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O julgamento dos donos de fábrica de amianto na ItáliaEnviado por luisnassif, ter, 12/07/2011 - 13:08Atualizado às 13h07 De Carlos Minc, pelo Twitter Por Marcos RTI DO PORTAL RFI Artigo publicado em 05 de Julho de 2011 O maior processo já realizado na Itália para apurar as responsabilidades pela morte de cerca de três mil pessoas vítimas do amianto pede a condenação a penas que vão até 20 anos de prisão para os ex-proprietários e acionistas da multinacional suíça Eternit. O anúncio do veredito será só no fim do ano, mas as famílias das vítimas do amianto no norte da Itália comemoram esta primeira decisão do Tribunal de Turim, anunciada nesta segunda-feira. O bilionário suíço Stephan Schmidheiny, ex-proprietário da Eternit Itália, e o belga Jean-Louis Marie Ghislain de Cartier de Marchienne, ex-sócio da empresa, são acusados de ter provocado uma catástrofe ambiental, de violar normas de segurança do trabalho e de ter causado, através da atividade da usina, a morte de cerca de três mil pessoas. As vítimas não eram apenas funcionários, mas também moradores do entorno da fábrica italiana, que faliu em 1986 após 80 anos de funcionamento. O símbolo dessa luta na Justiça é a italiana Romana Blasotti, que perdeu marido, irmão, filhos, netos e amigos, todos expostos ao amianto. Esta fibra de origem mineral é usada principalmente em materiais de construção, como telhas e pisos, por ser barata e resistente ao calor. A substância pode provocar doenças pulmonares e alguns tipos de câncer. No início da década de 90, o amianto foi banido da Itália e é proibido em outros 50 países. O mineral ainda é utilizado no Brasil, terceiro maior produtor e exportador mundial do amianto. Inclusive o empresário suíço que está sendo acusado na Itália já esteve à frente da Eternit do Brasil. A Organização Internacional do Trabalho estima que cem mil trabalhadores morram por ano devido a doenças relacionadas ao amianto. http://www.portugues.rfi.fr/europa/20110705-ex-empresarios-de-usina-de-a...
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Comentários + votados
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Whatever
12/07/2011 - 10:11
Dá uma olhada no site da vítimas brasileiras do amianto, tem bastante informação sobre essa desgraça em terras brasileiras.
http://www.abrea.org.br/amiantobrasil.htm
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jura
12/07/2011 - 15:28
OK. O que o site diz é que o Brasil produz amianto crisotila e que os amiantos perigosos são os outros. Mesmo admitindo-se alguma possível periculosidade para o crisotila, o perigo estaria no...
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jura
12/07/2011 - 15:43
Estudo epidemiológico brasileiro avalia 10 mil trabalhadoresO médico brasileiro Ericson Bagatin, professor da Unicamp, coordenou o primeiro estudoepidemiológico sobre doenças ocupacionais provocadas...
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jura
12/07/2011 - 18:35
A recíproca também é verdadeira e estamos de novo diante de dois estudos contraditórios, como eu apontei desde o início: um da Unicamp e outro da ENSP.
Qual o mais apropriado (eu acredito que ambos...
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Fernanda Giannasi
15/07/2011 - 12:53
Uma questão incontestável é que o amianto ou a chamada "catástrofe sanitária do século XX" é um reconhecido cancerígeno para os seres humanos e que não há amianto "do bem" ou seguro à saúde...
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Fernanda Giannasi
15/07/2011 - 13:07
O processo mencionado no artigo aqui reproduzido em curso no tribunal italiano de Turim é um fato inédito e por isso vem sendo chamado o PROCESSO DO SÉCULO, que certamente irá mudar a...
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Whatever
12/07/2011 - 16:43
Se isso fosse verdade, por que dezenas de países mundo afora proibiram todos os tipos de amianto?
Por que vários estados brasileiros proibiram?
Por que há um PL no congresso para o banimento total da...
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E no Brasil, como é que fica?
