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O Largo São Francisco e a miséria da retóricaEnviado por luisnassif, sex, 12/11/2010 - 14:40O artigo na Folha, de Janaina Conceição Paschoal - professora do Largo Sâo Francisco -, é tão primário, que dele é possível extrair algumas lições bem básicas sobre a miséria da retórica. 1. Para reforçar seu argumento mostre-se como parte não interessada na história. É comum entre trolls da Internet. O sujeito entra, se diz petista e senta a pua na Dilma. Ou então apresenta-se como tucano e critica Serra. Janaína se apresenta no comentário da Folha como neta de pernambucanos para validar sua crítica aos nordestinos “anti-paulistas”. Depois, apresenta-se como não-católica, em um comentário em outro blog no qual defende os panfletos do padre Luizinho. Para assassinar princípios básicos de direito, nada como se apresentar como professora da matéria. Mas que depõe contra a reputação de excelência do Largo São Francisco, não há como deixar de depor. 2. O uso da carteirada acadêmica. Consiste em se apresentar como professora de uma instituição respeitada para tentar dar respaldo acadêmico a afirmações banais ou partidárias. É o caso dela e do pequeno Carlos Guilherme Motta, que usa o nome da USP em seus bestialógicos. 3. O álibi científico para legitimar opiniões leigas. No besteirol que postou sobre os panfletos do padre, ela se dizia titular de uma cadeira que estudava a matéria, onde concluímos (uso do plural majestático) que a Igreja Católica sempre foi perseguida. Apesar de ela não ser católica, é claro. 4. O uso do plural, para simular estar falando em nome de um grupo, não dela própria. Isso é tique do Largo São Francisco. Lembro-me de uma polêmica antiga com o professor Fábio Comparato, na qual o professor Goffredo da Silva Telles enviou uma carta para o Painel da Folha, dizendo que os MEUS leitores não ME mereciam. Sem um centésimo da envergadura do professor Goffredo, Janaína usa o plural majestático para dizer que “nós” – dando a impressão de ser ela e um conciliábulo de sábios- concluímos... uma bobagem qualquer.
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Comentários + votados
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Edmar Cabral
12/11/2010 - 14:58
Porra Nassif, a muié falou besteira pra 'burra', mas cê foi fundo na definição da verborrgia da dona. Tá ruim do fígado hoje ou já tá enojado demais dessas pessoinhas ridículas? Eu tô! Não são ... "...
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Che Guevara da Fiel
12/11/2010 - 14:59
Os quadros de professores da USP estão se degradando assustadoramente com a administração tucana, Nassif. Nas Letras, por exemplo, a maioria dos professores novos é de jornalistas cults (Folha) que...
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Bruno Moreno
12/11/2010 - 14:59
O que mais me impressiona é que se trata de uma professora de Direito Penal. Coitado dos alunos dela. Na verdade pela lógica dela nordestino não sofre preconceito, na verdade ele causa o preconceito...
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sergiolmrivero
12/11/2010 - 15:08
EHEHEH! Tadinha da moça.
Eu ficava até com pena...se o artiguinho dela não fosse tão cretino.
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pbiondo
12/11/2010 - 15:11
Já coloquei no outro post, vai de novo aqui. As explicações da "professora" são explicadas neste livro (é sério):
http://www.submarino.com.br/produto/1/1054685/sobre+falar+merda
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oiDenilson
12/11/2010 - 15:13
Nassif,
Há mais coisa lá... o problema não é descrever erros primarios que estão tão perceptíveis como um tapa na cara. O problema é o que se revela. Não penso duas vezes antes de dizer que várias...
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João José de Oliveira Negrão
12/11/2010 - 15:14
Boa Nassif. Como postei no meu twitter, nasci no interiorrr de SP, moro em outra cidade do interiorrr e quero que estes movimentos SP para paulistas vão se .... Sem nenhuma elegância quatrocentona. E...
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AlexandreLMF
12/11/2010 - 15:16
Infelizmente existem muitos e muitos professores desse nível em insituições reconhecidas pelo Brasil adentro.
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Hamilton
12/11/2010 - 15:20
Onde Janaína Paschoal fez Direito? Não deve ter sido na São Francisco. Não consta em lugar algum em que pesquisei a faculdade em que se graduou. Não tem "cara" de quem se "criou" nas...
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Antonio B. Ferreira
12/11/2010 - 15:34
Contei: são 3 parágrafos para aliviar a tal Mayara e os outros 9 para detonar o Lula. Quanto ao dispositivo da carteirada acadêmica, isso me lembra a história do "discurso competente" de que fala a...
