treinamento de professores, foi selecionado material didático, e podemos enumerar as perguntas.
Gostaria que o MEC apresentasse algum dado. Do jeito que está apesentado, só caindo de pau mesmo. E como exemplo, é só olhar o que deu a implantação da escola plural aqui em BH.
Bastaria o governo formar uma equipe para elaboração dos livros didáticos ou, passar essa atribuição para os Estados, que formaria grupos entre professores da rede estadual para criação de um livro didático, atendendo as peculiaridades regionais de cada Estado, disponibilizando-o na internet para livre disseminação. Acabava com essa mamata das editoras. Como disse o Marroni: Fim das editoras.
Há alguns anos atrás o Estado do Paraná fez material didático com a colaboração de professores da própria rede.
Alguns estados dos Estados Unidos também desenvolveram livros didáticos com suas universodades, ficando de sua propriedade.
Não há nenhuma razão técnica ou pedagógica para se comprar livros didáticos no mercado. Só existe medo de enfrentar as editoras. Compreensível - elas são cruéis quando resolvem defender seus interesses.
E a propósito, tem uma quantidade enorme de porcaria no mercado, o que obriga o MEC a ficar avaliando os livros. Mesmo assim, sempre passa algum lixo. Aí quem leva porrada é o MEC.
Caro Nassif
O lobby dos livros é apenas uma das faces da precarização e desmonte do ensino.Educação ainda é uma questão de lutas de classes.E a classe dominante fechou todas as frestas para impedir uma boa educação, que inevitavelmente seria contra eles.
Paulo Freire é um palavrão na atualidade.
Com ou sem tablets, a educação não avançará.
Saudações
Putz. Mercadante, com uma idéia revolucionária dessa, pra dizer o mínimo, corre um sério perigo. Não vai demorar muito para que sua reputação seja o maior alvo da midiona.
"pelos caminhos que ando um dia vai ser, só não sei quando" - Paulo Leminski
A Abril ta eh frita nesse mercado. Ja nao ha e nao pode haver "propriedade intelectual" em livros didaticos. Nao eh possivel.
LIVROS ELETRONICOS AGORA E JA!
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
Caro ruyacquaviva:
Há tempos, quando surgiu no blog o assunto substituição do livro didático pelo livro eletrônico, na ocasião sobre tal mudança que estava para ocorrer na Califórnia do então governador Arnold Schwarzenneger, inicialmente fui contra a idéia.
Ao levar os merecidos cascudos dos comentaristas daqui e da minha família, com a opinião de meu neto, então com oito anos, tendo sido o toque de degola, refleti e logo abandonei aquela minha abordagem.
Só o interesse $$$ pode explicar esta resistência por parte das editoras, quase todas com visão estreita para os novos tempos, muito em função da facilidade que sempre tiveram para empurrar milhões de livros goela abaixo dos alunos durante anos a fio, um maravilhoso $$$ mercado cativo que tende, assim como aconteceu com o telex, a desaparecer. Com os preços dos tablets a desabar mensalmente, o ato de estudar fará um bem danado ao bolso das famílias.
Mesmo entendendo que o ato de escrever contribui para uma melhor fixação de textos, e que os inúmeros recursos que um tablet oferece possam desviar a atenção de qualquer usuário, aluno ou professor, também compreendo que tais questões são capazes de serem resolvidas por cada um, assim como compreendo o tal efeito-substituição como inevitável, pouco importando a minha opinião.
Quanto à facilidade que o meio eletrônico oferece a inúmeros profissionais que, hoje, não têm espaço para divulgar seus trabalhos, é um ponto bastante favorável para as mudanças à frente.
Inserida no asssunto, existe a questão do pagamento de direitos autorais, que todos reconhecem precisar de uma solução inovadora razoável para os interessados diretos, autores e editoras, só restando aparecer um iluminado que consiga encontrar a dita cuja.
EU já acho que a batalha livro de papel x livro digital já está ganha pelo livro digital e a outra parte apenas tenta catimbar um pouco o final jogo. Com livros em papel vai acontecer o mesmo fim que com o mercado de músicas, não vai sobrar praticamente nenhuma gravadora, somente músicos e ouvintes.