No Brasil a Eternit só cresce já a bastante tempo !
@DanielQuireza
Dá uma olhada no site da vítimas brasileiras do amianto, tem bastante informação sobre essa desgraça em terras brasileiras.
http://www.abrea.org.br/amiantobrasil.htm
OK. O que o site diz é que o Brasil produz amianto crisotila e que os amiantos perigosos são os outros. Mesmo admitindo-se alguma possível periculosidade para o crisotila, o perigo estaria no processamento em ambiente aberto, enquanto a produção das grandes empresas no Brasil é totalmente hermética.
Os dados de morbidade apresentados são todos estrangeiros, para produtos também estrangeiros (amianto anfibófilo, não crisotila). Gostaria de conhecer os dados sobre a evolução da morbidade (doenças) e da mortalidade (mortes) comprovadamente causadas pela crisotila no Brasil.
Afinal, o amianto nacional está matando muitos brasileiros atualmente? Quantos, onde, como e pro que? O problema está na fábrica ou na obra? Quais as medidas de segurança adotadas nas fábrica e nas obras?
Quais os riscos associados aos produtos substitutos? (não podemos trocar um problema por outro).
Quais os produtos mais perigosos utilizados nas obras e quais as medidas de segurança adotadas em relação a eles? (não podemos exigir segurança seletiva para um único produto: vários deles envolvem riscos).
Sem saber tudo isso eu corro o risco de inviabilizar uma indústria genuinamente nacional em favor dos interesses dos outros. Eu tenho informações conflitantes sobre esse assunto há muito tempo e portanto um dos lados está mentindo. E ambos os lados têm razões muito boas para mentir. Por isso acho que a melhor resposta está nas perguntas acima: como vai a saúde dos trabalhadores do amianto no Brasil? Os estudos que eu conheço dizem que vai bem. Serão falsos? Então onde estão os verdadeiros?
Estudo epidemiológico brasileiro avalia 10 mil trabalhadores
O médico brasileiro Ericson Bagatin, professor da Unicamp, coordenou o primeiro estudo
epidemiológico sobre doenças ocupacionais provocadas pelo amianto. O projeto analisou
4220 mineiros que trabalharam em contato com a fibra do mineral de 1930 a 1996. Durante
os estudos foi constatado ainda que as minas de Poções, na Bahia, e de Cana Brava, em
Minaçu, têm registros de 10 mil trabalhadores. De acordo com Bagatin, doenças
provocadas por poeira, como é o caso da asbestose são progressivas, irreversíveis e sem
tratamento. Portanto, as pessoas devem ser retiradas da exposição quando detectada a
doença. Por isso, é fundamental que os trabalhadores do amianto façam exames específicos
e periódicos. O pesquisador concluiu que não há comprovação de que o amianto crisotila
seja tão prejudicial quanto o amianto utilizado na Europa e outras regiões do mundo. A
pesquisa teve financiamento do Fundo de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, a
Fapesp, considerada uma das maiores agências de fomento à pesquisa no Brasil, tanto do
ponto de vista de recurso financeiro quanto da integridade.
http://www.crisotilabrasil.org.br/site/pesquisas/_pdf/Boletim%20CNTA%20P...
Muita atenção, esse boletim é da Comissão Nacional dos Trabalhadores do Amianto, não das indústrias:
Edição de Divulgação do XII Encontro Nacional dos Trabalhadores do Amianto Crisotila
18 a 21 de Outubro • Recife – PE
Boletim Informativo da Comissão Nacional dos Trabalhadores do Amianto
Se isso fosse verdade, por que dezenas de países mundo afora proibiram todos os tipos de amianto?
Por que vários estados brasileiros proibiram?
Por que há um PL no congresso para o banimento total da produção de amianto no Brasil?
E last, but not least, alguns links que expõe o link que vc colocou a um vexame sem fim:
http://www.viomundo.com.br/denuncias/perito-suico-em-amianto-foi-pago-pe...
http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/informe/materia/index.php?origem=...
http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/informe/materia/index.php?origem=...
http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/informe/materia/index.php?origem=...