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Rodrigocg
12/11/2010 - 15:34
Carteirada acadêmica é a essência desse pessoal.
Monica Waldvogel que o diga. Ela não corre mais riscos, só chama acadêmicos tucanos para o 'entre aspas'.
Aliás esse nome é bem propício, não? Quando...
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cezarley23
12/11/2010 - 15:35
Mais vale aquele velho ditado: "Quem fala o que quer ouve o que não quer".
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Mary A.S.
12/11/2010 - 15:42
Então, vai por terra a esperança de que a "velha mídia" tenha aprendido a lição e tenha outro rumo num futuro próximo.
Além dos habituais "especialistas em tudo e nada", contaremos com os "sábios...
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hehehehe Tomou papuda!! Brigadão, Nassif!
Intelijentissima.
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
Tomou papuda, foi ótimo!!! Anos que não ouvia....hehehehe.... Olha, este pessoal, já deu o que tinha que dá...chega!!! É uma conversa fiada sem limites....tiram conclusões, teses, escalafobéticas das cartolas e ainda acham que estão lotados de razão!!
Fatos que gostaria de testemunhar antes de morrer: 1-político bandido, preso; 2-juiz, promotor, procurador bandido, preso 3-Corinthians, campeão da Libertadores.....
Já que voce reproduziu o texto da lei, espero a aplicação da pena máxima à Mayara. Assim ela terá muito tempo para refletir sobre seu crime nos cinco anos em que estiver vendo o sol nascer quadrado.
Pois é Francisco...faz tempo que batemos nesta tecla....a lei existe e é para TODOS....o que precisamos mesmo é de um juiz "macho" o suficiente que mande cumprir a lei e ponto final....basta colocar lá no processo....cumpra-se a lei...ponto!!! EStamos lotados de lei só precisamos de uma justiça que faça justiça....este é o nosso maior problema....Não temos justiça.....Manda a Mayara pra cadeia, cinco anos, quero ver se mais alguem vai dar uma de besta preconceituoso.....dúvido!!! Precisamos de exemplos...precisamos que se faça justiça...uma vez que tenhamos justiça todo o resto entra no lugar!!!
Fatos que gostaria de testemunhar antes de morrer: 1-político bandido, preso; 2-juiz, promotor, procurador bandido, preso 3-Corinthians, campeão da Libertadores.....
COMPLEMENTO: A prática de RACISMO constitui CRIME INAFIANÇÁVEL e IMPRESCRITÍVEL, SUJEITO a PRISÃO, previsto pela Lei 7.716 de 1989. A lei define como CRIME de RACISMO não APENAS a PRÁTICA, mas também a INDUÇÃO ou INCITAÇÃO à DISCRIMINAÇÃO ou PRECONCEITO, e ESTABELECE um AGRAVANTE se esses CRIMES são cometidos por INTERMÉDIO dos MEIOS de COMUNICAÇÃO.
Porra Nassif, a muié falou besteira pra 'burra', mas cê foi fundo na definição da verborrgia da dona. Tá ruim do fígado hoje ou já tá enojado demais dessas pessoinhas ridículas? Eu tô! Não são ... "uma bobagem qualquer". São muitas bobagens, tá demais.
Essa mulher sofre de xenofilia.
webster franklin
Os quadros de professores da USP estão se degradando assustadoramente com a administração tucana, Nassif. Nas Letras, por exemplo, a maioria dos professores novos é de jornalistas cults (Folha) que lêem meio livro aqui, meio ali, vivem em eventos culturais, trabalham em editoras da moda (CosacNaify) ou nos institutos de Cultura Bancária (Moreira Salles, Itaú) e dão aulas pós-modernas medíocres em que tentam neutralizar a boa crítica de esquerda de Antonio Candido e Roberto Schwarz. Há uma relação cada vez mais íntima entre PSDB-SP/Folha/USP-FFLCH, ou seja, a excelência da velha Faculdade de Filosofia está acabando e dando lugar a uma produção de conhecimento superficial e, sobretudo, conservadora.
Referendo suas palavras, camarada alvinegro. O pior é que esta situação foi anunciada. Graduei-me em Geografia na FFLCH em 2002, ou seja, peguei boa parte do processo de precarização, que acometeu não só a USP mas todo o ensino público superior brasileiro. O artigo da professora Janaína ilustra bem o resultado.