Um negócio que eu achei interessante e que as editoras de papel ainda não descobriram é esse:
http://1dollarscan.com/
Esse pessoal digitaliza a sua biblioteca inteira a US$ 1,00 o livro ! Enviam o Você um arquivo PDF com o livro escaneado e transformam o seu livro em picadinho. Parece que ganham mais vendendo papel picado do que escaneando.
Quando todos os livros do mundo tiverem sido escaneados ...
Por outro lado, e pelo andar da carruagem, todo esse progresso digital tem um certo foco que é o de eliminar os intermediários entre o produtor e o consumidor de qualuqer ramo de negócios. Vemos isso na indústria fonográfica, veremos isso nas editoras, e certamente em muitos outros ramos de negócios. Em venda de software já é assim: praticamente não existem mais "lojas de prateleira", quando você precisa de um software, voce vai no site do fornecedor, paga com cartão e ganha a licença de uso.
Até nas voadoras também já é assim: as intermediárias de antigamente - as agências de viagem - tiveram que mudar de foco, para não perderem negócios. Praticamente não se vende passagem aérea em agências, não é? Aliás, a Internet é que acabou com aquels irmãs Cajazeiras (A Varig, Vasp, Transbrasil e assemelhados).
Há alguns anos na Índia, numa vila de pescadores daqueles bastante humildes houve uma explosão de compras de telefones celulares que transformaram também os intermediários de pescado de vilões para vítimas. O que acontecia lá era o seguinte: o pescador depois de "colher" a sua safra de peixes em uma semana em alto mar, chegava no seu porto e lá tinha que se submeter à ditadura desses atravessadores.
Depois que começou a usar celular, ainda navegando ele fazia um leilão de sua colheita e dependendo do resultado ia para o porto de onde recebia a melhor oferta. Claro, esses atravessadores começaram a falar fino ...
"Um negócio que eu achei interessante e que as editoras de papel ainda não descobriram é esse:
http://1dollarscan.com/":
Ab so lu ta men te bri lhan te!!!
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
Na minha época não existia ainda essa picaretagem de trocar de livro todo ano, e os livros eram aproveitados pelos irmãos mais novos, e eram duráveis e ninguém escrevia nos livros. Agora os pais gastam o que não podem em material didático de quinta categoria. Eu tenho um Kindle e acho excelente, ecológico e caso adotado no Brasil este modelo ou algo semelhante, os ganhos para os alunos seriam grandes...
... e em consequencia disto surgiu em BH um incipiente mercado novo, o de compra e venda de livros usados.
Tentando descartávelizar os livros, os estrategistas de editoras se esqueceram deste detalhe: alto rendimento, mercado inflado, etc. provoca a criação de novos mercados!
Não é só a editora Abril, também tem a editora Globo interessada em vender seu peixe.
O princípio que norteará será o regime de colaboração. Cada professor poderá ter suas aulas digitalizadas e formar a sua enciclopédia apenas com links. De uma mensagem de 140 caracteres podemos indexar uma quantidade imensa de hiperlinks. O uso da web é revolucionária. O uso das máquinas é incontrolável. A única coisa que podem tentar controlar é o comportamento das pessoas . Por isso toda esta celeuma de PIPA e SOPA. É a Revolução Digital em curso, se aprofundando. Creio que chegará um tempo em que as escolas serão virtuais. Aliás, as escolas ainda estão de pé pois servem para que os jovens não atrapalhem o fluxo da cidade. Servem mais para a socialização, terapia ocupacional... e para o vestibular.
O MEC deveria utilizar-se do Portal CAPES (http://www.periodicos.capes.gov.br/) o melhor banco de dados bibliográfico que o Brasil poderia ter, e disponibilizar no formato eletronico os livros didáticos para as escolas públicas e para as escolas privadas, mediante algum compromisso, monetário ou de meta educacional. A solução já existe, no próprio MEC, não precisaria inventar nada.
Quase 1.300 livros são despejados como 'lixo' no interior de SP
http://www1.folha.uol.com.br/saber/1043546-quase-1300-livros-sao-despejados-como-lixo-no-interior-de-sp.shtml
Não sejamos ingênuos: a substituição do impresso pelo eletrônico só irá diminuir os custos das editoras e aumentar seus lucros.
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