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG64114-6012,00-A+DIVIDA...
http://www.iwatchnews.org/2010/07/21/3418/brockovich-brazil
A recíproca também é verdadeira e estamos de novo diante de dois estudos contraditórios, como eu apontei desde o início: um da Unicamp e outro da ENSP.
Qual o mais apropriado (eu acredito que ambos são bons mas medem coisas diferentes)? O da ENSP diz que o amianto "pode" causar câncer, alguns mais que outros, o que me parece fora de dúvida, mas ainda não justifica o banimento. O da Unicamp utiliza uma amostra muito maior durante um período também maior. Os ministérios da Saúde e do Trabalho não acompanham a saúde dos trabalhadores do setor? Quais os resultados disso? Os sindicatos são pelegos?
Produtos tóxicos e cancerígenos existem aos montes. Cigarro, bebidas, tintas, solventes, combustíveis (lembram do diesel?), a lista não tem fim. Como vão os trabalhadores e consumidores desses produtos em relação aos do amianto. Por que todos os canhões estão voltados pra ele?
É isso que eu quero saber, not whatever. Insisto, somente os dados sobre a morbidade da população que produz e usa o produto pode definir isso. Nunca pesquisas sobre a "periculosidade" do produto, por que ai até Coca-Cola e batata-frita deveriam ser proibidos.
Fica mais ou menos assim:
"Supremo Tribunal Federal (STF) já começa a se sensibilizar diante do entendimento da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (AIPC), da Organização Mundial da Saúde (OMS), de que todos os tipos de fibra de amianto, em qualquer estágio de produção, transformação e uso, são substâncias cancerígenas para humanos. Um laudo contundente, de fé pública internacional."
E quais são as doenças causadas pelo amianto? A fibrose pulmonar é chamada asbestose porque a fibra de amianto que invade os pulmões tem o nome de asbesto. A doença é progressiva e leva lentamente o paciente à morte, após anos de sofrimento por recorrência de pneumonia. O Câncer de pulmão é um tumor maligno que leva 25 anos ou mais para se manifestar.
Em 30 de setembro, o presidente da ETERNIT, Élio Martins, o diretor-geral da SAMA, Rubens Rela Filho, o senador Marconi Perillo (PSDB, GO) e o deputado federal Carlos Alberto Leréia (PSDB, GO) foram recebidos no STF por Gilmar Mendes. Sobre o encontro, o site do STF noticiou que o grupo foi entregar documentos contra o banimento do amianto crisotila, um tipo de fibra que, afirmam, seria inofensivo à saúde.
Marconi Perillo, Carlos Alberto Leréia e Demóstenes Torres são alguns dos parlamentares da “bancada da crisotila” no Congresso Nacional. Em troca de defender o amianto recebem o apoio financeiro da indústria em suas campanhas.(...)"
Matério do Vermelho em 2008:
http://www.vermelho.org.br/coluna.php?id_coluna_texto=1951&id_coluna=34
A AIPC está pedindo o banimento de todas as substâncias cancerígenas da face terra?
O amianto crisotila brasileiro é a mais perigosa delas?
Por que é o primeiro da lista?
Quando um assunto está sendo julgado na Justica, ambas as partes têm o direito de se defender e apresentar suas razões. Mesmo que um dos juízes seja Gilmar. Se os documentos não forem falsos, não há nenhum problema nisso.
A presença do governador de Goiás significa que ele está preocupado com a arrecadação e o desemprego. Também pode ser um indício - se ele é um governador competente - de que as minas de Goiás não têm trabalhadores doentes por causa do amianto "crisotila" nas atuais condições de produção.
O bilionário suíço proprietário da Eternit, Stephan Schmidheiny, trabalhou como trainee na fábrica de Osasco. Qual será o real tamanho do seu arrependimento?