E a USP Tucana Leste? a coisa lah eh feia.
Rapaz, esse é o resultado da maneira como são feitos os concursos docentes no Brasil inteiro e em São Paulo, especialmente. Fiz um concurso na UNIFESP em que, apesar de eu ter mais de dez anos de experiência na docência superior, inclusive no nível de mestrado, e um currículo Lattes compatível com isso, e de um outro candidato já ter sido professor-visitante em Yale e Harvard, quem foi aprovada foi uma moça que jamais havia lecionado no nível superior: era professora de cursinho e seu currículo Lattes tinha uma só página. Mas ela era amiga dos amigos, seu orientador fazia parte da tchurma da USP, de onde veio o grosso da banca... Em resumo, o velho Brasil do compadrio.
No ano de 1996 eu me candidatei a uma vaga no Mestrado de uma universidade pública em Belo Horizonte. Para meu azar, além de as vagas serem poucas, a prova de língua estrangeira, em que os candidatos sempre puderam consultar o dicionário, teve a consulta proibida. Soube depois que alguns professores estavam na sua última chance. E como alguns deles eram fluentes em língua estrangeira, eles faturaram as provas, enquanto os candidatos comuns, como eu, passávamos por maus momentos. O favorecimento ajudou. As vagas foram preenchidas pelas pessoas que a Congregação queria ajudar.
Na ECA - USP, um dos professores de música de câmara é organista do mosteiro de São Bento !!! Humm..... Não posso detalhar mais .. só olhar o curriculo lattes, ver quem foi o orientador e o local da sua graduação .... e em que época ele conseguiu ser professor da USP (em que governo)
O que mais me impressiona é que se trata de uma professora de Direito Penal. Coitado dos alunos dela. Na verdade pela lógica dela nordestino não sofre preconceito, na verdade ele causa o preconceito. Na visão dela só existem pobres e ricos no Brasil porque o Lula disse que existem. Se o Lula dissesse que não existe elite e miseráveis no Brasil, aí sim, tava tudo resolvido, paz social.
Cadê o texto Nassif? Não sou assinante da Pholha!!!
Um pouco abaixo.
EHEHEH! Tadinha da moça.
Eu ficava até com pena...se o artiguinho dela não fosse tão cretino.
Já coloquei no outro post, vai de novo aqui. As explicações da "professora" são explicadas neste livro (é sério):
http://www.submarino.com.br/produto/1/1054685/sobre+falar+merda
PUTZ, Biondo! Eh serio!!!
http://en.wikipedia.org/wiki/Harry_Frankfurt
http://books.google.com/books?id=bFpzNItiO7oC&printsec=frontcover&dq=on+...
Filosofo da decada, pra mim! MEU HEROI!
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
Tomei a liberdade de postar esta resenha.
Parece até a descrição de um "nobre" blogueiro brasileiro.
http://recantodasletras.uol.com.br/resenhas/424761
"SOBRE FALAR MERDA" - RESENHA DE CARLOS I. S. AZAMBUJA.
por Carlos I.S. Azambuja em 12 de janeiro de 2006
Resumo: A pessoa que tenta conseguir as coisas falando merda goza de muito mais liberdade, pois seu enfoque é panorâmico e não particular, o que não significa necessariamente que sua tarefa seja mais fácil que a do mentiroso.
© 2006 MidiaSemMascara.org
Um dos traços mais marcantes da nossa cultura é que se fale tanta merda. Aliás, isso poderá ser observado nos e-mails que circulam na Internet. Cada um de nós contribui com sua parte. Todavia, a maioria das pessoas confia em sua capacidade de reconhecer quando se está falando merda e evita se envolver. Assim, o fenômeno nunca despertou preocupações especiais nem induziu uma investigação sistemática.
Por causa disso, não temos uma idéia precisa do que é falar merda, da razão para que se fale tanta ou para que serve. Em outras palavras, não dispomos de uma teoria do que é falar merda. Algumas análises experimentais e exploratórias, no entanto, poderão desenvolver uma compreensão teórica do que isso significa.
O objetivo deste artigo é apenas fornecer uma descrição aproximada do que é falar merda e do que não é, articulando de uma forma resumida a estrutura desse conceito. A expressão falar merda é empregada livremente como um termo ofensivo genérico, sem um significado literal muito específico. Por outro lado, o fenômeno é tão vasto e amorfo que nenhuma análise concisa e perspicaz de seu conceito consegue chegar a ser procustiana. No entanto, é sempre possível escrever algo de útil sobre o tema.