Mudando o Rumo
Stephan Schmidheiny
Carreira empresarial
Quando solicitei outro emprego temporário, desta vez na Arábia Saudita, em vez de concordar, meu pai me pediu que o ajudasse a resolver alguns problemas urgentes que o grupo estava enfrentando na Suíça. Não gostei muito da idéia de voltar para casa quando ainda tinha tantas coisas para ver pelo mundo afora, mas é impossível não ouvir um pedido de ajuda do próprio pai. O cargo de gerente de vendas da Eternit AG em Niederumen foi provavelmente o verdadeiro começo da minha carreira empresarial. Um ano depois fui designado CEO e, em 1976, assumi o lugar de meu pai como presidente do Grupo Suíço Eternit. Em 1984, quando meu pai tomou a decisão de dividir seu patrimônio entre os filhos, assumi como proprietário do Grupo Eternit, enquanto meu irmão Thomas se encarregou do Grupo Holderbank (mais tarde, Holcim).
Eu tinha então 29 anos e era responsável pelo controle e organização de um conglomerado de empresas com fábricas em mais de 20 países, empregando (dezenas de) milhares de pessoas. Era um grupo administrado de forma descentralizada e bem sucedida em muitos mercados.
A polêmica sobre os potenciais efeitos nocivos do pó de amianto, foi um choque para mim em muitos aspectos. Eu mesmo havia sido exposto às fibras desse material durante meu estágio no Brasil. Costumava carregar os sacos de amianto e jogar as fibras no misturador, aspirando profundamente por causa do esforço físico. Com freqüência, no fim de cada dia de trabalho, eu estava completamente coberto de pó branco.
Naquele momento, concluí que era incapaz de calcular por mim mesmo o verdadeiro grau dos riscos envolvidos na fabricação de produtos de cimento-amianto. Nossos assessores achavam que os estudos científicos destinados a provar os efeitos nocivos desse material estavam cheios de contradições. Eu percebia que a falta de um consenso científico e técnico transparente em relação ao amianto e a imprevisibilidade dos seus efeitos impossibilitavam qualquer planejamento ou gestão de risco confiável. Concluí então que essa não era uma perspectiva muito promissora para estar envolvido.
Imediatamente instalamos novos equipamentos e filtros nas fábricas para reduzir ao mínimo a concentração de fibras no ar. Além disso, implantamos programas de treinamento para o pessoal, com o objetivo de minimizar os riscos associados ao amianto e começamos exaustivas pesquisas para desenvolver produtos alternativos.
Ao mesmo tempo, tomei uma decisão radical. Sem ter a mais mínima idéia de como iríamos implantar a mudança, anunciei publicamente que o grupo interromperia a fabricação de produtos contendo amianto (muito antes da União Européia proibir sua utilização). Posso me lembrar muito bem das palavras de um dos gerentes técnicos depois do meu anúncio: “O jovem Schmidheiny está louco! Quer fabricar produtos Eternit sem amianto. É como querer encontrar água seca...”.
Dez anos difíceis
Tomei a decisão de não utilizar mais amianto baseado nos problemas de saúde e ambientais associados a este mineral. Mas também tive a impressão de que, em uma época de crescente transparência – bem como de preocupação com os riscos para a saúde – seria impossível desenvolver e manter um negócio bem sucedido baseado no amianto. Tal intuição fez com que eu começasse a considerar seriamente a relação entre os negócios e a sociedade. Foi um período doloroso, mas uma preparação de valor inestimável para minha posterior dedicação a uma posição de liderança em assuntos relacionados aos negócios e sociedade.
Atravessamos momentos extremamente difíceis. Porém, com o passar do tempo me convencia cada vez mais de ter tomado a decisão certa.
A família Schmidheiny sempre vivera discretamente, afastada do olhar público. De repente, me vi nas primeiras páginas dos jornais, ligado aos efeitos nocivos do amianto, os mesmos efeitos contra os quais eu tentava proteger os meus empregados e o grupo. Isso foi muito difícil, não só para mim, como também para minha família e meus amigos.
Quando olho para trás e avalio o que sabemos hoje sobre as muitas vítimas do amianto, fico aliviado por haver me mantido firme na decisão de acabar com a utilização desse material, apesar das incertezas e da resistência da indústria, do meu próprio grupo e de muitos dos meus empregados. Como sabemos atualmente, as doenças causadas pelo amianto somente se manifestam depois de muitos anos – ou mesmo décadas – após a exposição às fibras. Esta é uma situação terrivelmente deplorável, principalmente porque, durante muito tempo, nem os governos nem a indústria reconheceram as conseqüências do problema nem tomaram as necessárias medidas de proteção.
http://www.stephanschmidheiny.net/carreira-empresarial/
Uma questão incontestável é que o amianto ou a chamada "catástrofe sanitária do século XX" é um reconhecido cancerígeno para os seres humanos e que não há amianto "do bem" ou seguro à saúde humana. Tanto é que esta fibra mineral nociva já foi banida em 66 países, 5 estados brasileiros e diversos municípios. Dados recentes da OMS-Organização Mundial da Saúde elevaram para 107 mil a casuística de mortes por ano causadas pelo amianto somente entre trabalhadores e trabalhadoras, sem contar a população indireta ou ambientalmente exposta à poeira assassina.Muito bem lembrado aqui neste debate democrático que o STF mudou jurisprudência, recentemente, para permitir que estados e municípios sejam mais restritivos que a lei federal que permite ainda o uso do amianto crisotila extraído em Goiás para atender o interesse milionário do lobby produtor (somente comparado ao do tabaco e chamado de MERCADORES DA MORTE) e dos políticos deste Estado, por diversas vezes denunciados na grande imprensa por terem suas campanhas políticas financiadas por esta indústria letal, que também financia estas pesquisas fajutas e com reconhecido conflito de interesses de seus pesquisadores, que usam suas credenciais de respeitadas universidades públicas para esconder seus negócios espúrios e privados de assessoria às empresas do amianto.Àqueles que aqui clamam por "dados científicos" sobre as doenças em nosso país e que fingem desconhecer trabalhos sérios de instituições como Fundacentro, Fiocruz, CESAT e outros, o que diriam dos quase 4.000 Acordos Extrajudiciais firmados somente por 2 gigantes do setor de materiais de cobertura, que usavam ou ainda usam o amianto, Brasili e Eternit, com seus ex-empregados contaminados, doentes, mortos e familiares? Ou será que irão também duvidar das informações vindas das próprias indústrias do amianto?
O processo mencionado no artigo aqui reproduzido em curso no tribunal italiano de Turim é um fato inédito e por isso vem sendo chamado o PROCESSO DO SÉCULO, que certamente irá mudar a jurisprudência mundial, deixando de lado esta benevolente complacência sobre o crime corporativo ou do colarinho branco, que tem mantido na impunidade os big bosses empresariais com sua ação danosa por lucros insaciáveis e vergonhosa omissão, que tem penalizado em todo mundo milhares de trabalhadores e trabalhadoras. Este, esperamos, será um processo exemplar, que mostrará ao mundo que a classe trabalhadora pode sonhar com uma verdadeira Justiça Social..... cadeia para os assassinos corporativos do amianto!
O biliardário suíço e o barão belga, para os quais está sendo pedido uma pena de reclusão de 20 anos, são acusados de crime ambiental doloso permanente e omissão dolosa das medidas de segurança de seus trabalhadores. O Procurador da República italiana, Dr. Rafaelle Guariniello, pretende estender a ação num segundo processo (chamado ETERNIT-bis) às vítimas do amianto italianas que trabalharam nas fábricas do grupo multinacional helvético-belga na Suíça, Brasil etc.
Carta rogatória da Procuradoria de Turim já foi enviada ao governo brasileiro pedindo informações e apoio para esta ação e espero que o caso aqui não seja tratado com tanta irresponsabilidade e leviandade como o caso Cesare Battisti, que envergonha a todos nós pertencentes à comunidade ítalo-brasileira.
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