É fácil produzir comunicações e artigos feitos sem cuidado, de qualidade inferior, que revelam semelhanças, até certo ponto, com o falar merda. Mas de que modo? Será o falador de merda, pela própria natureza, um desmiolado? Será o seu produto necessariamente sujo ou grosseiro? A palavra merda com certeza sugere isso. O excremento não é de modo algum projetado ou elaborado. É apenas emitido e descarregado. Pode ter uma forma mais ou menos coesa ou não, mas não é, decerto, trabalhado.
A noção de se falar merda com cuidadoso apuro envolve, assim, um certo esforço interior. Uma atenção ponderada aos detalhes requer disciplina e objetividade, e acarreta a aceitação e padrões e limites que proíbem a tolerância com impulsos e caprichos. Em relação a falar merda, essa é uma abnegação.
A área da propaganda e das relações públicas e, também e principalmente, a área da política, estão repletas de exemplos consumados de falar merda que podem servir como os paradigmas mais inquestionáveis e clássicos do conceito. E, nessas áreas, existem profissionais extremamente sofisticados que, com o auxílio de técnicas avançadas, se dedicam de forma incansável a falar merda.
Por outro lado, quando caracterizamos uma conversa como papo furado, queremos dizer que o que sai da boca do falante é apenas isso. Mero vapor. Uma fala vazia sem substância e conteúdo. A propósito, há certas semelhanças entre papo furado e excremento, que fazem papo furado parecer um equivalente especialmente apropriado de falar merda. Da mesma forma que papo furado é uma fala que foi esvaziada de todo conteúdo informativo, o excremento é matéria da qual foram removidos todos os nutrientes e pode ser encarado como o cadáver dos nutrientes, o que resta quando os elementos vitais da comida foram exauridos.
De fato, falar merda envolve algum tipo de blefe. Encontra-se, certamente, mais próximo de blefar que de contar outra mentira. Mas o que se deduz de sua natureza pelo fato de ter mais semelhanças com aquele do que com este? Qual a diferença relevante entre o blefe e a mentira?
Mentir e blefar são formas de embuste ou de logro. Assim, o conceito mais fundamental que caracteriza uma mentira é o da falsidade. O blefe também transmite uma coisa falsa. Entretanto, de forma diferente da mentira pura e simples, ele é mais um caso de tapeação que de falsidade. Isso é o que o torna próximo de falar merda, pois a essência de falar merda não é algo falso, mas adulterado. O falador de merda está camuflando as coisas. Porém, isso não significa que ele as entenda erradamente.
Na verdade, as pessoas tendem a ser mais tolerantes com a falação de merda do que com a mentira. É possível que tentemos nos distanciar da falação de merda, porém somos mais inclinados a dar-lhe as costas com um simples encolher de ombros, com impaciência e irritação, do que com o sentimento de ultraje ou de indignação que a mentira quase sempre inspira.
Contar uma mentira é ato com enfoque muito preciso, projetado para inserir uma determinada falsidade num ponto específico de um conjunto ou de um sistema de convicções, a fim de se evitar as conseqüências de se ter aquele ponto ocupado pela verdade. Isso não é fácil e requer um determinado grau de técnica e perícia. O mentiroso é incondicionalmente afetado pelos valores da verdade e, para contar uma mentira qualquer ele tem de pensar que conhece a verdade e, a fim de inventar uma mentira eficaz, precisa elaborar sua falsidade sob a orientação daquela verdade.
Por outro lado, a pessoa que tenta conseguir as coisas falando merda goza de muito mais liberdade, pois seu enfoque é panorâmico e não particular. Isso, no entanto, não significa necessariamente que sua tarefa seja mais fácil que a do mentiroso. Porém, a forma de criatividade na qual se baseia é menos analítica e refletida do que aquela mobilizada na mentira; é mais extensa e independente, com oportunidades mais amplas para a improvisação, a nuance e o jogo imaginativo. Isso é menos uma questão de habilidade do que de arte. Daí o conceito familiar do “artista da merda”.
O que o falar merda deturpa, essencialmente, não é o estado de coisas ao qual se refere – que a mentira deturpa por ser falso – nem as crenças do falante em relação a esse estado de coisas. Uma vez que falar merda não envolve e falsidade, difere da mentira em seu intento deturpador. Esse é o ponto crucial da distinção entre o falador de merda e o mentiroso.
O fato ocultado pelo mentiroso é a sua tentativa de nos afastar de uma apreensão correta da realidade; nós não podemos saber sobre seu desejo de que acreditemos numa coisa que ele supõe falsa. O fato que o falador de merda oculta sobre si, por outro lado, é que o valor da verdade de suas afirmações não tem um interesse fundamental para ele. O que não devemos descobrir é que sua intenção não é relatar a verdade nem ocultá-la. Isso, todavia, não significa que seu discurso seja anarquicamente impulsivo, mas que o motivo a orientá-lo e controlá-lo está pouco interessado em saber como são de fato as coisas que fala.
É impossível para alguém mentir a menos que conheça a verdade. Falar merda não requer essa convicção. Uma pessoa que mente está reagindo à verdade. Entretanto, no caso do falador de merda, isso não conta. Ele não está nem do lado do verdadeiro nem do falso. Ele não se importa se as coisas que fala descrevem a realidade corretamente; apenas, as escolhe ou inventa para satisfazer seu propósito. Está, simplesmente, falando merda.
Finalmente, por que se fala e se escreve tanta merda? É claro que é impossível saber se hoje se fala relativamente mais merda que no passado. No entanto, a atual proliferação do ato de falar merda tem também raízes muito profundas em várias formas de ceticismo que negam o fato de que possamos ter acesso confiável a uma realidade objetiva e rejeitam, portanto, a possibilidade de sabermos como as coisas na verdade são.
O problema de se compreender porque nossa atitude em relação a falar merda é, em geral, mais generosa do que em relação a mentir é muito importante, o que deixarei como dever de casa para os leitores do Mídia Sem Máscara.
Dados bibliográficos:
“Sobre Falar Merda”, do qual a matéria acima é uma resenha, é o título de um livro de Harry G. Frankfurt, professor emérito de Filosofia da Princeton University. “Sobre Falar Merda” foi primeiro lugar na lista dos livros mais vendidos do New York Times. Editado no Brasil, em 2005, pela Editora Intrínseca Ltda.
Fonte: Mídia Sem Máscara.
Código do texto: T424761
Mas, que merda é essa??? kkkkkkk
Eu jurava que esse era o manual de redação da Folha de São Paulo. Aliás a capa lembra a do livro do 'imortal' Reinaldo Azevedo, que acabou de ser lançado e já está com 40% de desconto. Pelo menos no quesito M....
Bravo !
Nassif,
Há mais coisa lá... o problema não é descrever erros primarios que estão tão perceptíveis como um tapa na cara. O problema é o que se revela. Não penso duas vezes antes de dizer que várias pessoas vão sair deste armario e mostrar a canalhice, isso graças ao Serra. Não que o Serra seja o culpado pelo racismo, pelo proconceito, pelo regionalismo abjeto. MAs que ele como homem público e pelo peso que tinha, deu o direito de sairem à luz do DIA.
Viviam escondidos com medo de aparecer, saldaram a vinda da internet ( a liberdade atrás de fakes, e de outros tipos de anonimatos) para a expor as ideias que sempre tiveram mas possuiam medo de demostrar publicamente. Aquele papo: "Racista? Minha empregada é negra, absurdo! Vc está em ofendendo..."
Mas eis que o ex-governador do "estado mais rico" mostrou que ser cretino, mezzo-facista, e defender estes absurdos não é mais motivo para se esconder. Agora vemos truques de retorica facilmente desmontaveis. Nos próximso anos veremos isto de forma bem mais objetiva e seca. Já vou me preparando para o TPB, "Tea-Party-Brazil"... E como copia barata, com muito mais defeitos do que o original...
denilsoncel@yahoo.com.br
Boa Nassif. Como postei no meu twitter, nasci no interiorrr de SP, moro em outra cidade do interiorrr e quero que estes movimentos SP para paulistas vão se .... Sem nenhuma elegância quatrocentona. E a bem da verdade, se for quatrocentona mesmo, pra valer, a família tem origem em bandeirantes, capitães-do-mato caçadores de índios e de escravos. Fino, né!!!!
Infelizmente existem muitos e muitos professores desse nível em insituições reconhecidas pelo Brasil adentro.
Onde Janaína Paschoal fez Direito? Não deve ter sido na São Francisco. Não consta em lugar algum em que pesquisei a faculdade em que se graduou. Não tem "cara" de quem se "criou" nas Arcadas.
É mesmo. Nem no Lattes dela consta.
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4732971P6
Por acaso voce acha que os "iluminados" do Largo de Sao Francisco estao imunizados contra esse mal?
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